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	<title>Insulina | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Diabetes tipo 1: um desafio a ser superado pelas crianças e pelos pais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2015 21:27:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[contagem de carboidratos]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
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		<category><![CDATA[Ronaldo Wieselber]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um texto emocionante, Ronaldo Wieselberg relembra sua história com o diabetes tipo 1, conta as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos e dá dicas de como superar os desafios. Texto por Ronaldo Wieselberg ​Muita gente me pergunta se eu gosto de ter diabetes, devido ao meu envolvimento com o tema. A resposta é não, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em um texto emocionante, Ronaldo Wieselberg relembra sua história com o diabetes tipo 1, conta as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos e dá dicas de como superar os desafios.</em><br />
<span id="more-9008"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9027" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/a-crianca-esta-com-diabetes-tipo11.jpg" alt="a-crianca-esta-com-diabetes-tipo1" width="939" height="550" /></p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>Texto por Ronaldo Wieselberg</strong></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >​M</span>uita gente me pergunta se eu gosto de ter diabetes, devido ao meu envolvimento com o tema. A resposta é não, porque, oras, não é algo divertido ter que aplicar insulina, fazer testes várias vezes por dia&#8230; mas é algo com o que consigo conviver sem problemas. <strong>Hoje, quando me perguntam qual a melhor coisa que me aconteceu na vida, respondo que &#8220;depois de nascer, acho que foi ter diabetes&#8221;</strong>.</p>
<p>​Mas, claro, isso não aconteceu do nada. Vou contar a história de como isso aconteceu&#8230; Pegue a Coca-Cola Zero, o balde de pipocas e prepare a contagem de carboidratos!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>NO INÍCIO&#8230;O DIABETES</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >​E</span>u nasci em 1991, na época em que se amarrava cachorro com linguiça. Os mais velhos &#8211; errr&#8230; deixa pra lá! &#8211; devem se lembrar dessa época. Fernando Collor de Melo era o presidente, a inflação era maior do que a enfrentada hoje, a moeda era o Cruzeiro Novo (será?), e a situação do país era tenebrosa para quem&#8230; bom, na verdade era ruim pra todo o mundo!</p>
<p>​Na época, devido ao congelamento súbito das poupanças &#8211; e outros entraves da economia brasileira -, <strong>minha mãe perdeu o plano de saúde que tinha</strong>. E aí, onde seria possível fazer um pré-natal? Pois é. Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (guarde este nome!). Eu nasci ali mesmo.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9010" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-crianca.jpg" alt="ronaldo wieselberg crianca" width="675" height="392" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-crianca.jpg 675w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-crianca-413x240.jpg 413w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /></p>
<p>​Dois anos depois, minha mãe conta que eu tive uma otite (infecção na orelha) e, depois de algum tempo, comecei com um quadro de muita sede, muito xixi, e comecei a perder peso. Os pediatras diziam que era um quadro infeccioso simples, e que melhoraria com o tempo. <strong>Você já viu alguma história assim</strong>?</p>
<p>​Um belo dia &#8211; na verdade, 19 de setembro de 1993 -, <strong>eu simplesmente não acordei</strong>. Em pânico, minha mãe correu comigo para o hospital &#8211; já mencionado neste texto&#8230; &#8211; e o chefe do pronto-socorro da pediatria, naquele dia, era um endocrinologista pediátrico. Vendo o quadro, imediatamente solicitou um teste de glicemia&#8230; e, bingo!, <strong>o monitor não conseguia medir, de tão alta a glicemia</strong>. <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">Diabetes mellitus tipo 1</a>.</p>
<p>​<strong>Foram onze dias em coma</strong>. Onze dias durante os quais minha mãe dormiu com a cabeça apoiada nas grades do berço. Onze dias de incerteza. E, então, no décimo-segundo dia, minha mãe conta que acordou com uma mãozinha acariciando os cabelos dela. Eu tinha acordado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>COMO ERA CUIDAR DO DIABETES NA MINHA INFÂNCIA</strong></span></h3>
<p><strong><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-9026" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto.jpg" alt="ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto" width="350" height="350" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto.jpg 549w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto-150x150.jpg 150w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto-240x240.jpg 240w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><span class="bdaia-shory-dropcap" >​<strong>D</strong></span>ali pra frente, a vida teve que mudar radicalmente</strong>. Eu adorava comer bisnaguinhas com manteiga e geleia no lanche da tarde, por exemplo, e tive que mudar para chá com adoçante e bolachas água-e-sal. <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-contagem-de-carboidratos/">Contagem de carboidratos</a>? Apesar de existir desde 1935 na Europa, só começou a ganhar força como terapia para o diabetes em 1994, depois de um grande trabalho sobre diabetes &#8211; o <em>Diabetes Control and Complications Trial</em>, o DCCT &#8211; e começou a ser usado de maneira isolada no Brasil em 1997. O que se aceitava em 1993 era a restrição e a proibição alimentar &#8211; que hoje sabemos não ser o mais efetivo!</p>
<p>​Aplicar insulina &#8211; na época, <a href="http://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/">NPH</a>, apenas, no esquema convencional de insulinização (ou seja, sem contar carboidratos, etc&#8230;) &#8211; era um tormento. <strong>Minha mãe tinha um medo terrível de me machucar</strong> &#8211; aliás, ia doer de qualquer forma, as agulhas não eram tão confortáveis assim&#8230;! &#8211; e sofria muito, apesar de entender que aquela era a minha necessidade número zero. Teste de glicemia? Desculpe, não. Só na urina, com as famigeradas <strong>Glicofitas</strong> &#8211; e usando uma comparação de cores que variava do &#8220;negativo&#8221; para o &#8220;4+&#8221;, nada prático, considerando que os resultados do teste correspondiam à glicemia de algumas horas antes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>TEMPOS DE MUDANÇAS</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >​O</span> tempo foi passando. Confesso não saber como era a vida sem diabetes, mas a minha memória mais remota em relação a isso vem de uns catorze ou quinze anos atrás &#8211; a memória falha quanto à data exata.</p>
<p>​No meio da madrugada, depois de um dia em que tinha passado mal depois de comer alguma coisa &#8211; que com toda a certeza não me lembro o que era &#8211; eu acordei com uma tremenda vontade de ir ao banheiro. Com certeza, minha glicemia estava nas alturas. Fui ao banheiro e, no caminho, ouvi uns sons esquisitos&#8230; nunca tive medo de &#8220;coisas&#8221; em casa, então, nem liguei &#8211; além do mais, minha bexiga ia explodir!</p>
<p>​Fiz o que tinha que fazer no banheiro e, criança curiosa que era, fui descobrir o que era aquele barulho. Não parecia televisão &#8211; mesmo porque estava tudo às escuras. Parecia&#8230; como se alguém estivesse gripado e fungando constantemente. No quarto da minha mãe, inclusive.</p>
<p>​Fui silenciosamente até lá, mas, antes mesmo de chegar à porta, entendi o que estava acontecendo. <strong>Minha mãe estava chorando</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>​Um arrepio passou pela minha espinha, e eu senti que não deveria ficar ali. Engoli em seco e voltei rápido para a cama e fiquei pensando no que tinha acontecido.</p>
<p>​A princípio, me senti culpado. Afinal, eu é que tinha comido aquilo que me fez passar mal, e portanto, feito minha mãe chorar. Mas, conforme a noite ia passando &#8211; e, claro, não conseguia voltar a dormir &#8211; eu cheguei a uma conclusão: não era minha culpa, tampouco culpa dela.</p>
<p><strong>​</strong><strong>A culpa era do diabetes.</strong></p>
<p>​<strong>Naquela noite eu prometi a mim mesmo que minha mãe nunca mais choraria por culpa do diabetes</strong>. E verdade seja dita, acho que quebrei a promessa algumas vezes&#8230;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9011" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013.jpg" alt="ronaldo wieselberg congresso internacional de diabetes IDF 2013" width="720" height="451" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013-383x240.jpg 383w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013-343x215.jpg 343w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013-326x205.jpg 326w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></p>
<p>​&#8230;mas foram lágrimas de alegria. Lágrimas com o primeiro trabalho que fiz na área, em 2011; lágrimas pelo primeiro congresso internacional em 2013; tantas outras que poderia ficar aqui por um bom tempo &#8211; mas não gastarei o precioso tempo do leitor.</p>
<figure id="attachment_9017" aria-describedby="caption-attachment-9017" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9017" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-campanha-diabetes.jpg" alt="ronaldo wieselberg campanha diabetes" width="720" height="500" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-campanha-diabetes.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-campanha-diabetes-346x240.jpg 346w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-9017" class="wp-caption-text">Participar de campanhas educativas e de conscientização também ajuda a lidar melhor com o diabetes.</figcaption></figure>
<p><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-9015" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-namorada-240x240.jpg" alt="ronaldo wieselberg namorada" width="301" height="301" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-namorada-240x240.jpg 240w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-namorada-150x150.jpg 150w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-namorada.jpg 699w" sizes="(max-width: 301px) 100vw, 301px" />​Deixei de ver o diabetes como problema e passei a vê-lo como oportunidade. <strong>Nossos problemas em geral são do tamanho que damos a eles</strong>. Ao considerar o diabetes como uma oportunidade, tirei o peso de cima das minhas costas e das costas da minha mãe, claro.</p>
<p>​Hoje minha vida com diabetes é completamente normal. <a href="http://www.diabeticool.com/praticar-exercicios-facilita-controlar-a-glicemia-mesmo-que-voce-nao-perca-peso/">Pratico esportes</a>, saio com meus amigos e minha namorada, como o que tenho vontade &#8211; claro que com moderação! -, participo de cirurgias &#8211; coisa que muita gente dizia ser impossível&#8230;! &#8211; e converso com muita gente que tem diabetes sabendo o que é estar dos dois lados da mesa do consultório médico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>DICAS PARA UMA BOA CONVIVÊNCIA COM O DIABETES</strong></span></h3>
<p><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >​<strong>M</strong></span>uitas mães e pais de crianças com diabetes ficam com medo por seus filhos</strong>. Isso é normal, assusta mesmo! Muitos filhos com diabetes também sentem culpa por deixarem seus pais em sofrimento por terem diabetes. E isso também é normal, por mais que mães e pais tentem esconder o sofrimento &#8211; sim, nós, filhos, sabemos o que acontece.</p>
<p>​O porém é que isso não pode se tornar um ciclo vicioso &#8211; a mãe ou o pai sofre, o filho vê e sofre, a mãe vê o filho sofrendo e sofre mais&#8230; -, uma vez que isso prejudica o controle do diabetes, prejudica o ambiente familiar, e predispõe a outras doenças &#8211; como, por exemplo, <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-e-depressao-2/">depressão</a>, uma doença tão subestimada quanto o diabetes na sociedade atual.</p>
<figure id="attachment_9012" aria-describedby="caption-attachment-9012" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9012 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/campanha-ronaldo-wieselberg-young-leader.jpg" alt="campanha ronaldo wieselberg young leader" width="720" height="472" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/campanha-ronaldo-wieselberg-young-leader.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/campanha-ronaldo-wieselberg-young-leader-366x240.jpg 366w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/campanha-ronaldo-wieselberg-young-leader-214x140.jpg 214w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-9012" class="wp-caption-text">Ronaldo participa de campanha mundial da IDF. Na mensagem: &#8220;O governo brasileiro fornece insulina gratuitamente, mas precisa resolver problemas de distribuição e de falta de programas educativos&#8221;.</figcaption></figure>
<p>Cabe a cada um refletir, com sua própria consciência, sobre como vai lidar com diabetes e como vai quebrar o ciclo vicioso em potencial. Terapia ajuda? Ajuda, lógico que ajuda! Escrever num blog ajuda? Claro que ajuda!</p>
<p>​<strong>Mas, sabe o que ajuda mais? Aprender sobre diabetes</strong>. Entender exatamente o que acontece e como se portar perante cada situação diminui o medo e diminui o sofrimento por antecipação, o sofrimento diante do desconhecido.</p>
<p>​Não é necessário levar o diabetes como missão de vida. Mas entendê-lo vai permitir que você lide melhor com a sua rotina &#8211; e, por que não?, permitirá que você crie conexões com o que quer que faça na sua vida, seja em relacionamentos, seja no trabalho, seja no que for.</p>
<p>​Forte abraço, e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-um-desafio-a-ser-superado-pelas-criancas-e-pelos-pais/">Diabetes tipo 1: um desafio a ser superado pelas crianças e pelos pais</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Peptídeo C – de Patinho Feio a Cisne no Mundo do Diabetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2015 18:29:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[peptídeo-C]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes visto como mero &#8220;resto&#8221; da insulina, o peptídeo C ganha status de possível agente terapêutico no tratamento do diabetes. Entenda neste texto de Ronaldo Wieselberg. Quando descobriu-se, em 1967, como é realizada a produção e secreção de insulina no corpo humano, descobriram, também, um “resto”.  A insulina é formada dentro das células beta do &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Antes visto como mero &#8220;resto&#8221; da insulina, o peptídeo C ganha status de possível agente terapêutico no tratamento do diabetes. Entenda neste texto de Ronaldo Wieselberg.</em><br />
<span id="more-8655"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8656" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-ronaldo-wieselberg.jpg" alt="peptideo c ronaldo wieselberg" width="800" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-ronaldo-wieselberg.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-ronaldo-wieselberg-768x528.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-ronaldo-wieselberg-349x240.jpg 349w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >Q</span>uando descobriu-se, em 1967, como é realizada a produção e secreção de insulina no corpo humano, descobriram, também, um “resto”.  A insulina é formada dentro das células beta do pâncreas na forma de uma molécula chamada “pró-insulina”. Esta molécula fica em uma espécie de espiral, e ligações químicas “fecham” essa espiral. Depois, algumas substâncias cortam as partes “desnecessárias” e a insulina está pronta para uso.</p>
[pullquote]O peptídeo C era visto como um simples &#8220;resto&#8221; da produção de insulina&#8230;[/pullquote]
<p>Como a insulina tinha duas cadeias que eram ligadas, as chamadas “cadeia A” e “cadeia B” – o pessoal não é lá muito criativo para nomes&#8230; – batizaram aquele “resto”, cortado pelas substâncias depois da ligação das cadeias A e B, de <strong>peptídeo C </strong>(<em>veja na imagem abaixo</em>).</p>
<p>Naquela época, buscaram alguma função biológica do peptídeo C. Imaginaram que, vindo da molécula de pró-insulina, ele deveria ter alguma ação parecida com a insulina propriamente dita – por exemplo, <em>diminuir a glicemia</em>. Mas não acharam. E ele ficou meio de lado. Até o começo dos anos 90.</p>
<p>Inclusive nos livros de Endocrinologia mais renomados é dito, com todas as palavras: “<em>o peptídeo C não tem função biológica conhecida</em>” (<em>Greenspan’s Basic and Clinical Endocrinology, 9th Edition</em>,<strong> 2011</strong>). Para se pensar em como as coisas podem mudar rapidamente&#8230;</p>
<figure id="attachment_8657" aria-describedby="caption-attachment-8657" style="width: 845px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8657" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-diabetes.jpg" alt="peptideo c diabetes" width="845" height="578" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-diabetes.jpg 845w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-diabetes-351x240.jpg 351w" sizes="(max-width: 845px) 100vw, 845px" /><figcaption id="caption-attachment-8657" class="wp-caption-text">O Peptídeo C, marcado como “Peptídeo de Conexão” na molécula de pró-insulina.</figcaption></figure>
<p>O peptídeo C é secretado na corrente sanguínea junto da insulina, e na mesma quantidade de moléculas – o termo usado na ciência para esse acontecimento é “<em>secreção equimolar”</em>, o equivalente a dizer que saiu da célula a mesma quantidade de dúzias de laranjas e de melancias (ou seja, é a mesma quantidade e não é o mesmo peso, porque a melancia pesa mais). Logo, uma função bastante interessante para o peptídeo C seria <em>marcar a produção de insulina</em>.</p>
<p>Assim, se ao fazer o exame de sangue, você encontrasse o peptídeo C – que descobriram que durava mais, conseguia resistir ao metabolismo do fígado&#8230; – era sinal de que ainda produzia insulina. E, então, ou não precisaria de insulina, ou precisaria de quantidades pequenas.</p>
<p>E aí, começaram a surgir evidências que criaram um ponto de interrogação gigante na cabeça de muita gente.</p>
<p>Pessoas que tinham o período de <em>lua-de-mel</em> estendido – não, nada da folga pós-casamento, me refiro àquele período em que ainda há uma pequena secreção de insulina no diabetes tipo 1 – tinham uma incidência menor de complicações. O transplante de pâncreas parecia que “diminuía” o prejuízo trazido pelas complicações crônicas – e não parecia ter muito a ver com a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas ou com o controle glicêmico.</p>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/uma-lua-de-mel-de-adocicar-o-sangue-parte-i-de-ii/&#8221; size=&#8221;small&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;#E6B800&#8243;]Saiba mais sobre o período de lua-de-mel do diabetes tipo 1![/button]
<p>&nbsp;</p>
<p>E aí, decidiram olhar com mais carinho para o patinho feio. Ele tinha sido negligenciado, mas, oras, assim como o patinho da história, estava se mostrando algo bem diferente.</p>
<p>No começo desse ano – 2015 – a <em>Diabetes Research and Clinical Practice</em>, uma das revistas científicas de maior prestígio em relação ao diabetes no mundo, publicou um artigo que revisava os trabalhos de investigação sobre o peptídeo C. E eles foram impressionantes.</p>
<p>O <strong>Diabeticool</strong> traz, com exclusividade, os achados dessa revisão, adaptados e prontos para discussão!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como funciona o Peptídeo C?</strong><strong> </strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>e eu me lembro das minhas aulas de Bioquímica e das bases da Farmacologia, tudo se deve à ligação do peptídeo C em uma parte da célula – chamada de “<em>receptor</em>” – que vai estimular um monte de efeitos dentro daquela “caixinha” minúscula.</p>
[pullquote]De nada adianta ter um monte de peptídeo C no corpo; entenda o porquê.[/pullquote]
<p>Até onde se sabe, o peptídeo C tem função ao estimular a produção de um tipo de enzima, reduz a formação de substâncias inflamatórias e danosas ao corpo – por exemplo, os famosos “radicais livres” – e, principalmente, protege as células da parede dos vasos sanguíneos dos efeitos lesivos causados pela hiperglicemia – diminuindo, inclusive, os processos de <a title="UNICAMP lança portal online sobre dietas e controle do peso" href="http://www.diabeticool.com/unicamp-lanca-portal-online-sobre-dietas-e-controle-do-peso/">aterosclerose</a>.</p>
<p>O porém é que descobriram, também, que esse receptor para o peptídeo C satura rápido. O que isso significa? Vamos ver se consigo explicar&#8230;</p>
<p>Imagine que você quer assistir àquele filmão que acabou de ser lançado. Porém, ele só está disponível em uma sessão, em um cinema, um tanto quanto afastado na cidade. E, claro, existem lugares limitados no cinema. Então, quem chegar primeiro, assiste ao filme – e quem não chegar a tempo, sinto muito, espere outra sessão começar.</p>
<p>Isso acontece nos receptores, também. Se existir muito peptídeo C na corrente sanguínea, os receptores ficarão “ocupados”, e aqueles que não conseguirem se ligar vão ficar ali, “esperando outra sessão começar”.</p>
<p>E, diferentemente do exemplo, não dá para “construir outro cinema” para que o peptídeo C restante se ligue também&#8230; Então, não adianta dar grandes quantidades dessa substância: ela não será totalmente aproveitada desse jeito!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Os Efeitos do Peptídeo C no Corpo</strong><strong> </strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span>lguns estudos foram realizados no decorrer dos anos. A maioria deles usou modelos animais – ou seja, experiência em cobaias –, mas alguns deles também foram realizados em pessoas com diabetes.</p>
[pullquote]Descubra as diversas vantagens comprovadas (e aquelas ainda em estudo) do peptídeo C no organismo![/pullquote]
<p>Em casos de <strong><em>neuropatias</em></strong> – complicações relacionadas aos nervos –, os estudos demonstraram que a aplicação de peptídeo C, subcutâneo, diminuiu o desenvolvimento de problemas de condução (inclusive aumentou a velocidade de condução dos nervos em até 80%) e melhorou os sintomas. Isso ocorreu, de acordo com os cientistas, porque o fluxo sanguíneo ali – sim, os nervos também recebem sangue para que sejam nutridos! – é aumentado, assim como um mecanismo responsável pela condução dos impulsos nervosos. No caso da <a title="Disfunção erétil é tratada com remédio para diabetes" href="http://www.diabeticool.com/disfuncao-eretil-e-tratada-com-remedio-para-diabetes/">disfunção erétil</a> – uma complicação neuropática – o uso do peptídeo C também demonstrou melhoras.</p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=iJ7jyxB9q1E</p>
<p><em>Acompanhe uma explicação (em inglês) das diferenças entre peptídeo C no diabetes tipo 1 e no tipo 2.</em></p>
<p>Nos casos de <strong><em>nefropatias</em></strong> – complicações relacionadas aos rins – o uso do peptídeo C diminuiu a excreção proteica, assim como também diminuiu a filtração renal – poupando, assim, o trabalho destes órgãos. Além disso, ao atuar em um mecanismo de reabsorção de sódio nos rins, e diminuindo a produção de fatores que aumentam a fibrose – que é o mecanismo de lesão –, o peptídeo C tinha um efeito protetor. Mas, de acordo com os cientistas, isso ainda precisa ser estudado com mais calma&#8230;</p>
<p>No caso da <strong><em>função cardíaca</em></strong> e do <strong><em>fluxo sanguíneo</em></strong>, os estudos mostraram que o uso do peptídeo C diminuiu as arritmias cardíacas – já que elas estavam relacionadas aos problemas dos nervos que controlam o coração nas pessoas com diabetes – e aumentou o fluxo sanguíneo de maneira geral, nos rins, coração, nervos&#8230; e inclusive na pele, onde a falta de fluxo sanguíneo é motivo de preocupação para a cicatrização.</p>
<p>Na <strong><em>retinopatia</em></strong>, complicação relacionada aos olhos, a injeção do peptídeo C nos olhos de cobaias – no caso, ratos – impediu a progressão da retinopatia diabética. Não que o método de administração seja muito agradável, mas ainda são necessários mais estudos na área para comprovar sua eficácia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Então, o que podemos falar desse peptídeo, que mal conheço e já considero pacas?</strong><strong> </strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>m primeiro lugar, tudo aponta que o peptídeo C seja um antioxidante próprio do corpo. Porém, não sabemos direito qual a atividade metabólica dele – principalmente por não conhecermos em detalhes seu receptor nas células.</p>
<p>Além disso, não sabemos se administrar o peptídeo C a longo prazo pode causar algum dano à saúde – é MUITO difícil em Medicina termos alguma coisa que, na dose errada, não cause problemas&#8230; –, e isso precisa ser estudado com muito cuidado antes que o seu uso possa ser liberado.</p>
<p>Porém, o que se sabe é que, quando em concentração fisiológica – ou seja, em concentração igual à da liberação no corpo –, ele tem efeitos benéficos. Assim, se você tem diabetes tipo 2, <a title="Diabetes e a Aventura Gelada" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-e-a-aventura-gelada/">diabetes LADA</a>, diabetes tipo 1 em lua-de-mel, ou outros tipos de diabetes com produção de insulina, valorize esse período e estenda-o o máximo que conseguir com o melhor controle glicêmico possível!</p>
<p>Quem tem a ganhar é você&#8230; até que o novo “cisne” dos hormônios possa alçar voo com segurança.</p>
<p>Até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/?p=7247&#8243; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Quer ler todos os textos do Ronaldo Wieselberg? Clique aqui![/button]
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong><em>Se quiser saber mais (só se tiver muita coragem)&#8230;</em></strong></h5>
<ul>
<li>Wahren J, Larsson C.<strong> C-Peptide: New Findings and therapeutic possibilities. </strong>Diabetes Research and Clinical Practice 107 (2015) 309-319.  <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.diabres.2015.01.016">http://dx.doi.org/10.1016/j.diabres.2015.01.016</a></li>
<li>Gardner DG, Shoback D. <strong>Greenspan’s Basic &amp; Clinical Endocrinology, 9<sup>th</sup> Edition</strong>. McGraw-Hill, 2011. Capítulo 17.</li>
<li>Devlin TM. <strong>Manual de Bioquímica com Correlações Clínicas, 7ª Edição</strong>. Blucher, 2011. Capítulo 3.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/peptideo-c-de-patinho-feio-a-cisne-no-mundo-do-diabetes/">Peptídeo C – de Patinho Feio a Cisne no Mundo do Diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Dê sua assinatura: campanha por melhores insulinas para os jovens</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/de-sua-assinatura-campanha-por-melhores-insulinas-para-os-jovens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2015 18:47:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política & Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Avaaz]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=8628</guid>

					<description><![CDATA[<p>Campanha na internet mobiliza diabéticos; meta é convencer Ministério da Saúde a fornecer insulinas que facilitem o controle do diabetes em jovens e crianças. Uma campanha apoiada por alguns dos maiores grupos pró-diabéticos do Brasil &#8211; como ADJ, ANAD, FENAD, SBEM, SBP e SBD &#8211; busca convencer o governo a fornecer insulina ultrarrápida para crianças &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Campanha na internet mobiliza diabéticos; meta é convencer Ministério da Saúde a fornecer insulinas que facilitem o controle do diabetes em jovens e crianças.</em><span id="more-8628"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8630" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peticao-melhores-insulinas-diabetes.jpg" alt="peticao melhores insulinas diabetes" width="998" height="500" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peticao-melhores-insulinas-diabetes.jpg 998w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peticao-melhores-insulinas-diabetes-768x385.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peticao-melhores-insulinas-diabetes-415x208.jpg 415w" sizes="(max-width: 998px) 100vw, 998px" /></p>
<p>Uma campanha apoiada por alguns dos maiores grupos pró-diabéticos do Brasil &#8211; como <span class="name  "><a title="ADJ celebra 35 anos de atendimento e educação em diabetes" href="http://www.diabeticool.com/adj-celebra-35-anos-de-atendimento-e-educacao-em-diabetes/">ADJ</a>, ANAD, FENAD, SBEM, SBP e SBD &#8211; busca convencer o governo a <strong>fornecer insulina ultrarrápida para crianças e jovens</strong> no Brasil. Uma petição foi lançada no site AVAAZ e já conta com cerca de 20 mil assinaturas &#8211; a meta é atingir 2 milhões.</span></p>
<p>No Brasil, apenas 10% dos diabéticos tipo 1 conseguem um bom controle da glicemia. Os motivos para isso variam de pessoa a pessoa, mas as conseqüências são universais: manter os níveis de açúcar no sangue em valores inadequados faz disparar as chances de desenvolver <a title="Não controlada, diabetes pode causar complicações, diz SBD" href="http://www.diabeticool.com/nao-controlada-diabetes-pode-causar-complicacoes-diz-sbd/">complicações graves do diabetes</a>. Por isso, oferecer insulinas que facilitem tratar a condição é uma questão de saúde pública que deve ser adotada pelo governo federal.</p>
<p>Ainda sobre o assunto, esta sexta-feira ocorre em São Paulo o evento &#8220;<strong>Discutindo a Situação do Diabetes Tipo 1 no Brasil</strong>&#8220;, no qual alguns dos organizadores da petição explicarão melhor as idéias por trás da campanha. Mais informações estão na imagem abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8637" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/Apoio-à-Karla-Melo.png" alt="Apoio à Karla Melo" width="954" height="755" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/Apoio-à-Karla-Melo.png 954w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/Apoio-à-Karla-Melo-303x240.png 303w" sizes="(max-width: 954px) 100vw, 954px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
[button link=&#8221;https://secure.avaaz.org/po/petition/Exmo_Sr_Ministro_da_Saude_do_Brasil_Professor_Doutor_Arthur_Chioro_Disponibilize_insulinas_melhores_para_criancas_e_adol/?nLDoBib&#8221; size=&#8221;large&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Clique aqui para dar sua assinatura à campanha![/button]
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>LEIA A PETIÇÃO COMPLETA</strong></h4>
<p><em>O controle do diabetes no Brasil é inadequado, principalmente entre os usuários de insulina (aproximadamente 10% com bom controle). No longo prazo, o mau controle do diabetes aumenta o risco de desenvolvimento de complicações (cegueira, insuficiência renal, amputação, infarto do miocárdio) que comprometem a saúde e a qualidade de vida destas pessoas e aumentam os custos com o tratamento. Além disso, o uso de insulinas ou doses de insulinas inadequadas pode provocar hipoglicemias graves (glicose muito baixa no sangue) com perda de consciência, convulsões e até mesmo morte, principalmente se ocorrem enquanto os pacientes dormem. Solicitamos a incorporação de insulina de ação ultrarrápida (insulina asparte, ou glulisina, ou lispro) para as pessoas com diabetes e idade até 19 anos (crianças e adolescentes pela OMS), na tentativa de reduzir complicações futuras do diabetes e hipoglicemias graves e noturnas e aumentar as chances de que alcancem a vida adulta com capacidade funcional e laborativa como esperado para o futuro das crianças.</em></p>
<p><em>O diagnóstico de diabetes tipo 1, geralmente, é feito na infância e adolescência e estes pacientes devem usar múltiplas doses de dois tipos diferentes de insulinas. Uma insulina de ação rápida ou ultrarrápida, associada a uma insulina de ação intermediária ou prolongada, para obtenção de controle adequado da glicemia. Crianças e adolescentes têm maior dificuldade para reconhecer os sintomas de hipoglicemia e para tratá-la adequadamente, o que aumenta a probabilidade de hipoglicemias graves. Além disso, hipoglicemias graves podem ter consequências mais danosas nesta faixa etária. Durante a adolescência, geralmente, há piora do controle glicêmico, associada às mudanças hormonais que ocorrem neste período e que se somam às mudanças comportamentais.</em></p>
<p><em>Atualmente, o Ministério da Saúde do Brasil disponibiliza na lista de medicamentos do SUS, apenas as insulinas humanas NPH (ação intermediária) e regular (ação rápida). Nas últimas décadas houve uma evolução significativa no tratamento com insulinas, com o surgimento das insulinas análogas de ação ultrarrápida e de ação prolongada que permitem melhor controle do diabetes e redução das hipoglicemias. As insulinas de ação ultrarrápida possuem início de ação mais rápido e são eliminadas do corpo mais rapidamente do que a insulina humana regular, o que possibilita um melhor controle da glicemia após as refeições e redução das hipoglicemias graves e noturnas. Entre as insulinas análogas estas são as de custo mais baixo, quando comparadas às insulinas análogas de ação prolongada (detemir e glargina) e que possuem mais estudos sobre eficácia e segurança, inclusive em crianças e adolescentes.</em></p>
<p><em>O diabetes é uma epidemia mundial e no Brasil, sendo necessária uma estratégia específica para o seu controle. Visando uma melhora planejada e gradativa do tratamento com insulinas no Brasil, solicitamos a incorporação das insulinas de ação ultrarrápida para todas as pessoas com diagnóstico de diabetes e idade até 19 anos. Outros países como Alemanha, Inglaterra, Chile, Costa Rica e Uruguai possuem insulinas análogas na padronização do tratamento de pessoas com diabetes. No Brasil, a judicialização da medicina tem permitido o uso de tratamentos mais adequados para pessoas com diabetes. Porém, essa prática cada vez mais frequente em nosso país, permite acesso apenas aos pacientes que tem a possibilidade de mover ação contra o Estado. A grande maioria dos pacientes atendidos pelo SUS não possuem estes tratamentos disponíveis.</em></p>
<p><em>Esta incorporação inicial para pacientes com idade até 19 anos torna este primeiro passo factível, atenderá crianças e adolescentes com doença crônica que são prioridades em saúde pública no mundo e fornecerá dados que permitirão a análise para a progressão da melhora do tratamento com insulinas no Brasil. Com estes dados, será possível avaliar a incorporação das insulinas de ação ultrarrápida em outras indicações (todos com diabetes tipo 1, gestantes e idosos com hipoglicemias graves e noturnas frequentes, em uso de insulina humana regular), assim como de outras terapias, como as insulinas de ação prolongada e a bomba de insulina, indicadas em situações especiais, para os pacientes que persistem com hipoglicemias graves e noturnas apesar do uso da insulina de ação ultrarrápida.</em></p>
<p><em>As sociedades médicas e de profissionais de saúde (SBD, SBEM e SBP), bem como as entidades representativas de pacientes (ADJ, ANAD e FENAD), em contrapartida, se disponibilizam para auxiliar na análise dos efeitos desta incorporação sobre a saúde e qualidade de vida das pessoas com diabetes, seus aspectos farmacoeconômicos e no desenvolvimento de estratégias para melhorar a saúde de pessoas com diabetes em nosso país.</em></p>
<p><em>Esta é a nossa chance de mudarmos a realidade de pessoas com diabetes do Brasil, possibilitando uma qualidade de vida melhor.</em></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/de-sua-assinatura-campanha-por-melhores-insulinas-para-os-jovens/">Dê sua assinatura: campanha por melhores insulinas para os jovens</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>O ‘Anjo da Insulina ’ &#8211; novo produto promete “tomar conta” do medicamento</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/o-anjo-da-insulina-novo-produto-promete-tomar-conta-do-medicamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2015 21:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[aplicativo]]></category>
		<category><![CDATA[armazenamento]]></category>
		<category><![CDATA[Insulin Angel]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[smartphone]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Campanha na internet quer financiar o lançamento de produto que conversa com smartphones, mede a temperatura da insulina e avisa a distância entre ela e o usuário. Quem convive com o diabetes tipo 1 conhece a importância de armazenar corretamente a insulina. O hormônio só funciona bem para o controle da glicemia quando está dentro &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Campanha na internet quer financiar o lançamento de produto que conversa com smartphones, mede a temperatura da insulina e avisa a distância entre ela e o usuário.</em><br />
<span id="more-8600"></span></p>
<figure id="attachment_8601" aria-describedby="caption-attachment-8601" style="width: 978px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8601" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-dispositivo.jpg" alt="insulin angel dispositivo" width="978" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-dispositivo.jpg 978w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-dispositivo-768x432.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-dispositivo-845x475.jpg 845w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-dispositivo-415x233.jpg 415w" sizes="(max-width: 978px) 100vw, 978px" /><figcaption id="caption-attachment-8601" class="wp-caption-text">O &#8220;Anjo da Insulina&#8221; &#8211; um dispositivo revolucionário ou&#8230;só mais uma geringonça tecnológica?</figcaption></figure>
<p>Quem convive com o diabetes tipo 1 conhece a importância de <strong>armazenar corretamente a insulina</strong>. O hormônio só funciona bem para o <span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/download/tabela-controle-da-glicemia-diabeticool-2015/">controle da glicemia</span> quando está dentro do prazo de validade e na temperatura adequada &#8211; isto é, entre 2 e 8 graus na geladeira, ou entre 15 e 30 graus fora.</p>
[pullquote]“Eu precisava de alguma coisa que me avisasse quando a insulina começava a atingir as temperaturas-limite e se tornava ineficiente”, diz o criador do Insulin Angel.[/pullquote]
<p>O problema é transportar a insulina pra lá e pra cá no dia-a-dia e evitar temperaturas extremas. Aqui no Brasil, onde passar dos 30 graus durante o dia é comum na maior parte do país, isto pode ser um problema sério.</p>
<p>Muita gente já esqueceu insulina no porta-luva de carros, por exemplo, e depois teve que jogar fora, pois as temperaturas dentro dos veículos facilmente ultrapassam os 50 graus se deixados estacionados sob o sol. Ou então levou insulina na mochila ou na bolsa e não sabia se lá dentro ela se manteve em uma temperatura boa. Em países frios, a situação inversa ocorre: como garantir que a insulina em transporte esteja sempre acima dos 15 graus?</p>
<figure id="attachment_8602" aria-describedby="caption-attachment-8602" style="width: 978px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8602" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-diabetes.jpg" alt="insulin angel diabetes" width="978" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-diabetes.jpg 978w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-diabetes-415x233.jpg 415w" sizes="(max-width: 978px) 100vw, 978px" /><figcaption id="caption-attachment-8602" class="wp-caption-text">O &#8220;Anjo&#8221; é composto por um dispositivo que é termômetro e GPS, além de um aplicativo para smartphones.</figcaption></figure>
<p>Para resolver estes problemas, um novo produto está &#8220;querendo ser lançado&#8221;. A tecnologia e protótipos já existem, mas <strong>falta a comunidade diabética dizer se ele vale a pena ou não</strong>.</p>
<p>Trata-se do <strong>Insulin Angel</strong>, ou &#8220;Anjo da Insulina&#8221;, um pequeno dispositivo que <strong>avisa ao seu telefone a temperatura da insulina </strong>e ainda manda uma mensagem toda vez que você fica muito longe do medicamento, ajudando-o a nunca se esquecer de levá-lo consigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>DECISÃO SOBRE O LANÇAMENTO ESTÁ NAS MÃOS DO POVO</strong></h4>
<p>&#8220;Eu nem sempre tinha certeza da eficiência da minha insulina&#8221;, conta Amin Zayani, alemão diabético tipo 1 há oito anos e criador do Insulin Angel.</p>
<p>&#8220;Havia dias em que eu <a title="Chega ao Brasil insulina aplicada apenas 1 vez ao dia" href="http://www.diabeticool.com/chega-ao-brasil-insulina-aplicada-apenas-1-vez-ao-dia/">injeta um monte de insulina</a> e minha glicemia continuava alta. Eu jogava fora a caneta, pegava uma nova, e isso normalmente resolvia o problema. Mas eu precisava de alguma coisa que me avisasse quando a insulina começava a atingir as temperaturas-limite e se tornava ineficiente&#8221;, explicou Amin em entrevista ao site <a href="http://www.core77.com/posts/31369/Better-Living-with-Uncertainty-Insulin-Angel-Releases-Medication-Tracker-on-Indiegogonnbsp">Core77</a>.</p>
<p>Com este problema em mente, Amin começou a trabalhar em uma primeira versão do Insulin Angel há oito meses. Neste meio tempo, resolveu adotar uma maneira mais rápida para lançar o produto do que vender a idéia para a indústria farmacêutica: o <em>crowdfunding</em>. Isto é, ele lançou o projeto Insulin Angel no site IndieGoGo, no qual pessoas do mundo todo podem contribuir com dinheiro para que o produto saia do papel.</p>
<p>A campanha de arrecadação começou há poucos dias. Até agora, arrecadou cerca de 5.500 dólares (R$17.600), 10% da meta final de 55 mil dólares.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8604" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-caneta-de-insulina.jpg" alt="insulin angel caneta de insulina" width="800" height="534" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-caneta-de-insulina.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/insulin-angel-caneta-de-insulina-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>TODAS AS FUNCIONALIDADES</strong></h4>
<p>O Insulin Angel é composto pelo dispositivo, pequeno e discreto, que deve ser colocado junto à insulina para medir a temperatura ao redor e a distância entre o usuário e o medicamento. Além dele, acompanha um aplicativo para smartphones.</p>
<p>Este aplicativo &#8211; além de mostrar os valores de temperatura e avisar a distância &#8211; reconhece qual tipo de insulina o usuário está aplicando e ajuda a monitorar seu uso, comunicando quando vence a validade, por exemplo. Outra funcionalidade do aplicativo é acompanhar o tempo na cidade, avisando sobre chegadas de frentes frias, chuvas e outras variações térmicas amplas.</p>
<p>&#8220;Para nós, [o Insulin Angel] é muito importante. Não é apenas um “buraco” no mercado de equipamentos para diabéticos que nós vimos e pensamos &#8216;Vamos lucrar em cima disto!&#8217;. Ele resolve problemas que vivenciamos todos os dias&#8221;, contou Amin.</p>
<p>Você pode acompanhar mais detalhes sobre o projeto no site: <a href="http://www.insulinangel.com">http://www.insulinangel.com</a> (em inglês). Se quiser contribuir, o link para a arrecadação no IndieGoGo é este  [button link=&#8221;https://www.indiegogo.com/projects/insulin-angel-the-smart-medication-tracker&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;red&#8221;]clique aqui[/button].</p>
<h4><strong>SUA OPINIÃO</strong></h4>
[yop_poll id=&#8221;2&#8243;]
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/o-anjo-da-insulina-novo-produto-promete-tomar-conta-do-medicamento/">O ‘Anjo da Insulina ’ – novo produto promete “tomar conta” do medicamento</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Conheça a nova insulina &#8220;inteligente”, uma promessa para o diabetes tipo 1</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/conheca-a-nova-insulina-inteligente-uma-promessa-para-o-diabetes-tipo-1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 23:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[Ins-PBA-F]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[insulina inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Insulina age apenas na presença de glicose, evita episódios de hipoglicemia e é capaz de manter a glicemia regulada por até 14 horas. Por Ricardo Schinaider de Aguiar, especial para o Diabeticool Um dos principais inconvenientes para pessoas que têm diabetes tipo 1 é ter que se picar diversas vezes durante o dia, tanto para medir &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/conheca-a-nova-insulina-inteligente-uma-promessa-para-o-diabetes-tipo-1/">Conheça a nova insulina “inteligente”, uma promessa para o diabetes tipo 1</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Insulina age apenas na presença de glicose, evita episódios de hipoglicemia e é capaz de manter a glicemia regulada por até 14 horas.</em><br />
<span id="more-8538"></span></p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>Por Ricardo Schinaider de Aguiar, especial para o Diabeticool</strong></em></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >U</span>m dos principais inconvenientes para pessoas que têm diabetes tipo 1 é ter que se picar diversas vezes durante o dia, tanto para <a title="Análise do hálito pode medir a glicemia?" href="http://www.diabeticool.com/analise-do-halito-pode-medir-a-glicemia/">medir a glicemia</a> quanto para aplicar a insulina. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma nova molécula capaz de manter a quantidade de açúcar no sangue regulada por um longo tempo. <strong>Os testes indicam que o efeito dessa “insulina inteligente” pode chegar a até 14 horas</strong>.</p>
<p>Algumas insulinas de ação longa já existentes também têm efeito por 14 horas, ou até mais. A diferença destas para a nova insulina inteligente é a <strong>maneira revolucionária</strong> como ela funciona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O SANGUE ESTÁ “DOCE”? ESTÁ NA HORA DA INSULINA ENTRAR EM AÇÃO!</strong></h4>
[pullquote]&#8221;A nova insulina parece controlar os níveis de açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa disponível hoje&#8221;[/pullquote]
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span> estratégia dos cientistas foi adicionar à insulina uma espécie de “sensor” de açúcar. Esse “sensor”, uma molécula chamada de PBA (ácido fenil borônico), prende a insulina a células que ficam circulando no sangue e impede que ela tenha um efeito contínuo, o que poderia causar as graves <a title="Mulher com hipoglicemia é agredida por policiais (VÍDEO)" href="http://www.diabeticool.com/mulher-com-hipoglicemia-e-agredida-por-policiais-video/">crises de hipoglicemia</a>. A insulina só age quando comemos açúcar: nessas situações, o PBA “percebe” que há glicose no sangue, solta a insulina e, assim, ela pode regular a glicemia.</p>
<p>Os pesquisadores acreditam que essa insulina inteligente, chamada de <strong>Ins-PBA-F</strong>, é mais rápida, efetiva e segura do que outras insulinas de longa duração. O que conhecemos hoje como “insulinas de longa duração” são moléculas de insulina tradicionais com “aditivos” que aumentam a vida útil dentro do corpo – nenhuma delas possui “sensores” que modulam seu funcionamento, como esta nova.</p>
<p><strong>+ <span style="color: #ff6600;">Entenda como funcionam os medicamentos para diabetes</span></strong>   [button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;orange&#8221;]Ler agora![/button]
<p>“A Ins-PBA-F se encaixa na verdadeira definição de ‘insulina inteligente’”, diz Danny Chou, um dos autores da descoberta. “É a primeira desenvolvida dessa maneira. Ela parece controlar os níveis de açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa que está disponível para pessoas que têm diabetes no momento”.</p>
 A insulina é uma molécula que permite a passagem do açúcar do sangue para dentro das nossas células, fornecendo energia ao corpo.
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>QUANDO CHEGA PARA NÓS?</strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O </span>estudo foi realizado em ratos de laboratório que tinham diabetes tipo 1. Os pesquisadores deram uma dose de Ins-PBA-F para os animaizinhos e notaram que seu efeito durou por 14 horas. A insulina inteligente foi acionada sempre que eles comiam açúcar, o que aconteceu diversas vezes durante esse período. A velocidade e as reações químicas que fizeram o Ins-PBA-F regularem a glicemia foram as mesmas do que aquelas da insulina de ratos saudáveis.</p>
<p>Os pesquisadores estão agora pensando em como usar essa insulina inteligente na forma de tratamento para humanos. <strong>Eles acreditam que os testes clínicos com o novo medicamento serão feitos nos próximos 2 a 5 anos</strong>.</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/conheca-a-nova-insulina-inteligente-uma-promessa-para-o-diabetes-tipo-1/">Conheça a nova insulina “inteligente”, uma promessa para o diabetes tipo 1</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Finalmente! Começa a ser vendida a insulina inalável</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/finalmente-comeca-ser-vendida-insulina-inalavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2015 17:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[Afrezza]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[insulina inalável]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fim das injeções? Farmácias dos EUA passam a vender hoje insulina Afrezza, de ação rápida e feita para ser “respirada&#8221;. Depois de seis meses de espera, chega hoje, terça-feira (03/02/2015), aos mercados norte-americanos a insulina inalável. Aprovada para comercialização em julho do ano passado – relembre aqui na matéria do Diabeticool – a insulina &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/finalmente-comeca-ser-vendida-insulina-inalavel/">Finalmente! Começa a ser vendida a insulina inalável</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><em>O fim das injeções? Farmácias dos EUA passam a vender hoje insulina Afrezza, de ação rápida e feita para ser “respirada&#8221;.</em></h4>
<p><span id="more-8400"></span></p>
<figure id="attachment_8401" aria-describedby="caption-attachment-8401" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-8401 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/02/afrezza-diabetes-insulina-inalavel.jpg" alt="afrezza diabetes insulina inalavel" width="800" height="400" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/02/afrezza-diabetes-insulina-inalavel.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/02/afrezza-diabetes-insulina-inalavel-768x384.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/02/afrezza-diabetes-insulina-inalavel-415x208.jpg 415w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-8401" class="wp-caption-text">Dispositivo lembra uma bombinha para asma, é leve e discreto.</figcaption></figure>
<p>Depois de seis meses de espera, chega hoje, terça-feira (03/02/2015), aos mercados norte-americanos a <strong>insulina inalável</strong>. Aprovada para comercialização em julho do ano passado – <a href="http://www.diabeticool.com/chega-de-injecoes-insulina-inalavel-e-aprovada-nos-eua/">relembre aqui na matéria do <strong>Diabeticool</strong></a> – a insulina <strong>Afrezza</strong> finalmente poderá ser comprada nas farmácias e será a única versão inalável do hormônio à venda.</p>
<p>Desenvolvida pelas farmacêuticas Sanofi e MannKind Corp., a Afrezza é uma insulina de ação rápida indicada para controle da glicemia tanto no diabetes tipo 1 quanto no diabetes tipo 2.</p>
<p>Ela deverá ser usada pouco antes das refeições. A insulina é produzida em forma de pó, administrado através de um pequeno dispositivo, do tamanho de um apito (<em>veja nas imagens</em>).</p>
<p>Nos EUA, uma “dose” diária de 12 unidades da nova insulina está sendo comercializada por cerca de 7,5 dólares &#8211; ou aproximadamente 20 reais.</p>
<p><em>ATUALIZAÇÃO (04/02/2015): A Sanofi do Brasil informa que ainda não há data prevista de lançamento da Afrezza no país.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>QUEM PODE &#8211; E QUEM <em>NÃO</em> PODE &#8211; USAR A INSULINA INALÁVEL</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignleft" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/afrezza-em-uso-diabetes.jpg" alt="" width="340" height="245" />Em adultos acima de 18 anos, o uso da Afrezza é praticamente irrestrito.</p>
<p>Porém, de acordo com a farmacêutica, a nova insulina é contra-indicada a pessoas com doenças pulmonares crônicas, como a asma. Além disso, <a title="A doce baforada alheia" href="http://www.diabeticool.com/a-doce-baforada-alheia/">fumantes</a> e ex-fumantes devem evitar o medicamento, uma vez que a capacidade pulmonar debilitada pode diminuir a eficiência do hormônio.</p>
<p>A Sanofi alerta, ainda, que de maneira alguma deve-se utilizar a Afrezza como substituto de insulinas de longa duração. A maneira correta de utilizá-la é como coadjuvante em uma plano abrangente de controle do diabetes, e que inclui mudanças na dieta e a prática de atividades físicas.</p>
<p>“Há uma necessidade palpável de insulinas que não necessitam injeções, e nossa empresa está determinada a criar esta nova opção de tratamento aos pacientes”, informou o vice-presidente da divisão de diabetes da Sanofi, Pierre Chancel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>A ECONOMIA DO DIABETES: AFREZZA É APOSTA PARA O LUCRO</strong></h4>
<p>A Afrezza é a maior esperança da Sanofi para lucrar no mercado do diabetes.</p>
<p>A farmacêutica fatura cerca de 18 bilhões de reais por ano com medicamentos para diabéticos, mas em 2014 a performance foi ruim a ponto de demitirem o principal executivo da divisão. Além disso, em 2015 vence a patente da <a title="Agora é Lei: Lantus vai ser fornecida em todo país pelo SUS" href="http://www.diabeticool.com/agora-e-lei-lantus-vai-ser-fornecida-em-todo-pais-pelo-sus/">insulina Lantus</a> – a campeã de vendas da Sanofi e principal motivo dos lucros extraordinários da empresa.</p>
<p>Estima-se internamente que a insulina inalável chegue à marca de 182 milhões de dólares anuais em vendas em 2019. É um número modesto, em parte devido ao medo de rejeição do público por causa da má fama da insulina Exubera (<em>ver a história no quadro abaixo</em>).</p>
<p>Além da Afrezza, uma <strong>nova versão da Lantus</strong>, chamada <strong>Toujeo</strong>, também deve ser lançada em breve.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #fafafa; border: 2px solid black; padding: 10px;">
<p><strong>O CASO DE FRACASSO DA PRIMEIRA INSULINA INALÁVEL</strong></p>
<figure style="width: 200px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/exubera-diabetes.jpg" alt="" width="200" height="309" /><figcaption class="wp-caption-text">Exubera e seu tamanho absurdo: não à toa, foi um tremendo fracasso de vendas.</figcaption></figure>
<p>Esta é a segunda vez que uma insulina produzida para ser inalada é liberada para comercialização.</p>
<p>A primeira se chamava <strong>Exubera</strong>, aprovada em 2006. À época, esperava-se que gerasse lucros na casa dos US$ 2 bilhões anuais. Porém, a Exubera sumiu do mercado já em 2010, após forte rejeição do público e medo de que pudesse causar danos aos pulmões.</p>
<p>Na época, dados de testes clínicos do medicamento levantaram dúvidas quanto à sua segurança. Uma porcentagem pequena, porém significativa, dos usuários acabou desenvolvendo câncer nos pulmões.</p>
<p>Além disso, o aparelho inalador, em si, era gigantesco (veja na foto à direita) e não fez sucesso entre o público diabético.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>1 de cada 3 diabéticos tipo 1 ainda produz insulina</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/1-de-cada-3-diabeticos-tipo-1-ainda-produz-insulina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2014 19:03:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[peptídeo-C]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descoberta de que alta porcentagem de quem está com diabetes tipo 1 produz, naturalmente, o hormônio, traz fortes implicações tanto médicas quanto econômicas. É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de Diabetes &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/1-de-cada-3-diabeticos-tipo-1-ainda-produz-insulina/">1 de cada 3 diabéticos tipo 1 ainda produz insulina</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Descoberta de que alta porcentagem de quem está com diabetes tipo 1 produz, naturalmente, o hormônio, traz fortes implicações tanto médicas quanto econômicas.</em><br />
<span id="more-8221"></span></p>
<p>É comum dizer que a grande diferença entre o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a> e o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-2/">tipo 2</a> é que, no primeiro caso, <strong>o corpo não produz insulina</strong>. A própria Associação Americana de Diabetes &#8211; uma das entidades mais respeitadas no mundo &#8211; escreve, categórica, em seu website: &#8220;No diabetes tipo 1, o corpo não produz insulina&#8221;. Mas será mesmo que quem está com diabetes tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?</p>
<p>Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico <em>Diabetes Care</em>, afirma que <strong>pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico</strong>.</p>
<p>A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS</strong></p>
<p>O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.</p>
<p>Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do <strong>peptídeo-C</strong>. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.</p>
<p>Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.</p>
<p>No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.</p>
<p>&#8220;Outros estudos mostraram que alguns pacientes com diabetes tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais&#8221;, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. &#8220;Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com diabetes tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas públicas&#8221;.</p>
<p><strong>+ <span style="color: #ff6600;">PARA SABER MAIS</span></strong>: <em>Em outubro do ano passado, o <strong>Diabeticool</strong> trazia com exclusividade aos leitores a matéria &#8220;</em><a href="http://www.diabeticool.com/no-final-das-contas-diabeticos-tipo-1-produzem-sim-insulina/">No final das contas, diabéticos tipo 1 produzem, sim, insulina!</a><em>&#8220;. O texto conta detalhes de uma pesquisa realizada na Inglaterra que mostrava que 75% dos diabéticos tipo 1 ainda produziam naturalmente insulina, mesmo em quantidades bem pequenas.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ</strong></p>
<p>Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o <a title="Critérios para o Diagnóstico do Diabetes Tipo 1" href="http://www.diabeticool.com/criterios-para-o-diagnostico-do-diabetes-tipo-1/">diagnóstico do diabetes</a>. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem diabetes tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).</p>
<p>Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio &#8211; e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário &#8211; deverá ser levado em consideração nos próximos anos.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/1-de-cada-3-diabeticos-tipo-1-ainda-produz-insulina/">1 de cada 3 diabéticos tipo 1 ainda produz insulina</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Chega ao Brasil insulina aplicada apenas 1 vez ao dia</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/chega-ao-brasil-insulina-aplicada-apenas-1-vez-ao-dia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2014 15:10:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[degludeca]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Nordisk]]></category>
		<category><![CDATA[Paula Toller]]></category>
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		<category><![CDATA[ultralonga duração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Insulina Tresiba promete facilidade na hora de controlar a glicemia. Mais: Paula Toller prestigia lançamento e fala sobre seu dia-a-dia com o diabetes. Já pensou aplicar insulina apenas uma vez por dia e poder se preocupar menos com os perigosos episódios de hipoglicemia? É esta tranquilidade no tratamento do diabetes que a nova insulina degludeca &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Insulina Tresiba promete facilidade na hora de controlar a glicemia. Mais: Paula Toller prestigia lançamento e fala sobre seu dia-a-dia com o diabetes.</em><span id="more-7976"></span></p>
<figure id="attachment_7978" aria-describedby="caption-attachment-7978" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7978" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/tresiba-diabetes-2.jpg" alt="tresiba diabetes 2" width="600" height="140" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/tresiba-diabetes-2.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/tresiba-diabetes-2-415x97.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7978" class="wp-caption-text">Caneta de aplicação da nova insulina de ultralonga duração.</figcaption></figure>
<p>Já pensou aplicar insulina apenas uma vez por dia e poder se preocupar menos com os perigosos episódios de hipoglicemia? É esta tranquilidade no tratamento do diabetes que a nova <strong>insulina</strong> <strong>degludeca</strong> promete trazer. Lançamento da Novo Nordisk no Brasil, com o nome comercial de “<strong>Tresiba</strong>”, a degludeca pode ser uma ajuda e tanto na hora de manter a glicemia sob controle.</p>
<p>A degludeca é uma insulina basal de ação ultralonga, com até 42 horas de duração. Assim, apenas 1 injeção por dia já é suficiente para manter os níveis <strong>basais</strong> de insulina sob controle. Sua composição garante maior estabilidade durante este período, sem grandes picos de ação, o que ajuda a manter a <a title="O açúcar que diminui a glicemia" href="http://www.diabeticool.com/o-acucar-que-diminui-a-glicemia/">glicemia</a> equilibrada por mais tempo.</p>
<p>Um dos pontos fortes da degludeca é diminuir episódios de hipoglicemia. Em estudos clínicos, ela foi capaz de reduzir em 25% o risco de hipoglicemia noturna em diabéticos tipo 1 e em 43% em diabéticos tipo 2.</p>
<div style="background-color: #c2e0ff; border: 2px solid #3399FF; padding: 10px;"><em>A primeira vez que a degludeca apareceu no <strong>Diabeticool</strong> foi em abril de 2012, em uma matéria sobre os primeiros resultados publicados de testes com a insulina. Relembre em “</em><a href="http://www.diabeticool.com/insulina-de-ultra-longa-duracao-e-um-ultra-sucesso/">Insulina de ultra-longa duração é um ultra sucesso</a><em>”!</em></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>FACILIDADES NO TRATAMENTO</strong></p>
<figure id="attachment_7980" aria-describedby="caption-attachment-7980" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-7980 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/lancamento-tresiba-diabetes.jpg" alt="lancamento tresiba diabetes" width="600" height="347" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/lancamento-tresiba-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/lancamento-tresiba-diabetes-415x240.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7980" class="wp-caption-text">Em evento de lançamento do Tresiba, o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, professor titular da UNIFESP, conversou com diabéticos sobre a dificuldade de equilibrar a glicemia e evitar hipoglicemias. Foto: Alexandre Lico Neves</figcaption></figure>
<p>Boa parte dos diabéticos que precisam injetar insulina diariamente não segue direitinho os horários de aplicação. Seja por esquecimento, viagens ou até mesmo <a title="McDonald’s expulsa mulher que tentava aplicar insulina" href="http://www.diabeticool.com/mcdonalds-expulsa-mulher-que-tentava-aplicar-insulina/">vergonha de aplicar em público</a>, é muito comum que se “pule” uma ou outra aplicação. Isto pode trazer <a title="Diabetes tipo 1: hipoglicemias afetam diretamente o coração" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-hipoglicemias-afetam-diretamente-o-coracao/">consequências graves</a>, provocando picos na variação da quantidade de açúcar no sangue que podem ser prejudiciais ao corpo.</p>
<p>Um estudo publicado em 2009 na revista científica <em>Acta Diabetologica</em> mostra que, no Brasil, 90% dos diabéticos tipo 1 (que dependem do uso de insulina) têm um controle inadequado da glicemia.</p>
<p>Em vista disto, utilizar uma insulina de ação ultralonga é uma ótima opção. Ela permite maior flexibilidade nos horários de aplicação. Além disso, mesmo que o diabético “se esqueça” de uma injeção, as consequências na variação da taxa glicêmica serão menores.</p>
<p><strong>+<span style="color: #ff6600;"> SAIBA TUDO</span> sobre <span style="color: #ff6600;">hipoglicemia</span>, quais são os sintomas e como combate-la <a title="Hipoglicemia" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hipoglicemia/">AQUI</a>!</strong></p>
<p>A degludeca foi aprovada para utilização em diabéticos tipo 1 e tipo 2 insulinodependentes em fevereiro deste ano pela ANVISA. Estudos estão sendo conduzidos no momento para determinar se ela poderá ser utilizada por crianças e grávidas. É importante lembrar que insulinas de ação ultralonga não substituem as de ação rápida (utilizadas na hora das refeições), sendo os dois tipos usados em conjunto.</p>
<p>A Tresiba já pode ser encontrada nas prateleiras das farmácias com preço aproximado de R$125.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PAULA TOLLER PRESTIGIA LANÇAMENTO</strong></p>
<figure id="attachment_7977" aria-describedby="caption-attachment-7977" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-7977 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/paula-toller-diabetes.jpg" alt="paula toller diabetes" width="600" height="368" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/paula-toller-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/paula-toller-diabetes-391x240.jpg 391w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7977" class="wp-caption-text">A vocalista do Kid Abelha abriu o jogo sobre sua convivência com o diabetes. Foto: Alexandre Lico Neves</figcaption></figure>
<p>Em evento de lançamento da Tresiba em São Paulo, <a title="Paula Toller e o diabetes" href="http://www.diabeticool.com/paula-toller-e-o-diabetes/"><strong>Paula Toller</strong></a>, vocalista do Kid Abelha e diabética tipo 1, falou sobre sua história com a doença. Foi a primeira vez que a cantora detalhou, em público, como é conviver com o diabetes.</p>
<p>“Descobri o diabetes no verão de 2009. Estava muito magra na época – e achando ótimo! Também sentia muita sede e cansaço, mas achava que eles eram por causa das altas temperaturas”, conta.</p>
<p>Foi o seu dermatologista quem primeiro a alertou de que estes sinais poderiam ser de diabetes. “Ele me pediu para fazer um exame de sangue. <strong>Deu 340 de glicemia em jejum, a <a title="Hemoglobina Glicada (glicosilada)" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/">hemoglobina glicada</a> estava em 12%</strong>. Naquele dia, fiquei meio em choque com os resultados”, revela Paula.</p>
<p>Desde então, a cantora segue uma rotina rígida de controle da glicemia. Paula pratica exercícios físicos todos os dias (corridas, caminhadas, pilates, musculação), aprendeu a contar carboidratos nas refeições e mede continuamente a quantidade de açúcar no sangue. Antes dos shows, sempre checa se a glicemia está em valores adequados para aguentar a adrenalina e agitação dos palcos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Kid Abelha - Fixação (Acústico MTV)" width="850" height="638" src="https://www.youtube.com/embed/EdLg2pny6WA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Eu nunca relaxo, porque o diabete é uma doença que, se controlar, dá para viver ‘quase’ normal”, conta a cantora.</p>
<p>“<strong>Controlar o diabetes restringe um pouco o seu dia-a-dia, sim, mas hoje sou uma pessoa bem mais saudável</strong>, me alimento muito melhor do que antes. Aliás, não deixo de comer nada, só modero as porções. Um pedacinho pequeno de bolo não afeta muito minha glicemia e já me deixa bastante feliz!”.</p>
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		<title>Atenção à saúde cardiovascular no diabetes tipo 1</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/atencao-a-saude-cardiovascular-no-diabetes-tipo-1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2014 02:17:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[aterosclerose]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria ressalta a importância de prestar atenção também ao coração na hora de tratar o excesso de açúcar no sangue. O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, que resulta em hiperglicemia crônica pela deficiência de insulina. O tratamento com múltiplas injeções de insulina ao dia se &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Matéria ressalta a importância de prestar atenção também ao coração na hora de tratar o excesso de açúcar no sangue.</em><span id="more-7821"></span></p>
<p>O diabetes tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, que resulta em hiperglicemia crônica pela deficiência de insulina. O tratamento com múltiplas <a title="Spray de nariz pode ser o fim das injeções de insulina" href="http://www.diabeticool.com/spray-de-nariz-pode-ser-o-fim-das-injecoes-de-insulina/">injeções de insulina</a> ao dia se mostrou eficaz na melhora do controle glicêmico e na diminuição significativa do risco de complicações microvasculares associadas ao diabetes – retinopatia, nefropatia e neuropatia; por isso, tem sido amplamente utilizado desde o começo da década de 1990, quando foram divulgados os primeiros resultados do clássico estudo DCCT, Diabetes Control and Complications Trial.</p>
<p>No entanto, desde então, tem sido observado um aumento expressivo na prevalência de <a title="Obesidade e sua relação com a genética" href="http://www.diabeticool.com/obesidade-e-sua-relacao-com-a-genetica/">obesidade</a>, resistência à insulina, hipertensão e <a title="Stress provoca reações em vários órgãos" href="http://www.diabeticool.com/stress-provoca-reacoes-em-varios-orgaos/">dislipidemia </a>em pessoas com DM1, fatores de risco cardiovascular que até então eram comuns apenas na população de indivíduos com diabetes tipo 2 (DM2). As causas desta mudança no perfil de risco cardiometabólico no DM1 têm a ver tanto com a intensificação da insulinoterapia como com as mudanças observadas na sociedade no contexto da transição nutricional e epidemiológica, especialmente o aumento da obesidade, que se estabeleceu como uma epidemia mundial.</p>
<p>Purnell et al. (2013) acompanharam longitudinalmente pacientes participantes do DCCT sob insulinoterapia intensiva e observaram que o ganho de peso excessivo, definido como um incremento de 4,39 kg/m2 no índice de massa corpórea (IMC) ao longo de 6,5 anos de estudo, foi associado com aumento na obesidade central, avaliada pela aferição da circunferência da cintura, bem como com resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão e maior espessura da camada íntima-média da artéria carótida, um indicador de aterosclerose.</p>
<p>Diversos fatores explicam a relação entre a aplicação de múltiplas injeções de insulina ao dia e o ganho de peso, como a redução da glicosúria, ou seja, da perda de glicose na urina, aumentando seu aproveitamento energético. Ainda, por se tratar de um hormônio anabólico, a insulina promove o aumento tanto de massa livre de gordura como de massa gorda. Também existem efeitos indiretos, mediados pelo aumento da frequência de episódios de hipoglicemia que geralmente acompanham o tratamento intensivo. Estudos em adultos com DM1 indicam que a hipoglicemia desencadeia compulsão por alimentos, especialmente aqueles ricos em carboidratos, e o ganho de peso também pode ocorrer pela supercorreção da hipoglicemia ou pelo hábito de comer mais para prevenir um eventual episódio.</p>
<p>Além disso, é preciso levar em consideração que, dada a complexidade do manejo do DM1, a aderência ao tratamento nesses pacientes pode ser comprometida. Davidson et al. (2014) divulgaram resultados de um estudo multicêntrico conduzido em 20 cidades brasileiras no qual encontraram que 45% dos pacientes com DM1 não aderem ao tratamento nutricional. A baixa adesão foi associada com piores valores de IMC, hemoglobina glicada, triglicérides, LDL-colesterol e pressão arterial distólica. Segundo a literatura, as principais barreiras que interferem na aderência ao tratamento do DM1 incluem: conflitos pessoais e familiares, sentimentos negativos, dificuldade de fazer escolhas alimentares adequadas em diferentes ocasiões sociais, como festas e no final de semana, além do baixo entendimento de planos alimentares e tabelas de substituição de alimentos ou de contagem de carboidratos.</p>
<p>As evidências sugerem que a alimentação desequilibrada, com excesso de gorduras saturadas e pobre em fibras, junto com o sedentarismo, tem um papel relevante no desenvolvimento de doenças cardiovasculares em pacientes com DM1. Somado a isso, o tratamento intensivo do diabetes predispõem os pacientes à obesidade e suas comorbidades. Desta forma, o trabalho de profissionais de saúde em equipes formadas por médicos, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos é de grande importância para prevenir o possível ganho de peso que acompanha a insulinoterapia intensiva, por meio da promoção de um estilo de vida saudável.</p>
<p><strong>Fonte: <span class="removed_link" title="http://www.atribunamt.com.br/2014/08/atencao-a-saude-cardiovascular-no-diabetes-tipo-1/">A Tribuna</span></strong></p>
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		<title>Aprovado Transplante Revolucionário para Diabetes Tipo 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2014 22:13:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[células beta]]></category>
		<category><![CDATA[cura]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
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		<category><![CDATA[VC-01]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>EUA aprovam testes em humanos de revolucionário método de transplante que promete &#8220;curar virtualmente&#8221; quem está com diabetes tipo 1. Grupos de pesquisa no mundo inteiro tentam, há anos, transplantar células produtoras de insulina em pessoas que não as têm em quantidade suficiente &#8211; no caso, diabéticos tipo 1. Vale lembrar: quem está com este &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>EUA aprovam testes em humanos de revolucionário método de transplante que promete &#8220;curar virtualmente&#8221; quem está com diabetes tipo 1.</em><span id="more-7815"></span></p>
<figure id="attachment_7817" aria-describedby="caption-attachment-7817" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-7817 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/08/diabetes-tipo-1-vc-01-encaptra.jpg" alt="diabetes tipo 1 vc-01 encaptra" width="600" height="578" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/08/diabetes-tipo-1-vc-01-encaptra.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/08/diabetes-tipo-1-vc-01-encaptra-249x240.jpg 249w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7817" class="wp-caption-text">Este pequeno dispositivo protege preciosas células produtoras de insulina que vivem em seu interior &#8211; e pode ser a futura cura do diabetes tipo 1. Créditos: Twitter @HelloMegAnne</figcaption></figure>
<p>Grupos de pesquisa no mundo inteiro tentam, há anos, transplantar células produtoras de insulina em pessoas que não as têm em quantidade suficiente &#8211; no caso, diabéticos tipo 1. Vale lembrar: quem está com este tipo da doença possui um sistema de defesa do corpo &#8220;falho&#8221;, pois ataca as próprias células que produzem insulina (chamadas de células beta); com isso, cada vez menos insulina é produzida, a quantidade de açúcar no sangue aumenta e, assim, surge o diabetes. O grande problema destes grupos de pesquisa é o seguinte: <strong>como garantir que as células transplantadas sobreviverão ao ataque do sistema imune do diabético</strong>?</p>
<p>Muitas soluções foram propostas, incluindo &#8220;reprogramar&#8221; as células a serem transplantadas para que o <a title="A falha de defesa do sistema de defesa" href="http://www.diabeticool.com/a-falha-de-defesa-do-sistema-de-defesa/">sistema imune</a> não as reconheça e, assim, não inicie o ataque. Infelizmente, os resultados dos testes clínicos não mostraram grande sucesso, e diversas terapias foram descartadas.</p>
<p>A idéia de transplantar células beta novas em diabéticos tipo 1, porém, continua viva. E recebeu um estímulo importante na última sexta-feira, quando o governo norte-americano aprovou o teste em humanos do sistema <strong>VC-01</strong>, um método revolucionário de implante de células beta saudáveis que utiliza uma moderna<strong> cápsula protetora</strong> para defendê-las de ataques do sistema imune.</p>
<figure id="attachment_7816" aria-describedby="caption-attachment-7816" style="width: 569px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7816" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/08/encaptra-vc-01-diabetes.jpg" alt="encaptra vc-01 diabetes" width="569" height="244" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/08/encaptra-vc-01-diabetes.jpg 569w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/08/encaptra-vc-01-diabetes-415x178.jpg 415w" sizes="(max-width: 569px) 100vw, 569px" /><figcaption id="caption-attachment-7816" class="wp-caption-text">Esquema de funcionamento do moderno sistema VC-01. Editado do site da fabricante.</figcaption></figure>
<p>O sistema VC-01 significa &#8220;Virtual Cure&#8221;, ou &#8220;Cura Virtual&#8221;, e é produzido pela empresa de biotecnologia <span class="removed_link" title="http://viacyte.com/products/vc-01-diabetes-therapy/">ViaCyte</span>. O nome é adequado pois, segundo a fabricante, ele &#8220;tem o potencial de ser uma cura virtual para o diabetes tipo 1&#8221;.</p>
<p>O sistema consiste em um aplique do tamanho de um <em>band-aid</em> e espessura de um cartão de crédito (<em>foto no topo da página</em>) que é implantado sob a pele do paciente, através de uma cirurgia simples, rápida e indolor.</p>
<p>Este dispositivo contém, dentro dele, células iguais às que um pâncreas normal possui, envolvidas por uma cápsula protetora. Esta cápsula permite que nutrientes, <a title="Glicose" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/glicose/">glicose </a>e oxigênio cheguem às células, alimentando-as, e que os hormônios produzidos lá dentro (entre eles a insulina) possam sair para a corrente sangüínea.</p>
<p><strong>Apesar deste entra-e-sai de moléculas, elementos do sistema imune são barrados ao tentar penetrar na cápsula; portanto, as novas células ficam protegidas de ataques e podem funcionar normalmente.</strong></p>
<p>Milhares de testes em animais diabéticos já foram realizados, com sucesso, utilizando o VC-01. Agora, com a aprovação norte-americana, os primeiros testes com humanos poderão começar.</p>
<p>A expectativa é que, em poucos anos, o VC-01 possa ser utilizado em humanos e, caso funcione como esperado, poderemos estar diante do fim das injeções diárias de insulina, além de riscos menores de <a title="Diabetes tipo 1: hipoglicemias afetam diretamente o coração" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-hipoglicemias-afetam-diretamente-o-coracao/">hipoglicemias </a>e redução no número de complicações à saúde causadas pelas variações na quantidade de açúcar no sangue.</p>
<p>A maior prova de que o sistema VC-01 é um promissor tratamento para o diabetes vem dos investidores. A gigante farmacêutica Johnson &amp; Johnson recentemente investiu mais de R$45 milhões na ViaCyte.</p>
<p>É hora de torcer para que tanta promessa &#8211; e tecnologia! &#8211; mostre-se também um sucesso na prática.</p>
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