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	<title>pâncreas | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 11 Aug 2021 01:58:04 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Metformina: poderosa também contra o câncer de pâncreas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2015 17:15:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[metformina]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma boa notícia chegou direto dos laboratórios científicos esta semana. Pesquisadores da Universidade Queen Mary, em Londres, mostraram que há uma nova possibilidade de tratamento para um dos tipos de câncer mais letais que se conhece: o câncer de pâncreas. E a boa notícia tem tudo a ver com um dos medicamentos mais tradicionais e &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<span class="bdaia-shory-dropcap bdaia-shory-dropcap1" >U</span>ma boa notícia chegou direto dos laboratórios científicos esta semana. Pesquisadores da Universidade Queen Mary, em Londres, mostraram que há uma nova possibilidade de tratamento para um dos tipos de câncer mais letais que se conhece: <strong>o câncer de pâncreas</strong>.</p>
<p>E a boa notícia tem tudo a ver com um dos medicamentos mais tradicionais e populares para cuidar do <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-2/">diabetes tipo 2</a>: a <strong>metformina</strong>.</p>
<div class="bdaia-toggle close"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt">OS BENEFÍCIOS DA METFORMINA À SAÚDE (clique para abrir)</span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt">OS BENEFÍCIOS DA METFORMINA À SAÚDE (clique para abrir)</span></h4><div class="toggle-content"><p>Esta não é a primeira vez que a metformina é associada a outros benefícios ao corpo além do melhor controle da glicemia. Acompanhe algumas das novidades nas matérias a seguir do Diabeticool:</p>
<ul>
<li><strong><a href="http://www.diabeticool.com/metformina-faz-bem-ate-para-os-olhos-pesquisa-indica-protecao-contra-o-glaucoma/">Metformina faz bem até para os olhos: pesquisa indica proteção contra o glaucoma</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://www.diabeticool.com/estudo-garante-quem-toma-metformina-vive-mais/">Estudo garante: quem toma metformina vive mais</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://www.diabeticool.com/metformina-o-remedio-que-combate-o-diabetes-e-o-cancer/">Metformina: o remédio que combate o diabetes e o câncer</a></strong></li>
</ul>
</p></div></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>QUAL A RELAÇÃO ENTRE METFORMINA E O COMBATE AO CÂNCER?</strong></h2>
<p>Em artigo publicado na revista científica <em>Cell Metabolism</em>, os pesquisadores explicam a descoberta de que algumas das células que causam câncer no pâncreas sobrevivem através de um<strong> processo que pode ser bloqueado pela metformina</strong>.</p>
<blockquote><p>O câncer de pâncreas é um dos mais letais. Estima-se que a sobrevida após o diagnóstico é de apenas 12 meses. Isto porque ele geralmente é descoberto em estágio muito avançado, já que não causa sintomas aparentes no início.</p></blockquote>
<p>A grande maioria das células de câncer, não importa o tipo, consegue energia através da queima de glicose. Diferente delas, as células &#8220;saudáveis&#8221; do nosso corpo garantem o suprimento de energia através do uso de oxigênio. Mas os cientistas descobriram que células dos tumores pancreáticos, elas também, utilizam oxigênio.</p>
<p>A descoberta foi uma ótima surpresa. O processo de &#8220;respiração&#8221; das células pode ser bloqueado através do uso da metformina.</p>
<p>Traduzindo em termos simples, após esta descoberta, talvez seja mais fácil matar as células cancerígenas e evitar a metástase &#8211; um dos maiores medos de quem está com o câncer pancreático.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>UMA NOVA ALTERNATIVA DE TRATAMENTO AO CÂNCER A CAMINHO?</strong></h2>
<p>É bom deixar bem explicado: os pesquisadores afirmam que a <strong>metformina não é a cura para o câncer de pâncreas</strong>. Ela poderá, sim, ser utilizada como <strong>coadjuvante</strong> no combate a este tipo de câncer, uma parceira nova e poderosa das técnicas quimioterápicas tradicionais.</p>
<p>&#8220;Talvez nós sejamos capazes de explorar esta dependência [das células cancerígenas] por oxigênio ao usar drogas já disponíveis, matando o câncer ao retirar sua fonte de energia&#8221;, disse a dra. Patricia Sancho, principal autora do estudo.</p>
<p>&#8220;No longo prazo, isto pode significar que pacientes com câncer pancreático terão mais opções de tratamento disponíveis, incluindo um risco menor de recorrência após a cirurgia&#8221;.</p>
<p>O grupo de pesquisas já está iniciando os procedimentos para testes de tratamentos em seres humanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="bdaia-toggle open"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt">Referências para o Artigo Científico</span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt">Referências para o Artigo Científico</span></h4><div class="toggle-content"><p>
<p><strong><a href="http://www.cell.com/cell-metabolism/abstract/S1550-4131%2815%2900406-4">MYC/PGC1a balance determines the metabolic phenotype and plasticity of pancreatic cancer stem cells</a>.</strong></p>
<p><em>Sancho P, Burgos-Ramos E, Tavera A, Kheir TB, Jagust P, Schoenhals M, Barneda D, Sellers K, Campos-Olivas R, Graña O, Viera CR, Yuneva M, Sainz, Jr. B, Heeschen C. (2015) Cell Metabolism</em></p>
</p></div></div>
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		<item>
		<title>Nova estratégia terapêutica: impedir que a insulina &#8220;morra&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2014 18:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Saghatelian]]></category>
		<category><![CDATA[David Liu]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[enzima]]></category>
		<category><![CDATA[IDE]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[Nature]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas de Harvard descobrem molécula que impede a degradação da insulina no corpo e abrem novo caminho para tratamentos do diabetes. Já faz um bom tempo – desde o comecinho do século passado, para ser mais específico – que os cientistas sabem que o excesso de açúcar no sangue característico do diabetes é decorrente ou &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cientistas de Harvard descobrem molécula que impede a degradação da insulina no corpo e abrem novo caminho para tratamentos do diabetes.</em><span id="more-7579"></span></p>
 Descoberta possibilita à insulina (no esquema, representada no formato floral) sobreviver por mais tempo dentro do nosso corpo.
<p>Já faz um bom tempo – <a href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-4-o-seculo-xx-veio-com-tudo/">desde o comecinho do século passado</a>, para ser mais específico – que os cientistas sabem que o excesso de açúcar no sangue característico do diabetes é decorrente ou da falta de <strong>insulina</strong> no organismo ou então de um uso não eficiente do hormônio pelo corpo. Sendo assim, até hoje três abordagens distintas são utilizadas na hora de tratar o diabético: administra-se insulina através de injeções, toma-se medicamentos que estimulam a produção natural de insulina pelo corpo ou que aumentam a sensibilidade ao hormônio.</p>
<p>Todas estas estratégias têm o mesmo fim: <strong>manter um nível mínimo de insulina correndo em nossas veias</strong> para que a quantidade de açúcar no sangue seja controlada. Mas existe uma outra maneira de atingir este objetivo. Que tal impedir que a insulina que já existe no nosso corpo seja degradada? Isto é, o que aconteceria se os cientistas conseguissem fazer com que a insulina produzida pelo pâncreas (mesmo em pequenas quantidades) durasse por mais tempo?</p>
<p>Esta é a novidade que um novo e importantíssimo trabalho, publicado na famosa revista científica <em>Nature</em>, traz. Os pesquisadores <strong>David Liu</strong> e<strong> Alan Saghatelian</strong>, da Universidade de Harvard, nos EUA, contam como conseguiram identificar <strong>uma molécula que impede que a insulina seja degradada</strong> no organismo, fazendo com que o controle da <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/glicemia/">glicemia </a>fique ativo por mais tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
 O pesquisador Alan Saghatelian foi um dos descobridores da molécula que faz a insulina natural do organismo durar por mais tempo.
<p><strong>IDE &#8211; A MOLÉCULA QUE “MATA” A INSULINA</strong></p>
<p>Para quem está achando esta história um pouco confusa, aqui vai uma explicação. A insulina é o hormônio que ajuda a tirar o açúcar do sangue e passá-lo às nossas células, para que se transforme em energia (leia mais sobre a insulina aqui). Como toda coisa viva, uma hora a insulina “morre”. Ela é degradada por uma enzima chamada <strong>IDE</strong>.</p>
<p>Os cientistas de Harvard conseguiram encontrar – depois de procurar em mais de 14 mil candidatos, vale a pena dizer – uma molécula que <strong>impede a ação da IDE</strong>. Com isto, a degradação da insulina diminui e ela fica ativa por mais tempo em nosso corpo.</p>
<p>Testes em camundongos mostraram que a molécula que inibe a IDE mantém-se ativa no corpo e ajuda, realmente, a controlar a glicemia – um passo importante para que, no futuro, <strong>a descoberta possa se transformar em um novo medicamento antidiabético</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>NOVO TRATAMENTO À CAMINHO?</strong></p>
<p>Em entrevista à <em>Harvard Gazette</em>, Saghatelian contou: “O que nosso trabalho fez foi validar do conceito de que focar nesta proteína é o caminho a ser seguido”.</p>
<p>“Para passar desta molécula a um medicamento, existem outros fatores que precisam ser otimizados. Mas nós já cantamos a bola para que a indústria farmacêutica e outros laboratórios comecem a olhar a IDE como um alvo potencial para o tratamento do diabetes e superem os desafios que ainda existem. Nós mostramos que vale a pena olhar para isso com maior profundidade, e, com sorte, abrimos os olhos das pessoas para a IDE como sendo um alvo terapêutico válido”, completou o pesquisador.</p>
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		<item>
		<title>Por que meu pâncreas não produz insulina?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2014 19:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dr. Carlos Couri]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Eduardo Barra Couri]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[sistema imunológico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Boa parte de quem está com diabetes tipo 1 ainda não sabe o que causa a doença. O dr. Carlos Eduardo Couri dá algumas respostas neste ótimo texto! Freqüentemente no consultório recebo pacientes com diabetes tipo 1 de longa duração. O fato interessante é que a grande maioria dos pacientes não sabe ao certo como &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Boa parte de quem está com diabetes tipo 1 ainda não sabe o que causa a doença. O dr. Carlos Eduardo Couri dá algumas respostas neste ótimo texto!</em><span id="more-7488"></span></p>
<figure id="attachment_7492" aria-describedby="caption-attachment-7492" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-7492 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/05/sistema-imune-diabetes-tipo-1.jpg" alt="sistema imune diabetes tipo 1" width="600" height="399" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/05/sistema-imune-diabetes-tipo-1.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/05/sistema-imune-diabetes-tipo-1-361x240.jpg 361w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7492" class="wp-caption-text">Nosso sistema de defesa nos protege de muitos inimigos da saúde&#8230;mas quando resolve atacar o próprio corpo, as conseqüências podem ser drásticas.</figcaption></figure>
<p>Freqüentemente no consultório recebo pacientes com <a title="Descoberta ligação entre a gripe e o diabetes tipo 1" href="http://www.diabeticool.com/descoberta-ligacao-entre-a-gripe-e-o-diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a> de longa duração. O fato interessante é que a grande maioria dos pacientes não sabe ao certo como o diabetes se desenvolve, mesmo sendo portadores há muitos anos.</p>
<p>Para começar a explicar devemos relembrar do sistema imunológico. Este sistema imunológico é responsável pelas defesas naturais de nosso organismo contra vírus, bactérias, vermes, etc. Com ele nós entramos em contato com inúmeros agentes infecciosos a cada minuto sem desenvolver qualquer tipo de sintoma. Apenas para dar um exemplo, o sistema imunológico funciona como se fosse um policial que protege nosso organismo.</p>
<p>No caso do diabetes tipo 1, o <a title="Terapia genética personalizada pode ser opção de tratamento para diabetes tipo 1" href="http://www.diabeticool.com/terapia-genetica-personalizada-pode-ser-opcao-de-tratamento-para-diabetes-tipo-1/">sistema imunológico</a> ficou louco. É isto mesmo! Em vez de ele somente proteger o nosso organismo ele resolve também atacar as células produtoras de insulina localizadas no pâncreas chamadas células β. Este fato é denominado autoimunidade. Com isto, as células β são destruídas e não produzem a insulina tão necessária para a nossa sobrevivência.</p>
<p>Ninguém sabe ao certo o motivo pelo qual o sistema imunológico resolve atacar o próprio organismo, as células β. O que se sabe é que a culpa é 30% da genética e 70% dos fatores ambientais.</p>
<p><strong>Atualmente a teoria mais aceita para o desenvolvimento do diabetes tipo 1 é a seguinte</strong>: Há tempos atrás (meses ou anos) o paciente entra em contato com um determinado vírus que tem semelhanças com as células β produtoras de insulina. O sistema imunológico então começa a destruir os vírus; porém, devido à grande semelhança entre o vírus e as células β, o sistema imunológico começa equivocadamente a agredir também as células β.</p>
<p>Fato interessante é que, conforme frisado acima, este processo de auto-destruição se inicia meses a anos antes da eclosão dos sintomas. A massa de células β é gradualmente destruída até que o percentual destruído é tão grande que a capacidade secretora de insulina se reduz muito e se iniciam os <a href="http://www.diabeticool.com/perguntas-respostas/quais-sao-os-sinais-de-que-tenho-diabetes/">sintomas</a>, como beber muita água, urinar muito e perder peso.</p>
<p>O que não sabemos até hoje é quais são os genes exatamente relacionados ao diabetes tipo 1 e por que alguns pacientes desenvolvem o diabetes e por que outros pacientes não desenvolvem. Não sabemos também quais vírus ou outros agentes que desencadeiam este processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #f0fff9; border: 2px solid black; padding: 10px;">
<p><span style="color: #black;">Por<strong> Dr Carlos Eduardo Barra Couri </strong><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg"><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-1368" title="Dr Couri 2" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg" alt="" width="134" height="134" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 134px) 100vw, 134px" /></a></span><span style="color: #black;">PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, pesquisador da Equipe de Transplante de Células-Tronco da USP-Ribeirão Preto. Conceituado e premiado autor de pesquisas &#8211; inclusive em publicações internacionais -, materiais educativos e livros sobre o diabetes, em especial o tipo 1, e terapias com células-tronco.</span></p>
<p><strong>Site: <a href="http://carloseduardocouri.blogspot.com.br">http://carloseduardocouri.blogspot.com.br</a> ; <a href="http://www.twitter.com/cecouri">www.twitter.com/cecouri</a></strong></p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Novo pâncreas artificial faz sucesso em feira e ganha prêmio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2014 13:19:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
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		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
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		<category><![CDATA[Joan Taylor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Protótipo super tecnológico e inovador, que utiliza um gel especial para medir a glicemia, é destaque no Gadget Show Live 2014 e ganha principal prêmio do evento. Começou na semana passada, na cidade inglesa de Birmingham, o Gadget Show Live. Trata-se de um evento tecnológico no qual expositores do mundo todo apresentam novos produtos e &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Protótipo super tecnológico e inovador, que utiliza um gel especial para medir a glicemia, é destaque no Gadget Show Live 2014 e ganha principal prêmio do evento.</em><span id="more-7327"></span></p>
<figure id="attachment_7328" aria-describedby="caption-attachment-7328" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-7328 " alt="pancreas aritifical diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/pancreas-aritifical-diabetes.jpg" width="580" height="326" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/pancreas-aritifical-diabetes.jpg 580w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/pancreas-aritifical-diabetes-415x233.jpg 415w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /><figcaption id="caption-attachment-7328" class="wp-caption-text">Este é o novo pâncreas artificial, destaque no evento de tecnologia. A promessa é facilitar bastante a vida de quem está com diabetes. Imagem: Joe Giddens/PA Wire/Press Association Images.</figcaption></figure>
<p>Começou na semana passada, na cidade inglesa de Birmingham, o <strong>Gadget Show Live</strong>. Trata-se de um evento tecnológico no qual expositores do mundo todo apresentam novos produtos e aparelhos eletrônicos.</p>
<p>A audiência vibra com as novidades, que parecem saídas de um filme de ficção científica. Este ano, os destaques vão para uma bicicleta dobrável, uma barreira prática e de montagem rápida para se colocar na frente de portas e janelas em caso de enchentes, um skate que lembra aquele do filme &#8220;De Volta para o Futuro&#8221; e &#8211; de especial interesse para nós &#8211; um <strong>novo <a title="Mais notícias sobre Pâncreas artificial vindas do Congresso Europeu de Diabetes em Barcelona" href="http://www.diabeticool.com/mais-noticias-sobre-pancreas-artificial-vindas-do-congresso-europeu-de-diabetes-em-barcelona/">pâncreas artificial</a></strong>.</p>
<p>Este novo pâncreas artificial, aliás, pode ser considerado &#8220;<strong>o</strong>&#8221; destaque da Gadget Show Live de 2014. O produto ganhou o prêmio &#8220;Inventor Britânico do Ano&#8217;, oferecido pela primeira vez pelos organizadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O QUE ESTE PÂNCREAS TEM DE NOVIDADES?</strong></p>
<p>Antes de mais nada, vale lembrar: &#8220;pâncreas artificial&#8221; é qualquer aparelho eletrônico que simula o funcionamento do pâncreas humano. Este órgão normalmente produz <strong>insulina</strong>, o hormônio que ajuda a baixar a glicemia. Pessoas que estão com diabetes &#8211; em especial o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a> &#8211; não produzem insulina na quantidade adequada e têm que injetar o hormônio todos os dias (e <em>várias vezes </em>por dia, para alguns), por isso uma alternativa &#8220;artificial&#8221; é muito bem-vinda.</p>
 A profa. Joan Taylor, idealizadora do aparelho.
<p>O novo pâncreas eletrônico foi criado pela professora <strong>Joan Taylor</strong> (em foto à esq.), da Universidade De Montfort, junto à empresa Renfrew Group. A grande novidade do aparelho que o diferencia dos demais pâncreas artificiais (e das <a title="O que são as bombas de infusão de insulina?" href="http://www.diabeticool.com/o-que-sao-as-bombas-de-infusao-de-insulina/">bombas de insulina </a>tradicionais) é que, através dele, a insulina é injetada no corpo pelo peritôneo e não mais pelo tecido adiposo. Isto garante que a insulina trabalhe muito mais rápido. A glicemia, assim, diminui em tempo bem menor.</p>
<p>Outra novidade é que o aparelho detecta as variações da quantidade de glicose no sangue através de um <strong>gel especial</strong> (que é o que dá a coloração azulada que podemos ver nas imagens). O gel é capaz de perceber a glicemia e lançar no corpo quantidades maiores ou menores de insulina, de acordo com o necessário. Ele terá uma autonomia de até seis semanas até precisar ser &#8220;reabastecido&#8221; com o hormônio.</p>
<p>&#8220;Este incrível aparelho não apenas irá acabar com a necessidade de manualmente injetar insulina, mas também vai garantir que doses perfeitas serão administradas todas as vezes&#8221;, afirmou Joan, a inventora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>QUANDO PODEREMOS COMPRAR O PÂNCREAS ARTIFICIAL PREMIADO?</strong></p>
<figure id="attachment_7330" aria-describedby="caption-attachment-7330" style="width: 244px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7330" alt="novo pancreas artificial gadget show 2014 diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/novo-pancreas-artificial-gadget-show-2014-diabetes.jpg" width="244" height="247" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/novo-pancreas-artificial-gadget-show-2014-diabetes.jpg 244w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/novo-pancreas-artificial-gadget-show-2014-diabetes-237x240.jpg 237w" sizes="(max-width: 244px) 100vw, 244px" /><figcaption id="caption-attachment-7330" class="wp-caption-text">Imagem: Wired.com</figcaption></figure>
<p>Até agora, o aparelho já foi testado, com enorme sucesso, em ratos e porcos. Falta saber se funcionará em humanos.</p>
<p>Testes clínicos preliminares já começaram a ser feitos. O grupo de criadores do novo pâncreas espera que os primeiros transplantes (o aparelho deve ser instalado cirurgicamente nas pessoas) ocorram em 2016. <strong>Estima-se que dentro de uma década ele estará à venda</strong>.</p>
<p>&#8220;Nós estamos próximos de embarcar nos testes clínicos. O diabetes custa à sociedade mais de 3 milhões de reais por hora em tratamentos [no Reino Unido], e muito desse dinheiro é gasto no tratamento de complicações&#8221;, disse Joan.</p>
<p>&#8220;Ao controlar a glicemia tão efetivamente, nós seremos capaz de reduzir os problemas de saúde associados [ao diabetes]&#8221;, completou.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/novo-pancreas-artificial-faz-sucesso-em-feira-e-ganha-premio/">Novo pâncreas artificial faz sucesso em feira e ganha prêmio</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Pode o rotavírus causar diabetes tipo 1?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2014 13:47:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[diabéticos]]></category>
		<category><![CDATA[infecção]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[rotavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo aponta o rotavírus &#8211; um dos principais causadores de diarreia em crianças &#8211; como possível responsável pelo surgimento do diabetes tipo 1. Se você tem diabetes, principalmente se for do tipo 1, fique atento a infecções causadas pelo Rotavírus – elas podem acelerar o desenvolvimento da doença! Uma pesquisa, realizada pela Universidade de Melbourne, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo aponta o rotavírus &#8211; um dos principais causadores de diarreia em crianças &#8211; como possível responsável pelo surgimento do diabetes tipo 1.</em><span id="more-7286"></span></p>
 Estima-se que o rotavírus cause mais de meio milhão de mortes infantis todos os anos. Campanhas de vacinação mundiais (foto) estão em vigor há alguns anos.
<p>Se você tem diabetes, principalmente se for do tipo 1, fique atento a infecções causadas pelo <strong>Rotavírus</strong> – elas podem acelerar o desenvolvimento da doença!</p>
<p>Uma pesquisa, realizada pela Universidade de Melbourne, na Austrália, infectou ratos diabéticos com o Rotavírus. Normalmente, os anticorpos seriam ativados e atacariam os invasores do organismo. Nesse caso, porém, a reação produzida pelo vírus foi tão forte que as células de defesa dos animais começaram a atacar não apenas os vírus, <strong>mas também células de seu próprio corpo</strong>. O grande problema para os diabéticos é que as células atacadas foram justamente as responsáveis por <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/celulas-beta/">produzir insulina</a>. Devido a esse resultado, os cientistas acreditam que esse fenômeno precisa ser estudado também em humanos.</p>
<p>“Entender como o vírus contribui para o desenvolvimento do <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a> é vital para a prevenção da doença”, escrevem os pesquisadores.</p>
 Bill Gates é um dos filantropistas bilionários a defender a vacinação de todas as crianças contra o rotavírus, o que poderia, em tese, ajudar a prevenir o diabetes tipo 1.
<p>O Rotavírus pode infeccionar pessoas de qualquer idade, porém a maioria dos casos, e os mais graves, ocorrem até os 5 anos. Se a criança já tem uma pré-disposição para o diabetes tipo 1, a atenção precisa ser redobrada.</p>
<p>“Infecções causadas pelo Rotavírus em crianças no grupo de risco para o diabetes estão associadas com uma resposta maior do sistema imune nas células do <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/pancreas/">pâncreas</a> que produzem insulina. Isso nos leva a crer que o Rotavírus pode acelerar a progressão do diabetes”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #fafafa; border: 2px solid black; padding: 10px;"><strong>O QUE É O ROTAVÍRUS?</strong><br />
O Rotavírus é um vírus que causa gastroenterite, uma infecção do estômago e do intestino. Ele é transmitido pela via fecal-oral, por contato direto – seja por objetos contaminados levados à boca ou pela ingestão de água e alimentos que contém o vírus. Os sintomas são diarreia, vômitos, febre e mal-estar.Em casos leves, a infecção dura alguns dias e regride. Ela pode ser tratada até mesmo em casa, mantendo o paciente bem hidratado. Já nos casos mais graves, pode haver desidratação e ser necessária a internação em um hospital.<br class="none" /><br class="none" /><strong>O QUE EU POSSO FAZER PARA ME PREVENIR?</strong><br />
Para se prevenir do Rotavírus, as principais recomendações são:</p>
<ul>
<li>Lavar as mãos cuidadosamente e com frequência, especialmente depois de usar o banheiro, antes de refeições e ao preparar alimentos;</li>
<li>Lavar bem frutas e legumes que vão ser ingeridos crus;</li>
<li>Usar água tratada para beber e preparar alimentos;</li>
<li>Manter os talheres sempre limpos.</li>
</ul>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #c7daee; border: 2px solid black; padding: 10px;">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #333333;"><strong><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-6719" alt="ricardo schinaider de aguiar perfil diabeticool" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/02/ricardo-schinaider-de-aguiar-perfil-diabeticool.jpg" width="114" height="138" /></strong></span></p>
<p><span style="color: #333333;"><strong>Ricardo Aguiar é biólogo (UNICAMP), especialista em divulgação científica (LABJOR/</strong><strong>UNICAMP) e colabora com o Diabeticool trazendo para a gente as últimas e mais empolgantes novidades da Ciência relacionadas ao diabetes, à saúde e a um estilo de vida mais saudável.</strong></span></p>
</div>
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		<title>Obesos e hipertensos devem vigiar glicose mesmo antes do pré-diabetes</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/obesos-e-hipertensos-devem-vigiar-glicose-mesmo-antes-do-pre-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2014 00:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[glicose]]></category>
		<category><![CDATA[hemoglobina glicada]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[pré-diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas de Israel sugerem que pessoas com mais chances de se tornarem diabéticas verifiquem regularmente se estão chegando ao limiar da desordem metabólica. O acompanhamento é feito por um exame de sangue simples. Se fosse possível prever condições de saúde crônicas em um estágio em que ainda pudessem ser revertidas ou mesmo prevenidas, essa seria, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cientistas de Israel sugerem que pessoas com mais chances de se tornarem diabéticas verifiquem regularmente se estão chegando ao limiar da desordem metabólica. O acompanhamento é feito por um exame de sangue simples.</em><span id="more-7215"></span></p>
<p>Se fosse possível prever condições de saúde crônicas em um estágio em que ainda pudessem ser revertidas ou mesmo prevenidas, essa seria, definitivamente, a opção de muitos pacientes. É o caso do <a title="Com exercício e alimentação é possível curar o pré-diabetes" href="http://www.diabeticool.com/com-exercicio-e-alimentacao-e-possivel-curar-o-pre-diabetes/">pré-diabetes</a>, um estado preocupante que já apresenta sintomas em decorrência da desordem metabólica. A proposta de pesquisadores da Faculdade de Medicina Sackler, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, é ainda mais ousada: descobrir o risco de ter o pré-diabetes. E a estratégia está baseada em um simples exame de sangue que não necessita nem mesmo de jejum prévio para a realização. As descobertas podem ajudar os médicos a fornecer tratamento e diagnóstico mais precoces na tentativa de frear a epidemia que, com a obesidade, adoece milhões de pessoas por ano no mundo.</p>
<p>Em indivíduos saudáveis, a glicose jogada no sangue pela absorção de alimentos tem a entrada nas células garantida por um hormônio produzido no pâncreas, a <a title="Insulina é essencial para diabéticos?" href="http://www.diabeticool.com/insulina-e-essencial-para-diabeticos/">insulina</a>. A glicose será usada em inúmeros tecidos e órgãos para, principalmente, a produção de energia. Ao desenvolver o diabetes tipo 2, a pessoa se torna resistente à ação desse hormônio, e o açúcar passa a se acumular no sangue. Essa condição é irreversível e, muitas vezes, além do controle da alimentação, da prática de exercícios e de medicação, é preciso doses extras injetáveis de insulina para manter o organismo sob equilíbrio. Antes disso, no entanto, a grande maioria dos diabéticos desenvolveu o pré-diabetes, que anuncia a doença crônica e pode ser revertido sem medicação para a condição normal anterior.</p>
<p>Os resultados do estudo israelense conduzido por Lerner Nataly foram publicados no European Journal of General Practice. “Nosso estudo apoia a ideia de que o teste de A1c — usado hoje para diagnosticar o diabetes tipo 2 — também pode ser usado em um estágio muito cedo para rastrear a doença na população de alto risco, como pacientes com excesso de peso”, discorre o autor principal do trabalho. O teste de níveis de <a title="Você sabe o que é Hemoglobina Glicada (Glicosilada)?" href="http://www.diabeticool.com/voce-sabe-o-que-e-hemoglobina-glicada-glicosilada/">hemoglobina glicada</a> (A1c) surgiu da necessidade de obter uma imagem dos níveis de glicose no sangue ao longo do tempo. Quando os níveis são altos, mais A1c é formado. Assim, o A1c serve como um biomarcador, indicando níveis médios de glicose no sangue ao longo de um período de dois a três meses, e tem sido muito utilizado para controlar o diabetes 2.</p>
<p>Para avaliar a capacidade do teste de A1c para triagem de diabetes em pacientes de alto risco, os pesquisadores analisaram o histórico médico de 10.201 pessoas que fizeram o exame na universidade entre 2002 e 2005. Eles descobriram que, em geral, 22,5% dos pacientes desenvolveram diabetes de cinco a oito anos. Pacientes com níveis de A1c próximos a 5,5% — abaixo do limite oficial para o diagnóstico de diabetes — foram significativamente mais propensos a desenvolver o diabetes do que aqueles com níveis abaixo de 5,5%. Cada 0,5% de aumento nos níveis de A1c duplica o risco de desenvolvimento da doença metabólica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Chance de reversão</strong></p>
<p>Ainda existe uma dificuldade em caracterizar quando o diabetes começa ou qual nível de glicose no sangue é capaz de provocar problemas ao organismo. Nos estágios iniciais, a doença não causa sintomas e são necessários alguns anos para surgirem complicações. Até 50% desses pacientes vai evoluir da condição de pré-diabetes para a doença em si. Por esse motivo, a preocupação em criar o maior número possível de ferramentas capazes de identificar quem está em risco. O estágio de pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa da doença que ainda pode ser revertida ou mesmo retardar a evolução para a doença crônica e suas complicações.</p>
<p>Hoje, o diagnóstico do diabetes é dado se o indivíduo apresenta dois testes de glicemia em jejum iguais ou acima de 126 mg/dl ou, se duas horas após a ingestão de um concentrado de glicose, o nível glicêmico estiver superior a 200 mg/dl. Já o pré-diabetes é caracterizado se a glicemia em jejum fica entre 100 e 126 mg/dl ou se, no teste de duas horas, ficar entre 140 e 200 mg/dl. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios são vistos como de alto risco.</p>
<p>Segundo a endocrinologista Rosane Kupfer, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a pesquisa não traz uma novidade, mas é mais uma evidência científica do caminho a ser seguido “Ter uma hemoglobina glicada no nível entre 5,5% e 6,4% comparado a quem tem menor que 4,5% traz uma chance de 2,5 a 7,5 vezes de evoluir para diabetes.” Ela explica que a hemoglobina glicada é um exame que traduz a média da glicemia dos últimos 2 ou 3 meses. Seu uso é comum para avaliar o controle glicêmico durante o tratamento, mas, há cerca de três anos, passou a ser usado também para o diagnóstico.</p>
<p>Kupfer avalia que a proposta dos pesquisadores israelenses de dosar a hemoglobina glicada em quem tem fatores de risco para desenvolver diabetes é viável, mas ainda distante da realidade brasileira. “Apesar de não ser um exame caro, nem todos os laboratórios têm a metodologia correta e são confiáveis para dosar a hemoglobina glicada, pois realizam apenas o exame de glicemia”, explica. Segundo ela, laboratórios teriam que ser reequipados. “O que não se divulga é que, para dosar a glicemia, também se requer certa estrutura. Apesar de o frasco onde é colhido a glicose conter uma substância conservante, não se pode demorar a dosá-la para o resultado ser confiável”, complementa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sem jejum</strong></p>
<p>Outra vantagem da hemoglobina glicada apontada pela endocrinologista é não ser necessário o jejum, podendo ser colhida a qualquer horário. Uma desvantagem estaria na coexistência de outras doenças, como a anemia falciforme, que podem alterar o resultado. Esse distúrbio tem alta prevalência principalmente no Nordeste do Brasil. “Não há dúvidas de que estamos vivendo uma epidemia de obesidade e diabetes.”</p>
<p>De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, existem no mundo mais de 380 milhões de diabéticos, a maioria deles com a doença associada a condições como obesidade e sedentarismo. “Essa pesquisa israelense mostra que, depois da hemoglobina glicada, o peso foi o maior preditor de diabetes.” Kupfer reforça que, mesmo sem a dosagem da hemoglobina glicada, deveriam haver mais políticas públicas voltadas para reverter esse quadro. “Não estamos no estágio dos Estados Unidos, mas a obesidade infantil e de adolescentes já é um problema em nosso meio.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Critérios internacionais</strong></p>
<p>Nos últimos anos, a Associação Americana de Diabetes (ADA, em inglês) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionaram o teste às suas diretrizes como um critério para o diagnóstico do diabetes tipo 2. De acordo com a ADA, ter um nível de A1c de 6,5% ou mais é um indicador da doença e, entre 5,7 e 6,4%, é um indicador de pré-diabetes.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://sites.correioweb.com.br/app/50,114/2014/03/25/noticia_saudeplena,147993/obesos-e-hipertensos-devem-vigiar-glicose-mesma-antes-do-pre-diabetes.shtml" target="_blank" rel="nofollow">Saúde Plena</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/obesos-e-hipertensos-devem-vigiar-glicose-mesmo-antes-do-pre-diabetes/">Obesos e hipertensos devem vigiar glicose mesmo antes do pré-diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Regeneração das células produtoras de insulina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2014 19:35:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diabetes Sem Medo]]></category>
		<category><![CDATA[células beta]]></category>
		<category><![CDATA[Developmental Cell Journal]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes sem medo]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
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		<category><![CDATA[regenração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novas pesquisas tentam regenerar as células produtoras de insulina no diabetes do tipo 1. Entenda o que isto significa neste texto do Diabetes sem Medo! O Diabetes tipo 1 é caracterizado pela perda seletiva de células β (beta) do pâncreas (células produtoras de insulina), e é uma condição que afeta mais de 30 milhões de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novas pesquisas tentam regenerar as células produtoras de insulina no diabetes do tipo 1. Entenda o que isto significa neste texto do Diabetes sem Medo!</em><span id="more-7121"></span></p>
<p>O Diabetes tipo 1 é caracterizado pela perda seletiva de <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/celulas-beta/">células β</a> (beta) do pâncreas (células produtoras de insulina), e é uma condição que afeta mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar dos tratamentos atuais, os pacientes com diabetes tipo 1 têm uma expectativa de vida reduzido em cinco a oito anos. É neste contexto que a equipe da Avenir &#8220;Diabetes Genetics&#8221; tem trabalhado para desenvolver novas abordagens para regenerar estas células.</p>
<p>Em 2009, pesquisadores do Instituto de Biologia Valrose (Inserm/Universidade de Nice Sophia Antipolis) conseguiram converter células produtoras de glucagon (células α (alfa)) em células produtoras de <a title="Nova bomba de insulina da Cellnovo: um show de tecnologia" href="http://www.diabeticool.com/nova-bomba-de-insulina-da-cellnovo-um-show-de-tecnologia/">insulina</a> (células β) em ratos jovens. Atualmente, graças à utilização de ratinhos transgênicos, os pesquisadores demonstraram os mecanismos que resultam nesta mudança de identidade da célula. Estas são as células dos ductos pancreáticos que podem ser mobilizados e literalmente transformada em células α, e em seguida em células β, um processo que funciona em qualquer idade. A transformação é obtida através da ativação forçada do gene Pax4 nas células α do pâncreas. Os eventos em cascata que ocorrem neste processo resultam na produção de novos tipos de células β, graças ao renascimento dos genes de desenvolvimento. Ao longo deste processo, as células α são regeneradas e gradualmente adaptadas para o perfil das células β. Isto significa que o pâncreas tem uma fonte virtualmente inesgotável de células capazes de reparar as células β.</p>
<p>Segundo Patrick Collombat, diretor de pesquisa do INSERM e principal autor do estudo, eles demonstraram que todas as células β pancreáticas podem ser regeneradas pelo menos três vezes usando esse mecanismo. Ao criar o diabetes tipo 1 artificialmente em ratos, o diabetes pode ser literalmente &#8220;tratado&#8221; várias vezes graças ao novo papel funcional das células β produtoras de insulina.</p>
<p>Estes resultados promissores obtidos em ratos sugerem que o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/pancreas/">pâncreas</a> contém células que podem se regenerar diversas vezes em células beta, as mesmas que foram perdidas nas pessoas com diabetes tipo 1.</p>
<p>“Nós estamos trabalhando atualmente com a possibilidade de induzir esta regeneração por meio de moléculas farmacológicas. Graças a estes novos dados, vamos nos concentrar nos próximos anos para determinar se estes processos podem funcionar em humanos. O verdadeiro desafio é oferecer melhores tratamentos para o diabetes tipo 1”, conclui Patrick.</p>
<p>O trabalho deles foi publicado on-line em 27 de junho de 2013 no periódico científico <em>Developmental Cell Journal</em>.</p>
<figure id="attachment_7122" aria-describedby="caption-attachment-7122" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/diabetes-sem-medo-regeneracao-celulas-beta-diabetes.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7122" alt="diabetes sem medo regeneração células beta diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/diabetes-sem-medo-regeneracao-celulas-beta-diabetes.jpg" width="960" height="720" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/diabetes-sem-medo-regeneracao-celulas-beta-diabetes.jpg 960w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/diabetes-sem-medo-regeneracao-celulas-beta-diabetes-768x576.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/diabetes-sem-medo-regeneracao-celulas-beta-diabetes-320x240.jpg 320w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a><figcaption id="caption-attachment-7122" class="wp-caption-text">Clique na imagem para ampliar.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/regeneracao-das-celulas-produtoras-de-insulina/">Regeneração das células produtoras de insulina</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>A História do Diabetes – Parte 2 – de uma Decepção Amorosa</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-2-de-uma-decepcao-amorosa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2014 13:45:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Herbert Best]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Frederick Banting]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[história do diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[James Collip]]></category>
		<category><![CDATA[John Macleod]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acompanhe as aventuras pra lá de atribuladas de um cientista empenhado em achar as causas da doença na segunda parte da História do Diabetes! POR RONALDO WIESELBERG No último artigo, contei como o diabetes era visto até o fim do século XIX. Então, em 1891, nasceu o canadense Frederick Grant Banting, que seria o homem &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Acompanhe as aventuras pra lá de atribuladas de um cientista empenhado em achar as causas da doença na segunda parte da História do Diabetes!</em><span id="more-6610"></span></p>
<p><span style="color: #008080;"><strong>POR RONALDO WIESELBERG</strong></span></p>
<p><a title="A História do Diabetes – Parte 1 – da Antiguidade ao Século XIX" href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-1-da-antiguidade-ao-seculo-xix/">No último artigo</a>, contei como o diabetes era visto até o fim do século XIX. Então, em 1891, nasceu o canadense <strong>Frederick Grant Banting</strong>, que seria o homem por trás de um <strong>milagre científico</strong>.</p>
<figure id="attachment_6613" aria-describedby="caption-attachment-6613" style="width: 480px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6613" alt="Frederick Grant Banting diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/Frederick-Grant-Banting-diabetes.jpg" width="480" height="376" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/Frederick-Grant-Banting-diabetes.jpg 480w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/Frederick-Grant-Banting-diabetes-306x240.jpg 306w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /><figcaption id="caption-attachment-6613" class="wp-caption-text">O bonitão Dr. Frederick Grant Banting, ou “Fred” para os íntimos.</figcaption></figure>
<p>Frederick Banting era filho de um fazendeiro, o mais novo de cinco irmãos, e nasceu em Alliston, no Canadá. Uma cidadezinha rural, para falar a verdade. Ele cursou as escolas públicas da cidade, e, quando terminou os estudos, decidiu entrar para o exército canadense.</p>
<p>Bem, ele não conseguiu ingressar nas forças armadas pois sua visão era péssima. Decidiu, então, cursar uma faculdade. Escolheu o curso de Teologia, na Universidade de Toronto. Rapidamente, porém, percebeu que aquela não seria uma boa escolha para ele e se transferiu para o curso de Medicina, na mesma universidade.</p>
<p>Formou-se em 1916, e foi enviado à Primeira Guerra Mundial, na Europa, uma vez que a necessidade de médicos no campo de batalha era crescente. Ali, além de se apaixonar pela ortopedia, ele foi ferido em batalha e, mesmo ferido, passou dezesseis horas atendendo soldados, até que outro médico<strong> o amarrou à cama</strong> para que ele não prejudicasse a si mesmo.</p>
<p>Depois da guerra, Banting era um médico condecorado pelo exército canadense. Porém, isso não adiantou muito. A verdade é que a vida de Banting era uma sucessão de erros e escolhas que acabavam dando errado.</p>
<p>Banting tinha uma namorada desde antes da guerra, chamada Edith. Ele havia prometido, antes da guerra, se casar com ela quando tivesse condições de sustentá-la. Porém, após a guerra, Banting não conseguia encontrar emprego.</p>
<p>Durante algum tempo, ele trabalhou como médico residente no Hospital para Crianças Doentes de Toronto (Toronto’s Hospital for Sick Children), junto de alguns médicos que conheceu nas trincheiras. Ele não foi convidado a permanecer como médico, depois de algum tempo, e teve que deixar o hospital.</p>
<p>Nesse meio tempo, Edith tinha se formado na universidade e estava se destacando no mundo acadêmico como linguista e professora. Frederick, por outro lado, estava comendo o pão que o diabo amassou com farinha estragada. Sem emprego, ele havia torrado suas últimas economias em um anel de noivado para Edith.</p>
<p>A coisa é que Edith tentou entender Frederick. Ela se dispôs, inclusive, a sustentá-lo até que ele estabelecesse uma carreira sólida como médico – coisa raríssima no começo do século XX! – mas ele não aceitou, motivado por seu orgulho. Estando em cidades distantes, Edith prosperando e Frederick cada vez mais sem saída, o relacionamento deles começou a dar sinais de problemas.</p>
<p>Durante duas vezes, Edith devolveu o anel de noivado para Frederick. Ele tentou uma atitude de quase desespero e comprou uma casa, no norte do estado de Toronto, em uma cidadezinha chamada London. Ele esperava que, tendo uma casa, que também serviria como consultório, seria mais fácil para Edith decidir se mudar para perto dele, e assim, cumprir a promessa de casamento. A casa foi comprada com dinheiro que Frederick emprestou do próprio pai, num total de 7800,00 dólares canadenses – nessa época, essa era uma soma bastante grande de dinheiro!</p>
<p>A terceira vez que Edith e Fred romperam o noivado, foi definitiva. Ele pediu que ela devolvesse o anel de noivado e enterrou no jardim de casa, para que não pudesse mais entregá-lo nem voltar atrás.</p>
<p>Com suas consultas, Fred conseguia dinheiro suficiente para não morrer de fome. No primeiro mês, conseguiu quatro dólares – sim, QUATRO dólares – de um alcoólatra desesperado. Naquela época, de Lei Seca, a única maneira de conseguir álcool por meios legais era com prescrição médica.</p>
<p>No segundo mês, conseguiu 37 dólares. No terceiro mês, 48 dólares. No quarto mês, 66 dólares. A situação estava crítica.</p>
<p>Pobre Fred. Médico desiludido, sem companheira, empobrecido, com terrores da guerra. <strong>Como este homem se tornaria uma das maiores personalidades do mundo</strong>?</p>
<p>Eis que, então, surgiram algumas oportunidades. Uma delas veio do professor Frederick Miller, da Universidade de Toronto, ofereceu a Banting um cargo de professor de Fisiologia e Cirurgia. A verdade é que Banting não era muito qualificado para essas aulas, mas o aumento de oito dólares semanais no salário foi o suficiente para que ele garantisse a Miller que sempre estaria à frente dos alunos. Banting aceitou temporariamente o cargo.</p>
<p>A outra oportunidade era viajar com uma companhia petrolífera para o norte do Canadá, em busca de novos poços de petróleo. Esta opção foi o “chamado selvagem” que Fred sempre quis, e ele estava tentado a aceitá-la em definitivo.</p>
<p>O irmão mais velho de Fred, Ken Banting, foi enviado pela família com a triste missão de botar juízo na cabeça do mais novo. É claro que, sendo ele fazendeiro, como o pai, não aceitou bem a notícia de que Fred tinha rompido definitivamente o noivado e venderia a casa para, provavelmente, viajar com a companhia petrolífera. Ele, então, pressionou o irmão mais novo para que tomasse vergonha na cara e vendesse, também, o anel de noivado, e assim pagasse a dívida com o pai.</p>
<figure id="attachment_6614" aria-describedby="caption-attachment-6614" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6614" alt="casa de Banting diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/casa-de-Banting-diabetes.jpg" width="460" height="340" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/casa-de-Banting-diabetes.jpg 460w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/casa-de-Banting-diabetes-325x240.jpg 325w" sizes="(max-width: 460px) 100vw, 460px" /><figcaption id="caption-attachment-6614" class="wp-caption-text">Em algum lugar deste quintal, Banting procurava um anel durante a madrugada. A casa pode ser visitada, até hoje, em 442 Adelaide Street N., London, Canadá.</figcaption></figure>
<p>Enfim, podemos ver, agora, o glamuroso Dr. Frederick Banting escavando o chão do quintal, às onze da noite do dia 30 de outubro de 1920. Ele já tinha usado três fósforos para manter a maldita vela acesa, mas parecia que aquela chama tremeluzente piorava as coisas. A procura pelo anel estava demorando um bocado, e ele ainda não havia preparado a aula do dia seguinte – sobre a função do pâncreas no metabolismo de carboidratos.</p>
<p>Fred tinha um livro enorme sobre o assunto, e mal o tinha folheado. Endocrinologia, oras! Que coisa mais idiota, pensava ele. Passar a vida estudando algum sebo que veio de uma glândula escondida no corpo&#8230; Ele considerava isso ridículo! A beleza estava no corte, na sutura e em qualquer coisa que pudesse envolver um serrote em uma sala de operações. O estereótipo do ortopedista.</p>
<p>Por fim, ele encontrou o anel. Tendo uma das missões cumpridas, decidiu ler alguma coisa para a aula do dia seguinte.</p>
<p>Esbarrou, então, com um artigo – considerado por ele como extremamente chato – do norte-americano Moses Barron, chamado “A Relação das Ilhotas de Langerhans [hoje, chamadas de ilhotas pancreáticas] com o Diabetes com Referências Especiais a um Caso de Litíase Pancreática [pedra no ducto das enzimas do pâncreas]”.</p>
<p>Aqui, cabe uma explicação. A primeira, sobre o título dos artigos científicos: sim, todos são longos, aparentemente chatos e complicados, e sempre dizem exatamente sobre o que o artigo vai falar. A segunda, sobre o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/pancreas/">pâncreas</a>.</p>
<p>Esse órgão, que fica atrás do estômago, é uma glândula de função dupla. Isso significa que ele produz secreções diferentes: algumas endócrinas – lançadas no sangue, e sendo chamadas de “hormônios” – e outras exócrinas – lançadas em uma cavidade, no caso, no começo do intestino delgado por um ducto, sendo chamadas, então, de “enzimas pancreáticas”. A parte que se refere ao diabetes, já se sabia que era a parte endócrina.</p>
 Todos nós somos assim, por dentro. A diferença é que as veias não são azuis&#8230; O pâncreas é aquela massa amarela em formato de “L” atrás do estômago.
<p>O artigo lido dizia que, em um caso raro, um cálculo – uma pedra, enfim – havia entupido o ducto do pâncreas até o intestino delgado. Com isso, na necropsia – eca, quando abriram a barriga do morto! – perceberam que a parte exócrina – lembra, a parte das enzimas? – havia atrofiado. Apenas a parte das ilhotas pancreáticas havia restado, intacta. Então, concluía o autor, os achados eram consistentes com outros experimentos, e indicavam que alguma secreção das ilhotas pancreáticas tinha uma relação íntima com o diabetes.</p>
<p>Em algum momento depois da leitura do artigo, Fred caiu no sono, à mesa, em cima do livro. Às duas da manhã, ele acordou, sozinho.</p>
<p>Não, ele não estava babando no livro. Também não tinha um ladrão dentro de casa. A coisa é que uma ideia havia brotado em sua mente. Algo, não se sabe de onde, havia surgido e apontava para um caminho que, até onde ele sabia, ninguém havia percorrido antes.</p>
<p>Vinte e cinco palavras (em inglês), cheias de erros causados pelo sono.</p>
<p>“<em>Diabetis</em> (sic) <em>ligar ductos pancreáticos dos cachorros. Manter cachorros vivos até a parte exócrina atrofiar. Tentar isolar a secreção das ilhotas restantes e diminuir a glicosurea</em> (sic).”</p>
<figure id="attachment_6616" aria-describedby="caption-attachment-6616" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6616" alt="nota de Banting diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/nota-de-Banting-diabetes.jpg" width="600" height="463" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/nota-de-Banting-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/nota-de-Banting-diabetes-311x240.jpg 311w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-6616" class="wp-caption-text">A nota original do Fred, para que ele lembrasse de suas ideias.</figcaption></figure>
<p>Depois disso, ele decidiu dormir na cama. E dormiu até a manhã seguinte.</p>
<p>A ideia era mais ou menos a seguinte&#8230; Pela interrupção dos ductos do pâncreas, por cirurgia, Fred conseguiria que a parte exócrina do pâncreas atrofiasse ao longo do tempo, deixando apenas as ilhotas, intactas. Então, ele tentaria isolar o tecido preservado e a secreção que existisse ali. Essa secreção parecia aliviar os sintomas do diabetes em animais, e seria injetada em outro animal, que teria seu pâncreas removido cirurgicamente para que tivesse um diabetes “cirúrgico”.</p>
<p>Não era exatamente uma ideia nova. Lydia de Witt, em 1906, teve a mesma ideia. Um estudante, chamado Ernest Scott, tinha chegado à mesma conclusão de que as enzimas do pâncreas atrapalhavam a secreção quando injetadas. E o romeno Nicolas Paulesco já havia conseguido, inclusive, um extrato que ele chamou de “pancreína” que diminuía a glicemia de cachorros – o problema é que o trabalho de Paulesco não foi publicado em inglês.</p>
<p>Outro problema com os trabalhos anteriores é que eles falhavam em conseguir reproduzir o efeito em larga escala, o que impossibilitava testes estatísticos e a comprovação de resultados. Se Frederick Banting soubesse disso, provavelmente desistiria da ideia que teve.</p>
<p>Para nós, 382 milhões de pessoas com diabetes ao redor do mundo, a sorte é que Fred não sabia praticamente nada sobre o assunto.</p>
<p>~</p>
<p>No dia seguinte, após sua aula, Fred correu para falar sobre sua ideia para o professor Miller. Após acalmar Fred e entender sua ideia, os olhos de Miller brilharam. O professor John J. R. Macleod tinha sido recentemente contratado pela Universidade de Toronto, e era o chefe do departamento de Fisiologia. Macleod era uma das maiores autoridades em metabolismo no mundo, à época. E, para facilitar as coisas, o departamento tinha recebido um investimento de um milhão de dólares para pesquisa. Miller mandou Banting falar com Macleod.</p>
<p>Durante a conversa entre Fred Banting e John Macleod, o entusiasmo de Fred foi contido pelo academicismo de John. Alguns pontos que Fred sequer havia pensado pareciam barrar todo o trabalho. Não que John fosse mau caráter, mas, não havia motivos para investir em uma pesquisa que claramente fracassaria se não fosse bem estruturada. John Macleod, então, deu uma missão a Fred Banting: enviar uma proposta, por escrito, do que faria em seu trabalho, dos métodos e materiais que precisaria, e o que esperava encontrar com aquilo.</p>
<figure id="attachment_6617" aria-describedby="caption-attachment-6617" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6617" alt="Frederick Banting e John MacLeod diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/frederick-banting-e-John-MacLeod-diabetes.jpg" width="500" height="275" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/frederick-banting-e-John-MacLeod-diabetes.jpg 500w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/frederick-banting-e-John-MacLeod-diabetes-415x228.jpg 415w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-6617" class="wp-caption-text">Frederick Banting, à esquerda; John Macleod, à direita.</figcaption></figure>
<p>Aquilo desanimou muito nosso amigo Fred. A proposta da companhia petrolífera parecia ainda mais sedutora, porém, Fred escreveu uma carta com a proposta e colocou no correio. Três dias depois, John respondeu à proposta, autorizando Fred a começar a pesquisa.</p>
<p>Animado com a possibilidade de uma aventura no norte do Canadá, Fred não respondeu à autorização de John por um mês. Respondeu apenas quando soube que a companhia não levaria médico nenhum à expedição.</p>
<p>Quando o trabalho começou, Fred Banting foi apresentado a Charles Best – chamado carinhosamente de “Charley” –, um estudante de medicina que era fantástico com bioquímica, e John Macleod considerou a ideia de apresentá-lo aos modos cirúrgicos de Fred.</p>
<p>Ao longo do verão, Fred e Charley trabalharam bastante. Eles encontravam problemas com a anatomia dos cachorros – uma vez que só tinha estudado a anatomia humana! – e principalmente, com as condições de esterilização da sala de operações, que não eram as adequadas. Alguns dos cachorros morreram por infecções, outros por perda de sangue. Porém, conseguiram um sucesso.</p>
<p>Após realizar as técnicas necessárias, Fred e Charley conseguiram um pâncreas cujas ilhotas estavam intactas. Processaram-no e obtiveram um líquido castanho-rosado. Medindo a <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/glicemia/">glicemia</a> do cachorro com diabetes antes e depois da aplicação do extrato, perceberam que a glicemia era normalizada pelo extrato. Às seis da tarde, os dois trancaram o laboratório, e voltaram na manhã seguinte.</p>
<p>O cachorro estava em coma, pela falta das injeções do extrato. Assim que conseguiram medir a glicemia, perceberam que ela estava muito acima do normal, e o cachorro tinha uma infecção. Infelizmente, ele acabou não resistindo.</p>
<p>Repetiram o procedimento em outro cachorro, desta vez, passando a noite inteira com o animalzinho. Cada vez que o extrato era injetado, a glicemia caía. Depois de quatro dias vivo, sem o pâncreas, e recebendo as injeções, o cãozinho morreu com uma infecção.</p>
<p>Em 13 de agosto de 1921 – curiosamente, exatos 70 anos antes de eu nascer&#8230; – Fred e Charley realizaram um experimento com um “grupo controle”, técnica de estatística para confirmar os resultados de um experimento, por exemplo. Retiraram os pâncreas de dois cachorros, e mantiveram um deles sem o extrato. O cãozinho sem extrato morreu dois dias depois, enquanto a cadelinha com extrato não apenas sobreviveu, mas desenvolveu um afeto todo especial por Fred e Charley. Eles a chamaram de Marjorie.</p>
<p>Com a sobrevivência de Marjorie por mais de vinte dias, sem pâncreas – a cadelinha sobreviveu por mais de sessenta dias, até que o extrato se esgotasse –, recebendo o extrato, John considerou que a pesquisa estava correndo bem. Era hora de incluir a última parte da equipe: alguém que pudesse isolar a substância, que estava sendo chamada por Fred e Charley de “isletina”.</p>
<p>James Collip era professor de Farmacologia na Universidade de Toronto, e foi o indicado por John Macleod para isolar a substância do extrato pancreático. O curioso é que, a partir desse momento, Fred sentiu seu trabalho ameaçado por John.</p>
<p>Em vez de estabelever uma colaboração, Fred e Charley entraram em uma competição não-declarada com James para ver quem isolaria primeiro a substância então chamada de isletina. James ganhou a competição, e não tripudiou. Agradeceu a Fred, Charley e John a oportunidade de trabalhar e continuou estudando as propriedades da isletina.</p>
<p>Em dezembro de 1921, a isletina foi isolada.</p>
<p>Aquele Natal foi difícil para Fred. Enquanto John, Charley e James tinham suas famílias, esposas ou noivas, Fred estava sozinho. Estava praticamente zerado em termos financeiros. Nos meses anteriores, conseguira algum dinheiro fazendo algumas operações de amígdalas e vendendo alguns instrumentos cirúrgicos. Mas agora, não tinha mais nada.</p>
<p>Ele preparava suas modestas refeições em um fogareiro no laboratório, quase diariamente, a não ser aos domingos, quando conseguia um jantar grátis na paróquia de St. James, onde fora aluno. Ele não se atreveria a pedir dinheiro à família, uma vez que dificilmente entenderiam – passavam o ano planejando colheitas, nada relacionado a pesquisas abstratas!</p>
<p>Mesmo passando as festas de fim de ano sozinho, observando pela janela de seu quarto os compradores indo e voltando das lojas, quase à mercê do desespero, algo mantinha Fred firme em seu propósito. Ele sentia que sua missão de vida, de ajudar as pessoas, estava cada vez mais próxima&#8230;</p>
<figure id="attachment_6618" aria-describedby="caption-attachment-6618" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-6618" alt="banting macleod collip e herbert best diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/banting-macleod-collip-e-herbert-best-diabetes.jpg" width="600" height="920" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/banting-macleod-collip-e-herbert-best-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/banting-macleod-collip-e-herbert-best-diabetes-157x240.jpg 157w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-6618" class="wp-caption-text">Os quatro “descobridores”: Banting, o idealizador; Macleod, o orientador; Collip, aquele que isolou; Best, aquele que forneceu a bagagem teórica a Banting.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #b8d4e2; border: 2px solid; border-color: #6E7F88; padding: 10px;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="background-color: #dbe9f0; border: 2px solid; border-color: #6E7F88; padding: 10px;"><strong>+ Leia mais textos de Ronaldo Wieselberg:</strong><br />
&#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-1-da-antiguidade-ao-seculo-xix/">A História do Diabetes &#8211; Parte I</a>&#8221; &#8211; 11.01.2014<br />
&#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/exageros-no-fim-do-ano/">Exageros no Fim do Ano &#8211; como aproveitar as Festas com saúde</a>&#8221; &#8211; 31.12.2013<br />
&#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/revelado-o-segredo-da-agua-de-quiabo/">Revelado o segredo da água de quiabo</a>&#8221; &#8211; 18.12.2013<br />
&#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/uma-nova-forca-lutando-pelo-diabetes-por-ronaldo-wieselberg/">Uma nova força lutando pelo diabetes</a>&#8221; &#8211; 16.12.2013</div>
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			</item>
		<item>
		<title>É possível produzir um pâncreas a partir de células-tronco?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/e-possivel-produzir-um-pancreas-a-partir-de-celulas-tronco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jan 2014 19:54:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dr. Carlos Couri]]></category>
		<category><![CDATA[células iPS]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[dr. Carlos Couri]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A evolução não pára quando o assunto é célula-tronco! O dr. Carlos Couri explica os últimos avanços da Ciência neste artigo. Estamos vivendo e sendo testemunhas da era da terapia celular. Em paralelo com toda a seriedade e metodologia científica, todos estamos com muita fé nos resultados. As células-tronco possuem 2 características básicas que as &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A evolução não pára quando o assunto é célula-tronco! O dr. Carlos Couri explica os últimos avanços da Ciência neste artigo.</em><span id="more-6589"></span></p>
<p>Estamos vivendo e sendo testemunhas da era da <strong>terapia celular</strong>. Em paralelo com toda a seriedade e metodologia científica, todos estamos com muita fé nos resultados.</p>
<p>As <a title="Células-tronco para salvar a visão dos diabéticos" href="http://www.diabeticool.com/celulas-tronco-para-salvar-a-visao-dos-diabeticos/">células-tronco</a> possuem 2 características básicas que as definem:</p>
<ul>
<li>Auto-renovação;</li>
<li>Capacidade de “transformar” células mais maduras e especializadas do que a célula de origem.</li>
</ul>
<p>Historicamente, quando se fala de células-tronco a maioria do público leigo se lembra das células-tronco embrionárias. Estas células são encontradas no embrião e são capazes de se “transformar” em praticamente qualquer tipo de célula adulta de nosso corpo e por isso são chamadas de <strong>pluripotentes</strong>.</p>
<p>Para que isto aconteça em laboratório, basta utilizarmos substâncias certas no momento certo que elas se “transformam” nas outras células de interesse.</p>
<p>Para usarmos terapeuticamente as células-tronco embrionárias é necessário que elas sejam primeiramente transformadas nas células que queremos, já “transformadas”.</p>
<p>Um dos grandes desafios é que, quando utilizamos células-tronco embrionárias, elas necessariamente vêm de outro ser vivo e por isso possuem outro DNA. Isto provocaria o que chamamos de rejeição.</p>
<p>Uma enorme evolução ocorreu nos últimos anos e foi motivo de <a title="O que o Nobel de Medicina tem a dizer aos diabéticos" href="http://www.diabeticool.com/o-que-o-nobel-de-medicina-tem-a-dizer-aos-diabeticos/">Prêmio Nobel de Medicina</a>. Pesquisadores conseguiram desenvolver as “<strong>células iPS</strong>” , ou seja, células pluripotentes induzidas a partir de células adultas.</p>
<p>Mas como esta “iPS” é produzida? A partir de uma célula adulta, por meio de técnicas complexas, cientistas conseguem fazê-la se transformar numa célula-tronco embrionária. Isto mesmo! É como se a célula entrasse numa máquina do tempo e <strong>voltasse ao estado embrionário</strong>. Desta forma, com esta nova célula-tronco embrionária induzida a partir de uma célula adulta, podemos gerar teoricamente todos os tipos de células que quisermos.</p>
<p>A vantagem desta técnica é que poderíamos ter outra fonte alternativa de células-tronco embrionárias sem a necessidade de usarmos somente embriões das clínicas de fertilização. Outra vantagem é que se poderia utilizar uma célula <strong>da própria pessoa</strong> a ser tratada, evitando a rejeição que seria provocada se a célula-tronco tivesse outro DNA.</p>
<p>Pesquisas mais recentes do final de 2013 mostram que um aspecto teórico vem se tornando realidade: pesquisadores japoneses conseguiram desenvolver um fragmento de tecido de fígado exclusivamente com o uso das células “iPS”.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" class="aligncenter  wp-image-6590" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-celulas-ips-diabetes.jpg" alt="dr carlos couri celulas ips diabetes" width="576" height="432" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-celulas-ips-diabetes.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-celulas-ips-diabetes-320x240.jpg 320w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p>Portanto, em tese é possível se desenvolver um <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/pancreas/">pâncreas</a> a partir de uma célula adulta do próprio paciente. <strong>Sinceramente acredito que isto acontecerá em breve</strong>.</p>
<p>Ponto-chave no caso de pacientes com <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a> é a autoimunidade. Todos sabemos que o pâncreas do paciente com diabetes tipo 1 é destruído pelo seu próprio sistema imunológico. Por isso, não adianta transplantarmos um novo pâncreas, mesmo que seja com o DNA dele mesmo, se não manipularmos o sistema imunológico de maneira correta.</p>
<p>O mesmo se aplica ao diabetes tipo 2. O pâncreas diminui a secreção de insulina muitas vezes como consequência da obesidade abdominal. Por isso, não adianta transplantarmos um pâncreas novo se o paciente permanece obeso e com péssimos hábitos de vida.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" class="aligncenter  wp-image-6591" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-pancreas-diabetes.jpg" alt="dr carlos couri pancreas diabetes" width="576" height="432" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-pancreas-diabetes.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-pancreas-diabetes-320x240.jpg 320w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p>O desafio é grande! Certamente estamos atentos a novas descobertas e também produzindo nossas próprias pesquisas no Brasil em busca de melhores dias para os pacientes com diabetes.</p>
<p>Vamos em frente!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #f0fff9; border: 2px solid black; padding: 10px;">
<p><span style="color: #black;">Por<strong> Dr Carlos Eduardo Barra Couri </strong><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg"><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-1368" title="Dr Couri 2" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg" alt="" width="134" height="134" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 134px) 100vw, 134px" /></a></span></p>
<p><span style="color: #black;">PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, pesquisador da Equipe de Transplante de Células-Tronco da USP-Ribeirão Preto. Conceituado e premiado autor de pesquisas &#8211; inclusive em publicações internacionais -, materiais educativos e livros sobre o diabetes, em especial o tipo 1, e terapias com células-tronco.</span></p>
<p><strong>Site: <a href="http://carloseduardocouri.blogspot.com.br">http://carloseduardocouri.blogspot.com.br</a> ; <a href="http://www.twitter.com/cecouri">www.twitter.com/cecouri</a></strong></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/e-possivel-produzir-um-pancreas-a-partir-de-celulas-tronco/">É possível produzir um pâncreas a partir de células-tronco?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Estudo identifica DNA que regula atividade no pâncreas humano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2014 13:05:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[genes]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como a regulação da atividade gênica no pâncreas é capaz de influenciar no diabetes. Uma equipe internacional de pesquisadores identificou a informação do genoma humano que regula a atividade dos genes do pâncreas e conseguiu demonstrar que seu mau funcionamento está associado ao desenvolvimento de diabetes e outras doenças do metabolismo. O estudo foi &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Entenda como a regulação da atividade gênica no pâncreas é capaz de influenciar no diabetes.</em><span id="more-6498"></span></p>
<p>Uma equipe internacional de pesquisadores identificou a informação do <a title="Por que alguns bebês nascem sem o pâncreas?" href="http://www.diabeticool.com/por-que-alguns-bebes-nascem-sem-o-pancreas/">genoma humano</a> que regula a atividade dos genes do pâncreas e conseguiu demonstrar que seu mau funcionamento está associado ao desenvolvimento de diabetes e outras doenças do metabolismo.</p>
<p>O estudo foi publicado no último número da revista &#8220;Nature Genetics&#8221;. Segundo explicou um dos autores do trabalho, Lorenzo Pasquali, do Instituto de Pesquisas Biomédicas August Pi i Sunyer, em Barcelona, o trabalho &#8220;ajudará a compreender, em nível molecular, por que algumas pessoas tendem a desenvolver diabetes&#8221;.</p>
<p>No estudo, Pasquali e Jorge Ferrer, do Imperial College, em Londres, conseguiram identificar o conjunto de regiões reguladoras do genoma que opera no <a title="Já conhece o pâncreas artificial?" href="http://www.diabeticool.com/ja-conhece-o-pancreas-artificial/">pâncreas</a> humano ativando todos os genes necessários para formar o órgão.</p>
<p>&#8220;Algo assim como o mapa genômico global de todos os &#8216;interruptores de luz&#8217; que acendem os genes necessários para construir um pâncreas&#8221;, explicou à Agência Efe José Luis Gómez-Skarmeta, pesquisador do Centro Andaluz de Biologia do Desenvolvimento (Espanha).</p>
<p>Todas as células do organismo têm a mesma informação genética, os mesmos genes, mas o que diferencia uma célula do pâncreas de uma do coração, por exemplo, é quais genes estão &#8220;acesos&#8221; em cada tecido, e essa informação procede das regiões reguladoras, disse Gómez Skarmeta.</p>
<p>A segunda parte da pesquisa consistiu em &#8220;associar essas regiões com seus genes alvo&#8221;, com os quais &#8220;respondem suas instruções&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Por último, Ferrer e Pasquali relacionaram estas instruções com doenças humanas e observaram que muitas mutações associadas a doenças do pâncreas ou do <a title="Aumentar 1,5 km no deslocamento diário ajuda a proteger o coração" href="http://www.diabeticool.com/aumentar-15-km-no-deslocamento-diario-ajuda-a-proteger-o-coracao/">metabolismo</a> estão localizadas nas regiões do DNA que contêm a informação reguladora.</p>
<p>&#8220;Essas mutações alteram o mecanismo do &#8216;interruptor de luz&#8217;, que não funciona bem e como consequência o gene também não funciona bem no pâncreas e provoca diabetes ou outros problemas&#8221;, conclui Gómez-Skármeta.</p>
<p>Para entender a importância do estudo é preciso se partir da premissa que só 5% do DNA humano contém genes que servem para produzir proteínas.</p>
<p>É no 95% restante do genoma onde se produzem a imensa maioria das mutações conhecidas que causam doenças.</p>
<p>Este DNA, chamado DNA não codificante, contém sequências que permitem que uns e não outros genes se ativem em determinados órgãos. Tais sequência são chamadas &#8220;regiões reguladoras&#8221;.</p>
<p>No entanto, este DNA não codificante, até pouco tempo denominado &#8220;DNA lixo&#8221;, foi um grande desconhecido durante muitos anos.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://saude.terra.com.br/,d2c30c062a873410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html" target="_blank" rel="nofollow">Terra Saúde</a></strong></p>
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