Chega ao Brasil insulina aplicada apenas 1 vez ao dia

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Insulina Tresiba promete facilidade na hora de controlar a glicemia. Mais: Paula Toller prestigia lançamento e fala sobre seu dia-a-dia com o diabetes.

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Caneta de aplicação da nova insulina de ultralonga duração.

Já pensou aplicar insulina apenas uma vez por dia e poder se preocupar menos com os perigosos episódios de hipoglicemia? É esta tranquilidade no tratamento do diabetes que a nova insulina degludeca promete trazer. Lançamento da Novo Nordisk no Brasil, com o nome comercial de “Tresiba”, a degludeca pode ser uma ajuda e tanto na hora de manter a glicemia sob controle.

A degludeca é uma insulina basal de ação ultralonga, com até 42 horas de duração. Assim, apenas 1 injeção por dia já é suficiente para manter os níveis basais de insulina sob controle. Sua composição garante maior estabilidade durante este período, sem grandes picos de ação, o que ajuda a manter a glicemia equilibrada por mais tempo.

Um dos pontos fortes da degludeca é diminuir episódios de hipoglicemia. Em estudos clínicos, ela foi capaz de reduzir em 25% o risco de hipoglicemia noturna em diabéticos tipo 1 e em 43% em diabéticos tipo 2.

A primeira vez que a degludeca apareceu no Diabeticool foi em abril de 2012, em uma matéria sobre os primeiros resultados publicados de testes com a insulina. Relembre em “Insulina de ultra-longa duração é um ultra sucesso”!

 

FACILIDADES NO TRATAMENTO

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Em evento de lançamento do Tresiba, o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, professor titular da UNIFESP, conversou com diabéticos sobre a dificuldade de equilibrar a glicemia e evitar hipoglicemias. Foto: Alexandre Lico Neves

Boa parte dos diabéticos que precisam injetar insulina diariamente não segue direitinho os horários de aplicação. Seja por esquecimento, viagens ou até mesmo vergonha de aplicar em público, é muito comum que se “pule” uma ou outra aplicação. Isto pode trazer consequências graves, provocando picos na variação da quantidade de açúcar no sangue que podem ser prejudiciais ao corpo.

Um estudo publicado em 2009 na revista científica Acta Diabetologica mostra que, no Brasil, 90% dos diabéticos tipo 1 (que dependem do uso de insulina) têm um controle inadequado da glicemia.

Em vista disto, utilizar uma insulina de ação ultralonga é uma ótima opção. Ela permite maior flexibilidade nos horários de aplicação. Além disso, mesmo que o diabético “se esqueça” de uma injeção, as consequências na variação da taxa glicêmica serão menores.

+ SAIBA TUDO sobre hipoglicemia, quais são os sintomas e como combate-la AQUI!

A degludeca foi aprovada para utilização em diabéticos tipo 1 e tipo 2 insulinodependentes em fevereiro deste ano pela ANVISA. Estudos estão sendo conduzidos no momento para determinar se ela poderá ser utilizada por crianças e grávidas. É importante lembrar que insulinas de ação ultralonga não substituem as de ação rápida (utilizadas na hora das refeições), sendo os dois tipos usados em conjunto.

A Tresiba já pode ser encontrada nas prateleiras das farmácias com preço aproximado de R$125.

 

PAULA TOLLER PRESTIGIA LANÇAMENTO

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A vocalista do Kid Abelha abriu o jogo sobre sua convivência com o diabetes. Foto: Alexandre Lico Neves

Em evento de lançamento da Tresiba em São Paulo, Paula Toller, vocalista do Kid Abelha e diabética tipo 1, falou sobre sua história com a doença. Foi a primeira vez que a cantora detalhou, em público, como é conviver com o diabetes.

“Descobri o diabetes no verão de 2009. Estava muito magra na época – e achando ótimo! Também sentia muita sede e cansaço, mas achava que eles eram por causa das altas temperaturas”, conta.

Foi o seu dermatologista quem primeiro a alertou de que estes sinais poderiam ser de diabetes. “Ele me pediu para fazer um exame de sangue. Deu 340 de glicemia em jejum, a hemoglobina glicada estava em 12%. Naquele dia, fiquei meio em choque com os resultados”, revela Paula.

Desde então, a cantora segue uma rotina rígida de controle da glicemia. Paula pratica exercícios físicos todos os dias (corridas, caminhadas, pilates, musculação), aprendeu a contar carboidratos nas refeições e mede continuamente a quantidade de açúcar no sangue. Antes dos shows, sempre checa se a glicemia está em valores adequados para aguentar a adrenalina e agitação dos palcos.

“Eu nunca relaxo, porque o diabete é uma doença que, se controlar, dá para viver ‘quase’ normal”, conta a cantora.

Controlar o diabetes restringe um pouco o seu dia-a-dia, sim, mas hoje sou uma pessoa bem mais saudável, me alimento muito melhor do que antes. Aliás, não deixo de comer nada, só modero as porções. Um pedacinho pequeno de bolo não afeta muito minha glicemia e já me deixa bastante feliz!”.

 

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