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	<title>incretinas | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 10 Aug 2021 21:05:38 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Jornal Nacional ERRA feio em matéria sobre diabetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2014 19:33:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Monteiro]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
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		<category><![CDATA[incretinas]]></category>
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		<category><![CDATA[metformina]]></category>
		<category><![CDATA[Monalisa Perrone]]></category>
		<category><![CDATA[Vigilância Sanitária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veiculada na última sexta-feira, reportagem repete erros cometidos por relatório, não ouve quem entende do assunto e coloca medo em diabéticos baseada numa mentira. ESCRITO POR CARLOS MONTEIRO, ESPECIAL PARA O DIABETICOOL Antigamente, fazer jornalismo significava ter o mínimo de curiosidade e espírito crítico em relação às matérias divulgadas. Era por isso que os bons &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Veiculada na última sexta-feira, reportagem repete erros cometidos por relatório, não ouve quem entende do assunto e coloca medo em diabéticos baseada numa mentira.</em><span id="more-7232"></span></p>
<p><span style="color: #008080;"><strong>ESCRITO POR CARLOS MONTEIRO, ESPECIAL PARA O DIABETICOOL</strong></span></p>
<figure id="attachment_7239" aria-describedby="caption-attachment-7239" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7239" alt="jornal nacional reportagem diabetes 2" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/jornal-nacional-reportagem-diabetes-2.jpg" width="600" height="352" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/jornal-nacional-reportagem-diabetes-2.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/jornal-nacional-reportagem-diabetes-2-409x240.jpg 409w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7239" class="wp-caption-text">Cada vez mais confia-se menos no que se vê na TV. O baixo nível do jornalismo televisivo e a falta de compromisso com a verdade assustam.</figcaption></figure>
<p>Antigamente, fazer jornalismo significava ter o mínimo de curiosidade e espírito crítico em relação às matérias divulgadas. Era por isso que os bons repórteres sempre buscavam ouvir &#8220;os dois lados da história&#8221;, em busca de informações que permitissem entender, da melhor maneira possível, o que seria exposto à população. Vai que falassem uma grande bobagem, baseados apenas em um lado da história, não é mesmo?</p>
<p>Hoje em dia, parece que fazer jornalismo significa, simplesmente, repetir como um papagaio algum comunicado que soltam para a imprensa &#8211; acabou o espírito crítico, acabou a curiosidade, acabou essa história de &#8220;ouvir os dois lados&#8221;.</p>
<p>Foi o que aconteceu na noite desta sexta-feira, quando uma matéria da repórter <strong>Monalisa Perrone</strong> colocou medo na cabeça de milhões de diabéticos brasileiros ao dizer que eles estão condenados a sofrer de câncer no pâncreas e outras doenças só porque usam remédios como a <strong><a title="Metformina: “camisa 10″ no time do tratamento do diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/metformina-camisa-10-no-time-do-tratamento-do-diabetes-tipo-2/">metformina</a>, um dos medicamentos mais seguros já inventados para tratar o diabetes tipo 2</strong> (clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo da reportagem).</p>
<figure id="attachment_7235" aria-describedby="caption-attachment-7235" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/03/vigilancia-sanitaria-alerta-para-perigo-de-usar-remedio-contra-diabetes-para-emagrecer.html"><img loading="lazy" class=" wp-image-7235  " alt="jornal nacional metformina diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/jornal-nacional-metformina-diabetes.jpg" width="600" height="381" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/jornal-nacional-metformina-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/jornal-nacional-metformina-diabetes-378x240.jpg 378w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-7235" class="wp-caption-text">Pois é, a metformina, um dos medicamentos mais seguros, aparece na lista dos princípios ativos &#8220;condenados&#8221; pela Vigilância Sanitária&#8230;é uma piada de péssimo gosto.</figcaption></figure>
<p>A história, resumidamente, é a seguinte: no início do mês, a Vigilância Sanitária de São Paulo divulgou um alerta (<a href="http://www.cvs.saude.sp.gov.br/up/ALERTA%20_Incretinas_01_14.pdf">leia-o aqui</a>) avisando que medicamentos baseados nas <a title="Como funcionam os medicamentos para o diabetes?" href="http://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/"><strong>incretinas</strong></a> poderiam causar doenças no pâncreas. E por que a Vigilância Sanitária acha isso? Porque um ou outro estudo, de escopo &#8220;limitado&#8221; (segundo o próprio relatório), apontou que, no longo prazo, estes medicamentos poderiam levar a distúrbios pancreáticos, e também porque a agência recebeu notificações de reações adversas a medicamentos que parecem apontar para o mesmo norte.</p>
<figure id="attachment_7236" aria-describedby="caption-attachment-7236" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7236" alt="lista incretinas vigilancia sanitaria" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/lista-incretinas-vigilancia-sanitaria.jpg" width="600" height="216" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/lista-incretinas-vigilancia-sanitaria.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/lista-incretinas-vigilancia-sanitaria-415x149.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7236" class="wp-caption-text">Eis a lista das incretinas presente no relatório da Vigilância Sanitária &#8211; a metformina é um componente ASSOCIADO às incretinas, não o PRINCÍPIO ATIVO!!</figcaption></figure>
<p>O relatório da Vigilância diz, também, que muita gente anda injetando incretinas não para tratar o diabetes, mas para emagrecer, uma vez que a venda destes medicamentos é liberada pela ANVISA sem prescrição médica.</p>
<p>Se as incretinas são um perigo para a saúde e se há muitas pessoas utilizando-as da maneira errada (para emagrecer), então a Vigilância alerta para que os médicos receitem-nas APENAS para tratar o diabetes tipo 2 e que fiquem de olho em possíveis complicações pancreáticas nos pacientes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>AS LAMBANÇAS</strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000000;">1 &#8211;</span> A VIGILÂNCIA SANITÁRIA <span style="text-decoration: underline;">JAMAIS</span> FALOU MAL DA METFORMINA <span style="color: #000000;">(mas a &#8220;ótima&#8221; reportagem do Jornal Nacional imaginou que sim)</span></strong></span></p>
<p>Veja a figura logo acima, que mostra a lista das incretinas divulgada pela Vigilância Sanitária. Perceba que a metformina aparece ASSOCIADA ao princípio-ativo de 4 medicamentos. Sabe por que ela aparece <em><strong>associada</strong></em>? <strong>PORQUE A METFORMINA NÃO É UMA INCRETINA</strong>! O relatório da Vigilância avisa sobre os perigos das incretinas apenas, mas isso não impediu a reportagem do Jornal Nacional de incluir a metformina &#8211; repito, um dos medicamentos mais seguros no tratamento do diabetes tipo 2 já inventados &#8211; de aparecer na lista da reportagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2 &#8211; <span style="color: #ff0000;">O TEXTO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA SE BASEIA EM <span style="text-decoration: underline;">SUPOSIÇÕES</span> QUE PODEM ESTAR EQUIVOCADAS</span> (e não sou só eu que acha isto!)</strong></p>
<p>Outro ponto: o relatório da Vigilância Sanitária faz um auê danado em cima de meras suposições. Ele diz que a Agência Européia de Medicamentos (EMA) &#8220;publicou alerta sobre o perfil de segurança destes medicamentos (incretinas)&#8221; e que a agência regulatória dos Estados Unidos (FDA) &#8220;publicou alerta de segurança indicando possível associação entre o uso de terapia baseada nas incretinas e o aumento do risco de pancreatites e neoplasia pancreática&#8221;. Ora, parece que as incretinas são o horror, não?</p>
<p>Bem, faltou dizer que estes &#8220;alertas&#8221; da EMA e da FDA foram feitos na época que as incretinas eram medicamentos novos e estavam sendo testados. <strong>QUASE TODO MEDICAMENTO GERA EFEITOS COLATERAIS, QUE SÃO EXTENSIVAMENTE ESTUDADOS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DE QUEM TEM QUE TOMÁ-LOS</strong>.</p>
<p>Ainda há MUITA polêmica sobre o assunto na comunidade médica &#8211; ou seja, ninguém tem certeza se as incretinas são 100% seguras em relação aos efeitos colaterais. O fato é que elas continuam a ser liberadas porque <strong>NÃO HÁ, EM HIPÓTESE ALGUMA, <span style="text-decoration: underline;">PROVAS</span> DE QUE ELAS GERAM CÂNCER NO PÂNCREAS OU DEMAIS DOENÇAS. REPITO: NÃO HÁ EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DE QUE ELAS FAZEM MAL À SAÚDE</strong>.</p>
<p>Há indícios, apenas, mas nada comprovado. Um estudo publicado mês passado no <a href="http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp1314078"><em><strong>The New England Journal of Medicine</strong></em></a><strong> </strong>afirma que tanto a EMA quanto a FDA, após analisarem tudo o que se sabe hoje sobre as incretinas, concluem que não é possível fazer uma associação entre elas e câncer de pâncreas ou pancreatite &#8211; mesmo assim, as agências continuarão de olho nestes possíveis efeitos colaterais, como é de se esperar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3 &#8211; <span style="color: #ff0000;">COMO QUE A REPÓRTER NÃO ENTREVISTOU QUEM MAIS ENTENDE DO ASSUNTO ?</span> (ou então &#8220;como que não passou pela cabeça da dona Monalisa conversar com alguém da Sociedade Brasileira de Diabetes?&#8221;)</strong></p>
<p>Em uma matéria que afirma, <strong>de maneira mentirosa</strong>, que um dos medicamentos mais usados para cuidar do diabetes tipo 2 pode provocar câncer, e que botou muitas minhocas na cabeça de milhões de pessoas que usam a metformina, <strong>em momento algum vemos alguém que entende de diabetes</strong> dar sua opinião sobre o tema.</p>
<p>Mas não se preocupe, porque os verdadeiros especialistas não tardaram a falar o que pensam. Segue comunicado oficial da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e <a title="Quiabo, Água de Quiabo e Diabetes: coletânea de textos" href="http://www.diabeticool.com/quiabo-agua-de-quiabo-e-diabetes-coletanea-de-textos/">Sociedade Brasileira de Diabetes</a> (SBD), endossado também pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) :</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #efefec; border: 2px solid black; padding: 10px;">
<p><em>A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) vêm através deste comunicado conjunto contrapor informações veiculadas na edição do Jornal Nacional de 28/03/2014 sobre a ocorrência de efeitos adversos de medicações anti-diabéticas.</em><em>O texto da matéria, ressalta, entre outras infomações:</em><em>“Para o coordenador do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária, a situação é grave. ‘A gente tem percebido, principalmente, a ocorrência de pancreatite, alguns casos de câncer pancreático e também reações adversas na tireoide, como neoplasia de tireoide’, revela Adalton Guimarães Ribeiro, diretor do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária de São Paulo. Na mira da Vigilância Sanitária, uma lista de dez medicamentos, com sete princípios ativos: liraglutida, exenatida, linagliptina, metformina, saxagliptina, sitagliptina e vildagliptina.”</em><em>Este texto contém incorreções importantes, tais como:</em><em></em></p>
<p><em>1. é absolutamente incorreta a inclusão da metformina nessa lista; este fármaco é utilizado no tratamento do diabetes há várias décadas, está consagrado, e faz parte de simplesmente todos os consensos científicos nacionais e internacionais sobre o tratamento do diabetes como medida inicial de conduta. Ela definitivamente não está associada a qualquer dos efeitos colaterais mencionados na matéria.</em></p>
<p><em>2. as demais drogas citadas estão sendo alvo de ampla discussão pelas sociedades científicas, no mundo todo, já há alguns anos, a respeito de seu potencial de causar doenças no pâncreas e na tireóide. As evidências até o momento, que estão consolidadas em documentos de consenso das duas maiores entidades científicas internacionais da área de diabetes, e endossadas pelas entidades científicas brasileiras, apontam para a ausência de relação causal entre esses tratamentos e aquelas doenças. O assunto, porém, ainda está em aberto na comunidade médica científica internacional.</em></p>
<p><em>3. o alerta diz respeito ao fato de que alguns destes princípios ativos, especificamente os de uso injetável, realmente estão liberados pela ANVISA para venda livre, sem prescrição. A SBD e a SBEM posicionam-se contrariamente a esta regulamentação, sendo da opinião de que deveria haver maior controle sobre a prescrição e dispensação destes remédios injetáveis.</em></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais um pouco de informação? O Dr. Alexandre Hohl comentou o seguinte na página de Facebook oficial da SBD:</p>
<p><em>A reportagem do Jornal Nacional de ontem compara, de maneira equivocada, a metformina com as novas classes de medicamentos para tratar diabetes mellitus tipo 2.</em></p>
<p><em>Outro erro grave é considerar que todo diabético que usa tais medicamentos necessite monitorização contínua da tireoide. O câncer de tireoide está cada vez mais comum na população geral. O GLP1 tem muitos receptores na tireoide (células C) de camundongos, mas poucos receptores na tireoide humana. Além disso, a maioria dos tumores de tireoide são papilíferos ou foliculares, sendo rarissimos os tumores medulares de tireoide.</em></p>
<figure id="attachment_7237" aria-describedby="caption-attachment-7237" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class=" wp-image-7237 " alt="monalisa perrone diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/monalise-perrone-diabetes.jpg" width="600" height="421" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/monalise-perrone-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/monalise-perrone-diabetes-342x240.jpg 342w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7237" class="wp-caption-text">Se a Monalisa soubesse ler e tivesse o mínimo de competência em seu trabalho de jornalista, saberia que acusar um dos remédios anti-diabéticos mais populares (metformina) de causar câncer é, além de uma grave mentira, um perigo à saúde pública. Espera-se que nem todos acreditem no que assistem na TV.</figcaption></figure>
<p>Em suma: muitos erros, muita bobagem, muitas mentiras. Alguém deveria voltar pra escola de jornalismo e outros &#8220;doutores&#8221; deveriam pesquisar um pouco mais antes de sair vomitando seus relatórios &#8220;de estudo&#8221; sobre problemas de saúde.</p>
<p><strong>A conclusão: para quem toma metformina, continue o tratamento numa boa. Quem toma incretinas, também. Podem ficar tranqüílos. Ponto.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #efefec; border: 2px solid black; padding: 10px;"><strong><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-5802" alt="carlao monteiro" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/11/carlao-monteiro.png" width="133" height="133" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/11/carlao-monteiro.png 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/11/carlao-monteiro-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 133px) 100vw, 133px" />Carlão Monteiro Diabético</strong> ganhou este último &#8220;sobrenome&#8221; carinhoso há mais de 20 anos, quando descobriu que teria de conviver com o diabetes. Passou a estudar muito sobre a doença, devorando todos os livros e artigos científicos que passavam pela sua frente. Neste tempo, já testou milhares de tratamentos diferentes e ouviu as mais exóticas histórias sobre curas do diabetes. Ele compartilha seu vasto conhecimento com os leitores do Diabeticool nesta coluna especial.</div>
<div style="background-color: #efefec; border: 2px solid black; padding: 10px;">Quer ler mais textos polêmicos do Carlão? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7249">Clique aqui</a>!<strong><br />
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		<title>Como funcionam os medicamentos para o diabetes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2014 20:22:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quer saber tudo sobre os mecanismos de ação dos principais medicamentos antidiabéticos? Então acompanhe este guia completíssimo compilado por Ronaldo Wieselberg! POR RONALDO WIESELBERG Com a aprovação da alogliptina (Nesina) para o mercado brasileiro, pela Anvisa, uma velha questão volta a despertar o interesse de quem tem diabetes: como funcionam os remédios que usamos para &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quer saber tudo sobre os mecanismos de ação dos principais medicamentos antidiabéticos? Então acompanhe este guia completíssimo compilado por Ronaldo Wieselberg!</em><span id="more-7165"></span></p>
<p align="left">
<p><span style="color: #008080;"><strong>POR RONALDO WIESELBERG</strong></span></p>
<p>Com a <a title="Alogliptina, novidade no controle da glicemia, chega à Europa" href="http://www.diabeticool.com/alogliptina-novidade-no-controle-da-glicemia-chega-a-europa/">aprovação da alogliptina</a> (Nesina) para o mercado brasileiro, pela Anvisa, uma velha questão volta a despertar o interesse de quem tem diabetes: <strong>como funcionam os remédios que usamos para controlar o diabetes</strong>? Será que eles são seguros mesmo?</p>
<p>Este artigo, então, vai explicar a você, caro leitor ou cara leitora, um pouquinho sobre eles.</p>
<p>Atualmente, podemos dividir os medicamentos, de maneira geral, em dois grandes grupos: o <span style="color: #003366;"><strong>grupo das insulinas</strong></span> e o <span style="color: #800000;"><strong>grupo das medicações orais</strong></span>. Os medicamentos orais são usados, quase em sua totalidade, por pessoas com diabetes tipo 2 &#8211; em alguns casos raros e específicos, sendo usados por quem tem diabetes tipo 1, como veremos adiante -, enquanto as insulinas são usadas por pessoas tanto com diabetes tipo 1 quanto diabetes tipo 2, e são a terapia indicada para as mulheres que têm diabetes gestacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>INSULINAS</strong></span></p>
<p style="text-align: center;" align="left">
<p>As insulinas são aquelas substâncias injetáveis que diminuem a glicemia. As insulinas que usamos hoje são feitas usando alta tecnologia e engenharia genética, para que seja a mais parecida possível com a insulina humana &#8211; e, em alguns casos, têm alterações estruturais da molécula para que tenham uma ação um pouco diferente.</p>
<p>Antigamente, quando a insulina foi descoberta, a insulina disponível era de boi ou de porco, o que causava reações alérgicas e resistência à ação da insulina. Você pode ver mais sobre a história da insulina clicando <strong><a href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-2-de-uma-decepcao-amorosa/">aqui</a></strong> e <strong><a href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-3-como-usar-a-insulina/">aqui</a></strong>!</p>
<p>Elas funcionam de uma maneira muito interessante. Sendo uma &#8220;cópia&#8221; quase perfeita da insulina endógena, o hormônio natural fabricado pelo pâncreas, ela vai atuar da mesma forma, basicamente sendo a &#8220;chave&#8221; para abrir a porta das células para que a glicose entre na célula.</p>
<p>A grosso modo, a insulina está na circulação sanguínea e se liga a um receptor nas células do corpo. Quando acontece essa ligação, uma molécula especial, que os cientistas chamaram de &#8220;transportador GLUT&#8221;, migra para a superfície da célula, e aí, a glicose entra por meio desse transportador.</p>
<p>O mais importante a se dizer sobre as insulinas é que <strong>elas não são as responsáveis pelas complicações</strong> e, se usadas da maneira certa, não têm efeitos colaterais.</p>
<p>Atualmente, temos cinco tipos de insulina disponíveis no mercado, e quatro deles no Brasil:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>1. INSULINA NPH</strong></em></span></p>
 Este é um exemplo da insulina NPH disponibilizada pelo SUS.
<p>A insulina NPH é a insulina sintética à qual foi adicionada uma outra proteína e zinco para aumentar a duração durante o armazenamento e também aumentar o efeito dela no corpo. A sigla &#8220;NPH&#8221; significa &#8220;<i>Neutral Protamide Hagedorn</i>&#8220;, indicando essas adições. A insulina NPH tem início de sua ação em cerca de uma hora a uma hora e meia depois da aplicação, o pico de ação (ou seja , quando a ação dela é mais efetiva) em cerca de quatro horas, e tem duração máxima de cerca de 12 a 14 horas.</p>
<p>A insulina NPH é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, e é uma das insulinas usadas como o tratamento inicial do diabetes insulinizado &#8211; seja tipo 1 ou tipo 2.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>2. INSULINA REGULAR</strong></em></span></p>
<p>A insulina Regular é a insulina sintética que é a &#8220;cópia&#8221; da insulina endógena, por assim dizer. Ela é que tem a ação mais parecida com a insulina fabricada pelo nosso corpo dentre todos os tipos de insulinas sintéticas. Tem início de sua ação em cerca de 30 minutos após a aplicação, pico de ação em cerca de duas horas, e duração máxima de três a quatro horas.</p>
<p>A insulina regular também é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde, e, juntamente com a NPH, é o tratamento inicial para quem tem diabetes e precisa de insulina. É possível, inclusive, realizar a contagem de carboidratos com a insulina regular, combinada à NPH.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="color: #003366;">3. INSULINAS ULTRALENTAS</span></em></strong></p>
<p>As insulinas ultralentas são análogos de insulina &#8211; ou seja, substâncias que cumprem a mesma função da insulina &#8211; com modificações estruturais nas moléculas para que tenham uma duração aumentada. Por esse motivo, as insulinas glargina (Lantus) e detemir (Levemir) têm duração de mais de 18 horas, chegando a até 24 horas de duração. O início da ação acontece de três a quatro horas depois da aplicação e, curiosamente, por conta dessas modificações moleculares, elas praticamente não têm pico de ação &#8211; a ação delas é praticamente constante.</p>
<p>De acordo com o metabolismo de cada pessoa, a duração pode ser menor, o que faz com que algumas pessoas precisem aplicar a insulina ultralenta duas vezes ao dia. Muitas pessoas fazem uso de insulina NPH duas vezes por dia pelo mesmo motivo: a insulina é degradada &#8211; &#8220;destruída&#8221;, por assim dizer &#8211; no fígado, e aí, precisamos aplicá-la novamente.<br />
As insulinas ultralentas são usadas juntamente com as insulinas regulares e ultrarrápidas para as terapias com contagem de carboidratos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>4. INSULINAS ULTRARÁPIDAS</strong></em></span></p>
<p>Estas são as insulinas mais rápidas disponíveis no mercado. Também são análogos de insulina, porém, a molécula foi alterada de maneira a reduzir o tempo de ação, tornando a insulina mais efetiva a curto prazo. Por esse motivo, as insulinas lispro (Humalog), asparte (NovoRapid) e glulisina (Apidra) têm início de ação em 15 minutos após a aplicação, pico de ação em cerca de uma hora a uma hora e meia, e duração máxima de duas a três horas.</p>
<p>Pela ação extremamente rápida, elas são usadas para &#8220;queimar&#8221; os carboidratos ingeridos nas refeições, a glicose excessiva no sangue &#8211; principalmente em conjunto com as insulinas ultralentas e NPH para a terapia de contagem de carboidratos &#8211; e, inclusive, tratar a <a title="O que é cetoacidose?" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/"><b>cetoacidose diabética</b></a>, uma emergência clínica decorrente do diabetes descontrolado. Além disso, é o tipo de insulina usada nas bombas de insulina, aparelhos que administram microdoses de insulina continuamente.</p>
<figure id="attachment_7170" aria-describedby="caption-attachment-7170" style="width: 541px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7170" alt="grafico picos acao insulina diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/grafico-picos-acao-insulina-diabetes.jpg" width="541" height="264" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/grafico-picos-acao-insulina-diabetes.jpg 541w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/grafico-picos-acao-insulina-diabetes-415x203.jpg 415w" sizes="(max-width: 541px) 100vw, 541px" /><figcaption id="caption-attachment-7170" class="wp-caption-text">Gráfico ilustrando a ação dos tipos de insulina ao longo do tempo.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="color: #003366;">5. INSULINA DEGLUDEC</span></em></strong></p>
<p>A insulina degludec (Tresiba) foi um lançamento da Novo Nordisk no último Congresso Mundial de Diabetes, no fim de 2013. Também é um análogo de insulina, cuja estrutura foi modificada para aumentar o tempo de duração e ainda teve zinco adicionado. Ela tem um funcionamento muito parecido com as insulinas ultralentas, porém, a grande diferença é o seu tempo de duração máxima, que pode chegar a quarenta horas, sem pico de ação.</p>
<p>A ideia é que isso flexibilizaria os horários para a aplicação de insulina durante a terapia de contagem de carboidratos, em combinação com as insulinas ultrarrápidas ou regulares. Ainda não está disponível no mercado brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>MEDICAÇÕES ORAIS</strong></span></p>
<p>As medicações orais são usadas em sua maioria por quem tem diabetes tipo 2 ou tipo MODY, que é um tipo raro de diabetes associado a causas genéticas. Em alguns casos de diabetes tipo 1 com resistência à insulina, também são associados alguns medicamentos orais, porém, os casos são bem raros, uma vez que o aumento da dose de insulina já resolveria o problema da resistência &#8211; assim, em vez de uma aplicação e um comprimido, a pessoa só tem a aplicação.<br />
Os medicamentos orais podem ser divididos nas seguintes classes: biguanidas, sulfonilureias, inibidores da dipeptil-peptidase-4 , análogos das incretinas e tiazolidinedionas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><em>1. BIGUANIDAS</em></span></strong></p>
<p>As biguanidas são os medicamentos orais mais utilizados para o controle do diabetes. O maior representante dessa classe é a metformina, <a href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-4-o-seculo-xx-veio-com-tudo/">que foi descoberta no século XX</a> e hoje tem seu mecanismo de ação bem conhecido.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignleft" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/05/metformina-diabetes-cancer.jpg" width="217" height="204" />A metformina auxilia no controle da glicemia ao diminuir a produção de glicose no fígado &#8211; um órgão que aumenta a glicemia sob a ação de diversos hormônios do corpo -, aumentar a sensibilidade das células à ação da insulina &#8211; e aqui é que ele pode ser usado em alguns casos específicos de diabetes tipo 1, que são a exceção dentre as exceções -, fazendo com que a insulina aja de maneira mais eficaz, e diminuindo a absorção de glicose no trato gastrointestinal &#8211; e esse é o motivo principal de ser tomado no horário das refeições.</p>
<p>Essa diminuição da absorção da glicose no trato digestório é o que pode causar um dos principais efeitos adversos da metformina, a diarreia. O excesso de glicose não absorvida nos intestinos faz com que aumente a quantidade de água nas fezes, que também não é absorvida, causando a diarreia &#8211; e, pela ação da flora intestinal nesse excesso de glicose, também surgem os gases, desconforto abdominal, e a imensa maioria dos efeitos adversos. Uma alimentação rica em fibras &#8211; ou seja, frutas e hortaliças &#8211; ajuda a diminuir os efeitos adversos.</p>
<p>Curiosamente, pelo mecanismo de ação da metformina, as chances de hipoglicemia são bem menores do que com qualquer outra medicação &#8211; tanto que ela é chamada de &#8220;euglicemiante&#8221;, e não de &#8220;hipoglicemiante&#8221; por algumas fontes de consulta.</p>
<p>A metformina é a primeira escolha de medicação para pacientes com diabetes tipo 2, e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>2. SULFONILUREIAS</strong></em></span></p>
<p>As sulfonilureias são medicamentos que, a grosso modo, estimulam a produção de insulina por parte das células beta do pâncreas. Como as pessoas que têm diabetes tipo 1 não conseguem produzir insulina, o efeito desses medicamentos é praticamente zero.</p>
<p>O mecanismo de ação é, primariamente, o estimulo à secreção de insulina e, secundariamente, a sensibilização dos receptores de insulina das células e diminuição da produção de glicose por parte do fígado.</p>
<p>Normalmente, eles são usados como a segunda escolha de medicação para pacientes com diabetes tipo 2. O grande problema é o uso indiscriminado, ou pior, a automedicação com as sulfonilureias &#8211; já que o paciente com diabetes tipo 2 já tem uma pré-disposição ao esgotamento das células beta, ou seja, com o passar do tempo, quem tem diabetes tipo 2 acaba deixando de produzir insulina, e vai precisar das aplicações de insulina &#8211; porque eles acabam acelerando o esgotamento da produção de insulina, de acordo com alguns estudos recentes.</p>
<p>Os medicamentos mais utilizados dentro dessa classe são a glibenclamida, glimepirida, tolbutamida e clopropamida, e podem, inclusive, ser combinados com a metformina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><em>3. INIBIDORES DA DIPEPTIL-PEPTIDASE-4 (DPP-4)</em></span></strong></p>
<p>Os inibidores da dipeptil-peptidase-4 (DPP-4) são substâncias que lidam com um conceito muito comum no corpo humano. Em geral, os hormônios do corpo são autorregulados, ou seja, a mesma célula que os secreta percebe a concentração elevada deles no sangue e para de lançar a substância no sangue, ou são regulados por outros hormônios, ou seja, uma substância faz com que a célula que secreta uma outra substância pare de lançar essa outra substância na corrente sanguínea.</p>
<p>Parece confuso, mas é algo bem fácil.</p>
<p>No caso, para explicar o mecanismo de ação desse medicamento, precisamos explicar parte da função hormonal que ocorre durante a digestão.</p>
<p>Quando temos o alimento no intestino, alguns hormônios chamados <i>incretinas</i> são lançados na corrente sanguínea. Esses hormônios vão estimular a síntese e secreção de insulina por parte das células beta do pâncreas, além de inibir a secreção de glucagon por parte das células alfa do pâncreas &#8211; bem parecido com a função das sulfonilureias, percebeu?</p>
<p>As incretinas são reguladas por uma substância chamada <i>dipeptil-peptidase-4 (DPP-4)</i>, que faz com que não haja estímulo ou inibição da insulina ou do glucagon, respectivamente &#8211; explicando de maneira simples, aperta o botão &#8220;liga-desliga&#8221; das incretinas.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignleft" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/11/remedio-trayenta-para-diabetes.jpg" width="222" height="296" />Bem, e aqui, entram os inibidores da DPP-4. Por inibirem a ação dessa substância, eles favorecem a ação das incretinas, que por sua vez, aumentam a secreção da insulina. Dessa forma, essa classe de medicamentos estimula a secreção de insulina de maneira indireta.</p>
<p>Por funcionarem baseados na secreção de insulina, fica claro que esses medicamentos pertencem a uma classe que não pode ser usada por pessoas com diabetes tipo 1. Os inibidores da DPP-4 disponíveis no mercado são a alogliptina (Nesina), a sitagliptina (Januvia), saxagliptina (Onglyza) e linagliptina (<strong>Trayenta</strong>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>4. ANÁLOGOS DAS INCRETINAS &#8211; OU &#8220;AGONISTAS DO GLUCAGON-LIKE PEPTÍDEO-1&#8221;</strong></em></span></p>
<p>Os nomes ficam cada vez mais estranhos, e precisamos ir cada vez mais fundo na fisiologia humana para entender esses medicamentos.</p>
<p>Como explicado anteriormente, as incretinas estimulam a síntese e secreção de insulina, além de diminuírem a secreção de glucagon. Uma das principais incretinas é chamada de <i>Glucagon-like peptídeo-1</i>, ou GLP-1. Essa incretina, além de cumprir a função de estimular a secreção da insulina, também atua diminuindo a velocidade do esvaziamento do estômago &#8211; causando uma maior sensação de saciedade, e por um tempo mais longo.</p>
<p>Assim sendo, essa classe de medicamentos atua ao &#8220;imitar&#8221; a ação do GLP-1. Alguns dos efeitos colaterais dos medicamentos são a náusea e vômitos, decorrentes do fato de o esvaziamento do estômago demorar mais.</p>
<p>Outro efeito que também pode acontecer é a perda de peso, uma vez que a pessoa sentirá menos fome pelo estômago ficar cheio por mais tempo. Isso faz com que pessoas que não precisem dos medicamentos para o controle do diabetes o utilizem para emagrecer. Essa é a chamada <i>prescrição off-label</i>, que é de inteira responsabilidade do médico que a fez.</p>
<p>Os agonistas da GLP-1 disponíveis no mercado brasileiro, atualmente, são a liraglutida (Victoza) e a exenatida (Byetta).</p>
 O Byetta é um exemplo de análogo de incretina encontrado no Brasil.
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>5. TIAZOLIDINEDIONAS</strong></em></span></p>
<p>Essa classe de medicamentos de nomes ainda mais esquisitos – e vai ficar pior! – atua ao aumentar a sensibilidade das células à ação da insulina. A ação é bem parecida com a da metformina, porém, sem os efeitos colaterais de diarreia, gases, etc.</p>
<p>O ponto negativo é que, em algumas pessoas, pode causar inchaços nos membros, dores de cabeça e ganho de peso. Hoje, temos disponível no mercado a pioglitazona e a rosiglitazona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>6. OUTROS</strong></em></span></p>
<p>Existem outros medicamentos orais para o controle do diabetes, como os amilinomiméticos, substâncias que imitam a ação do polipeptídeo pancreático, que diminui o esvaziamento do estômago, diminui a ação do glucagon e regula o apetite; inibidores da enzima alfa-glucosidade, que impedem a digestão total dos carboidratos – e portanto, a quantidade de glicose disponível nos intestinos para absorção é menor; os derivados das meglitinidas, que também aumentam a secreção de insulina; e os inibidores do SGLT-2, um transportador de glicose nos rins, que faz com que a glicemia abaixa ao desprezar glicose pela urina.</p>
<p>Estes medicamentos, porém, são praticamente inexistentes no mercado brasileiro, seja por não terem sido aprovados pela Anvisa ou por não serem comuns no Brasil. Porém, eles existem, e têm a função de controle glicêmico.<br />
Muitos desses medicamentos surgiram de fontes naturais, e foram exaustivamente estudados até que soubéssemos como agiam e os efeitos colaterais que poderiam trazer. Por exemplo, a metformina foi descoberta na planta chamada lilás francês e o Byetta foi descoberto na saliva de um lagarto.</p>
<p>Assim, quando médico prescreve quaisquer dessas medicações, ele já leva em conta os efeitos colaterais e, principalmente, os efeitos benéficos para quem vai usar. Por esse motivo, usando os remédios conforme a prescrição médica e seguindo as orientações do educador físico e da nutricionista, <strong>o tratamento terá todas as chances de dar certo</strong>.</p>
<p><strong>Até a próxima!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #b8d4e2; border: 2px solid; border-color: #6E7F88; padding: 10px;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="background-color: #dbe9f0; border: 2px solid; border-color: #6E7F88; padding: 10px;"><strong>+ <span style="color: #008080;">Quer ler todos os</span> <span style="color: #008080;">textos de Ronaldo Wieselberg</span>? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">CLIQUE AQUI</a>!</strong></div>
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		<title>Leia aqui a matéria de capa da IstoÉ sobre o diabetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Mar 2014 19:15:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[bombas de insulina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma vida melhor para os diabéticos &#8211; isso será possível graças às novidades que acabam de chegar ao Brasil &#8211; e às que estão por vir. Entre elas estão remédios que controlam a glicemia, emagrecem e ajudam a baixar a pressão arterial e uma insulina com efeito de até 40 horas. Um robusto conjunto de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma vida melhor para os diabéticos &#8211; isso será possível graças às novidades que acabam de chegar ao Brasil &#8211; e às que estão por vir. Entre elas estão remédios que controlam a glicemia, emagrecem e ajudam a baixar a pressão arterial e uma insulina com efeito de até 40 horas.</em><span id="more-7125"></span></p>
<p>Um robusto conjunto de novidades que começam a chegar ao Brasil irá mudar para muito melhor a vida dos 12 milhões de diabéticos do País. Entre elas estão remédios que controlam a doença, <a title="Games ‘ativos’ ajudam a controlar diabetes, diz estudo" href="http://www.diabeticool.com/games-ativos-ajudam-a-controlar-diabetes-diz-estudo/">ajudam a perder peso</a> e ainda contribuem para baixar a pressão arterial, a primeira insulina com ação de até 40 horas e aparelhos que permitem acompanhar a evolução da enfermidade com maior precisão. Somados aos outros avanços que estão por vir, esses recursos representam a maior virada até agora na luta contra a doença. “Estamos vivendo uma era de ouro em relação ao tratamento da diabetes”, afirma o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. “E o panorama do futuro também é bastante promissor”, acredita.</p>
<p>A diabetes é uma doença crônica que se tornou um dos maiores problemas de saúde pública mundial. Caracterizada pelo excesso de glicose na corrente sanguínea, a enfermidade traz prejuízos terríveis quando não controlada. Está, por exemplo, diretamente associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral, e figura como uma das principais causas de cegueira no mundo. Por isso, a urgência em se encontrar maneiras mais eficazes de combatê-la, antes que seja tarde demais.</p>
<p>Felizmente, algumas dessas estratégias começaram a desembarcar no País nas últimas semanas. Na segunda-feira 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou para comercialização no Brasil a primeira insulina com efeito de até 40 horas. Trata-se da Tresiba (degludeca), fabricada pelo laboratório Novo Nordisk. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose que está circulando no sangue. Quando há algum problema na sua fabricação ou no seu funcionamento, há o acúmulo de açúcar na corrente sanguínea que tanto estraga o organismo. Os portadores do tipo 1 da doença não conseguem fabricar insulina, já que as células que a produzem são destruídas pelo próprio corpo. Por essa razão, são obrigados a recorrer a uma solução externa: injeções diárias de insulina – às vezes mais de uma – para conseguir manter o nível adequado de glicose.</p>
<p>Até hoje, o tempo mais longo de efeito de uma insulina injetável era de 24 horas. Ou seja, o paciente não podia ficar mais de um dia sem reaplicar o remédio, sob risco de sofrer novamente com o excesso de açúcar no sangue. Com a Tresiba, ganha um tempo extra de janela, caso seja necessário. “Recomendamos que os pacientes tomem uma dose por dia, mas os benefícios da insulina se mantêm por até 40 horas”, explica a endocrinologista Mariana Narbot, gerente médica do Novo Nordisk no Brasil. Isso significa que o diabético terá maior flexibilidade para os intervalos entre as aplicações. Se tomou uma dose às dez da manhã de um dia, não precisará injetar a próxima dose impreterivelmente às dez da manhã do dia seguinte. “Ele ficará com uma melhor qualidade de vida”, diz Mariana.</p>
<p>Espera-se também para os próximos meses a entrada no mercado das duas primeiras medicações que atuam nos rins – o Forxiga, do Laboratório AstraZeneca, e o Invokana, da Janssen. Os órgãos têm papel importante para o equilíbrio das taxas de glicose no sangue, ao permitirem a reabsorção de parte do açúcar por eles filtrada. A nova classe de drogas – de uso oral – impede justamente esse processo. O resultado é que o açúcar é eliminado pela urina, assim como o sódio. “Há uma queda importante na concentração de glicose”, explica o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.</p>
<p>Na conta final, o paciente acaba com a <a title="Após descobrir diabetes, natalense muda estilo de vida e perde 21 kg" href="http://www.diabeticool.com/apos-descobrir-diabetes-natalense-muda-estilo-de-vida-e-perde-21-kg/">glicemia controlada</a> e ainda pode sofrer perda de peso e queda na pressão arterial. Em estudos realizados com o Forxiga, por exemplo, a média de perda de peso, após um ano de uso, foi de três a quatro quilos. E houve diminuição de cinco milímetros de mercúrio na pressão arterial sistólica (máxima). Por exemplo, um indivíduo cuja pressão era de 150 mmHg x 80 mmHg pode ter experimentado uma diminuição para 145 mmHg x 80 mmHg. “São vantagens importantíssimas em se tratando de diabéticos, já que a combinação da doença com obesidade e hipertensão arterial é algo perigoso, elevando brutalmente o risco para doenças cardiovasculares”, diz o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O efeito colateral mais importante observado foi infecção genital causada por fungos (a eliminação de muito açúcar pela urina muda a flora bacteriana da região, deixando a área mais propensa à ­proliferação desses micro-organismos). O Laboratório Pfizer também está desenvolvendo uma droga do gênero (ertugliflozin), sob análise em estudo clínico.</p>
<p>Essas medicações reforçam um arsenal já encorpado depois da chegada de remédios que atuam sobre as <a title="Gordura gera “caos” no corpo humano" href="http://www.diabeticool.com/gordura-gera-caos-no-corpo-humano/">incretinas</a>, hormônios produzidos pelo intestino e que desempenham papel importante para o equilíbrio dos níveis glicêmicos. “Eles são muito eficientes”, assegura a endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo. A médica Sophia Caldas, 27 anos, faz uso do remédio e está conseguindo controlar a doença. “Também parei de comer pão, macarrão e doce. E meço a glicose todos os dias”, conta.</p>
<p>O monitoramento da doença será outro aspecto ainda mais facilitado. Deve chegar nos próximos meses ao Brasil uma nova geração de monitores de glicemia. Fabricado pela Sanofi Diabetes em parceria com a Agamatrix, o IBGStar &#x2122; é capaz, por exemplo, de medir as taxas de açúcar, enviar as informações para iPhone ou iPod Touch e compartilhar os dados com médicos e familiares. O paciente pode criar uma espécie de diário digital da evolução do tratamento, armazenando informações sobre as oscilações nos níveis glicêmicos, entre outras.</p>
<p>Para aqueles que usam <a title="Nova bomba de insulina da Cellnovo: um show de tecnologia" href="http://www.diabeticool.com/nova-bomba-de-insulina-da-cellnovo-um-show-de-tecnologia/">bombas de insulina</a> (infundem o hormônio), a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. É o mais moderno do gênero. Seu diferencial é sua capacidade de interromper o fornecimento de insulina caso os níveis de açúcar no sangue atinjam patamares perigosamente baixos. Trata-se de uma medida de segurança, para evitar que o indivíduo continue a receber insulina mesmo quando não for necessário, correndo o risco de sofrer uma crise de hipoglicemia (falta de glicose na corrente sanguínea). O aparelho acabou de receber autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil.</p>
<p>Na Universidade de São Paulo, prossegue uma experiência usando células-tronco para tratar o tipo 1 da enfermidade. O raciocínio é simples. Como esse gênero da doença é causado pelo ataque do sistema de defesa do corpo às células fabricantes de insulina, a ideia é criar um novo sistema imunológico, desta vez sem o defeito que o leva a atacar o próprio organismo. Para isso, primeiro células-tronco são extraídas da medula óssea dos pacientes – é na medula óssea que são fabricadas as células do sistema imunológico. Essas células-tronco, com potencial para dar origem a novas células de defesa, são preservadas. Em seguida, o paciente é submetido a uma quimioterapia intensa, destinada a destruir toda a medula ­defeituosa. Depois, as células-tronco que haviam sido guardadas são reinjetadas, formando uma nova medula óssea. Até agora, 25 diabéticos foram submetidos ao procedimento. Três estão livres da dependência de insulina.</p>
<p>O estudante de medicina Renato Fernandes Silveira, 25 anos, de São Paulo, não toma mais o remédio há nove anos. “Levo uma vida normal”, conta. “Controlo a ingestão de carboidratos e me exercito. Nunca mais usei insulina.” Neste momento, os pesquisadores se dedicam a entender por que participantes que também haviam interrompido o uso do hormônio foram obrigados a voltar a injetá-lo. “Quatro pacientes já integram essa nova pesquisa. O estudo será realizado em colaboração com cientistas americanos e franceses”, informa o endocrinologista Carlos ­Eduardo Couri, coordenador da Equipe de Transplante de Células-Tronco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto (SP).</p>
<p>Uma ajuda extra está disponível para diabéticos que necessitem da colocação de stent (dispositivo que desobstrui as artérias coronarianas, que irrigam o coração). Um desses stents, fabricado pela Medtronic, recebeu indicação para ser usado por portadores da doença. Normalmente, eles apresentam vasos sanguíneos com calibre reduzido, tortuosos, calcificados. E esse stent é mais fácil de ser colocado nessas condições. Dessa maneira, a artéria é menos agredida durante a colocação do dispositivo. Isso reduz a possibilidade de ocorrer hiperproliferação das células que revestem o vaso, processo que pode levar a uma reobstrução do local. “Avaliações bem documentadas fundamentaram a liberação e a indicação para que esses stents sejam usados em diabéticos”, afirma o médico Décio Salvadori, chefe de equipe do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O advogado paulistano Nicola Abisati teve um desses stents implantados. Está recuperado e já voltou à rotina de trabalho.</p>
<p>O futuro também promete boas estratégias. Nos laboratórios ao redor do mundo estão sendo desenvolvidos diversos recursos promissores. Um deles é o chamado <a title="Já conhece o pâncreas artificial?" href="http://www.diabeticool.com/ja-conhece-o-pancreas-artificial/">pâncreas artificial</a>. Em linhas gerais, é um sistema bem parecido com os aparelhos de infusão de insulina disponíveis atualmente. Mas o pâncreas artificial seria implantado no abdome, ao contrário das bombas de insulina. Ele também é dotado de um esquema inteligente de medição de glicemia e interrompimento do fornecimento de insulina quando necessário. Na Inglaterra, o grupo de Joan Taylor, da De Montfort University, está testando um equipamento do gênero. “Ele poderá ajudar principalmente os pacientes com o tipo 1 da doença”, disse a pesquisadora à ISTOÉ.</p>
<p>Uma estratégia igualmente interessante em estudo são as vacinas contra o tipo 1 da enfermidade. Há duas linhas de trabalho. A primeira é a adotada pelos cientistas da Universidade de Standford, nos Estados Unidos. Eles já testaram em 80 pacientes um imunizante que impediu o ataque de um tipo de célula do sistema de defesa às células fabricantes de insulina. “Agora vamos expandir os testes, desta vez com 200 indivíduos”, disse à ISTOÉ Lawrence Steinman, coordenador do trabalho. A segunda aposta vem sendo pesquisada na Universidade de Tampere, na Finlândia. Lá, os pesquisadores querem criar uma vacina contra vírus (enterovírus) associados ao desencadeamento da enfermidade, de acordo com estudos. Um protótipo de imunizante já foi testado em cobaias. “Sabemos que foi efetivo em ratos”, disse o pesquisador Heikki Hyöty, líder da experiência.</p>
<p>Em outra linha de frente estão os pesquisadores que procuram maneiras mais eficazes de prevenir a doença, especialmente o tipo 2. Estudos recentes apontaram, por exemplo, indivíduos com mais risco para a enfermidade. O trabalho executado na Universidade de Groningen, na Noruega, identificou que pessoas com depressão e distúrbios de compulsão alimentar estão nesse grupo. “Os médicos devem ficar atentos a isso”, disse à ISTOÉ Peter de Jonge, coordenador do trabalho. Já os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (Eua) concluíram que também estão sob maior ameaça bebês prematuros. Isso acontece porque, na infância, eles tendem a produzir muita insulina. Depois, na idade adulta, as células podem desenvolver resistência à atuação do hormônio, desencadeando a diabetes tipo 2.</p>
<p>Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, estão dando uma contribuição igualmente importante nessa seara. Eles verificaram que um teste já disponível, o HbA1c, também serve para indicar a chance de uma pessoa desenvolver o tipo 2 da enfermidade entre os cinco e oito anos seguintes. Hoje, o exame é usado para dar uma medida das oscilações de glicemia em períodos prolongados. Por isso, é considerado um dos melhores indicadores de como a doença está sendo manejada. “Mas descobrimos que ele também aponta o risco futuro de ter o problema”, informou à ISTOÉ Nataly Lerner, responsável pela pesquisa. “Ele é indicado principalmente para pessoas com sobrepeso, sedentárias ou com pressão arterial elevada.”</p>
<p><strong>Fonte: <span class="removed_link" title="http://www.istoe.com.br/reportagens/349185_UMA+VIDA+MELHOR+PARA+OS+DIABETICOS?pathImagens=&amp;path=&amp;actualArea=internalPage">Revista IstoÉ</span></strong></p>
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