Será que o Byetta será usado para tratar Parkinson?

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Estudo inglês revela que famosos medicamento antidiabético é capaz de melhorar funções cognitivas em pacientes com o mal de Parkinson.

byetta ampola diabetes

Médicos do Hospital de Neurologia e Neurocirurgia de Londres fizeram uma descoberta impressionante e agora estão ansiosos para determinar suas implicações. Em pesquisa publicada na revista científica Journal of Clinical Investigation, o doutor Thomas Foltynie e colegas revelam que o Byetta, super popular medicamento utilizado no mundo todo para controlar o diabetes, pode ser também utilizado como terapêutica para o mal de Parkinson.

A pesquisa durou um ano e acompanhou um grupo de 42 voluntários, todos com o mal de Parkinson. Vinte deles receberam injeções de Byetta, enquanto os demais serviram como controle. Após 12 meses, todos foram testados quanto às suas habilidades cognitivas e motoras, através de um protocolo-padrão para determinar o grau de desenvolvimento do Parkinson.

Dentre os voluntários que não tomaram o remédio antidiabético, este um ano representou uma piora de 2.2% na escala do teste. Os pacientes que tomara o Byetta, por outro lado, mostraram uma melhora de 2.7 pontos no teste.

De acordo com Foltynie, os resultados sugerem fortemente que o princípio ativo do Byetta pode melhorar a função motora em pacientes com o mal de Parkinson. Ele afirmou que as bases foram dadas para que um estudo maior e mais cientificamente rigoroso seja realizado, buscando estudar a eficácia do Byetta no tratamento desta segunda doença.

 

AINDA HÁ DÚVIDAS

Se, por um lado, a equipe que descobriu este efeito secundário do Byetta mostra confiança, por outro sempre há céticos. Claire Bale, representando uma ONG inglesa em prol de quem tem Parkinson, disse que, apesar dos resultados serem animadores, “ainda é muito cedo para se dizer se esta droga é uma rua sem saída ou uma grande descoberta para pessoas com Parkinson.” Ela ainda afirmou que o estudo foi conduzido com um número muito pequeno de pessoas e que não foi utilizado placebo, o que não permite que conclusões muito firmes sejam feitas a partir de seus resultados.

De qualquer maneira, é sempre interessante notar que crescem as evidências de que medicamentos utilizados para controlar o diabetes também possuem implicações positivas no tratamentos de outras doenças diversas – como é o caso do câncer nos ovários e da depressão.

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