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Novo pâncreas artificial faz sucesso em feira e ganha prêmio

Protótipo super tecnológico e inovador, que utiliza um gel especial para medir a glicemia, é destaque no Gadget Show Live 2014 e ganha principal prêmio do evento.

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Este é o novo pâncreas artificial, destaque no evento de tecnologia. A promessa é facilitar bastante a vida de quem está com diabetes. Imagem: Joe Giddens/PA Wire/Press Association Images.

Começou na semana passada, na cidade inglesa de Birmingham, o Gadget Show Live. Trata-se de um evento tecnológico no qual expositores do mundo todo apresentam novos produtos e aparelhos eletrônicos.

A audiência vibra com as novidades, que parecem saídas de um filme de ficção científica. Este ano, os destaques vão para uma bicicleta dobrável, uma barreira prática e de montagem rápida para se colocar na frente de portas e janelas em caso de enchentes, um skate que lembra aquele do filme “De Volta para o Futuro” e – de especial interesse para nós – um novo pâncreas artificial.

Este novo pâncreas artificial, aliás, pode ser considerado “o” destaque da Gadget Show Live de 2014. O produto ganhou o prêmio “Inventor Britânico do Ano’, oferecido pela primeira vez pelos organizadores.

 

O QUE ESTE PÂNCREAS TEM DE NOVIDADES?

Antes de mais nada, vale lembrar: “pâncreas artificial” é qualquer aparelho eletrônico que simula o funcionamento do pâncreas humano. Este órgão normalmente produz insulina, o hormônio que ajuda a baixar a glicemia. Pessoas que estão com diabetes – em especial o diabetes tipo 1 – não produzem insulina na quantidade adequada e têm que injetar o hormônio todos os dias (e várias vezes por dia, para alguns), por isso uma alternativa “artificial” é muito bem-vinda.

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A profa. Joan Taylor, idealizadora do aparelho.

O novo pâncreas eletrônico foi criado pela professora Joan Taylor (em foto à esq.), da Universidade De Montfort, junto à empresa Renfrew Group. A grande novidade do aparelho que o diferencia dos demais pâncreas artificiais (e das bombas de insulina tradicionais) é que, através dele, a insulina é injetada no corpo pelo peritôneo e não mais pelo tecido adiposo. Isto garante que a insulina trabalhe muito mais rápido. A glicemia, assim, diminui em tempo bem menor.

Outra novidade é que o aparelho detecta as variações da quantidade de glicose no sangue através de um gel especial (que é o que dá a coloração azulada que podemos ver nas imagens). O gel é capaz de perceber a glicemia e lançar no corpo quantidades maiores ou menores de insulina, de acordo com o necessário. Ele terá uma autonomia de até seis semanas até precisar ser “reabastecido” com o hormônio.

“Este incrível aparelho não apenas irá acabar com a necessidade de manualmente injetar insulina, mas também vai garantir que doses perfeitas serão administradas todas as vezes”, afirmou Joan, a inventora.

 

QUANDO PODEREMOS COMPRAR O PÂNCREAS ARTIFICIAL PREMIADO?

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Imagem: Wired.com

Até agora, o aparelho já foi testado, com enorme sucesso, em ratos e porcos. Falta saber se funcionará em humanos.

Testes clínicos preliminares já começaram a ser feitos. O grupo de criadores do novo pâncreas espera que os primeiros transplantes (o aparelho deve ser instalado cirurgicamente nas pessoas) ocorram em 2016. Estima-se que dentro de uma década ele estará à venda.

“Nós estamos próximos de embarcar nos testes clínicos. O diabetes custa à sociedade mais de 3 milhões de reais por hora em tratamentos [no Reino Unido], e muito desse dinheiro é gasto no tratamento de complicações”, disse Joan.

“Ao controlar a glicemia tão efetivamente, nós seremos capaz de reduzir os problemas de saúde associados [ao diabetes]”, completou.

 

10 Comentários

  1. Como gostaria de ter um desses, meu Deus, tomara que seja acessível também aos pobres.

  2. Oi, Cladys!

    Pois é, no momento os voluntários para os testes clínicos já foram selecionados. É bem possível que, mais para frente, novas pessoas sejam recrutadas para novas fases de experimentação. Mas é bem provável que o voluntário tenha que morar na Europa, onde os testes são conduzidos.

    Um abração

  3. porque no artigo diz que daqui a uma década estará a venda, se já tem gente fazendo o transplante

  4. tem muitas duvidas sobre esse pâncreas artificial, nos Eua, e uma celeuma para liberar e no reino e países e alguns países da europa já tem gente fazendo uso do pâncreas artificial, porque não libera geral e acaba logo com essa expectativa

  5. e difícil para eu acreditar que a cura do diabetes ainda não exista, eu creio que as industrias farmacêuticas e que não querem que seja divulgada, pois essa doença traz muito dinheiro para essas industrias e todos os que comerciam com produtos para diabéticos, imagine-se milhões de diabéticos no mundo inteiro comprando esses produtos o quanto tem lucro essas pessoas que vivem da desgraça dos outros.

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