Home Política & Dinheiro Na Hungria, diabético que não se trata não mama

Na Hungria, diabético que não se trata não mama

Governo húngaro decide punir diabéticos relapsos no controle de sua glicemia oferecendo a eles apenas remédios mais vagabundos.


A Hungria poderia ser o paraíso europeu dos diabéticos. Absolutamente todos os tratamentos para a condição são subsidiados pelo Estado. Porém, o meio milhão de diabéticos do país custa 100 milhões de euros (250 milhões de reais) anuais aos cofres públicos, e o governo pretende reduzir estes gastos.

A estratégia é a seguinte: todo diabético realiza, em média, um exame sangüíneo a cada três meses; caso encontre taxas de glicemia elevadas mais de duas vezes ao ano, o paciente deixará de receber insulina análoga – mais eficiente e cara – e receberá do governo apenas a insulina menos eficiente. “O dinheiro do contribuinte não deve ser gasto em pacientes que não cooperam com seus médicos”, afirmou o Diário Oficial húngaro sobre o tema.

E qual será a posição dos diabéticos quanto ao decreto? Interessantemente, a sociedade nacional de diabetes da Hungria se disse a favor da medida parcimoniosa. “O tratamento com insulina análoga deve ser utilizado apenas por aqueles que não conseguem alcançar níveis de glicose sangüínea corretos através de outros tratamentos”, disse o presidente da entidade, Gabor Winkler.

Fonte: AFP; france24.com

Imagem: photostock / FreeDigitalPhotos.net

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