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	<title>Ciência | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Remissão do diabetes tipo 2 é uma realidade cada vez mais frequente, afirmam entidades médicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 17:26:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[American Diabetes Association]]></category>
		<category><![CDATA[cura]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes UK]]></category>
		<category><![CDATA[Endocrine Society]]></category>
		<category><![CDATA[European Association for the Study of Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[HbA1c]]></category>
		<category><![CDATA[remissão]]></category>
		<category><![CDATA[remissão do diabetes tipo 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos termos mais procurados junto com &#8220;diabetes&#8221; é &#8220;cura&#8220;. Afinal, apesar dos inúmeros avanços médicos e tecnológicos no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2, a doença ainda é considerada &#8220;crônica&#8221;, isto é, persistente e sem uma cura definida. Mas isso não significa que uma pessoa não possa estar &#8220;livre&#8221; do diabetes, uma &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/remissao-do-diabetes-tipo-2-e-uma-realidade-cada-vez-mais-frequente-afirmam-entidades-medicas/">Remissão do diabetes tipo 2 é uma realidade cada vez mais frequente, afirmam entidades médicas</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<span class="bdaia-shory-dropcap bdaia-shory-dropcap1" >U</span>m dos termos mais procurados junto com &#8220;<strong>diabetes</strong>&#8221; é &#8220;<strong>cura</strong>&#8220;. Afinal, apesar dos inúmeros avanços médicos e tecnológicos no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2, a doença ainda é considerada &#8220;crônica&#8221;, isto é, persistente e sem uma cura definida. <strong>Mas isso não significa que uma pessoa não possa estar &#8220;livre&#8221; do diabetes, uma vez diagnosticada.</strong></p>
<p>O fenômeno da <strong>remissão do diabetes tipo 2</strong> já é documentado há bastante tempo na literatura médica. O que seria esta &#8220;remissão&#8221;? Trata-se de um retorno à glicemia normal após o diagnóstico do diabetes tipo 2. Isto é: a pessoa estava com a glicemia alta e, devido a algum fator (<em>que já discutiremos em detalhes adiante</em>), eventualmente essa glicemia alta baixou para patamares mais saudáveis, patamares que são mantidos ao longo do tempo sem necessidade de uso de medicamentos, fazendo com que o status de &#8220;diabético&#8221; possa ser anulado.</p>
<p>No último mês, quatro importantes grupos médicos de estudo e promoção de políticas públicas sobre diabetes publicaram um <strong>consenso</strong> no qual padronizam a terminologia, a definição e a avaliação da remissão do diabetes tipo 2.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>REMISSÃO: A IMPORTÂNCIA DO NOME CORRETO</strong></h2>
<p>Os grupos envolvidos no documento são a <em>American Diabetes Association</em>, a <em>Endocrine Society</em>, a <em>European Association for the Study of Diabetes</em> e a <em>Diabetes UK</em>. São alguns dos mais importantes e relevantes grupos médicos do mundo quando o assunto é diabetes.</p>
<blockquote class="bdaia-blockquotes bdaia-bqpo-right">Segundo os autores, a maior razão para o aumento no número de casos de remissão é que <strong>os medicamentos atuais são muito bons e eficientes</strong>.</blockquote>
<p>O documento publicado, de certa forma, é mera formalidade médica, mas que abre espaço para discussões interessantes. Há muitos termos e expressões diferentes sendo utilizadas para se referir a um mesmo evento: o &#8216;retorno&#8217; à glicemia normal em pessoa anteriormente diagnosticadas com diabetes tipo 2. Às vezes isso é chamado de &#8220;remissão&#8221;, outras de &#8220;cura&#8221; ou &#8220;reversão&#8221;. Alguns médicos preferem usar a palavra &#8220;resolução&#8221;, ou termos compostos e ambíguos como &#8220;remissão parcial&#8221;, &#8220;remissão prolongada&#8221; e similares. Como na Ciência nunca é interessante chamar uma coisa por vários nomes, o consenso busca padronizar o uso do termo &#8220;remissão do diabetes&#8221; para esses casos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE PROVOCA A REMISSÃO DO DIABETES TIPO 2?</strong></h2>
<p>De acordo com os autores do documento (médicos com vasta experiência no tratamento de pessoas com diabetes), existem três maneiras principais de se alcançar a remissão do diabetes tipo 2:</p>
<ul>
<li>mudanças no <a href="https://www.diabeticool.com/apos-descobrir-diabetes-natalense-muda-estilo-de-vida-e-perde-21-kg/"><strong>estilo de vida</strong></a></li>
<li><a href="https://www.diabeticool.com/cirurgia-bariatrica-e-a-solucao-para-perder-peso-e-curar-o-diabetes/"><strong>cirurgia bariátrica</strong></a></li>
<li>uso correto de <strong>medicamentos hipoglicemiantes</strong>, isto é, que ajudam a reduzir a quantidade de açúcar no sangue.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda segundo os autores, possivelmente a maior razão para o aumento no número de casos de remissão é que <strong>os medicamentos atuais são muito bons e eficientes</strong>. Usados da maneira correta, eles podem gerar um controle de longo prazo na glicemia, que independe de novas doses desses medicamentos. Ou seja, a &#8220;remissão&#8221; é alcançada e a pessoa pode parar de tomar remédios (obviamente, após ampla análise e avaliação médica) e, ainda assim, manter a glicemia em níveis adequados.</p>
<div style="padding: 5%; margin: 5% 0; background: #f6f6f6; width: 90%; border: 2px dotted #e1e1e1; border-radius: 20px; box-shadow: 6px 5px 17px rgb(0 0 0 / 31%);">
<h3><em style="background-color: #f6f6f6;"><strong>DEFINIÇÃO DA REMISSÃO DO DIABETES TIPO 2</strong></em></h3>
<p>O consenso define a remissão do diabetes como <strong>exame de <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/">hemoglobina glicada</a> resultando em &lt;6,5%</strong>, realizado pelo menos <strong>03 meses após a suspensão</strong> da terapia hipoglicemiante.</p>
<p>Em outras palavras: se, após orientação médica, a pessoa que estava com DM2 deixar de tomar os medicamentos para baixar a glicemia e mesmo assim, três meses depois dessa parada, a glicemia estiver em níveis bons, pode-se considerar que <strong>houve remissão do diabetes tipo 2</strong>.</p>
<p>Para casos em que o exame de HbA1c (hemoglobina glicada) não for confiável, pode-se considerar os seguintes parâmetros como condizentes com a remissão:</p>
<ul>
<li>Glicemia de jejum &lt;126mg/dL;</li>
<li>Hemoglobina glicada estimada &lt;6,5%, baseada em cálculos a partir do monitoramento contínuo da glicemia.</li>
</ul>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>POR QUE NÃO FALAR EM &#8220;CURA&#8221;?</strong></h2>
<p>Médicos e cientistas são cautelosos com as palavras que usam &#8211; e por bons motivos. Os termos devem ser precisos e informativos, sem abrir margens a interpretações. A escolha pelo termo &#8220;<strong>remissão</strong>&#8221; e não por algo mais impactante, como &#8220;<strong>cura</strong>&#8220;, segue esta tendência.</p>
<p>Pode-se pensar que, afinal de contas, se a glicemia &#8220;voltou ao normal&#8221; nos casos descritos acima, então consequentemente o diabetes foi &#8220;curado&#8221;. <strong><span style="text-decoration: underline;">Mas isso não é verdade</span>.</strong> Os autores do artigo reforçam uma mensagem importante: <strong>por enquanto</strong>, diabetes não tem cura. Mesmo nos casos em que a glicemia ficou estabilizada em valores normais após a suspensão do uso de medicamentos, ainda pode haver <strong>problemas internos indicadores do diabetes</strong>. Por exemplo, mesmo nos casos de remissão, pode haver considerável <a href="https://www.diabeticool.com/relacao-entre-as-bacterias-do-seu-corpo-e-o-diabetes-tipo-1-e-tipo-2/"><strong>resistência à insulina</strong></a>, ou então as <a href="https://www.diabeticool.com/transplante-de-celulas-saudaveis-e-realizado-com-sucesso/"><strong>células beta do pâncreas</strong></a> podem não estar funcionando em total normalidade. Isso exige cuidado e acompanhamento constante.</p>
<p>Conforme o documento sugere, dados os avanços da Medicina e dos medicamentos, cada vez mais veremos casos de pessoas que tiveram o diabetes tipo 2 controlado e que não necessitam mais de medicamentos para acertar a glicemia. Esses casos, contudo, precisam claramente ser classificados como &#8220;remissão&#8221;, evitando, assim, o uso de termos que podem abrir margens a interpretações errôneas (como &#8220;cura&#8221;).</p>
<span class="bdaia-shory-highlight" style="background:#eeee22;color:#000000;"><strong>Os casos de remissão de diabetes são exclusivos para <span style="text-decoration: underline;">diabetes tipo 2</span>. Entenda o porquê lendo nosso <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">resumo sobre diabetes tipo 1 aqui</a>.</strong></span>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>A REMISSÃO SE MANTÉM?</strong></h2>
<p>Uma das dúvidas que os médicos pretendem resolver é se os casos de remissão &#8220;duram bastante tempo&#8221;. Ainda há poucas informações na literatura médica para se tirar conclusões.</p>
<p>Por isso, a partir das novas definições do que é remissão do diabetes tipo 2, os autores do consenso sugerem pesquisas e acompanhamento dos pacientes, a fim de se compreender melhor como funciona o fenômeno da remissão no médio e longo prazo.</p>
<p>Acompanhamento anual de hemoglobina glicada e de fatores de risco relacionados ao diabetes &#8211; como exames de retina, de função renal, de complicações cardiovasculares e do pé diabético &#8211; deve ser realizado, sem falta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="bdaia-toggle open"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt">CONCLUSÃO</span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt">CONCLUSÃO</span></h4><div class="toggle-content"><p>Será que é possível &#8220;vencer&#8221; o diabetes tipo 2 via medicamentos e orientações médicas e manter a glicemia equilibrada por vários anos? Ou será que o efeito da remissão é passageiro para algumas pessoas, e a glicemia volta subir depois de algum tempo? Tendo, agora, os parâmetros definidos sobre o que exatamente é a remissão do diabetes tipo 2, estudos em busca de respostas a estas importantes perguntas poderão começar a ser feitos.</p></div></div>
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		<item>
		<title>COVID-19 severa e diabetes: o que os médicos estão dizendo sobre tratamentos?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/covid-19-severa-e-diabetes-o-que-os-medicos-estao-dizendo-sobre-tratamentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 13:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[cetoacidose diabética]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[metformina]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o início da pandemia do novo coronavírus, sabe-se que há alguns grupos de risco específicos. São pessoas mais vulneráveis à doença e às suas consequências, com prognósticos piores do que a média. Dentre eles, infelizmente, estão as pessoas com diabetes. Isso não significa que estar com diabetes necessariamente torna a pessoa suscetível ao coronavírus, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<span class="bdaia-shory-dropcap bdaia-shory-dropcap1" >D</span>esde o início da <strong>pandemia do novo coronavírus</strong>, sabe-se que há alguns grupos de risco específicos. São pessoas mais vulneráveis à doença e às suas consequências, com prognósticos piores do que a média. Dentre eles, infelizmente, estão as pessoas com <strong>diabetes</strong>.</p>
<p>Isso não significa que estar com diabetes <em>necessariamente</em> torna a pessoa suscetível ao coronavírus, é claro. E nem que estar com diabetes necessariamente ampliará os efeitos da doença. Há inúmeros casos de pessoas com diabetes curadas, ou que tiveram apenas sintomas leves. Mas é fato que uma parte considerável dos casos graves de COVID-19 em todo o mundo é relacionada ao diabetes, então é necessário ter cautela.</p>
<div style="background: #f4f4f4; padding: 20px; margin: 30px 0px;">
<div class="one_half">Em casos de infecções por vírus no geral (não especificamente o novo coronavírus), estar com diabetes costuma ser um fator de risco importante, aumentando a probabilidade de <a href="https://www.diabeticool.com/pessoas-com-diabetes-mesmo-adultos-e-idosos-devem-ser-vacinadas-contra-gripe-pneumonia-e-hepatite-b/"><strong>pneumonia</strong> </a>e <strong>sepse grave</strong>.</div><div class="one_half last">As evidências também sugerem que os riscos associados à COVID-19 são maiores em pessoas com <a href="https://www.diabeticool.com/como-infeccoes-alteram-nossas-glicemias/">controle ruim da glicemia</a>, e que o vírus parece estar associado a aumento do risco de <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">cetoacidose diabética</a>.</div><div class="clear-fix"></div>
</div>
<figure id="attachment_10801" aria-describedby="caption-attachment-10801" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51703189"><img loading="lazy" class="wp-image-10801 size-full" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade.png" alt="COVID-19 e taxas de mortalidade" width="639" height="700" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade.png 639w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade-219x240.png 219w" sizes="(max-width: 639px) 100vw, 639px" /></a><figcaption id="caption-attachment-10801" class="wp-caption-text">O gráfico acima é da BBC Brasil, e representa os resultados de um estudo de 44 mil casos de COVID-19 na China, publicado no começo do ano. Muito possivelmente ele não representa a realidade atual, mas serve como um parâmetro importante de análises.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recentemente, um dos principais periódicos médicos do mundo publicou orientações e novidades sobre o tratamento de COVID-19 em pacientes com diabetes. Resumimos as principais informações a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE A <em>LANCET DIABETES &amp; ENDOCRINOLOGY</em> DIZ</strong></h2>
<p><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-10799" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology.jpg" alt="Diabeticool - COVID-19 e o diabetes - artigo Lancet Diabetes Endocrinology" width="320" height="300" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology.jpg 320w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology-256x240.jpg 256w" sizes="(max-width: 320px) 100vw, 320px" />Em 23 de abril, o respeitado periódico médico <em>Lancet Diabetes &amp; Endocrinology </em>trouxe um artigo, em formato de &#8220;opinião pessoal&#8221; (isto é, trata-se de um relato de observações pessoais dos médicos envolvidos, e não um estudo científico de fato), sobre <strong>cuidados médicos em pessoas com diabetes e a COVID-19</strong>. O artigo foi escrito por um grupo com 19 membros, liderado pelo Dr. Stefan R. Bornstein, médico do <em>Helmholtz Zentrum München</em> e da<em> Technische Universität Dresden</em>, na Alemanha. O grupo conta com profissionais provenientes da Europa, Estados Unidos, Ásia, Austrália e América do Sul. Você encontra um link para o artigo completo no final do nosso texto.</p>
<p>Preparamos, a seguir, um resumo das principais orientações:</p>
<h3><strong>PREVENÇÃO</strong></h3>
<ul>
<li>Primeiro ponto: <strong>prevenir</strong> o descontrole da glicemia. Isso é especialmente importante em pessoas com diabetes tipo 1, que idealmente devem medir em casa, além da glicemia, as <a href="https://www.diabeticool.com/i-want-to-break-free-testamos-o-freestyle-libre/"><strong>cetonas</strong></a> no sangue.</li>
<li>Para DM1 e DM2, é importantíssimo que o controle da glicemia esteja <strong>ótimo</strong>. Por isso, todas as estratégias para ajudar as pessoas a atingir suas metas &#8211; seja aprimorando os tratamentos, seja via consultas por telemedicina &#8211; são válidas.</li>
</ul>
<h3><strong>MONITORAMENTO</strong></h3>
<ul>
<li>É essencial monitorar o diabetes em todos os pacientes hospitalizados com Covid-19.</li>
</ul>
<h3><strong>TRATAMENTO</strong></h3>
<ul>
<li>Para pessoas sabidamente infectadas com o novo coronavírus e que exigem tratamento médico, é importante monitorar por completo a sua saúde (glicemia plasmática, eletrólitos, pH, cetonas no sangue ou β-hidroxibutirato).</li>
<li>Os médicos sugerem, inclusive, o tratamento intravenoso com insulina precoce em pacientes com doença grave.</li>
<li>Curiosamente, seguem as <strong>metas glicêmicas</strong> para casos leves e graves da COVID-19:
<ul>
<li><em>Casos leves</em>: glicemia no plasma de 72 mg/dL a 144 mg/dL</li>
<li><em>Casos graves</em>: 72 mg/dL a 180 mg/dL.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3><strong>MEDICAMENTOS: ATÉ A METFORMINA EXIGE CUIDADOS!</strong></h3>
<p>O tratamento das formas mais severas de COVID-19 exige que até mesmo um dos medicamentos antidiabéticos mais seguros que existem &#8211; a <a href="https://www.diabeticool.com/metformina/"><strong>metformina</strong></a> &#8211; seja usado com cautela.</p>
<p>De acordo com o artigo médico, em casos graves de COVID, metformina e medicamentos da classe SGLT2 (inibidores do cotransportador 2 de sódio-glicose) devem ter seu uso <strong>suspenso</strong>, pois podem acarretar lesões nos rins e maiores riscos de desidratação. Além disso, o uso da metformina nesses pacientes aumenta a chance de acidose lática, enquanto que os SGLT2 aumentam os riscos de <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/"><strong>cetoacidose diabética</strong></a>. Lembrando, aqui, que são orientações <em><strong>médicas</strong></em>, <span style="text-decoration: underline;"><strong>específicas para casos graves de COVID-19 apenas</strong></span> &#8211; pessoas com casos leves e que utilizem qualquer dos medicamentos devem continuar a usá-los.</p>
<p>Medicamentos das classes GLP-1 e DPP-4 podem ser usados sem problemas nesses pacientes, monitorando-os constantemente para evitar desidratação.</p>
<p>E, é claro, o uso de insulina deve continuar <strong>sempre</strong>.</p>
<p>As orientações descritas acima, segundo os médicos autores do artigo, &#8220;são baseadas em nossa opinião como especialistas, ainda aguardando o resultado de ensaios clínicos randomizados”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #026cac;"><strong>SAIBA MAIS</strong></span></h2>
<ul>
<li><em>Lancet Diabetes Endocrinol. </em><a class="article-header__vol faded" href="https://www.thelancet.com/journals/landia/issue/vol8no6/PIIS2213-8587(20)X0006-4">VOLUME 8, ISSUE 6</a><em>, <span class="article-header__pages faded">P546-550, </span><span class="article-header__date faded">JUNE 01, 2020.</span></em> <a href="https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(20)30152-2/fulltext">Texto completo</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/covid-19-severa-e-diabetes-o-que-os-medicos-estao-dizendo-sobre-tratamentos/">COVID-19 severa e diabetes: o que os médicos estão dizendo sobre tratamentos?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Unicamp busca voluntários com diabetes tipo 2 para pesquisa</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/unicamp-busca-voluntarios-com-diabetes-tipo-2-para-pesquisa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2018 17:47:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Nova]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Unicamp]]></category>
		<category><![CDATA[voluntários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova rodada de estudos sobre o diabetes precisa de voluntários, que receberão acompanhamento médico detalhado. A Universidade Estadual de Campinas &#8211; Unicamp é um dos polos de pesquisas mais respeitados tanto no Brasil quanto no restante do mundo, especialmente na área de estudos biomédicos. O diabetes é estudado a fundo pelos pesquisadores da Universidade há &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nova rodada de estudos sobre o diabetes precisa de voluntários, que receberão acompanhamento médico detalhado.</em><span id="more-9779"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span> Universidade Estadual de Campinas &#8211; Unicamp é um dos polos de pesquisas mais respeitados tanto no Brasil quanto no restante do mundo, especialmente na área de estudos biomédicos. O diabetes é estudado a fundo pelos pesquisadores da Universidade há décadas &#8211; alguns dos docentes da Unicamp, como o pesquisador <span class="removed_link" title="http://www.ocrc.org.br/institucional/equipe/pesquisadores-principais/antonio-c-boschero/">Antônio Boschero</span>, são reconhecidos internacionalmente pelos avanços que trouxeram na compreensão dos complexos mecanismos por trás da doença.</p>
<p>Aqui no <strong>Diabeticool</strong>, já mencionamos diversas descobertas provenientes de estudos da Universidade (<em>relembre alguns exemplos abaixo!</em>), assim como divulgamos oportunidades de tratamentos e pesquisas voltados à população com diabetes &#8211; as inscrições para <a href="http://www.diabeticool.com/campinas-e-regiao-chance-de-cirurgia-bariatrica-na-unicamp/">cirurgias bariátricas</a>, por exemplo, são sempre bastante concorridas. Agora no início de 2018, a oportunidade é para participar de uma nova rodada de estudos sobre o diabetes tipo 2. Ao se voluntariar, a pessoa receberá suporte médico da equipe do Centro de Pesquisa Clínica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e terá a saúde acompanhada pelos pesquisadores.</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="7LckKgKzVD"><p><a href="https://www.diabeticool.com/cha-verde-pesquisa-da-unicamp-mostra-efeitos-positivos-da-bebida-no-combate-ao-diabetes/">Chá verde: pesquisa da UNICAMP mostra efeitos positivos da bebida no combate ao diabetes</a></p></blockquote>
<p><iframe title="&#8220;Chá verde: pesquisa da UNICAMP mostra efeitos positivos da bebida no combate ao diabetes&#8221; &#8212; DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://www.diabeticool.com/cha-verde-pesquisa-da-unicamp-mostra-efeitos-positivos-da-bebida-no-combate-ao-diabetes/embed/#?secret=7LckKgKzVD" data-secret="7LckKgKzVD" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="4tjWNUSXVs"><p><a href="https://www.diabeticool.com/visao-melhor-para-diabeticos-com-a-ajuda-da-unicamp/">Visão melhor para diabéticos, com a ajuda da UNICAMP</a></p></blockquote>
<p><iframe title="&#8220;Visão melhor para diabéticos, com a ajuda da UNICAMP&#8221; &#8212; DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://www.diabeticool.com/visao-melhor-para-diabeticos-com-a-ajuda-da-unicamp/embed/#?secret=4tjWNUSXVs" data-secret="4tjWNUSXVs" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Os interessados precisam&#8230;</p>
<ul>
<li><strong>ter entre 40 e 70 anos</strong></li>
<li><strong>estarem com diabetes tipo 2</strong></li>
<li><strong>não utilizar insulina</strong></li>
</ul>
<p>Os interessados podem entrar em contato com <strong>Eliene</strong> pelos telefones</p>
<ul>
<li><strong>(19) 3521-9580,</strong></li>
<li><strong>(19) 9 9722-8774 (WhatsApp)</strong></li>
</ul>
<p>Ou pelo e-mail <strong><a href="mailto:cpc@fcm.unicamp.com.br">cpc@fcm.unicamp.com.br</a></strong>.</p>
<p>Para quem mora em Campinas e região, trata-se de uma excelente oportunidade de entrar em contato com pesquisas de ponta sobre o diabetes e ainda ajudar no avanço do conhecimento acerca da doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>com informações do <a href="http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2018/02/20/pesquisa-busca-voluntarios-com-diabetes-tipo-2-para-estudo">Portal Unicamp</a></em></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/unicamp-busca-voluntarios-com-diabetes-tipo-2-para-pesquisa/">Unicamp busca voluntários com diabetes tipo 2 para pesquisa</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Refrigerantes causam ou não causam diabetes? Depende de quem paga pelo estudo</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/refrigerantes-causam-ou-nao-causam-diabetes-depende-de-quem-paga-pelo-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2016 16:27:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ABA]]></category>
		<category><![CDATA[Annals of Internal Medicine]]></category>
		<category><![CDATA[Dean Schillinger]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[refrigerantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Polêmica: resultados de estudos científicos sobre refris, obesidade e diabetes são bem diferentes dependendo de quem os financia. RESUMO: estudo mostra que, quando a indústria alimentícia financia pesquisas científicas, nenhuma relação é encontrada entre consumir refrigerantes e o aumento no número de casos de obesidade ou diabetes tipo 2. Quando as pesquisas não recebem financiamento &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/refrigerantes-causam-ou-nao-causam-diabetes-depende-de-quem-paga-pelo-estudo/">Refrigerantes causam ou não causam diabetes? Depende de quem paga pelo estudo</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Polêmica: resultados de estudos científicos sobre refris, obesidade e diabetes são bem diferentes dependendo de quem os financia.</em><span id="more-9444"></span></p>
<blockquote><p><span style="color: #077cc5;"><strong>RESUMO</strong></span><em>: estudo mostra que, quando a indústria alimentícia financia pesquisas científicas, nenhuma relação é encontrada entre consumir refrigerantes e o aumento no número de casos de obesidade ou diabetes tipo 2. Quando as pesquisas não recebem financiamento da indústria, abundam evidências de que beber refrigerante traz malefícios à saúde.</em></p></blockquote>
<p><em> </em></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >À</span>s vezes, lemos notícias dizendo que “cientistas provaram que comer &#8216;X&#8217; faz mal”. Depois, sai uma nova notícia, de outro grupo de pesquisas, mostrando que comer &#8216;X&#8217;, na verdade, faz bem para a saúde. Em quem acreditar?</p>
[pullquote]&#8221;Parece que a indústria [alimentícia] está usando o método científico para plantar dúvidas com relação à verdade sobre seus produtos&#8221; &#8212; Dean Schillinger[/pullquote]
<p>A Ciência tem dessas &#8216;incoerências&#8217;, mesmo. Trata-se de algo natural. Afinal, a Ciência não lida com certezas férreas, imutáveis. Tudo está à mercê da análise correta dos dados. Dependendo de quais dados os cientistas analisam, de como eles foram obtidos e do que concluem a partir dessas informações, as recomendações podem ser bastante diferentes, de fato. <strong>Precisamos nos ater à qualidade dos experimentos e sermos tão críticos na hora de receber estas informações quanto os cientistas deveriam ser na hora de gerar suas conclusões.</strong></p>
<p>Mas parece que há um tipo de pesquisa científica mais &#8216;maleável&#8217;, com resultados que <strong>variam radicalmente de acordo com quem está <em>pagando</em> pelo estudo</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>AFINAL, BEBER REFRIGERANTES FAZ MAL À SAÚDE?</strong></span></h2>
<p><strong> </strong>Publicado na última edição do respeitado periódico científico <em>Annals of Internal Medicine</em>, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Francisco, nos Estados Unidos, comparou os resultados de 60 trabalhos científicos anteriores sobre a correlação entre o <a href="http://www.diabeticool.com/estamos-falecendo-por-doencas-causadas-pela-faca-e-o-garfo/">consumo de refrigerantes</a> e a incidência de obesidade e de diabetes.</p>
<p>De maneira interessante, os pesquisadores checaram <strong>quem pagou</strong> pelas pesquisas: se foram feitas com fundos públicos, privados ou &#8211; mais especificamente &#8211; se os pesquisadores foram pagos pela indústria de bebidas açucaradas.</p>
 Pesquisas sobre influência dos alimentos na saúde tiveram resultados bem diferentes dependendo de quem as patrocinou.
<p>A conclusão é categórica. Dos 60 estudos analisados, 26 foram pagos pela indústria alimentícia (ou os cientistas envolvidos tinham relações financeiras com ela). <span style="color: #077cc5;"><strong>Nenhum desses estudos encontrou correlação entre o consumo de refris e o diabetes ou a obesidade</strong></span>.</p>
<p>Dos 60, 34 <strong>não</strong> foram pagos pela indústria de refrigerantes. Desses, <span style="color: #077cc5;"><strong>33 encontraram associação entre beber refrigerantes e aumentar os riscos de obesidade e diabetes</strong></span>. A mensagem não poderia ser mais clara.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>CIENTISTA APONTA FRAUDE NAS PESQUISAS PATROCINADAS</strong></span></h2>
<figure id="attachment_9455" aria-describedby="caption-attachment-9455" style="width: 350px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class=" wp-image-9455" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/Cientista-Dean-Schillinger.jpg" alt="cientista-dean-schillinger" width="350" height="284" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/Cientista-Dean-Schillinger.jpg 410w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/Cientista-Dean-Schillinger-295x240.jpg 295w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/Cientista-Dean-Schillinger-168x137.jpg 168w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption id="caption-attachment-9455" class="wp-caption-text">O médico e pesquisador Dean Schillinger, autor do estudo. Imagem: USF</figcaption></figure>
<p>&#8220;Parece que a indústria [alimentícia] está usando o método científico para plantar dúvidas com relação à verdade sobre seus produtos&#8221;, afirmou Dean Schillinger, médico, professor de Medicina e principal autor do estudo.</p>
<p>Em entrevistas à imprensa, Dean explicou que a análise que sua equipe realizou comparou apenas os resultados de estudos similares uns aos outros, por isso as conclusões são impactantes. Todos os 60 estudos foram realizados apenas com seres humanos (nada de resultados com animais de laboratório) nos últimos 15 anos e comparou diretamente a saúde de quem costumava beber refrigerantes com frequência e quem não tinha esse hábito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>A INDÚSTRIA DOS REFRIGERANTES REBATE O ESTUDO – E QUESTIONA O CARÁTER DO CIENTISTA</strong></span></h2>
<p>A indústria de bebidas açucaradas &#8211; representada pela ABA, a <em>American Beverage Association</em> &#8211; não deixou barato e rapidamente <strong>questionou a confiabilidade</strong> tanto do <strong>estudo</strong> quanto do <strong>pesquisador</strong> que o realizou.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-9456" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/logo-american-beverage-association.jpg" alt="logo-american-beverage-association" width="400" height="118" />Em nota divulgada à imprensa (<em>leia versão completa abaixo</em>), a ABA afirma ser &#8216;irônico&#8217; que o médico Dean Schillinger esteja falando de &#8216;manipulação&#8217;.</p>
<p>&#8220;É irônico que ele [Dean] escreva sobre viés em pesquisas científicas <strong>se ele mesmo não é, claramente, um pesquisador imparcial</strong>&#8220;, afirmou a associação.</p>
<p>A ABA se refere ao fato de que Dean foi <strong>pago</strong> para servir como &#8216;expert&#8217; em uma ação judicial da cidade de São Francisco sobre a colocação de advertências em outdoors com propagandas de refris. Isso mostraria que o médico tem uma visão &#8220;anti-refrigerantes&#8221;, e que foi pago para defendê-la. Exatamente o mesmo que está acusando a ABA de fazer, só que jogando ‘para o outro time’.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>BURBURINHO COM CONSEQUÊNCIAS SÉRIAS PARA A SAÚDE</strong></span></h2>
<p>Enquanto o bate-boca continua nos Estados Unidos, o importante é <strong>saber o que isso tem de importância para nossa saúde</strong>.</p>
<p>A história mostra o quanto precisamos tomar cuidado com o que é divulgado na mídia. E que dados científicos sobre a saúde humana &#8211; os quais são muitas vezes utilizados para <strong>definir políticas públicas de saúde</strong> &#8211; precisam ser analisados com todo o cuidado.</p>
<p>“<strong>Beber cinco refrigerantes por dia causa diabetes?</strong> Se você fizer uma pesquisa com a população geral dos EUA e perguntar o que o povo sabe ou acredita sobre esse assunto, verá que existe uma tremenda variação de opiniões&#8221;, explicou Dean. Tomar cinco refrigerantes diariamente pode parecer um exagero, mas Dean argumenta que esta é a média entre adolescentes no estado norte-americano de West Virginia.</p>
<p>Ou seja, o cientista defende que a população está mal informada – por isso mesmo os índices de obesidade e diabetes só aumentam (<em>veja no quadro a seguir</em>).</p>
<p>Mesmo que exista manipulação nos resultados de algumas pesquisas, isso não invalida o trabalho geral dos cientistas. Afinal, os avanços nas áreas da Medicina e da Nutrição são óbvios para qualquer um. Quando o assunto é polêmico, todavia – como é o caso do ‘efeito’ dos refrigerantes no organismo –, vale a pena manter o espírito crítico ligado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #e6f6fe; padding: 20px; border: 2px solid #d5f0fd; border-radius: 20px;">
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #077cc5;"><strong>QUAL A LIGAÇÃO EXATA ENTRE REFRIGERANTES, OBESIDADE E DIABETES?</strong></span></h3>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9458" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/copo-suado-refrigerante.jpg" alt="copo suado refrigerante" width="750" height="267" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/copo-suado-refrigerante.jpg 750w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/copo-suado-refrigerante-415x148.jpg 415w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Toda o bafafá com relação aos resultados do estudo do Dr. Dean tem motivo. O mundo vive uma <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-esta-acontecendo-com-as-criancas/"><strong>terrível epidemia de obesidade e de excesso de peso</strong></a>. A cada ano que passa, mais e mais pessoas se encontram acima do peso, o que comprovadamente aumenta os riscos para uma série de doenças perigosíssimas. O diabetes tipo 2 é uma delas. <a href="http://www.diabeticool.com/acido-urico-favorece-doencas-cardiovasculares-e-diabetes/">Doenças cardiovasculares</a> são outra consequência trágica, provocando milhões de mortes todos os anos.</p>
<p>Diversos estudos tentam entender <strong>quais são as causas</strong> por trás desse aumento de peso global. Sedentarismo e maus hábitos alimentares são, é claro, os principais motivos. Porém, as bebidas açucaradas (chás industrializados, sucos e especialmente refrigerantes) são vistas como as grandes vilãs do peso. Elas costumam ser <strong>gostosas</strong>, recebem investimentos pesadíssimos de <strong>marketing</strong> e &#8230; contêm <strong><a href="http://www.diabeticool.com/a-quantidade-assustadora-de-acucar-nas-bebidas/">quantidades assustadoras de açúcar</a>.</strong> O povo as toma sem pudor, todos os dias, aumentando muito a quantidade de açúcar no sangue. Nenhum organismo aguenta esse excesso de calorias por muito tempo.</p>
<figure id="attachment_9450" aria-describedby="caption-attachment-9450" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9450" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/indice-de-obesidade-global-em-2015.jpg" alt="indice-de-obesidade-global-em-2015" width="750" height="505" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/indice-de-obesidade-global-em-2015.jpg 750w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/indice-de-obesidade-global-em-2015-356x240.jpg 356w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-9450" class="wp-caption-text">Índice global de obesidade em 2015 &#8211; veja que o Brasil aparece com cerca de 15% da população obesa (os últimos dados no Ministério da Saúde já falam em 18%)</figcaption></figure>
<p>Por isso, há diversas estratégias sendo estudadas. <strong>Vale a pena aumentar os impostos sobre as bebidas açucaradas</strong>? <strong>Proibir a venda de tamanhos grandes de refrigerantes</strong>? Ou precisamos, isso sim, <strong>ampliar as campanhas de conscientização</strong>? O assunto é polêmico e mexe com o interesse de muita gente. Por isso, estudos como o discutido nesta matéria tem o potencial de inflamar ânimos e causar grandes debates públicos.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #077cc5;"><strong>LEIA A RESPOSTA COMPLETA DA ASSOCIAÇÃO DE FABRICANTES DE BEBIDAS (ABA) DOS EUA:</strong></span></h3>
<p><em>&#8216;As empresas fabricantes de bebidas dos EUA estão engajadas em questões de saúde pública pois nós, também, queremos uma América mais forte e saudável. Nós temos uma longa tradição de auxiliar organizações comunitárias em todo o país. Como esse estudo mostra, algumas destas organizações focam em fortalecer a saúde pública, o que nós temos orgulho de apoiar.</em><em> </em></p>
<p><em>Nós estamos fazemos a diferença voluntariamente, por meio de ações que reduzem as calorias e o açúcar nas bebidas[&#8230;]. Por meio destes esforços, trabalhamos junto a grupos proeminentes de saúde pública na questão de como ajudar as pessoas a moderar [a ingestão] de calorias, no que é o maior esforço voluntário dentre todas as indústrias a fim de discutir [o problema da] obesidade.</em><em> </em></p>
<p><em>Sim, nós podemos discordar com algumas pessoas na comunidade de saúde pública em assuntos como impostos e legislações discriminatórias e regressivas impostas aos nossos produtos. Porém, nós acreditamos que nossas ações em comunidades e nos mercados estão contribuindo para resolver este problema complexo que é a obesidade. Nós temos o direito e a necessidade de nos associarmos a organizações que fortaleçam nossas comunidades&#8217;.</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
[accordions]
[accordion title=&#8221;PARA MAIS INFORMAÇÕES:&#8221; load=&#8221;hide&#8221;]ARTIGO CIENTÍFICO – <a href="http://annals.org/aim/article/2578450/do-sugar-sweetened-beverages-cause-obesity-diabetes-industry-manufacture-scientific">Do Sugar-Sweetened Beverages Cause Obesity and Diabetes? Industry and the Manufacture of Scientific Controversy. Ann Intern Med. 2016</a>.<br />
[/accordion]
[/accordions]
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/refrigerantes-causam-ou-nao-causam-diabetes-depende-de-quem-paga-pelo-estudo/">Refrigerantes causam ou não causam diabetes? Depende de quem paga pelo estudo</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Mensagens de texto pelo telefone dão uma ajudinha para uma vida mais saudável</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/mensagens-de-texto-pelo-telefone-dao-uma-ajudinha-para-uma-vida-mais-saudavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2016 01:12:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[mensagem de texto]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[telefone celular]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=9367</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estudo científico com mais de 1 milhão de pessoas revela que receber mensagens de texto informativas e motivacionais pode ajudar a prevenir o diabetes tipo 2. Hoje em dia, todo mundo sabe que precisa se alimentar melhor, comer menos e praticar mais atividades físicas. Afinal, basta ligar a TV ou acessar a internet para encontrar &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/mensagens-de-texto-pelo-telefone-dao-uma-ajudinha-para-uma-vida-mais-saudavel/">Mensagens de texto pelo telefone dão uma ajudinha para uma vida mais saudável</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo científico com mais de 1 milhão de pessoas revela que receber mensagens de texto informativas e motivacionais pode ajudar a prevenir o diabetes tipo 2.</em><br />
<span id="more-9367"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9379" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/08/mensagens-de-celular-para-combater-o-diabetes-tipo-2.jpg" alt="mensagens de celular para combater o diabetes tipo 2" width="906" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/08/mensagens-de-celular-para-combater-o-diabetes-tipo-2.jpg 906w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/08/mensagens-de-celular-para-combater-o-diabetes-tipo-2-768x466.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/08/mensagens-de-celular-para-combater-o-diabetes-tipo-2-395x240.jpg 395w" sizes="(max-width: 906px) 100vw, 906px" /></p>
<p>Hoje em dia, todo mundo sabe que precisa se alimentar melhor, comer <em>menos</em> e praticar mais atividades físicas. Afinal, basta ligar a TV ou acessar a internet para encontrar dezenas de notícias, anúncios e propagandas sobre os <strong>benefícios de uma vida mais saudável</strong>. Por que será, então, que ainda <strong>tão pouca gente segue esses conselhos</strong>? Será que está faltando um pouquinho de <strong><em>estímulo</em></strong> para deixarmos a comilança de lado e começarmos a cuidar melhor do nosso corpo e da saúde?</p>
[pullquote]Nesse estudo, pela primeira vez pesquisadores utilizaram o poder e a penetração dos <strong>telefones celulares</strong> para tentar mudar, em um número tão grande de pessoas, hábitos ruins associados ao aumento no número de casos de diabetes.[/pullquote]
<p>Parece que sim. Um enorme estudo científico realizado com mais de <strong>1 milhão de pessoas</strong> mostrou que simples <strong>mensagem de texto</strong> – os populares ‘torpedos’ enviados pelo telefone &#8211; podem estimular as pessoas a adotar hábitos mais saudáveis de vida. Com isso, não apenas a saúde dessas pessoas melhorará, como também elas estarão <a href="http://www.diabeticool.com/por-que-cafe-e-tao-bom-para-prevenir-o-diabetes/"><strong>menos propensas a desenvolver o diabetes tipo 2</strong></a>.</p>
<p>O trabalho foi publicado na última edição do periódico científico J<em>ournal of Medical and Internet Research </em>e liderado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Northwestern, em Chicago, nos Estados Unidos, e da ONG Arogya World.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>USANDO O TELEFONE PARA CUIDAR DA SAÚDE</strong></span></h2>
<p>O estudo foi conduzido na <strong>Índia</strong>, um dos países mais populosos do mundo e que possui uma das maiores taxas de prevalência de diabetes tipo 2 na população adulta (veja a caixa comparativa com o Brasil logo abaixo).</p>
<blockquote><p>Saiba mais sobre a Índia e suas curiosidades em &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-pelo-mundo-india/"><strong>Diabetes pelo Mundo: Índia</strong></a>&#8220;</p></blockquote>
<p>Lá &#8211; assim como no Brasil -, a pobreza de boa parte da população torna o tratamento do diabetes complicado. O acesso a serviço de saúde de qualidade é raro, e muitos não têm condições de adquirir, do próprio bolso, os medicamentos e insumos necessários ao bom controle da glicemia. Por isso, <strong>prevenir ao máximo</strong> o desenvolvimento do diabetes é missão número um das equipes de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #008dc8;"><strong>QUADRO COMPARATIVO ÍNDIA &#8211; BRASIL</strong></span></h3>
<p><strong>POPULAÇÃO TOTAL</strong>: <span style="color: #993300;"><strong>Índia</strong></span>: 1,29 BILHÃO DE PESSOAS /  <span style="color: #339966;"><strong>Brasil</strong></span>: 205 MILHÕES DE PESSOAS</p>
<p><strong>ADULTOS (20-79 ANOS) QUE ESTÃO COM DIABETES</strong>: <strong><span style="color: #993300;">Índia</span>: </strong>69 MILHÕES  / <span style="color: #339966;"><strong>Brasil</strong></span>:14.25 MILHÕES</p>
<p><strong>ADULTOS COM DIABETES AINDA NÃO DIAGNOSTICADO</strong>: <strong><span style="color: #993300;">Índia:</span> </strong>36 MILHÕES  / <span style="color: #339966;"><strong>Brasil</strong></span>: 5.7 MILHÕES</p>
<p><strong>PREVALÊNCIA DO DIABETES</strong>: <strong><span style="color: #993300;">Índia</span>: </strong>8.7% DA POPULAÇÃO / <span style="color: #339966;"><strong>Brasil</strong></span>:10.2% DA POPULAÇÃO</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;"><em>Dados da Federação Internacional de Diabetes para 2015.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
 Já que vivemos com os celulares nas mãos, que tal utilizá-los para aprender sobre a saúde e o diabetes?
<p>Outra característica que torna a Índia parecida com o Brasil é <strong>a paixão do povo pelos telefones celulares</strong>. Mesmo os mais pobres possuem um aparelhinho &#8211; e os cientistas resolveram usar essa característica em prol de seus estudos.</p>
<p>Mais de 1 milhão de indianos receberam, duas vezes por semana e durante seis meses, mensagens de texto em seus telefones com dicas sobre hábitos saudáveis de vida e com informações sobre o que é o diabetes e como ele pode ser prevenido. As mensagens, sempre de caráter motivacional, incluíam frases sobre o que faz bem (e o que não faz bem) comer, por que é importante evitar alimentos muito gordurosos e a importância enorme do exercícios físicos para o bem estar e para uma vida mais completa e feliz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>OS RESULTADOS DO ESTUDO: TORPEDOS CRIARAM NOVOS HÁBITOS!</strong></span></h2>
<p>Após os seis meses, grupos de pessoas que receberam as mensagens informativas e motivacionais foram comparados com indianos que não haviam recebido tais mensagens. Os cientistas estudaram parâmetros como o consumo semanal de frutas, verduras e gorduras, assim como o nível de atividades físicas.</p>
<p>Os resultados mostraram que <strong>40% mais pessoas adotaram hábitos saudáveis de vida após lerem as simples mensagens de texto</strong>. Talvez 40% possa não parecer muito, porém são <strong>milhares</strong> de vidas que ficaram mais saudáveis por meio de um método simples e extremamente barato para grandes empresas: enviar dois torpedos por semana!</p>
<blockquote><p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde,<strong> três simples atitudes</strong> do dia a dia podem <strong>prevenir 80% dos casos de diabetes tipo 2</strong>, 80% dos casos de doenças do coração e 40% dos casos de câncer. São elas: evitar o tabaco (ou seja,<a href="http://www.diabeticool.com/mulheres-tem-3x-mais-riscos-de-diabetes-tipo-2-se-mae-fumou-na-gravidez/"> deixar de fumar</a>), comer alimentos saudáveis e aumentar a quantidade de exercícios físicos.</p></blockquote>
<p>&#8220;Nosso trabalho mostra o potencial do mais simples aparelho celular em ser utilizado como ferramenta valiosa na hora de entregar mensagens de saúde pública em larga escala, para uma população tão diversa&#8221;, afirmou a cientista Angela Pfammatter, da Universidade Northwestern e principal autora do estudo.</p>
<p>&#8220;Você só precisa de um celular básico. [Simplesmente isso] já pode gerar um impacto [positivo]&#8221;, disse a pesquisadora em comunicado à imprensa.</p>
 Já pensou se uma simples mensagem no telefone fosse o suficiente para nos estimular a levar uma vida mais ativa?
<p>De fato, adotar hábitos saudáveis nem sempre é a opção de vida mais atrativa. Em um primeiro momento, aquele suculento <em>fast food</em>, pingando óleo, pode falar mais alto com o nosso estômago do que <a href="http://www.diabeticool.com/todas-as-receitas-ja-publicadas/">um prato de vegetais e frutas</a>. Porém, se soubermos os efeitos que estes alimentos terão no corpo – tanto imediatos quanto de longa data –, fica mais fácil fazer a escolha certa. E se, ainda por cima, tivermos uma ajudinha virtual na hora de aprender sobre esses bons hábitos, a força de vontade ganha um estímulo extra para triunfar.</p>
<div class="bdaia-toggle open"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt">Para saber mais (referência científica)</span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt">Para saber mais (referência científica)</span></h4><div class="toggle-content"><p>Pfammatter A, Spring B, Saligram N, Davé R, Gowda A, Blais L, Arora M, Ranjani H, Ganda O, Hedeker D, Reddy S, Ramalingam S. <strong>mHealth Intervention to Improve Diabetes Risk Behaviors in India: A Prospective, Parallel Group Cohort Study</strong>. <em>J Med Internet Res 2016;18(8):e207</em></p></div></div>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/mensagens-de-texto-pelo-telefone-dao-uma-ajudinha-para-uma-vida-mais-saudavel/">Mensagens de texto pelo telefone dão uma ajudinha para uma vida mais saudável</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Chá verde: pesquisa da UNICAMP mostra efeitos positivos da bebida no combate ao diabetes</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/cha-verde-pesquisa-da-unicamp-mostra-efeitos-positivos-da-bebida-no-combate-ao-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jun 2016 01:10:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[albuminúria]]></category>
		<category><![CDATA[chá verde]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[nefropatia]]></category>
		<category><![CDATA[rins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Consumo diário de chá verde foi capaz de amenizar problema renal em pacientes, mostrando-se mais poderoso que medicamentos. Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Campinas mostrou os efeitos positivos do chá verde para quem está com diabetes. A pesquisadora Cynthia Borges e seu orientador, o médico José Butori Faria, focaram os estudos nos efeitos &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Consumo diário de chá verde foi capaz de amenizar problema renal em pacientes, mostrando-se mais poderoso que medicamentos.</em><span id="more-9355"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >U</span>ma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Campinas mostrou os <strong>efeitos positivos do</strong> <strong>chá verde</strong> para quem está com diabetes.</p>
<p>A pesquisadora Cynthia Borges e seu orientador, o médico José Butori Faria, focaram os estudos nos efeitos do chá verde em <strong>problemas renais causados pelo diabetes</strong>.</p>
<blockquote><p>O diabetes é uma das principais causas de doenças nos rins. Estima-se que 45% de todos os novos casos de problemas renais estejam relacionados ao excesso de açúcar no sangue. Saiba mais sobre este efeito do diabetes no corpo em nossa <a href="http://www.diabeticool.com/perguntas-respostas/quais-sao-os-efeitos-do-diabetes-no-corpo-humano/"><strong>página especial sobre nefropatia</strong></a>.</p></blockquote>
<p>Os rins são os órgãos &#8216;filtradores&#8217; do corpo humano, que &#8216;limpam&#8217; o sangue de moléculas nocivas ao organismo e impedem que componentes importantes para nós &#8211; como as proteínas &#8211; sejam eliminados pela urina. Porém, danos nos rins podem provocar complicações nesse equilíbrio. Uma dessas complicações é a <strong>albuminúria</strong> &#8211; isto é, quando uma proteína chamada albumina acaba sendo eliminada em excesso na urina. A albuminúria é uma conseqüência comum em pessoas que convivem com o diabetes há algumas décadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>CHÁ VERDE: UMA PROTEÇÃO NATURAL PARA AS CÉLULAS DOS RINS</strong></span></h2>
<p>“Essa albumina provém do sangue do indivíduo. O sangue passa pelos rins originando o que chamamos de ‘ultrafiltrado’, e é esse ‘ultrafiltrado’ que, depois de sofrer algumas transformações, dá origem à urina. No ‘ultrafiltrado’ de uma pessoa normal, a quantidade de albumina é muito baixa. Porém, no paciente com doença renal em decorrência do diabetes, ela se torna bem maior”, explicou, em entrevista à <a href="http://agencia.fapesp.br/cha_verde_reduz_drasticamente_a_perda_de_albumina_em_diabeticos/23421/">Agência FAPESP</a>, o médico José Faria.</p>
 Tanto o chá verde quanto o chá preto já se mostraram poderosos contra o diabetes.
<p>O estudo científico brasileiro focou nos efeitos do chá verde em relação à albuminúria. Diabéticos portadores de doença renal receberam o melhor tratamento atualmente existente para os rins e, adicionalmente, durante 12 semanas, <strong>ingeriram o equivalente a três xícaras de chá verde todos os dias</strong>.</p>
<p>Após esse período, a pesquisa mostrou que houve <strong>redução de 41% na perda da albumina através da urina</strong>. A taxa é significativa, e tem um caráter especial: os diabéticos que participaram deste estudo foram escolhidos pois continuavam a eliminar excesso de albumina na urina <em>mesmo tomando medicamentos</em>. Após o tratamento com o chá verde, porém, houve esta notável diminuição na condição.</p>
<p>Os cientistas acreditam que os princípios ativos do chá ajudam a manter vivas as células dos rins que barram a passagem de proteínas para a urina.</p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #01abee;"><strong>A FARMÁCIA DA NATUREZA</strong></span></h3>
<p>Falando em chás&#8230;não é só o chá verde que possui propriedades poderosas contra o diabetes! Em 2012, o <strong>Diabeticool</strong> noticiou uma pesquisa, realizada com milhares de pessoas em diversos países do mundo, que mostrou que o consumo habitual de <strong>chá preto</strong> diminui os riscos de desenvolvimento do diabetes tipo 2.</p>
<p>Além disso, outros trabalhos científicos mostraram que o chá preto pode reduzir em até 60% os riscos de ataques cardíacos.</p>
<p><strong>Veja mais em</strong>: <em><a href="http://www.diabeticool.com/o-impacto-positivo-do-cha-preto-no-diabetes-tipo-2/">O Impacto Positivo do Chá Preto no Diabetes Tipo 2</a> </em>e <em><a href="http://www.diabeticool.com/cha-preto-um-combatente-dos-sintomas-cardiovasculares/">Chá preto, um combatente dos sintomas cardiovasculares</a>.</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>TRATAMENTO PARA OS RINS A CAMINHO?</strong></span></h2>
<p>O estudo traz grandes esperanças para quem sofre de problemas renais, ainda mais por mostrar que um composto natural é capaz de ajudar o organismo a funcionar melhor. Todavia, os dados ainda não são suficientes para receitar, com ‘certeza científica’, o chá verde como um tratamento contra os efeitos do diabetes nos rins. “Nosso estudo foi realizado com um grupo pequeno de indivíduos. É preciso reproduzi-lo em um grupo maior, com mais tempo de acompanhamento. De qualquer forma, o resultado obtido é bastante expressivo e promissor”, explicou Faria.</p>
<p>Para quem achou um ‘exagero’ tomar o equivalente a três xícaras de chá verde todos os dias, o médico ainda notou que os efeitos colaterais observados foram “mínimos”. Mais um motivo para aproveitar o friozinho do inverno, esquentar a água e deliciar-se com uma gostosa – e saudável – xícara de chá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais informações sobre o estudo, intitulado “<em>The use of green tea polyphenols for treating residual albuminuria in diabetic nephropathy: A double-blind randomised clinical trial</em>”, podem ser encontrados <a href="http://www.nature.com/articles/srep28282"><strong>neste link</strong></a> (em inglês).</p>
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		<title>Diabetes: novo adesivo inteligente promete acabar com as injeções de insulina</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/diabetes-novo-adesivo-inteligente-promete-acabar-com-as-injecoes-de-insulina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2015 15:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[adesivo inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[Zhen Gu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aplicado na pele sem nenhuma dor, adesivo é capaz de medir a glicemia e liberar a quantidade exata de insulina. Testes com humanos devem começar em breve. No futuro próximo, o controle do diabetes poderá ser feito sem nenhuma injeção e sem picadas constantes nos dedos para medir a glicemia. Bastará aplicar um pequenino adesivo &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Aplicado na pele sem nenhuma dor, adesivo é capaz de medir a glicemia e liberar a quantidade exata de insulina. Testes com humanos devem começar em breve.</em><br />
<span id="more-8789"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8787" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/adesivo-de-insulina-2015.jpg" alt="foto- diabetes - adesivo de insulina 2015" width="827" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/adesivo-de-insulina-2015.jpg 827w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/adesivo-de-insulina-2015-768x511.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/adesivo-de-insulina-2015-361x240.jpg 361w" sizes="(max-width: 827px) 100vw, 827px" /></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>o futuro próximo, o controle do diabetes poderá ser feito sem nenhuma injeção e sem picadas constantes nos dedos para medir a glicemia. Bastará aplicar um pequenino adesivo sobre a pele e pronto &#8211; a quantidade de açúcar no sangue estará controlada!</p>
<p>Esta é a promessa do &#8220;<strong>adesivo inteligente</strong>&#8220;, criado por pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, para quem está com diabetes. A novidade científica, ainda em desenvolvimento, foi publicada no periódico <em>Proceeding of the National Academy of Sciences</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O QUE É E COMO FUNCIONA O ADESIVO INTELIGENTE?</strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >P</span>ara quem precisa injetar insulina várias vezes ao dia para controlar a glicemia &#8211; especialmente <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabéticos tipo 1</a> -, o adesivo poderá ser o melhor amigo da saúde e evitar desconfortos.</p>
[pullquote]&#8221;A parte difícil do diabetes não é a injeção de insulina, medir a glicemia ou a dieta, mas o fato de que você tem que fazer tudo isso várias vezes todos os dias, durante toda a sua vida&#8217;, dr. John Buse (co-autor do estudo)[/pullquote]
<p>O adesivo é um pequeno quadrado, do tamanho de uma moedinha. Na face inferior, ele possui uma centena de &#8220;microagulhas&#8221; especiais, extremamente pequenas e que grudam na pele sem provocar qualquer dor.</p>
<figure id="attachment_8788" aria-describedby="caption-attachment-8788" style="width: 200px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8788" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/dr-Zhen-Gu-Universidade-Carolina-do-Norte-EUA.jpg" alt="foto - dr Zhen Gu Universidade Carolina do Norte EUA" width="200" height="249" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/dr-Zhen-Gu-Universidade-Carolina-do-Norte-EUA.jpg 200w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/dr-Zhen-Gu-Universidade-Carolina-do-Norte-EUA-193x240.jpg 193w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /><figcaption id="caption-attachment-8788" class="wp-caption-text">O dr Zhen Gu, da Univ. da Carolina do Norte, EUA, é o principal autor do estudo sobre o adesivo inteligente.</figcaption></figure>
<p>As microagulhas são pequenas, porém capazes de atingir os finos vasos sangüíneos na superfície da pele. Quando em contato com o sangue, as microagulhas conseguem detectar a quantidade de açúcar na circulação e liberam insulina de acordo, a fim de corrigir excessos. É por este revolucionário sistema de detecção que o adesivo é chamado de &#8220;inteligente&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós desenvolvemos um adesivo para diabéticos que funciona rapidamente, é fácil de usar e é feito de materiais não-tóxicos e biocompatívies&#8221;, explicou o principal autor do estudo, o prof. Zhen Gu (<em>foto</em>), do Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade da Carolina do Norte.</p>
<p>&#8220;O sistema inteiro pode ser personalizado, sendo ajustável para o peso e a <a href="http://www.diabeticool.com/voce-sabe-tanto-sobre-diabetes-quanto-pensa/">sensibilidade à insulina</a> do paciente. Assim, podemos tornar o &#8220;adesivo inteligente&#8221; ainda mais inteligente&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>MUITA TECNOLOGIA AJUDA A MANTER A SAÚDE CONTROLADA POR DIAS</strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> novo adesivo já foi testado, com sucesso, em camundongos diabéticos. Com ele, os cientistas conseguiram controlar a glicemia corretamente durante nove horas.</p>
<p>A insulina é guardada em pequenos compartimentos dentro das microagulhas do adesivo (<em>foto abaixo</em>). Ou seja, uma hora o hormônio acaba e o adesivo deverá ser trocado. Nos testes atuais, um adesivo dura algumas horas, mas a meta dos pesquisadores é torná-lo funcional, para humanos, durante vários dias seguidos.</p>
<p>&#8220;[Esta tecnologia] é muito, muito empolgantes, mas ainda preliminar. Levará anos até determinarmos se vai funcionar bem em humanos. Mas se funcionasse, seria fantástico&#8221;, disse o dr. John Buse, um dos autores do trabalho e diretor do <em>North Carolina Diabetes Care Centre</em>.</p>
<figure id="attachment_8786" aria-describedby="caption-attachment-8786" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-8786 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/adesivo-de-insulina-zoom-nas-microagulhas.jpg" alt="foto - adesivo de insulina - zoom nas microagulhas" width="700" height="412" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/adesivo-de-insulina-zoom-nas-microagulhas.jpg 700w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/adesivo-de-insulina-zoom-nas-microagulhas-408x240.jpg 408w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-8786" class="wp-caption-text">As microagulhas do adesivo guardam a insulina, que é liberada aos pouquinhos no sangue, conforme a necessidade.</figcaption></figure>
<p>John explica que uma das maiores vantagens do adesivo é evitar a injeção de quantidade erradas de insulina.</p>
<p>&#8220;Injetar a quantidade incorreta de medicação pode levar a <a href="http://www.diabeticool.com/nao-controlada-diabetes-pode-causar-complicacoes-diz-sbd/">complicações significativas</a>, como cegueira e amputação de membros, ou até mesmo a conseqüências mais desastrosas, como o <a href="http://www.diabeticool.com/criancas-salvam-mae-de-coma-diabetico-fatal/">coma diabético</a> e a morte&#8221;.</p>
<p>O adesivo dispensaria completamente as injeções, já que é capaz de controlar a glicemia de maneira &#8220;automática&#8221;. Porém, algumas medições de glicemia na ponta do dedo ainda terão de ser feitas, a fim de evitar possíveis casos de <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hipoglicemia/">hipoglicemia</a> – especialmente em quem pula refeições e/ou pratica exercícios físicos intensos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>QUANDO O ADESIVO INTELIGENTE PARA DIABETES ESTARÁ NAS LOJAS?</strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>ovidades científicas revolucionárias deste porte, ainda mais quando são da área da saúde, costumam demorar vários anos até serem encontradas nas prateleiras das farmácias. Porém, os testes iniciais foram tão positivos que os pesquisadores estão confiantes de que, logo, o adesivo inteligente poderá ser comprado.</p>
<p>&#8220;Nós queremos comercializar [o adesivo inteligente] eventualmente. Estamos buscando realizar amplos estudos em animais e, se tivermos sucesso, partiremos para os testes em humanos&#8221;, disse o dr. Gu.</p>
<p>&#8220;Eu acredito que, no mínimo, levará de dois a três anos até ser comercializado&#8221;</p>
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		<item>
		<title>Hackers podem invadir um pâncreas artificial?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/hackers-podem-invadir-um-pancreas-artificial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2015 12:13:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas artificial]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já pensou ter suas informações de saúde roubadas ou adulteradas por um invasor virtual? A preocupação é real e é destaque em periódico científico sobre diabetes. Opâncreas artificial é o sonho de consumo tecnológico de muitos que convivem com o diabetes tipo 1. Através de sistemas automatizados, o equipamento é capaz de medir continuamente as &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Já pensou ter suas informações de saúde roubadas ou adulteradas por um invasor virtual? A preocupação é real e é destaque em periódico científico sobre diabetes.</em><br />
<span id="more-8696"></span></p>
<p><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span>pâncreas artificial</strong> é o sonho de consumo tecnológico de muitos que convivem com o diabetes tipo 1. Através de sistemas automatizados, o equipamento é capaz de medir continuamente as taxas de açúcar no sangue e liberar insulina na medida exata para corrigir a glicemia. Diversos estudos mostram que o tratamento do diabetes com o pâncreas artificial é melhor e mais fácil do que com os métodos tradicionais.</p>
[pullquote]Tanta tecnologia não está livre de vulnerabilidades &#8211; e quando um aparelho controla diretamente nossa saúde, todo cuidado é pouco.[/pullquote]
<p>Uma outra vantagem dos &#8220;pâncreas biônicos&#8221; é que eles são capazes de enviar dados precisos de glicemia para celulares ou computadores, facilitando as leituras e a impressão dos informações para levar ao médico.</p>
<p>Porém, tanto tecnologia assim tem seu lado ruim. O maior deles é o <strong>preço</strong>. Apesar de modelos já existirem há algum tempo no mercado internacional, ainda é muito raro ver brasileiros com o pâncreas artificial. E um outro problema, menos reconhecido, ganhou destaque na literatura científica nas últimas semanas: a <strong>segurança</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PERIGO NO AR</strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>e, hoje em dia, <em>hackers</em> conseguem invadir computadores, tablets, telefones &#8211; qualquer coisa conectada à internet -, será que não há perigo de alguém sabotar pâncreas artificiais?</p>
<p>Esta é uma preocupação séria que acaba de render um artigo científico. Cientistas da Mayo Clinic &#8211; um centro de referência em pesquisas médicas nos EUA &#8211; publicaram um estudo no periódico <em>Diabetes Technology &amp; Therapeutics</em> afirmando que a segurança dos pâncreas artificiais atuais é precária, e que medidas devem ser adotadas o mais rápido possível para garantir a segurança dos diabéticos.</p>
<figure id="attachment_7355" aria-describedby="caption-attachment-7355" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7355" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/pancreas-artificial-esquema.jpg" alt="pancreas artificial esquema" width="300" height="227" /><figcaption id="caption-attachment-7355" class="wp-caption-text">Esquema mostra o funcionamento de um pâncreas artificial.</figcaption></figure>
<p>Os pesquisadores explicam que dois tipos de problemas graves de segurança podem ocorrer em pâncreas artificiais: erros de programação nos aplicativos que controlam o equipamento e falhas de segurança online, durante a comunicação de dados.</p>
<p>Eles <strong>explicam a situação com um exemplo</strong>: imagine que um usuário de pâncreas artificial tenha uma leitura de glicemia “adulterada”, seja por erro de programação ou por alguma invasão <em>hacker</em>. Se a glicemia da pessoa estiver normal, mas esta leitura adulterada apontar níveis muito altos de açúcar no sangue, o aparelho pode interpretar isto como hiperglicemia e liberar uma quantidade alta de insulina para baixar os valores. As conseqüências disto para quem já estava com a glicemia normal podem ser perigosíssimas.</p>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/novo-pancreas-artificial-faz-sucesso-em-feira-e-ganha-premio/&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;#008ec8&#8243;]CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS SOBRE O PÂNCREAS ARTIFICIAL![/button]
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SEGURANÇA REFORÇADA</strong></p>
<figure id="attachment_7330" aria-describedby="caption-attachment-7330" style="width: 244px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7330" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/novo-pancreas-artificial-gadget-show-2014-diabetes.jpg" alt="novo pancreas artificial gadget show 2014 diabetes" width="244" height="247" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/novo-pancreas-artificial-gadget-show-2014-diabetes.jpg 244w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/04/novo-pancreas-artificial-gadget-show-2014-diabetes-237x240.jpg 237w" sizes="(max-width: 244px) 100vw, 244px" /><figcaption id="caption-attachment-7330" class="wp-caption-text">Imagem: Wired.com</figcaption></figure>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> estudo sugere que os fabricantes de pâncreas artificiais tornem os aplicativos que os controlam mais “robustos”. Um exemplo é programar para que haja checagens extra caso algum valor de glicemia muito discrepante apareça.</p>
<p>Além disso, todos os fabricantes devem relatar publicamente quais protocolos de segurança online utilizam nos aparelhos que transmitem dados. Esta seria uma garantia de que há camadas de proteção contra adulteração e roubo de dados pessoais nestes equipamentos.</p>
<p>Os cientistas da Mayo Clinic não são os únicos preocupados com a segurança eletrônica de equipamentos médicos. No ano passado, a FDA, agência regulatória de medicamentos dos EUA, lançou um guia de <em>cyber</em>segurança para equipamentos médicos, visando justamente o emergente mercado de pâncreas artificiais.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/hackers-podem-invadir-um-pancreas-artificial/">Hackers podem invadir um pâncreas artificial?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Entenda tudo sobre a VACINA contra o diabetes tipo 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2015 16:46:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa publicada este mês abre o caminho para uma vacina contra o diabetes tipo 1 no futuro. Entenda o que foi descoberto e como isto pode mudar nossas vidas. Ezio Bonifácio &#8211; eis um nome que iremos ouvir bastante nos próximos anos. Professor de diabetes no Centro de Terapias Regenerativas em Dresden, na Alemanha, Ezio &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa publicada este mês abre o caminho para uma vacina contra o diabetes tipo 1 no futuro. Entenda o que foi descoberto e como isto pode mudar nossas vidas.</em><br />
<span id="more-8620"></span></p>
<p><strong>Ezio Bonifácio</strong> &#8211; eis um nome que iremos ouvir bastante nos próximos anos. Professor de diabetes no Centro de Terapias Regenerativas em Dresden, na Alemanha, Ezio e sua equipe publicaram uma descoberta incrível sobre uma possível maneira de <a title="Evitar glúten na gravidez pode prevenir diabetes tipo 1" href="http://www.diabeticool.com/evitar-gluten-na-gravidez-pode-prevenir-diabetes-tipo-1/"><strong>prevenir o diabetes tipo 1</strong></a> &#8211; o que gera esperanças de que uma <strong>vacina</strong> contra este tipo de diabetes seja criada em breve.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>A ORIGEM DO DIABETES TIPO 1</strong></h4>
[pullquote]No DM1, é o próprio organismo que destrói as células beta[/pullquote]
<figure id="attachment_8622" aria-describedby="caption-attachment-8622" style="width: 240px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8622" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/ezio-bonifacio-diabetes.jpg" alt="ezio bonifacio diabetes" width="240" height="240" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/ezio-bonifacio-diabetes.jpg 240w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/04/ezio-bonifacio-diabetes-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /><figcaption id="caption-attachment-8622" class="wp-caption-text">O cientista Ezio Bonifacio.</figcaption></figure>
<p>Para entender o impacto da descoberta, vale relembrar: o diabetes tipo 1 costuma aparecer cedo durante a vida, quando o sistema de defesa do corpo ataca as células que produzem insulina.  Conforme elas são destruídas, menos insulina é feita; com isso, o açúcar dos alimentos vai se acumulando no sangue, levando ao diabetes. Por isso, quem está com diabetes tipo 1 precisa, necessariamente, injetar insulina todos os dias para viver bem.</p>
<p>Ninguém sabe ao certo por que, em algumas pessoas, acontece este &#8220;auto-ataque&#8221; do sistema imune contra as células que produzem insulina. Uma hipótese é que, em diabéticos tipo 1, o sistema de defesa não entrou em contato suficiente com a insulina durante os primeiros anos de vida. É como se os “soldados” que nos guardam contra infecções encontrassem a insulina pela primeira vez e achassem que ela era uma &#8220;intrusa&#8221;, que deve ser combatida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>COMBATENDO DO LADO CERTO</strong></h4>
<p>Como, então, convencer o sistema imune de que a insulina é uma parte &#8220;boa&#8221; do nosso corpo? Uma idéia é &#8220;apresentá-la&#8221; aos soldados nas quantidades adequadas, nos primeiros anos de vida, a fim de que eles se acostumem ao hormônio e não ataquem, no futuro, as células que o produzem.</p>
[pullquote]A vacina &#8220;ensanaria&#8221; ao sistema de defesa do corpo que a insulina não é um &#8220;inimigo&#8221;[/pullquote]
<p>Foi exatamente isto que Ezio e sua equipe buscaram fazer. Eles recrutaram 25 crianças, de 2 a 7 anos e com alto risco de desenvolverem diabetes tipo 1 (isto é, tinham histórico familiar de DM1 e possuíam genes que as predispunham à condição). Elas receberam, durante um período que variou de 3 a 18 meses, doses variáveis de <strong>insulina oral</strong>.</p>
<p>A insulina oral é um pózinho de insulina que pode ser misturado aos alimentos. Ele não é vendido normalmente para tratar o diabetes porque a insulina, quando &#8220;engolida&#8221;, é destruída muito rapidamente pelo corpo &#8211; apenas 1% chega à corrente sangüínea. Por isso que as injeções ainda são a melhor opção.</p>
<p>Porém, uma vantagem da insulina em pó é que ela entra em contato com a <strong>mucosa da boca</strong>. E lá ela entrará em contato também com células do sistema imune.</p>
 Vacina contra diabetes tipo 1: os primeiros e promissores passos já foram dados.
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>RESULTADOS ANIMADORES = 1ª VACINA ANTI-DIABETES?</strong></h4>
[pullquote]Se tudo der certo, as primeiras vacinas poderão estar prontas já na próxima década.[/pullquote]
<p>O estudo foi conduzido de 2009 a 2013, e só agora os resultados foram compilados. A descoberta dos cientistas é que as crianças que receberam as maiores doses de insulina oral mostraram, de fato, sinais de que o sistema imune já estava &#8220;reconhecendo&#8221; o hormônio, o que indica um caminho promissor na prevenção do ataque às <a title="Células-Beta" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/celulas-beta/">células beta</a>, produtoras da insulina.</p>
<p>&#8220;Dar insulina a crianças com alto risco genético de desenvolver diabetes tipo 1 pode, na verdade, ter um efeito protetor, como se fosse uma vacina. Ou seja, a insulina estimula o sistema imune destas crianças de um jeito que as protege do diabetes tipo 1&#8221;, afirmou Ezio em um comunicado à imprensa.</p>
<p>A meta do grupo de pesquisas de Ezio, agora, é testar o método em um grupo maior de crianças. Os resultados deste estudo deverão estar prontos apenas em 2022. Enquanto isso, os pesquisadores testarão doses maiores de insulina oral.</p>
<p>De acordo com o cientista, caso o método venha a se transformar em uma vacina contra DM1, crianças com alto risco de desenvolver a doença começarão o tratamento com insulina oral aos 6 meses de idade, e continuarão recebendo as doses até os 2 ou 3 anos.</p>
<p>O estudo foi publicado no periódico científico <em>JAMA</em>.   [button link=&#8221;http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=2275446&#8243; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Clique aqui para acessar o artigo[/button]
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		<title>Excesso de antibióticos aumenta o risco de diabetes tipo 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2015 23:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[antibióticos]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias intestinais]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[penicilina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova pesquisa  estudou a saúde de mais de 1 milhão de pessoas e mostra relação entre uso de antibióticos e chances maiores de ter diabetes tipo 2 no futuro. Antibióticos podem salvar vidas – mas também trazer uma série de conseqüências à saúde que, à primeira vista, pouco tem a ver com a cura de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nova pesquisa  estudou a saúde de mais de 1 milhão de pessoas e mostra relação entre uso de antibióticos e chances maiores de ter diabetes tipo 2 no futuro.</em><br />
<span id="more-8569"></span></p>
 Bactérias: algumas fazem mal, mas outras são essenciais para nossa saúde.
<p>Antibióticos podem salvar vidas – mas também trazer uma série de conseqüências à saúde que, à primeira vista, pouco tem a ver com a cura de infecções por bactérias.</p>
<p>Uma nova pesquisa científica, feita por cientistas da Universidade da Pensilvânia, mostra que o uso constante de antibióticos aumenta em até 37% o risco do desenvolvimento do diabetes tipo 2.</p>
<p>O motivo, segundo os pesquisadores, é que utilizar os medicamentos por muito tempo afeta as populações de batérias que naturalmente vivem no trato digestivo, especialmente nos intestinos. Estas bactérias ajudam a digerir e processar os alimentos que comemos e contribuem para a manutenção da saúde &#8211; <a title="Bactérias intestinais são associadas a baixos índices de obesidade e diabetes" href="http://www.diabeticool.com/bacterias-intestinais-sao-associadas-a-baixos-indices-de-obesidade-e-diabetes/">inclusive no controle da glicemia</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>OS PIORES TIPOS DE ANTIBIÓTICOS</strong></h4>
[pullquote]Antibióticos que usam quinolonas como princípio ativo foram os mais relacionados ao aparecimento do diabetes[/pullquote]
<p>Para chegar a estas conclusões, foram estudados os históricos de saúde de mais de 1 milhão de britânicos. Os cientistas analisaram quantos antibióticos foram receitados e em qual dosagem para mais de 200 mil pessoas um ano antes de elas serem diagnosticadas com o diabetes. Tais informações foram comparadas com o uso de antibióticos por 800 mil britânicos que não desenvolveram diabetes, mas tinham a mesma idade e sexo do primeiro grupo.</p>
<p>A pesquisa mostra que antibióticos populares como as <strong>penicilinas</strong>, as <strong>cefalosporinas</strong>, as <strong>quinolonas</strong> e os <strong>macrolídeos</strong> foram os mais associados a riscos maiores de diabetes tipo 2. Tal risco crescia quanto mais doses de antibióticos a pessoa ingeriu.</p>
<p>Pacientes que fizeram de 2-5 tratamentos com penicilinas tiveram chances 8% maiores de diabetes tipo 2; o risco pula para 23% quando o número de tratamentos foi maior que cinco. Para as quinolonas, o risco de diabetes subiu 15% para quem seguiu de 2 a 5 tratamentos, e foi para 37% no grupo de mais de 5 tratamentos. O risco foi calculado levando-se em consideração fatores como obesidade, fumo, histórico de infecções e doenças cardíacas.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Bactéria e vírus: qual a diferença?" width="850" height="478" src="https://www.youtube.com/embed/OgTg5fCWC3k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A RELAÇÃO ENTRE NOSSO INTESTINO E O DIABETES</strong></p>
<p>“Já foi sugerido que as <a title="Um bafômetro que detecta diabetes?" href="http://www.diabeticool.com/um-bafometro-que-detecta-diabetes/">bactérias intestinais</a> influenciam os mecanismos por trás da obesidade, da resistência à insulina e do diabetes, tanto em modelos animais quanto em humanos”, afirmou o dr. Ben Boursi, principal autor do estudo. “Pesquisas anteriores mostraram que os antibióticos podem alterar este ecossistema digestivo”.</p>
<p>Em comunicado à imprensa, Boursi explica que o uso indiscriminado de antibióticos, assim como a não-aderência ao tratamento completo, acaba por facilitar a proliferação de <strong>bactérias resistentes</strong>. Para matá-las, são receitados ainda mais antibióticos, num ciclo vicioso que pode trazer mais males do que melhoras à saúde, como este trabalho indica.</p>
<p>“Apesar do nosso estudo não mostrar causa e efeito, nós acreditamos que a diversidade de bactérias intestinais, assim como o número delas, pode explicar a ligação entre antibióticos e o risco de diabetes”, disse o dr. Yu0Xiao Yang, que também participou do trabalho.</p>
<p>A pesquisa pode ser lida na última edição do <i>European Journal of Endocrinology.</i></p>
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