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	<title>hipoglicemia | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 11 Aug 2021 01:58:05 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Recado para pais e mães: diabetes exige independência!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 21:56:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[acampamentos de diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[pais e filhos]]></category>
		<category><![CDATA[teste de glicemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tão importante quanto auxiliar os filhos a cuidar bem da saúde é ensiná-los a tratar o diabetes por conta própria, explica Ronaldo Wieselberg.   Recentemente li um texto do Dr. Walter Minicucci, no qual ele contava a história de um de seus pacientes. Naquele texto, ele contava da resistência do então menino às aplicações de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tão importante quanto auxiliar os filhos a cuidar bem da saúde é ensiná-los a tratar o diabetes por conta própria, explica Ronaldo Wieselberg.</em></p>
<p><span id="more-9238"></span></p>
<p><strong><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9245" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/diabetes-exige-independencia-das-crianças.jpg" alt="diabetes exige independencia das crianças" width="800" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/diabetes-exige-independencia-das-crianças.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/diabetes-exige-independencia-das-crianças-349x240.jpg 349w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/diabetes-exige-independencia-das-crianças-768x528.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /> </strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>ecentemente li um texto do Dr. Walter Minicucci, no qual ele contava a história de um de seus pacientes. Naquele texto, ele contava da resistência do então menino às aplicações de insulina e aos testes de glicemia. Com a dedicação da mãe, o menino cresceu, agora tem uma <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/">hemoglobina glicada de 7,1%</a></strong>, adequado provavelmente à sua faixa etária, mas continua <em>dependendo dos pais para as aplicações de insulina</em>. O Dr. Minicucci, então, conclui que é necessária a dedicação de uma figura familiar, assim como a mãe de seu paciente o fez.</p>
<p>Permito-me discordar do Dr. Minicucci.</p>
<p>Algo que percebo entre os profissionais de saúde que tratam pessoas com diabetes tipo 1 é a <strong>dificuldade de lidar com a família</strong>. Isso faz bastante sentido, já que essa “realidade” de pessoas com diabetes tipo 1 chegando à idade adulta de maneira saudável, sem complicações, sem depender de ninguém, é algo relativamente novo. A prova disso é que “ainda” – percebam as aspas – admiramos pessoas que chegam aos cinquenta, sessenta, setenta anos com diabetes&#8230; e sem nenhuma complicação!</p>
<p>Oras, se esse fosse o padrão, não precisaríamos admirar ninguém, concordam? <strong>A inspiração vem daquilo que é diferente, daquilo que almejamos</strong>. Quando todos chegamos ao mesmo objetivo, ele deixa de ser objeto de desejo. E é isso que esperamos que aconteça com o diabetes! Todos, curados ou muito bem tratados, com oitenta, noventa, cem anos de diabetes, e sem nenhuma complicação!</p>
<p>Para que todas as pessoas que convivem com o diabetes cheguem a idades avançadas bem de saúde, uma coisa é essencial: que elas próprias saibam se cuidar. E não tem jeito: a única maneira de aprender é começar desde cedo, empenhando-se no controle da saúde.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>QUEM É RESPONSÁVEL POR CUIDAR DO DIABETES?</strong></span><strong> </strong></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> que acontecia antigamente era a pessoa com diabetes, devido às limitações do tratamento da época, frequentemente desenvolver alguma complicação. Então, ela passava a depender de um cuidador – frequentemente, a mãe. Esse cuidador, então, perfazia todos os cuidados, tomava todas as decisões&#8230; em resumo, <strong>a vida da pessoa dependia desse cuidador</strong>.</p>
<p>Até agora, o que muitos dos profissionais de saúde fazem é exatamente isso. <strong>Inconscientemente</strong>, passam para os pais da criança recém-diagnosticada que ela deve fazer tudo pelo cuidado do filho&#8230; para sempre.</p>
<p>Laços de paternidade são, possivelmente, a coisa mais forte criada pela natureza para garantir que qualquer espécie sobreviva. Mães que viram carros para salvar filhos; pais que lutam com animais selvagens para resgatar uma criança&#8230; são vários os relatos. Nossos cérebros entendem que os filhos são a coisa mais valiosa da vida desde o começo. Até que eles atinjam a idade adulta e possam caminhar por si só.</p>
<p>E finalmente, chegamos ao diabetes. Uma doença crônica, que em breve <strong><a href="http://www.diabeticool.com/numeros-do-diabetes/">afetará uma em cada onze pessoas no mundo</a></strong>. Não tem cura e, se não for tratada corretamente, pode levar à cegueira, amputações&#8230; um mundo de tragédias que ninguém deseja. Vamos, agora, somar todos os fatores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>O QUE ACONTECE COM OS FILHOS QUANDO TÊM DE SE VIRAR POR CONTA PRÓPRIA?</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >P</span>ais que naturalmente fariam tudo por seus filhos. Profissionais que inconscientemente transmitem a mensagem de que o cuidado da pessoa com diabetes depende do cuidador. Uma constelação de horrores caso o cuidado seja deixado de lado. Uma criança que não sabe como se cuidar. Resultado&#8230;? Você já pode imaginar.</p>
<p>Muitos pais trocam tudo pelo bem estar dos filhos. E não é no sentido figurado da palavra, muito menos só no Brasil. Almejando o “controle ótimo” dos filhos, muitos pais nos Estados Unidos deixam os empregos sob a ameaça de que lhes tirem os filhos por maus tratos. No Brasil, muitas mães trocam suas carreiras e empregos por alguma alternativa que <strong><a href="http://www.diabeticool.com/mae-abandona-emprego-para-cuidar-de-filha-pequena-com-diabetes/">permita que elas apliquem insulina</a></strong> e façam todos os testes de glicemia – e muitas vezes, não apenas na primeira infância dos rebentos.</p>
<figure id="attachment_9243" aria-describedby="caption-attachment-9243" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9243" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/ensinar-a-criança-a-medir-a-própria-glicemia.jpg" alt="ensinar a criança a medir a própria glicemia" width="650" height="434" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/ensinar-a-criança-a-medir-a-própria-glicemia.jpg 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/ensinar-a-criança-a-medir-a-própria-glicemia-359x240.jpg 359w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption id="caption-attachment-9243" class="wp-caption-text">Um dos focos dos acampamentos de diabetes (saiba mais abaixo) é ensinar as crianças a medir e corrigir a própria glicemia.</figcaption></figure>
<p>Quando os filhos vão crescendo e tendo mais independência, não há problemas. O problema é que alguns se acomodam, outros se incomodam com a situação. Alguns filhos deixam os cuidados com a saúde inteiramente nas mãos dos pais. Outros querem independência, porém encontram dificuldades na hora de corrigir a glicemia, pois não tinham experiência prévia de como fazer isso.</p>
<p>Histórias desse tipo são muito comuns. Vamos pensar em alguns casos&#8230;</p>
<ul>
<li>Imagine uma criança que nunca precisou se preocupar com <strong><a href="http://www.diabeticool.com/hipoglicemia-noturna-voce-avisa-seu-medico-quando-ela-acontece/">correção para hipoglicemia</a></strong>, já que a mãe sempre tinha biscoitos na bolsa. Nunca precisou se importar com aplicações de insulina, pois a mãe preparava todas as doses e as aplicava. Nunca se preocupou em carregar o monitor de glicemia, já que estava sempre com a mãe. Como essa criança, ao crescer, se conscientizaria de que agora <em>ela</em>, como jovem adulto, precisa carregar sempre consigo monitor de glicemia, correção para hipoglicemias e insulina? Deixar que ela aprenda com seus erros, apenas na hora em que a mãe não estiver mais ali, fazendo ainda mais traumático esse rompimento?</li>
</ul>
<ul>
<li>Um jovem adolescente, cuja mãe sempre fez tudo, agora quer sair com uma menina, com quem está se envolvendo romanticamente. Faz sentido ele levar a mãe junto para o encontro? Imagino a situação&#8230;</li>
</ul>
<ul>
<li>O mesmo jovem do exemplo anterior sente-se excluído do grupo de colegas da escola, uma vez que em todos os intervalos e refeições precisa sair de suas atividades para que a mãe aplique a insulina. Para um jovem em formação, a validação do grupo é algo absurdamente necessário. O controle do diabetes, desse jeito, passa a ser um estigma, e muitos acabam descuidando da saúde em busca de ‘aceitação’.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>FAMÍLIAS ESCLARECIDAS = FILHOS SAUDÁVEIS</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >P</span>articularmente, acredito que nós, como profissionais de saúde, deixamos muito a desejar no suporte à família. Uma família esclarecida entende que não estará ali para sempre – afinal, imortalidade me parece muito chato! – e que a criança, hora ou outra, alçará voo com suas próprias asas. Faculdade em outra cidade, dormir na casa da namorada, viajar para congressos&#8230; em algum momento, as vidas serão&#8230; delas!</p>
<blockquote><p>“Será que o controle ótimo do diabetes vale essa “bolha” na qual muitas crianças são colocadas, com a melhor das intenções?”</p></blockquote>
<p>As crianças têm um potencial de aprendizado imenso. Tanto que aprendem várias línguas rapidamente, podem se tornar prodígios quando estimuladas da maneira correta – que o diga o professor Laszlo Polgár, que transformou as três filhas em formidáveis jogadoras de xadrez para provar sua teoria! – e esta é uma característica normalmente menosprezada. Da mesma forma que muitos profissionais de saúde não comentam sobre as doenças que seus pacientes têm, com a ideia de que “não entenderiam”, muitos pais tomam para si, indefinidamente, as responsabilidades do diabetes.</p>
<p>Será que o controle ótimo do diabetes vale essa “bolha” na qual muitas crianças são colocadas, com a melhor das intenções? O que seria esse “controle ótimo”, afinal? Uma hemoglobina glicada dentro das metas recomendadas pelas sociedades científicas? A ausência de complicações? Será que uma criança com resultados “péssimos”, apesar de todos os esforços, não vai acabar mais desestimulada a se interessar pelo tratamento?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #01abe6;"><strong>ACAMPAMENTOS DE DIABETES: UMA IDÉIA POSITIVA PARA LIDAR COM OS DESAFIOS DO DIA A DIA</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >T</span>er um filho é um desafio à parte, e não existe uma resposta certa, absoluta, para essa situação. Nunca sabemos como vamos reagir às situações até que aconteçam, mas os <strong><a href="http://www.diabeticool.com/uma-nova-forca-lutando-pelo-diabetes-por-ronaldo-wieselberg/">acampamentos de diabetes</a></strong> nos oferecem valiosas informações sobre esse tema em especial&#8230; Muitas das crianças chegam lá desconhecendo o diabetes. E ali, existem pessoas capacitadas para cuidar delas: médicos, enfermeiros, e, sobretudo, monitores.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="NR1 26/01/16" width="850" height="478" src="https://www.youtube.com/embed/hMB4OZc6YNU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p>Nos acampamentos, jovens que já passaram pelas mesmas dificuldades das crianças cuidam delas e transmitem informação e confiança de um jeito amigável e descontraído, na linguagem certa – são os monitores.</p></blockquote>
<p>Os monitores cumprem um papel curioso. Às vezes, agem como os “pais” das crianças, quando os mandam para o banho, quando os acordam, quando os mandam arrumar o quarto. Em outros momentos, são amigos, quando estão em alguma atividade, jogando futebol ou agitando uma festa. Mas sempre, <em>sempre</em>, são exemplos. São exemplos de compreensão, exemplos de confiança e, mesmo que não saibam tudo sobre diabetes – aliás, quem sabe?! – estimulam a curiosidade das crianças.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9241" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-1.jpg" alt="acampamento de diabetes nas férias escolares 1" width="650" height="437" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-1.jpg 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-1-357x240.jpg 357w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Se por um lado os médicos, enfermeiros, educadores físicos, nutricionistas e psicólogos estão ali para adaptar o tratamento, garantir cuidados corretos, prover um gasto energético e uma ingesta alimentar saudáveis e compreender a criança com diabetes como um todo, criando um universo no qual haja segurança, por outro o monitor está ali estimulando a <em>exploração</em> desse universo.</p>
<p>Na hora de fazer o teste de glicemia, o monitor estimula a criança a fazê-lo sozinha, corrigindo se necessário – <strong>mas não realizando o teste por ela</strong>. Diante dos resultados, ele não os classifica como “ótimos” ou “péssimos”, mas como números que devem orientar uma decisão. Se estiver em hiperglicemia, <strong>pensam juntos no que pode ter ocasionado aquele resultado, para que a criança entenda a relação de causa e consequência do evento</strong>. Com a ajuda da equipe de nutrição, pensam no que vão comer e calculam, junto à equipe médica, a quantidade de insulina para aplicar. Com a ajuda da equipe de enfermagem, aprendem como preparar a dose na seringa ou caneta e como aplicar a insulina da maneira correta, virtualmente indolor. E o tempo todo, o monitor está junto, transmitindo a confiança de que fará tudo <em>com</em> a criança, mas não fará <em>pela</em> criança.</p>
<figure id="attachment_9242" aria-describedby="caption-attachment-9242" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9242" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-2.jpg" alt="acampamento de diabetes nas férias escolares 2" width="650" height="434" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-2.jpg 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/03/acampamento-de-diabetes-nas-férias-escolares-2-359x240.jpg 359w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption id="caption-attachment-9242" class="wp-caption-text">A importância de comer bem é sempre destaque na hora das refeições.</figcaption></figure>
<p>Não é à toa que muitas crianças sentem muitas saudades dos monitores. Algumas delas são tão tocadas pelos exemplos que decidem, inclusive, se tornar também monitores.<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>PAIS E MÉDICOS UNIDOS PELA SAÚDE DAS CRIANÇAS</strong></span></h2>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>e, por um lado, os pais precisam de fato tomar a responsabilidade dos cuidados quando a criança é muito pequena, de outro devem <strong>fornecer o ambiente para que a criança se desenvolva</strong>. Esse ambiente não é criado artificialmente, em acampamentos. <strong>Ele nasce do relacionamento sadio com os profissionais de saúde, que orientam os pais para que estes saibam como agir diante do crescimento da criança</strong>. O profissional deve orientar a família, e não apenas conduzi-la.</p>
<blockquote><p>“(Os pais) devem fornecer o ambiente para que a criança se desenvolva”</p></blockquote>
<p>Meu saudoso professor de Anatomia, Dr. João Carillo, dizia que “o médico era o conselheiro da família”. Está na hora de repensarmos essa frase e entender o núcleo familiar inteiro, não apenas focando no valor da glicada e se há um “cuidador dedicado”. Como diria outro dos meus professores, desta vez, de Clínica Médica, Dr. Valdir Golin, “bons profissionais já fazem isso há tempos”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Hipoglicemia noturna: você avisa seu médico quando ela acontece?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/hipoglicemia-noturna-voce-avisa-seu-medico-quando-ela-acontece/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2015 01:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia noturna]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Nordisk]]></category>
		<category><![CDATA[Tresiba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa mostra que 50% de quem convive com o diabetes tem episódios rotineiros de hipoglicemia noturna, mas boa parte nem avisa o médico. Esta semana (05 – 11 de outubro) a hipoglicemia é o centro das atenções na comunidade diabética no Reino Unido. Lá, comemora-se a Semana de Conscientização da Hipoglicemia. Eventos e campanhas educativas &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa mostra que 50% de quem convive com o diabetes tem episódios rotineiros de hipoglicemia noturna, mas boa parte nem avisa o médico.</em><br />
<span id="more-9034"></span></p>
 Preocupações com hipos noturnas podem afetar o sono e a saúde &#8211; também por isto, conversar com o médico é fundamental.
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>sta semana (05 – 11 de outubro) a hipoglicemia é o centro das atenções na comunidade diabética no Reino Unido. Lá, comemora-se a <strong>Semana de Conscientização da Hipoglicemia</strong>. Eventos e campanhas educativas buscam maior conscientização sobre os riscos das baixas taxas de açúcar no sangue.</p>
[pullquote]A Novo Nordisk <a href="http://www.diabeticool.com/chega-ao-brasil-insulina-aplicada-apenas-1-vez-ao-dia/">lançou recentemente a insulina Tresiba</a> (degludec), aplicada apenas 1x por dia. Em estudos clínicos, ela foi capaz de reduzir em 25% o risco de hipoglicemia noturna em diabéticos tipo 1 e em 43% em diabéticos tipo 2.[/pullquote]
<p>Em vista da data comemorativa, a <a href="http://www.diabeticool.com/novo-nordisk-quer-curar-a-epidemia-de-diabetes-nas-cidades/">Novo Nordisk</a> – uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo, presente também no Brasil – divulgou os resultados surpreendentes de um levantamento com mais de 500 pessoas que convivem com o diabetes (tanto tipo 1 quanto tipo 2).</p>
<p>A Novo Nordisk queria entender qual era a relação das pessoas com a hipoglicemia, em especial a hipoglicemia noturna.</p>
<p>O <strong>Diabeticool</strong> traz em forma de gráfico, abaixo, os principais resultados. O destaque vai para a constatação de que <strong>50% dos entrevistados afirmaram ter passado por um <a href="http://www.diabeticool.com/cachorros-podem-ajudar-os-diabeticos-em-momentos-de-crise/">episódio de hipoglicemia noturna</a> nos últimos 30 dias</strong>.</p>
<p>Destes, <strong>1/3 disse que não avisou ao médico</strong> sobre o ocorrido.</p>
[yop_poll id=&#8221;8&#8243;]
[yop_poll id=&#8221;6&#8243;]
<figure id="attachment_9036" aria-describedby="caption-attachment-9036" style="width: 826px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9036" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/grafico-hipoglicemia-noturna.jpg" alt="grafico hipoglicemia noturna" width="826" height="583" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/grafico-hipoglicemia-noturna.jpg 826w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/10/grafico-hipoglicemia-noturna-340x240.jpg 340w" sizes="(max-width: 826px) 100vw, 826px" /><figcaption id="caption-attachment-9036" class="wp-caption-text">Resultados da pesquisa sobre hipo noturna.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>POR QUE A HIPOGLICEMIA NOTURNA É PERIGOSA?</strong></span></h3>
<p>A hipoglicemia significa que a quantidade de açúcar no sangue está muito baixa (geralmente determinada por valores <strong>menores do que 70 mg/dL</strong>).</p>
[pullquote]
<p>Fique atento! Principais sintomas da hipoglicemia:</p>
<ul>
<li>Suor excessivo</li>
<li>Ansiedade</li>
<li>Sentir-se tremendo</li>
<li>Formigamento nos lábios</li>
<li>Fome</li>
<li>Palidez</li>
<li>Palpitações</li>
</ul>
[/pullquote]
<p>Assim como ficar com açúcar demais no sangue é ruim, ter açúcar de menos também gera danos ao organismo. Em casos extremos, pode levar à inconsciência e à morte.</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">+ Informe-se! Entre na</span> <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hipoglicemia/">página especial sobre HIPOGLICEMIA</a> <span style="color: #ff6600;">para saber tudo sobre os sintomas e como se tratar!</span></strong></p>
<p>Apesar da hipoglicemia poder aparecer em qualquer momento do dia, é à noite que mais cuidados são necessários. Como passamos muitas horas dormindo, se a glicemia baixar muito durante a noite não teremos consciência disto, e não conseguiremos nos cuidar adequadamente.</p>
<p>Por isto, medir a glicemia antes de dormir é sempre uma boa orientação. Conversar com um profissional da saúde, também. Afinal, se ele souber que as hipos noturnas têm ocorrido com você, poderá analisar como está seu tratamento e adequá-lo melhor, garantindo noites mais tranqüilas de bom sono.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/hipoglicemia-noturna-voce-avisa-seu-medico-quando-ela-acontece/">Hipoglicemia noturna: você avisa seu médico quando ela acontece?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Diabetes em Grandes Eventos – como cuidar do diabetes em shows, festivais e estádios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2015 19:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[como cuidar]]></category>
		<category><![CDATA[cuidar]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[festivais]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em época de grandes festivais como o Rock in Rio, Ronaldo Wiselberg explica como cuidar bem do diabetes em meio à toda bagunça da multidão.   É bem sabido por nós, pessoas com diabetes, que a doença não tira férias. Não importa se estamos doentes, se estamos bem, se estamos praticando atividade física ou em um &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em época de grandes festivais como o Rock in Rio, Ronaldo Wiselberg explica como cuidar bem do diabetes em meio à toda bagunça da multidão.</em><span id="more-8983"></span></p>
<p><strong> <img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8986" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos.jpg" alt="diabetes em grandes eventos" width="978" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos.jpg 978w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-768x432.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-845x475.jpg 845w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-415x233.jpg 415w" sizes="(max-width: 978px) 100vw, 978px" /></strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >É</span> bem sabido por nós, pessoas com diabetes, que a doença não tira férias. Não importa se estamos doentes, se estamos bem, se estamos praticando atividade física ou em um <strong>show de rock</strong> – ela está ali! Então vamos pensar no que devemos fazer para que o diabetes não nos afete nesses momentos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>DICAS PARA CURTIR GRANDES EVENTOS NUMA BOA</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>m primeiro lugar – e mais importante do que tudo – <strong>não esqueça seu monitor de glicemia, insulina e/ou medicação oral e correção para hiperglicemia em grande quantidade.</strong></p>
[pullquote]Na dúvida, se estiver passando mal e não tiver como medir a glicemia, trate-se como se estivesse com uma hipoglicemia.[/pullquote]
<p>Não dá pra ter uma “sensação estranha” e não ter como medir para saber o que fazer. Se for uma <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-hipoglicemias-afetam-diretamente-o-coracao/">hipoglicemia</a> e você se pautar pelos sintomas de “hiperglicemia” – por exemplo, irritação, ou muita sede (lembrando que estamos pulando em um show de rock!) – e aplicar insulina, as conseqüências serão bastante graves – indo desde perder o resto do evento até à morte.</p>
<p>Um adendo é importante: se tiver algum sintoma e, “por algum acaso do destino”, não tiver como medir (as tiras do aparelho acabaram, você foi roubado&#8230;), aja como se aquilo fosse uma <strong>hipoglicemia</strong>, uma vez que os riscos de uma hipoglicemia são em curto prazo, e, se tiver que escolher, é “menos pior” ter uma hiperglicemia por curto espaço de tempo – o melhor mesmo seria medir para saber como proceder, né?!</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: NÃO ESQUEÇA SEU KIT PÂNCREAS E, NA DÚVIDA, MEÇA!</u></strong></span></p>
<p>Muita gente se pergunta se deve falar que tem diabetes nestes eventos, e a resposta é fácil: <strong>SIM, DEVE.</strong></p>
<p>Não precisa dizer de cara, nem para todo o mundo, mas tenha sempre consigo uma <a href="http://www.diabeticool.com/diabeticos-usam-tatuagens-para-identificacao-em-caso-de-emergencia/">carteirinha de identificação</a>, com nome completo, telefone de algum familiar, telefone do seu médico e qual tratamento você usa para seu diabetes. Assim, caso questionem alguma coisa – ou caso você passe mal –, na maioria das vezes essa identificação soluciona as dúvidas. Não foram poucas as vezes em que tive que explicar o porquê de eu precisar de um “agente perfuro-cortante” no evento, mas, ao explicar que tenho diabetes e começar uma aula para o segurança que está na porta, é o suficiente para liberarem a entrada.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: SEMPRE TENHA CONSIGO UMA IDENTIFICAÇÃO DE QUE VOCÊ TEM DIABETES!</u></strong></span></p>
 Estar na primeira fila de shows é uma emoção única, por isso quem chega primeiro guarda lugar até o final. Mesmo assim, cuidar da saúde não deve deixar de ser prioridade!
<h3></h3>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>‘FATALISMO’ QUE VALE A PENA!</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >J</span>á dizia um filósofo da Antiguidade, de quem eu gosto muito – ok, o nome é “Sêneca”, e as idéias são o “fatalismo”, para quem quiser saber mais – que você sempre deve esperar o pior. Assim, quando ele acontecer, você já estaria preparado, e não se perderia naquele choque. Então, claro, além de esperar o pior para o diabetes, sempre <em>se prepare</em> para o pior.</p>
[pullquote]&#8221;Se qualquer uma dessas coisas acontecer, eu já sei como agir e posso curtir o evento numa boa.&#8221;[/pullquote]
<p>De maneira geral, eu sempre espero que tenha muitas hipoglicemias, que eu perderei o <a href="http://www.diabeticool.com/a-evolucao-do-monitoramento-da-glicemia/">monitor de glicemia</a>, que sempre ficarei sem fitas para medir, que vão quebrar minha caneta de insulina&#8230; Portanto, sempre levo um dinheiro extra para comprar comida – que fica escondido em lugares pouco convencionais, como dentro da meia do pé direito&#8230; –, me informo sobre os lugares onde comprar comida, levo fitas extra por precaução, e bastante correção para hipoglicemia, em lugares diferentes – bolso esquerdo, bolso direito&#8230; – e, se percebo que minhas correções estão no fim, antes de ter outra hipoglicemia, já corro comprar algo para estoque. Assim, se qualquer uma dessas coisas acontecer, eu já sei como agir e posso curtir o evento sabendo que a chance de uma surpresa acontecer é bem pequena!</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: PREVINA-SE CONTRA A PIOR DAS SITUAÇÕES!</u></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não tem como a gente se esquecer do diabetes. Então, em vez de esperar acontecer o problema, a palavra para todos os eventos é <strong>prevenir</strong>!</p>
<p>Bons eventos e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/?p=7247&#8243; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Quer ler todos os textos do Ronaldo Wieselberg? Clique aqui![/button]
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		<title>Victoza: tratamento do diabetes tipo 2, do sobrepeso&#8230;e de diabetes tipo 1?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/victoza-tratamento-do-diabetes-tipo-2-do-sobrepeso-e-de-diabetes-tipo-1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 13:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecer]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[liraglutida]]></category>
		<category><![CDATA[Victoza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novo Nordisk revela se o Victoza, medicamento já consagrado no controle da glicemia no diabetes tipo 2, vale a pena como coadjuvante dos cuidados com o diabetes tipo 1. A Novo Nordisk, uma das gigantes farmacêuticas mundiais e responsável pela produção de diversos medicamentos para tratar o diabetes, comunicou que está &#8220;decepcionada&#8221; com os resultados &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novo Nordisk revela se o Victoza, medicamento já consagrado no controle da glicemia no diabetes tipo 2, vale a pena como coadjuvante dos cuidados com o diabetes tipo 1.</em><br />
<span id="more-8933"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span> Novo Nordisk, uma das gigantes farmacêuticas mundiais e responsável pela produção de diversos medicamentos para tratar o diabetes, comunicou que está &#8220;<em>decepcionada</em>&#8221; com os resultados do <strong>Victoza</strong> (<strong>liraglutida</strong>) no combate ao diabetes tipo 1.</p>
<p>O Victoza é uma opção eficiente no tratamento do diabetes tipo 2 e chegou há poucos anos aqui no Brasil. O medicamento facilita o controle da glicemia e ajuda a perder peso (<em>veja mais vantagens no quadro ao final da matéria</em>).</p>
<div class="bdaia-toggle open"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt">LIRAGLUTIDA PARA EMAGRECER?</span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt">LIRAGLUTIDA PARA EMAGRECER?</span></h4><div class="toggle-content"><p>A liraglutida é, também, uma polêmica opção de emagrecedor. Saiba mais na matéria &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/versao-antiobesidade-do-victoza-e-aprovada-nos-eua">Versão “antiobesidade” do Victoza é aprovada nos EUA</a>&#8220;, do Diabeticool.</p></div></div>
<p>Por isso, havia a esperança de que a liraglutida pudesse ajudar a cuidar também do diabetes tipo 1. Testes prévios haviam mostrado que, em combinação com insulina, o princípio ativo seria capaz de diminuir as taxas de <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/">hemoglobina glicada</a></strong> de maneira segura.</p>
<p>Para comprovar a idéia, a Novo Nordisk iniciou há um ano uma série de testes clínicos, envolvendo mais de 1.400 pessoas com o tipo 1. Os voluntários mantiveram o tratamento com insulina tradicional, mas administraram também doses variadas do Victoza. Os resultados chegaram agora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>CONTROLE PERIGOSO</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >D</span>e acordo com a farmacêutica, a liraglutida não se mostrou eficiente no tratamento do diabetes &#8211; pelo contrário, <strong>tornou os cuidados ainda mais complicados</strong>. Isto porque doses mais altas de Victoza foram correlacionadas a mais episódios de <strong>hipoglicemias</strong>.</p>
<div class="bdaia-toggle open"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt">SAIBA MAIS SOBRE A LIRAGLUTIDA</span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt">SAIBA MAIS SOBRE A LIRAGLUTIDA</span></h4><div class="toggle-content"><p>Princípios ativos como a liraglutida fazem parte de um grupo de medicamentos para diabetes chamado de &#8220;terapias baseadas em incretinas&#8221;.</p>
<p>Mais modernos, estes medicamentos trazem diversas vantagens a quem convive com o diabetes. Três das principais são a diminuição da fome (o que contribui para a perda de peso e, com isso, o melhor controle da glicemia), a redução nos valores de hemoglobina glicada e o fato de dificilmente provocarem hipoglicemias, já que o medicamento não age quando a quantidade de açúcar no sangue está baixa.</p>
<p>No caso dos experimento mencionados nesta notícia, lembre-se que a liraglutida foi utilizada junto à insulina. O efeito combinado das duas é a possível causa das hipos nos voluntários.</p></div></div>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/liraglutida-alzheimer-diabetes.jpg" alt="" width="600" height="337" /></p>
<p>Apesar do medicamento ter ajudado, de fato, a diminuir as taxas de hemoglobina glicada e a auxiliar na perda de peso, induzir hipoglicemias é grave o suficiente para que seu uso seja cancelado.</p>
<p>&#8220;Nós estamos decepcionados, já que acreditávamos no potencial de dar às pessoas com diabetes tipo 1 uma nova opção de tratamento. Nós continuaremos a investir em novidades para este grupo de pessoas&#8221;, disse Mads Thomsen, vice-presidente da Novo Nordisk.</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">+ ENTENDA</span> <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hipoglicemia/">POR QUE AS HIPOGLICEMIAS SÃO PERIGOSAS</a></strong></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/victoza-tratamento-do-diabetes-tipo-2-do-sobrepeso-e-de-diabetes-tipo-1/">Victoza: tratamento do diabetes tipo 2, do sobrepeso…e de diabetes tipo 1?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Por causa de uma hipo, pai quase perde a guarda dos filhos pequenos</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/por-causa-de-uma-hipo-pai-quase-perde-a-guarda-dos-filhos-pequenos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2015 22:08:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Eduardo Couri]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes UK]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[March Le Fey]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em situação absurda, paramédicos ameaçam tirar os filhos de jovem pai diabético tipo 1. Vítima tem dificuldades de lidar com a glicemia. Sofrer episódios de hipoglicemia &#8211; isto é, quando a quantidade de açúcar no sangue atinge níveis extremamente baixos &#8211; é um grande medo de quem convive com o diabetes, especialmente quem utiliza insulina. &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/por-causa-de-uma-hipo-pai-quase-perde-a-guarda-dos-filhos-pequenos/">Por causa de uma hipo, pai quase perde a guarda dos filhos pequenos</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em situação absurda, paramédicos ameaçam tirar os filhos de jovem pai diabético tipo 1. Vítima tem dificuldades de lidar com a glicemia.</em><br />
<span id="more-8850"></span></p>
<figure id="attachment_8851" aria-describedby="caption-attachment-8851" style="width: 825px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8851" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/07/hipoglicemia-diabetes.jpg" alt="hipoglicemia-diabetes" width="825" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/07/hipoglicemia-diabetes.jpg 825w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/07/hipoglicemia-diabetes-768x512.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/07/hipoglicemia-diabetes-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 825px) 100vw, 825px" /><figcaption id="caption-attachment-8851" class="wp-caption-text">Hipoglicemia: de acordo com boa parte das entidades médicas, é quando a glicemia cai abaixo dos 70mg/dL.</figcaption></figure>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>ofrer episódios de <strong>hipoglicemia</strong> &#8211; isto é, quando a quantidade de açúcar no sangue atinge níveis extremamente baixos &#8211; é um grande medo de quem convive com o diabetes, especialmente quem utiliza insulina. Agora imagine ter uma hipoglicemia grave e, ainda por cima, quase perder a guarda dos filhos por causa disto! O absurdo aconteceu de verdade, e mostra a importância de manter tanto a <strong>glicemia</strong> equilibrada quanto uma <strong>carteirinha de identificação do portador de diabetes</strong> sempre em mãos (<em>veja mais logo abaixo</em>).</p>
<div style="padding: 10px; text-align: center; background-color: #b6dbfc;"><span style="color: #003366;"><strong>HIPOGLICEMIA</strong></span><br />
<strong><span style="color: #003366;">DEFINIÇÃO</span>: Glicemia abaixo de 70mg/dL</strong><br />
<strong><span style="color: #003366;">Fonte</span>: <em>American Diabetes Association</em>, 2015</strong></div>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>UM DRAMA REAL COM A HIPOGLICEMIA</strong></h4>
[pullquote]&#8221;Eu fiquei com muito medo de que meus filhos fossem tirados de mim&#8221;[/pullquote]
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>a última semana, March Le Fey, um jovem inglês de 25 anos e diabético tipo 1, passou mal. Estava com hipoglicemia severa. Não era a primeira vez que isto acontecia: March afirma que não consegue sentir os <strong>sintomas que indicam o início de uma hipoglicemia</strong>, por isto não é capaz de trata-los. Episódios como este são, assim, comuns em sua vida.</p>
<div class="bdaia-toggle open"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt">QUAIS SÃO OS SINAIS DA HIPOGLICEMIA?</span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt">QUAIS SÃO OS SINAIS DA HIPOGLICEMIA?</span></h4><div class="toggle-content"><p>
<p>Baixas taxas de açúcar no sangue geram um grande número de possíveis efeitos no corpo. A quantidade e intensidade deles variam de pessoa para pessoa. Fique alerta caso sinta:</p>
<ul>
<li>Irritabilidade e impaciência</li>
<li>Nervosismo e ansiedade</li>
<li>Tonturas, confusão mental</li>
<li>Visão embaçada</li>
<li>Dores de cabeça</li>
<li>Fatiga, fraqueza no corpo</li>
<li>Sono</li>
<li>Fome e náuseas</li>
<li>Batimentos cardíacos acelerados</li>
<li>Sudorese</li>
<li>Falta de coordenação motora</li>
</ul>
</p></div></div>
<p>Por sorte, quando a hipoglicemia se instalou, sua ex namorada estava por perto. Ela acionou rapidamente os serviços de emergência. Quando os paramédicos chegaram, a surpresa: deram uma bronca enorme em March e ameaçaram retirar a guarda de seus dois filhos, de cinco e três anos.</p>
<p>&#8220;Ele me detonou por não cuidar da minha saúde e <strong>disse que eu não servia para ser pai</strong>&#8220;, disse March à ONG inglesa Diabetes UK sobre o paramédico que o atendeu.</p>
<p>&#8220;Como eu ainda estava saindo da hipo, não consegui achar palavras para me defender ou me explicar. [O paramédico] continuou me atacando e disse que ia me denunciar para o serviço social&#8221;.</p>
 March, com um de seus filhos pequenos no colo: susto por conta da baixa quantidade de açúcar no sangue e de atendentes sem conhecimentos de diabetes. Foto: Barry Gomer.
<p>&#8220;Ele não sabia nada do meu histórico médico, também não sabia que os problemas que tenho com meu diabetes são coisas que não consigo controlar. Eles não têm nada a ver com eu deixar de cuidar da saúde&#8221;, afirmou o pai.</p>
[pullquote]&#8221;Recebo muito apoio da minha ex e nossos filhos não correm perigo. As acusações feitas contra mim pelo paramédico são muito erradas&#8221;[/pullquote]
<p>March disse em entrevista que conta com a ex para ajudar a cuidar dos filhos. Além disso, possui um botão especial em seu <a href="http://www.diabeticool.com/quem-e-capaz-de-monitorar-melhor-a-glicemia-novo-app-diabattle-une-diversao-e-cuidados-com-a-saude/">telefone celular</a> que permite avisar a parceira de que está tendo uma emergência médica.</p>
<p>&#8220;Eu tenho uma complicação conhecida do diabetes e se o paramédico tivesse ao menos me dado a chance de me explicar, teria dito isso a ele. <strong>Nós todos temos o direito de viver</strong>. Há muitas pessoas com diabetes e outras condições médicas que cuidam com toda a atenção de suas crianças&#8221;, desabafou o jovem.</p>
<p>Segundo a ONG Diabetes UK, apesar da ameaça do paramédico, nenhum oficial de justiça foi incomodar March. O susto, porém, ficará na memória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>FAÇA VOCÊ TAMBÉM UMA CARTEIRINHA DE IDENTIFICAÇÃO</strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>a <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hipoglicemia/">página especial</a> do <strong>Diabeticool</strong> sobre hipoglicemia, o dr. Carlos Eduardo Couri explica que é muito importante todo diabético que está em tratamento insulinodependente carregar consigo um documento especial (<em>imagem abaixo</em>): a <strong>carteirinha de identificação do portador de diabetes.</strong></p>
<p>Na carteirinha, há informações básicas de identificação da pessoa, avisando possíveis socorristas de que ela está com diabetes e pode estar sofrendo de um episódio de hipoglicemia. Assim, o atendimento é facilitado e a recuperação é muito mais rápida e eficiente.</p>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/carteirinha-diabetico-920&#215;1024.jpg&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;red&#8221;]Clique aqui para baixar sua carteirinha![/button]
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/por-causa-de-uma-hipo-pai-quase-perde-a-guarda-dos-filhos-pequenos/">Por causa de uma hipo, pai quase perde a guarda dos filhos pequenos</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Nova geração de bombas de insulina: mais segurança contra hipoglicemias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 16:39:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[bomba de insulina]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[Medtronic]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Jonas]]></category>
		<category><![CDATA[Sierra Sandison]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chegam ao Brasil novos modelos de bombas de insulina, capazes de prever e prevenir episódios de hipoglicemia, além de ajudar a controlar melhor a glicemia ao longo do dia. Veja como funcionam! Este texto especial sobre bombas de insulina e hipoglicemias é patrocinado pela Medtronic Brasil &#160; Cuidar bem da glicemia é tarefa diária de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Chegam ao Brasil novos modelos de bombas de insulina, capazes de prever e prevenir episódios de hipoglicemia, além de ajudar a controlar melhor a glicemia ao longo do dia. Veja como funcionam!</em><br />
<span id="more-8812"></span></p>
<p><em><span style="color: #333333;"><strong>Este texto especial sobre bombas de insulina e hipoglicemias é patrocinado pela </strong></span></em><span style="color: #333333;"><strong>Medtronic Brasil</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >C</span>uidar bem da glicemia é tarefa diária de quem convive com o diabetes. Evitar que os níveis de açúcar no sangue atinjam valores elevados é essencial. Mas, tão importante quanto, é certificar-se de que a glicemia nunca fique <em>baixa demais</em>. Trata-se de um equilíbrio fino e alcança-lo pode ser um grande desafio cotidiano.</p>
<p>A fim de ajudar a solucionar estas duas grandes preocupações de diabéticos, a <strong>Medtronic</strong> traz para o Brasil modelos inovadores de <strong><a href="http://www.diabeticool.com/bomba-de-insulina-e-salvacao-para-quem-esta-com-diabetes/">bomba de insulina</a></strong>. Além de auxiliar a evitar picos de glicemia ao longo de todo o dia, as bombas trazem tranqüilidade ao serem capazes de prevenir episódios de <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hipoglicemia/">hipoglicemia</a>, inclusive durante o sono e períodos de atividades físicas.</p>
<div class="bdaia-toggle open"><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-open"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-up"></span><span class="txt"><strong>Quais são os maiores fatores de risco para a hipoglicemia?</strong></span></h4><h4 class="bdaia-toggle-head toggle-head-close"><span class="bdaia-sio bdaia-sio-angle-down"></span><span class="txt"><strong>Quais são os maiores fatores de risco para a hipoglicemia?</strong></span></h4><div class="toggle-content"><p>
<ul>
<li>Superdosagem de insulina</li>
<li>Pular uma refeição ou comer mais tarde do que o normal</li>
<li>Ingerir refeições com pouco carboidrato ou muita gordura</li>
<li>Consumir álcool</li>
<li>Praticar exercícios físicos sem orientação profissional</li>
<li>Dosar errado a insulina basal</p></div></div></li>
</ul>
<h4></h4>
<p><iframe loading="lazy" title="Quem pode usar bomba de insulina? Quais os benefícios deste tratamento?" width="850" height="478" src="https://www.youtube.com/embed/LtgR4rmB3UA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>RESOLVENDO O MEDO DA HIPOGLICEMIA</strong></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >T</span>remedeiras, visão embaçada, suores, desorientação, dores de cabeça&#8230;estes são alguns dos desagradáveis e perigosos sintomas da hipoglicemia – isto é, quando o açúcar no sangue cai para níveis abaixo dos 70mg/dL.</p>
<figure id="attachment_6764" aria-describedby="caption-attachment-6764" style="width: 320px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class=" wp-image-6764" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/02/antiga-bomba-de-insulina-diabetes.jpg" alt="antiga bomba de insulina diabetes" width="320" height="271" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/02/antiga-bomba-de-insulina-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/02/antiga-bomba-de-insulina-diabetes-283x240.jpg 283w" sizes="(max-width: 320px) 100vw, 320px" /><figcaption id="caption-attachment-6764" class="wp-caption-text">Uma das primeiras bombas de insulina. Era grande, desajeitada, e precisava ficar ligada às veias o tempo todo. Não era muito prático&#8230;</figcaption></figure>
<p>Para o nosso organismo, ficar com pouco açúcar circulante pode ser tão danoso quanto manter açúcar em excesso na corrente sangüínea. A falta de açúcar, em um primeiro momento, gera sintomas como os mencionados acima; porém, caso se mantenha, pode levar à perda de consciência, desmaios e necessidade urgente de internação.</p>
<p>As hipos são mais freqüentes em diabéticos tipo 1, que precisam dosar todos os dias a quantidade de insulina injetada. Realizar esta dosagem exige treinamento com a equipe médica e cuidados extras, levando em consideração fatores como o horário da alimentação e a hora de dormir.</p>
<p>Ter episódios de <a href="http://www.diabeticool.com/miseraveis-encontros-entre-motoristas-diabeticos-e-a-policia/">hipoglicemia enquanto se está dirigindo</a> ou dormindo são alguns dos maiores medos de quem segue a insulinoterapia. Para evita-los, muitas pessoas ingerem carboidratos a mais para garantir uma glicemia razoavelmente alta ao longo do dia. Mas isto também não faz bem para o corpo. A pergunta que fica é: será que já existe uma maneira mais fácil e prática de manter a glicemia sob total controle, evitando picos de alta e de baixa?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>CONHEÇA AS VANTAGENS DA BOMBA DE INSULINA</strong></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span> resposta é “sim”, e trata-se das <strong>bombas de insulina</strong>. As bombas de insulina são aparelhos eletrônicos pequenos, feitos para serem transportadas no cinto, dentro do bolso ou mesmo presos ao sutiã, e criados para <strong>simular a liberação natural de insulina</strong> de um pâncreas saudável.</p>
 Bombas de insulina ajudam o diabético a evitar os tão temidos episódios de hipoglicemia.
<p>Elas ficam acopladas à pele 24 horas por dia e liberam insulina continuamente ao corpo, através de pequenas cânulas e de acordo com programação prévia. Ou seja, <strong>nada de diversas picadas todos os dias</strong>; com as bombas, basta trocar o sistema algumas vezes por semana para garantir a liberação do hormônio.</p>
<p>Além disso, já estão à vendo modelos que vêm com acessórios adicionais que facilitam a vida de quem lida com o diabetes, como monitores que permitem saber a qualquer momento, com um simples toque de um botão, os valores de glicemia. Os valores são automaticamente guardados em um diário digital, que pode ser acessado com facilidade e levado ao médico durante os exames.</p>
<p>Entre as vantagens comprovadas, as bombas de insulina ajudam a manter a glicemia mais equilibrada, possibilitam a aplicação de quantidades pequenas para eventuais correções e evitam casos severos de hipoglicemias.</p>
<p>Estudos científicos têm demonstrado que usar a bomba melhora tanto o controle do diabetes quanto a saúde no geral. No ano passado, por exemplo, durante a 50ª edição do Encontro da Associação Européia para o Estudo do Diabetes, foi divulgado um trabalho comparando a saúde de diabéticos tipo 1 que controlavam a glicemia através de bombas ou através das tradicionais injeções. <a href="http://www.diabeticool.com/qual-e-melhor-para-a-saude-bombas-de-insulina-ou-injecoes/">Segundo os resultados</a>, quem usou a bomba teve chances <strong>43% menores de falecer por problemas cardiovasculares</strong>, como derrames e ataques cardíacos, devido ao bom controle constante da glicemia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>SERÁ QUE AS BOMBAS DE INSULINA VALEM A PENA PARA MIM?</strong></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>e você tem&#8230;</p>
<ul>
<li>Preocupações com as complicações de longo prazo;</li>
<li>Medo de agulha;</li>
<li>Dificuldade de controlar os picos altos e baixos de glicemia;</li>
<li>Medo da hipoglicemia, principalmente à noite;</li>
<li>HbA1c fora do intervalo alvo;</li>
<li>Baixa conscientização sobre hipoglicemia ou</li>
<li>Busca de maior flexibilidade na vida diária</li>
</ul>
<p>&#8230;então está na hora de conversar com seu médico e discutir a adoção da bomba de insulina.</p>
<figure id="attachment_8820" aria-describedby="caption-attachment-8820" style="width: 350px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" class=" wp-image-8820" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/07/nick-jonas-bomba-de-insulina.jpg" alt="nick jonas bomba de insulina" width="350" height="411" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/07/nick-jonas-bomba-de-insulina.jpg 461w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/07/nick-jonas-bomba-de-insulina-204x240.jpg 204w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption id="caption-attachment-8820" class="wp-caption-text">O mega pop star Nick Jonas, diabético tipo 1, também é fã da bomba de insulina. Nas imagens, flagras do cantor utilizando-a.</figcaption></figure>
<p>Com a bomba, a tarefa de controlar bem o diabetes todos os dias torna-se muito mais fácil e garantida.</p>
<p>Ao invés de quebrar a cabeça com continhas complicadas (como determinar a quantidade de carboidratos ingeridos em cada refeição), o próprio sistema da bomba calcula a quantidade perfeita de insulina a ser injetada levando em consideração diversos parâmetros, como a quantidade do hormônio que já está no corpo, os níveis de glicose no sangue e carboidratos ingeridos.</p>
<p>Além disso, o sistema permite que o usuário faça ajustes finos na dosagem, de acordo com a orientação médica, e controle a liberação de insulina durante eventos especiais, como a prática de atividades físicas ou durante uma doença. Tudo isso é feito pressionando apenas um botão.</p>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/07/CONTROLAR-A-HIPOGLICEMIA-LR.pdf&#8221; size=&#8221;small&#8221; color=&#8221;#e85057&#8243;]Saiba mais sobre hipoglicemia neste material educativo![/button]
<p>&nbsp;</p>
 A modelo Sierra Sandison desfile com orgulho com sua bomba.
<p>Com tantas vantagens, o uso das bombas tem se popularizado em todo o mundo. Para muitas pessoas que estão com diabetes, usá-las já é motivo de orgulho, como o caso da <a href="http://www.diabeticool.com/modelo-desfila-com-bomba-de-insulina-e-ganha-premio-de-miss/">modelo norte-americana <strong>Sierra Sandison</strong></a>, diabética tipo 1 que venceu o concurso Miss Idaho 2014 desfilando com sua bomba de insulina presa ao biquíni. De fato, para quem sabe como é complicado manter a glicemia sob controle diariamente, toda ajuda é válida e muito benquista. Ainda mais se estiver unida à alta tecnologia, facilidade de uso e a diversas vantagens para a saúde – como é o caso das bombas de insulina.</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/nova-geracao-de-bombas-de-insulina-mais-seguranca-contra-hipoglicemias/">Nova geração de bombas de insulina: mais segurança contra hipoglicemias</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Conheça a nova insulina &#8220;inteligente”, uma promessa para o diabetes tipo 1</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/conheca-a-nova-insulina-inteligente-uma-promessa-para-o-diabetes-tipo-1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 23:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[Ins-PBA-F]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[insulina inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Insulina age apenas na presença de glicose, evita episódios de hipoglicemia e é capaz de manter a glicemia regulada por até 14 horas. Por Ricardo Schinaider de Aguiar, especial para o Diabeticool Um dos principais inconvenientes para pessoas que têm diabetes tipo 1 é ter que se picar diversas vezes durante o dia, tanto para medir &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/conheca-a-nova-insulina-inteligente-uma-promessa-para-o-diabetes-tipo-1/">Conheça a nova insulina “inteligente”, uma promessa para o diabetes tipo 1</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Insulina age apenas na presença de glicose, evita episódios de hipoglicemia e é capaz de manter a glicemia regulada por até 14 horas.</em><br />
<span id="more-8538"></span></p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>Por Ricardo Schinaider de Aguiar, especial para o Diabeticool</strong></em></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >U</span>m dos principais inconvenientes para pessoas que têm diabetes tipo 1 é ter que se picar diversas vezes durante o dia, tanto para <a title="Análise do hálito pode medir a glicemia?" href="http://www.diabeticool.com/analise-do-halito-pode-medir-a-glicemia/">medir a glicemia</a> quanto para aplicar a insulina. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma nova molécula capaz de manter a quantidade de açúcar no sangue regulada por um longo tempo. <strong>Os testes indicam que o efeito dessa “insulina inteligente” pode chegar a até 14 horas</strong>.</p>
<p>Algumas insulinas de ação longa já existentes também têm efeito por 14 horas, ou até mais. A diferença destas para a nova insulina inteligente é a <strong>maneira revolucionária</strong> como ela funciona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O SANGUE ESTÁ “DOCE”? ESTÁ NA HORA DA INSULINA ENTRAR EM AÇÃO!</strong></h4>
[pullquote]&#8221;A nova insulina parece controlar os níveis de açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa disponível hoje&#8221;[/pullquote]
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span> estratégia dos cientistas foi adicionar à insulina uma espécie de “sensor” de açúcar. Esse “sensor”, uma molécula chamada de PBA (ácido fenil borônico), prende a insulina a células que ficam circulando no sangue e impede que ela tenha um efeito contínuo, o que poderia causar as graves <a title="Mulher com hipoglicemia é agredida por policiais (VÍDEO)" href="http://www.diabeticool.com/mulher-com-hipoglicemia-e-agredida-por-policiais-video/">crises de hipoglicemia</a>. A insulina só age quando comemos açúcar: nessas situações, o PBA “percebe” que há glicose no sangue, solta a insulina e, assim, ela pode regular a glicemia.</p>
<p>Os pesquisadores acreditam que essa insulina inteligente, chamada de <strong>Ins-PBA-F</strong>, é mais rápida, efetiva e segura do que outras insulinas de longa duração. O que conhecemos hoje como “insulinas de longa duração” são moléculas de insulina tradicionais com “aditivos” que aumentam a vida útil dentro do corpo – nenhuma delas possui “sensores” que modulam seu funcionamento, como esta nova.</p>
<p><strong>+ <span style="color: #ff6600;">Entenda como funcionam os medicamentos para diabetes</span></strong>   [button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;orange&#8221;]Ler agora![/button]
<p>“A Ins-PBA-F se encaixa na verdadeira definição de ‘insulina inteligente’”, diz Danny Chou, um dos autores da descoberta. “É a primeira desenvolvida dessa maneira. Ela parece controlar os níveis de açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa que está disponível para pessoas que têm diabetes no momento”.</p>
 A insulina é uma molécula que permite a passagem do açúcar do sangue para dentro das nossas células, fornecendo energia ao corpo.
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>QUANDO CHEGA PARA NÓS?</strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O </span>estudo foi realizado em ratos de laboratório que tinham diabetes tipo 1. Os pesquisadores deram uma dose de Ins-PBA-F para os animaizinhos e notaram que seu efeito durou por 14 horas. A insulina inteligente foi acionada sempre que eles comiam açúcar, o que aconteceu diversas vezes durante esse período. A velocidade e as reações químicas que fizeram o Ins-PBA-F regularem a glicemia foram as mesmas do que aquelas da insulina de ratos saudáveis.</p>
<p>Os pesquisadores estão agora pensando em como usar essa insulina inteligente na forma de tratamento para humanos. <strong>Eles acreditam que os testes clínicos com o novo medicamento serão feitos nos próximos 2 a 5 anos</strong>.</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/conheca-a-nova-insulina-inteligente-uma-promessa-para-o-diabetes-tipo-1/">Conheça a nova insulina “inteligente”, uma promessa para o diabetes tipo 1</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>OPINIÃO: Ué, mas já não existe o &#8216;pâncreas artificial&#8217;?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/opiniao-ue-mas-ja-nao-existe-o-pancreas-artificial/</link>
					<comments>https://www.diabeticool.com/opiniao-ue-mas-ja-nao-existe-o-pancreas-artificial/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2015 16:40:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Xavier Hames]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=8362</guid>

					<description><![CDATA[<p>Carlos Monteiro explica o marketing por trás da história do garotinho que recebeu o “primeiro pâncreas artificial”, muito comentada nas redes sociais.  Por Carlão Monteiro Diabético, colunista do Diabeticool Semana passada, vi muita gente nas redes sociais compartilhando a foto acima. A imagem era acompanhada por legendas que afirmavam que o garotinho havido sido o primeiro &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/opiniao-ue-mas-ja-nao-existe-o-pancreas-artificial/">OPINIÃO: Ué, mas já não existe o ‘pâncreas artificial’?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Carlos Monteiro explica o marketing por trás da história do garotinho que recebeu o “primeiro pâncreas artificial”, muito comentada nas redes sociais.</em> <span id="more-8362"></span></p>
<h4><span style="color: #008080;"><strong>Por Carlão Monteiro Diabético, colunista do Diabeticool</strong></span></h4>
<p>Semana passada, vi muita gente nas redes sociais compartilhando a foto acima. A imagem era acompanhada por legendas que afirmavam que o garotinho havido sido <strong>o primeiro no mundo a receber um pâncreas artificial</strong>.</p>
<p><em>Ué &#8211; </em>eu me perguntei<em> -, estamos em 2015 mesmo ou estou delirando? Eu já não tinha visto dezenas de pessoas receberem pâncreas artificiais nos últimos anos? Será que o pessoal estava compartilhando notícia antiga?</em></p>
<p>Pesquisando sobre o assunto, descobri que a história do &#8220;primeiro pâncreas artificial do mundo&#8221; nada mais é do que um exemplo do que de pior há quando o assunto é divulgação de informações sobre diabetes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>PARA QUEM NÃO VIU&#8230;</strong></h4>
<p>Xavier Hames, diabético tipo 1 de 4 anos de idade, morador da Austrália, recebeu um dispositivo eletrônico e automático de injeções de insulina. O aparelho, do tamanho de um MP3 player, trabalha com um sensor e tubinhos plásticos inseridos sob a pele. A partir deles, um computador presente no aparelho monitora os níveis de açúcar no sangue e envia insulina ao corpo conforme necessário. Evita-se, assim, as injeções cotidianas de insulina. O equipamento funciona com bateria e dura 4 anos; depois disso, precisa ser reinstalado no corpo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>UMA “PRIMEIRA VEZ” QUE JÁ ACONTECEU</strong></h4>
<p>Ora, é claro que já existem sistemas como esse em uso. O Diabeticool noticiou <a href="http://www.diabeticool.com/este-homem-e-um-testador-de-pancreas-artificiais/">aqui</a>, <a href="http://www.diabeticool.com/pancreas-artificial-feito-com-iphone-e-testado-com-sucesso-em-diabeticos/">aqui </a>e <a href="http://www.diabeticool.com/novo-pancreas-artificial-faz-sucesso-em-feira-e-ganha-premio/">aqui</a>. <strong>Pâncreas artificiais não são novidade, de jeito nenhum</strong>. Apesar de ser ótimo saber que o menino Xavier agora poderá ter um controle muito mais fácil da glicemia, é importante também ressaltar que não há grandes novidades nisso &#8211; tais sistemas eletrônicos já existem.</p>
<p>Então por que a novidade foi propagandeada como o &#8220;primeiro pâncreas artificial&#8221;?</p>
[pullquote]O hospital queria vender o novo produto, inventou a frase &#8220;o 1º pâncreas artificial&#8221; para chamar a atenção, e muito jornalista desinformado acreditou&#8230;[/pullquote]
<p>A resposta é simples: <strong>preguiça jornalística</strong>. O hospital australiano que realizou a instalação do pâncreas artificial no menino vendeu a idéia de que era &#8220;o primeiro&#8221; do mundo apenas para gerar oba-oba sobre o novo produto. O que faltou falar foi o seguinte: foi a primeira vez que uma pessoa no mundo recebeu <strong><em>aquele modelo específico</em></strong> de pâncreas artificial.</p>
<p>De novidade, o pâncreas eletrônico do hospital australiano consegue acusar episódios de hipoglicemia antes que eles ocorram. Assim, o aparelho deixa de fornecer insulina por um tempo, até que o organismo se estabilize. Isto promete trazer mais tranqüilidade aos pais de diabéticos tipo 1, que muitas vezes acordam no meio da noite para checar se seus filhos estão bem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>JORNALISMO PREGUIÇOSO EXPLICA</strong></h4>
<p><strong>Você compartilharia uma notícia cuja chamada era: &#8220;Garoto de 4 anos é o primeiro a receber novo modelo de pâncreas artificial de hospital australiano&#8221;?</strong> Provavelmente não, não é mesmo? Pois esta é a verdade. Pâncreas artificiais já existem faz tempo. O novo modelo traz, de fato, uma novidade importante, mas isto não justifica chamá-lo de &#8220;primeiro no mundo&#8221;.</p>
<p>O tino comercial do hospital, ampliando o marketing sobre seu novo produto (<strong>que deve custar dez mil dólares </strong>aos consumidores!), aliado a jornalistas sensacionalistas que apenas papagueiam comunicados de imprensa e não pesquisam sobre o que falam, acaba criando confusão e desinformação. Reitero: foi super legal que o menininho recebeu um pâncreas eletrônico – mas não precisava mentir sobre o assunto, né? Para saber realmente o que está acontecendo no mundo do diabetes, confie em portais de respeito e renome, como o Diabeticool, formado por quem realmente entende da doença e que pesquisa profundamente os assuntos antes de publicá-los (é o que eu tento fazer&#8230;!!).</p>
<p>Um abraço, pessoal (e feliz 2015!)!!</p>
<div style="background-color: #efefec; border: 2px solid black; padding: 10px;"><strong><img loading="lazy" class="alignright wp-image-5802" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/11/carlao-monteiro.png" alt="carlao monteiro" width="133" height="133" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/11/carlao-monteiro.png 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/11/carlao-monteiro-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 133px) 100vw, 133px" />Carlão Monteiro Diabético</strong> ganhou este último &#8220;sobrenome&#8221; carinhoso há mais de 20 anos, quando descobriu que teria de conviver com o diabetes. Passou a estudar muito sobre a doença, devorando todos os livros e artigos científicos que passavam pela sua frente. Neste tempo, já testou milhares de tratamentos diferentes e ouviu as mais exóticas histórias sobre curas do diabetes. Ele compartilha seu vasto conhecimento com os leitores do Diabeticool nesta coluna especial.</div>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/opiniao-ue-mas-ja-nao-existe-o-pancreas-artificial/">OPINIÃO: Ué, mas já não existe o ‘pâncreas artificial’?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Você sabe tanto sobre Diabetes quanto pensa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2014 11:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[quiz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ronaldo Wieselberg traz um Quiz para quem sabe tudo sobre diabetes! Muitos dos nossos leitores consideram que seu conhecimento em termos de diabetes é muito bom. Conhecimento esse que veio da leitura de artigos em sites confiáveis – tais como o Diabeticool! –, além do próprio conhecimento de causa – por terem diabetes ou terem &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ronaldo Wieselberg traz um Quiz para quem sabe tudo sobre diabetes!</em><span id="more-8200"></span></p>
<p><strong><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8208" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes.jpg" alt="quiz diabetes" width="600" height="308" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-415x213.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></strong></p>
<p>Muitos dos nossos leitores consideram que seu conhecimento em termos de diabetes é muito bom. Conhecimento esse que veio da leitura de artigos em sites confiáveis – tais como o <strong>Diabeticool</strong>! –, além do próprio conhecimento de causa – por terem diabetes ou terem alguém na família com diabetes.</p>
<p>Porém&#8230; será que sabemos o suficiente?</p>
<p>Convidamos, então, você leitor, para fazer o nosso teste! Serão 10 perguntas, a seguir, que você deve tentar responder da melhor maneira possível, e em seguida, verificar se respondeu corretamente. Cada resposta correta vale 1 ponto!</p>
<p>Vamos lá!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8202" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-facilimo.jpg" alt="quiz diabetes facilimo" width="600" height="100" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-facilimo.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-facilimo-415x69.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<ol>
<li><span style="color: #003366;"><strong>O que é diabetes?</strong></span></li>
</ol>
<p>De acordo com a IDF (Federação Internacional de Diabetes) e OMS (Organização Mundial da Saúde), o diabetes é um conjunto de doenças crônicas não transmissíveis, caracterizadas pela presença constante de hiperglicemias, que ocorrem quando não há produção suficiente de insulina, ou quando o corpo não consegue usar a insulina de forma adequada. Como resultado, essa hiperglicemia vai danificando os tecidos ao longo do tempo.<strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li><span style="color: #003366;"><strong>Quantos tipos de diabetes existem atualmente?</strong></span></li>
</ol>
<p>Consideramos que existam três grandes grupos principais de diabetes: o <strong>diabetes tipo 1</strong>, que é autoimune, perfazendo cerca de 10% dos casos; o <strong>diabetes tipo 2</strong>, relacionado à obesidade, sedentarismo, estresse – de maneira geral, aos hábitos de vida pouco saudáveis –; e o <strong>diabetes gestacional</strong>, que acomete cerca de 7% das mulheres grávidas, e é causado, principalmente, devido aos hormônios produzidos durante a gravidez, que aumentam a resistência das células do corpo à ação da insulina – e que, inclusive, é fator de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 no futuro.</p>
<p>Além disso, temos outros tipos de diabetes: o <strong>diabetes LADA</strong>, cujo nome vem da sigla em inglês para “diabetes autoimune latente no adulto”, também chamado de “diabetes 1,5”, que também é causado por uma resposta autoimune do corpo, mas o desenvolvimento é bem mais lento, demorando bastante tempo para depender definitivamente da aplicação de insulina; o <strong>diabetes MODY</strong>, cujo nome vem da sigla para “<em>maturity-onset diabetes of the young</em>”, ou seja, um diabetes do adulto surgido no jovem, que tem origem genética – existem, até o momento em que esta resposta foi escrita, <em>seis subtipos de diabetes MODY</em>, cada um relacionado com um gene; o <strong>diabetes idiopático</strong>, que, em geral, acontece por alguma causa externa, e não pode ser encaixado em nenhum dos outros tipos, por exemplo, o diabetes surgido após uma pancreatite.</p>
<p>Existe, também, um outro tipo de diabetes que não tem nada a ver com a insulina: o <strong>diabetes insipidus</strong>, que tem a ver com a produção de hormônio antidiurético deficiente no organismo, o que leva a pessoa a beber muita água e urinar muito, porém, sem hiperglicemias.</p>
<p>Por fim, se somarmos, então, todos os tipos e subtipos de diabetes, descontando o insipidus, que não tem relação com a insulina, temos <strong>onze </strong>tipos de diabetes, atualmente. Lembrando que o número pode aumentar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8203" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-facil.jpg" alt="quiz diabetes facil" width="600" height="100" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-facil.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-facil-415x69.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Ufa! Vamos aumentar um pouquinho o nível de dificuldade das perguntas?</p>
<ol>
<li><span style="color: #003366;"><strong>Quais os resultados de uma glicemia controlada?</strong></span></li>
</ol>
<p>É importante ressaltar que depende de cada pessoa. De maneira geral, o resultado depende da idade e do momento do dia em que a glicemia é medida – e que o médico pode, junto com a equipe de saúde e junto com a pessoa com diabetes, definir as metas glicêmicas.</p>
<p>Porém, existem certos limites pré-concebidos para cada faixa etária, para facilitar a definição dessas metas individuais. De acordo com as diretrizes da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), ADA (American Diabetes Association) e ISPAD (International Society for Pediatric and Adolescent Diabetes), juntamente com a IDF, estas metas são as seguintes:</p>
<ul>
<li>Para pessoas até 19 anos, a glicemia em jejum deve estar entre 90mg/dl e 145mg/dl, e a glicemia pós-prandial (duas horas após a refeição) deve estar entre 90mg/dl e 180mg/dl;</li>
<li>Para adultos acima de 19 anos, a glicemia de jejum deve estar entre 70mg/dl e 130mg/dl, e a glicemia pós prandial deve estar abaixo de 160mg/dl;</li>
<li>Para grávidas com diabetes tipo 1, a glicemia em jejum deve estar entre 60mg/dl e 99mg/dl, e a glicemia pós-prandial deve estar entre 100mg/dl a 129mg/dl;</li>
<li>Para grávidas com diabetes gestacional, a glicemia de jejum deve estar abaixo de 95mg/dl e a glicemia pós-prandial deve estar abaixo de 120mg/dl;</li>
<li>Para idosos fragilizados, a glicemia de jejum deve estar abaixo de 150mg/dl e a glicemia pós-prandial deve estar abaixo de 180mg/dl.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li><span style="color: #003366;"><strong>Como devemos tratar uma hipoglicemia?</strong></span></li>
</ol>
<p>Ao contrário do que se possa imaginar, não devemos comer doces para tratar hipoglicemias. Bem, hipoglicemias são consideradas quando o valor da glicemia cai abaixo de 70mg/dl, e o tratamento envolve aumentar a glicemia o mais rápido possível para mais de 70mg/dl. É importante, porém, <strong>não aumentar demais a glicemia, de maneira a causar uma hiperglicemia</strong>, que seria tão ruim quanto.</p>
<p>De maneira geral, o tratamento pode ser resumido como “<em>regra dos 15</em>”, ou seja, a ingestão de 15g de carboidratos simples – no caso, quatro bolachas cream-cracker, meio copo de suco de laranja, meio copo de refrigerante não-dietético, um sachê de glicose, cinco sachês de mel, cinco torrões de açúcar ou duas colheres de sopa de açúcar – e a espera de 15 minutos para realizar um novo teste de glicemia, e verificar se a glicemia voltou ao normal.</p>
<p>Quando a glicemia está abaixo de 45mg/dl, muitos profissionais indicam dobrar a quantidade de carboidrato ingerido – no caso, 30g – para evitar uma recaída. A medição depois de 15 minutos, então, é ainda mais importante nestes casos.</p>
<p>No caso de <a title="Diabetes e Direção: leis aumentam perigo no trânsito" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-e-direcao-leis-aumentam-perigo-no-transito/">hipoglicemias severas</a>, o tratamento envolve a aplicação do Glucagon, o hormônio contrário à insulina, ligar imediatamente para o serviço de emergência (192/193, no Brasil) e para o médico da pessoa. Alternativamente, na falta do Glucacon, é possível colocar, aos poucos, o conteúdo do sachê de glicose entre a parte interna das bochechas e os dentes, <strong>NUNCA</strong> na região da língua ou administrando qualquer coisa por via oral, uma vez que a pessoa pode engasgar. No caso de convulsões, <strong>JAMAIS </strong>colocar nada na boca, principalmente por segurança, uma vez que a pessoa convulsionando pode, involuntariamente, morder quem está tentando ajudar, e o problema pode ficar ainda maior. Depois de cerca de 5 minutos da administração do glucagon, a pessoa em geral retoma a consciência. Medir a glicemia, mesmo antes da aplicação do glucagon, é necessário para confirmar se a pessoa está ou não em hipoglicemia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8204" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-medio.jpg" alt="quiz diabetes medio" width="600" height="100" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-medio.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-medio-415x69.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Não teve problemas até aqui com as perguntas? Vamos, então, dificultar mais um pouquinho&#8230;</p>
<ol>
<li><span style="color: #003366;"><strong>O que é a “hemoglobina glicada” (A1c)?</strong></span></li>
</ol>
<p>O exame de <a title="Hemoglobina Glicada (glicosilada)" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/">hemoglobina glicada</a> – chamada de A1c em alguns lugares, ou simplesmente “glicada” – é um exame que se faz a partir de uma amostra de sangue. De acordo com a glicemia da pessoa, existe uma ligação química – chamada “glicação” – entre as moléculas de glicose e as moléculas de hemoglobina, que estão presentes nas hemácias – as células que levam o oxigênio pelo sangue.</p>
<p>Dessa forma, o exame vai verificar a quantidade de glicações existem, e essa quantidade será transformada num percentual, disponível no resultado do exame. Assim, quanto maior a <em>média</em> da glicemia, maior o resultado da hemoglobina glicada – e, sim, caso haja muitas hipoglicemias e muitas hiperglicemias, o resultado da glicada pode ser <em>falsamente alterado</em>, uma vez que ele verifica a glicemia <em>média</em>.</p>
<p>Da mesma maneira que a glicemia, existem faixas esperadas para a hemoglobina glicada se mostrar “controlada”, dependentes da idade da pessoa, e particulares para cada pessoa conforme a orientação da sua equipe de saúde. De acordo com a SBD, ADA, ISPAD e IDF, temos as seguintes metas para a glicada:</p>
<ul>
<li>Para pessoas com menos de 19 anos, a glicada deve estar abaixo de 7,5%;</li>
<li>Para adultos com mais de 19 anos, a glicada deve estar abaixo de 7,0%;</li>
<li>Para grávidas com diabetes tipo 1, a glicada deve estar abaixo de 6,0%;</li>
<li>Para idosos fragilizados, a glicada deve estar entre 7,0% e 8,0%.</li>
</ul>
<p>Até algum tempo atrás, preconizava-se que a glicada de crianças poderia ficar abaixo de 8%, de maneira a evitar hipoglicemias que as crianças não saberiam informar. Porém, de acordo com a ADA, não existem, de maneira geral, indícios de problemas ao estipular o valor de 7,5% para a glicada de crianças, apresentando baixa quantidade de hipoglicemias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li><span style="color: #003366;"><strong>Quais as complicações que podem surgir do diabetes mal-controlado?</strong></span></li>
</ol>
<p>As principais complicações que podem surgir são a retinopatia, a nefropatia, as vasculopatias e a neuropatia periférica, que acabam trazendo a maioria dos outros problemas.</p>
<p>A retinopatia é uma complicação que ocorre nos olhos, e ocorre porque os microvasos dos olhos sofrem muito com as alterações da glicemia, da pressão arterial e da quantidade de gordura – colesterol e triglicérides – no sangue. Assim, por vezes estes microvasos não suprem a quantidade de sangue necessária para os olhos, prejudicando imensamente a visão. De maneira geral, se detectadas precocemente, podemos evitar a perda da visão, e por isso, anualmente, devemos fazer o exame de fundo de olho, com a pupila dilatada.</p>
<p>A nefropatia é a complicação que atinge os rins. Além de a glicose elevada, por si só, afetar os vasos sanguíneos do corpo inteiro (inclusive os vasos sanguíneos que irrigam os rins), ela também altera a membrana basal dos glomérulos – que é o “papel de filtro” do nosso organismo, localizado nos rins –, causando uma lesão bastante característica.  Para detectar esse tipo de complicação, em geral são pedidos exames como a excreção urinária de albumina, a razão entre a albumina e a creatina, e a microalbuminúria.</p>
<p>É importante lembrar que, como os rins e os olhos são os órgãos mais sensíveis à variação da glicose, muitas vezes, ao detectarmos uma complicação em um destes órgãos, em geral, o outro também já está com algum grau de complicação.</p>
<p>As vasculopatias podem ser consideradas o começo de todas as complicações, uma vez que elas são as complicações que atingem os vasos sanguíneos. A glicemia alterada pode afetar a eslasticidade e a integridade dos vasos sanguíneos, alguns tão finos quanto fios de cabelo. E aí, podem surgir a maioria das outras complicações. Colesterol e triglicérides elevados e pressão alta também são fatores de risco para que surjam não apenas as vasculopatias, mas também os problemas cardíacos, nos quais o diabetes também tem influência.</p>
<p>As neuropatias são as complicações que afetam os nervos. Como vimos anteriormente, as vasculopatias afetam vários microvasos, muitos deles alimentando nervos. Assim, os nervos, sem oxigênio e glicose chegando de maneira adequada, acabam perdendo sua função, e surgem os sintomas das neuropatias: perda de sensibilidade em mãos e pés, dormências, disfunção erétil em homens, perda da lubrificação em mulheres, incontinência urinária, dificuldade de digestão&#8230;</p>
<p>A combinação dessas complicações pode ser bem ruim. <a title="Como evitar a pior conseqüência do pé diabético" href="http://www.diabeticool.com/como-evitar-a-pior-consequencia-do-pe-diabetico/">Pé diabético</a> é o exemplo mais conhecido, no caso em que uma neuropatia, que leva à perda de sensibilidade, faz com que um machucado passe despercebido e, devido à vasculopatia, a cicatrização e recuperação do machucado demora muito mais, podendo infeccionar e levar à amputação. Anualmente, todas as pessoas com diabetes devem passar por um exame detalhado dos pés.</p>
<p>Doenças periodontais também são motivo de atenção em quem tem diabetes. A saúde bucal inadequada – deixar de escovar os dentes ao menos depois das refeições e passar o fio dental – pode levar às doenças periodontais – por exemplo, a gengivite – e tanto as pessoas que têm doenças periodontais e diabetes têm maior chance de ter o controle glicêmico alterado, quanto as pessoas que têm o controle glicêmico alterado têm chances de desenvolverem doenças periodontais – aumentando a chance de outras complicações, ou ainda outras doenças!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8205" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-dificil.jpg" alt="quiz diabetes dificil" width="600" height="100" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-dificil.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-dificil-415x69.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Agora, vamos para a parte em que apenas os fortes aguentam&#8230;! Boa sorte!</p>
<ol>
<li><span style="color: #003366;"><strong>O que é <em>acantose nigricans</em>?</strong></span></li>
</ol>
<p>Acantose nigricans, ou acantose nigricante, é um sinal de resistência das células à ação da insulina – rotineiramente chamada de “resistência insulínica”, e desde 1976 é conhecida sua associação com o diabetes tipo 2. Associações muito, mas MUITO mais raras são feitas com alguns tipos de tumores.</p>
<p>Apresenta-se como o escurecimento de determinadas áreas do corpo – principalmente axilas, virilha, nuca, sulco abaixo das mamas nas mulheres e dobras corporais, de maneira geral. Em crianças, esse sinal é frequentemente confundido com “sujeira” ou “falta de banho”, dificultando o diagnóstico de diabetes tipo 2 na infância.</p>
<p>Ela acontece devido ao excesso de insulina produzida para combater a resistência insulínica do corpo inteiro. Essa insulina em excesso acaba estimulando receptores nas células da pele, que levam à proliferação dos queratinócitos (células que produzem a queratina, substância que impermeabiliza a pele) e dos fibroblastos da derme, que são as células que auxiliam na composição da matriz da pele.</p>
<p>De maneira geral, a acantose nigricans não é maligna, e regride com o controle do diabetes e redução da resistência insulínica através de dieta saudável e atividade física.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li><span style="color: #003366;"><strong>Como podemos diferenciar o diabetes tipo 1 do tipo 2?</strong></span></li>
</ol>
<p>Agora que sabemos que existem muitos tipos de diabetes, é importante saber diferenciar esses tipos. A diferenciação entre os dois maiores grupos é feita baseando-se em achados clínicos – ou seja, da própria consulta médica – e laboratoriais – portanto, com exame de sangue.</p>
<p>Nos achados clínicos, de maneira geral, o diabetes tipo 1 é mais frequente na infância – porém, existem relatos de casos diagnosticados em pessoas com mais de 90 anos!!! – e sintomático, com rápida perda de peso, muita fome, muita sede, e muita urina produzida. A pessoa pode apresentar <a title="O que é cetoacidose?" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">cetoacidose diabética</a>, uma complicação aguda bastante comum quando temos a glicemia alterada por longos períodos. Já no diabetes tipo 2, metade dos pacientes não apresentam sintomas, e podem apresentar a <em>acantose nigricans</em>, mencionada anteriormente. A complicação aguda mais comum é o coma hiperosmolar não-cetótico, bem diferente da cetoacidose.</p>
<p>Nos achados laboratoriais, podemos dosar o peptídeo C, os anticorpos anti-GAD (descarboxilase do ácido glutâmico), anti-ilhota (ICA) e anti-insulina (IAA). O peptídeo C, em quem tem diabetes tipo 1, está baixo, e temos a presença dos três anticorpos citados (anti-GAD, ICA e IAA). Já no diabetes tipo 2, o peptídeo C está normal ou elevado, e não temos a presença dos anticorpos.</p>
<p>O peptídeo C é uma “sobra” da produção da insulina, que dura mais na corrente sanguínea, sendo utilizado para verificar se há ou não produção de insulina. Com o passar o tempo, a produção de insulina em uma pessoa com diabetes tipo 2 também cai, e portanto, o valor do resultado do peptídeo C também vai cair. Os anticorpos também aparecem no diabetes LADA, e a diferenciação entre eles é bastante clínica, conforme o tempo de evolução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8206" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-dificilimo.jpg" alt="quiz diabetes dificilimo" width="600" height="100" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-dificilimo.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/12/quiz-diabetes-dificilimo-415x69.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Prepare-se! Estas são as perguntas mais difíceis que temos!</p>
<ol>
<li><span style="color: #003366;"><strong>Por que o uso de agonistas incretínicos – como o Byetta e o Victoza – costumam dar náuseas?</strong></span></li>
</ol>
<p>Os medicamentos incretinomiméticos – como também são chamados – “imitam” a ação de uma substância chamada GLP-1, um tipo de incretina produzida pelo trato gastrointestinal. O GLP-1 atua no pâncreas, levando a uma maior produção de insulina, e no cérebro, aumentando a saciedade e diminuindo o estímulo para o esvaziamento do estômago.</p>
<p>Ao diminuir a velocidade com a qual o estômago é esvaziado, temos o acúmulo do bolo alimentar, e uma sensação de empachamento e desconforto gástrico. Essa informação é enviada para o cérebro, e o reflexo decorrente disso é a náusea.</p>
<p>Quando surge esse efeito colateral, em geral, o médico pode suspender o agonista incretínico e substituí-lo por um inibidor da enzima DPP-4, como o Januvia, Galvuz, Onglyza ou o Trayenta, que atuam “parando” a substância que degrada as incretinas produzidas pelo corpo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol start="2">
<li><span style="color: #003366;"><strong>Como se dá o transporte de glicose no corpo, com o auxílio da insulina?</strong></span></li>
</ol>
<p>Ao contrário do que possa parecer, a insulina não é um “carregador” de glicose para dentro da célula. Ela é muito mais uma “chave” que pode abrir a porta das células para que a glicose entre.</p>
<p>A insulina na corrente sanguínea se liga aos receptores de insulina nas células – principalmente células musculares, cardíacas e do tecido adiposo (que estoca gordura) – e, por meio de uma sinalização em cascata mediada por quinases, faz com que microvesículas com os transportadores GLUT-4 – “transportadores de glicose tipo 4” – sejam deslocadas do ambiente intracelular para a membrana, permitindo que a glicose passe do meio extracelular para o meio intracelular de maneira facilitada. Sem insulina, não há meio de as vesículas contendo o GLUT-4 se fundirem à membrana das células, e assim, não há maneira de a glicose entrar facilmente na célula.</p>
<p>Em outras células do corpo, temos outros transportadores de glicose, de tipos diferentes, que não usam a insulina. Por exemplo, nas hemácias – células vermelhas do sangue, que transportam o oxigênio na hemoglobina – temos o transportador GLUT-1, que permite a entrada de glicose para parte do metabolismo celular (e é aqui que ocorre a formação da hemoglobina glicada!). No fígado, temos os transportadores GLUT-2, que são utilizados para a síntese de colesterol e triglicérides por parte do fígado e armazenamento de glicose na forma de glicogênio. O cérebro tem o receptor GLUT-3, que capta a glicose da corrente sanguínea sem precisar do auxílio da insulina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Resultado</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>                </strong>Conte a sua pontuação! Como mencionado anteriormente, cada acerto vale um ponto!<strong> </strong></p>
[yop_poll id=&#8221;1&#8243;]
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #003366;">1-3 pontos</span> – </strong>Tudo bem, ninguém nasce sabendo tudo. Fique ligado nas publicações do <strong>Diabeticool</strong> e entenda mais sobre o diabetes!</p>
<p><strong><span style="color: #003366;">4-6 pontos</span> – </strong>Você parece saber bastante sobre o diabetes, mas ainda há muito a saber!</p>
<p><strong><span style="color: #003366;">7-9 pontos</span> – </strong>Muito bom, você sabe mais do que a grande maioria das pessoas. Entenda mais sobre o diabetes e ajude aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de aprender!</p>
<p><strong><span style="color: #003366;">10 pontos</span> – </strong>Parabéns! Não se deixe iludir pelo resultado do nosso teste – ainda existe muita coisa para sabermos sobre o diabetes – o conhecimento cresce a cada dia!</p>
<p>Ficou com dúvidas em alguma das questões? Tem outras dúvidas sobre diabetes? Não perca tempo! Escreva a sua dúvida para a gente em <a href="http://www.diabeticool.com/tire-suas-duvidas-sobre-diabetes/">http://www.diabeticool.com/tire-suas-duvidas-sobre-diabetes/</a> e receba a resposta diretamente no seu email!</p>
<p>Forte abraço, e até a próxima!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #dbe9f0;"><strong>+ <span style="color: #008080;">Quer ler todos os</span> <span style="color: #008080;">textos de Ronaldo Wieselberg</span>? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">CLIQUE AQUI</a>!</strong></div>
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		<title>Diabetes e Direção: leis aumentam perigo no trânsito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2014 18:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política & Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[direção]]></category>
		<category><![CDATA[dirigir]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
		<category><![CDATA[Ulrik Pedersen-Bjergaard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tiro pela culatra: novas leis aprovadas na Europa para prevenir acidentes de trânsito com diabéticos geram muito mais riscos nas estradas. Entenda.  Diabetes e direção é um assunto controverso. Apesar de quem convive com a doença não encontrar grandes barreiras à aquisição da carteira de motorista aqui no Brasil, é importante lembrar que episódios de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tiro pela culatra: novas leis aprovadas na Europa para prevenir acidentes de trânsito com diabéticos geram muito mais riscos nas estradas. Entenda.</em> <span id="more-8021"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8022" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/direcao-diabetes-hipoglicemia.jpg" alt="direcao diabetes hipoglicemia" width="600" height="178" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/direcao-diabetes-hipoglicemia.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/direcao-diabetes-hipoglicemia-415x123.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Diabetes e direção é um assunto controverso. Apesar de quem convive com a doença não encontrar grandes barreiras à aquisição da carteira de motorista aqui no Brasil, é importante lembrar que episódios de hipoglicemia, quando ocorrem dentro de um carro, podem ter <a title="Mulher com hipoglicemia é agredida por policiais (VÍDEO)" href="http://www.diabeticool.com/mulher-com-hipoglicemia-e-agredida-por-policiais-video/">conseqüências catastróficas</a>. Por isso, é comum diabéticos receberam orientações especiais quanto ao controle das taxas de açúcar no sangue caso queiram dirigir. Com elas bem controladas, o único stress dentro do veículo será o próprio trânsito.</p>
<div style="background-color: #99c5ad; border: 2px solid #767676; padding: 10px;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Para entender: </strong>episódios de baixa quantidade de açúcar na corrente sangüínea – as hipoglicemias – são mais comuns em quem controla o diabetes com insulina. As hipos prejudicam a coordenação motora, percepção sensorial e capacidade de resposta a estímulos. Todos estes fatores podem se mostrar fatais quando o diabético estiver dirigindo. Por isso, é recomendada a medição da glicemia antes de entrar no veículo. Caso esteja relativamente baixa, a dica é corrigi-la antes para poder navegar tranqüilo pelas estradas.</span></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No resto do mundo, porém, nem sempre é fácil um diabético ganhar e conseguir manter a carteira de habilitação. Na Europa, onde o acompanhamento médico é muito diferente daqui, as regras de quem pode ou não pode dirigir afetam diretamente a vida dos diabéticos. Para a pior, nos últimos anos.</p>
<p>Um estudo publicado este mês na revista <a title="Qual a relação entre efeito sanfona e diabetes tipo 2?" href="http://www.diabeticool.com/qual-a-relacao-entre-efeito-sanfona-e-diabetes-tipo-2/"><em>Diabetes Care</em></a> revelou que as leis de trânsito adotadas na União Européia têm feito o número de casos relatados de hipoglicemia <strong>cair drasticamente</strong>. Com isso, o tratamento de milhões de diabéticos pode ser prejudicado, pois os médicos deixarão de saber como anda o controle glicêmico dos pacientes e não serão capazes de ajuda-los a tratar adequadamente a doença.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>BUROCRACIA MUDA LEI QUE ERA BOA&#8230;</strong></p>
<p>O estudo, conduzido por pesquisadores de um hospital dinamarquês, analisou se os números de hipoglicemias relatados pelos diabéticos aos seus médicos havia aumentado ou diminuído logo após a introdução de novas leis de trânsito européias.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-8023" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/direcao-diabetes-hipoglicemia-2.jpg" alt="direcao diabetes hipoglicemia 2" width="348" height="239" />Até então, funcionava da seguinte maneira: paciente e médico entravam em um &#8220;acordo&#8221; quanto às habilidades do diabético de dirigir. Se o médico achasse que o número de episódios de hipoglicemia era baixo, então o diabético estava liberado para pilotar. Se os casos aumentassem, então o profissional da saúde poderia ajudar a corrigir o controle glicêmico.</p>
<p>Se houvesse muitos casos de <a title="Hipoglicemia" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hipoglicemia/">hipoglicemia</a>, mesmo após tentativas de correção, então o médico poderia indicar, por escrito, que o paciente não dirigisse. Cumprir ou não a norma médica era decisão do próprio diabético. Esta norma era apenas uma espécie de &#8220;comprovante&#8221; do médico no caso de algum acidente acontecer. Com ela, o profissional poderia comprovar às autoridades que o acidente não foi sua responsabilidade e que o paciente estava ciente dos riscos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8230;PARA UMA VERDADEIRA TRAPALHADA</strong></p>
<p>De dois anos para cá, porém, novas leis entraram em vigor na Europa. Agora, <strong>é o próprio médico quem tem a responsabilidade legal de permitir ou não que o diabético dirija</strong>. E, segundo as leis, se o diabético informar ao médico de que teve 2 ou mais episódios de hipoglicemia ao longo de um ano, <strong>automaticamente o médico deve suspender a habilitação do paciente</strong>.</p>
<p>O resultado da nova lei? <strong>Uma queda brusca no número de casos de hipoglicemias relatados</strong>.</p>
<p>Segundo o estudo, após as novas leis entrarem em vigor, o número de relatos de 1 episódio de hipoglicemia se manteve estável. Porém, a quantidade de relatos de dois ou mais picos hipoglicêmicos (os que levam à perda de carteira) <strong>caiu 73%</strong>.</p>
 Teste de glicemia: uma obrigação antes de viagens longas e atividades que requerem grande concentração e atenção.
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PERIGO NAS ESTRADAS E NOS AMBULATÓRIOS</strong></p>
<p>O doutor Ulrik Pedersen-Bjergaard, autor do trabalho científico, comentou:</p>
<p>&#8220;Quando um médico é posto na posição de ser a pessoa que determina se o paciente pode manter sua carteira de motorista, isto gera um grave perigo na relação paciente-médico que pode resultar em tratamentos piores e número maior de acidentes nas estradas&#8221;.</p>
<p>&#8220;O problema é que a hipoglicemia severa não é, em si, uma doença, mas um sintoma dos tratamentos necessários ao manejo do diabetes tipo 1&#8221;, explicou o médico.</p>
<p>Com menos gente avisando os médicos de que a glicemia está caindo com frequência, é de se esperar que, nos próximos anos, aumente o número de acidentes nas estradas envolvendo diabéticos. É um triste panorama, gerado artificialmente por uma lei mal escrita que, ao invés de estimular o bom controle da própria saúde, gera medo e apreensão em quem convive com o diabetes. A estratégia, neste caso, parece ser burlar a lei, com consequência graves à saúde própria (e à dos outros!). Mais um tiro burocrático saiu pela culatra.</p>
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