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	<title>metabolismo | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Diabetes tipo 2: Tome mais um café para diminuir o risco até 25%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2013 22:57:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um consumo regular de café contribui para estimular o metabolismo e equilibrar os níveis de glucose, o que diminui até 25 por cento o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, sustenta um estudo apresentado pelo Instituto de Informação Científica sobre Café. Há uma boa notícia para os viciados em café: têm menor propensão para &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um consumo regular de café contribui para estimular o metabolismo e equilibrar os níveis de glucose, o que diminui até 25 por cento o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, sustenta um estudo apresentado pelo Instituto de Informação Científica sobre Café.</em></p>
<p>Há uma boa notícia para os viciados em <a title="BLOG: Café da manhã reforçado previne diabetes e pressão alta, diz estudo" href="http://www.diabeticool.com/blog-cafe-da-manha-reforcado-previne-diabetes-e-pressao-alta-diz-estudo/">café</a>: têm menor propensão para a diabetes tipo 2. De acordo com um estudo apresentado pelo Instituto de Informação Científica sobre Café, o consumo regular de três ou quatro cafés por dia diminui o risco de desenvolvimento da doença até 25 por cento.</p>
<p>Os resultados foram apurados na sequência de um teste oral de tolerância de glucose, envolvendo 12 gramas de café descafeinado, um grama de ácido clorogénico e 500 miligramas de trigonelina (um placebo). O ácido clorogénico e a trigonelina reduziram as respostas iniciais de glucose e insulina, sustentando o efeito benéfico do café.</p>
<p>Teresa Ruivo, gestora do Programa Café &amp; Saúde em Portugal, salientou as “duas teorias que sustentam esta conclusão”: “o facto da cafeína estimular o metabolismo e aumentar o gasto de energia e o papel decisivo dos componentes do café ao equilibrarem os níveis de glucose dentro do corpo”.</p>
<p>A especialista, citada pelo portal RCM Pharma, acrescentou que “os consumidores de três a quatro chávenas diárias têm menor risco de vir a desenvolver <a title="Cientistas do Japão desenvolvem tratamento oral contra diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/cientistas-do-japao-desenvolvem-tratamento-oral-contra-diabetes-tipo-2/">diabetes tipo 2 </a>quando comparados com indivíduos que bebem até duas chávenas de café por dia ou não bebem de todo”.</p>
<p>De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, a diabetes afeta mais de 371 milhões de pessoas, o que corresponde a 8,3 por cento da população mundial. O mais grave, para os especialistas, é que mais de metade destas pessoas ainda não sabe que tem diabetes. Em Portugal, a tendência é semelhante: dos mais de mil portadores de diabetes (com idades entre os 20 e os 79 anos), menos de metade ainda não conhece o <a title="Um homem que todos nós deveríamos agradecer" href="http://www.diabeticool.com/um-homem-que-todos-nos-deveriamos-agradecer/">diagnóstico</a>.</p>
<p><strong>Fonte: <span class="removed_link" title="http://www.ptjornal.com/2013102918947/geral/saude/diabetes-tipo-2-tome-mais-um-cafe-para-diminuir-o-risco-ate-25.html">ptjornal</span></strong></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-2-tome-mais-um-cafe-para-diminuir-o-risco-ate-25/">Diabetes tipo 2: Tome mais um café para diminuir o risco até 25%</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Remédio trata o diabetes e ajuda a emagrecer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2013 00:02:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Medicamento desenvolvido por grupo internacional de pesquisa consegue aumentar a produção de insulina e reduzir o peso de pacientes com diabetes tipo 2. Unir duas armas para aumentar o poder de fogo contra o inimigo. Assim pode ser descrita a estratégia de um grupo internacional de pesquisadores que resultou em um novo e promissor tratamento &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Medicamento desenvolvido por grupo internacional de pesquisa consegue aumentar a produção de insulina e reduzir o peso de pacientes com diabetes tipo 2.<span id="more-5582"></span></em></p>
<p>Unir duas armas para aumentar o poder de fogo contra o inimigo. Assim pode ser descrita a estratégia de um grupo internacional de pesquisadores que resultou em um novo e promissor tratamento contra o diabetes. O novo remédio criado pelos especialistas, apresentado na edição de hoje da revista especializada Science Translational Medicine, já foi testado em humanos e não só conseguiu aumentar a produção de insulina em pacientes com o tipo 2 da doença como promoveu também a <a title="Nutricionista dá dicas de alimentação balanceada para diabéticos" href="http://www.diabeticool.com/nutricionista-da-dicas-de-alimentacao-balanceada-para-diabeticos/">perda de peso</a>.</p>
<p>Para alcançar esse resultado, os cientistas uniram propriedades de dois <a title="Glucagon, o “irmão mau” da insulina, pode ajudar diabéticos" href="http://www.diabeticool.com/glucagon-o-irmao-mau-da-insulina-pode-ajudar-diabeticos/">hormônios</a> produzidos naturalmente pelo organismo humano, o GLP-1 e o GIP, de grande importância para a regulação do metabolismo. “A ação combinatória integrada desses dois hormônios fisiológicos oferece uma abordagem única e benéfica para o tratamento da síndrome metabólica”, declarou Brian Finan, um dos autores do estudo e membro do Instituto de Diabetes e Obesidade da Alemanha. “Ela representa um passo importante em nossa busca de opções terapêuticas mais eficazes”, complementou em um comunicado à imprensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os pesquisadores justificam a escolha do GLP-1 e do GIP pela capacidade que eles têm de estimular a secreção de insulina e suprimir a liberação de glucagon, um contrarregulador que dificulta a produção da substância que falta aos diabéticos. Além dessas tarefas auxiliares, os dois hormônios usados na nova droga desaceleram o esvaziamento do estômago, fazendo com que o indivíduo se sinta saciado por mais tempo e ingira menos alimentos, o que contribui para a diminuição de peso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Os resultados demonstram que o GLP-1 e o GIP, quando incorporados numa única molécula, proporcionam uma atividade sinérgica para o controle da glicose e menor peso corporal”, declarou Richard DiMarch, do laboratório da Universidade de Indiana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com os resultados positivos obtidos no experimento, DiMarch acredita que o remédio poderá auxiliar tratamentos de diabetes, substituindo os medicamentos que não conseguem atender todas as necessidades no combate a doença. “As drogas atualmente aprovadas são bastante eficazes, mas não são suficientes para normalizar a glicose e certamente não provocam diminuição de peso corporal”, acrescentou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cautela</p>
<p>Especialistas que não participaram do estudo consideram a droga promissora, mas lembram que os autores do artigo ainda têm um caminho a percorrer para provar que a novidade é mesmo eficaz e segura. “Essa molécula mostrou resultados bastantes positivos, porém outros testes precisam ser feitos. Os voluntários foram testados por apenas seis semanas, mas o controle de glicose precisa ser monitorado por meses, já que o tratamento do diabetes é algo constante. Precisamos ter certeza do sucesso de um medicamento antes de colocá-lo no mercado”, diz Daniel Benchimol, endocrinologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p>O endocrinologista Mauro Schars indica outra questão importante: o número de pessoas que já experimentou o remédio. O teste com humanos, realizado depois do sucesso com animais, envolveu apenas seis pessoas.</p>
<p>“A busca por novos medicamentos é constante. Esse é um exemplo. No entanto, esses trabalhos precisam usar um número maior de pacientes para que possamos observar se sua eficácia é realmente comprovada. Esse é um caminho normal, que todos os medicamentos seguem. A estratégia de utilizar uma molécula com duas funções importantes, vindos desses hormônios, é algo interessante, mas que precisa de mais comprovações”, frisa.</p>
<p>Benchimol explica que <a title="O segredo para uma vida muito mais saudável" href="http://www.diabeticool.com/o-segredo-para-uma-vida-muito-mais-saudavel/">o combate à obesidade</a> caminha ao lado do tratamento do diabetes, já que a maioria dos pacientes acaba tendo problemas com aumento de peso. Isso tem feito com que muitos grupos de pesquisa busquem desenvolver drogas com duplo efeito, como a apresentada pelo grupo internacional. “Cerca de 80% de diabéticos adultos são obesos. É claro que existem estratégias para que eles consigam escapar desse problemas, como dietas saudáveis e a prática de exercícios, mas ainda assim é difícil para esses pacientes se manter em forma”, destaca.</p>
<p>Um cuidado que Mauro Schars acha fundamental é evitar que drogas desse tipo sejam usadas por quem deseja emagrecer, mas não sofre de diabetes. “O uso indiscriminado desse produto por quem não tem resistência a insulina poderia gerar outras complicações. É preciso tomar cuidado para evitar que outros problemas sejam provocados e prejudiquem a saúde”, alerta.</p>
<p><strong>Fonte: <span class="removed_link" title="http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/10/31/noticia_saudeplena,146218/remedio-trata-o-diabetes-e-ajuda-a-emagrecer.shtml">UAI</span></strong></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/remedio-trata-o-diabetes-e-ajuda-a-emagrecer/">Remédio trata o diabetes e ajuda a emagrecer</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>De olho no diabetes &#8211; por Horácio Cardoso Salles</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/de-olho-no-diabetes-por-horacio-cardoso-salles/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2013 11:00:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Diabetes Mellitus é uma doença incurável, não transmissível, um distúrbio do metabolismo: o aumento do teor de glicose no sangue devido à diminuição, ausência ou não utilização da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. A doença não poupa ninguém, crianças, jovens, adultos ou idosos, atingindo cerca de 120 milhões de pessoas no mundo. Até 2018, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Diabetes Mellitus é uma doença incurável, não transmissível, um distúrbio do <a title="A polêmica do óleo de peixe" href="http://www.diabeticool.com/a-polemica-do-oleo-de-peixe/">metabolismo</a>: o aumento do teor de glicose no sangue devido à diminuição, ausência ou não utilização da insulina, hormônio produzido pelo <a title="Alpinistas diabéticos vencem desafio na África" href="http://www.diabeticool.com/grupo-de-alpinistas-com-diabetes-sobe-a-montanha-mais-alta-da-africa/">pâncreas</a>. A doença não poupa ninguém, crianças, jovens, adultos ou idosos, atingindo cerca de 120 milhões de pessoas no mundo. Até 2018, esse número chegará a 280 milhões.</p>
 Não há causa definida para o Diabetes Mellitus, mas a carga genética tem sua influência, especialmente se existirem outros fatores de risco, tais como obesidade, estresse, sedentarismo, doenças infecciosas, abalos emocionais e gravidez &#8211; Arquivo JCS
<p>Nosso organismo precisa de combustível para funcionar. A glicose existente nos alimentos é o nosso combustível. Quando nos alimentamos, a glicose passa para o sangue. Todavia, para penetrar nas células, necessitamos da insulina, que funciona como se fosse um &#8220;transportador&#8221;, levando-a para o interior das células, onde fornece energia. Quem tem Diabetes Tipo 1 não fabrica insulina e precisa recebê-la por toda a vida. Quem tem o Tipo 2 fabrica pouca insulina ou não consegue utilizar a que produz, precisando seguir um controle alimentar, aliado ou não ao uso de medicamentos.</p>
<p>Não há causa definida para o Diabetes Mellitus, mas a carga genética tem sua influência, especialmente se existirem outros fatores de risco, tais como obesidade, estresse, sedentarismo, doenças infecciosas, abalos emocionais e gravidez. É importante reconhecer os sintomas antes que a doença se agrave e cause maiores danos. Por isso, consulte um médico se você ou alguém de sua família tiver sensação de cansaço ou de fraqueza repetidamente, sentir muita sede, muita fome, estiver urinando com frequência, tiver rápido aumento ou perda de peso, demora na cicatrização de ferimentos, sentir coceiras pelo corpo, dificuldade para enxergar ou dormência, formigamento, choque ou câimbras nas pernas e nos pés.</p>
<p>Mediante a existência de fatores de risco e determinados sintomas, o exame inicialmente realizado é a dosagem de <a title="Diabetes e gravidez: controle de glicemia no pré-natal" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-e-gravidez-controle-de-glicemia-no-pre-natal/">glicose no sangue</a> em jejum. A taxa normal é de 70 a 106 mg/ dl de sangue, lembrando que o diagnóstico é sempre estabelecido pelo médico. O diabetes não controlado pode levar à cegueira por retinopatia diabética, e à catarata, que figuram entre os riscos mais comuns. Porém há outros agravantes, como os distúrbios circulatórios em pernas e pés, podendo chegar à gangrena e consequente amputação, hipertensão arterial, enfarte do miocárdio (duas a três vezes mais frequente entre os diabéticos), problemas renais e impotência sexual masculina.</p>
<p>A boa notícia é que todas essas complicações podem ser evitadas mediante um controle eficaz da doença. A alimentação balanceada figura no topo da lista. A maior parte da glicose vem dos alimentos que você ingere, por isso, o importante é que a alimentação seja equilibrada em quantidade e em qualidade. Outras recomendações essenciais: substitua o açúcar por adoçantes, utilize corretamente os medicamentos, controle o peso, o estresse e a pressão arterial, pratique atividade física, tenha cuidado com a pele, olhos, dentes e pés e equilibre o trabalho com repouso e lazer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Horácio Cardoso Salles é clínico geral e pneumologista pela Faculdade de Medicina de Marília, e gerente Médico Ambulatorial do Seconci-SP. Artigo extraído da revista Notícias da Construção nº 125.</em></p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/502251/de-olho-no-diabetes" target="_blank" rel="nofollow noopener">Jornal Cruzeiro do Sul</a></strong></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/de-olho-no-diabetes-por-horacio-cardoso-salles/">De olho no diabetes – por Horácio Cardoso Salles</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>A polêmica do óleo de peixe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jun 2013 18:30:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Afinal de contas, vale ou não vale a pena ingerir ômega-3 para melhorar a saúde e ajudar a controlar o diabetes? Veja aqui o que dizem as últimas novidades da Ciência. OBS: Há muito tempo se acredita que o óleo de peixe &#8211; mais especificamente uma molécula conhecida como ômega-3 &#8211; traz diversos benefícios à &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Afinal de contas, vale ou não vale a pena ingerir ômega-3 para melhorar a saúde e ajudar a controlar o diabetes? Veja aqui o que dizem as últimas novidades da Ciência.</em></p>
<p><span id="more-4834"></span></p>
<p><em>OBS: Há muito tempo se acredita que o óleo de peixe &#8211; mais especificamente uma molécula conhecida como ômega-3 &#8211; traz diversos benefícios à saúde e tem o poder de controlar o diabetes. <a href="http://www.diabeticool.com/olhando-de-perto-o-oleo-de-peixe/">No dia 18.06.2012, o <strong>Diabeticool</strong> publicou uma matéria </a>que relatava que os propagandeados efeitos positivos do ômega-3 no coração não eram lá tão poderosos assim. Todavia, a Ciência também evolui. Novos estudos foram feitos, desta vez focando na atuação direta do ômega-3 no controle da glicemia. <strong>Ricardo Schinaider de Aguiar</strong> nos conta, a seguir, as empolgantes descobertas!</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>por Ricardo Schinaider de Aguiar, especial para o Diabeticool</strong></p>
<p>A ingestão de <strong>ômega-3</strong>, tipo de gordura encontrada principalmente em <a href="http://www.diabeticool.com/todas-as-receitas-ja-publicadas/">peixes</a>, pode ser uma boa maneira para se prevenir o diabetes. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores de Harvard, que mostrou a relação do ômega-3 com um importante hormônio associado à regulação da glicemia, chamado de <a title="Nova maneira de fazer dieta" href="http://www.diabeticool.com/nova-maneira-de-fazer-dieta/"><strong>adiponectina</strong></a>. A pesquisa foi a primeira que observou essa relação em humanos.</p>
<p>A adiponectina é produzida por nosso próprio corpo e está envolvida com o metabolismo de gorduras e com a regulação dos níveis de glicose no sangue. Esse hormônio está reduzido em pessoas diabéticas e já foi comprovada sua relação não apenas com o diabetes tipo 2, mas também com a obesidade, <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/sindrome-metabolica/">Síndrome Metabólica</a> e aterosclerose (entupimento de veias e artérias). Segundo esse novo estudo, o ômega-3 pode aumentar os níveis de adiponectina, ajudando na prevenção do diabetes e de doenças cardiovasculares.</p>
<p>Os testes clínicos foram realizados com mais de 1300 pessoas. Dentre elas, 682 foram tratadas com suplementos de ômega-3, enquanto outras 641 receberam apenas placebos. Após 8 semanas, os níveis de adiponectina no sangue daqueles que receberam o ômega-3 aumentaram, em média, 0,37 mg/mL.  “Baseado na associação observada entre adiponectina e <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-2/">diabetes tipo 2</a>, um aumento em 0,37 mg/mL de adiponectina poderia corresponder a uma chance 3% menor de desenvolvimento de diabetes”, diz Jason Wu, primeiro autor do estudo. “Nossos resultados indicam, portanto, que a ingestão de ômega-3 pode ser benéfica no controle da glicemia e no metabolismo de gorduras”.</p>
<p>O ômega-3 não é produzido por nosso organismo, o que significa que precisamos ingeri-lo em nossa dieta. As principais fontes naturais são os peixes, especialmente as sardinhas e os salmões, e ele é comercializado também em forma de cápsulas de suplementos alimentares. Antes de comprar suplementos alimentares, porém, é sempre importante a consulta com um médico ou nutricionista.</p>
<div style="background-color: #e9e9e3; border: 2px solid black; padding: 10px;">Ricardo Aguiar é formado em Ciências Biológicas pela Unicamp e atualmente faz o curso de &#8220;Especialização em Divulgação Científica&#8221; no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), também pela Unicamp.</div>
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		<title>Dormir pouco muda muito o nosso corpo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Mar 2013 22:57:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo indica que poucas horas de sono por noite modifica processos importantes do organismo &#8211; podendo até mesmo ter influência no diabetes tipo 2. Já imaginou poder comparar a maneira como o corpo de uma mesma pessoa funciona sob duas situações diferentes: após ela passar uma semana dormindo gostosamente (até 10 horas por noite) e &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo indica que poucas horas de sono por noite modifica processos importantes do organismo &#8211; podendo até mesmo ter influência no diabetes tipo 2.</em></p>
<p><span id="more-3735"></span></p>
 Adolescentes são o grupo que, no geral, dorme menos horas por noite. Como isto afeta sua saúde?
<p>Já imaginou poder comparar a maneira como o corpo de uma mesma pessoa funciona sob duas situações diferentes: após ela passar uma semana dormindo gostosamente (até 10 horas por noite) e depois de uma semana com menos de seis horas de sono? Será que nosso corpo &#8220;sentiria&#8221;, por dentro, esta mudança nos padrões de sono?</p>
<p>Foi exatamente esta questão que uma equipe de cientistas da Universidade de Surrey, na Inglaterra, resolveu investigar, com a ajuda de 26 voluntário, de idades entre 23 e 31 anos. O estudo foi publicado na última edição da revista <a title="Os relógios internos, a alimentação e o diabetes" href="http://www.diabeticool.com/os-relogios-internos-a-alimentacao-e-o-diabetes/"><em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em></a>.</p>
<p>A pesquisa revela que foram encontradas, sim, diferenças no funcionamento interno do organismo de acordo com o número de horas dormidas. E que estas variações são super abrangentes e importantes para a nossa saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A genética do sono</strong></p>
<p>Os cientistas ingleses descobriram que, após a semana na qual os voluntários dormiram pouco (ou seja, por seis horas ou menos), a atividade de 711 genes mostrava grandes diferenças &#8211; 444 deles tiveram ação suprimida e 267 indicaram maior atividade.</p>
<p>Como os <a title="Genes contra a diabetes" href="http://www.diabeticool.com/genes-contra-a-diabetes/">genes</a> são os responsáveis por dar as instruções para a produção de proteínas, e as proteínas são peças fundamentais do funcionamento das nossas células,<strong> a falta de sono alterou de maneira acentuada a bioquímica do organismo</strong>. Os genes analisados são envolvidos com o sistema imune, o metabolismo, a resposta inflamatória e ao stress, e também com o controle do relógio biológico; portanto, é provável que todas estas atividades tenham sido também alteradas de maneira considerável.</p>
<p style="text-align: center;">
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O efeito do dormir pouco no corpo</strong></p>
<p>De acordo com os cientistas, modificações no funcionamento de genes envolvidos com processos tão importantes do corpo humano, como o metabolismo e a inflamação, poderiam dar início a &#8211; ou até mesmo piorar &#8211; patologias como a obesidade e o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-2/"><strong>diabetes tipo 2</strong></a>.</p>
<p>Disse o professor Colin Smith, um dos autores do trabalho: &#8220;[Os resultados] são de apenas uma semana de restrição de sono, que foi de cinco horas e meia ou seis horas por noite. Muitas pessoas dormem este tanto durante semanas, meses e talvez até anos, então nós não temos idéia do quão pior as coisas podem ser.&#8221; O problema, de acordo com o cientista, é que os processos desencadeados pelas alterações nos genes podem danificar tecidos e células, levando à gradativa piora da saúde.</p>
<p>&#8220;É bastante claro que <a title="Insulina funciona de maneira diferente de dia e à noite" href="http://www.diabeticool.com/insulina-funciona-de-maneira-diferente-de-dia-e-a-noite/">dormir</a> é um fator crítico para a reconstrução do organismo e para a manutenção de um estado funcional. [Sem ele], todos os tipos de danos parecem surgir.&#8221;, completou Collins. &#8220;Se nós não formos capazes de repôr e substituir novas células, isto resultará em doenças degenerativas&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Revelações</strong></p>
<p>Muitos especialistas em saúde entrevistados pela mídia internacional notaram a importância deste estudo, salientando o quão interessante é saber o grande número de genes cuja atividade é modificada pelo sono. Porém, eles notam que, caso uma pessoa esteja <em>acostumada</em> a dormir pouco todas as noites, é possível que os efeitos observados na ativação dos genes seja também modulado, evitando o aparecimento de doenças.</p>
<p>Seja como for, o trabalho da Universidade de Surrey corrobora parte das conclusões de outro estudo comentado pelo <strong>Diabeticool</strong> no ano passado, o qual também relaciona dormir pouco com o desenvolvimento de diabetes tipo 2 (leia em &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/um-bom-motivo-para-colocar-a-molecada-na-cama/"><strong>Um bom motivo para colocar a molecada na cama</strong></a>&#8220;, de 1.10.2012)</p>
<p>&nbsp;</p>
[poll id=&#8221;18&#8221;]The post <a href="https://www.diabeticool.com/dormir-pouco-muda-muito-o-nosso-corpo/">Dormir pouco muda muito o nosso corpo</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Os relógios internos, a alimentação e o diabetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jan 2013 12:57:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa revela parte do intrincado e complexo mecanismo interno que controla as sensações de fome e saciedade. Estudo abre portas para entendimento da origem de doenças como a obesidade e o diabetes. Assim como um relógio possui diversos componentes mecânicos que trabalham em harmonia para que as horas sejam corretamente exibidas, nosso organismo também possui &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa revela parte do intrincado e complexo mecanismo interno que controla as sensações de fome e saciedade. Estudo abre portas para entendimento da origem de doenças como a obesidade e o diabetes.</em></p>
<p><span id="more-2545"></span></p>
<p>Assim como um relógio possui diversos componentes mecânicos que trabalham em harmonia para que as horas sejam corretamente exibidas, nosso organismo também possui componentes que nos ajudam a contar o tempo. O nosso &#8220;relógio interno&#8221; é chamado de <a title="Turnos noturnos aumentam os riscos de diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/turnos-noturnos-aumentam-os-riscos-de-diabetes-tipo-2/"><strong>relógio biológico</strong></a>, e suas principais funções são comandadas por um grande conjunto de <strong>genes</strong>. Quando eles trabalham em harmonia, o corpo passa a saber quando é dia e quando é noite, quando é hora de começar a sentir fome ou sono etc. Da mesma maneira que um relógio mecânico pode, eventualmente, ficar desregulado, o mesmo ocorre com o relógio biológico. Cientistas dos EUA publicaram no último mês uma pesquisa que desvenda o funcionamento de parte deste mecanismo, aquele que controla o metabolismo de alimentos. Além de ajudar a entender como o relógio biológico funciona, a pesquisa lança luz sobre questões acerca da dieta humana e sua relação com doenças, como o diabetes.</p>
<p><strong>Os nossos vários relógio internos</strong></p>
<p>O corpo humano é controlado não apenas por um, mas por uma série de relógio internos. Por exemplo, há um mecanismo específico que correlaciona as horas do dia com os períodos de sono e vigília, e outro mecanismo para gerenciar a fome e o uso dos alimentos ingeridos. Cada um destes mecanismos funciona independentemente um do outro, utilizando genes e moléculas diferentes para funcionar.</p>
<p>Sabendo disto, um grupo de pesquisadores resolveu estudar com mais detalhes o &#8220;relógio da alimentação&#8221;. Eles partiram do fato de que pessoas que se alimentam bastante de madrugada, como quem viaja muito ou trabalha em turnos noturnos, tendem a ser mais <a title="Diabetes pelo Mundo: México" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-pelo-mundo-mexico/">obesas </a>que o normal. A hipótese era a de que a alimentação em horários fora do padrão do relógio biológico &#8211; o qual nos faz, naturalmente, sentir mais fome durante o período claro do dia &#8211; acabava por &#8220;desregular&#8221; nossos mecanismos internos, causando doenças. Para testá-la, os cientistas alimentaram camundongos apenas nos horários em que eles usualmente dormiam. Em pouco tempo, os bichinhos começaram, por conta própria, a acordar perto da nova hora das refeições e a ficarem agitados, esperando pela comida. Isto demonstrou que seu relógio interno havia sido modificado. Apenas um grupo de camundongos não apresentou mudanças no comportamento: estes animais apresentavam o gene que produz a proteína <strong>PKCγ</strong> desativado.</p>
 Camundongos que receberam comida apenas nos horários em que antes dormiam foram a base para este estudo.
<p>Através desta pesquisa, pôde-se mostrar que a proteína PKCγ é um importante componente do relógio biológico, controlando a maneira como o organismo responde à alimentação. De acordo com o doutor Louis Ptácek, professor de neurologia de <a title="Como o corpo transforma o que comemos em gordura" href="http://www.diabeticool.com/como-o-corpo-transforma-o-que-comemos-em-gordura/">Universidade da Califórnia</a>, em São Francisco, o trabalho tem implicações para o entendimento das origens moleculares do diabetes, da obesidade e de outras <a title="Nova maneira de fazer dieta" href="http://www.diabeticool.com/nova-maneira-de-fazer-dieta/">síndromes metabólicas</a>, uma vez que um &#8220;relógio de comida&#8221; desincronizado pode fazer parte da patologia por trás destes problemas de saúde. Entender como isto funciona pode, segundo Ptácek, &#8220;facilitar o desenvolvimento de melhores tratamentos para desordens associadas à síndrome da alimentação noturna, ao trabalho em turnos noturnos e ao <em>jet lag</em>.&#8221;</p>
<p>O trabalho, um dos poucos já produzidos sobre as bases genéticas do relógio interno dos seres vivos, é de autoria de Luoying Zhang, Diya Abrahama, Shu-Ting Lin, Henrik Oster, Gregor Eichele, Ying-Hui Fu, e Louis J. Ptácek e foi publicado na última edição do periódico <em>Proceedings</em> of the National Academy of Sciences.</p>
<p>Para maiores informações sobre o funcionamento dos nossos relógios internos e suas relações com o diabetes, veja também a matéria &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/turnos-noturnos-aumentam-os-riscos-de-diabetes-tipo-2/"><strong>Turnos noturnos aumentam os riscos de diabetes tipo 2</strong></a>&#8220;.</p>
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		<title>Como achar um diabético com um microscópio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2012 18:31:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Chineses descobrem que diabéticos e não-diabéticos possuem seres vivos bem diferentes morando dentro de seus corpos. Estamos nos referindo, mais especificamente, à rica fauna de bactérias que habitam o sistema digestivo humano. Estes microscópicos seres vivos são tão numerosos que acredita-se que existam cerca de 1000 espécies vivendo nas nossas entranhas. Para cada célula humana, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Chineses descobrem que diabéticos e não-diabéticos possuem seres vivos bem diferentes morando dentro de seus corpos.</em></p>
<p><span id="more-1979"></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Estamos nos referindo, mais especificamente, à rica fauna de <em><a title="Suecos descobrem por que feridas de diabéticos não cicatrizam e se preparam para lançar remédio" href="http://www.diabeticool.com/suecos-descobrem-por-que-feridas-de-diabeticos-nao-cicatrizam-e-se-preparam-para-lancar-remedio/"><strong>bactérias</strong> </a></em>que habitam o sistema digestivo humano. Estes microscópicos seres vivos são tão numerosos que acredita-se que existam cerca de 1000 espécies vivendo nas nossas entranhas. Para cada célula humana, são 10 microorganismos compartilhando espaço no estômago, intestinos e demais órgãos internos. E isto é <em>bom</em>, uma vez que as bactérias nos ajudam a digerir alimentos e liberar nutrientes.  A não ser que estejamos doentes e debilitados, o tipo e a quantidade de bactérias mantêm-se constante entre todas as pessoas. Isto é, desde que ela não seja diabética.</p>
<p>Uma pesquisa publicada na última edição da aclamada revista científica <a title="Saúde que vem da natureza" href="http://www.diabeticool.com/saude-que-vem-da-natureza/"><em>Nature</em></a>, realizada no instituto BGI-Shenzhewn, na China, descobriu que a fauna bacteriana de diabéticos tipo 2 é tão diferente daquela de pessoas saudáveis que este fato pode ser usado para identificar quem tem ou não a doença.</p>
<p>Vamos às diferenças! Em pessoas com diabetes tipo 2, os cientistas encontraram menor produção de <span style="color: #ff9900;"><strong>butirato</strong> </span>pelas bactérias, menor metabolismo de <span style="color: #339966;"><strong>cofatores</strong> </span>e <span style="color: #ff0000;"><strong>motilidade</strong> </span>comprometida. Calma, vamos explicar cada ponto! O <span style="color: #ff9900;">butirato</span> é uma molécula ligada à facilidade na digestão de alimentos e produção de enzimas digestivas. Além disso, ela é importante na manutenção saudável dos tecidos do trato digestivo, em seu desenvolvimento e reparo. Já os <span style="color: #339966;">cofatores</span> são compostos químicos que atuam como &#8220;ajudantes&#8221; em vários processos celulares. <span style="color: #ff0000;">Motilidade</span> é um termo que se refere à facilidade das células em se mover, mudar de formato ou se dividir. Ou seja, os três elementos são muito importantes na manutenção de um sistema digestivo ativo e sadio, o que nos leva a imaginar que os voluntários diabéticos do estudo possivelmente apresentavam maiores índices de problemas gástricos e de nutrição.</p>
<p>Além disso, os chineses também notaram componentes &#8220;estranhos&#8221; nos tratos digestivos dos diabéticos. Foram identificadas proteínas e patógenos oportunistas que afetam vários processos do <a title="Turnos noturnos aumentam os riscos de diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/turnos-noturnos-aumentam-os-riscos-de-diabetes-tipo-2/">metabolismo</a> das células, como resistência à medicamentos e o stress oxidativo.</p>
<p>O Ph.D. Junjie Qin, líder do estudo, disse que seu trabalho vem mostrar que conclusões anteriores, as quais sustentavam que as diferenças de fauna bacteriana entre seres humanos eram devidas somente a efeitos do ambiente, devem ser revistas.</p>
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		<title>Conversas com Amigos &#8211; Karl Reinhard</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2012 03:05:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diabeticool conversa com o professor Karl Reinhard, líder da pesquisa sobre as origens genéticas e históricas do diabetes. &#160; &#160; Quando publicamos notícias na seção &#8220;Ciência&#8221; aqui do site, em 99% dos casos vamos contar a história de alguma pesquisa recente na qual cientistas de jaleco branco, dentro de seus laboratórios com ar-condicionado e ambiente &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: white; border: 4px solid black; padding: 10px;">
<p><em>Diabeticool conversa com o professor Karl Reinhard, líder da pesquisa sobre as origens genéticas e históricas do diabetes.</em></p>
<p><span id="more-1406"></span></p>
<p><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png"><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-1413" title="conversa com amigos3" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png" width="585" height="60" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3-415x43.png 415w" sizes="(max-width: 585px) 100vw, 585px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando publicamos notícias na seção &#8220;Ciência&#8221; aqui do site, em 99% dos casos vamos contar a história de alguma pesquisa recente na qual cientistas de jaleco branco, dentro de seus laboratórios com ar-condicionado e ambiente controlado, lançam luz sobre os mistérios do diabetes. Eventualmente, porém, podemos dar a sorte de nos deparar com os exóticos pesquisadores que compõe o 1% restante. São cientistas que, de maneiras inimagináveis e inesperadas, também auxiliam a Ciência a progredir, deixando-nos mais próximos de um novíssimo tratamento ou cura para a doença. E fazem isso sem jalecos brancos ou aparelhos de ar-condicionado. É, indubitavelmente, neste grupo de cientistas raros que encontramos <strong>Karl</strong> <strong>Reinhard</strong>, professor da Universidade de Nebraska-Lincoln. Passeie por uma quente e abafada floresta tropical, ou então um sítio arqueológico antiquíssimo, e você poderá se deparar com um simpático senhor de barba engraçada e bermuda curta, concentrado em seus pensamentos. Quem diria que ele está ali buscando entender como é que o diabetes surgiu&#8230;</p>
<figure id="attachment_1416" aria-describedby="caption-attachment-1416" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1416" title="Karl Reihard diabetes" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg" width="210" height="280" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg 210w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes-180x240.jpg 180w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1416" class="wp-caption-text">O professor Karl Reihard, da School of Natural Resources, University of Nebraska-Lincoln, que conversou com exclusividade com o <strong><span style="color: #3366ff;">Diabeticool</span></strong>!</figcaption></figure>
<h5><strong>Bem pertinho de nós</strong></h5>
<p>O início da carreira do professor Reinhard o trouxe para bem perto de nós, brasileiros. Trabalhando como arqueólogo, Karl estudou, durante as décadas de 1980 e 1990, múmias no Chile e no Peru. Mais especificamente, estudou o <em>conteúdo estomacal destas múmias</em>, a fim de entender o que era comum os povos antigos comerem. Foram centenas de múmias analisadas por ele e seus alunos. As pesquisas resultaram em novos métodos de datação de corpos, de identificação de restos de alimentos e revelaram novas informações sobre o início da agricultura na América do Sul.</p>
<figure id="attachment_1417" aria-describedby="caption-attachment-1417" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo.jpg"><img loading="lazy" class=" wp-image-1417 " title="Reihard diabetes em campo" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-1024x768.jpg" width="549" height="411" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-1024x768.jpg 1024w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-320x240.jpg 320w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo.jpg 1280w" sizes="(max-width: 549px) 100vw, 549px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1417" class="wp-caption-text">Karl e aluno trabalhando em seu local preferido: o campo. A foto foi tirada durante pesquisa no Chile.</figcaption></figure>
<p>A partir de 1985, o escopo de pesquisa de Karl Reihard aumentou. Conta o pesquisador: &#8220;O foco principal da minha carreira entre 1985 e 2005 foi encontrar explicações para padrões modernos de doenças nos registros arqueológicos e históricos. Eu desenvolvi uma nova área de especialização, chamada de arqueoparasitologia. Esta é uma maneira de entender a evolução de doenças parasitárias&#8221;. A arqueoparasitologia está intimamente ligada aos climas tropicais, onde este tipo de doença é mais comum. Com isso, não demorou para que Karl colocasse os pés no Brasil. Desde 2001, o professor norte-americano ministra aulas e cursos para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, sobre sua área de especialização.</p>
<p>Todos estes trabalhos com múmias, parasitas e doenças aguçaram a curiosidade do pesquisador e fizeram-no ganhar experiência o suficiente para atacar uma questão bem maior: sabendo o que os povos antigos comiam, será possível entender o porquê da prevalência de certas doenças nas populações de hoje?</p>
<h5><strong>O diabetes entre em cena</strong></h5>
<p>Sendo arqueólogo de formação, e pesquisador multidisciplinar por vocação, Reihard travou desde cedo contato direto com populações indígenas &#8211; tanto as atuais quanto as de 10 mil anos atrás! Uma coisa sempre o intrigou: porque será que dentre os índios dos Estados Unidos certas doenças possuem tão grande prevalência? Por exemplo, índios americanos têm <strong>o dobro de chances</strong> de desenvolver diabetes do que os brancos. Se a origem do problema estiver nos modos de vida dos antecessores destes índios, Karl, com seus dons de cavocar o passado, poderia ser capaz de achar a chave do mistério&#8230;</p>
<span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/homem-das-cavernas-diabetes.jpg"></span> Para se entender o diabetes de hoje, é fundamental compreender os modos de vida dos nossos ancestrais de milhares de anos atrás.
<p>Foi com esta idéia na cabeça que o pesquisador deu início às pesquisas sobre a origem do diabetes. Desde que começou os trabalhos, Karl já coletou informações sobre a dieta de povos antigos que cobrem um período de mais de 10 mil anos. Quando analisados junto com novos dados sobre a nutrição dos povos antigos, os trabalhos do professor ajudam a entender como é que a ingestão de certas plantas e animais contribuíram para a evolução do metabolismo humano.</p>
<h5><strong>A incrível história genética do diabetes americano</strong></h5>
<p>A mais recente pesquisa de Karl Reinhard é revolucionária. <a href="http://www.diabeticool.com/a-incrivel-historia-genetica-do-diabetes-americano/">Comentado aqui no site na semana passada</a>, o estudo joga uma pá de terra sobre teorias até então acreditadas que explicariam porque os índios sofrem mais de diabetes, além de sugerir novas soluções para o problema. Através da análise de coprólitos (cocô fossilizado), Karl e sua equipe acreditam que a dieta dos índios antigos (mas antigos <em>mesmo</em>, que viveram há milhares de anos!) era praticamente toda composta por milho e sementes de plantas. Comidas contendo altas taxas de carboidratos e gorduras eram a exceção para estes povos. Assim, os cientistas argumentam, genes que auxiliavam o corpo a &#8220;guardar&#8221; estas raras fontes de energia evoluíram juntamente com os índios. O problema é que hoje em dia, diferente de antigamente, é muito fácil conseguir alimentos ricos em açúcares e gorduras. Os genes do passado continuam fazendo o seu trabalho, que é o de &#8220;guardar&#8221; essa energia. O resultado? Sobrepeso, obesidade&#8230;e diabetes.</p>
<a href="http://www.diabeticool.com/a-incrivel-historia-genetica-do-diabetes-americano/"></a> Clique na figura para ler a nossa matéria sobre a mais recente pesquisa do professor Karl!
<h5><strong>Como é que o pessoal vivia antigamente?</strong></h5>
<p>O professor Karl contou com exclusividade para o <span style="color: #3366ff;"><strong>Diabeticool</strong></span> como é que os povos da época das cavernas, em especial aqueles do continente americano, viviam. Segundo ele, os povos que habitavam o sul dos EUA e norte do México nunca desenvolveram uma agricultura que eliminasse a necessidade de saírem à mata em busca de alimento. Algumas plantas como o agave e um tipo de milho bastante diferente do que conhecemos hoje eram cultivadas, mas não chegavam a suprir as demandas de energia da população. O estilo de vida &#8220;caçador-coletor&#8221; predominou nas Américas até a chegada dos europeus.</p>
<p>Já que as taxas atuais de diabetes entre os índios e brancos são tão diferentes, e já que a predominância do diabetes tem a ver com a alimentação dos nossos ancestrais, perguntamos para Karl quais eram as semelhanças e diferenças nas dietas dos ancestrais destes dois grupos.</p>
<p>&#8220;Os europeus herdaram o cultivo do trigo (variedades emmer e durum), cevada, milhete, aveia e centeio. Com estes eles fizeram pães, cerveja, massas (com o trigo durum). Tudo isso são fontes mais concentradas de carboidratos do que as comidas dos nativo-americanos dos EUA e do México. Eu tenho analisado múmias e túmulos da Bélgica, Itália e da Holanda. As evidências destes enterros mostram que grãos compunham a maior parte das fontes de calorias da população européia. Todavia, pessoas pobres que viveram há 1000 anos na Europa ainda comiam um monte de fibras, na forma de restos de cereais. Eu acredito que nativo-americanos comiam mais ossos. Ossos eram um componente comum na dieta dos antigos nativo-americanos porque animais pequenos eram intensivamente caçados. Mais de 80% dos coprólitos de caçadores-coletores contêm pequenos ossos de animais&#8221;, diz o professor.</p>
<span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/trigo-diabetes.jpg"></span> Trigo, um dos segredos da dieta &#8220;anti-diabética&#8221; dos europeus do passado.
<h5><strong>Alerta e Futuro</strong></h5>
<p>Especialista no passado do diabetes, Karl faz alertas também sobre o futuro da doença. Segundo o cientista nos contou, a tendência de altas taxas de diabetes entre os índios não é restrita apenas aos EUA. Os nativos brasileiros também devem se cuidar. Karl indica um livro de 2004, &#8220;<em>The Xavante in Transition: Health, Ecology, and Bioanthropology in Central Brazil</em>&#8221; (&#8220;O Xavante em Transição: Saúde, Ecologia e Bioantropologia no Brasil Central&#8221;, em tradução livre; o livro pode ser comprado <span class="removed_link" title="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1293904&amp;sid=0182201201493992768532">AQUI</span>), que demonstra como o diabetes está preocupantemente se infiltrando nas nossas populações de índios, possivelmente pelos mesmos motivos genéticos e históricos já revelados. &#8220;Eu acho que é muito importante passar a mensagem dos EUA para o Brasil sobre mudanças alimentares antes que o diabetes se torne uma epidemia no país&#8221;, afirma o professor.</p>
<p>Para isso, Karl pretende continuar vindo para o Brasil, tanto para estudar melhor nosso país quanto para continuar a dar aulas e palestras para alunos sedentos de conhecimento. Suas próximas pesquisas serão aqui ao lado, nos Andes, portanto não será difícil vê-lo por nossas terras. Este mês fará uma parada no Rio de Janeiro. Quer preparar o terreno para explicar os problemas dos índios americanos com o diabetes. E, com alguma sorte, incentivar alguns novos jovens cientistas a largar seus jalecos brancos e suas salas com temperatura controlada e botar o pé na estrada, sujando a roupa de lama enquanto desenterram mais mistérios sobre a origem de tão antigo e importante problema de saúde.</p>
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