Saiba tudo sobre a tatuagem que mede a glicemia!

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Informações completas para tirar todas as suas dúvidas sobre a tatuagem que promete medir a quantidade de açúcar no sangue.

tatuagem glicosimetro diabetes tipo 1

Que tal medir a glicemia o tempo inteiro, sem dor, sem picada nos dedos – e, ainda por cima, de maneira completamente discreta? É o que promete a nova “tatuagem-glicosímetro”, uma novidade que tem chamado a atenção da comunidade diabética. A tatuagem tecnológica é especialmente prática para quem convive com o diabetes tipo 1 e tem que medir a quantidade de açúcar no sangue rotineiramente ao longo do dia. Muitas vezes, a medição tem de ser feita em público, o que ainda causa muito desconforto.

 

COMO FUNCIONA A TATUAGEM

Pesquisadores norte-americanos desenvolveram um medidor de glicose ultra fino, o qual foi impresso em uma película emborrachada. A película permite a aderência no tecido cutâneo – como se fosse aquelas tatuagens de criança que grudam após serem pressionadas sobre a pele.

tatuagem glicosimetro impressao

O sensor de glicose é impresso em papel especial que adere à pele.

Uma vez colada, a tatuagem-glicosímetro é capaz de detectar a glicemia através da liberação de uma pequena corrente elétrica ao longo de 10 minutos. É o tempo suficiente para atrair a glicose, presente no fluido entre nossas células, até um sensor na tatuagem.

O sensor possui uma enzima que reage com a glicose. A intensidade da reação é medida e, a partir deste dado, é possível ter uma estimativa confiável da quantidade de açúcar no sangue.

glucowatch diabetes

O GlucoWatch era um produto que utilizava tecnologia muito similar à da tatuagem – mas o público odiou. Imagem: Amarillo Globe-News

Estratégia muito parecida foi usada há poucos anos em um relógio-glicosímetro chamado GlucoWatch. O relógio deixou de ser fabricado pois causava intensa irritação na pele após pouco tempo de uso. A fim de evitar o mesmo destino, os desenvolvedores da tatuagem trabalham com uma corrente elétrica bem menor do que a do relógio, a qual não causa irritação nem danos à pele. A contrapartida é que uma quantidade muito pequena de glicose é atraída ao sensor, por isso uma versão muito mais sensível dele teve de ser criada.

É preciso alertar: a tatuagem ainda está em desenvolvimento, e vários probleminhas quanto ao seu funcionamento ainda precisam ser resolvidos.

 

AINDA HÁ MUITO A SER FEITO ANTES DO LANÇAMENTO

  • Hoje, a vida útil do sensor presente na tatuagem, responsável por medir a reação da glicose com a enzima, é de apenas um dia. Os cientistas buscam maneiras de ampliá-la, garantindo, ao mesmo tempo, que a tatuagem seja economicamente viável aos consumidores.
  • Testes extensivos deverão ser conduzidos com voluntários antes da venda nos mercados. A tatuagem-glicosímetro foi testada até agora em apenas sete pessoas, homens e mulheres entre 20 e 40 anos (e nenhum deles diabético). Apesar de todos terem aprovado a novidade, alguns disseram ter sentido uma sensação de leve formigamento na região da tatuagem durante os 10 minutos em que há liberação de corrente elétrica.
  • Ainda não há, por enquanto, uma maneira de saber os valores de glicemia. A maquinaria por trás da tatuagem consegue ler os dados, mas ainda não é capaz de transmiti-los para um dispositivo que permita a visualização. Os pesquisadores trabalham com engenheiros no desenvolvimento de uma espécie de “relógio”, que servirá tanto de visor dos dados de leitura quanto de fornecedor de energia elétrica para ativar aquela descarga de 10 minutos.

 

VANTAGENS TAMBÉM PARA NÃO-DIABÉTICOS

tatuagem glicosimetro usoEm entrevistas à mídia norte-americana, os pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da nova tatuagem afirmam que ela terá utilidade não só para diabéticos. Quem está com doenças renais ou for atleta e quiser monitorar detalhadamente mudanças nutricionais e fisiológicas também encontrará vantagens na tatuagem-glicosímetro.

Idéias é que não faltam para seu uso prático. No futuro, ela poderá ser adaptada para “ler” as quantidades circulantes de outras moléculas além da glicose, sendo uma ajuda em potencial no tratamento de diversas doenças. E, quem sabe?, até mesmo poderá ser adaptada para servir de “injeção”, completamente indolor, de medicamentos no organismo.

De acordo com os cientistas, a esperança é de que a tatuagem esteja à venda dentro de poucos anos.

A pesquisa que relata a novidade foi conduzida nos laboratórios da Universidade da Califórnia, em San Diego, EUA, e publicada na revista científica Analytical Chemistry.

Crédito das imagens: Jacobs School of Engineering, UC San Diego.

 

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