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	<title>Redação Diabeticool | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Remissão do diabetes tipo 2 é uma realidade cada vez mais frequente, afirmam entidades médicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 17:26:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[American Diabetes Association]]></category>
		<category><![CDATA[cura]]></category>
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		<category><![CDATA[remissão do diabetes tipo 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos termos mais procurados junto com &#8220;diabetes&#8221; é &#8220;cura&#8220;. Afinal, apesar dos inúmeros avanços médicos e tecnológicos no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2, a doença ainda é considerada &#8220;crônica&#8221;, isto é, persistente e sem uma cura definida. Mas isso não significa que uma pessoa não possa estar &#8220;livre&#8221; do diabetes, uma &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/remissao-do-diabetes-tipo-2-e-uma-realidade-cada-vez-mais-frequente-afirmam-entidades-medicas/">Remissão do diabetes tipo 2 é uma realidade cada vez mais frequente, afirmam entidades médicas</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<span class="bdaia-shory-dropcap bdaia-shory-dropcap1" >U</span>m dos termos mais procurados junto com &#8220;<strong>diabetes</strong>&#8221; é &#8220;<strong>cura</strong>&#8220;. Afinal, apesar dos inúmeros avanços médicos e tecnológicos no tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2, a doença ainda é considerada &#8220;crônica&#8221;, isto é, persistente e sem uma cura definida. <strong>Mas isso não significa que uma pessoa não possa estar &#8220;livre&#8221; do diabetes, uma vez diagnosticada.</strong></p>
<p>O fenômeno da <strong>remissão do diabetes tipo 2</strong> já é documentado há bastante tempo na literatura médica. O que seria esta &#8220;remissão&#8221;? Trata-se de um retorno à glicemia normal após o diagnóstico do diabetes tipo 2. Isto é: a pessoa estava com a glicemia alta e, devido a algum fator (<em>que já discutiremos em detalhes adiante</em>), eventualmente essa glicemia alta baixou para patamares mais saudáveis, patamares que são mantidos ao longo do tempo sem necessidade de uso de medicamentos, fazendo com que o status de &#8220;diabético&#8221; possa ser anulado.</p>
<p>No último mês, quatro importantes grupos médicos de estudo e promoção de políticas públicas sobre diabetes publicaram um <strong>consenso</strong> no qual padronizam a terminologia, a definição e a avaliação da remissão do diabetes tipo 2.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>REMISSÃO: A IMPORTÂNCIA DO NOME CORRETO</strong></h2>
<p>Os grupos envolvidos no documento são a <em>American Diabetes Association</em>, a <em>Endocrine Society</em>, a <em>European Association for the Study of Diabetes</em> e a <em>Diabetes UK</em>. São alguns dos mais importantes e relevantes grupos médicos do mundo quando o assunto é diabetes.</p>
<blockquote class="bdaia-blockquotes bdaia-bqpo-right">Segundo os autores, a maior razão para o aumento no número de casos de remissão é que <strong>os medicamentos atuais são muito bons e eficientes</strong>.</blockquote>
<p>O documento publicado, de certa forma, é mera formalidade médica, mas que abre espaço para discussões interessantes. Há muitos termos e expressões diferentes sendo utilizadas para se referir a um mesmo evento: o &#8216;retorno&#8217; à glicemia normal em pessoa anteriormente diagnosticadas com diabetes tipo 2. Às vezes isso é chamado de &#8220;remissão&#8221;, outras de &#8220;cura&#8221; ou &#8220;reversão&#8221;. Alguns médicos preferem usar a palavra &#8220;resolução&#8221;, ou termos compostos e ambíguos como &#8220;remissão parcial&#8221;, &#8220;remissão prolongada&#8221; e similares. Como na Ciência nunca é interessante chamar uma coisa por vários nomes, o consenso busca padronizar o uso do termo &#8220;remissão do diabetes&#8221; para esses casos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE PROVOCA A REMISSÃO DO DIABETES TIPO 2?</strong></h2>
<p>De acordo com os autores do documento (médicos com vasta experiência no tratamento de pessoas com diabetes), existem três maneiras principais de se alcançar a remissão do diabetes tipo 2:</p>
<ul>
<li>mudanças no <a href="https://www.diabeticool.com/apos-descobrir-diabetes-natalense-muda-estilo-de-vida-e-perde-21-kg/"><strong>estilo de vida</strong></a></li>
<li><a href="https://www.diabeticool.com/cirurgia-bariatrica-e-a-solucao-para-perder-peso-e-curar-o-diabetes/"><strong>cirurgia bariátrica</strong></a></li>
<li>uso correto de <strong>medicamentos hipoglicemiantes</strong>, isto é, que ajudam a reduzir a quantidade de açúcar no sangue.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda segundo os autores, possivelmente a maior razão para o aumento no número de casos de remissão é que <strong>os medicamentos atuais são muito bons e eficientes</strong>. Usados da maneira correta, eles podem gerar um controle de longo prazo na glicemia, que independe de novas doses desses medicamentos. Ou seja, a &#8220;remissão&#8221; é alcançada e a pessoa pode parar de tomar remédios (obviamente, após ampla análise e avaliação médica) e, ainda assim, manter a glicemia em níveis adequados.</p>
<div style="padding: 5%; margin: 5% 0; background: #f6f6f6; width: 90%; border: 2px dotted #e1e1e1; border-radius: 20px; box-shadow: 6px 5px 17px rgb(0 0 0 / 31%);">
<h3><em style="background-color: #f6f6f6;"><strong>DEFINIÇÃO DA REMISSÃO DO DIABETES TIPO 2</strong></em></h3>
<p>O consenso define a remissão do diabetes como <strong>exame de <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/">hemoglobina glicada</a> resultando em &lt;6,5%</strong>, realizado pelo menos <strong>03 meses após a suspensão</strong> da terapia hipoglicemiante.</p>
<p>Em outras palavras: se, após orientação médica, a pessoa que estava com DM2 deixar de tomar os medicamentos para baixar a glicemia e mesmo assim, três meses depois dessa parada, a glicemia estiver em níveis bons, pode-se considerar que <strong>houve remissão do diabetes tipo 2</strong>.</p>
<p>Para casos em que o exame de HbA1c (hemoglobina glicada) não for confiável, pode-se considerar os seguintes parâmetros como condizentes com a remissão:</p>
<ul>
<li>Glicemia de jejum &lt;126mg/dL;</li>
<li>Hemoglobina glicada estimada &lt;6,5%, baseada em cálculos a partir do monitoramento contínuo da glicemia.</li>
</ul>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>POR QUE NÃO FALAR EM &#8220;CURA&#8221;?</strong></h2>
<p>Médicos e cientistas são cautelosos com as palavras que usam &#8211; e por bons motivos. Os termos devem ser precisos e informativos, sem abrir margens a interpretações. A escolha pelo termo &#8220;<strong>remissão</strong>&#8221; e não por algo mais impactante, como &#8220;<strong>cura</strong>&#8220;, segue esta tendência.</p>
<p>Pode-se pensar que, afinal de contas, se a glicemia &#8220;voltou ao normal&#8221; nos casos descritos acima, então consequentemente o diabetes foi &#8220;curado&#8221;. <strong><span style="text-decoration: underline;">Mas isso não é verdade</span>.</strong> Os autores do artigo reforçam uma mensagem importante: <strong>por enquanto</strong>, diabetes não tem cura. Mesmo nos casos em que a glicemia ficou estabilizada em valores normais após a suspensão do uso de medicamentos, ainda pode haver <strong>problemas internos indicadores do diabetes</strong>. Por exemplo, mesmo nos casos de remissão, pode haver considerável <a href="https://www.diabeticool.com/relacao-entre-as-bacterias-do-seu-corpo-e-o-diabetes-tipo-1-e-tipo-2/"><strong>resistência à insulina</strong></a>, ou então as <a href="https://www.diabeticool.com/transplante-de-celulas-saudaveis-e-realizado-com-sucesso/"><strong>células beta do pâncreas</strong></a> podem não estar funcionando em total normalidade. Isso exige cuidado e acompanhamento constante.</p>
<p>Conforme o documento sugere, dados os avanços da Medicina e dos medicamentos, cada vez mais veremos casos de pessoas que tiveram o diabetes tipo 2 controlado e que não necessitam mais de medicamentos para acertar a glicemia. Esses casos, contudo, precisam claramente ser classificados como &#8220;remissão&#8221;, evitando, assim, o uso de termos que podem abrir margens a interpretações errôneas (como &#8220;cura&#8221;).</p>
<span class="bdaia-shory-highlight" style="background:#eeee22;color:#000000;"><strong>Os casos de remissão de diabetes são exclusivos para <span style="text-decoration: underline;">diabetes tipo 2</span>. Entenda o porquê lendo nosso <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">resumo sobre diabetes tipo 1 aqui</a>.</strong></span>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>A REMISSÃO SE MANTÉM?</strong></h2>
<p>Uma das dúvidas que os médicos pretendem resolver é se os casos de remissão &#8220;duram bastante tempo&#8221;. Ainda há poucas informações na literatura médica para se tirar conclusões.</p>
<p>Por isso, a partir das novas definições do que é remissão do diabetes tipo 2, os autores do consenso sugerem pesquisas e acompanhamento dos pacientes, a fim de se compreender melhor como funciona o fenômeno da remissão no médio e longo prazo.</p>
<p>Acompanhamento anual de hemoglobina glicada e de fatores de risco relacionados ao diabetes &#8211; como exames de retina, de função renal, de complicações cardiovasculares e do pé diabético &#8211; deve ser realizado, sem falta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="bdaia-toggle open"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt">CONCLUSÃO</span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt">CONCLUSÃO</span></h4><div class="toggle-content"><p>Será que é possível &#8220;vencer&#8221; o diabetes tipo 2 via medicamentos e orientações médicas e manter a glicemia equilibrada por vários anos? Ou será que o efeito da remissão é passageiro para algumas pessoas, e a glicemia volta subir depois de algum tempo? Tendo, agora, os parâmetros definidos sobre o que exatamente é a remissão do diabetes tipo 2, estudos em busca de respostas a estas importantes perguntas poderão começar a ser feitos.</p></div></div>
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		<item>
		<title>COVID-19 severa e diabetes: o que os médicos estão dizendo sobre tratamentos?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/covid-19-severa-e-diabetes-o-que-os-medicos-estao-dizendo-sobre-tratamentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 13:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[cetoacidose diabética]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[metformina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o início da pandemia do novo coronavírus, sabe-se que há alguns grupos de risco específicos. São pessoas mais vulneráveis à doença e às suas consequências, com prognósticos piores do que a média. Dentre eles, infelizmente, estão as pessoas com diabetes. Isso não significa que estar com diabetes necessariamente torna a pessoa suscetível ao coronavírus, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<span class="bdaia-shory-dropcap bdaia-shory-dropcap1" >D</span>esde o início da <strong>pandemia do novo coronavírus</strong>, sabe-se que há alguns grupos de risco específicos. São pessoas mais vulneráveis à doença e às suas consequências, com prognósticos piores do que a média. Dentre eles, infelizmente, estão as pessoas com <strong>diabetes</strong>.</p>
<p>Isso não significa que estar com diabetes <em>necessariamente</em> torna a pessoa suscetível ao coronavírus, é claro. E nem que estar com diabetes necessariamente ampliará os efeitos da doença. Há inúmeros casos de pessoas com diabetes curadas, ou que tiveram apenas sintomas leves. Mas é fato que uma parte considerável dos casos graves de COVID-19 em todo o mundo é relacionada ao diabetes, então é necessário ter cautela.</p>
<div style="background: #f4f4f4; padding: 20px; margin: 30px 0px;">
<div class="one_half">Em casos de infecções por vírus no geral (não especificamente o novo coronavírus), estar com diabetes costuma ser um fator de risco importante, aumentando a probabilidade de <a href="https://www.diabeticool.com/pessoas-com-diabetes-mesmo-adultos-e-idosos-devem-ser-vacinadas-contra-gripe-pneumonia-e-hepatite-b/"><strong>pneumonia</strong> </a>e <strong>sepse grave</strong>.</div><div class="one_half last">As evidências também sugerem que os riscos associados à COVID-19 são maiores em pessoas com <a href="https://www.diabeticool.com/como-infeccoes-alteram-nossas-glicemias/">controle ruim da glicemia</a>, e que o vírus parece estar associado a aumento do risco de <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">cetoacidose diabética</a>.</div><div class="clear-fix"></div>
</div>
<figure id="attachment_10801" aria-describedby="caption-attachment-10801" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51703189"><img loading="lazy" class="wp-image-10801 size-full" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade.png" alt="COVID-19 e taxas de mortalidade" width="639" height="700" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade.png 639w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade-219x240.png 219w" sizes="(max-width: 639px) 100vw, 639px" /></a><figcaption id="caption-attachment-10801" class="wp-caption-text">O gráfico acima é da BBC Brasil, e representa os resultados de um estudo de 44 mil casos de COVID-19 na China, publicado no começo do ano. Muito possivelmente ele não representa a realidade atual, mas serve como um parâmetro importante de análises.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recentemente, um dos principais periódicos médicos do mundo publicou orientações e novidades sobre o tratamento de COVID-19 em pacientes com diabetes. Resumimos as principais informações a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE A <em>LANCET DIABETES &amp; ENDOCRINOLOGY</em> DIZ</strong></h2>
<p><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-10799" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology.jpg" alt="Diabeticool - COVID-19 e o diabetes - artigo Lancet Diabetes Endocrinology" width="320" height="300" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology.jpg 320w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology-256x240.jpg 256w" sizes="(max-width: 320px) 100vw, 320px" />Em 23 de abril, o respeitado periódico médico <em>Lancet Diabetes &amp; Endocrinology </em>trouxe um artigo, em formato de &#8220;opinião pessoal&#8221; (isto é, trata-se de um relato de observações pessoais dos médicos envolvidos, e não um estudo científico de fato), sobre <strong>cuidados médicos em pessoas com diabetes e a COVID-19</strong>. O artigo foi escrito por um grupo com 19 membros, liderado pelo Dr. Stefan R. Bornstein, médico do <em>Helmholtz Zentrum München</em> e da<em> Technische Universität Dresden</em>, na Alemanha. O grupo conta com profissionais provenientes da Europa, Estados Unidos, Ásia, Austrália e América do Sul. Você encontra um link para o artigo completo no final do nosso texto.</p>
<p>Preparamos, a seguir, um resumo das principais orientações:</p>
<h3><strong>PREVENÇÃO</strong></h3>
<ul>
<li>Primeiro ponto: <strong>prevenir</strong> o descontrole da glicemia. Isso é especialmente importante em pessoas com diabetes tipo 1, que idealmente devem medir em casa, além da glicemia, as <a href="https://www.diabeticool.com/i-want-to-break-free-testamos-o-freestyle-libre/"><strong>cetonas</strong></a> no sangue.</li>
<li>Para DM1 e DM2, é importantíssimo que o controle da glicemia esteja <strong>ótimo</strong>. Por isso, todas as estratégias para ajudar as pessoas a atingir suas metas &#8211; seja aprimorando os tratamentos, seja via consultas por telemedicina &#8211; são válidas.</li>
</ul>
<h3><strong>MONITORAMENTO</strong></h3>
<ul>
<li>É essencial monitorar o diabetes em todos os pacientes hospitalizados com Covid-19.</li>
</ul>
<h3><strong>TRATAMENTO</strong></h3>
<ul>
<li>Para pessoas sabidamente infectadas com o novo coronavírus e que exigem tratamento médico, é importante monitorar por completo a sua saúde (glicemia plasmática, eletrólitos, pH, cetonas no sangue ou β-hidroxibutirato).</li>
<li>Os médicos sugerem, inclusive, o tratamento intravenoso com insulina precoce em pacientes com doença grave.</li>
<li>Curiosamente, seguem as <strong>metas glicêmicas</strong> para casos leves e graves da COVID-19:
<ul>
<li><em>Casos leves</em>: glicemia no plasma de 72 mg/dL a 144 mg/dL</li>
<li><em>Casos graves</em>: 72 mg/dL a 180 mg/dL.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3><strong>MEDICAMENTOS: ATÉ A METFORMINA EXIGE CUIDADOS!</strong></h3>
<p>O tratamento das formas mais severas de COVID-19 exige que até mesmo um dos medicamentos antidiabéticos mais seguros que existem &#8211; a <a href="https://www.diabeticool.com/metformina/"><strong>metformina</strong></a> &#8211; seja usado com cautela.</p>
<p>De acordo com o artigo médico, em casos graves de COVID, metformina e medicamentos da classe SGLT2 (inibidores do cotransportador 2 de sódio-glicose) devem ter seu uso <strong>suspenso</strong>, pois podem acarretar lesões nos rins e maiores riscos de desidratação. Além disso, o uso da metformina nesses pacientes aumenta a chance de acidose lática, enquanto que os SGLT2 aumentam os riscos de <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/"><strong>cetoacidose diabética</strong></a>. Lembrando, aqui, que são orientações <em><strong>médicas</strong></em>, <span style="text-decoration: underline;"><strong>específicas para casos graves de COVID-19 apenas</strong></span> &#8211; pessoas com casos leves e que utilizem qualquer dos medicamentos devem continuar a usá-los.</p>
<p>Medicamentos das classes GLP-1 e DPP-4 podem ser usados sem problemas nesses pacientes, monitorando-os constantemente para evitar desidratação.</p>
<p>E, é claro, o uso de insulina deve continuar <strong>sempre</strong>.</p>
<p>As orientações descritas acima, segundo os médicos autores do artigo, &#8220;são baseadas em nossa opinião como especialistas, ainda aguardando o resultado de ensaios clínicos randomizados”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #026cac;"><strong>SAIBA MAIS</strong></span></h2>
<ul>
<li><em>Lancet Diabetes Endocrinol. </em><a class="article-header__vol faded" href="https://www.thelancet.com/journals/landia/issue/vol8no6/PIIS2213-8587(20)X0006-4">VOLUME 8, ISSUE 6</a><em>, <span class="article-header__pages faded">P546-550, </span><span class="article-header__date faded">JUNE 01, 2020.</span></em> <a href="https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(20)30152-2/fulltext">Texto completo</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/covid-19-severa-e-diabetes-o-que-os-medicos-estao-dizendo-sobre-tratamentos/">COVID-19 severa e diabetes: o que os médicos estão dizendo sobre tratamentos?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Retrospectiva 2019: novas maneiras de combater a hipoglicemia com glucagon</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/retrospectiva-2019-novas-maneiras-de-combater-a-hipoglicemia-com-glucagon/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2020 13:04:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[coma hipoglicêmico]]></category>
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		<category><![CDATA[glucagon]]></category>
		<category><![CDATA[GVOKE]]></category>
		<category><![CDATA[retrospectiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta matéria faz parte do especial do Diabeticool sobre o ano de 2019 para quem convive com o diabetes. Quais foram as grandes notícias, descobertas, aprimoramentos e novidades para nós? Confira a seguir o que mudou no ano passado quando o assunto é hipoglicemia. &#160; Quem está com diabetes, em especial o tipo 1, ou &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #808080;">Esta matéria faz parte do especial do <strong>Diabeticool</strong> sobre o ano de 2019 para quem convive com o diabetes. Quais foram as grandes notícias, descobertas, aprimoramentos e novidades para nós? Confira a seguir o que mudou no ano passado quando o assunto é <em>hipoglicemia.</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-10707" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-atencao-com-a-hipoglicemia.jpg" alt="Diabeticool - atencao com a hipoglicemia" width="235" height="221" /><span class="bdaia-shory-dropcap bdaia-shory-dropcap1" >Q</span>uem está com diabetes, em especial <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/"><strong>o tipo 1</strong></a>, ou acompanha uma pessoa nesta situação, bem sabe dos perigos da <a href="https://www.diabeticool.com/hipoglicemia-noturna-voce-avisa-seu-medico-quando-ela-acontece/"><strong>hipoglicemia</strong></a>. Tal condição ocorre quando os níveis de açúcar no sangue atingem valores menores que 70 mg/dl (<em>este valor varia de pessoa para pessoa</em>), e costuma aparecer durante períodos de jejum ou como decorrência do uso indevido da <a href="https://www.diabeticool.com/tipos-de-insulina/"><strong>insulina</strong></a>. É comum, também, a hipoglicemia surgir após exercícios físicos ou consumo de álcool. Ela pode (e deve!) ser evitada, por meio de um controle glicêmico rigoroso &#8211; isto é, a pessoa precisa seguir cuidadosamente as orientações médicas sobre o tipo de alimentação ideal e a quantidade de insulina a ser aplicada, respeitando sempre os horários.</p>
<p>Mas, quando a hipoglicemia acontece, o necessário é agir rápido. Ao perceber os primeiros sintomas da hipoglicemia (<em>confira abaixo quais são eles</em>), é comum as pessoas bem orientadas já ingerirem rapidamente um copo de suco de laranja, por exemplo, ou um sachê de açúcar. Cerca de 15 a 20g de açúcar são indicados nessas situações. Mesmo assim, podem ocorrer casos ainda mais graves, quando a pessoa com diabetes está com níveis de açúcar no sangue tão baixos que <strong>desmaia</strong>, perdendo completamente a consciência. Este é o chamado <strong>coma hipoglicêmico</strong>. Tais quadros são rapidamente revertidos em hospitais, por meio da injeção de glicose na veia. Quando não há hospitais por perto ou quando o tempo é crítico, uma alternativa é injetar <strong>glucagon</strong>, um hormônio que funciona como o &#8220;oposto&#8221; da insulina, aumentando os níveis de açúcar no sangue.</p>
<blockquote><p>No Brasil, temos só uma apresentação comercial do Glucagon, sob o nome comercial de Glucagen®, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk.</p></blockquote>
<p>E é justamente com relação ao glucagon que 2019 trouxe ótimas notícias, como veremos a seguir!</p>
<div style="margin: 40px auto; padding: 7%; background: #f5f6f7;">
<div style="background: white; padding: 20px; box-shadow: 1px 5px 20px rgba(0, 0, 0, 0.28);">
<h3><span style="color: #00ace6;">QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA HIPOGLICEMIA?</span></h3>
<p>De acordo com a <span class="removed_link" title="https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/hipoglicemia">Sociedade Brasileira de Diabetes</span>, os sintomas a seguir são característicos da hipoglicemia e servem de sinal de alerta:</p>
<p><strong>SINTOMAS FÍSICOS</strong></p>
<ul>
<li>Tremedeira</li>
<li>Suores e calafrios</li>
<li>Taquicardia (coração batendo mais rápido que o normal)</li>
<li>Fome e náusea</li>
<li>Sonolência</li>
<li>Visão embaçada</li>
<li>Sensação de formigamento ou dormência nos lábios e na língua</li>
<li>Dor de cabeça</li>
<li>Fraqueza e fadiga</li>
<li>Falta de coordenação motora</li>
<li>Convulsões</li>
</ul>
<p><strong>SINTOMAS MENTAIS</strong></p>
<ul>
<li>Nervosismo e ansiedade</li>
<li>Irritabilidade e impaciência</li>
<li>Confusão mental e até delírio</li>
<li>Tontura ou vertigem</li>
<li>Raiva ou tristeza</li>
<li>Pesadelos, choro durante o sono</li>
<li>Inconsciência</li>
</ul>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<h2>NOVIDADES DE 2019: NOVOS GLUCAGONS PARA COMBATER A HIPOGLICEMIA</h2>
<p>Primeiramente, é preciso saber como se usa glucagon hoje em dia.</p>
<figure id="attachment_10719" aria-describedby="caption-attachment-10719" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-10719 size-full" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-glucagen-embalagem-novo-nordisk.jpg" alt="Diabeticool - glucagen embalagem novo nordisk" width="700" height="352" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-glucagen-embalagem-novo-nordisk.jpg 700w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-glucagen-embalagem-novo-nordisk-415x209.jpg 415w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-10719" class="wp-caption-text">O Glucagen®, da Novo Nordisk, é a forma de glucagon encontrada no Brasil.</figcaption></figure>
<p>O Glucagen® é uma embalagem que deve ficar em geladeira e que contém uma ampola de glucagon em pó e uma seringa com água esterilizada. Na hora da aplicação, é necessário misturar o pó à água, agitar bastante a mistura, puxá-la com a seringa e depois aplicá-la, como se fosse insulina. Trata-se de um método eficaz de combater a hipoglicemia severa, mas não chega a ser extremamente prático ou simples, dada a necessidade de ser mantido sob refrigeração e a mistura que deve ser feita antes da aplicação (um passo que, talvez, o cuidador da pessoa com diabetes não tenha capacidade de fazer corretamente em uma situação de nervosismo).</p>
<p>Em 2019, a FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou duas novas versões do glucagon. Elas se chamam <strong>Baqsimi</strong> e <strong>GVOKE</strong>, e prometem facilitar a maneira como a hipoglicemia severa é combatida. Confira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>BAQSIMI (Eli Lilly. Pó nasal, 3mg.)</h3>
<p><img loading="lazy" class="alignright wp-image-10715" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-BAQSIMI-po-nasal-glucagon.jpg" alt="Diabeticool - BAQSIMI po nasal glucagon" width="236" height="349" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-BAQSIMI-po-nasal-glucagon.jpg 266w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-BAQSIMI-po-nasal-glucagon-162x240.jpg 162w" sizes="(max-width: 236px) 100vw, 236px" />O Baqsimi promete ser revolucionário. Trata-se do primeiro tipo de <strong>glucagon não-injetável</strong> &#8211; ele é administrado <strong>pelo nariz</strong>, via um dispositivo especial. É isso mesmo: é um glucagon &#8220;de cheirar&#8221;, como se fosse um desentupidor nasal.</p>
<p>O Baqsimi foi aprovado em julho pela FDA, e mais ou menos um mês depois já pode ser encontrado nas farmácias dos Estados Unidos. Ele é indicado para pessoa com hipoglicemia severa e com pelo menos 04 anos de idade. Uma embalagem com 02 unidades custa cerca de US$ 560 (ou aproximadamente R$ 2.250,00).</p>
<p>O medicamento não necessita de refrigeração, podendo ser armazenado em locais de até 30ºC. A validade é de 18 meses a dois anos.  Outro ponto interessante é que o pó não precisa ser &#8220;aspirado&#8221;, apenas entrar em contato com a mucosa do nariz. Isso significa que o Baqsimi pode ser administrado até mesmo em pessoas desmaiadas, que não conseguiram &#8220;respirar&#8221; o pó nasal por conta própria.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-10717" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-BAQSIMI-po-nasal-glucagon-uso.jpg" alt="Diabeticool - BAQSIMI po nasal glucagon - uso" width="270" height="270" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-BAQSIMI-po-nasal-glucagon-uso.jpg 270w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-BAQSIMI-po-nasal-glucagon-uso-240x240.jpg 240w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-BAQSIMI-po-nasal-glucagon-uso-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 270px) 100vw, 270px" />De acordo com a fabricante, a eficácia do Baqsimi é idêntica à do glucagon injetável. Todavia, por ser muito mais fácil de aplicar, promete ajudar mais rapidamente a pessoa com hipoglicemia severa, o que pode fazer toda a diferença. Em um pequeno estudo, 94% dos cuidadores conseguiram administrar corretamente o medicamento, perante apenas 13% de sucesso com o glucagon injetável. Além disso, o tempo de administração do Baqsimi foi de meros 16 segundos, enquanto que preparar e aplicar o glucagon injetável levou, em média, 1 minuto e 53 segundos.</p>
<p><span style="color: #016cac;"><strong>Segundo relatos de quem já experimentou o Baqsimi, o efeito é praticamente imediato. A pessoa sente-se melhor e mais lúcida em poucos minutos, e quem usa sensores contínuos de glicemia percebe uma melhora também quase imediata nos níveis de açúcar no sangue.</strong></span></p>
<p>Ou seja, para quem sempre se preocupa com as consequências da hipoglicemia, o Baqsimi chega para radicalizar o tratamento deste problema grave, trazendo rapidez, eficácia e facilidade de manuseio. O problema, como sempre, é o preço, extremamente salgado. E não há previsão de chegada no medicamento no Brasil por ora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>GVOKE (Xeris Pharmaceutical, injeção)</h3>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-10712" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-GVOKE-glucagon-injecao-simples.jpg" alt="Diabeticool - GVOKE glucagon injecao simples" width="700" height="467" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-GVOKE-glucagon-injecao-simples.jpg 700w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-GVOKE-glucagon-injecao-simples-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>Outra novidade que chegou às prateleiras das farmácias dos Estados Unidos em outubro do ano passado foi o <strong>GVOKE</strong>. Trata-se de uma caneta para injeção de glucagon contendo uma mistura pré-preparada, e que pode ser guardada em temperatura ambiente. O uso é indicado para pessoas com hipoglicemia severa e que tenham pelo menos 02 anos de idade.</p>
<p>O uso é simples: em caso de hipoglicemia severa, basta retirar a capa protetora da caneta e aplicar a injeção, preferencialmente em braços ou pernas. Uma versão &#8220;automática&#8221; da caneta deverá ser lançada neste ano de 2020.</p>
<figure id="attachment_10711" aria-describedby="caption-attachment-10711" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-10711 size-full" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-GVOKE-glucagon-injecao.jpg" alt="Diabeticool - GVOKE glucagon injecao" width="700" height="338" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-GVOKE-glucagon-injecao.jpg 700w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2020/01/Diabeticool-GVOKE-glucagon-injecao-415x200.jpg 415w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-10711" class="wp-caption-text">Uma versão autoaplicável (imagem acima) deverá ser lançada em 2020.</figcaption></figure>
<p>O medicamento possui duas versões: uma dosagem de 0.5 mg/0.1 mL para crianças e de 1 mg/0.2 mL para adultos. A validade é de dois anos, e pode ser adquirido por cerca de US$ 300 (R$ 1.200,00) em embalagens com 01 injeção.</p>
<blockquote><p>Atenção: não se assuste muito com os preços dos medicamentos mencionados acima. Tratar o diabetes nos EUA é notoriamente caro, e os preços que colocamos são os de prateleira. Quem possui condições utiliza descontos fornecidos por planos de saúde, que reduzem expressivamente os valores dos tratamentos.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A hipoglicemia é um dos grandes inimigos de quem convive com o diabetes e utiliza insulina diariamente. Ter novos e eficazes parceiros nesta batalha é sempre uma boa notícia. Agora, é aguardar para que estes avanços tecnológicos se multipliquem e se traduzam em medicamentos que possam ser utilizados aqui no Brasil também, a um preço acessível a nossa população.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/retrospectiva-2019-novas-maneiras-de-combater-a-hipoglicemia-com-glucagon/">Retrospectiva 2019: novas maneiras de combater a hipoglicemia com glucagon</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Novidade! Suecos desenvolvem sistema indolor e mais preciso para medir a glicemia</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/novidade-suecos-desenvolvem-sistema-indolor-e-mais-preciso-para-medir-a-glicemia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jan 2019 19:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[monitor contínuo de glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas de monitoramento contínuo da glicemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sistema inovador de monitoramento contínuo utiliza microagulha especial, 50x menor que as atuais, tornando-o 100% indolor. As infames “picadas no dedo” para mediar a glicemia são algumas das maiores reclamações de quem convive com o diabetes. Apesar de serem parte essencial do nosso dia a dia, ajudando a manter a quantidade de açúcar no sangue &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/novidade-suecos-desenvolvem-sistema-indolor-e-mais-preciso-para-medir-a-glicemia/">Novidade! Suecos desenvolvem sistema indolor e mais preciso para medir a glicemia</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sistema inovador de monitoramento contínuo utiliza microagulha especial, 50x menor que as atuais, tornando-o 100% indolor.</em><span id="more-10232"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span>s infames “<strong>picadas no dedo</strong>” para mediar a glicemia são algumas das maiores reclamações de quem convive com o diabetes.</p>
<p>Apesar de serem parte essencial do nosso dia a dia, ajudando a manter a quantidade de açúcar no sangue sempre sob controle, é inegável que tirar sangue da ponta dos dedos está longe de ser uma atividade agradável ou livre de incômodos.</p>
[pullquote]&#8221;A medição da glicemia pelas &#8220;tradicionais&#8221; picadas nos dedos é, ainda, o método mais confiável e que traz os resultados mais próximos da realidade&#8221;[/pullquote]
<p>Nos últimos anos, surgiram ou chegaram ao Brasil diversas soluções para esta questão. As mais populares são os <a href="https://www.diabeticool.com/aprovado-saiba-glicemia-o-tempo-todo-no-celular-e-com-menos-picadas/"><strong>sistemas de monitoramento contínuo da glicemia</strong></a>. Com eles, basta a inserção, geralmente na região próxima da barriga ou no braço, de um adesivo contendo uma agulha, e ela irá medir continuamente a glicemia por um longo período de tempo (dias, semanas ou até mesmo <em>meses</em> até precisar ser trocada), enviando os dados para um aparelho especial ou para o seu smartphone. Quer saber a glicemia agora, neste exato momento? Basta olhar para o telefone!</p>
<p>Porém, esses sistemas estão longe de ser perfeitos. Principalmente porque <strong>a medição da glicemia pelas &#8220;tradicionais&#8221; picadas nos dedos é, ainda, o método mais confiável e que traz os resultados mais próximos da realidade</strong>. Além disso, por causa de seu tamanho, as agulhas dos sistemas atuais ainda não são “indolores”. Sua principal vantagem é evitar as picadas várias vezes ao dia, substituindo-as por picadas (para instalar o aparelho) mais esporádicas.</p>
<figure id="attachment_10233" aria-describedby="caption-attachment-10233" style="width: 900px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-10233 size-full" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2019/01/novo-monitor-contínuo-de-glicemia-comparativo-do-tamanho-das-agulhas.jpg" alt="" width="900" height="623" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2019/01/novo-monitor-contínuo-de-glicemia-comparativo-do-tamanho-das-agulhas.jpg 900w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2019/01/novo-monitor-contínuo-de-glicemia-comparativo-do-tamanho-das-agulhas-347x240.jpg 347w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /><figcaption id="caption-attachment-10233" class="wp-caption-text">Novo monitor contínuo de glicemia &#8211; comparativo do tamanho das agulhas. Imagem adaptada de KTH Royal Institute of Technology</figcaption></figure>
<p>Pesquisadores suecos, no entanto, parecem ter dado um passo importante para resolver os problemas atuais dos medidores contínuos de glicemia e trazer muito mais conforto – e saúde – para quem está com diabetes.</p>
<p style="text-align: right; text-transform: uppercase; margin-left: 10%; margin-right: 4%; font-size: 1.2em; color: #0075c0; font-weight: bold;">Já imaginou um sistema de monitoramento contínuo de glicemia que absolutamente não dói nadinha – e que mostra resultados tão confiáveis quanto os da picada no dedo? Vamos conhecer essa novidade!</p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><strong>CONHEÇA O NOVO SISTEMA DE MONITORAMENTO CONTÍNUO</strong></h2>
<h4><span style="color: #00a8f7;">Um passo à frente em termos de qualidade de vida para os usuários</span></h4>
<p>Pesquisadores do <em>KTH Royal Institute of Technology</em> em Estocolmo, capital da Suécia, estão finalizando o desenvolvimento de um sistema inovador de monitoramento contínuo de glicemia repleto de novidades interessantíssimas para quem convive com o diabetes.</p>
[pullquote]“Uma diferença importante é que, diferentemente dos sistemas de monitoramento contínuo de glicemia atuais, que medem o tecido adiposo subcutâneo, o nosso sistema mede na própria pele, a 1mm de profundidade, onde o fluido intersticial segue de maneira mais próxima e homogênea as oscilações da glicemia”, afirmou em comunicado à imprensa Federico Ribet, um dos pesquisadores envolvidos no projeto.[/pullquote]
<p>A primeira delas é que o sistema funciona a partir de uma microagulha (veja na imagem acima) – ela é <strong>50x menor do que as agulhas usadas atualmente</strong> nos sistemas de monitoramento. Trata-se de uma diferença gritante.</p>
<p>Além disso, o aparelho, tão pequeno, poderá ser utilizado em praticamente qualquer área do corpo – nos testes, ele é aplicado no braço dos voluntários, e mede a glicemia com precisão.</p>
<p>Outro diferencial: sensores enzimáticos especiais conseguem ler a glicemia a partir das quantidades de glicose presente no fluido intersticial da própria pele. Isso é o que permite que a agulha seja tão pequenininha – não é preciso “ir fundo” para medir a glicemia com precisão. O tamanho diminuto da agulha também permite que a instalação do aparelho seja 100% &#8211; isso mesmo, 100%! – indolor, uma vez que ela não ativa nenhum receptor de dor.</p>
<p>De acordo com os últimos testes divulgados pelos pesquisadores, a taxa de confiança dos dados das medições feitas pelo novo aparelho é alta, praticamente a mesma das picadas nos dedos. Todavia, os dados possuem um “atraso” de 10 minutos – isto é, apesar de medir a glicemia o tempo inteiro, os resultados do aparelho mostrarão como estava sua glicemia dez minutos atrás.</p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #00a8f7;"><strong>ALGUMAS LIMITAÇÕES DOS SISTEMAS DE MONITORAMENTO CONTÍNUO DE GLICEMIA ATUAIS</strong></span></h3>
<ul>
<li><span style="color: #0075c0;"><strong>Tamanho da agulha</strong></span><span style="font-size: 14px; color: #606569;">: no mínimo, as agulhas precisam ter 7mm de comprimento – alguns modelos chegam a ser bem mais extensos. Com isso, sente-se a dorzinha da “picada” na hora da instalação do aparelho na pele.</span></li>
<li><span style="color: #0075c0;"><strong>Local de medição</strong></span><span style="font-size: 14px; color: #606569;">: praticamente todos os sistemas atuais medem a glicemia a partir de informações coletadas no tecido adiposo, que está longe de ser o melhor local para este tipo de análise. Por isso mesmo, é necessário recalibrar os sistemas periodicamente, a partir das tradicionalíssimas picadas nos dedos.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O NOVO SISTEMA ESTÁ PRONTO PARA USO? QUANDO SERÁ VENDIDO?</strong></h2>
<h4><span style="color: #00a8f7;">Informações sobre o aparelho em desenvolvimento</span></h4>
<p>O novo sistema teve dados divulgados na última edição do periódico científico <em>Biomedical Microdevices</em>. No artigo, os pesquisadores explicam que já testaram protótipos, com sucesso, em humanos e agora um período de testes clínicos já está em andamento.</p>
<p>A parte mais complexa do desenvolvimento – a criação da agulha especial e dos sensores enzimáticos inovadores – já está praticamente concluída. A pesquisa foca, no momento, na criação do adesivo que irá grudar a microagulha na pele e no aperfeiçoamento dos algoritmos que analisam os dados coletados pelos sensores.</p>
<p>Ainda não há prazo para o lançamento do dispositivo, mas os cientistas afirmam que será “em breve”. Estaremos de olho no desenrolar dessas etapas e traremos informações adicionais aqui no <strong>Diabeticool</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS</strong></h2>
<ul>
<li>Ribet, F., Stemme, G. &amp; Roxhed, N. Biomed Microdevices (2018) 20: 101. https://doi.org/10.1007/s10544-018-0349-6.</li>
</ul>The post <a href="https://www.diabeticool.com/novidade-suecos-desenvolvem-sistema-indolor-e-mais-preciso-para-medir-a-glicemia/">Novidade! Suecos desenvolvem sistema indolor e mais preciso para medir a glicemia</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Ovo e diabetes: estudo encontra relação positiva entre os dois</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/ovo-e-diabetes-estudo-encontra-relacao-positiva-entre-os-dois/</link>
					<comments>https://www.diabeticool.com/ovo-e-diabetes-estudo-encontra-relacao-positiva-entre-os-dois/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jan 2019 19:23:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dietas]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[ovos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.diabeticool.com/?p=10217</guid>

					<description><![CDATA[<p>Análise de saúde de homens de meia idade mostra que o consumo de ovos gera um efeito protetor contra o diabetes tipo 2. O ovo é um alimento cheio de mistérios. Talvez o maior deles – mais enigmático do que adivinhar quem veio primeiro, ele ou a galinha! – seja sua influência na saúde. Afinal &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Análise de saúde de homens de meia idade mostra que o consumo de ovos gera um efeito protetor contra o diabetes tipo 2.</em><span id="more-10217"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> <strong>ovo</strong> é um alimento cheio de mistérios. Talvez o maior deles – mais enigmático do que adivinhar quem veio primeiro, ele ou a galinha! – seja sua <strong>influência na saúde</strong>.</p>
<p>Afinal de contas, não é de hoje que o ovo é assunto em jornais, revistas e programas de televisão sobre alimentação saudável. E é difícil decidir se os profissionais orientam a sua ingestão ou não.</p>
<p style="text-align: right; text-transform: uppercase; margin-left: 10%; margin-right: 4%; font-size: 1.2em; color: #0075c0; font-weight: bold;">Comer ovo faz bem para a saúde ou ele é um alimento nocivo, que deve ser evitado? E, tão importante quanto, qual a sua influência para o diabetes?</p>
<p>Uma nova pesquisa traz dados interessantes sobre essa discussão.</p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #00a8f7;"><strong>PARA ENTENDER: COMO FUNCIONAM AS PESQUISAS SOBRE ALIMENTOS?</strong></span></h3>
<p>É importante entender <strong>como as pesquisas científicas sobre alimentação são feitas</strong> para saber por que há tantos alimentos que às vezes são indicados, outras vezes são contraindicados para nossa alimentação.</p>
<p>Em poucas palavras: é extremamente difícil descobrir o real efeito de um alimento no organismo.</p>
<p>Imagine o caso dos ovos, por exemplo. Ninguém se alimenta <em>somente</em> de ovo – as pessoas comem centenas de outras coisas, fumam, bebem, praticam ou não esportes&#8230;como determinar qual a influência <em>apenas</em> do ovo na saúde?</p>
<p>Para chegar a respostas, os cientistas se baseiam em estudos com <em>milhares</em> de pessoas, e que acompanham a saúde delas ao longo de muitos anos. Este é o caso do novo estudo que vamos explicar logo a seguir. Nesses trabalhos, os cientistas coletam informações sobre a alimentação de um número grande de pessoas em um período de tempo que varia de meses a vários anos, estudando sua saúde e coletando dados como peso, amostras de sangue e informações sobre doenças.</p>
<p>Depois, entra uma parte complica de <strong>estatística</strong> e de<strong> refinamento dos dados</strong>. Por meio de cálculos matemáticos, os pesquisadores tentam descobrir quais foram as diferenças na saúde de pessoas que comeram mais ovos do que as outras, por exemplo, tentando eliminar a influência de <em>todos</em> os demais parâmetros.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-10228" src="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2019/01/analises-de-dados-estatisticos.jpg" alt="analises de dados estatisticos" width="800" height="175" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2019/01/analises-de-dados-estatisticos.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2019/01/analises-de-dados-estatisticos-415x91.jpg 415w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Não é um trabalho fácil, e não é possível ter 100% de certeza sobre os resultados, mas se o número de participantes for grande o suficiente e os dados tiverem um longo histórico, as conclusões ficam cada vez mais próximas da realidade e podem nos ajudar a entender melhor como funciona o corpo humano.</p></blockquote>
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<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>OS BENEFÍCIOS DO CONSUMO REGULAR DE OVOS</strong></h2>
<h4><span style="color: #00a8f7;">Proteção frente ao diabetes tipo 2 em homens de meia idade</span></h4>
<p>A nova pesquisa sobre ovos e diabetes foi publicada este mês no periódico científico <em>Molecular Nutrition and Food Research </em>(encontre a referência ao final do texto), a partir de dados de pesquisadores da <em>University of Eastern Finland</em>, na Finlândia. Os cientistas queriam entender os resultados de uma pesquisa anterior, que mostrou uma <strong>forte correlação entre o consumo de ovos e menor risco de desenvolver diabetes tipo 2</strong>.</p>
<p>Esse estudo anterior se baseou em dados do <em>Kuopio Ischaemic Heart Disease Risk Factor Study</em>, uma análise de cerca de 2 mil homens de meia idade, moradores da cidade finlandesa de Kuopio, e que teve início em 1984.</p>
<p>O estudo atual analisou dados de voluntários divididos em dois grupos: aqueles que comiam uma média de 01 ovo por dia e aqueles que comiam menos do que isso.</p>
[pullquote]“Apesar de ainda ser muito cedo para tirar conclusões causais, nós agora temos algumas dicas sobre como compostos relacionados aos ovos podem ter relação com o desenvolvimento do diabetes tipo 2”, afirmou a dra. Stefania Norman, principal autora do estudo.[/pullquote]
<p>Por meio de técnicas modernas de análise dos componentes do sangue dos voluntários, os pesquisadores descobriram que a ingestão recorrente de ovos ao longo da vida é correlacionada a um aumento na quantidade de diversos lipídios no sangue – e <strong>eles podem ser o segredo para a proteção contra o diabetes tipo 2</strong>.</p>
<p>Semelhantemente, diversas moléculas que já se sabe estar relacionadas ao diabetes tipo 2 apareceram em menor quantidade no sangue daqueles voluntários que comiam mais ovos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>CONCLUSÕES</strong></h2>
<h4><span style="color: #00a8f7;">Que conclusões podemos tirar desse novo estudo?</span></h4>
<p>É interessante perceber como a análise de dados vindos de pesquisas com milhares de pessoas pode nos ajudar a entender o sempre misterioso funcionamento do corpo humano.</p>
<p>É bem possível que, quando o estudo foi iniciado, ninguém imaginava que <em>consumir ovos</em> poderia ter um efeito positivo na proteção contra o diabetes tipo 2 na meia idade. Mas os dados mostraram justamente isso.</p>
<p>A missão da Ciência, agora, é tentar descobrir o porquê desse efeito. Quanto mais estudamos, mais descobrimos segredos do corpo humano e dos alimentos. Com sorte, poderemos em breve montar uma <a href="https://www.diabeticool.com/o-segredo-para-uma-vida-muito-mais-saudavel/"><strong>dieta ideal</strong></a> para cada pessoa.</p>
<p>Mas uma conclusão nós já podemos tirar: se você gosta de <strong><a href="https://www.diabeticool.com/cafe-da-manha-rico-em-proteinas-ajuda-a-manter-a-glicemia-controlada/">comer ovos</a></strong> (sem exageros!), saiba que isso pode ter um efeito bastante positivo na saúde. E talvez ajuda a manter o diabetes mais longe, por mais tempo.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O PRINCIPAL MOTIVO DA CONTRAINDICAÇÃO DOS OVOS</strong></h2>
<h4><span style="color: #00a8f7;">Todos apontam o dedo para o colesterol</span></h4>
<p>Se há um motivo que quase sempre é associado à contraindicação de ovos na alimentação, esse motivo é o <strong>colesterol</strong>.</p>
<p>A quantidade de colesterol em 01 ovo é razoavelmente alta – cerca de 190mg, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Geralmente, o consumo diário recomendado de colesterol varia entre 100 e 300mg.</p>
[pullquote]Praticamente todo o colesterol dos ovos está na gema.[/pullquote]
<p>Estudos apontam que uma pessoa saudável pode consumir sete ovos por semana tranquilamente, sem ter aumento nos riscos de problemas de saúde. Todavia, alguns estudos mostraram que, para pessoas com diabetes, esse limite possivelmente é menor.</p>
<p>O excesso de colesterol ruim no sangue pode causar entupimento de vasos sanguíneos, o que aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e derrames, por exemplo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS</strong></h2>
<ul>
<li>Stefania Noerman et al. Metabolic Profiling of High Egg Consumption and the Associated Lower Risk of Type 2 Diabetes in Middle‐Aged Finnish Men, <em>Molecular Nutrition &amp; Food Research</em> (2018). <span class="removed_link" title="http://dx.doi.org/10.1002/mnfr.201800605">DOI: 10.1002/mnfr.201800605</span></li>
<li>Link para o artigo em: <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30548819">https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30548819</a></li>
</ul>The post <a href="https://www.diabeticool.com/ovo-e-diabetes-estudo-encontra-relacao-positiva-entre-os-dois/">Ovo e diabetes: estudo encontra relação positiva entre os dois</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Unicamp busca voluntários com diabetes tipo 2 para pesquisa</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/unicamp-busca-voluntarios-com-diabetes-tipo-2-para-pesquisa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2018 17:47:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Nova]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Unicamp]]></category>
		<category><![CDATA[voluntários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova rodada de estudos sobre o diabetes precisa de voluntários, que receberão acompanhamento médico detalhado. A Universidade Estadual de Campinas &#8211; Unicamp é um dos polos de pesquisas mais respeitados tanto no Brasil quanto no restante do mundo, especialmente na área de estudos biomédicos. O diabetes é estudado a fundo pelos pesquisadores da Universidade há &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nova rodada de estudos sobre o diabetes precisa de voluntários, que receberão acompanhamento médico detalhado.</em><span id="more-9779"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span> Universidade Estadual de Campinas &#8211; Unicamp é um dos polos de pesquisas mais respeitados tanto no Brasil quanto no restante do mundo, especialmente na área de estudos biomédicos. O diabetes é estudado a fundo pelos pesquisadores da Universidade há décadas &#8211; alguns dos docentes da Unicamp, como o pesquisador <span class="removed_link" title="http://www.ocrc.org.br/institucional/equipe/pesquisadores-principais/antonio-c-boschero/">Antônio Boschero</span>, são reconhecidos internacionalmente pelos avanços que trouxeram na compreensão dos complexos mecanismos por trás da doença.</p>
<p>Aqui no <strong>Diabeticool</strong>, já mencionamos diversas descobertas provenientes de estudos da Universidade (<em>relembre alguns exemplos abaixo!</em>), assim como divulgamos oportunidades de tratamentos e pesquisas voltados à população com diabetes &#8211; as inscrições para <a href="http://www.diabeticool.com/campinas-e-regiao-chance-de-cirurgia-bariatrica-na-unicamp/">cirurgias bariátricas</a>, por exemplo, são sempre bastante concorridas. Agora no início de 2018, a oportunidade é para participar de uma nova rodada de estudos sobre o diabetes tipo 2. Ao se voluntariar, a pessoa receberá suporte médico da equipe do Centro de Pesquisa Clínica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e terá a saúde acompanhada pelos pesquisadores.</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="7LckKgKzVD"><p><a href="https://www.diabeticool.com/cha-verde-pesquisa-da-unicamp-mostra-efeitos-positivos-da-bebida-no-combate-ao-diabetes/">Chá verde: pesquisa da UNICAMP mostra efeitos positivos da bebida no combate ao diabetes</a></p></blockquote>
<p><iframe title="&#8220;Chá verde: pesquisa da UNICAMP mostra efeitos positivos da bebida no combate ao diabetes&#8221; &#8212; DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://www.diabeticool.com/cha-verde-pesquisa-da-unicamp-mostra-efeitos-positivos-da-bebida-no-combate-ao-diabetes/embed/#?secret=7LckKgKzVD" data-secret="7LckKgKzVD" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="4tjWNUSXVs"><p><a href="https://www.diabeticool.com/visao-melhor-para-diabeticos-com-a-ajuda-da-unicamp/">Visão melhor para diabéticos, com a ajuda da UNICAMP</a></p></blockquote>
<p><iframe title="&#8220;Visão melhor para diabéticos, com a ajuda da UNICAMP&#8221; &#8212; DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" style="position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);" src="https://www.diabeticool.com/visao-melhor-para-diabeticos-com-a-ajuda-da-unicamp/embed/#?secret=4tjWNUSXVs" data-secret="4tjWNUSXVs" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Os interessados precisam&#8230;</p>
<ul>
<li><strong>ter entre 40 e 70 anos</strong></li>
<li><strong>estarem com diabetes tipo 2</strong></li>
<li><strong>não utilizar insulina</strong></li>
</ul>
<p>Os interessados podem entrar em contato com <strong>Eliene</strong> pelos telefones</p>
<ul>
<li><strong>(19) 3521-9580,</strong></li>
<li><strong>(19) 9 9722-8774 (WhatsApp)</strong></li>
</ul>
<p>Ou pelo e-mail <strong><a href="mailto:cpc@fcm.unicamp.com.br">cpc@fcm.unicamp.com.br</a></strong>.</p>
<p>Para quem mora em Campinas e região, trata-se de uma excelente oportunidade de entrar em contato com pesquisas de ponta sobre o diabetes e ainda ajudar no avanço do conhecimento acerca da doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>com informações do <a href="http://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2018/02/20/pesquisa-busca-voluntarios-com-diabetes-tipo-2-para-estudo">Portal Unicamp</a></em></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/unicamp-busca-voluntarios-com-diabetes-tipo-2-para-pesquisa/">Unicamp busca voluntários com diabetes tipo 2 para pesquisa</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Pré-diabetes: sintomas, exames, tratamentos e polêmicas</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/pre-diabetes-sintomas-exames-tratamentos-e-polemicas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Dec 2017 15:10:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[pré-diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda o que é o pré-diabetes, quais são suas características e o que fazer para reverter esse quadro. Você verá: Definição do Pré-diabetes Sintomas Exames Questionamentos Fatores de Risco para Diabetes Tipo 2 O que fazer para Reverter o Pré-diabetes &#160; O diabetes tipo 2 é, já há muitos anos, considerado uma &#8216;doença epidêmica&#8216; no &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Entenda o que é o pré-diabetes, quais são suas características e o que fazer para reverter esse quadro.</em><span id="more-9765"></span></p>
<div style="width: 70%; border: 1px solid #ccc; padding: 20px; margin: 15px 0;">
<p><strong><span style="color: #00559d;">Você verá</span>:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Definição do Pré-diabetes</strong></li>
<li><strong>Sintomas</strong></li>
<li><strong>Exames</strong></li>
<li><strong>Questionamentos</strong></li>
<li><strong>Fatores de Risco para Diabetes Tipo 2</strong></li>
<li><strong>O que fazer para Reverter o Pré-diabetes</strong></li>
</ul>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> diabetes tipo 2 é, já há muitos anos, considerado uma &#8216;<a href="http://www.diabeticool.com/o-que-esta-acontecendo-com-as-criancas/"><strong>doença epidêmica</strong></a>&#8216; no mundo. Isso significa que os números de pessoas com essa condição não param de crescer, em ritmo acelerado, em todo o planeta. Como o diabetes ainda não tem cura e é complicado de tratar, nada melhor do que tentar <strong>frear</strong> essa expansão. E, para isso, foi criado o conceito de &#8216;<strong>pré-diabetes</strong>&#8216;.</p>
<p>Uma pessoa com &#8216;pré-diabetes&#8217;, por definição, ainda não está com os níveis de açúcar no sangue tão altos assim. Ela não está com diabetes. Mas está &#8216;a caminho&#8217; de desenvolver a doença, caso não se cuide.</p>
<p>Se uma pessoa for diagnosticada como &#8216;pré-diabético&#8217;, deve imediatamente tomar certos cuidados de prevenção e modificar os hábitos de vida, a fim de diminuir os níveis de açúcar do sangue.</p>
<p>Sendo assim, o pré-diabetes não é uma <strong><em>doença</em></strong>, mas um <strong><em>alerta</em></strong>. É como se o corpo estivesse avisando que é preciso tomar muito cuidado, senão o diabetes logo, logo irá aparecer. E este é bem difícil de reverter.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO PRÉ-DIABETES?</strong></h2>
<p>O pré-diabetes, na grande maioria dos casos, não apresenta sintoma nenhum.</p>
<p>Isso porque o pré-diabetes não é uma &#8216;doença&#8217;, conforme explicado acima. É um <strong>conceito médico</strong> criado para alertar as pessoas dos perigos do diabetes. Assim, não sendo uma doença, não há sintomas.</p>
<p>Se o pré-diabetes não for revertido, ele pode dar origem ao diabetes tipo 2 &#8211; e nesse momento os sintomas iniciais do diabetes tipo 2 começam a surgir, como sede constante, vontade de ir ao banheiro a todo momento para fazer xixi, cansaço e visão embaçada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>QUAIS EXAMES ME DIRÃO SE ESTOU COM PRÉ-DIABETES?</strong></h2>
<p>Normalmente, o teste mais utilizado é o <strong>exame de sangue feito após jejum de 8 horas</strong>.</p>
<p>Será medido o nível de açúcar no sangue. No geral, caso o resultado dê menos de 100, a <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/glicemia/"><strong>glicemia</strong></a> é considerada normal. Acima de 125 indica diabetes. E a faixa entre 100 e 125 é a de pré-diabetes.</p>
<p>Outro teste que pode ser feito é o da <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/"><strong>hemoglobina glicada</strong></a>.</p>
<p>Nesse caso, resultados abaixo de 5.6% indicam normalidade, entre 5.7% e 6.4% indicam pré-diabetes e acima de 6.4% indicam diabetes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h3><span style="color: #00a8f7;"><strong>O PRÉ-DIABETES QUESTIONADO</strong></span></h3>
<p>Se existe uma &#8216;polêmica&#8217; em relação ao pré-diabetes é a seguinte: vale a pena &#8216;assustar&#8217; as pessoas, dizendo a eles que estão com pré-diabetes e, portanto, com o diabetes tipo 2 batendo às portas, mesmo sabendo que poucas delas desenvolverão, realmente, a condição?</p>
<p>De acordo com estudos do <em>National Institutes of Health</em>, órgão do governo dos EUA responsável por pesquisas científicas, apenas <strong>5-10% dos pré-diabéticos se tornarão diabéticos tipo 2</strong>.</p>
<p>Quanto mais fatores de risco para diabetes tipo 2 uma pessoa tiver (veja-os na listinha logo abaixo), mais perto dos 10% ela estará.</p>
<p>Convenhamos, os números são realmente baixos. Se apenas 10% das pessoas com pré-diabetes desenvolverão diabetes tipo 2, vale a pena assustar os outros 90%? Ou será que é justamente esse &#8216;susto&#8217; que faz com que a maioria adote hábitos mais saudáveis de vida, cortando o diabetes tipo 2 pela raiz? Eis uma polêmica que muitos especialistas ainda discutem.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>OS FATORES DE RISCO PARA DIABETES TIPO 2</strong></h2>
<p>O conceito de &#8216;pré-diabetes&#8217; foi criado levando em consideração os fatores de risco já conhecidos para o diabetes tipo 2. Isto é, caso você tenha algum dos fatores listados abaixo, estatisticamente suas chances são maiores de desenvolver diabetes tipo 2 se não seguir bons hábitos de vida. Confira a lista:</p>
<ul>
<li>Peso acima do normal</li>
<li>Circunferência da cintura acima do normal</li>
<li>Comer mal (excessos de sal, gorduras e açúcares na dieta, com poucas fibras e alimentos naturais)</li>
<li>Não praticar atividades físicas</li>
<li>Estar acima dos 40 anos</li>
<li>Ter parentes próximos com diabetes tipo 2</li>
<li>Dormir mal (por exemplo, ter <a href="http://www.diabeticool.com/a-relacao-entre-respirar-mal-a-noite-e-o-diabetes-tipo-2/"><strong>apneia obstrutiva do sono</strong></a>)</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>QUAIS AS MINHAS CHANCES DE PRÉ-DIABETES?</strong></h2>
<h4><strong>CONFIRA AS PERGUNTAS DO SITE DO CDC</strong></h4>
<p>No ano passado, o governo norte-americano criou um website especial sobre pré-diabetes.</p>
<p>Trata-se de uma página bastante simples, contendo basicamente um teste e algumas sugestões do que fazer para reverter os níveis altos de açúcar no sangue.</p>
<p>Se souber inglês, você pode acessar o site <a href="https://doihaveprediabetes.org/"><strong>clicando aqui</strong></a>.</p>
<p>A seguir, traduzimos o alerta principal da página e as 07 perguntas usadas no questionário sobre riscos de pré-diabetes. Comentamos, em azul, algumas das perguntas do quiz.</p>
<blockquote>
<h3 style="text-align: center;"><span style="color: #00a8f7;"><strong>TRADUÇÕES DO SITE DO CDC</strong></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">Os números não mentem: 1 em cada 3 adultos norte-americanos está com pré-diabetes.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">Com um pouquinho de exercícios e mudanças na dieta, essa situação geralmente pode ser revertida. Sejamos francos: há milhões de motivos pelos quais não temos tempo para seguir hábitos saudáveis de vida. Crianças, trabalho, vídeos de gatinhos na internet &#8211; tanta coisa nos ocupa! Mas, seja qual for o motivo, o pré-diabetes é real. Então descubra se você tem pré-diabetes fazendo o teste a seguir. Você não se arrependerá.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong>01) Você tem mãe, pai, irmã ou irmão com diabetes?</strong><br />
<em>Um histórico familiar de diabetes pode contribuir para o seu risco de diabetes tipo 2.<br />
</em></p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong>02) Você já foi diagnosticado com hipertensão arterial (pressão alta)?</strong><br />
<em>A hipertensão arterial contribui para o seu risco geral de diabetes tipo 2.<br />
</em></p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong>03) Quantos anos você tem?</strong><br />
<em>Quanto mais velho você for, maior o risco de diabetes tipo 2.<br />
</em><span style="color: #00559d;"><strong>Comentário</strong>: No teste, estar acima dos 40 anos de idade já um fator de risco para o pré-diabetes.<br />
</span></p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong>04) Qual a raça ou etnia melhor te descreve?</strong><br />
<em>As pessoas de certos grupos raciais e étnicos são mais propensas a desenvolver diabetes tipo 2 do que outras.<br />
</em><span style="color: #00559d;"><strong>Comentário</strong>: Ainda não se sabe o motivo, mas diversos estudos científicos apontaram chances significativamente maiores de pessoas de certas etnias desenvolverem diabetes tipo 2. Asiáticos, negros e indígenas entram nessa lista.<br />
</span></p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong>05) Você é fisicamente ativo?</strong><br />
<em>Ser inativo pode aumentar seu risco de diabetes tipo 2.<br />
</em></p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong>06) Você é um homem ou uma mulher?</strong><br />
<em>Os homens são mais propensos do que as mulheres a ter diabetes não diagnosticada; uma razão pode ser que eles costumam visitar o médico com menor regularidade.<br />
</em></p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><strong>07) Qual é a sua altura?</strong><br />
<em>A combinação de seu peso e altura nos permite conhecer seu Índice de Massa Corporal ou IMC. As pessoas com IMCs maiores estão em maior risco.<br />
</em><span style="color: #00559d;"><strong>Comentário</strong>: Saiba mais sobre o IMC e <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/indice-de-massa-corporal-imc/"><strong>calcule o seu escore aqui</strong></a>!<br />
</span></p>
<hr />
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE FAZER SE EU FOR DIAGNOSTICADO COM PRÉ-DIABETES?</strong></h2>
<p>A primeira coisa é não se assustar demais. O pré-diabetes nada mais é do que um alerta. Um alerta de que está na hora de mudar seus hábitos, senão seu corpo irá sofrer no futuro.</p>
<p>Entre as dicas mais eficientes para reverter esse quadro estão:</p>
<p>&#8211; <strong>Cuidar da alimentação</strong>: evitar excessos de alimentos gordurosos, doces e com muito sal. Isso inclui diminuir bastante a ingestão de frituras, carnes vermelhas e alimentos processados. Aumentar a ingestão de legumes, frutas e alimentos integrais ajuda a manter a saúde em pique total!</p>
<p>&#8211; <strong>Praticar atividades físicas</strong>: exercitar-se ajuda a controlar o peso, melhora a pressão sanguínea e o controle da glicemia, além de promover benefícios generalizados em todo o corpo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para mais dicas sobre saúde e diabetes, explore nossos arquivos aqui no <span style="color: #00559d;"><strong>Diabeticool</strong></span>.</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/pre-diabetes-sintomas-exames-tratamentos-e-polemicas/">Pré-diabetes: sintomas, exames, tratamentos e polêmicas</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Um medidor de glicose sem picadas nos dedos e que dura um ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2017 12:22:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dr. Carlos Couri]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novas tecnologias prometem muito mais facilidade &#8211; e menos dor &#8211; na hora de medir a glicemia. Nos últimos anos, temos vivenciado uma grande mudança na qualidade de vida de pessoas com diabete e isto se deve especialmente à evolução da monitorização da glicose no sangue. Testemunhamos, há pouco, o lançamento de uma tecnologia desenvolvida &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/um-medidor-de-glicose-sem-picadas-nos-dedos-e-que-dura-um-ano/">Um medidor de glicose sem picadas nos dedos e que dura um ano</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novas tecnologias prometem muito mais facilidade &#8211; e menos dor &#8211; na hora de medir a glicemia.</em><span id="more-9715"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9716" style="font-size: 14px; font-family: 'Open Sans', Arial, sans-serif;" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/11/monitor-de-glicemia-abbott-freestyle-libre.jpg" alt="monitor de glicemia abbott freestyle libre" width="880" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/11/monitor-de-glicemia-abbott-freestyle-libre.jpg 880w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/11/monitor-de-glicemia-abbott-freestyle-libre-768x480.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/11/monitor-de-glicemia-abbott-freestyle-libre-384x240.jpg 384w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>os últimos anos, temos vivenciado uma grande mudança na qualidade de vida de pessoas com diabete e isto se deve especialmente à evolução da <a href="http://www.diabeticool.com/monitores-de-glicose-no-sangue/">monitorização da glicose no sangue</a>.</p>
<p>Testemunhamos, há pouco, o lançamento de uma tecnologia desenvolvida pela Abbott que dispensa as famosas picadinhas nos dedos. Trata-se de um sensor que fica na superfície da pele ligado à sua camada subcutânea por meio de um finíssimo fio de 0,5 centímetro de comprimento.</p>
<p>Para fazer a leitura da glicemia, basta aproximar um aparelho (o leitor) que capta as ondas eletromagnéticas do sensor e aponta como estão os níveis de açúcar. Nesse caso, o sensor fica exposto e deve ser usado com certo cuidado pois não deve ficar imerso em água por mais de 30 minutos e pode se soltar em caso de impactos. Além disso, cada sensor tem duração de 14 dias.</p>
<p>Não bastasse o avanço inaugurado por essa tecnologia, já está na fila para ser lançado em breve outro aparelho, este da empresa <i>GlySens Incorporated</i>. Falamos agora de um sensor que tem a possibilidade de durar mais de um ano. Trata-se de um aparelho em formato de disco com 4 centímetros de diâmetro e 1,5 centímetro de espessura que é implantado debaixo da pele. Para a instalação, faz-se um pequeno corte e se deposita o sensor. Em seguida a pele é suturada.</p>
<p>A vantagem do método é que ele é menos vulnerável a traumas, a esportes radicais e a própria água, pois fica, digamos, escondido dentro da pele. O sistema faz medições da glicose a cada dois minutos. Para a leitura, aproxima-se da pele um leitor que capta as ondas eletromagnéticas do <i>GlySens</i> — à semelhança da tecnologia da Abbott.</p>
<p>Estudos em animais foram muito promissores e o dispositivo chegou a ficar implantado nas cobaias por até um ano e meio. Os experimentos em seres humanos estão em andamento e ainda não há previsão de lançamento no mercado mundial. Aguardamos agora os dados de segurança e acurácia do aparelho.</p>
<p>Enquanto ele não vira realidade, vamos continuar mantendo o bom controle da glicose e evitando as complicações típicas de quando os valores se encontram desequilibrados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #f0fff9; border: 2px solid black; padding: 10px;">
<p><span style="color: #black;">Por<strong> Dr Carlos Eduardo Barra Couri </strong><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg" rel="prettyPhoto"><img loading="lazy" class="alignright wp-image-1368 no-display appear" title="Dr Couri 2" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg" sizes="(max-width: 134px) 100vw, 134px" srcset="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg 166w, http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2-150x150.jpg 150w" alt="" width="134" height="134" /></a></span><span style="color: #black;">PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, pesquisador da Equipe de Transplante de Células-Tronco da USP-Ribeirão Preto. Conceituado e premiado autor de pesquisas – inclusive em publicações internacionais -, materiais educativos e livros sobre o diabetes, em especial o tipo 1, e terapias com células-tronco.</span></p>
<p><strong>Site: <a href="http://carloseduardocouri.blogspot.com.br">http://carloseduardocouri.blogspot.com.br</a> ; <a href="http://www.twitter.com/cecouri">www.twitter.com/cecouri</a></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tem uma ideia boa para ajudar a comunidade com diabetes? Então conheça este evento!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2017 17:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Política & Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[Lyfebulb]]></category>
		<category><![CDATA[Lyfebulb-Novo Nordisk Innovation Summit]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Nordisk]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lyfebulb-Novo Nordisk Innovation Summit distribui 50 mil dólares em prêmios para ideias inovadoras relacionadas ao diabetes. Apesar dos enormes avanços tecnológicos que acontecem a cada ano, uma cura definitiva para o diabetes ainda está para ser descoberta. Enquanto milhões de pessoas em todo o mundo aguardam ansiosas por novidades que ajudem a controlar mais facilmente &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lyfebulb-Novo Nordisk Innovation Summit distribui 50 mil dólares em prêmios para ideias inovadoras relacionadas ao diabetes.</em><span id="more-9651"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9657" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/Lyfebulb-Novo-Nordisk-Innovation-Summit-diabetes.jpg" alt="Lyfebulb-Novo Nordisk Innovation Summit - diabetes" width="880" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/Lyfebulb-Novo-Nordisk-Innovation-Summit-diabetes.jpg 880w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/Lyfebulb-Novo-Nordisk-Innovation-Summit-diabetes-768x480.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/Lyfebulb-Novo-Nordisk-Innovation-Summit-diabetes-384x240.jpg 384w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span>pesar dos enormes avanços tecnológicos que acontecem a cada ano, uma <strong>cura definitiva para o diabetes</strong> ainda está para ser descoberta. Enquanto milhões de pessoas em todo o mundo aguardam ansiosas por novidades que ajudem a controlar mais facilmente os níveis de açúcar no sangue, os velhos problemas do lidar com o diabetes persistem:</p>
<ul>
<li>dificuldades em administrar medicamentos,</li>
<li>medições constantes da glicemia,</li>
<li>custo elevado dos tratamentos,</li>
<li>sentimento de desânimo por ter de lidar, diariamente, com uma condição crônica&#8230;</li>
</ul>
<aside class="modern-quote pull alignright">Premiação de até 25 mil dólares para ideias que auxiliem as pessoas a conviver melhor com o diabetes.</aside>
<p><strong>Ninguém sabe tão bem o que é o diabetes quanto quem convive com ele todos os dias</strong>. Por isso mesmo, nesses tempos de criatividade e empreendedorismo, é muito comum que pessoas tenham ideias incríveis de como poderiam facilitar o controle do diabetes, criar um dia a dia mais agradável para quem convive com a doença e tornar a manutenção da saúde algo muito mais simples.</p>
<p>É justamente para estimular esse espírito inovador e irrequieto, ávido por criar soluções aos problemas atuais, que a <a href="http://www.diabeticool.com/calcule-seu-risco-de-diabetes-online-na-nova-campanha-da-novo-nordisk/"><strong>Novo Nordisk</strong></a> &#8211; uma das maiores fabricantes de medicamentos para o controle do diabetes &#8211; se aliou à plataforma <strong>Lyfebulb</strong> para criar o <em><strong>Innovation Summit</strong></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>O QUE É O INNOVATION SUMMIT?</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> Lyfebulb-Novo Nordisk Innovation Summit é um evento internacional que terá sua segunda edição este ano. Trata-se de um concurso voltado a &#8220;empreendedores-pacientes que desenvolverem ideias inovadoras visando a fortalecer e impactar positivamente a vida das pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 e, consequentemente, as comunidades às quais elas pertencem&#8221;.</p>
<blockquote><p><span style="color: #007cc5;"><strong>Se você tem uma ideia excelente que pode ajudar toda a comunidade de pessoas com diabetes a levar uma vida melhor e mais saudável, esta é sua chance de inscrever seu projeto e ter a possibilidade de vê-lo sair do papel!</strong></span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>PREMIAÇÃO E RECONHECIMENTO PARA FAZER SUA IDEIA DECOLAR</strong></span></h2>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9665" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/medindo-glicemia-diabetes.jpg" alt="medindo glicemia - diabetes" width="800" height="401" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/medindo-glicemia-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/medindo-glicemia-diabetes-415x208.jpg 415w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/medindo-glicemia-diabetes-164x82.jpg 164w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
[pullquote]O Lyfebulb-Novo Nordisk Innovation Summit foi criado a partir do Lyfebulb Entrepreneur Circle, plataforma educativa e inspiradora voltada àqueles que vivem com doenças crônicas. O evento acredita que &#8216;empreendedores-pacientes&#8217; têm uma habilidade única de criar intervenções com um valor agregado singular, que vai além da terapia tradicional.[/pullquote]
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span>s ideias submetidas ao concurso serão avaliadas por um painel multidisciplinar de profissionais, como pesquisadores, cientistas, engenheiros e líderes de Pesquisa &amp; Desenvolvimento da Novo Nordisk (<em>com participação brasileira, inclusive! Saiba mais abaixo</em>). As 10 melhores serão apresentadas ao painel em Copenhague, na Dinamarca, e concorrerão a <strong>50 mil dólares em prêmios</strong>, divididos em:</p>
<ul>
<li>US$ 25 mil para o 1º colocado;</li>
<li>US$ 15 mil para o 2º colocado;</li>
<li>US$ 10 mil para o 3º colocado.</li>
</ul>
<p>Para participar do Lyfebulb-Novo Nordisk Innovation Summit, basta se inscrever no website do evento (botão logo a seguir) até o dia 15 de setembro.</p>
[button link=&#8221;http://lyfebulb.com/innovation-award/novo-nordisk-2017/&#8221; size=&#8221;medium&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Link para Inscrição (em inglês)[/button]
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o Vice-Presidente Sênior Global de Pesquisa &amp; Desenvolvimento de Dispositivos da Novo Nordisk, Kenneth Strømdahl, &#8220;a <strong><a href="http://www.diabeticool.com/numeros-do-diabetes/">crescente prevalência de diabetes</a></strong> torna a necessidade de inovação no tratamento mais relevante do que nunca. Encorajando empreendedores-pacientes, esperamos promover avanços significativos e incentivar projetos inovadores que sejam capazes de beneficiar a vida de milhões de pessoas&#8221;. A médica Karin Hehenberger, CEO e fundadora da Lyfebulb, afirma: &#8220;Estamos ansiosos para trabalhar novamente com a Novo Nordisk, capacitando as pessoas que vivem com diabetes, encorajando-as a assumir o controle e a melhorar a qualidade de suas vidas&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="color: #007cc5;"><strong>PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA</strong></span></h1>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>a edição deste ano, o evento contará com uma jurada brasileira: a jornalista <strong>Vanessa Pirolo</strong>, diagnosticada com diabetes em 2000 e, desde então, militante da causa – atualmente, ela coordena diversos projetos de comunicação voltados à educação sobre o diabetes na <a href="http://www.diabeticool.com/adj-diabetes-brasil-lanca-clube-de-beneficios/"><strong>ADJ &#8211; Diabetes Brasil</strong></a>.</p>
<p>Para Vanessa, <strong>pessoas com diabetes têm uma visão mais sensível e conhecem a fundo as reais necessidades</strong> de quem convive com a doença, tendo um alto potencial para criar soluções inovadoras com foco em qualidade de vida. “Quanto mais acesso a tecnologias inovadoras, mais facilidade os pacientes terão para aderir ao tratamento e, assim, ter uma vida mais plena e sem complicações”, destaca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>CONHEÇA O PROJETO CAMPEÃO DE 2016: UMA REDE SOCIAL PARA QUEM CONVIVE COM O DIABETES!</strong></span></h2>
<figure id="attachment_9659" aria-describedby="caption-attachment-9659" style="width: 267px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9659" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/Brianna-Wollin-premio-novo-nordisk.jpg" alt="Brianna Wollin premio novo nordisk" width="267" height="400" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/Brianna-Wollin-premio-novo-nordisk.jpg 267w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/Brianna-Wollin-premio-novo-nordisk-160x240.jpg 160w" sizes="(max-width: 267px) 100vw, 267px" /><figcaption id="caption-attachment-9659" class="wp-caption-text">A jovem Brianna Wollin mostra, orgulhosa, seu troféu do ano passado.</figcaption></figure>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >U</span>ma <strong>rede social</strong> que conecta pessoas com diabetes e permite que elas compartilhem histórias, experiências e sintam-se mais acolhidas. Esta foi a<strong> ideia vencedora</strong> da 1ª edição do Lyfebulb-Novo Nordisk Innovation Summit, em 2016.</p>
<p>Brianna Wollin é uma jovem que convive com o diabetes tipo 1 e a doença celíaca &#8211; dois problemas crônicos de saúde &#8211; desde os quatro anos de idade. Enquanto estudava engenharia na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, Brianna teve a ideia de criar uma rede social especial para pessoas com doenças crônicas &#8211; isto é, que não possuem cura imediata. A meta da jovem era, em suas palavras, &#8220;criar um mundo em que ninguém que tenha doenças crônicas se sinta sozinho&#8221;.</p>
<p>Esta foi a iniciativa que deu origem ao &#8216;<strong>Find Your Ditto</strong>&#8216; (&#8220;<em>Encontre seu Similar</em>&#8220;, em uma tradução livre), a plataforma social para conectar pessoa que convivem com diabetes, asma, artrite, Alzheimer e demais doenças crônicas. A ideia foi apresentada no Innovation Summit e foi a grande vencedora.</p>
<p><img loading="lazy" class="wp-image-9660 alignright" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/find-your-ditto-logo-diabetes.jpg" alt="find your ditto logo diabetes" width="250" height="228" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/find-your-ditto-logo-diabetes.jpg 339w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/08/find-your-ditto-logo-diabetes-263x240.jpg 263w" sizes="(max-width: 250px) 100vw, 250px" />O site da rede social ainda está em desenvolvimento. Após o apoio do Innovation Summit, Brianna e seus colegas conseguiram dar o pontapé inicial no projeto. Agora, buscando ampliar seu escopo, o &#8220;Find your Ditto&#8221; acabou de receber, no último mês, investimentos de uma aceleradora de empresas norte-americana para ajudar ainda mais a fazer a ideia sair do papel e se tornar uma realidade. Milhões de pessoas em todo o mundo agradecem a iniciativa, prova de que o empenho em ajudar o próximo pode render grandes frutos.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/tem-uma-ideia-boa-para-ajudar-comunidade-com-diabetes-entao-conheca-este-evento/">Tem uma ideia boa para ajudar a comunidade com diabetes? Então conheça este evento!</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A relação entre as bactérias do seu corpo e o diabetes tipo 1 e tipo 2</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/relacao-entre-as-bacterias-do-seu-corpo-e-o-diabetes-tipo-1-e-tipo-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 May 2017 00:12:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[anticorpos]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes e bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[sistema imune]]></category>
		<category><![CDATA[transplante de fezes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=9632</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diferentes tipos de bactérias podem aumentar os riscos de aparecimento do diabetes. Saiba quais são eles e como evitá-los. Por Ronaldo Wieselberg* Antes de começar a ler esse texto, sugiro que os leitores mais puristas em relação à higiene tomem uma água, respirem fundo e só então comecem a ler! &#160; MEU CORPO ESTÁ TOMADO &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Diferentes tipos de bactérias podem aumentar os riscos de aparecimento do diabetes. Saiba quais são eles e como evitá-los.</em><span id="more-9632"></span><br />
<img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9634" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo.jpg" alt="DIABETES e as bacterias do corpo" width="880" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo.jpg 880w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo-768x480.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo-384x240.jpg 384w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /></p>
<h5><span style="color: #333333;"><em><strong>Por Ronaldo Wieselberg*</strong></em></span></h5>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span>ntes de começar a ler esse texto, sugiro que os leitores mais puristas em relação à higiene tomem uma água, respirem fundo e só então comecem a ler!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong><em>MEU CORPO ESTÁ TOMADO POR BACTÉRIAS!</em></strong><strong><em> </em></strong></span></h2>
<p>O nosso corpo tem mais bactérias do que células ‘nossas’. São bactérias na pele, na boca, nas narinas, no ânus&#8230; e o mais importante: <strong>elas são benéficas para nós</strong>! Ou seja, pode deixar o seu álcool gel de lado por enquanto. Vamos falar um pouquinho dessas <strong>bactérias boazinhas e da relação delas com o diabetes</strong>?</p>
<p>As bactérias vivem em muitos lugares do nosso corpo, como já falamos. A simples presença delas é importante, pois elas evitam que outras espécies de bactérias, causadoras de doenças, nos ataquem (principalmente na pele e no sistema digestório). Além disso, elas possuem diversos outros &#8216;benefícios&#8217; para o corpo, acompanhe:</p>
<ul>
<li>elsa produzem compostos antimicrobianos – sim, bactérias boas também <em>matam</em> bactérias malvadas!</li>
<li>produzem vitaminas que utilizamos para sobreviver</li>
<li>auxiliam o sistema de defesa do corpo a produzir anticorpos que matarão bactérias nocivas – a chamada “<strong>reatividade cruzada</strong>”.</li>
</ul>
 Bactérias: algumas fazem mal à saúde, mas outras são essenciais para o corpo.
<p>Mas como que ‘pegamos’ estas bactérias que vivem conosco? Bem, elas aparecem no nosso corpo por meio de muitas fontes. A maioria delas vêm da nossa exploração do mundo: ou seja, pela boca – pelo que comemos – e pelo tato – pelas coisas nas quais tocamos. Isso tem início nos momentos mais primitivos da nossa vida – ou seja, desde que estamos na barriga das nossas mães, há a passagem de algumas bactérias até nós. Depois que nascemos, isso se intensifica, uma vez que mamamos e o seio materno não é estéril (ainda bem!), sem contar que o próprio trabalho de parto contribui para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>QUAIS SÃO AS BACTÉRIAS DO NOSSO CORPO?</strong></span></h2>
<p>Existem duas classificações de bactérias que moram no nosso intestino alegremente: os <strong><em>Bacterioides</em> </strong>e os <strong><em>Firmicutes</em></strong>. De acordo com alguns estudos recentes – que datam entre 2014 e 2016 –, os <em>Bacterioides</em> estariam relacionados à não-obesidade e os <em>Firmicutes</em> estariam relacionados com <a href="http://www.diabeticool.com/obesidade-e-diabetes-uma-relacao-de-amor-e-odio/">maior risco de obesidade</a>.</p>
<p>Portanto, a presença dos <em>Firmicutes </em>aumentaria o risco de desenvolver diabetes – tanto o tipo 2 quanto o tipo 1! – e a presença dos <em>Bacterioides </em>diminuiria esse risco! O mecanismo pelo qual isso acontece ainda é incerto, porém, existem algumas teorias interessantes&#8230;</p>
<blockquote><p><span style="color: #007cc5;"><strong><em>Ter um determinado tipo de bactérias no meu organismo poderia aumentar minhas chances de ganhar peso?</em></strong></span></p></blockquote>
<p>A primeira dela diz que uma quantidade aumentada de <em>Firmicutes</em> diminuiria a produção de substâncias que protegem a mucosa intestinal. Isso aumentaria a inflamação do local e alteraria a permeabilidade da mucosa. Sendo assim, basicamente, tudo o que chegar no intestino ‘passaria’ para a corrente sanguínea! Isso faria com que substâncias que causam uma inflamação geral passassem também para o sangue, causando então um aumento da <a href="http://www.diabeticool.com/voce-sabe-tanto-sobre-diabetes-quanto-pensa/">resistência à ação da insulina</a>. Já os <em>Bacterioides</em> produzem bastante dessa substância, protegendo a mucosa do intestino e diminuindo a inflamação geral.</p>
 Se sujar faz bem &#8211; eis uma verdade que vai além do slogan publicitário! Afinal, é nessas brincadeiras que entramos em contato com diversos tipos de bactérias, o que pode ser benéfico à saúde.
[pullquote]Existem bactérias que podem diminuir a vontade de comer; outras, aumentar. Será que o equilíbrio entre elas é a chave para o controle do peso? E será que alguma delas poderia ajudar a evitar o surgimento do diabetes? [/pullquote]
<p>Outra teoria diz que os <em>Firmicutes</em> produzem substâncias que diminuem a saciedade ao comer. Portanto, fariam a pessoa comer mais e mais, aumentando o peso, a resistência insulínica e favorecendo o diabetes tipo 2. Já os <em>Bacterioides</em> aumentariam a saciedade pela produção aumentada de uma substância chamada <a href="http://www.diabeticool.com/celulas-intestinais-e-insulina-qual-a-relacao/"><strong>serotonina</strong></a> – relacionada ao prazer de comer! – e dessa forma a pessoa comeria menos, teria um controle do peso mais fácil e favoreceria o controle da glicemia.</p>
<p>Todos esses fatores de ganho de peso e inflamação são bem relacionados ao diabetes tipo 2. Porém, quando falamos de diabetes tipo 1, precisamos voltar ao que falei lá no começo do texto: <strong>reatividade cruzada</strong>.</p>
<p>Como os <em>Firmicutes</em> aumentam a inflamação da mucosa, sua ação faria passar pelo intestino pedacinhos de bactérias que aumentam a atividade imunológica. Assim, <a href="http://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/">há a produção de anticorpos por parte do sistema de defesa</a>, que por algum capricho do destino também ataca as células beta do pâncreas. Essa é uma teoria, inclusive, sobre como surgiriam os anticorpos do diabetes tipo 1 – anticorpos anti-GAD, anti-ilhota, anti-insulina&#8230;</p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>COMO MUDAR AS BACTÉRIAS DO SEU CORPO?</strong><strong> </strong></span></h2>
<p>Existem alguns métodos para trocar as bactérias do corpo e conseguir a riqueza de <em>Bacterioides</em> que todos queremos. Um deles – o mais seguro e mais difícil – é pela <strong>alimentação</strong>.</p>
<p>O consumo de <strong>frutas</strong>, <strong>verduras</strong> e <strong>fibras</strong> está relacionado a uma maior quantidade de <em>Bacterioides</em>, enquanto o consumo de alimentos industrializados e embutidos está relacionado a uma maior quantidade de <em>Firmicutes</em>. Pense em como isso é importante, considerando que as bactérias passam de mãe para filho&#8230; então não adianta querer que <em>só o seu filho</em> coma bem. Se <em>você não comer bem</em>, não adianta reclamar depois: os <em>Firmicutes</em> ainda estarão por aí e poderão ser transmitidos à prole!</p>
 Bactérias intestinais: além de ajudarem na digestão, ainda afetam o peso e a glicemia. Microscopia: Martin Oeggerli
<p>Essa alimentação saudável – chamada por muitos de “<strong>alimentação viva</strong>” – não tem resultado de uma hora para a outra ou de um dia para o outro. Para mudar de verdade as bactérias do sistema digestório, é necessário que essa dieta seja mantida por alguns <strong>meses</strong>, no mínimo. Então, nada de comer bem por pouco tempo e acreditar que isso basta: o bom hábito deve ser constante!</p>
<p>O uso de antibióticos também altera as bactérias do corpo. Alguns antibióticos, especialmente <em>Ciprofloxacino</em> e <em>Clindamicina</em>, modificam a fauna de bactérias do corpo, e sabemos que quanto mais cedo na vida for feito esse uso, maior a chance de desenvolver obesidade, diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 pelo aumento dos <em>Firmicutes</em>. Não usamos antibióticos para “evitar” o diabetes, mesmo porque o uso indiscriminado de antibióticos traz consequências desastrosas – como por exemplo a resistência bacteriana a essa classe de medicamentos. Assim, os antibióticos devem ser usados com cuidado, apenas com a recomendação médica.</p>
[pullquote]Sim, existe o termo &#8216;transplante de fezes&#8217;! A técnica já foi testada em ratos, com resultados surpreendentes.[/pullquote]
<p>Por fim, o método mais “radical” de troca de bactérias é o <em>transplante de fezes</em>. Sim, pode voltar lá e ler de novo, você viu certo. Em alguns ratinhos de laboratório, o transplante de fezes foi realizado entre ratinhos com obesidade e ratinhos de peso normal. Os ratinhos que receberam as fezes dos ratinhos com obesidade&#8230; também engordaram!!! Em contrapartida, os transplantes de fezes ricas em <em>Bacterioides</em> diminuiu a incidência do diabetes e diminuiu a resistência insulínica! Tomara que nenhum ser humano precise passar por este teste!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bem, bactérias são apenas <em>uma </em>das várias partes do diabetes. Curiosamente, é uma das partes que conseguimos mudar com bons hábitos alimentares, e portanto, podemos fazer em casa! Colabore com o seu corpo!</p>
<p>Até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #1b478e; padding: 10px; background-color: #55acee;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #ffffff;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</span></div>
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<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/relacao-entre-as-bacterias-do-seu-corpo-e-o-diabetes-tipo-1-e-tipo-2/">A relação entre as bactérias do seu corpo e o diabetes tipo 1 e tipo 2</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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