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	<title>Ronaldo Wieselberg | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>A relação entre as bactérias do seu corpo e o diabetes tipo 1 e tipo 2</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/relacao-entre-as-bacterias-do-seu-corpo-e-o-diabetes-tipo-1-e-tipo-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 May 2017 00:12:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[anticorpos]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes e bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[sistema imune]]></category>
		<category><![CDATA[transplante de fezes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diferentes tipos de bactérias podem aumentar os riscos de aparecimento do diabetes. Saiba quais são eles e como evitá-los. Por Ronaldo Wieselberg* Antes de começar a ler esse texto, sugiro que os leitores mais puristas em relação à higiene tomem uma água, respirem fundo e só então comecem a ler! &#160; MEU CORPO ESTÁ TOMADO &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Diferentes tipos de bactérias podem aumentar os riscos de aparecimento do diabetes. Saiba quais são eles e como evitá-los.</em><span id="more-9632"></span><br />
<img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9634" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo.jpg" alt="DIABETES e as bacterias do corpo" width="880" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo.jpg 880w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo-768x480.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo-384x240.jpg 384w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /></p>
<h5><span style="color: #333333;"><em><strong>Por Ronaldo Wieselberg*</strong></em></span></h5>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span>ntes de começar a ler esse texto, sugiro que os leitores mais puristas em relação à higiene tomem uma água, respirem fundo e só então comecem a ler!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong><em>MEU CORPO ESTÁ TOMADO POR BACTÉRIAS!</em></strong><strong><em> </em></strong></span></h2>
<p>O nosso corpo tem mais bactérias do que células ‘nossas’. São bactérias na pele, na boca, nas narinas, no ânus&#8230; e o mais importante: <strong>elas são benéficas para nós</strong>! Ou seja, pode deixar o seu álcool gel de lado por enquanto. Vamos falar um pouquinho dessas <strong>bactérias boazinhas e da relação delas com o diabetes</strong>?</p>
<p>As bactérias vivem em muitos lugares do nosso corpo, como já falamos. A simples presença delas é importante, pois elas evitam que outras espécies de bactérias, causadoras de doenças, nos ataquem (principalmente na pele e no sistema digestório). Além disso, elas possuem diversos outros &#8216;benefícios&#8217; para o corpo, acompanhe:</p>
<ul>
<li>elsa produzem compostos antimicrobianos – sim, bactérias boas também <em>matam</em> bactérias malvadas!</li>
<li>produzem vitaminas que utilizamos para sobreviver</li>
<li>auxiliam o sistema de defesa do corpo a produzir anticorpos que matarão bactérias nocivas – a chamada “<strong>reatividade cruzada</strong>”.</li>
</ul>
 Bactérias: algumas fazem mal à saúde, mas outras são essenciais para o corpo.
<p>Mas como que ‘pegamos’ estas bactérias que vivem conosco? Bem, elas aparecem no nosso corpo por meio de muitas fontes. A maioria delas vêm da nossa exploração do mundo: ou seja, pela boca – pelo que comemos – e pelo tato – pelas coisas nas quais tocamos. Isso tem início nos momentos mais primitivos da nossa vida – ou seja, desde que estamos na barriga das nossas mães, há a passagem de algumas bactérias até nós. Depois que nascemos, isso se intensifica, uma vez que mamamos e o seio materno não é estéril (ainda bem!), sem contar que o próprio trabalho de parto contribui para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>QUAIS SÃO AS BACTÉRIAS DO NOSSO CORPO?</strong></span></h2>
<p>Existem duas classificações de bactérias que moram no nosso intestino alegremente: os <strong><em>Bacterioides</em> </strong>e os <strong><em>Firmicutes</em></strong>. De acordo com alguns estudos recentes – que datam entre 2014 e 2016 –, os <em>Bacterioides</em> estariam relacionados à não-obesidade e os <em>Firmicutes</em> estariam relacionados com <a href="http://www.diabeticool.com/obesidade-e-diabetes-uma-relacao-de-amor-e-odio/">maior risco de obesidade</a>.</p>
<p>Portanto, a presença dos <em>Firmicutes </em>aumentaria o risco de desenvolver diabetes – tanto o tipo 2 quanto o tipo 1! – e a presença dos <em>Bacterioides </em>diminuiria esse risco! O mecanismo pelo qual isso acontece ainda é incerto, porém, existem algumas teorias interessantes&#8230;</p>
<blockquote><p><span style="color: #007cc5;"><strong><em>Ter um determinado tipo de bactérias no meu organismo poderia aumentar minhas chances de ganhar peso?</em></strong></span></p></blockquote>
<p>A primeira dela diz que uma quantidade aumentada de <em>Firmicutes</em> diminuiria a produção de substâncias que protegem a mucosa intestinal. Isso aumentaria a inflamação do local e alteraria a permeabilidade da mucosa. Sendo assim, basicamente, tudo o que chegar no intestino ‘passaria’ para a corrente sanguínea! Isso faria com que substâncias que causam uma inflamação geral passassem também para o sangue, causando então um aumento da <a href="http://www.diabeticool.com/voce-sabe-tanto-sobre-diabetes-quanto-pensa/">resistência à ação da insulina</a>. Já os <em>Bacterioides</em> produzem bastante dessa substância, protegendo a mucosa do intestino e diminuindo a inflamação geral.</p>
 Se sujar faz bem &#8211; eis uma verdade que vai além do slogan publicitário! Afinal, é nessas brincadeiras que entramos em contato com diversos tipos de bactérias, o que pode ser benéfico à saúde.
[pullquote]Existem bactérias que podem diminuir a vontade de comer; outras, aumentar. Será que o equilíbrio entre elas é a chave para o controle do peso? E será que alguma delas poderia ajudar a evitar o surgimento do diabetes? [/pullquote]
<p>Outra teoria diz que os <em>Firmicutes</em> produzem substâncias que diminuem a saciedade ao comer. Portanto, fariam a pessoa comer mais e mais, aumentando o peso, a resistência insulínica e favorecendo o diabetes tipo 2. Já os <em>Bacterioides</em> aumentariam a saciedade pela produção aumentada de uma substância chamada <a href="http://www.diabeticool.com/celulas-intestinais-e-insulina-qual-a-relacao/"><strong>serotonina</strong></a> – relacionada ao prazer de comer! – e dessa forma a pessoa comeria menos, teria um controle do peso mais fácil e favoreceria o controle da glicemia.</p>
<p>Todos esses fatores de ganho de peso e inflamação são bem relacionados ao diabetes tipo 2. Porém, quando falamos de diabetes tipo 1, precisamos voltar ao que falei lá no começo do texto: <strong>reatividade cruzada</strong>.</p>
<p>Como os <em>Firmicutes</em> aumentam a inflamação da mucosa, sua ação faria passar pelo intestino pedacinhos de bactérias que aumentam a atividade imunológica. Assim, <a href="http://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/">há a produção de anticorpos por parte do sistema de defesa</a>, que por algum capricho do destino também ataca as células beta do pâncreas. Essa é uma teoria, inclusive, sobre como surgiriam os anticorpos do diabetes tipo 1 – anticorpos anti-GAD, anti-ilhota, anti-insulina&#8230;</p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>COMO MUDAR AS BACTÉRIAS DO SEU CORPO?</strong><strong> </strong></span></h2>
<p>Existem alguns métodos para trocar as bactérias do corpo e conseguir a riqueza de <em>Bacterioides</em> que todos queremos. Um deles – o mais seguro e mais difícil – é pela <strong>alimentação</strong>.</p>
<p>O consumo de <strong>frutas</strong>, <strong>verduras</strong> e <strong>fibras</strong> está relacionado a uma maior quantidade de <em>Bacterioides</em>, enquanto o consumo de alimentos industrializados e embutidos está relacionado a uma maior quantidade de <em>Firmicutes</em>. Pense em como isso é importante, considerando que as bactérias passam de mãe para filho&#8230; então não adianta querer que <em>só o seu filho</em> coma bem. Se <em>você não comer bem</em>, não adianta reclamar depois: os <em>Firmicutes</em> ainda estarão por aí e poderão ser transmitidos à prole!</p>
 Bactérias intestinais: além de ajudarem na digestão, ainda afetam o peso e a glicemia. Microscopia: Martin Oeggerli
<p>Essa alimentação saudável – chamada por muitos de “<strong>alimentação viva</strong>” – não tem resultado de uma hora para a outra ou de um dia para o outro. Para mudar de verdade as bactérias do sistema digestório, é necessário que essa dieta seja mantida por alguns <strong>meses</strong>, no mínimo. Então, nada de comer bem por pouco tempo e acreditar que isso basta: o bom hábito deve ser constante!</p>
<p>O uso de antibióticos também altera as bactérias do corpo. Alguns antibióticos, especialmente <em>Ciprofloxacino</em> e <em>Clindamicina</em>, modificam a fauna de bactérias do corpo, e sabemos que quanto mais cedo na vida for feito esse uso, maior a chance de desenvolver obesidade, diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 pelo aumento dos <em>Firmicutes</em>. Não usamos antibióticos para “evitar” o diabetes, mesmo porque o uso indiscriminado de antibióticos traz consequências desastrosas – como por exemplo a resistência bacteriana a essa classe de medicamentos. Assim, os antibióticos devem ser usados com cuidado, apenas com a recomendação médica.</p>
[pullquote]Sim, existe o termo &#8216;transplante de fezes&#8217;! A técnica já foi testada em ratos, com resultados surpreendentes.[/pullquote]
<p>Por fim, o método mais “radical” de troca de bactérias é o <em>transplante de fezes</em>. Sim, pode voltar lá e ler de novo, você viu certo. Em alguns ratinhos de laboratório, o transplante de fezes foi realizado entre ratinhos com obesidade e ratinhos de peso normal. Os ratinhos que receberam as fezes dos ratinhos com obesidade&#8230; também engordaram!!! Em contrapartida, os transplantes de fezes ricas em <em>Bacterioides</em> diminuiu a incidência do diabetes e diminuiu a resistência insulínica! Tomara que nenhum ser humano precise passar por este teste!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bem, bactérias são apenas <em>uma </em>das várias partes do diabetes. Curiosamente, é uma das partes que conseguimos mudar com bons hábitos alimentares, e portanto, podemos fazer em casa! Colabore com o seu corpo!</p>
<p>Até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #1b478e; padding: 10px; background-color: #55acee;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #ffffff;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</span></div>
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		<title>Existe vacina para diabetes tipo 1? Uma conversa sobre anticorpos e diabetes</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2016 16:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[anti-tetraspanina 7]]></category>
		<category><![CDATA[anticorpos]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[tetraspanina 7]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que faz sentido pensar em uma vacina para prevenir o diabetes tipo 1? Ronaldo Wieselberg explica em que ponto a Ciência se encontra neste assunto. Por Ronaldo Wieselberg* Recentemente, em 2016, uma publicação científica mostrou a descoberta de um 5º anticorpo presente no sangue de pessoas com diabetes tipo 1, o anticorpo anti-tetraspanina 7. &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/">Existe vacina para diabetes tipo 1? Uma conversa sobre anticorpos e diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Será que faz sentido pensar em uma vacina para prevenir o diabetes tipo 1? Ronaldo Wieselberg explica em que ponto a Ciência se encontra neste assunto.</em><span id="more-9522"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9533" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança.jpg" alt="vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperanca" width="850" height="532" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança.jpg 850w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança-768x481.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança-383x240.jpg 383w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /></p>
<h5><span style="color: #333333;"><em><strong>Por Ronaldo Wieselberg*</strong></em></span></h5>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>ecentemente, em 2016, uma publicação científica mostrou a descoberta de um 5º anticorpo presente no sangue de pessoas com diabetes tipo 1, o anticorpo <strong><em>anti-tetraspanina 7</em></strong>. Muitas pessoas se encheram de esperança acreditando que, com esta descoberta, o caminho para uma <a href="http://www.diabeticool.com/entenda-tudo-sobre-a-vacina-contra-o-diabetes-tipo-1/"><strong>vacina anti-diabetes estivesse mais curto</strong></a>, mas&#8230; será que é isso mesmo?</p>
<p>Neste texto, vamos relembrar alguns conceitos básicos sobre como funciona o sistema de defesa do corpo e qual é a sua relação com o diabetes. Depois, veremos o que os cientistas têm feito em relação à vacina para DM1. Mas, antes de explicar isso tudo, precisamos lembrar como o diabetes tipo 1 acontece&#8230;</p>
 Vacina contra diabetes tipo 1: uma esperança real?
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>O QUE ESTÁ POR TRÁS DO DIABETES?</strong></span></h2>
<p>Nos três tipos mais comuns de diabetes – o <strong>tipo 1</strong>, o <strong>tipo 2</strong> e o <strong>gestacional</strong> – os processos que ocorrem no corpo são bem diferentes. No tipo 2 e no diabetes gestacional, a resistência das células à ação da insulina e a produção diminuída desse hormônio pelo pâncreas têm papel crucial. Esses efeitos podem ser causados, por vezes, pela obesidade, por vezes por hormônios que a placenta produz.</p>
[pullquote]&#8221;O corpo da pessoa que desenvolve diabetes tipo 1 ataca-se a si próprio&#8221;[/pullquote]
<p>Já no tipo 1, o que acontece é o chamado <em>ataque autoimune</em>. Essa expressão esquisita significa que o corpo da pessoa que desenvolve <strong>diabetes tipo 1</strong> <strong>ataca-se a si próprio</strong>. Pode parecer estranho, mas esse ‘auto-ataque’ acontece em outras doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. É como se uma verdadeira <em>guerra civil</em> tivesse como campo de batalha o organismo da pessoa. No caso do diabetes tipo 1, os <strong>leucócitos</strong> (guarde esse nome! Eles são os “soldados” do corpo) entendem que as células beta do pâncreas, produtoras de insulina, são inimigas&#8230; e que portanto precisam ser destruídas a todo custo!</p>
<blockquote><p><span style="color: #077cc5;"><strong>DIABETES TIPO 1 = O PRÓPRIO CORPO ATACA AS CÉLULAS PRODUTORAS DE INSULINA</strong></span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>UMA GUERRA DENTRO DO CORPO – COMO RECONHECER O INIMIGO?</strong></span></h2>
<p>Alguns dos soldados do nosso sistema imune são altamente especializados, capazes de confeccionar armas super especiais, chamadas de <em>anticorpos</em>. Os anticorpos são armas químicas poderosas e <strong>muito</strong> específicas para cada inimigo. Isto é, cada anticorpo é produzido para atacar apenas um tipo específico de inimigo.</p>
<p>Nosso exército reconhece os inimigos baseado em ‘sinais’ que eles possuem, chamados de “<em>epítopos</em>”. Os epítopos são pedacinhos das células e cada epítopo é exclusivo de alguns tipos de células. Eles servem como <strong>partes de reconhecimento</strong>. São eles os responsáveis pelo corpo saber que nossas células são nossas, por exemplo, e que células invasoras são <em>invasoras</em>!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Nossas Batalhas" width="850" height="638" src="https://www.youtube.com/embed/ahzcg6dy5MM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p><em>Acompanhe neste divertido vídeo, divulgado pela Associação Brasileira de Imunodeficiência, um resumo simples de como funciona nosso sistema imunológico.</em></p></blockquote>
<p>Quando o corpo sofre alguma agressão – por exemplo, adquire alguma doença infecciosa, como uma gripe – libera muitos mensageiros avisando do acontecido. Esses mensageiros seriam como um boletim de ocorrência, no qual o corpo informa aos seus soldados qual é o agressor. E aí, os leucócitos, os soldados do corpo, vão atrás do inimigo. Para facilitar o combate, os linfócitos produzem armas que reconhecem os epítopos do agressor e o matam. Essas armas são os anticorpos que mencionamos anteriormente.</p>
[pullquote]&#8221;De vez em quando (ainda não sabemos o motivo exato!), o corpo produz anticorpos que atacam as próprias células&#8221;.[/pullquote]
<p>Podemos imaginar essa dinâmica da seguinte maneira: imagine que os leucócitos são seguranças de uma festa, que receberam a mensagem de permitir a passagem apenas de quem tivesse o crachá da cor certa – os epítopos seriam esses crachás. Se os nossos soldados observarem uma célula e reconhecem seu crachá, tudo bem, ela pode continuar viva! Mas se eles encontrarem uma célula com o ‘crachá’ da cor errada, partirão para o ataque e barrarão sua entrada!</p>
<p>O único problema é que, de vez em quando (ainda não sabemos o motivo exato!), <strong>o corpo produz anticorpos que atacam as próprias células</strong>. Algumas teorias indicam que epítopos muito parecidos seriam responsáveis por isso – por exemplo, um crachá “azul claro” do agressor e um crachá “azul escuro” das células do corpo seriam passados apenas como “azuis” para os leucócitos e linfócitos –, mas ainda não há explicação exata para o motivo desses ataques.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>ENTENDENDO A NOVIDADE DA TETRASPANINA 7</strong></span></h2>
<p>Até pouco tempo atrás, os cientistas conheciam quatro anticorpos presentes em pessoas que estão com diabetes tipo 1: os anticorpos <em>anti-ilhota</em>, produzidos contra a célula beta produtora de insulina; anticorpos <em>anti-insulina</em>, produzidos contra a molécula de insulina produzida pelo corpo; anticorpos <em>anti-GAD</em>, produzidos contra uma enzima que existe em grande quantidade nas células beta; anticorpos <em>anti-ZnT8</em>, uma molécula presente nas bolsas que “estocam” a insulina dentro das células. Agora, foi descoberto o anticorpo <strong><em>anti-tetraspanina 7</em></strong>, produzido contra uma parte da célula beta. Seria como se os soldados do corpo recebessem a informação de destruir cinco tipos de crachá diferentes, todos eles, de alguma forma, relacionados à insulina.</p>
<figure id="attachment_9524" aria-describedby="caption-attachment-9524" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9524" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes.jpg" alt="segurancas-texto-vacina-para-diabetes" width="800" height="201" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes-415x104.jpg 415w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9524" class="wp-caption-text">Atenção! Não deixem passar ninguém com crachá azul, amarelo, verde, vermelho e branco!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>SABENDO DISSO, COMO FUNCIONARIAM AS VACINAS PARA DIABETES?</strong></span></h2>
[pullquote]&#8221;No sentido clássico, não haveria como criar vacinas para o diabetes tipo 1. Mas&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>No sentido clássico do termo, uma <strong>vacina</strong> seria apresentar ao corpo versões ‘amenizadas’ dos “epítopos” ou “crachás” de agressores diferentes, para que os leucócitos aprendessem a defender o organismo. Porém, lembrando do que vimos acima, você talvez tenha concluído que não há como ensinar o corpo a se defender de uma <em>guerra civil</em>, gerada por epítopos do próprio corpo – e isso está certo. Assim, no sentido clássico, não haveria como criar vacinas para o diabetes tipo 1.</p>
<p>Mas&#8230; uma vez que os anticorpos (as ‘armas’ do nosso sistema de defesa que destroem os invasores) são feitas contra estas partes específicas das células, será que não haveria como bloquear essa produção? Isto é, se as células beta são destruídas pelos anticorpos, seria possível diminuir a atividade dos soldados que produzem as armas e, assim, mantê-las vivas? Ou então fazer com que os soldados não reconheçam os crachás das nossas células saudáveis, e então não produzam anticorpos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>ESTRATÉGIAS PARA UMA VACINA</strong><strong> </strong></span></h2>
<p><a href="http://www.diabeticool.com/posso-tomar-remedios-que-contem-acucar-e-meu-diabetes-como-fica/">O uso de <strong>corticoides</strong></a> – as substâncias mais comuns para diminuir a atividade dos leucócitos – foi tentado no passado em casos de diabetes tipo 1. Porém, se por um lado eles aumentam a glicemia, por outro também favorecem a liberação de mais insulina. Assim, ao tentar “diminuir a atividade” dos soldados, os corticoides aumentam a fúria do ataque ao liberar mais “crachás” reconhecidos como sendo de invasores!</p>
<p>O uso de outros imunossupressores traria, além de efeitos adversos como o visto acima, uma baixa total das defesas do corpo. Com isso, outros invasores – dessa vez estamos falando de invasores verdadeiros, como bactérias e vírus potencialmente mortais! – poderiam invadir o organismo sem resistência alguma.</p>
<figure id="attachment_9525" aria-describedby="caption-attachment-9525" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9525" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/criança-e-travesseiro-texto-vacina-diabetes.jpg" alt="crianca-e-travesseiro-texto-vacina-diabetes" width="400" height="237" /><figcaption id="caption-attachment-9525" class="wp-caption-text">Espero que não me encontrem aqui embaixo&#8230;!</figcaption></figure>
<p>Já “esconder os crachás” é uma idéia interessante. Recentemente, quando se falava da vacina contra o vírus zika, falou-se em “bloquear” a parte da célula que o vírus utilizava para invadir o organismo, e assim, impedir que ele se desenvolvesse e se multiplicasse. Isso seria como “esconder” do organismo – ou do vírus – o crachá.</p>
<p>Se não há crachá para ser visto, os soldados passarão batidos – por não verem um “crachá” invasor, não reconheceriam a célula como alvo, e não a destruiriam. O único porém é que muitas dessas substâncias de reconhecimento são utilizadas para outras funções&#8230;</p>
[pullquote]&#8221;O diabetes tipo 1 é responsável por cerca de 10% dos casos totais de diabetes na população. Ainda que todos fossem curados, ainda restariam 90% dos casos, compostos quase que em sua totalidade por diabetes tipo 2, que <strong>não tem relação com autoimunidade</strong>. Mas ele pode ser prevenido&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>Por exemplo, se bloquearmos todos os cinco possíveis anticorpos, a enzima GAD deixaria de funcionar – uma vez que ela estaria “escondida” e “bloqueada”. A insulina também deixaria de funcionar (já pensou?), o que seria um prejuízo terrível para o organismo. Lá no pâncreas, as bolsas que estocam insulina não seriam abertas, e as ilhotas deixariam, virtualmente, de existir no organismo, uma vez que seu “crachá” nunca mais seria visto. E sabendo que a produção de insulina em quem tem diabetes é reduzida ou inexistente, o custo para impedir o desenvolvimento do diabetes tipo 1 seria&#8230;</p>
<p>&#8230;desenvolver o diabetes tipo 1 com o uso da vacina!</p>
<p>Paradoxal. E ainda que funcionasse, o diabetes tipo 1 é responsável por cerca de 10% dos casos totais de diabetes na população. Ainda que todos fossem curados, ainda restariam 90% dos casos, compostos quase que em sua totalidade por diabetes tipo 2, que <strong>não tem relação com autoimunidade</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>PREVENÇÃO AINDA É O MELHOR REMÉDIO</strong></span></h2>
<p>Mais complicado ainda é perceber que as vacinas não restaurariam a produção de insulina de quem já tem diabetes tipo 1. Apenas preveniria o surgimento de novos casos, isso se não desenvolvesse diabetes por outros mecanismos&#8230;</p>
<p>&#8230;e tristemente, não preveniria o aparecimento de diabetes tipo 2 ou gestacional no futuro.</p>
<figure id="attachment_8900" aria-describedby="caption-attachment-8900" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8900" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos.jpg" alt="habitos saudaveis praticar esportes com os amigos" width="800" height="477" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos-403x240.jpg 403w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-8900" class="wp-caption-text">O diabetes tipo 2 é o único tipo que pode ser prevenido. Levar uma vida mais ativa é um dos principais fatores que &#8216;fortalecem&#8217; o corpo contra o desenvolvimento da doença.</figcaption></figure>
<p>Atualmente, <strong>existe apenas um tipo de diabetes que pode ser prevenido</strong>, e esse é o diabetes tipo 2. Tristemente, ele ainda é o tipo existente em maior quantidade e em franco crescimento na população mundial.</p>
<p>Práticas como alimentação saudável e equilibrada e exercício físico regular são as maneiras que temos para prevenir o diabetes tipo 2. Estes hábitos – como se não bastasse! – ainda controlam o peso, diminuem a chance de eventos cardiovasculares e de hipertensão, além de serem muito mais divertidos! Por que esperar uma vacina tão restrita, se podemos fazer muito mais com menos?</p>
<p><span style="color: #077cc5;"><strong>A prevenção depende de nós mesmos, a cada dia. Não de uma vacina milagrosa.</strong></span></p>
<p>Até a próxima!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #1b478e; padding: 10px; background-color: #55acee;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #ffffff;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</span></div>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/?p=7247&#8243; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Quer ler todos os textos do Ronaldo Wieselberg? Clique aqui![/button]
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/">Existe vacina para diabetes tipo 1? Uma conversa sobre anticorpos e diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>I Want to Break Free – Testamos o FreeStyle Libre!</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/i-want-to-break-free-testamos-o-freestyle-libre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2016 17:08:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[Abbott]]></category>
		<category><![CDATA[FreeStyle Libre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ronaldo testou, durante as últimas semanas, o FreeStyle Libre, monitor contínuo de glicemia que promete acabar com as picadas. Quais foram os prós e os contras? Por Ronaldo Wieselberg &#160; Bem vindos de volta, querido leitor, querida leitora! Estavam com saudades? Eu estava!!! Os leitores do Diabeticool já devem ter lido muito sobre o FreeStyle &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ronaldo testou, durante as últimas semanas, o FreeStyle Libre, monitor contínuo de glicemia que promete acabar com as picadas. Quais foram os prós e os contras?</em><br />
<span id="more-9323"></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><em>Por Ronaldo Wieselberg</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >B</span>em vindos de volta, querido leitor, querida leitora! Estavam com saudades? Eu estava!!!</p>
<p>Os leitores do <span style="color: #008dc8;"><strong>Diabeticool</strong> </span>já devem ter lido muito sobre o <strong>FreeStyle Libre</strong>, a novidade da Abbott que promete acabar com os testes rotineiros de glicemia. Pois bem, nós do <strong>Diabeticool</strong> testamos o Libre e vamos contar para vocês como ele funciona!</p>
<figure id="attachment_9325" aria-describedby="caption-attachment-9325" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9325 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-embalagem-diabetes.jpg" alt="freestyle libre embalagem diabetes" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-embalagem-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-embalagem-diabetes-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9325" class="wp-caption-text">Ele chegou assim, embrulhado em plástico bolha. Nos divertimos nas primeiras horas estourando as bolhinhas&#8230;</figcaption></figure>
<p><em> </em></p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>COMO FUNCIONA O FREESTYLE LIBRE?</strong><strong> </strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">Descubra por que, mesmo com o Libre, ainda são necessárias as picadas nos dedos&#8230;</span></h4>
[pullquote]O Libre mede continuamente sua glicemia, porém ainda é necessário checar a medição, com picadas no dedo, caso os valores estejam em faixas muito extremas.[/pullquote]
<p>Apesar do que o slogan da Abbott nos faz pensar, o Libre não “elimina” a necessidade de picar o dedo para saber a glicemia, para todo o sempre. Ele tem a proposta de eliminar os testes <em>rotineiros</em> de glicemia – ou seja, quando a glicemia estiver estável, o Libre poderá ser usado tranquilamente. <strong>Porém, a informação disponível na bula é: se a sua glicemia estiver muito alta, muito baixa ou você tiver sintomas não condizentes com o Libre, meça a glicemia no dedo!</strong></p>
<p>O Libre mede a glicose presente no líquido intersticial – ou seja, não é a glicose do sangue! –, que é o líquido no qual as células do nosso corpo ficam mergulhadas. Como elas usam a <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/glicose/"><strong>glicose</strong></a> para conseguir energia, a glicose presente nesse líquido tem uma concentração parecida com a glicose no sangue&#8230; Então, o sensor correlaciona essas informações, dando um valor aproximado da glicemia.</p>
<p>Essa medição é feita por uma fibra sintética – e flexível! – que fica inserida embaixo da pele. O sensor propriamente dito é do tamanho de uma moeda de um real, e fica colado na pele por um adesivo.</p>
<figure id="attachment_9326" aria-describedby="caption-attachment-9326" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9326 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-Sensor-diabetes.jpg" alt="FreeStyle Libre - Sensor diabetes" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-Sensor-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-Sensor-diabetes-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9326" class="wp-caption-text">Parte de baixo do Libre. O sensor tem o tamanho de uma moeda de um real, e é um eletrodo flexível que continuamente mede a glicose do líquido intersticial.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como é feita a medida? Pela intensidade da corrente elétrica!</p>
<p>Entrando um pouquinho nas especificações técnicas, e puxando da memória aquela coisa do Ensino Médio chamada Física – oh, céus! – a gente lembra que a intensidade da corrente pode ser medida. Então, pensaram num meio de fazer a glicose conduzir corrente elétrica, a partir de uma reação química simples. E, claro, por ser uma corrente elétrica de intensidade bem pequena, <strong>não machuca</strong>! Quanto mais glicose, mais eletricidade flui. Assim, baseado nessa leitura de corrente elétrica, o Libre interpreta os dados e guarda por até oito horas!</p>
[pullquote]&#8221;Como [o Libre]  mede a glicemia a cada minuto, é possível ver bastante da ação de insulina, da ação de alguns alimentos&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>Quando passa de oito horas de guardado, aquela medição precisa ser descartada, uma vez que a memória do sensor não é infinita. Assim, para não perder nada, é necessário escanear o sensor no mínimo três vezes por dia! Não há quantidade “máxima” de medidas – percebemos isso rapidamente uma vez que nas primeiras horas ficamos passando o leitor a cada minuto, acompanhando a variação. Como ele mede a glicemia a cada minuto, e guarda informações a cada 15 minutos, é possível ver bastante da ação de insulina, da ação de alguns alimentos, entre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">A GLICEMIA &#8216;REAL&#8217; E A GLICEMIA NO APARELHO</span></h4>
<p><strong>Como todo sensor, existe um “atraso” entre a medição do Libre e a glicemia real</strong>. Isso acontece porque o líquido intersticial demora certo tempo para ser trocado, e portanto, é importante saber interpretar o que diz o leitor. Um atraso de <strong>quatro a cinco minutos</strong> é esperado, de acordo com a Abbott – o que é um bom valor, se considerarmos a interpretação correta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">TEMPO DE VIDA ÚTIL</span></h4>
<p>E, para os ansiosos de plantão&#8230; não, não dá pra usar durante mais de 14 dias. O Libre vem com morte programada de 14 dias. Depois disso, não há Cristo que o faça ressuscitar. Na tela do leitor, a cada vez que ele é ligado, aparece a mensagem dizendo quanto tempo resta até ser necessário trocar o sensor. Uma vez trocado o sensor, são mais 14 dias de menos picadas no dedo e glicemia medida a todo momento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>COMO COLOCO O FREESTYLE LIBRE?</strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">SERÁ QUE DÓI APLICAR O LIBRE?</span></h4>
<figure id="attachment_9327" aria-describedby="caption-attachment-9327" style="width: 350px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="wp-image-9327" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-conteúdo-da-embalagem.jpg" alt="FreeStyle Libre - conteúdo da embalagem" width="350" height="332" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-conteúdo-da-embalagem.jpg 500w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-conteúdo-da-embalagem-253x240.jpg 253w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption id="caption-attachment-9327" class="wp-caption-text">Conteúdo das caixas do leitor e do sensor do Libre. Vem até com algodão com álcool!</figcaption></figure>
<p>A aplicação é realmente indolor. <strong>De verdade</strong>. Para aqueles que usam<a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-2-melhores-resultados-com-bomba-de-insulina-do-que-com-multiplas-injecoes-diarias/"><strong> bomba de insulina</strong></a>, a aplicação de um cateter deve doer mais – e não estou exagerando.</p>
<p>O sistema é bem intuitivo, e quando abrimos a caixa, uma folha de início rápido – já comentei o quanto adoro isso? – cai nas nossas mãos. O vídeo a seguir mostra como é feita a aplicação e como é o aspecto do sensor.</p>
<p>E, apesar do adesivo forte, dá um pouco de medo de retirar do aplicador.</p>
<p>Veja abaixo como é feita a aplicação &#8211; simples, rápida e praticamente indolor.</p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>COMO É A EXPERIÊNCIA COM O FREESTYLE LIBRE?</strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">O DIA A DIA COM O NOVO APARELHO</span></h4>
<p><strong> </strong></p>
<p>Depois de colocar o sensor, são necessários 60 minutos de espera para que ele seja pareado com o leitor e possa começar a leitura. Nesses momentos, a ansiedade aumenta, mas acaba passando rápido. Depois disso, a leitura começa a ser feita, automaticamente a cada um (01) minuto, e os dados são guardados a cada quinze minutos. O resultado disso é um gráfico que pode ser visto tanto na tela do leitor quanto no computador, depois de baixar os dados via cabo USB (que vem incluso, aliás).</p>
<p><strong>Inicialmente, as variações entre a medida do Libre e a medida do glicosímetro podem variar até 15%. Depois das primeiras 12 horas, essa variação cai para cerca de 11%.</strong> Esse tempo de “aquecimento” é necessário em todos os sensores, e para ter certeza da variação, só mesmo calculando.</p>
<figure id="attachment_9328" aria-describedby="caption-attachment-9328" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9328 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-1.jpg" alt="FreeStyle Libre - medição de glicemia diabetes 1" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-1.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-1-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9328" class="wp-caption-text">Um exemplo de variação normal. A diferença entre o 119 e o 108 não passa dos 11% preconizados.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O único porém é que muitas vezes essa diferença pode alterar a conduta, especialmente em casos de <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-hipoglicemias-afetam-diretamente-o-coracao/"><strong>glicemias altas</strong></a> ou baixas. <strong>Em glicemias acima de 200mg/dl, uma variação de 10% equivale a meia unidade de insulina a mais ou a menos</strong>. Em alguns casos, pode ser a diferença entre o valor de hipoglicemia ou o valor normal&#8230; nessas horas, surge o <strong>sistema de flechas</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">O SISTEMA DE FLECHAS: MAIS SEGURANÇA PARA ACOMPANHAR AS MEDIÇÕES</span></h4>
<p>Essas flechas – você pode ver uma delas ao lado do valor numérico do Libre, nas imagens a seguir – indicam como a glicemia está se comportando. Ela pode estar caindo rapidamente – uma seta para baixo – caindo, estável – a flecha na horizontal – ou subindo, rapidamente ou não.</p>
<p>Então, se surge um valor próximo ao de uma hipoglicemia, com uma seta para baixo, podemos pensar que a glicemia “real” – e não a calculada – já está mais baixa do que o valor mostrado pelo Libre. <strong>Nesse caso, vale a pena medir no glicosímetro</strong>. Se surgir um valor próximo ao de hiperglicemia e mostrando uma seta para cima, é de se esperar que a glicemia esteja subindo – e portanto, vale a pena medir no glicosímetro para saber quanto corrigir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">PROBLEMAS DE MEDIÇÃO</span></h4>
<p>O Libre apresenta uma faixa de medição mais estreita do que a maioria dos glicosímetros. <strong>Enquanto os monitores “de sangue” em geral medem entre 20mg/dl e 600mg/dl, o Libre mede entre 40mg/dl e 300mg/dl</strong>. Acima ou abaixo disso, uma mensagem de “LO” ou “HI” é mostrada, e então, o valor deve ser confirmado.</p>
<p>Minha experiência com o Libre foi bastante interessante. Apesar do que todos diziam, da estabilidade e de não necessitar de calibração, perdi o sensor depois de oito dias de colocado. Percebi isso porque as variações batiam quase em 100% entre uma medição e outra, mantendo uma hipoglicemia constante – sem sintomas. Conclusão: falhas no dispositivo acontecem, SIM, como é de se esperar em qualquer produto. <span style="color: #008dc8;"><strong>E nesse caso, a Abbott oferece uma linha de atendimento ao cliente, com a opção de troca do sensor caso seja detectado um erro do produto</strong></span>.</p>
<figure id="attachment_9329" aria-describedby="caption-attachment-9329" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9329 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-2.jpg" alt="FreeStyle Libre - medição de glicemia diabetes 2" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-2.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-2-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9329" class="wp-caption-text">Quando detectamos o erro do sensor. Perceba os valores abaixo de 70mg/dl no gráfico, com uma diferença gritante para o glicosímetro. Nesses casos, confira no monitor com sangue e confie na ponta de dedo!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de trocar o sensor, percebi que a variação dele depois do “aquecimento” é realmente bem pequena. Isso tudo porque eu estava bastante reticente em relação ao sensor anterior. Quando a variação passa um pouco dos 11%, é preciso lembrar que o glicosímetro tradicional também apresenta uma variação de até 10% em relação à glicemia plasmática (medida no laboratório). Se não houver mudança no que fazer para corrigir, não há problemas.</p>
<figure id="attachment_9330" aria-describedby="caption-attachment-9330" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9330 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-3.jpg" alt="FreeStyle Libre - medição de glicemia diabetes 3" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-3.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-3-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9330" class="wp-caption-text">Um caso no qual a glicemia real possivelmente fosse 98mg/dl. A variação está dentro do esperado e não alterou a conduta tomada, então, tudo bem!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ressalvas à parte, alguns lotes do Libre parecem ter uma variação bem acima do esperado. Os motivos não são conhecidos. Na minha experiência, depois de algum tempo de uso as variações foram grandes o suficiente para alterar a conduta que seria tomada &#8211; bem acima dos 11% previstos na bula. Assim, é bastante complicado usar &#8220;apenas&#8221; o Libre, mesmo para rotineiros testes de glicemia. Veja algumas dessas diferenças nas imagens abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-9345 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-variações-de-medição-de-glicemia.jpg" alt="freestyle libre - variações de medição de glicemia" width="532" height="898" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-variações-de-medição-de-glicemia.jpg 532w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-variações-de-medição-de-glicemia-142x240.jpg 142w" sizes="(max-width: 532px) 100vw, 532px" /></p>
<p>Quanto à bateria do leitor – do aparelho onde as medidas aparecem – pode ficar tranquilo. É carregado na tomada, e cada carga dura em torno de quinze dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>VANTAGENS E DESVANTAGENS DO FREESTYLE LIBRE</strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">OS PONTOS FORTES E FRACOS DO NOVO MEDIDOR</span><strong> </strong></h4>
<p><strong>O Libre tem muitas vantagens</strong>. A principal delas é a possibilidade de não precisar de furos constantes no corpo para medir a glicemia. Outra delas é a capacidade de criar gráficos, médias e estatísticas de variação – inclusive de <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/"><strong>hemoglobina glicada</strong></a> – a partir do software. Ele é bastante discreto e indolor. O adesivo aguentou bem os 14 dias, o que foi uma alegria, mesmo sendo exposto à atividade física, noites de plantão, banhos&#8230;</p>
<ul>
<li><strong>Evita picadas constantes para tirar sangue</strong></li>
<li><strong>Exibição de dados de glicemia de maneira prática e simples de entender</strong></li>
<li><strong>Discreto</strong></li>
<li><strong>Aplicação indolor</strong></li>
<li><strong>Adesivo poderoso, aguenta banhos e atividades físicas</strong></li>
<li><strong>Usa as tiras do Optium</strong></li>
<li><strong>Mede a presença de cetonas</strong></li>
</ul>
<p>O Libre também usa tiras do Optium, o monitor da Abbott, para checar a glicemia <strong>e também a presença de cetonas</strong>. Isso faz do Libre um produto único no Brasil.</p>
<p>Mas nem tudo são flores. Algumas desvantagens incluem a perda de dados do sensor,a tela sensível ao toque não ter uma sensibilidade tão boa assim, o adesivo do sensor ser <strong><em>tão</em></strong> bom que custa a sair da pele, a impossibilidade, no momento, de estabelecer mais de uma faixa-alvo – dos valores considerados “dentro do alvo”, por exemplo, antes e depois de comer ou durante a madrugada –, a ausência de alarmes (entre outras coisas, para que a bateria não acabe antes dos 14 dias) e o fato de ser confundido com adesivos de nicotina. Sugeri, inclusive, à Abbott incluir um estojo de canetinhas para personalizar o Libre&#8230; mas talvez – só “talvez” – essa ideia não decole&#8230;</p>
<p>As principais desvantagens foram a incerteza sobre a perda do sensor, que me deixou durante algumas horas chateado quanto aos resultados, e as variações que eventualmente observei entre a glicemia indicada no Libre e no glicosímetro. Porém, é questão de tempo para que melhorem o produto, fazendo com que ele mostre alguma mensagem de erro quando o sensor apresentar defeitos e aprimorando a maneira como as leituras de glicemia são realizadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">MELHORIAS A CAMINHO?</span></h4>
<p>A Abbott foi bastante honesta ao dizer que o Libre passará por melhorias com o decorrer do tempo. Existem planos para um <strong>LibrePro</strong>, para que os médicos e hospitais tenham um <strong>leitor universal de glicemia</strong>, para terem os dados dos sensores de seus pacientes; uma memória expandida, para guardar todos os dados dos 14 dias; um sensor menor e com menos variação&#8230; mas as vantagens do Libre atualmente já compensam as desvantagens.</p>
<p>Pelo pareamento sem fio, existe a possibilidade de hackear o Libre, assim como <a href="http://www.diabeticool.com/hackers-podem-invadir-um-pancreas-artificial/">bombas de insulina já foram hackeadas</a>. Então, é de se imaginar que algum doido nesse mundo consiga quebrar a criptografia e preparar um alarme para tocar todas as vezes que o Libre detectar uma glicemia alta ou baixa. Lembrando que esse tipo de coisa invalida a garantia do sensor!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>COMO ADQUIRIR O FREESTYLE LIBRE?</strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">OS MOTIVOS DA VENDA EXCLUSIVA PELA INTERNET</span></h4>
<p>O Libre será comercializado <em>apenas via internet</em>, mediante cadastro com o CPF do comprador, para evitar compras absurdas que acabem com o estoque da Abbott – o que aconteceu na Europa! Assim sendo, quem comprar o Libre no Brasil terá o direito de recompra via internet garantido&#8230;</p>
<p>&#8230;e quem comprou na Europa vai ter que comprar de novo, pegando uma nova “fila digital” para comprar. Não é possível furar essa fila.</p>
<p>Antes de sair comprando e utilizando o Libre, converse com a sua equipe médica sobre o assunto. De nada adianta ter um dispositivo fantástico que ninguém sabe usar. Apesar de ainda não ser indicado em bula, é possível discutir com a sua equipe de saúde o uso em outros lugares do corpo que não sejam os braços e seu uso em crianças.</p>
<p>O Libre será comercializado a partir de Junho de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>AVALIAÇÃO FINAL DO FREESTYLE LIBRE</strong></span></h2>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9343" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/diabetes-nota-torrões-de-açúcar-3-de-5.jpg" alt="diabetes nota torrões de açúcar 3 de 5" width="800" height="109" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/diabetes-nota-torrões-de-açúcar-3-de-5.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/diabetes-nota-torrões-de-açúcar-3-de-5-415x57.jpg 415w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Avaliação final: <strong>três de cinco torrões de açúcar</strong>! Ainda existe o que melhorar, mas, para o presente momento, o produto é útil e tem potencial de, um dia, nos ajudar a acompanhar a glicemia com mais praticidade.</p>
<p>Em relação às variações de medição, a Abbott entrou em contato conosco e reconheceu que possivelmente exista um problema com as leituras. Assim, pediram os dados e prometeram analisar com calma. Apesar de tudo, a explicação dada é que essas falhas não eram esperadas nos testes de qualidade, e que vão rever os lotes e os sensores para detectar qual é o problema. Assim que tivermos um posicionamento da empresa em relação ao tema atualizaremos a matéria.</p>
<p>Forte abraço, e até a próxima!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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		<title>Recado para pais e mães: diabetes exige independência!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 21:56:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[acampamentos de diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[pais e filhos]]></category>
		<category><![CDATA[teste de glicemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tão importante quanto auxiliar os filhos a cuidar bem da saúde é ensiná-los a tratar o diabetes por conta própria, explica Ronaldo Wieselberg.   Recentemente li um texto do Dr. Walter Minicucci, no qual ele contava a história de um de seus pacientes. Naquele texto, ele contava da resistência do então menino às aplicações de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tão importante quanto auxiliar os filhos a cuidar bem da saúde é ensiná-los a tratar o diabetes por conta própria, explica Ronaldo Wieselberg.</em></p>
<p><span id="more-9238"></span></p>
<p><strong><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9245" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/diabetes-exige-independencia-das-crianças.jpg" alt="diabetes exige independencia das crianças" width="800" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/diabetes-exige-independencia-das-crianças.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/diabetes-exige-independencia-das-crianças-349x240.jpg 349w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/diabetes-exige-independencia-das-crianças-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /> </strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>ecentemente li um texto do Dr. Walter Minicucci, no qual ele contava a história de um de seus pacientes. Naquele texto, ele contava da resistência do então menino às aplicações de insulina e aos testes de glicemia. Com a dedicação da mãe, o menino cresceu, agora tem uma <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/">hemoglobina glicada de 7,1%</a></strong>, adequado provavelmente à sua faixa etária, mas continua <em>dependendo dos pais para as aplicações de insulina</em>. O Dr. Minicucci, então, conclui que é necessária a dedicação de uma figura familiar, assim como a mãe de seu paciente o fez.</p>
<p>Permito-me discordar do Dr. Minicucci.</p>
<p>Algo que percebo entre os profissionais de saúde que tratam pessoas com diabetes tipo 1 é a <strong>dificuldade de lidar com a família</strong>. Isso faz bastante sentido, já que essa “realidade” de pessoas com diabetes tipo 1 chegando à idade adulta de maneira saudável, sem complicações, sem depender de ninguém, é algo relativamente novo. A prova disso é que “ainda” – percebam as aspas – admiramos pessoas que chegam aos cinquenta, sessenta, setenta anos com diabetes&#8230; e sem nenhuma complicação!</p>
<p>Oras, se esse fosse o padrão, não precisaríamos admirar ninguém, concordam? <strong>A inspiração vem daquilo que é diferente, daquilo que almejamos</strong>. Quando todos chegamos ao mesmo objetivo, ele deixa de ser objeto de desejo. E é isso que esperamos que aconteça com o diabetes! Todos, curados ou muito bem tratados, com oitenta, noventa, cem anos de diabetes, e sem nenhuma complicação!</p>
<p>Para que todas as pessoas que convivem com o diabetes cheguem a idades avançadas bem de saúde, uma coisa é essencial: que elas próprias saibam se cuidar. E não tem jeito: a única maneira de aprender é começar desde cedo, empenhando-se no controle da saúde.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>QUEM É RESPONSÁVEL POR CUIDAR DO DIABETES?</strong></span><strong> </strong></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> que acontecia antigamente era a pessoa com diabetes, devido às limitações do tratamento da época, frequentemente desenvolver alguma complicação. Então, ela passava a depender de um cuidador – frequentemente, a mãe. Esse cuidador, então, perfazia todos os cuidados, tomava todas as decisões&#8230; em resumo, <strong>a vida da pessoa dependia desse cuidador</strong>.</p>
<p>Até agora, o que muitos dos profissionais de saúde fazem é exatamente isso. <strong>Inconscientemente</strong>, passam para os pais da criança recém-diagnosticada que ela deve fazer tudo pelo cuidado do filho&#8230; para sempre.</p>
<p>Laços de paternidade são, possivelmente, a coisa mais forte criada pela natureza para garantir que qualquer espécie sobreviva. Mães que viram carros para salvar filhos; pais que lutam com animais selvagens para resgatar uma criança&#8230; são vários os relatos. Nossos cérebros entendem que os filhos são a coisa mais valiosa da vida desde o começo. Até que eles atinjam a idade adulta e possam caminhar por si só.</p>
<p>E finalmente, chegamos ao diabetes. Uma doença crônica, que em breve <strong><a href="http://www.diabeticool.com/numeros-do-diabetes/">afetará uma em cada onze pessoas no mundo</a></strong>. Não tem cura e, se não for tratada corretamente, pode levar à cegueira, amputações&#8230; um mundo de tragédias que ninguém deseja. Vamos, agora, somar todos os fatores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>O QUE ACONTECE COM OS FILHOS QUANDO TÊM DE SE VIRAR POR CONTA PRÓPRIA?</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >P</span>ais que naturalmente fariam tudo por seus filhos. Profissionais que inconscientemente transmitem a mensagem de que o cuidado da pessoa com diabetes depende do cuidador. Uma constelação de horrores caso o cuidado seja deixado de lado. Uma criança que não sabe como se cuidar. Resultado&#8230;? Você já pode imaginar.</p>
<p>Muitos pais trocam tudo pelo bem estar dos filhos. E não é no sentido figurado da palavra, muito menos só no Brasil. Almejando o “controle ótimo” dos filhos, muitos pais nos Estados Unidos deixam os empregos sob a ameaça de que lhes tirem os filhos por maus tratos. No Brasil, muitas mães trocam suas carreiras e empregos por alguma alternativa que <strong><a href="http://www.diabeticool.com/mae-abandona-emprego-para-cuidar-de-filha-pequena-com-diabetes/">permita que elas apliquem insulina</a></strong> e façam todos os testes de glicemia – e muitas vezes, não apenas na primeira infância dos rebentos.</p>
<figure id="attachment_9243" aria-describedby="caption-attachment-9243" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9243" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/ensinar-a-criança-a-medir-a-própria-glicemia.jpg" alt="ensinar a criança a medir a própria glicemia" width="650" height="434" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/ensinar-a-criança-a-medir-a-própria-glicemia.jpg 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/ensinar-a-criança-a-medir-a-própria-glicemia-359x240.jpg 359w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption id="caption-attachment-9243" class="wp-caption-text">Um dos focos dos acampamentos de diabetes (saiba mais abaixo) é ensinar as crianças a medir e corrigir a própria glicemia.</figcaption></figure>
<p>Quando os filhos vão crescendo e tendo mais independência, não há problemas. O problema é que alguns se acomodam, outros se incomodam com a situação. Alguns filhos deixam os cuidados com a saúde inteiramente nas mãos dos pais. Outros querem independência, porém encontram dificuldades na hora de corrigir a glicemia, pois não tinham experiência prévia de como fazer isso.</p>
<p>Histórias desse tipo são muito comuns. Vamos pensar em alguns casos&#8230;</p>
<ul>
<li>Imagine uma criança que nunca precisou se preocupar com <strong><a href="http://www.diabeticool.com/hipoglicemia-noturna-voce-avisa-seu-medico-quando-ela-acontece/">correção para hipoglicemia</a></strong>, já que a mãe sempre tinha biscoitos na bolsa. Nunca precisou se importar com aplicações de insulina, pois a mãe preparava todas as doses e as aplicava. Nunca se preocupou em carregar o monitor de glicemia, já que estava sempre com a mãe. Como essa criança, ao crescer, se conscientizaria de que agora <em>ela</em>, como jovem adulto, precisa carregar sempre consigo monitor de glicemia, correção para hipoglicemias e insulina? Deixar que ela aprenda com seus erros, apenas na hora em que a mãe não estiver mais ali, fazendo ainda mais traumático esse rompimento?</li>
</ul>
<ul>
<li>Um jovem adolescente, cuja mãe sempre fez tudo, agora quer sair com uma menina, com quem está se envolvendo romanticamente. Faz sentido ele levar a mãe junto para o encontro? Imagino a situação&#8230;</li>
</ul>
<ul>
<li>O mesmo jovem do exemplo anterior sente-se excluído do grupo de colegas da escola, uma vez que em todos os intervalos e refeições precisa sair de suas atividades para que a mãe aplique a insulina. Para um jovem em formação, a validação do grupo é algo absurdamente necessário. O controle do diabetes, desse jeito, passa a ser um estigma, e muitos acabam descuidando da saúde em busca de ‘aceitação’.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>FAMÍLIAS ESCLARECIDAS = FILHOS SAUDÁVEIS</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >P</span>articularmente, acredito que nós, como profissionais de saúde, deixamos muito a desejar no suporte à família. Uma família esclarecida entende que não estará ali para sempre – afinal, imortalidade me parece muito chato! – e que a criança, hora ou outra, alçará voo com suas próprias asas. Faculdade em outra cidade, dormir na casa da namorada, viajar para congressos&#8230; em algum momento, as vidas serão&#8230; delas!</p>
<blockquote><p>“Será que o controle ótimo do diabetes vale essa “bolha” na qual muitas crianças são colocadas, com a melhor das intenções?”</p></blockquote>
<p>As crianças têm um potencial de aprendizado imenso. Tanto que aprendem várias línguas rapidamente, podem se tornar prodígios quando estimuladas da maneira correta – que o diga o professor Laszlo Polgár, que transformou as três filhas em formidáveis jogadoras de xadrez para provar sua teoria! – e esta é uma característica normalmente menosprezada. Da mesma forma que muitos profissionais de saúde não comentam sobre as doenças que seus pacientes têm, com a ideia de que “não entenderiam”, muitos pais tomam para si, indefinidamente, as responsabilidades do diabetes.</p>
<p>Será que o controle ótimo do diabetes vale essa “bolha” na qual muitas crianças são colocadas, com a melhor das intenções? O que seria esse “controle ótimo”, afinal? Uma hemoglobina glicada dentro das metas recomendadas pelas sociedades científicas? A ausência de complicações? Será que uma criança com resultados “péssimos”, apesar de todos os esforços, não vai acabar mais desestimulada a se interessar pelo tratamento?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #01abe6;"><strong>ACAMPAMENTOS DE DIABETES: UMA IDÉIA POSITIVA PARA LIDAR COM OS DESAFIOS DO DIA A DIA</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >T</span>er um filho é um desafio à parte, e não existe uma resposta certa, absoluta, para essa situação. Nunca sabemos como vamos reagir às situações até que aconteçam, mas os <strong><a href="http://www.diabeticool.com/uma-nova-forca-lutando-pelo-diabetes-por-ronaldo-wieselberg/">acampamentos de diabetes</a></strong> nos oferecem valiosas informações sobre esse tema em especial&#8230; Muitas das crianças chegam lá desconhecendo o diabetes. E ali, existem pessoas capacitadas para cuidar delas: médicos, enfermeiros, e, sobretudo, monitores.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="NR1 26/01/16" width="850" height="478" src="https://www.youtube.com/embed/hMB4OZc6YNU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p>Nos acampamentos, jovens que já passaram pelas mesmas dificuldades das crianças cuidam delas e transmitem informação e confiança de um jeito amigável e descontraído, na linguagem certa – são os monitores.</p></blockquote>
<p>Os monitores cumprem um papel curioso. Às vezes, agem como os “pais” das crianças, quando os mandam para o banho, quando os acordam, quando os mandam arrumar o quarto. Em outros momentos, são amigos, quando estão em alguma atividade, jogando futebol ou agitando uma festa. Mas sempre, <em>sempre</em>, são exemplos. São exemplos de compreensão, exemplos de confiança e, mesmo que não saibam tudo sobre diabetes – aliás, quem sabe?! – estimulam a curiosidade das crianças.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9241" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-1.jpg" alt="acampamento de diabetes nas férias escolares 1" width="650" height="437" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-1.jpg 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-1-357x240.jpg 357w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Se por um lado os médicos, enfermeiros, educadores físicos, nutricionistas e psicólogos estão ali para adaptar o tratamento, garantir cuidados corretos, prover um gasto energético e uma ingesta alimentar saudáveis e compreender a criança com diabetes como um todo, criando um universo no qual haja segurança, por outro o monitor está ali estimulando a <em>exploração</em> desse universo.</p>
<p>Na hora de fazer o teste de glicemia, o monitor estimula a criança a fazê-lo sozinha, corrigindo se necessário – <strong>mas não realizando o teste por ela</strong>. Diante dos resultados, ele não os classifica como “ótimos” ou “péssimos”, mas como números que devem orientar uma decisão. Se estiver em hiperglicemia, <strong>pensam juntos no que pode ter ocasionado aquele resultado, para que a criança entenda a relação de causa e consequência do evento</strong>. Com a ajuda da equipe de nutrição, pensam no que vão comer e calculam, junto à equipe médica, a quantidade de insulina para aplicar. Com a ajuda da equipe de enfermagem, aprendem como preparar a dose na seringa ou caneta e como aplicar a insulina da maneira correta, virtualmente indolor. E o tempo todo, o monitor está junto, transmitindo a confiança de que fará tudo <em>com</em> a criança, mas não fará <em>pela</em> criança.</p>
<figure id="attachment_9242" aria-describedby="caption-attachment-9242" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9242" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-2.jpg" alt="acampamento de diabetes nas férias escolares 2" width="650" height="434" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-2.jpg 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-2-359x240.jpg 359w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption id="caption-attachment-9242" class="wp-caption-text">A importância de comer bem é sempre destaque na hora das refeições.</figcaption></figure>
<p>Não é à toa que muitas crianças sentem muitas saudades dos monitores. Algumas delas são tão tocadas pelos exemplos que decidem, inclusive, se tornar também monitores.<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>PAIS E MÉDICOS UNIDOS PELA SAÚDE DAS CRIANÇAS</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>e, por um lado, os pais precisam de fato tomar a responsabilidade dos cuidados quando a criança é muito pequena, de outro devem <strong>fornecer o ambiente para que a criança se desenvolva</strong>. Esse ambiente não é criado artificialmente, em acampamentos. <strong>Ele nasce do relacionamento sadio com os profissionais de saúde, que orientam os pais para que estes saibam como agir diante do crescimento da criança</strong>. O profissional deve orientar a família, e não apenas conduzi-la.</p>
<blockquote><p>“(Os pais) devem fornecer o ambiente para que a criança se desenvolva”</p></blockquote>
<p>Meu saudoso professor de Anatomia, Dr. João Carillo, dizia que “o médico era o conselheiro da família”. Está na hora de repensarmos essa frase e entender o núcleo familiar inteiro, não apenas focando no valor da glicada e se há um “cuidador dedicado”. Como diria outro dos meus professores, desta vez, de Clínica Médica, Dr. Valdir Golin, “bons profissionais já fazem isso há tempos”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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		<item>
		<title>Novembro Azul – O que VOCÊ pode fazer pelo Diabetes?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/novembro-azul-o-que-voce-pode-fazer-pelo-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2015 16:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial do Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[diabéticos]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro Azul]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=9098</guid>

					<description><![CDATA[<p>Novembro é o mês do diabetes, aqui no Brasil e ao redor do mundo. Saiba o que você mesmo pode fazer para dar força à data neste texto de Ronaldo Wieselberg. Novembro é o mês escolhido para dar notoriedade ao diabetes ao redor do mundo (não, não é o mês de conscientização do câncer de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novembro é o mês do diabetes, aqui no Brasil e ao redor do mundo. Saiba o que você mesmo pode fazer para dar força à data neste texto de Ronaldo Wieselberg.</em><br />
<span id="more-9098"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>ovembro é o mês escolhido para dar notoriedade ao diabetes ao redor do mundo (não, não é o mês de conscientização do câncer de próstata – isso só acontece no Brasil!).</p>
<p>A cor escolhida para o mês de novembro é o <span style="color: #008ec8;"><strong>azul</strong></span>, a cor do céu, que fica sobre nossas cabeças e é a cor escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O símbolo é um círculo azul, uma vez que precisa ser simples o suficiente para que qualquer criança com giz de cera consiga desenhá-lo.</p>
<p>Tudo isso porque o diabetes está em todo lugar, sob o céu, e afeta a todos, independente da idade ou capacidade intelectual.</p>
<p>Quem diria que um círculo azul significaria tanto, não?!</p>
<p>Pois então, durante o Novembro Azul, todas as pessoas – com e sem diabetes – têm sua atenção chamada para o diabetes. E o que você, caro leitor, pode fazer? Neste texto, vamos colocar algumas sugestões para que você também possa participar, da maneira que mais lhe agradar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>COMO AJUDAR? SUGESTÕES FACÍLIMAS</strong></span></h3>
<p>Estas sugestões são muito fáceis. Tanto que dependem apenas de você e de um pouquinho de boa vontade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Vista Azul</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 60px;">A cor azul é a cor do diabetes, então, sair durante o mês de novembro com uma peça de roupa azul – principalmente às sextas! – é apoiar a causa! Camisetas azuis, casacos azuis – ok, estamos numa estação quente&#8230; –, e o que mais a moda permitir servem!</p>
<p style="padding-left: 60px;"><a href="https://www.facebook.com/sextazul/?fref=ts">Saiba mais clicando aqui</a>!</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Deixe de usar a palavra “diabético” e abrace quem usar a palavra!</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 60px;">Pode não parecer, porém mais de 40% das pessoas com diabetes não gostam – inclusive, sentem-se incomodadas! – de que as chamem de “diabético(a)”. <strong>Somos mais do que a doença, e portanto, não devemos ser “rotulados” por ela</strong> – por exemplo, não chamamos ninguém de “aidético”, “leproso”, “sifilítico” sem parecer, no mínimo, ofensivo concorda?</p>
<p style="padding-left: 60px;">Então, há algum tempo, a Federação Internacional de Diabetes (IDF) lançou diretrizes para começar a eliminar essa palavra dos nossos vocabulários. E aqui no Brasil, uma campanha para abraçar as pessoas que usam a palavra “diabético” tomou forma.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Em vez de criticar, por que não abraçar e explicar o motivo de não usar? Muito mais carinhoso e eficaz, não?!</p>
<p style="padding-left: 60px;"><a href="https://www.facebook.com/AbracoAzulPeloDiabetes/?fref=ts">Saiba mais clicando aqui</a>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>SUGESTÕES FÁCEIS</strong></span></h3>
<p>Tudo bem, apesar de fáceis, essas sugestões já dependem de algumas preparações prévias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Ofereça-se para ajudar em uma campanha de diabetes!</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 60px;">Muitas associações fazem eventos ao longo do mês inteiro. Você não precisa ser um profissional de saúde para ajudar – basta ter boa vontade!</p>
<p style="padding-left: 60px;">Conheça algumas <a href="https://www.facebook.com/ADJDiabetesBrasil/photos/a.10150165549507207.308813.296316092206/10153640969637207/?type=3">campanhas em São Paulo clicando aqui</a>!</p>
<p style="padding-left: 60px;">P.S.: Existem campanhas em quase todas as cidades do Brasil!</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Participe dos eventos do Novembro Azul!</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 60px;">Assim como existem as campanhas, várias associações fazem eventos em prol do diabetes. Shows, caminhadas, cafés da manhã temáticos&#8230; Elas estão espalhadas por todo o Brasil! Procure outras na sua cidade!</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Fale sobre o diabetes para alguém!</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 60px;">Para falar do diabetes com propriedade é necessário um bocado de estudo. Então, caso você não tenha tanto acesso a livros – como o <em>Tenho Diabetes Tipo 1 E Agora</em> ou <em>Diabetes: Conheça Mais e Viva Melhor</em> (ambos do Dr. Mark Barone), por exemplo –, você pode indicar sites confiáveis para as pessoas e discutir sem se prender às “verdades absolutas” – que são mutáveis, principalmente em se tratando e saúde.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Alguns sites bons são o site da SBD, blogs como Tenho Diabetes Tipo 1 E Agora, e o próprio <strong><a href="http://www.diabeticool.com">Diabeticool</a></strong>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>SUGESTÕES – NÍVEL <span style="color: #ff6600;">MÉDIO</span>!</strong></span></h3>
<p>Talvez aqui o preparo comece a ser cansativo. Mas, em se tratando de uma causa nobre, tudo val a pena!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Ilumine um monumento de azul!</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 60px;">A campanha <em>“Bring Diabetes to Light”</em>, da IDF, ilumina monumentos de azul. Alguns pontos no Brasil que já entraram nessa campanha foram o Cristo Redentor, o Maracanã, entre outros.</p>
<figure id="attachment_9102" aria-describedby="caption-attachment-9102" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9102" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/11/Cristo-redentor-azul.jpg" alt="Cristo redentor azul" width="600" height="399" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/11/Cristo-redentor-azul.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/11/Cristo-redentor-azul-361x240.jpg 361w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9102" class="wp-caption-text">Iluminar monumentos de azul no mês de novembro é uma boa pedida para chamar a atenção da população para uma causa nobre.</figcaption></figure>
<p style="padding-left: 60px;">Então, que tal pensar em fazer isso perto de você? Sabe aquela praça perto de casa, bem frequentada pelos moradores do bairro, e que tem holofotes poderosos?</p>
<p style="padding-left: 60px;">Que tal conversar com a associação de moradores do bairro e, munido de papel celofane azul, “encapar” os holofotes, iluminando a praça de azul? Sua imaginação é o limite!</p>
<p style="padding-left: 60px;">Saiba mais sobre a <span class="removed_link" title="https://www.idf.org/sites/default/files/attachments/WDD-blue-lighting-guide-update.pdf">campanha da IDF clicando aqui</span>! (Em inglês)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Cuide-se!</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 60px;">Apesar de parecer “facílimo”, sabemos que cuidar de si mesmo nos dias atuais é bem difícil – portanto, como uma média, ela entra na categoria de médios. Mas, que tal usar o Novembro Azul para influenciar aqueles ao seu redor a mudarem seu estilo de vida?</p>
<p style="padding-left: 60px;">Comer de maneira saudável, praticar um exercício físico acompanhado com frequência e ir ao médico regularmente são atitudes imprescindíveis para prevenir o aparecimento do diabetes tipo 2 – e portanto, frear a <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tuberculose-epidemia-silenciosa-e-desconhecida/">epidemia de diabetes</a> no mundo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>SUGESTÕES MAIS <span style="color: #ff0000;">DIFÍCEIS</span>!</strong></span></h3>
<p>Desafiadores e exigindo um preparo com uma rede de conversas, estas sugestões podem ser feitas – mas não sem trabalho!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Organize uma atividade!</strong></span></h4>
<p style="padding-left: 60px;">Diferente de simplesmente participar, <em>organizar</em> uma atividade em prol do diabetes vale muito a pena. Porém, envolve uma ideia – um flashmob, uma campanha de detecção –, um local – um parque, um clube de xadrez – e conversa com as pessoas responsáveis.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Se for um flashmob, você precisará conversar com as pessoas que participarão, combinando quando e onde vão se encontrar, além de combinar o que será feito exatamente. Se for uma campanha de detecção, precisará encontrar profissionais de saúde que façam os testes, conversar com o responsável pelo local, conseguir o material para testes e uma maneira de descartá-lo de maneira segura&#8230;</p>
<p style="padding-left: 60px;">É claro, são atividades que trazem MUITA satisfação quando realizadas&#8230; Mas em contrapartida, são um tanto quanto trabalhosas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>SUGESTÕES: NÍVEL <span style="color: #993366;">DIFICÍLIMO</span>!!</strong></span></h3>
<p>Tudo bem. Esta categoria é para aquele tipo de coisa que você pode tentar fazer, mas o trabalho para conseguir cumpri-la é bem grande. Como consequência, ao realizá-la, a satisfação será enorme!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 30px;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Coloque um pin do círculo azul em uma personalidade!</strong></span></h4>
<figure id="attachment_9103" aria-describedby="caption-attachment-9103" style="width: 338px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class=" wp-image-9103" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/11/tatuagem-circulo-azul-do-diabetes.jpg" alt="tatuagem circulo azul do diabetes" width="338" height="390" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/11/tatuagem-circulo-azul-do-diabetes.jpg 531w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/11/tatuagem-circulo-azul-do-diabetes-208x240.jpg 208w" sizes="(max-width: 338px) 100vw, 338px" /><figcaption id="caption-attachment-9103" class="wp-caption-text">Pins e tatuagens do círculo azul já fazem parte do dia-a-dia de muita gente.</figcaption></figure>
<p style="padding-left: 60px;">Não é tão trabalhoso assim. A IDF vende pins com o círculo azul – e muitas associações também os fornecem! – e faz uma campanha para que personalidades recebam os pins para que chamem a atenção para a causa do diabetes.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Aqui entra o trabalho: conhecer alguém famoso para entregar o pin.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Em tempo: essa missão foi parcialmente cumprida por mim, em 2011 – quando conheci o ex-campeão mundial de xadrez Garry Kasparov. Ele ganhou o pin que eu dei a ele&#8230; mas ainda nunca o vi usando.</p>
<p style="padding-left: 60px;">Será que esse ano eu o convenço?</p>
<p style="padding-left: 60px;">Saiba mais sobre a <span class="removed_link" title="http://www.idf.org/pin-a-personality-gallery">campanha da IDF clicando aqui</span>! (Em Inglês)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estas são apenas algumas sugestões para o mês de novembro – e principalmente para o dia 14 de Novembro, o <a href="http://www.diabeticool.com/dia-mundial-do-diabetes-2015-adj-marca-presenca-nas-comemoracoes/">Dia Mundial do Diabetes</a>! – mas, claro que existem outras que não foram contempladas.</p>
<p>Tire fotos, fale sobre o diabetes no seu trabalho&#8230; Tudo vale para chamar a atenção para esse tema tão importante!!!</p>
<p>Forte abraço, e boas campanhas!!!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Obesidade e Diabetes &#8211; uma Relação de Amor e Ódio!</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/obesidade-e-diabetes-uma-relacao-de-amor-e-odio/</link>
					<comments>https://www.diabeticool.com/obesidade-e-diabetes-uma-relacao-de-amor-e-odio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2015 14:53:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[IMC]]></category>
		<category><![CDATA[índice de massa corporal]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[sobrepeso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabia que a obesidade pode ser tanto a causa do diabetes tipo 2 quanto surgir por causa do diabetes? Entenda a relação entre peso, a obesidade e diabetes. Por Ronaldo Wieselberg, Jovem Líder em Diabetes pela International Diabetes Federation   No dia 11 de outubro &#8211; ou seja, daqui dois dias! &#8211; é o Dia &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sabia que a obesidade pode ser tanto a causa do diabetes tipo 2 quanto surgir por causa do diabetes? Entenda a relação entre peso, a obesidade e diabetes.</em><br />
<span id="more-9047"></span></p>
 Controle do peso: um desafio enfrentado por bilhões de pessoas em todo o mundo.
<p><span style="color: #008ec8;"><strong>Por Ronaldo Wieselberg, Jovem Líder em Diabetes pela International Diabetes Federation</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>o dia 11 de outubro &#8211; ou seja, daqui dois dias! &#8211; é o <strong>Dia de Combate à Obesidade</strong> ao redor do mundo. Na América Latina, a data existe desde 1998, mas em 2015 será a primeira vez que ela se torna mundial. Você pode encontrar mais informações sobre isso em <a href="http://www.worldobesity.org">worldobesity.org</a> (em inglês).</p>
<p>Mas o que obesidade tem a ver com diabetes?</p>
<p>Para início de conversa, vamos estabelecer o conceito de obesidade na nossa mente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), obesidade é o acúmulo de gordura corporal. Para determinar se a pessoa tem ou não obesidade, usamos o critério do <strong>Índice de Massa Corporal</strong> (IMC), encontrado ao dividir o peso &#8211; em quilogramas &#8211; pela altura multiplicada por ela mesma &#8211; em metros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>DESCOBRINDO SEU PESO IDEAL</strong></span></h3>
[pullquote]DICA PARA CALCULAR FÁCIL O IMC: pegue uma calculadora e digite seu peso. Divida pela altura (um metro e setenta fica “1.70” na calculadora!) e aperte duas vezes o botão de igual. Pronto! O resultado é seu IMC.[/pullquote]
<span class="bdaia-shory-dropcap" >D</span>ando um exemplo prático, e calculando o meu IMC&#8230; Tenho 62kg e 1,69m. Então, o meu IMC é igual a 62 dividido por 1,69&#215;1,69, portanto, meu IMC é de 21,7kg/m².</p>
<p>O IMC considerado normal é aquele que varia entre 18,5 e 24,9. Entre 25 e 29,9, consideramos que a pessoa tem sobrepeso. E, a partir de 30, consideramos que a pessoa tem obesidade.</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">+</span> <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/indice-de-massa-corporal-imc/">Saiba mais sobre o IMC</a>,<span style="color: #ff6600;"> como calcular e quais são as faixas saudáveis aqui</span>!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Importante dizer que obesidade não é &#8220;falta de vergonha na cara&#8221;. Existe um <strong>componente genético</strong> bastante grande, associado aos hábitos cotidianos &#8211; de <strong>alimentação pouco saudável</strong> e <strong>sedentarismo</strong>. Obesidade é uma doença que, somada ao sobrepeso, afeta mais de setenta milhões de pessoas no Brasil &#8211; ou seja, uma em cada três!</p>
<p>Como se não bastasse, a obesidade em geral vem acompanhada de outros problemas, como a hipertensão e problemas de colesterol e triglicérides &#8211; que somados à glicemia alterada (seja diabetes ou pré-diabetes) e ao tamanho aumentado da circunferência abdominal (medida na altura do umbigo; aproximadamente 80cm para mulheres e 94cm para homens) causam a chamada &#8220;<strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/sindrome-metabolica/">síndrome metabólica</a></strong>&#8220;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>OBESIDADE COMO CAUSA E CONSEQUÊNCIA DO DIABETES TIPO 2</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >V</span>oltando à relação entre obesidade e diabetes, vamos observar que ela pode tanto ser uma <em>causa</em> do diabetes &#8211; no caso do tipo 2 &#8211; ou até mesmo uma <em>consequência</em> &#8211; nos casos de diabetes em que a pessoa usa insulina, veremos isso em detalhes.</p>
<p>Vamos começar olhando a obesidade como <strong>causa</strong>. Normalmente, a gordura se acumula em dois lugares do nosso corpo: no tecido subcutâneo, abaixo da pele, e ao redor das vísceras abdominais (fígado e intestinos). Essa gordura produz substâncias que aumentam a resistência das células à ação da insulina, e com o passar do tempo, o pâncreas acaba diminuindo a quantidade de insulina que produz, levando ao <a href="http://www.diabeticool.com/qual-a-relacao-entre-efeito-sanfona-e-diabetes-tipo-2/">diabetes tipo 2</a>.</p>
<p>Como <strong>consequência</strong>, precisamos lembrar que a insulina é um hormônio que favorece o ganho de peso. Portanto, o excesso de insulina pode levar à obesidade &#8211; especialmente em indivíduos que fazem contagem de carboidratos e que, ao considerarem que têm uma dieta &#8220;liberada&#8221;, comem muito &#8211; e de maneira pouco saudável &#8211; e não gastam essas calorias &#8220;extras&#8221; com atividade física. Isso pode acontecer com pessoas que têm diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-mody/">diabetes MODY</a>&#8230; independe do tipo de diabetes: depende do uso da insulina, da alimentação e da prática de atividade física.</p>
 Pode parecer clichê, mas é verdade: alimentação saudável e exercício são a melhor maneira de evitar a obesidade.
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>COMO EVITAR A OBESIDADE?</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>imples: <strong>alimentação saudável</strong> e <strong>prática de atividade física</strong>.</p>
<p>Uma dieta com cerca de 2.000kcal e 150 minutos de atividade física semanal &#8211; 20 minutos diários, em média &#8211; é o suficiente para evitar a obesidade.</p>
<p>Acompanhamento de uma nutricionista e de um educador físico é indispensável para adequar estes bons hábitos à sua rotina de maneira saudável.</p>
<p>Evitar a obesidade melhora o controle do diabetes, diminui as necessidades de insulina &#8211; em pessoas que já têm diabetes &#8211; e diminui o risco de problemas cardiovasculares &#8211; ainda hoje a principal causa de mortalidade no mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vamos nos exercitar, então?</p>
<p>Forte abraço e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Diabetes tipo 1: um desafio a ser superado pelas crianças e pelos pais</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-um-desafio-a-ser-superado-pelas-criancas-e-pelos-pais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2015 21:27:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[contagem de carboidratos]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[mâes e filhos]]></category>
		<category><![CDATA[NPH]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo Wieselber]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=9008</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em um texto emocionante, Ronaldo Wieselberg relembra sua história com o diabetes tipo 1, conta as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos e dá dicas de como superar os desafios. Texto por Ronaldo Wieselberg ​Muita gente me pergunta se eu gosto de ter diabetes, devido ao meu envolvimento com o tema. A resposta é não, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em um texto emocionante, Ronaldo Wieselberg relembra sua história com o diabetes tipo 1, conta as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos e dá dicas de como superar os desafios.</em><br />
<span id="more-9008"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9027" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/a-crianca-esta-com-diabetes-tipo11.jpg" alt="a-crianca-esta-com-diabetes-tipo1" width="939" height="550" /></p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>Texto por Ronaldo Wieselberg</strong></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >​M</span>uita gente me pergunta se eu gosto de ter diabetes, devido ao meu envolvimento com o tema. A resposta é não, porque, oras, não é algo divertido ter que aplicar insulina, fazer testes várias vezes por dia&#8230; mas é algo com o que consigo conviver sem problemas. <strong>Hoje, quando me perguntam qual a melhor coisa que me aconteceu na vida, respondo que &#8220;depois de nascer, acho que foi ter diabetes&#8221;</strong>.</p>
<p>​Mas, claro, isso não aconteceu do nada. Vou contar a história de como isso aconteceu&#8230; Pegue a Coca-Cola Zero, o balde de pipocas e prepare a contagem de carboidratos!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>NO INÍCIO&#8230;O DIABETES</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >​E</span>u nasci em 1991, na época em que se amarrava cachorro com linguiça. Os mais velhos &#8211; errr&#8230; deixa pra lá! &#8211; devem se lembrar dessa época. Fernando Collor de Melo era o presidente, a inflação era maior do que a enfrentada hoje, a moeda era o Cruzeiro Novo (será?), e a situação do país era tenebrosa para quem&#8230; bom, na verdade era ruim pra todo o mundo!</p>
<p>​Na época, devido ao congelamento súbito das poupanças &#8211; e outros entraves da economia brasileira -, <strong>minha mãe perdeu o plano de saúde que tinha</strong>. E aí, onde seria possível fazer um pré-natal? Pois é. Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (guarde este nome!). Eu nasci ali mesmo.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9010" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-crianca.jpg" alt="ronaldo wieselberg crianca" width="675" height="392" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-crianca.jpg 675w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-crianca-413x240.jpg 413w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /></p>
<p>​Dois anos depois, minha mãe conta que eu tive uma otite (infecção na orelha) e, depois de algum tempo, comecei com um quadro de muita sede, muito xixi, e comecei a perder peso. Os pediatras diziam que era um quadro infeccioso simples, e que melhoraria com o tempo. <strong>Você já viu alguma história assim</strong>?</p>
<p>​Um belo dia &#8211; na verdade, 19 de setembro de 1993 -, <strong>eu simplesmente não acordei</strong>. Em pânico, minha mãe correu comigo para o hospital &#8211; já mencionado neste texto&#8230; &#8211; e o chefe do pronto-socorro da pediatria, naquele dia, era um endocrinologista pediátrico. Vendo o quadro, imediatamente solicitou um teste de glicemia&#8230; e, bingo!, <strong>o monitor não conseguia medir, de tão alta a glicemia</strong>. <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">Diabetes mellitus tipo 1</a>.</p>
<p>​<strong>Foram onze dias em coma</strong>. Onze dias durante os quais minha mãe dormiu com a cabeça apoiada nas grades do berço. Onze dias de incerteza. E, então, no décimo-segundo dia, minha mãe conta que acordou com uma mãozinha acariciando os cabelos dela. Eu tinha acordado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>COMO ERA CUIDAR DO DIABETES NA MINHA INFÂNCIA</strong></span></h3>
<p><strong><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-9026" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto.jpg" alt="ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto" width="350" height="350" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto.jpg 549w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto-150x150.jpg 150w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-diabetes-tipo-1-crianca-foto-240x240.jpg 240w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><span class="bdaia-shory-dropcap" >​<strong>D</strong></span>ali pra frente, a vida teve que mudar radicalmente</strong>. Eu adorava comer bisnaguinhas com manteiga e geleia no lanche da tarde, por exemplo, e tive que mudar para chá com adoçante e bolachas água-e-sal. <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-contagem-de-carboidratos/">Contagem de carboidratos</a>? Apesar de existir desde 1935 na Europa, só começou a ganhar força como terapia para o diabetes em 1994, depois de um grande trabalho sobre diabetes &#8211; o <em>Diabetes Control and Complications Trial</em>, o DCCT &#8211; e começou a ser usado de maneira isolada no Brasil em 1997. O que se aceitava em 1993 era a restrição e a proibição alimentar &#8211; que hoje sabemos não ser o mais efetivo!</p>
<p>​Aplicar insulina &#8211; na época, <a href="http://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/">NPH</a>, apenas, no esquema convencional de insulinização (ou seja, sem contar carboidratos, etc&#8230;) &#8211; era um tormento. <strong>Minha mãe tinha um medo terrível de me machucar</strong> &#8211; aliás, ia doer de qualquer forma, as agulhas não eram tão confortáveis assim&#8230;! &#8211; e sofria muito, apesar de entender que aquela era a minha necessidade número zero. Teste de glicemia? Desculpe, não. Só na urina, com as famigeradas <strong>Glicofitas</strong> &#8211; e usando uma comparação de cores que variava do &#8220;negativo&#8221; para o &#8220;4+&#8221;, nada prático, considerando que os resultados do teste correspondiam à glicemia de algumas horas antes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>TEMPOS DE MUDANÇAS</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >​O</span> tempo foi passando. Confesso não saber como era a vida sem diabetes, mas a minha memória mais remota em relação a isso vem de uns catorze ou quinze anos atrás &#8211; a memória falha quanto à data exata.</p>
<p>​No meio da madrugada, depois de um dia em que tinha passado mal depois de comer alguma coisa &#8211; que com toda a certeza não me lembro o que era &#8211; eu acordei com uma tremenda vontade de ir ao banheiro. Com certeza, minha glicemia estava nas alturas. Fui ao banheiro e, no caminho, ouvi uns sons esquisitos&#8230; nunca tive medo de &#8220;coisas&#8221; em casa, então, nem liguei &#8211; além do mais, minha bexiga ia explodir!</p>
<p>​Fiz o que tinha que fazer no banheiro e, criança curiosa que era, fui descobrir o que era aquele barulho. Não parecia televisão &#8211; mesmo porque estava tudo às escuras. Parecia&#8230; como se alguém estivesse gripado e fungando constantemente. No quarto da minha mãe, inclusive.</p>
<p>​Fui silenciosamente até lá, mas, antes mesmo de chegar à porta, entendi o que estava acontecendo. <strong>Minha mãe estava chorando</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>​Um arrepio passou pela minha espinha, e eu senti que não deveria ficar ali. Engoli em seco e voltei rápido para a cama e fiquei pensando no que tinha acontecido.</p>
<p>​A princípio, me senti culpado. Afinal, eu é que tinha comido aquilo que me fez passar mal, e portanto, feito minha mãe chorar. Mas, conforme a noite ia passando &#8211; e, claro, não conseguia voltar a dormir &#8211; eu cheguei a uma conclusão: não era minha culpa, tampouco culpa dela.</p>
<p><strong>​</strong><strong>A culpa era do diabetes.</strong></p>
<p>​<strong>Naquela noite eu prometi a mim mesmo que minha mãe nunca mais choraria por culpa do diabetes</strong>. E verdade seja dita, acho que quebrei a promessa algumas vezes&#8230;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9011" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013.jpg" alt="ronaldo wieselberg congresso internacional de diabetes IDF 2013" width="720" height="451" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013-383x240.jpg 383w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013-343x215.jpg 343w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-congresso-internacional-de-diabetes-IDF-2013-326x205.jpg 326w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></p>
<p>​&#8230;mas foram lágrimas de alegria. Lágrimas com o primeiro trabalho que fiz na área, em 2011; lágrimas pelo primeiro congresso internacional em 2013; tantas outras que poderia ficar aqui por um bom tempo &#8211; mas não gastarei o precioso tempo do leitor.</p>
<figure id="attachment_9017" aria-describedby="caption-attachment-9017" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9017" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-campanha-diabetes.jpg" alt="ronaldo wieselberg campanha diabetes" width="720" height="500" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-campanha-diabetes.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-campanha-diabetes-346x240.jpg 346w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-9017" class="wp-caption-text">Participar de campanhas educativas e de conscientização também ajuda a lidar melhor com o diabetes.</figcaption></figure>
<p><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-9015" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-namorada-240x240.jpg" alt="ronaldo wieselberg namorada" width="301" height="301" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-namorada-240x240.jpg 240w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-namorada-150x150.jpg 150w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/ronaldo-wieselberg-namorada.jpg 699w" sizes="(max-width: 301px) 100vw, 301px" />​Deixei de ver o diabetes como problema e passei a vê-lo como oportunidade. <strong>Nossos problemas em geral são do tamanho que damos a eles</strong>. Ao considerar o diabetes como uma oportunidade, tirei o peso de cima das minhas costas e das costas da minha mãe, claro.</p>
<p>​Hoje minha vida com diabetes é completamente normal. <a href="http://www.diabeticool.com/praticar-exercicios-facilita-controlar-a-glicemia-mesmo-que-voce-nao-perca-peso/">Pratico esportes</a>, saio com meus amigos e minha namorada, como o que tenho vontade &#8211; claro que com moderação! -, participo de cirurgias &#8211; coisa que muita gente dizia ser impossível&#8230;! &#8211; e converso com muita gente que tem diabetes sabendo o que é estar dos dois lados da mesa do consultório médico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>DICAS PARA UMA BOA CONVIVÊNCIA COM O DIABETES</strong></span></h3>
<p><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >​<strong>M</strong></span>uitas mães e pais de crianças com diabetes ficam com medo por seus filhos</strong>. Isso é normal, assusta mesmo! Muitos filhos com diabetes também sentem culpa por deixarem seus pais em sofrimento por terem diabetes. E isso também é normal, por mais que mães e pais tentem esconder o sofrimento &#8211; sim, nós, filhos, sabemos o que acontece.</p>
<p>​O porém é que isso não pode se tornar um ciclo vicioso &#8211; a mãe ou o pai sofre, o filho vê e sofre, a mãe vê o filho sofrendo e sofre mais&#8230; -, uma vez que isso prejudica o controle do diabetes, prejudica o ambiente familiar, e predispõe a outras doenças &#8211; como, por exemplo, <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-e-depressao-2/">depressão</a>, uma doença tão subestimada quanto o diabetes na sociedade atual.</p>
<figure id="attachment_9012" aria-describedby="caption-attachment-9012" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9012 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/campanha-ronaldo-wieselberg-young-leader.jpg" alt="campanha ronaldo wieselberg young leader" width="720" height="472" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/campanha-ronaldo-wieselberg-young-leader.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/campanha-ronaldo-wieselberg-young-leader-366x240.jpg 366w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/campanha-ronaldo-wieselberg-young-leader-214x140.jpg 214w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-9012" class="wp-caption-text">Ronaldo participa de campanha mundial da IDF. Na mensagem: &#8220;O governo brasileiro fornece insulina gratuitamente, mas precisa resolver problemas de distribuição e de falta de programas educativos&#8221;.</figcaption></figure>
<p>Cabe a cada um refletir, com sua própria consciência, sobre como vai lidar com diabetes e como vai quebrar o ciclo vicioso em potencial. Terapia ajuda? Ajuda, lógico que ajuda! Escrever num blog ajuda? Claro que ajuda!</p>
<p>​<strong>Mas, sabe o que ajuda mais? Aprender sobre diabetes</strong>. Entender exatamente o que acontece e como se portar perante cada situação diminui o medo e diminui o sofrimento por antecipação, o sofrimento diante do desconhecido.</p>
<p>​Não é necessário levar o diabetes como missão de vida. Mas entendê-lo vai permitir que você lide melhor com a sua rotina &#8211; e, por que não?, permitirá que você crie conexões com o que quer que faça na sua vida, seja em relacionamentos, seja no trabalho, seja no que for.</p>
<p>​Forte abraço, e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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			</item>
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		<title>Diabetes em Grandes Eventos – como cuidar do diabetes em shows, festivais e estádios</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/diabetes-em-grandes-eventos-como-cuidar-do-diabetes-em-shows-festivais-e-estadios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2015 19:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[como cuidar]]></category>
		<category><![CDATA[cuidar]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[festivais]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em época de grandes festivais como o Rock in Rio, Ronaldo Wiselberg explica como cuidar bem do diabetes em meio à toda bagunça da multidão.   É bem sabido por nós, pessoas com diabetes, que a doença não tira férias. Não importa se estamos doentes, se estamos bem, se estamos praticando atividade física ou em um &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em época de grandes festivais como o Rock in Rio, Ronaldo Wiselberg explica como cuidar bem do diabetes em meio à toda bagunça da multidão.</em><span id="more-8983"></span></p>
<p><strong> <img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8986" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos.jpg" alt="diabetes em grandes eventos" width="978" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos.jpg 978w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-768x432.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-845x475.jpg 845w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-415x233.jpg 415w" sizes="(max-width: 978px) 100vw, 978px" /></strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >É</span> bem sabido por nós, pessoas com diabetes, que a doença não tira férias. Não importa se estamos doentes, se estamos bem, se estamos praticando atividade física ou em um <strong>show de rock</strong> – ela está ali! Então vamos pensar no que devemos fazer para que o diabetes não nos afete nesses momentos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>DICAS PARA CURTIR GRANDES EVENTOS NUMA BOA</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>m primeiro lugar – e mais importante do que tudo – <strong>não esqueça seu monitor de glicemia, insulina e/ou medicação oral e correção para hiperglicemia em grande quantidade.</strong></p>
[pullquote]Na dúvida, se estiver passando mal e não tiver como medir a glicemia, trate-se como se estivesse com uma hipoglicemia.[/pullquote]
<p>Não dá pra ter uma “sensação estranha” e não ter como medir para saber o que fazer. Se for uma <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-hipoglicemias-afetam-diretamente-o-coracao/">hipoglicemia</a> e você se pautar pelos sintomas de “hiperglicemia” – por exemplo, irritação, ou muita sede (lembrando que estamos pulando em um show de rock!) – e aplicar insulina, as conseqüências serão bastante graves – indo desde perder o resto do evento até à morte.</p>
<p>Um adendo é importante: se tiver algum sintoma e, “por algum acaso do destino”, não tiver como medir (as tiras do aparelho acabaram, você foi roubado&#8230;), aja como se aquilo fosse uma <strong>hipoglicemia</strong>, uma vez que os riscos de uma hipoglicemia são em curto prazo, e, se tiver que escolher, é “menos pior” ter uma hiperglicemia por curto espaço de tempo – o melhor mesmo seria medir para saber como proceder, né?!</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: NÃO ESQUEÇA SEU KIT PÂNCREAS E, NA DÚVIDA, MEÇA!</u></strong></span></p>
<p>Muita gente se pergunta se deve falar que tem diabetes nestes eventos, e a resposta é fácil: <strong>SIM, DEVE.</strong></p>
<p>Não precisa dizer de cara, nem para todo o mundo, mas tenha sempre consigo uma <a href="http://www.diabeticool.com/diabeticos-usam-tatuagens-para-identificacao-em-caso-de-emergencia/">carteirinha de identificação</a>, com nome completo, telefone de algum familiar, telefone do seu médico e qual tratamento você usa para seu diabetes. Assim, caso questionem alguma coisa – ou caso você passe mal –, na maioria das vezes essa identificação soluciona as dúvidas. Não foram poucas as vezes em que tive que explicar o porquê de eu precisar de um “agente perfuro-cortante” no evento, mas, ao explicar que tenho diabetes e começar uma aula para o segurança que está na porta, é o suficiente para liberarem a entrada.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: SEMPRE TENHA CONSIGO UMA IDENTIFICAÇÃO DE QUE VOCÊ TEM DIABETES!</u></strong></span></p>
 Estar na primeira fila de shows é uma emoção única, por isso quem chega primeiro guarda lugar até o final. Mesmo assim, cuidar da saúde não deve deixar de ser prioridade!
<h3></h3>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>‘FATALISMO’ QUE VALE A PENA!</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >J</span>á dizia um filósofo da Antiguidade, de quem eu gosto muito – ok, o nome é “Sêneca”, e as idéias são o “fatalismo”, para quem quiser saber mais – que você sempre deve esperar o pior. Assim, quando ele acontecer, você já estaria preparado, e não se perderia naquele choque. Então, claro, além de esperar o pior para o diabetes, sempre <em>se prepare</em> para o pior.</p>
[pullquote]&#8221;Se qualquer uma dessas coisas acontecer, eu já sei como agir e posso curtir o evento numa boa.&#8221;[/pullquote]
<p>De maneira geral, eu sempre espero que tenha muitas hipoglicemias, que eu perderei o <a href="http://www.diabeticool.com/a-evolucao-do-monitoramento-da-glicemia/">monitor de glicemia</a>, que sempre ficarei sem fitas para medir, que vão quebrar minha caneta de insulina&#8230; Portanto, sempre levo um dinheiro extra para comprar comida – que fica escondido em lugares pouco convencionais, como dentro da meia do pé direito&#8230; –, me informo sobre os lugares onde comprar comida, levo fitas extra por precaução, e bastante correção para hipoglicemia, em lugares diferentes – bolso esquerdo, bolso direito&#8230; – e, se percebo que minhas correções estão no fim, antes de ter outra hipoglicemia, já corro comprar algo para estoque. Assim, se qualquer uma dessas coisas acontecer, eu já sei como agir e posso curtir o evento sabendo que a chance de uma surpresa acontecer é bem pequena!</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: PREVINA-SE CONTRA A PIOR DAS SITUAÇÕES!</u></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não tem como a gente se esquecer do diabetes. Então, em vez de esperar acontecer o problema, a palavra para todos os eventos é <strong>prevenir</strong>!</p>
<p>Bons eventos e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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		<title>Diabetes: Contagem de Carboidratos e Alimentação Saudável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2015 19:09:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[contagem de carboidratos]]></category>
		<category><![CDATA[fator de correção]]></category>
		<category><![CDATA[fator de sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que significa alimentar-se de maneira saudável para quem convive com o diabetes? E o que é a contagem de carboidratos? Ronaldo Wieselberg explica. Na onda da alimentação saudável – tema escolhido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) para o Dia Mundial do Diabetes – vamos falar hoje sobre a contagem de carboidratos. Antes de qualquer &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O que significa alimentar-se de maneira saudável para quem convive com o diabetes? E o que é a contagem de carboidratos? Ronaldo Wieselberg explica.</em><span id="more-8966"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>a onda da alimentação saudável – tema escolhido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) para o <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-significa-o-dia-mundial-do-diabetes/">Dia Mundial do Diabetes</a></strong> – vamos falar hoje sobre a <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-contagem-de-carboidratos/">contagem de carboidratos</a></strong>.</p>
<p>Antes de qualquer coisa, é preciso lembrar o que significa “alimentação saudável”. Ao contrário do que muita gente pensa, comer de maneira saudável <strong>não significa comer “só salada”</strong>. Alimentação saudável significa <em>comer o alimento adequado a cada momento, na quantidade certa</em>. E o que seria isso?</p>
<p>Oras, vamos partir da ideia – errada! – de que “comer da maneira certa é comer apenas salada”. Em uma festa de aniversário, enquanto todos estão comendo bolo, não parece esquisito simplesmente abrir um pote de alface e começar a comer?</p>
 Guloseimas açucaradas já foram consideradas &#8220;intocáveis&#8221; por quem está com diabetes&#8230;
<p>De fato, parece. Não vai ser psicologicamente agradável ter que comer um montão de alface enquanto todos comem algo diferente.</p>
<p>Da mesma forma, imagine-se comendo <em>apenas</em> salada. Seu corpo precisa de outros nutrientes – por exemplo, a proteína da carne e do leite, os carboidratos do pão e da batata&#8230; – e sem eles, o “carro” que é o seu corpo simplesmente não consegue andar!</p>
<p>Portanto, no caso da festa, comer de maneira saudável seria&#8230; Exatamente: comer um pedaço de bolo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>EXISTEM COMIDA ‘PROIBIDAS’ PARA QUEM ESTÁ COM DIABETES?</strong></span></h3>
<p>“<em>Mas Ronaldo, eu tenho diabetes, não posso comer doces&#8230;!</em>”</p>
[pullquote]&#8221;Hoje não existem alimentos ´proibidos´ para quem tem diabetes. A diferença entre o remédio e o veneno está exatamente na quantidade&#8221;[/pullquote]
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>ssa é uma ideia bastante antiga, e que hoje não tem muito sentido. “Proibir” sempre traz consequências além do esperado: a pessoa que acaba comendo algo “proibido” tem aquela sensação de que é mais gostoso; depois bate aquele arrependimento, a pessoa fica deprimida por ter cedido à vontade&#8230;</p>
<p>&#8230;e no final, hoje não existem alimentos “proibidos” para quem tem diabetes. A diferença entre o remédio e o veneno está exatamente na quantidade.</p>
<p>Evidentemente, comer o bolo inteiro com certeza causaria problemas, desde uma hiperglicemia tremenda, até uma senhora dor de barriga. Porém, um pedaço de bolo tradicional pode, inclusive, ter menos carboidratos do que a versão diet – <strong><a href="http://www.diabeticool.com/qual-o-misterio-por-tras-de-alimentos-diet-e-light/">como já expliquei neste artigo aqui</a></strong>!</p>
 Existe algum alimento que é mais &#8220;correto&#8221; de comer? Depende da situação e do bom controle da glicemia.
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>O QUE É A CONTAGEM DE CARBOIDRATOS?</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>ntão, a contagem de carboidratos. Explicando rapidamente, esta técnica permite à pessoa com diabetes flexibilizar a dieta, possibilitando, assim, que ela tenha maior controle sobre o que come e como ele afeta a <a href="http://www.diabeticool.com/animais-de-estimacao-uma-ajuda-a-mais-no-controle-da-glicemia/">glicemia</a> – e o restante do organismo também.</p>
<p>Muitas pessoas que têm diabetes e usam insulina – tanto tipo 1 quanto tipo 2! – podem utilizar a contagem de carboidratos a partir de uma série de valores numéricos – chamados de “<strong>fator de sensibilidade</strong>” e “<strong>fator</strong> <strong>de</strong> <strong>correção</strong>” – calculados pelo médico. Assim, de acordo com a quantidade de carboidrato e de acordo com a medição da glicemia, a pessoa pode aplicar a quantidade de insulina correspondente, para que a glicemia permaneça estável com aquela refeição.</p>
<figure id="attachment_8977" aria-describedby="caption-attachment-8977" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class=" wp-image-8977" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/aplicativos-para-contagem-de-carboidratos-diabetes.png" alt="aplicativos para contagem de carboidratos diabetes" width="400" height="400" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/aplicativos-para-contagem-de-carboidratos-diabetes.png 626w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/aplicativos-para-contagem-de-carboidratos-diabetes-150x150.png 150w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/aplicativos-para-contagem-de-carboidratos-diabetes-240x240.png 240w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-8977" class="wp-caption-text">Já existem diversos aplicativos &#8211; inclusive gratuitos &#8211; e ferramentas na internet que facilitam a contagem de carboidratos.</figcaption></figure>
<p>Já outras pessoas, que não usam insulina, usam a contagem de carboidratos de uma maneira um tanto quanto diferente. Uma vez que não usam insulina exógena para “compensar” o que entra, em geral, acabam substituindo os alimentos que comem no dia a dia.</p>
<p>Com mais detalhes, a nutricionista calcula a quantidade de nutrientes que a pessoa deve comer diariamente. Então, de acordo com aquela quantidade, ela planeja, junto com a pessoa, o que pode ser utilizado como substituição – por exemplo, em vez de um pãozinho francês pela manhã, a pessoa pode substituí-lo por bisnaguinhas, ou por torradas, bolachas de água e sal&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
[pullquote]&#8221;Por que deixar que algumas substituições e continhas nos detenham? É a mesma matemática do primário que será utilizada&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>Parece muito complicado aprender tudo isso. Mas, na realidade, depois de algumas refeições é bastante simples. Traçando um paralelo: também diziam, alguns anos atrás, que seria muito complicado para as pessoas de países em desenvolvimento – como o Brasil – entenderem o esquema dos coquetéis antirretrovirais para o HIV, e, vejam só!, hoje somos referência mundial nesse tema.</p>
<p>Então, por que deixar que algumas substituições e continhas nos detenham? É a mesma matemática do primário que será utilizada&#8230;</p>
<p>Portanto, caso tenha interesse no tema, procure uma nutricionista e converse com o seu médico! Proibir alimentos não é <strong>nada</strong> saudável, e não precisa ser assim!</p>
<p>Forte abraço!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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		<title>Vacinar ou não vacinar, eis a questão</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/vacinar-ou-nao-vacinar-eis-a-questao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2015 13:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem está com diabetes deve se vacinar? Se sim, por que às vezes acontecem reações no corpo? Descubra tudo sobre o assunto neste texto de Ronaldo Wieselberg. O inverno se aproxima rapidamente, e nesta época do ano, além das festas juninas, começam as campanhas de vacinação contra a gripe. E eis que surgem várias questões sobre &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quem está com diabetes deve se vacinar? Se sim, por que às vezes acontecem reações no corpo? Descubra tudo sobre o assunto neste texto de Ronaldo Wieselberg.</em><span id="more-8773"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> inverno se aproxima rapidamente, e nesta época do ano, além das festas juninas, começam as campanhas de vacinação contra a gripe. E eis que surgem várias questões sobre a necessidade de vacinar quem tem diabetes.</p>
[pullquote]Será que as pessoas com diabetes precisariam tomar vacinas? Bem, a resposta simples é que sim, precisam![/pullquote]
<p>Primeiramente, vamos relembrar <strong>o que é uma vacina</strong>. Na Inglaterra, quando o médico Edward Jenner injetou o vírus da varíola bovina em seu próprio filho, de maneira a torná-lo imune à varíola humana, o negócio era um tanto quanto rudimentar – e perigoso –, mas hoje, apesar de seguro, o princípio é o mesmo.</p>
<p>A vacina nada mais é do que uma maneira de <strong>“treinar o corpo” para que ele se defenda das doenças</strong> sem que elas apareçam. Atualmente, as vacinas podem ser feitas de pedaços de microrganismos ou de vírus inteiros atenuados – ou seja, ou são pedaços desconexos do vírus ou o organismo enfraquecido, que não conseguirá causar a doença. Assim, o corpo reconhecerá estes elementos como prejudiciais e aprenderá como combatê-los – e aí, quando entrar em contato com o microrganismo “de verdade” que pode causar a doença, em vez de desenvolvê-la, o corpo vai rapidamente acabar com ela.</p>
<p>As vacinas atuais são feitas em ovos, por exemplo, uma vez que para cultivar os organismos são necessárias células – e o ovo nada mais é do que uma célula grandona. Guardemos esta informação para o futuro&#8230;</p>
<p>Chegamos, então, ao ponto do <strong>diabetes</strong>. Será que as pessoas com diabetes precisariam tomar vacinas? Bem, a resposta simples é que <strong>sim, precisam</strong>. Vamos pensar um pouco&#8230;</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>QUEM TEM DIABETES DEVE TOMAR VACINA?</strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>m um artigo passado <a href="http://www.diabeticool.com/como-infeccoes-alteram-nossas-glicemias/">já mencionei sobre como as infecções bagunçam a glicemia</a>. Então, por si só, previnir estas infecções já seria motivo suficiente para vacinar quem tem diabetes. Porém, ainda existe mais coisa por trás disso.</p>
[pullquote]Secretarias de saúde dão prioridade à vacinação de crianças, idosos e quem tem doenças crônicas &#8211; como o diabetes![/pullquote]
<p>De maneira geral, quem tem diabetes não tem o <strong>sistema imunológico</strong> funcionando perfeitamente. Seja porque o diabetes tipo 1, por exemplo, é uma doença causada por malfuncionamento do sistema imunológico – <em>doença autoimune</em>, no caso – ou porque a glicemia descontrolada prejudica as defesas do organismo, entre outros fatores, o ponto é que será mais difícil para quem tem diabetes lutar contra as infecções.</p>
<p>Estas infecções, é claro, podem causar grande prejuízo a quem tem diabetes. Seja o descontrole da glicemia – que pode levar, inclusive, à <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">cetoacidose diabética</a></strong>, e até mesmo à morte! – ou a própria ação do microrganismo – por exemplo, gripes, que podem danificar os pulmões e facilitar o desenvolvimento de pneumonias por outros micróbios –, essas complicações são muito graves, e podemos evitá-las&#8230; vacinando.</p>
<p>É por isso que as secretarias de saúde fornecem as vacinas para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas – por exemplo, diabetes. Na época da temida gripe A H1N1, as pessoas com diabetes tinham prioridade para tomar a vacina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>A CONSPIRAÇÃO DA VACINA?</strong></h4>
<p>“<em>Texto pago por indústrias farmacêuticas! Toda vez que eu tomo vacina, eu passo mal! Isso tudo é uma conspiração do governo para matar os pobres!</em>”</p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >I</span>ncrível&#8230; já ouvi isso algumas vezes. Mas, vamos pensar, cientificamente – e não apenas com “achismos”?</p>
<p>Primeiramente, precisamos lembrar que desenvolver uma resposta imunológica não é a mesma coisa que desenvolver a doença. Outro ponto a ser lembrado é o momento de tomar a vacina. E, terceiro, o ovo.</p>
<p>Quando a gente toma uma vacina, desenvolve uma resposta imunológica bem parecida com aquela que aconteceria ao desevolver a doença. No caso das vacinas da gripe, podemos ficar com certa coriza – defesa das vias aéreas para impedir a progressão dos vírus! –, tosse e certa dor no corpo – uma vez que o corpo está usando proteínas musculares para produzir anticorpos e manter essas potentes armas químicas estocadas. Assim, oras, você pode até “passar mal”, mas em hipótese alguma estará passando mal <em>por causa da vacina</em>. Pode-se dizer que você <em>parece</em> passar mal porque o corpo não entendeu que é só um <strong>treinamento</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>VACINA TREINA O CORPO PARA O COMBATE REAL</strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >L</span>embra-se daquela cena do filme Um Tira no Jardim da Infância, com o Arnold Schwarzenegger (um clássico da Sessão da Tarde!), no qual ele evacua uma sala de aula cheia de criancinhas em meio à correria? É a mesma coisa&#8230; imagine se aquilo acontecesse em meio a um incêndio de verdade, sem que antes houvesse um treinamento!</p>
<p>Ou seja, <em>imagine só se o seu corpo tivesse que lidar com a doença de verdade, se não responde direito ao &#8220;treinamento&#8221; com a vacina?!</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Kindergarten Cop-Fire Drill" width="850" height="478" src="https://www.youtube.com/embed/tPHM3fXrYqo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Trecho do filme Um Tira no Jardim da Infância. Já pensou se essa classe tivesse que sair no meio de um incêndio sem treinamento?</em></p>
<p>Vamos ao segundo ponto. A nossa campanha de vacinação sempre é prorrogada porque poucas pessoas participam delas. E, aí, quando tomam a vacina&#8230; em geral, os vírus contra os quais ela protegeria <em>já estão circulando por aí</em>.</p>
<p>Ou seja, a pessoa passa mal porque antes de tomar a vacina já estava com o vírus! Nesse caso específico, tomar a vacina seria a mesma coisa que colocar o time do jardim da infância para jogar a final da Liga dos Campeões da Europa contra o Barcelona – ou seja, não teria chances de vencer e cumprir sua missão&#8230;</p>
<figure id="attachment_8774" aria-describedby="caption-attachment-8774" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8774" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/time-de-futebol-vacinas-diabetes.jpg" alt="time de futebol vacinas diabetes" width="800" height="1000" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/time-de-futebol-vacinas-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/time-de-futebol-vacinas-diabetes-192x240.jpg 192w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-8774" class="wp-caption-text">Quem ganharia essa disputa? Lembrando, o seu sistema imunológico sem a vacina é o time infantil, enquanto a infecção é o Barcelona de 2015, com Neymar, Messi, Suárez e todos os craques&#8230;</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> terceiro ponto a ser lembrado é&#8230; o ovo!</p>
<p>Apesar de absolvido – pela revista <em>Veja</em>, lembrando&#8230; – em termos nutricionais, o ponto é que muita gente tem reações alérgicas às proteínas do ovo. Lembra que eu comentei que as vacinas são feitas em ovos, muitas vezes? Pois é&#8230; às vezes fica uma ou outra proteína do ovo na vacina – e a pessoa tem algumas reações desagradáveis. Nada para se preocupar, porém, na maioria das vezes – em geral, uma vermelhidão no local da vacina é a única reação.</p>
<p>Por fim, o que podemos concluir sobre vacinas e diabetes? <strong><em>Que devemos tomá-las o mais rápido possível.</em></strong> Os possíveis eventos de “passar mal” com a vacina, de maneira geral, se encaixam nos três casos que eu expliquei anteriormente.</p>
<p>É claro que existem alguns casos – MUITO raros – de pessoas que passam mal por outros motivos – por exemplo, desenvolvem reações autoimunes à vacina (síndrome de Guillain-Barré), mas estes casos são bastante raros mesmo, e acabam tendo resolução com o passar do tempo.</p>
<p>Então, aproveite que a campanha foi prorrogada e tome já a suja vacina! Eu já tomei a minha!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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