Visão melhor para diabéticos, com a ajuda da UNICAMP

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Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas criam programa de computador capaz de acelerar e melhorar o diagnóstico do problema de visão mais comum em diabéticos.

 professor Anderson Rocha (direita) e o doutorando José Ramon Trindade Pires - evolução no diagnóstico da retinopatia. FONTE: Jornal da Unicamp

professor Anderson Rocha (direita) e o doutorando José Ramon Trindade Pires – evolução no diagnóstico da retinopatia. FONTE: Jornal da Unicamp

Não é segredo que boa parte das pessoas que estão com diabetes há muitos anos poderá ter problemas de visão. Isto acontece porque o excesso de açúcar no sangue causa danos aos nervos e delicados vasos sangüíneos que nutrem os olhos. O problema é sério e, quando não tratado, pode levar à cegueira. Atualmente, oftalmologistas realizam um exame chamado de mapeamento de retina a fim de determinar a saúde dos olhos dos diabéticos. No futuro, porém, este tipo de exame médico poderá ser realizado com a ajuda de um computador, o que aumentará a velocidade e a acuidade do diagnóstico. E tudo isto com a ajuda de cientistas brasileiros.

 

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Pesquisadores do Instituto de Computação (IC) da UNICAMP estão desenvolvendo um programa de computador de grande valia para diabéticos e profissionais da saúde. Ele será capaz de analisar uma fotografia digital tirada dos olhos do paciente, determinar se ela está com boa qualidade e, se estiver, passará a estudar a estrutura dos olhos em busca de indícios de retinopatia. Tudo isto automaticamente – o que pode representar uma economia de tempo de 85% para a determinação do diagnóstico médico.

“O grande trabalho a ser feito pelo médico, de forma geral, é analisar periodicamente pacientes que tenham diabetes para verificar se a retina dele está evoluindo para um quadro de retinopatia diabética. Se estiver, deve tomar medidas apropriadas para que essas pessoas não percam a visão”, explica o pesquisador e professor Anderson Rocha, do IC. “O que fizemos foi desenvolver algoritmos que capturam as propriedades que os médicos analisam para fazer com que o computador consiga dizer se a imagem é normal ou se o paciente precisa procurar um especialista.”

De acordo com os cientistas, a qualidade do programa de computador desenvolvido por eles é altíssima. “Temos uma precisão, hoje, de 92,4% e que será aprimorada”, disse José Ramon Trindade Pires, doutorando do IC e desenvolvedor do algoritmo. A pesquisa acontece desde 2009 e já recebeu fundos de parceiros de peso, como o Instituto Microsoft.

A idéia dos cientistas brasileiros é criar um aparelho para exames dos olhos dos pacientes que una todas as funcionalidades que o programa de computador atualmente em desenvolvimento oferece. “O grande objetivo é integrar tudo num retinógrafo de uma empresa, colocar todos os algoritmos em um único aparelho para que todas as etapas sejam automáticas. Temos alguns parceiros em potencial. A pesquisa passará a contar, também, com o apoio da Samsung”, contou o professor Rocha.

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Com informações do Jornal da Unicamp.

 

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  • Edilene

    Sou diabética há 20 anos não tenho recursos pra fazer um tratamento correto, pois onde moro Barro Branco Duque de Caxias – RJ. O posto de saúde é precário. Se conhece algum bom me informe, pode ser no Centro do Rio de Janeiro. Mas tem que ser pelo SUS.
    Obrigado, Edilene

  • maria victoria

    podemos reutilizar o quiabo depois de tomar a água?