Os custos da obesidade e do diabetes no Brasil

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Nova pesquisa da Universidade de Brasília revela a enorme quantia gasta todos os anos com tratamento de saúde no país.

Que a obesidade é um enorme problema para a saúde todo mundo sabe. Além de causar uma série de doenças, como cardiopatias e pressão alta, a obesidade é ainda fator de risco para o desenvolvimento de novas doenças no futuro, como é o caso do diabetes. Apesar dos efeitos trágicos que a obesidade traz ao organismo, os números de obesos e pessoas acima do peso sobem a cada ano, tanto no Brasil quanto no restante do mundo. E este acréscimo vem abocanhando uma fatia de peso do orçamento para saúde destes países.

Estudo realizado pela Universidade de Brasília, divulgado pelo Ministério da Saúde esta semana, revela que o Brasil gastou, em 2011, quase meio bilhão de reais no tratamento de pacientes com obesidade ou doenças relacionadas.

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A estimativa leva em conta tanto o atendimento de problemas diretamente relacionados à obesidade quanto cuidados com 26 doenças relacionadas ao excesso de peso –por exemplo, diabetes, hipertensão arterial e diversos tipos de câncer.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Michele Lessa, autora da pesquisa, explicou: “Se considerássemos só o custo da obesidade em si teríamos R$ 32 milhões, que é o custo da cirurgia bariátrica. Mas, a partir de dados epidemiológicos, em que avaliamos a associação a doenças e o percentual de casos de diabetes e hipertensão devidos à obesidade, a gente conseguiu chegar a um custo mais alto e verificar o quanto a obesidade onera o SUS”.

Dos R$488 milhões utilizados no tratamento de pacientes obesos, R$ 166 milhões estão ligadas a doenças isquêmicas do coração, R$ 30 milhões ao câncer de mama e R$ 27 milhões à diabetes.

 

PREVENÇÃO PÚBLICA

De acordo com Alexandre Padilha, ministro da saúde, ” (este) é o momento para agir se não queremos atingir níveis tão graves, como o dos Estados Unidos, do Chile ou mesmo da Argentina.” Ele se referia ao fato de que estima-se em 15% da população o número de obesos no Brasil, em comparação a 20,5% na Argentina, 25,1% no Chile e 27,6 nos Estados Unidos.

Foi em vista deste foco maior do ministério da saúde na obesidade que foi anunciada esta semana a ampliação do número de pessoas aptas a realizar a cirurgia bariátrica através do SUS (a idade mínima passou de 18 para 16 anos), o reajuste de procedimentos cirúrgicos em até 20% e a inclusão de novas cirurgias no rol do serviço público.

 

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