Tufão nas Filipinas – diabéticos no país passam por apuros

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A tragédia ambiental que atingiu as Filipinas na semana passada gera caos na infraestrutura do país – e quem precisa de insulina está desesperado.

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Filipinos – muitos deles doentes – esperam para fugir do país.

No final da semana passada, um tufão de altíssima intensidade chegou às Filipinas, trazendo caos e muita destruição ao país. As Nações Unidas dizem que o tufão Haiyan afetou mais de 11 milhões de filipinos, desalojando 600 mil pessoas. O número de mortos confirmados já passa dos 2.500.

Entre os sobreviventes, o medo impera. Sem casa, sem amigos ou parentes e sem receber cuidados médicos básicos, muitos se desesperam. Quem tem condições está se alojando no aeroporto de Tacloban, onde dois aviões das Forças Aéreas filipinas evacuam quem está com a saúde mais debilitada, especialmente bebês e idosos. A comunidade internacional tenta ajudar, enviando mantimentos e soldados, porém a logística do país é complicada. Não há muitos aeroportos em boas condições de receber doações aéreas e falta combustível no país para transportes por terra. De acordo com um representante do governo fiipino, apenas um terço das 45.000 famílias vítimas do tufão conseguiram receber ajuda.

No meio deste caos, ser diabético não está sendo fácil. Além da ausência de médicos e de infraestrutura básica, falta até mesmo energia elétrica para manter a insulina refrigerada. Encontrar tirar de medição da glicemia, então, é quase impossível. No aeroporto de Tacloban, deitada, tremendo, em uma maca no meio da pista de pouso estava uma das vítimas da tragédia.

“Eu estava suplicando para os soldados. Eu estava ajoelhada e implorando porque eu tenho diabetes”, disse a senhora de 40 anos, chamada Cordial. “Eles [os soldados]querem que eu morra nesse aeroporto? Eles tem o coração de pedra”.

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A força liberada pelo tufão foi devastadora.

 

A BOA NOTÍCIA

A boa notícia é que esta situação triste e calamitosa vai acabar logo. Mesmo em meio à tragédia, sempre é tempo de se ter esperança e contar com a caridade do próximo. Diversos países do mundo inteiro não param de enviar alimentos, água, medicamentos e profissionais de saúde para lidar com os problemas causados pelo tufão. Os escombros que impediam a passagem de caminhões com mantimentos pelas estradas do país já foram limpos. O governo filipino tem anunciado que o pior já passou e que o país volta, aos poucos, à normalidade. Em breve, a senhora Cordial certamente receberá todo o tratamento que merece. É o que esperamos nós e toda a comunidade internacional.

 

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