Diabetes há mais de 50 anos – qual o segredo da longevidade?

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Pesquisa pretende descobrir o segredo das pessoas que convivem numa boa com o diabetes há 50 anos ou mais, com muita saúde e aproveitando a vida ao máximo !

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Muitas pessoas que foram diagnosticadas cedo com o diabetes passaram a cuidar muito melhor da saúde, e hoje são mais saudáveis do que não-diabéticos!

Uma das maiores provas de que os tratamentos atuais contra o diabetes (especialmente o diabetes tipo 1, que é mais complicado de cuidar) são super eficientes é notar que a expectativa de vida de quem está com a doença cresce a cada ano que passa.

Dá para imaginar que, antes da invenção da insulina, esperava-se que uma criança de 10 anos diagnosticada com diabetes tipo 1 vivesse no máximo mais 3 anos apenas?

Este tipo de situação absurda já virou história antiga há muito tempo, felizmente. A partir de 1922, após a invenção da insulina por Banting, a expectativa de vida de quem tem diabetes só tem crescido. Tanto que, atualmente, o consenso médico é de que, se a glicemia for bem controlada durante toda a vida, as expectativas de vida de um diabético e de um não-diabético são praticamente iguais. E, sim, é possível cuidar bem da glicemia durante várias décadas, através dos mais variados tratamentos disponíveis e da força de vontade da pessoa.

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Ainda assim, nem sempre é fácil encontrar gente que convive com o diabetes tipo 1 há mais de 50 anos. Uma nova pesquisa médica, que começou ano passado a ser conduzida no Canadá, está correndo atrás destes vencedores. Os pesquisadores querem descobri qual é o segredo da longevidade dos diabéticos de longa data. Será que é o bom controle glicêmico? Será que é a alimentação? Ou serão os genes?

POR QUE ANTIGAMENTE MORRIA-SE TÃO CEDO DE DIABETES?

Até poucas décadas atrás, a expectativa de vida de um diabético ainda era consideravelmente menor do que o restante da população. E isto por dois motivos básicos: o primeiro é que era muito mais complicado controlar as taxas de açúcar no sangue, e o segundo é que cuidar das complicações do diabetes também era mais difícil.

Hoje em dia, existem dezenas de tipos diferentes de insulinas, muitas específicas para tratar casos “diferentes” e complicados de controle glicêmico. Além disso, o conhecimento médico aumentou bastante nos últimos tempos. Sabe-se, hoje, muito mais sobre cada uma das complicações possíveis do diabetes, e as equipes médicas são mais bem preparadas para tratá-las.

Outro fator importante de lembrar é que, nos dias de hoje, dá-se muita atenção à prevenção. Nós sabemos o que faz bem e o que faz mal a um diabético, assim como sabemos quais são os fatores de risco para a doença.

A pesquisa é conduzida por cientistas do Hospital Mount Sinai, de Toronto, junto ao Centro Joslin de Diabetes, nos EUA. Através de questionários, os pesquisadores pretendem descobrir detalhes da vida de diabéticos há mais de 50 anos, como uso de insulina (usam seringas, bombas de infusão? etc), a freqüência com que vão ao médico, se alguém da família os ajuda a controlar o diabetes, dentre outros fatores.

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A juventude de hoje pode vestir com orgulho a camisa do diabetes, sabendo que tem tudo para controlar bem a glicemia!

Além disso, haverá um estudo sistemático da genética e da fisiologia de cada um dos participantes.

O objetivo é encontrar motivos pelos quais estas pessoas conseguem conviver tão bem com a doença, evitando boa parte das complicações comuns.

“Isto poderá nos ajudar a entender os motivos pelos quais há gente que controla com sucesso o diabetes há 50 anos, daí poderemos implementá-los como potenciais tratamentos ou estratégias para ajudar os jovens de hoje em dia que estão sendo diagnosticados”, contou a um jornal canadense o líder do estudo, o médico Bruce Perkins.

“[Cuidar bem do diabetes] demanda trabalho. Requer uma vigilância incansável no monitoramento das taxas de açúcar no sangue, na hora de pensar sobre as doses de insulina, de cuidar da própria doença. Mas, definitivamente, é possível fazer isto, e nós temos exemplos maravilhosos de diabéticos que vivem sua vida ao máximo”, disse Bruce.

Assim que saírem os primeiros resultados deste novo e interessante estudo, publicaremos aqui aos leitores do Diabeticool!

 

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