Alogliptina, novidade no controle da glicemia, chega à Europa

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Medicamento para diabetes tipo 2 já está à venda nos EUA e Europa, podendo chegar em breve ao Brasil.

Uma nova categoria de medicamentos orais antidiabéticos está à venda na Europa a partir desta semana. Os remédios são baseados no princípio ativo alogliptina, um inibidor DPP-4. A novidade deverá ser utilizada juntamente a outros tratamentos para o diabetes tipo 2 e é voltada às pessoas que já utilizam insulina e outros medicamentos para diminuir a glicemia, porém sem conseguir controlar corretamente as taxas de açúcar no sangue.

A alogliptina é comercializada na Europa sob o nome Vipidia. O princípio ativo já havia sido aprovado no início do ano passado nos EUA, onde é vendido com os nomes comerciais de Nesina, Oseni e Kazano.

kazano nesina oseni diabetes

Os três medicamentos acima são derivados da alogliptina e já estão à venda nos EUA.

Mesmo após a aprovação norte-americana, havia dúvidas quanto à eficácia da alogliptina na redução da glicemia. Além disso, não se tinha certeza quanto aos efeitos colaterais induzidos nos pacientes. O principal medo era de que ela fosse negativa à saúde do coração, uma vez que as doenças cardiovasculares são o principal motivo de falecimentos decorrentes do diabetes tipo 2.

O aval positivo dos órgãos regulatórios europeus só veio após a conclusão de um estudo de 40 meses realizado pela farmacêutica Takeda, fabricante da alogliptina. Nele, diabéticos tipo 2 com alto risco de doenças cardiovasculares testaram diferentes doses do novo medicamento. A conclusão é que a alogliptina é segura para uso, não tendo aumentado os episódios de problemas cardíacos nos voluntários.

A aprovação européia, somada à norte-americana, aumenta as possibilidades de que o medicamento chegue logo ao Brasil. Hoje, há cerca de 12 milhões de diabéticos no país, a maior parte deles diabéticos tipo 2 e que poderiam se beneficiar da novidade farmacêutica.

 

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