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	<title>índice de massa corporal | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Obesidade e Diabetes &#8211; uma Relação de Amor e Ódio!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2015 14:53:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[IMC]]></category>
		<category><![CDATA[índice de massa corporal]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[sobrepeso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabia que a obesidade pode ser tanto a causa do diabetes tipo 2 quanto surgir por causa do diabetes? Entenda a relação entre peso, a obesidade e diabetes. Por Ronaldo Wieselberg, Jovem Líder em Diabetes pela International Diabetes Federation   No dia 11 de outubro &#8211; ou seja, daqui dois dias! &#8211; é o Dia &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sabia que a obesidade pode ser tanto a causa do diabetes tipo 2 quanto surgir por causa do diabetes? Entenda a relação entre peso, a obesidade e diabetes.</em><br />
<span id="more-9047"></span></p>
 Controle do peso: um desafio enfrentado por bilhões de pessoas em todo o mundo.
<p><span style="color: #008ec8;"><strong>Por Ronaldo Wieselberg, Jovem Líder em Diabetes pela International Diabetes Federation</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>o dia 11 de outubro &#8211; ou seja, daqui dois dias! &#8211; é o <strong>Dia de Combate à Obesidade</strong> ao redor do mundo. Na América Latina, a data existe desde 1998, mas em 2015 será a primeira vez que ela se torna mundial. Você pode encontrar mais informações sobre isso em <a href="http://www.worldobesity.org">worldobesity.org</a> (em inglês).</p>
<p>Mas o que obesidade tem a ver com diabetes?</p>
<p>Para início de conversa, vamos estabelecer o conceito de obesidade na nossa mente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), obesidade é o acúmulo de gordura corporal. Para determinar se a pessoa tem ou não obesidade, usamos o critério do <strong>Índice de Massa Corporal</strong> (IMC), encontrado ao dividir o peso &#8211; em quilogramas &#8211; pela altura multiplicada por ela mesma &#8211; em metros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>DESCOBRINDO SEU PESO IDEAL</strong></span></h3>
[pullquote]DICA PARA CALCULAR FÁCIL O IMC: pegue uma calculadora e digite seu peso. Divida pela altura (um metro e setenta fica “1.70” na calculadora!) e aperte duas vezes o botão de igual. Pronto! O resultado é seu IMC.[/pullquote]
<span class="bdaia-shory-dropcap" >D</span>ando um exemplo prático, e calculando o meu IMC&#8230; Tenho 62kg e 1,69m. Então, o meu IMC é igual a 62 dividido por 1,69&#215;1,69, portanto, meu IMC é de 21,7kg/m².</p>
<p>O IMC considerado normal é aquele que varia entre 18,5 e 24,9. Entre 25 e 29,9, consideramos que a pessoa tem sobrepeso. E, a partir de 30, consideramos que a pessoa tem obesidade.</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">+</span> <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/indice-de-massa-corporal-imc/">Saiba mais sobre o IMC</a>,<span style="color: #ff6600;"> como calcular e quais são as faixas saudáveis aqui</span>!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Importante dizer que obesidade não é &#8220;falta de vergonha na cara&#8221;. Existe um <strong>componente genético</strong> bastante grande, associado aos hábitos cotidianos &#8211; de <strong>alimentação pouco saudável</strong> e <strong>sedentarismo</strong>. Obesidade é uma doença que, somada ao sobrepeso, afeta mais de setenta milhões de pessoas no Brasil &#8211; ou seja, uma em cada três!</p>
<p>Como se não bastasse, a obesidade em geral vem acompanhada de outros problemas, como a hipertensão e problemas de colesterol e triglicérides &#8211; que somados à glicemia alterada (seja diabetes ou pré-diabetes) e ao tamanho aumentado da circunferência abdominal (medida na altura do umbigo; aproximadamente 80cm para mulheres e 94cm para homens) causam a chamada &#8220;<strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/sindrome-metabolica/">síndrome metabólica</a></strong>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>OBESIDADE COMO CAUSA E CONSEQUÊNCIA DO DIABETES TIPO 2</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >V</span>oltando à relação entre obesidade e diabetes, vamos observar que ela pode tanto ser uma <em>causa</em> do diabetes &#8211; no caso do tipo 2 &#8211; ou até mesmo uma <em>consequência</em> &#8211; nos casos de diabetes em que a pessoa usa insulina, veremos isso em detalhes.</p>
<p>Vamos começar olhando a obesidade como <strong>causa</strong>. Normalmente, a gordura se acumula em dois lugares do nosso corpo: no tecido subcutâneo, abaixo da pele, e ao redor das vísceras abdominais (fígado e intestinos). Essa gordura produz substâncias que aumentam a resistência das células à ação da insulina, e com o passar do tempo, o pâncreas acaba diminuindo a quantidade de insulina que produz, levando ao <a href="http://www.diabeticool.com/qual-a-relacao-entre-efeito-sanfona-e-diabetes-tipo-2/">diabetes tipo 2</a>.</p>
<p>Como <strong>consequência</strong>, precisamos lembrar que a insulina é um hormônio que favorece o ganho de peso. Portanto, o excesso de insulina pode levar à obesidade &#8211; especialmente em indivíduos que fazem contagem de carboidratos e que, ao considerarem que têm uma dieta &#8220;liberada&#8221;, comem muito &#8211; e de maneira pouco saudável &#8211; e não gastam essas calorias &#8220;extras&#8221; com atividade física. Isso pode acontecer com pessoas que têm diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-mody/">diabetes MODY</a>&#8230; independe do tipo de diabetes: depende do uso da insulina, da alimentação e da prática de atividade física.</p>
 Pode parecer clichê, mas é verdade: alimentação saudável e exercício são a melhor maneira de evitar a obesidade.
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>COMO EVITAR A OBESIDADE?</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>imples: <strong>alimentação saudável</strong> e <strong>prática de atividade física</strong>.</p>
<p>Uma dieta com cerca de 2.000kcal e 150 minutos de atividade física semanal &#8211; 20 minutos diários, em média &#8211; é o suficiente para evitar a obesidade.</p>
<p>Acompanhamento de uma nutricionista e de um educador físico é indispensável para adequar estes bons hábitos à sua rotina de maneira saudável.</p>
<p>Evitar a obesidade melhora o controle do diabetes, diminui as necessidades de insulina &#8211; em pessoas que já têm diabetes &#8211; e diminui o risco de problemas cardiovasculares &#8211; ainda hoje a principal causa de mortalidade no mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vamos nos exercitar, então?</p>
<p>Forte abraço e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/?p=7247&#8243; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Quer ler todos os textos do Ronaldo Wieselberg? Clique aqui![/button]
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		<title>Manter-se &#8220;apenas gordinho&#8221; é pior do que ser obeso</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/manter-se-apenas-gordinho-e-pior-do-que-ser-obeso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2014 18:38:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
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		<category><![CDATA[índice de massa corporal]]></category>
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		<category><![CDATA[PLoS Medicine]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo surpreende ao mostrar que pessoas que se mantêm acima do peso (mas abaixo dos limites da obesidade) têm riscos maiores de desenvolver diabetes tipo 2. Quem tem mais chances de desenvolver diabetes tipo 2? Uma noção bastante comum é que pessoas acima do peso ou obesas correm riscos maiores de ter a doença no &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo surpreende ao mostrar que pessoas que se mantêm acima do peso (mas abaixo dos limites da obesidade) têm riscos maiores de desenvolver diabetes tipo 2.</em><span id="more-6845"></span></p>
<p>Quem tem mais chances de desenvolver <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-2/">diabetes tipo 2</a>? Uma noção bastante comum é que pessoas acima do peso ou obesas correm riscos maiores de ter a doença no futuro. Porém, um estudo científico publicado na edição de fevereiro da revista <em>PLOS Medicine</em> traz resultados provocadores. De acordo com os autores, quem se mantém consistentemente acima do peso adequado ao longo dos anos é que corre os maiores riscos de desenvolver diabetes &#8211; riscos estes muito maiores do que o das pessoas obesas, por exemplo.</p>
<p>Vale notar: uma pessoa está &#8220;acima do peso&#8221; se tiver o <strong>Índice de Massa Corporal</strong> (IMC) entre 25 e 30. A &#8220;obesidade&#8221; é relacionada a um IMC acima de 30.</p>
<p><strong>+ <span style="color: #ff6600;">APRENDA A CALCULAR SEU</span> <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/indice-de-massa-corporal-imc/">IMC AQUI </a>!!</strong></p>
<p>O trabalho acompanhou a saúde de um grupo de 6705 voluntários ingleses durante os últimos 20 anos. Durante este período, cerca de 10% deles desenvolveu diabetes tipo 2. Este grupo de pacientes foi dividido pelos pesquisadores em 3 categorias:</p>
<ol>
<li>Pessoas que <strong>sempre foram acima do peso</strong> (porém não obesas), desde o início do estudo, e que não ganharam ou perderam muito peso neste período;</li>
<li>Pessoas que <strong>sempre foram obesas</strong> e mantiveram-se assim até o final do estudo;</li>
<li>Pessoas que <strong>ganharam peso ao longo dos anos</strong>.</li>
</ol>
<p>Seguindo o que já se sabia sobre diabetes e sobrepeso, era de se supor que a grande maioria dos voluntários que desenvolveram diabetes fazia parte do grupo 2, ou seja, daqueles que sempre foram obeso. Não foi isto que os cientistas encontraram.</p>
<p>Para grande surpresa, <strong>94% dos novos diabéticos era do grupo 1</strong> &#8211; o de pessoas que mantiveram-se com sobrepeso ao longo dos anos. 4% deles era do grupo 2, e apenas 2% do primeiro grupo.</p>
<p>&#8220;Estes resultados sugerem que estratégias focadas em pequenas reduções de peso para toda a população podem ser mais benéficas do que focar predominantemente na redução de peso de indivíduos com altas chances [<em>de desenvolver diabetes, como pessoas obesas</em>]&#8221;, escreveram os autores do estudo.</p>
<p>Os cientistas alertam que a principal lição apreendida do trabalho é que &#8220;<strong>o desenvolvimento do diabetes é um processo complicado</strong>&#8220;. Algumas &#8220;anomalias&#8221; apareceram nos resultados. Por exemplo, a <a title="Trocar o dia pela noite eleva o risco de diabetes" href="http://www.diabeticool.com/trocar-o-dia-pela-noite-eleva-o-risco-de-diabetes/">resistência a insulina</a> (um dos maiores fatores de risco para o diabetes tipo 2) surgiu apenas entre as pessoas que ganharam peso ao longo dos anos (grupo 3). Os autores alertam que o conjunto de voluntários utilizado no trabalho era racialmente homogêneo, e que novos estudos devem ser feitos com uma amostragem mais diversa para que se possa chegar a conclusões ainda mais confiáveis.</p>
<p><strong>Para finalizar, é sempre bom alertar</strong>: apesar deste estudo sugerir que a obesidade não é um fator tão importante no desenvolvimento do diabetes, é fato mais do que comprovado que ela diminui consideravelmente a expectativa de vida e qualidade da saúde, trazendo consigo diversos problemas sérios de saúde.</p>
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		<title>Nem todo mundo é igual na hora de calcular o peso</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/nem-todo-mundo-e-igual-na-hora-de-calcular-o-peso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2014 18:34:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dietas]]></category>
		<category><![CDATA[derrame]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[doenças cardiovasculares]]></category>
		<category><![CDATA[etnias]]></category>
		<category><![CDATA[IMC]]></category>
		<category><![CDATA[índice de massa corporal]]></category>
		<category><![CDATA[National Institute for Health and Care Excellence]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Órgão europeu defende que cálculo do IMC deve variar de acordo com a etnia da pessoa, o que ajudaria a prevenir novos casos de diabetes tipo 2. O diabetes não diferencia gênero (tanto homens quanto mulheres podem desenvolver a doença com a mesma probabilidade), idade, orientação sexual ou tamanho da conta bancária. Porém, a doença &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Órgão europeu defende que cálculo do IMC deve variar de acordo com a etnia da pessoa, o que ajudaria a prevenir novos casos de diabetes tipo 2.</em><span id="more-6665"></span></p>
 Você está em risco de desenvolver o diabetes? A resposta pode estar na sua descendência.
<p>O diabetes não diferencia gênero (tanto homens quanto mulheres podem desenvolver a doença com a mesma probabilidade), idade, orientação sexual ou tamanho da conta bancária. Porém, a doença exibe significativas diferenças entre <strong>etnias</strong> <strong>diversas</strong>. Pessoas de descendência <strong>asiática</strong>, <strong>africana</strong>, <strong>caribenha</strong> ou do <strong>Oriente Médio</strong> apresentam chances até <strong>6 vezes maiores de desenvolver diabetes tipo 2 </strong>e demais complicações decorrentes do sobrepeso. Para elas, novos e diferenciados critérios devem ser criados a fim de que estejam alertas sobre os perigos de estar acima do peso normal.</p>
<p>Esta é a conclusão de um estudo do <em>National Institute for Health and Care Excellence</em> (NICE), órgão do sistema de saúde inglês que emite análises sobre a saúde da população.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>FUGINDO DOS PADRÕES DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL</strong></p>
<p>De acordo com os especialistas do NICE, os valores de Índice de Massa Corporal (IMC) &#8211; medida tradicionalmente utilizada para definir quem está acima ou abaixo do peso &#8211; considerados &#8220;normais&#8221; não devem ser os mesmos entre pessoas de descendência européia e de outras etnias.</p>
<p>No modelo tradicional, qualquer pessoa é considerada &#8220;acima do peso&#8221; se tiver um IMC entre 25 e 29.9. Valores acima disto indicam obesidade. A faixa de peso &#8220;normal&#8221; é de 18.5 a 24.9.</p>
<p><strong>+ <span style="color: #ff6600;">SAIBA MAIS</span>: <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/indice-de-massa-corporal-imc/">Aprenda aqui a calcular o seu IMC</a></strong></p>
<p>A sugestão do NICE é que, para os grupos étnicos citados no primeiro parágrafo, o valor do IMC relacionado ao sobrepeso deve ser 23 (ao invés do tradicional 25). O valor para &#8220;obesidade&#8221; também deve ficar mais estrito: dos atuais 30 passaria para 27.5.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>POR QUE AS ETNIAS DEVEM SEGUIR VALORES DE IMC DIFERENTES?</strong></p>
<p>O professor Mike Kelly, diretor do NICE, explicou: &#8220;O diabetes tipo 2, doenças cardíacas e derrames são condições que colocam a vida em risco, as quais as pessoas de descendência africana, caribenha e asiática têm probabilidades maiores de contrair do que a população no geral. As pessoas de tais descendências não apenas têm 6 vezes mais chances de desenvolver diabetes tipo 2, elas também possuem chances 50% maiores de morrer vítimas de doenças cardiovasculares e sofrem destas condições em idades mais jovens&#8221;.</p>
<p>Sabendo que diabetes tipo 2, <a title="Praticar exercícios físicos com frequência evita problemas cardiovasculares em pessoas com diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/praticar-exercicios-fisicos-com-frequencia-evita-problemas-cardiovasculares-em-pessoas-com-diabetes-tipo-2/">doenças cardiovasculares</a> e derrames estão intimamente ligadas ao sobrepeso e à obesidade, o NICE refez os cálculos do IMC considerados &#8220;de risco&#8221; para estas populações e, por isto, aconselha agora que estes grupos étnicos sejam considerados &#8220;acima do peso&#8221; a partir de um valor de IMC menor que o tradicional.</p>
<p>O relatório do NICE afirma que, caso a mudança nos valores de IMC sugeridas sejam aceitas, o sistema de saúde do Reino Unido economizará até R$52 bilhões anuais ao prevenir o desenvolvimento do <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-2/">diabetes tipo 2</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Gordura gera &#8220;caos&#8221; no corpo humano</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/gordura-gera-caos-no-corpo-humano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2013 16:23:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[células beta]]></category>
		<category><![CDATA[corrente sangüínea]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[gordura]]></category>
		<category><![CDATA[Guy Rutter]]></category>
		<category><![CDATA[IMC]]></category>
		<category><![CDATA[Imperial College]]></category>
		<category><![CDATA[incretina]]></category>
		<category><![CDATA[índice de massa corporal]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[The Journal of Clinical Investigation]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma possível explicação do porquê pessoas obesas tendem a desenvolver diabetes foi descoberta. Quando acabamos de ingerir uma refeição &#8211; e portanto o sangue começa a ficar repleto de açúcares -, o corpo humano ativa diversos mecanismos para controlar a glicemia. Um deles envolve pequenas moléculas chamadas de incretinas. As incretinas ajudam a aumentar os &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma possível explicação do porquê pessoas obesas tendem a desenvolver diabetes foi descoberta.</em></p>
<p><span id="more-5236"></span></p>
 O pâncreas (em vermelho) teve mais alguns de seus segredos revelados em recente pesquisa.
<p>Quando acabamos de ingerir uma refeição &#8211; e portanto o sangue começa a ficar repleto de açúcares -, o corpo humano ativa diversos mecanismos para controlar a <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/glicemia/">glicemia</a>. Um deles envolve pequenas moléculas chamadas de <strong>incretinas</strong>. As incretinas ajudam a aumentar os níveis de insulina, o que, por sua vez, reduz a quantidade de açúcar na corrente sangüínea. Este processo de controle glicêmico acontece automaticamente e de maneira super efetiva. Porém, ele pode ser facilmente destruído quando um outro fator entra em jogo: <strong>o excesso de gordura</strong>.</p>
<p>Pesquisadores do Imperial College de Londres, na Inglaterra, anunciaram que conseguiram detalhar, pela primeira vez, a maneira como a gordura gera &#8220;caos&#8221; neste processo natural de controle da quantidade de glicose no sangue. De acordo com os cientistas, a descoberta pode gerar <strong>maneiras inéditas de se tratar não só o diabetes como também a obesidade</strong>. Isto porque, conforme é conhecido há décadas, pessoas obesas são altamente propensas a desenvolver <a title="Aumento de casos de diabetes na China faz soar alerta sanitário no país" href="http://www.diabeticool.com/aumento-de-casos-de-diabetes-na-china-faz-soar-alerta-sanitario-no-pais/">diabetes tipo 2</a> ao longo da vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>UMA ORQUESTRA AÇUCARADA</strong></p>
<p>&#8220;Nós fomos capazes de mostrar que a &#8216;cooperatividade&#8217; entre as <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/celulas-beta/">células-beta</a> [<em>as células que produzem insulina</em>] é um pouco como aquela que existe entre <strong>músicos em uma orquestra</strong>: neste caso, a incretina age como um maestro, melhorando a secreção de insulina ao prevenir que os participantes estejam fora de ritmo entre si&#8221;, contou Guy Rutter (<em>foto</em>), professor do Departamento de Medicina do Imperial College e um dos principais autores do estudo.</p>
<figure id="attachment_5238" aria-describedby="caption-attachment-5238" style="width: 180px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-5238 " alt="O pesquisador Guy Rutter, do Imperial College." src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/09/guy-rutter-diabetes.jpg" width="180" height="180" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/09/guy-rutter-diabetes.jpg 180w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/09/guy-rutter-diabetes-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 180px) 100vw, 180px" /><figcaption id="caption-attachment-5238" class="wp-caption-text">O cientista Guy Rutter, do Imperial College.</figcaption></figure>
<p>&#8220;Ao mostrar aqui que altos níveis de gordura minam esta dinâmica, resultando em caos, nós esperamos poder melhorar terapias existentes para o diabetes e, eventualmente, <strong>diminuir o peso da doença</strong>&#8220;, disse Guy. O trabalho em questão foi publicado na edição deste mês da respeitadíssima revista científica <em><a href="http://www.jci.org/articles/view/68459">The Journal of Clinical Investigation</a></em>.</p>
<p>Os pesquisadores chegaram a estas conclusões após analisar amostras de pâncreas de pessoas com índices de massa corporal (IMC) diferentes. Estas amostras foram expostas a doses de incretina e, depois, os efeitos sobre a produção de <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/insulina/">insulina</a> foram analisados.</p>
<p>Normalmente, a presença das incretinas acarretava em um <strong>enorme aumento</strong> na quantidade de insulina gerada pelo pâncreas. A grande descoberta do trabalho foi que, quanto maior o IMC da pessoa (ou seja, quanto mais gordura ela possuía no corpo), menor o efeito positivo das incretinas no aumento da produção de insulina.</p>
<p>Dependendo do quão &#8220;gorda&#8221; era a amostra examinada, o efeito das incretinas sobre a insulina <strong>poderia cessar por completo</strong>.</p>
<p>Este mecanismo ajuda a explicar o porquê de pessoas obesas desenvolverem diabetes: as altas quantidades de gordura &#8220;rompem&#8221; a ação benéfica das incretinas, debilitando o funcionamento da insulina.</p>
<p>Mais do que nunca, portanto, manter o peso em dia e <a href="http://www.diabeticool.com/noticias/receitas-nutricao/">alimentar-se com prudência</a> é essencial para quem deseja levar uma vida mais saudável.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/gordura-gera-caos-no-corpo-humano/">Gordura gera “caos” no corpo humano</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Novo &#8220;campeão&#8221; no ranking mundial de diabetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2013 19:34:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
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		<category><![CDATA[Federação Internacional de Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pela primeira vez, um país passou os EUA e está no topo do ranking dos países com maior incidência de diabetes. Descubra qual é! Montar rankings sobre indicadores de saúde é uma maneira interessante de comparar a qualidade de vida de diversas populações ao redor do mundo. No caso do diabetes, todos os anos pelo &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pela primeira vez, um país passou os EUA e está no topo do ranking dos países com maior incidência de diabetes. Descubra qual é!</em> <span id="more-5212"></span></p>
 Má alimentação: o fator número 1 para o aumento nos casos de diabetes.
<p>Montar rankings sobre indicadores de saúde é uma maneira interessante de comparar a qualidade de vida de diversas populações ao redor do mundo. No caso do diabetes, todos os anos pelo menos dois rankings são atualizados: um deles mostra o número total de habitantes que estão com diabetes em um determinado país, enquanto que o outro ranking indica a <strong>porcentagem</strong> da população que está com a doença.</p>
<p>Em termos absolutos, há anos a <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-pelo-mundo-china/"><strong>China</strong></a> é a campeã mundial em número total de diabéticos &#8211; o que é bastante compreensível, tendo-se em vista que é o país mais populoso do planeta. Dados da Federação Internacional de Diabetes de 2012 indicam que, na China, mais de 92 milhões de pessoas estão com a doença. Para se ter uma idéia, neste mesmo ranking do ano passado, o Brasil ocupa a quarta colocação, com cerca de 13,5 milhões de diabéticos.</p>
<p><strong>+ VEJA MAIS NÚMEROS SOBRE O DIABETES <a href="http://www.diabeticool.com/numeros-do-diabetes/">NA NOSSA PÁGINA ESPECIAL</a>!</strong></p>
<p>Quando falamos em termos relativos, porém, nenhum país jamais &#8216;venceu&#8217; os EUA. A taxa de incidência de diabetes por lá é de 11,3% &#8211; ou seja, 11,3% da população é diabética. No Brasil, este número está próximo dos 7%. Um novo levantamento, todavia, mostra que os norte-americanos foram ultrapassados em termos de incidência da doença pelo gigante chinês.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A SITUAÇÃO CATASTRÓFICA DA CHINA</strong></p>
<p>Um imenso estudo sobre o impacto do diabetes realizado na China e divulgado na semana passada resultou um números impressionantes.</p>
<p>De acordo com o trabalho, hoje o número de diabéticos no país asiático já ultrapassa os <strong>114 milhões de pessoas</strong>. É como se mais da metade da população brasileira tivesse a doença.</p>
<p>Além disso, a incidência da condição chegou aos 11,6%, ultrapassando a marca dos norte-americanos.</p>
<p>As estatísticas mais alarmantes mostram que 1 de cada 3 diabéticos no mundo é chinês. Além disso, o estudo descobriu que <strong>metade da população chinesa</strong> tem níveis de glicose no sangue altos o suficiente para serem diagnosticados com <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/pre-diabetes/">pré-diabetes</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>UMA GRANDE DIFERENÇA DE PESO</strong></p>
 Praticar exercícios é uma ótima maneira de prevenir a doença.
<p>Um dado que espantou os pesquisadores foi descobrir que o diabetes tem aparecido em chineses com índice de massa corporal considerado &#8216;normal&#8217; nas sociedades ocidentais.</p>
<p>O diabetes, como se sabe, é intimamente relacionado ao sobrepeso e à <a title="Os custos da obesidade e do diabetes no Brasil" href="http://www.diabeticool.com/os-custos-da-obesidade-e-do-diabetes-no-brasil/">obesidade</a>. Por isso, não é de se espantar que o índice de massa corporal médio de um diabético norte-americano, por exemplo, seja 28.7, número considerado como &#8220;sobrepeso&#8221;. No caso chinês, porém, o IMC médio dos diabéticos é de 23.7, número considerado como &#8220;saudável&#8221; ao se seguir a tabela tradicional.</p>
<p><strong>+ <a href="http://www.diabeticool.com/cirurgia-bariatrica-controla-diabetes-em-paciente-com-sobrepeso/">CLIQUE AQUI</a> PARA CALCULAR SEU IMC!</strong></p>
<p>Ainda não há explicações para todas as novidades coletadas. Os realizadores do estudo, porém, acreditam que<strong> a grande explicação</strong> para uma prevalência tão grande do diabetes na China é a <strong>má alimentação da população</strong>.</p>
<p>&#8220;Má nutrição no útero e durante os primeiros anos, combinada como uma super-nutrição mais tarde ao longo da vida, podem ter contribuído para a aceleração da epidemia de diabetes na China&#8221;, disseram os cientistas.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/novo-campeao-no-ranking-mundial-de-diabetes/">Novo “campeão” no ranking mundial de diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Comer muito açúcar causa diabetes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 18:06:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[FAO]]></category>
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		<category><![CDATA[Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[PLoS One]]></category>
		<category><![CDATA[polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Stanford]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que realmente diz a nova pesquisa que relaciona o açúcar ao diabetes tipo 2? Comer muito açúcar causa diabetes? Eis uma das perguntas mais comuns a quem está ou lida com a doença. A resposta até há pouco tempo considerada correta era a de que não, comer muito açúcar não causa diabetes &#8211; o &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O que <strong>realmente</strong> diz a nova pesquisa que relaciona o açúcar ao diabetes tipo 2?</em></p>
<p><span id="more-3823"></span></p>
<p><strong>Comer muito açúcar causa diabetes?</strong></p>
<p>Eis uma das perguntas mais comuns a quem está ou lida com a doença. A resposta até há pouco tempo considerada correta era a de que <strong>não</strong>, <strong>comer muito açúcar não causa diabetes</strong> &#8211; o que acontece, na verdade, é que comer açúcar em excesso favorece o aparecimento de doenças como a <a title="Comidas com alto índice glicêmico favorecem o diabetes" href="http://www.diabeticool.com/comidas-com-alto-indice-glicemico-favorecem-o-diabetes/">obesidade</a>, e <em>elas</em> é que favoreceriam o desenvolvimento do diabetes. Uma pesquisa publicada na semana passada, porém, coloca esta explicação em dúvida. E agora? No final das contas, qual a relação do açúcar com o diabetes?</p>
<p>A imprensa, de maneira geral, vem anunciando um estudo conduzido por cientistas de três grandes universidades americanas (Stanford, Berkley e San Francisco) e publicado na última semana na revista científica <a title="A saudabilíssima dieta nojenta" href="http://www.diabeticool.com/a-saudabilissima-dieta-nojenta/"><em>PLOS ONE</em></a> como a prova de que comer muito açúcar causa diabetes &#8211; ao contrário do que normalmente é afirmado. Porém, o que os artigos deixam de comentar é que há muito gente que refuta, com bons argumentos, tal afirmação. <strong>Vamos entender o que está acontecendo</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Uma doce e controversa pesquisa</strong></p>
<p>O estudo acompanhou a oferta de diferentes tipos de alimentos (como açúcares, fibras, frutas, carnes, cereais e óleos) em 175 países no mundo, do ano 2000 a 2010. Para isto, utilizou dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), atualmente comandada pelo agrônomo brasileiro José Graziano. Depois, correlacionou estes dados a diversos parâmetros e doenças, como o <a title="Calcule as chances de um bebê ser uma criança obesa" href="http://www.diabeticool.com/calcule-as-chances-de-um-bebe-ser-uma-crianca-obesa/">índice de massa corporal</a> da população e a obesidade.</p>
<p>Os cientistas encontraram uma forte correlação entre o aumento na disponibilidade de açúcar e a prevalência de diabetes nos países estudados. Esta ligação se mantinha mesmo quando os dados de obesidade, alimentação, renda per capita e idade da população foram levados em consideração &#8211; o que significa que, de acordo com a pesquisa, pode-se dizer que <strong>apenas a oferta de açúcar é responsável pelo aumento no número de casos de diabetes</strong>.</p>
<p><strong>+ Para se aprofundar no assunto: </strong>leia aqui o polêmico trabalho, <a href="http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0057873">na íntegra</a> (em inglês)</p>
<p style="text-align: left;">Diz o artigo: &#8220;(&#8230;) nós identificamos que a oferta de açúcar parece ser unicamente correlacionada à prevalência do diabetes, independente dos índices de prevalência de sobrepeso e obesidade, diferentemente de outros tipos de comida e consumo total, e independentemente de outras mudanças econômicas e sociais, como urbanização, envelhecimento, mudanças na renda familiar, estilo de vida sedentário e uso de tabaco e álcool. Descobrimos que a obesidade parece exacerbar, mas não alterar, o impacto da oferta de açúcar na prevalência do diabetes, o que fortalece o argumento a favor de políticas públicas de saúde visando o [combate ao] consumo excessivo de açúcar.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Poréns</strong></p>
<p>Os autores do artigo afirmam, portanto, que quanto mais açúcar for <strong>ofertado</strong> em um país, maiores os índices de diabetes &#8211; o que, é claro, <em>parece</em> indicar que quanto mais se come açúcar, mais se tem diabetes. Mas esta conclusão hipotética é falsa e não possui base em nenhum dado científico.</p>
<p>É importante manter em mente que, para chegar aos resultados do trabalho, os pesquisadores utilizaram informações extremamente generalizadas, tanto aquelas sobre alocação de alimento quanto as sobre a saúde da população. No próprio artigo, eles comentam pelos menos cinco pontos nos quais o trabalho peca em rigor. Por exemplo, os próprios autores afirmam que os dados coletados da FAO não indicam <em>quanto</em> dos alimentos em oferta em um país é consumido e quanto é desperdiçado. Além disso, os dados de prevalência de diabetes utilizados são, em boa parte dos países estudados, meras aproximações estatísticas e muito pouco confiáveis.</p>
<p>Muitos cientistas comentam que o estudo simplesmente indica que a <strong>oferta</strong> de açúcar pode ser, sim, relacionada ao aumento do diabetes. <strong>E que isto não significa grande coisa</strong>. A não ser que um rigoroso trabalho científico seja feito que prove que o <strong>consumo</strong> de açúcar possa ser correlacionado à maior incidência de diabetes, o atual estudo nada mais é que uma curiosidade estatística.</p>
<p>A imprensa mundial, todavia, parece não concordar com esta visão mais sensata &#8211; adotada, em parte, até mesmo pelos autores do trabalho. Em termos pra lá de sensacionalistas, ela vem divulgando a história com títulos como &#8220;<span class="removed_link" title="(http://zeenews.india.com/news/health/diseases/increased-sugar-intake-linked-to-higher-diabetes-rates_20828.html">Maior consumo de açúcar é ligado a maiores taxas de diabetes</span>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.guardian.co.uk/society/2013/feb/27/sugar-obesity-type-2-diabetes">Açúcar está por trás da explosão global de diabetes tipo 2, diz estudo</a>&#8221;  e &#8220;<a href="http://www.upi.com/Health_News/2013/03/05/Higher-sugar-higher-type-2-diabetes/UPI-14561362463220/">Mais açúcar = mais diabetes tipo 2</a>&#8220;. Todos estes título são uma má leitura do trabalho, como vimos, e transmitem perigosas inverdades.</p>
<p>A respeitada ONG britânica pró-diabéticos <em><a title="Como evitar a pior conseqüência do pé diabético" href="http://www.diabeticool.com/como-evitar-a-pior-consequencia-do-pe-diabetico/">Diabetes UK</a></em> alertou que a pesquisa deve ser encarada com cautela. O grupo <em>Sugar Nutrition UK</em>, que representa os produtores de açúcar do Reino Unido, repudiou o trabalho, contra-argumentando que, na última década, o consumo de açúcar caiu 6% nos países do Reino, enquanto as taxas de diabetes dobraram.</p>
<p>O <strong>Diabeticool</strong>, visando ao total bem estar de todos os diabéticos e tratando com o máximo rigor as informações publicadas, manterá na página &#8220;<a title="Verdades &amp; Mitos" href="http://www.diabeticool.com/verdades-mitos/">Verdades e Mitos</a>&#8221; a explicação de que <strong>comer muito açúcar não causa diabetes</strong>, baseada em diversas e rigorosas pesquisas científicas. Porque o estudo em questão não modificou em nada esta percepção. E porque falar a verdade vale muito mais a pena do que simplesmente publicar um título sensacionalista.</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/comer-muito-acucar-causa-diabetes/">Comer muito açúcar causa diabetes?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Cirurgia bariátrica controla diabetes em paciente com sobrepeso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Feb 2013 17:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[artrite]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia bariátrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Conselho Federal de Medicina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria dos diabéticos não se adequa aos critérios para fazer cirurgias bariátricas. O que acontece quando ela é feita mesmo assim?   A cirurgia bariátrica &#8211; popularmente conhecida como &#8220;cirurgia de redução do estômago&#8221; &#8211; é uma técnica reconhecida para o tratamento do diabetes tipo 2 em pessoas acima do peso. Alguns estudos apontam &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A maioria dos diabéticos não se adequa aos critérios para fazer cirurgias bariátricas. O que acontece quando ela é feita mesmo assim?</em></p>
<p><span id="more-3349"></span></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p>A <a title="Cirurgia Bariátrica X Medicamentos: um embate de peso!" href="http://www.diabeticool.com/cirurgia-bariatrica-x-medicamentos-um-embate-de-peso/"><strong>cirurgia bariátrica</strong></a> &#8211; popularmente conhecida como &#8220;cirurgia de redução do estômago&#8221; &#8211; é uma técnica reconhecida para o tratamento do diabetes tipo 2 em pessoas acima do peso. Alguns estudos apontam que os índices de <a title="Redução de estômago ajuda, mas não cura diabetes" href="http://www.diabeticool.com/reducao-de-estomago-ajuda-mas-nao-cura-diabetes/">remissão</a> do diabetes após as cirurgias podem chegar a 80% dos casos. Apesar de ser uma alternativa terapêutica viável para o diabetes, há uma grande contradição que envolve a doença e a técnica cirúrgica: <strong>a grande maioria de quem tem diabetes não pode fazer a operação</strong>.</p>
<p>Isto acontece porque os médicos seguem alguns princípios antes de realizar uma cirurgia complexa como a bariátrica. O Conselho Federal de Medicina autoriza, hoje, a cirurgia apenas para pacientes que tenham IMC acima de 40, ou então que possuam IMC entre 35 e 40, mas que apresentem comorbidades comprovadas, como diabetes tipo 2, <a title="Diabetes, pressão alta e doenças cardíacas da geração boomers" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-pressao-alta-e-doencas-cardiacas-da-geracao-boomers/">hipertensão arterial</a>, doença coronariana e artrites. Além disso, o paciente deve ter passado dois anos tentando, sem sucesso, diminuir o peso através de outras técnicas.</p>
<p>Vale lembrar: o <a title="O pneuzinho diabético" href="http://www.diabeticool.com/o-pneuzinho-diabetico/"><strong>IMC</strong></a>, ou índice de massa corporal, é um número calculado dividindo-se o peso, em quilogramas, pelo quadrado da altura, em metros. [<a href="http://www.calculoimc.com.br/">Clique aqui para calcular seu IMC online</a>]. Um IMC de 35 equivale, portanto, a uma pessoa de 1,60m e que tenha 90kg.</p>
<p>O problema é que, tanto no Brasil quanto no restante do mundo, a grande maioria das pessoas que têm diabetes possuem IMC menor que 35. Elas são consideradas, normalmente, &#8220;acima do peso&#8221; ou com &#8220;obesidade leve&#8221;. Assim, estas pessoas não estão habilitadas a fazer a cirurgia bariátrica, e pouco se sabia sobre os efeitos do procedimento cirúrgico neste grande grupo de diabéticos.</p>
<p>A história mudou este mês, devido a uma pesquisa brasileira. Conforme noticia o jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong>,</p>
<p><span style="color: #808080;">&#8220;Uma técnica experimental de cirurgia bariátrica, que consiste na inserção de um tubo flexível e impermeável no interior do intestino do paciente, foi capaz de promover o controle da diabete tipo 2 em voluntários com obesidade leve ou sobrepeso. A conclusão é de um estudo do Hospital Oswaldo Cruz, de São Paulo, publicado neste mês na revista científica <em>The Journal of Clinical Endocrinology &amp; Metabolism</em>.&#8221;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como funciona a técnica</strong></p>
<p>A estratégia utilizada pelos médicos do Hospital Oswaldo Cruz consistiu em inserir um tubo de 60cm de comprimento, impermeável, logo no início do intestino. Esta inserção é feita por via endoscópica, ou seja, pela boca, o que significa que não são feitos cortes no paciente. A região inicial do intestino é um dos locais que mais absorvem nutrientes no nosso trato digestivo. Quando o tubo é inserido ali, por ser impermeável, ele bloqueia boa parte desta absorção, favorecendo o emagrecimento. De acordo com o Estadão, &#8220;<span style="color: #808080;">O cirurgião Ricardo Cohen, um dos autores da pesquisa, explica que o dispositivo é feito para ficar no corpo do paciente por um ano. No caso dos participantes do estudo, 40% mantiveram a medicação reduzida mesmo depois da retirada do aparelho.</span>&#8221;</p>
<p>Os resultados foram animadores. Em 75% dos pacientes (12 pessoas), o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-2/">diabetes tipo 2</a> foi controlado após um ano da inserção do tubo.</p>
<p>&#8220;<span style="color: #808080;">Ao final do experimento, o IMC médio dos pacientes havia caído 3,6 pontos. O nível médio de glicemia de jejum caiu de 207 para 155 mg/dL. Outros indicadores, como triglicérides e colesterol, também apresentaram melhora. Depois de 12 meses &#8211; período no qual foi reduzida a quantidade de remédios para controle da diabete -, o dispositivo foi retirado dos pacientes.</span>&#8220;, afirma a matéria.</p>
<p>Os autores do estudo entendem estes resultados como indício de que o desvio da comida do contato com a porção inicial do intestino gera efeitos benéficos no controle metabólico. Isto pode servir de argumento para que a técnica seja indicada para pacientes diabéticos com IMC menor do que 35 e que não conseguem diminuir as medidas através de outros procedimentos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" class="aligncenter  wp-image-3360" alt="cirurgia bariatrica diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/02/cirurgia-bariatrica-diabetes.jpg" width="560" height="424" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/02/cirurgia-bariatrica-diabetes.jpg 1000w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/02/cirurgia-bariatrica-diabetes-317x240.jpg 317w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p><strong>Histórias de quem passou pela técnica experimental</strong></p>
<p>Pacientes foram entrevistados pela reportagem do Estadão. Eis suas opiniões sobre a nova técnica:</p>
<p><span style="color: #808080;">O médico Luiz Carlos Barbirato, de 56 anos, foi um dos voluntários do estudo. &#8220;Tive uma evolução boa. Era hipertenso e diabético. Em três meses, o remédio para hipertensão diminuiu pela metade. Em seis meses, o remédio para a diabete também foi reduzido para a metade. Em um ano, a glicemia quase tinha voltado ao normal&#8221;, diz.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Com o dispositivo, Barbirato, que pesava 112 quilos, perdeu 18. &#8220;Depois que tirei o aparelho, aumentei um pouco o peso. Estou com 4 quilos a mais, mas isso está se mantendo.&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Outro voluntário, o eletricista Manoel Messias, de 46 anos, conta que os efeitos positivos do procedimento persistiram por um ano após a retirada do dispositivo. &#8220;Perdi a vontade de comer doces e frituras. Então, como me adaptei a uma outra alimentação, ficou melhor para mim e a diabete caiu bastante.&#8221;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cirurgia-bariatrica-em-teste-controla-diabete-em-paciente-com-sobrepeso-,994899,0.htm">Leia aqui a matéria do Estadão, de 09.02.2013.</a></strong></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/cirurgia-bariatrica-controla-diabetes-em-paciente-com-sobrepeso/">Cirurgia bariátrica controla diabetes em paciente com sobrepeso</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Estudo do Incor quer entender o coração do diabético</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 19:42:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[apnéia obstrutiva do sono]]></category>
		<category><![CDATA[Brown University]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia de redução de estômago]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[doenças cardiovasculares]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Reis de Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[IMC]]></category>
		<category><![CDATA[Incor]]></category>
		<category><![CDATA[índice de massa corporal]]></category>
		<category><![CDATA[Look AHEAD]]></category>
		<category><![CDATA[O Estado de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Rena Wing]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto de pesquisa busca voluntários para avaliar se cirurgia bariátrica em diabéticos tem influência na saúde cardiovascular dos pacientes. Procuram-se candidatos O Incor, hospital vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, está à procura de voluntários para um pesquisa que visa determinar a influência da cirurgia de redução de estômago em diabéticos &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Projeto de pesquisa busca voluntários para avaliar se cirurgia bariátrica em diabéticos tem influência na saúde cardiovascular dos pacientes.</em></p>
<p><span id="more-2199"></span></p>
<p><strong>Procuram-se candidatos</strong></p>
<p>O <strong>Incor</strong>, hospital vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, está à procura de voluntários para um pesquisa que visa determinar a influência da <a title="Redução de estômago ajuda, mas não cura diabetes" href="http://www.diabeticool.com/reducao-de-estomago-ajuda-mas-nao-cura-diabetes/">cirurgia de redução de estômago</a> em diabéticos obesos ou acima do peso. A meta é avaliar se, após o procedimento cirúrgico, os pacientes apresentam menores chances de desenvolver <a title="Verdades &amp; Mitos" href="http://www.diabeticool.com/verdades-mitos/">doenças cardiovasculares</a>.</p>
<p><strong>Quem quiser concorrer a uma das 10 vagas que serão sorteadas para a cirurgia deverá se adequar a um estrito perfil</strong>. O candidato tem de ser homem, entre 18 e 65 anos, ter circunferência abdominal acima dos 102cm, ter sido diagnosticado com o diabetes há menos de dez e há mais de 2 anos e possuir Índice de Massa Corporal entre 28 e 35 (<a href="http://www.diabeticool.com/?p=2134">aprenda aqui a calcular seu IMC</a>!). Além disso, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, &#8220;os voluntários (&#8230;) não podem ser dependentes de álcool, cigarro ou drogas, nem ser portadores de doenças crônicas graves não relacionadas à obesidade, como câncer, Aids e distúrbios autoimunes.&#8221;</p>
<p>“Nosso objetivo é entender quais são as alterações metabólicas envolvidas e medir o impacto na redução do risco cardiovascular”, afirmou Fernanda Reis de Azevedo, responsável pelo projeto de pesquisa. De acordo com a matéria do Estadão, a pesquisadora ainda afirmou que &#8220;investigações recentes também têm mostrado que diabéticos operados apresentam melhora na glicemia antes mesmo que ocorra uma perda de peso significativa.&#8221;</p>
<p>Isto é bem verdade. Todavia, uma coisa é relacionar a perda de peso, resultado da cirurgia bariátrica, à melhora na glicemia; outra é correlacioná-la a melhoras na saúde cardiovascular. Quanto a este ponto, o infame estudo <a href="https://www.lookaheadtrial.org/public/home.cfm">Look AHEAD (Action for Help in Diabetes)</a>, do governo norte-americano, pode fornecer algumas pistas.</p>
<p><strong>As já clássicas conclusões do Look AHEAD</strong></p>
<p>De acordo com nossa matéria &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/?p=1754">Quando o estudo sai pela culatra</a>&#8220;, de 22 de outubro, o Look AHEAD foi um amplo trabalho de acompanhamento da saúde de milhares de diabéticos lançado nos EUA há mais de dez anos. &#8220;O objetivo era simples: provar que pessoas com diabetes tipo 2 e acima do peso, quando submetidas a tratamentos intensivos de perda de peso e aumento da atividade física, tornavam-se menos vulneráveis a <a title="Chá preto: um combatente dos sintomas cardiovasculares" href="http://www.diabeticool.com/cha-preto-um-combatente-dos-sintomas-cardiovasculares/">doenças cardiovasculares</a> &#8211; como enfartes e derrames.&#8221;</p>
<p>Todavia, os resultados preliminares do projeto foram tão contundentes que sua continuação foi cancelada por futilidade. <strong>Uma das conclusões do trabalho é que perder peso não influencia em nada os riscos de doenças cardiovasculares.</strong> &#8220;Apesar do estudo ter mostrado que a perda de peso tem muitos efeitos positivos para a saúde de pessoas com diabetes tipo 2, esta perda não reduziu o número de eventos cardiovasculares&#8221;, afirmou a Dra. Rena Wing, presidente do grupo Look AHEAD e professora de psiquiatria e comportamento humano na <a title="Biochip examina níveis de glicose na saliva e não no sangue" href="http://www.diabeticool.com/biochip-examina-niveis-de-glicose-na-saliva-e-nao-no-sangue/">Brown University</a>. Alguns destes efeitos positivos: diminuição da dependência de remédios para o diabetes, menor incidência de <a title="Cirurgia Bariátrica X Medicamentos: um embate de peso!" href="http://www.diabeticool.com/cirurgia-bariatrica-x-medicamentos-um-embate-de-peso/">apnéia obstrutiva do sono</a>, maior mobilidade física e aumento considerável na qualidade de vida. Ótimas notícias, de qualquer maneira!</p>
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		<title>Calcule as chances de um bebê ser uma criança obesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2012 21:10:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[calculadora]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[doença cardiovascular]]></category>
		<category><![CDATA[Finlândia]]></category>
		<category><![CDATA[IMC]]></category>
		<category><![CDATA[Imperial College]]></category>
		<category><![CDATA[índice de massa corporal]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade infantil]]></category>
		<category><![CDATA[pressão alta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A obesidade é um dos maiores fatores de risco para uma variedade de doenças, inclusive o diabetes. Um nova calculadora online permite inferir se um bebê será uma criança acima do peso. A obesidade infantil é um fenômeno cada vez mais comum no mundo inteiro, independente da situação econômica do país. Especialistas em saúde preocupam-se &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A obesidade é um dos maiores fatores de risco para uma variedade de doenças, inclusive o diabetes. Um nova calculadora online permite inferir se um bebê será uma criança acima do peso.</em></p>
<p><span id="more-2134"></span></p>
<p>A <strong>obesidade infantil</strong> é um fenômeno cada vez mais comum no mundo inteiro, independente da situação econômica do país. Especialistas em saúde preocupam-se com este fato, uma vez que crianças acima do peso são muito mais propensas a desenvolver <a title="O Impacto Positivo do Chá Preto no Diabetes Tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/o-impacto-positivo-do-cha-preto-no-diabetes-tipo-2/">doenças cardiovasculares</a>, <a title="Seja feliz! – ou pelo menos tente com afinco!" href="http://www.diabeticool.com/seja-feliz-ou-pelo-menos-tente-com-afinco/">pressão alta</a> e diabetes tipo 2. Em vista disto, cientistas do <a title="Os seis genes do diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/os-seis-genes-do-diabetes-tipo-2/">Imperial College</a>, em Londres, desenvolveram uma calculadora online que deve ajudar os pais a estimar as chances de seu bebê ser uma criança &#8220;fofinha&#8221;.</p>
<p>Para desenvolver a calculadora, os pesquisadores utilizaram os dados de uma pesquisa iniciada em 1986 e que continua até hoje. Esta pesquisa acompanha a vida de 4000 bebês nascidos na Finlândia naquele ano e tenta entender quais fatores mais influenciam para que as crianças tornem-se obesas. São tantos fatores potenciais &#8211; desde os genéticos até os ambientais &#8211; que foi difícil determinar quais realmente tinham peso na saúde dos pequenos.</p>
<p>&#8220;Nós estávamos basicamente olhando para correlações entre diferentes fatores, como todos eles se interligavam e qual era o valor preditivo nesta análise&#8221;, afirma Marjo-Riita Jarvelin, uma dos autoras do estudo. &#8220;Quando adicionamos um fator extra, ele melhora o modelo? Se você adicionar o IMC do pai, o modelo fica melhor? Daí, quando você adiciona o [fator] tabagismo materno, o modelo melhora de novo? E assim por diante, e assim por diante. Eventualmente, você vai chegar a uma situação em que a adição de algo como a idade materna não melhora o modelo. Trata-se de inclusão e exclusão.&#8221;, explicou a cientista.</p>
<p>Desta maneira, após muitas e muitas análises estatísticas,<strong> a equipe britânica chegou a 6 fatores que, segundo eles, permitem predizer com 85% de certeza as chances de um bebê tornar-se uma criança obesa</strong>. São eles: IMC do pai e da mãe, número de pessoas que moram na mesma casa, categoria profissional da mãe, <a title="O Diabetes pelo Mundo: Portugal" href="http://www.diabeticool.com/o-diabetes-pelo-mundo-portugal/">tabagismo</a> durante a gravidez e peso do bebê ao nascer. Lembrando que o <strong>IMC</strong> é o índice de massa corporal, calculado dividindo-se o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros) &#8211; ou então, bem mais simples, acessando o site <a href="http://www.calculoimc.com.br/">Cálculo IMC</a>!</p>
<figure id="attachment_2135" aria-describedby="caption-attachment-2135" style="width: 1920px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/calculadora-obesidade-infantil-diabeticool.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-2135" title="calculadora obesidade infantil diabeticool" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/calculadora-obesidade-infantil-diabeticool.jpg" alt="" width="1920" height="902" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/calculadora-obesidade-infantil-diabeticool.jpg 1920w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/calculadora-obesidade-infantil-diabeticool-415x195.jpg 415w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/calculadora-obesidade-infantil-diabeticool-1024x481.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><figcaption id="caption-attachment-2135" class="wp-caption-text">O <strong>Diabeticool</strong> oferece uma tradução das categorias da Calculadora Online. Clique na imagem para baixá-la em maior qualidade!</figcaption></figure>
<p><span class="removed_link" title="http://files-good.ibl.fr/childhood-obesity/">CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O SITE DA CALCULADORA ONLINE</span>!</p>
<p><strong>Algumas considerações importantes</strong></p>
<p>A calculadora foi desenvolvida com base em informações de crianças européias. Isto significa que os dados não necessariamente funcionem em crianças brasileiras ou norte-americanas, por exemplo (os EUA já tem sua própria fórmula para calcular os riscos de obesidade infantil).</p>
<p>Além disso, vale a pena notar um detalhe: muita gente costuma dizer que uma criança é obesa por &#8220;motivos genéticos&#8221;, ou &#8220;porque os pais eram obesos, a criança nasceu já &#8220;gordinha&#8221;&#8221;. Parece que não é bem assim. De acordo com os especialistas, fatores genéticos respondem por muito pouco no peso de uma criança. &#8220;Variantes genéticas não se mostraram importantes, em nível populacional, para ajudar a explicar a obesidade comum em uma população.&#8221;, garantiu Jarvelin.</p>
<p><strong>Como interpretar os resultados</strong></p>
<p>Os pesquisadores ingleses por trás da calculadora argumentam que é muito difícil fazer com que uma criança de 6 ou 7 anos obesa perca peso. Possivelmente, ela será um adulto também acima do peso. Por isso, a calculadora pode ajudar os pais na prevenção. Caso o resultado do cálculo seja um número alto, como 70%, os pais devem prestar muita atenção à saúde do filho, educando-o para que se alimente bem e para que pratique constantemente exercícios físicos. Sua saúde, no futuro, agradecerá.</p>
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