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	<title>Ronaldo Wieselberg | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>LIVE esta sexta! Diabética Tipo Ruim e Diabeticool</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 May 2017 22:39:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Diabética Tipo Ruim]]></category>
		<category><![CDATA[doenças renais]]></category>
		<category><![CDATA[LIVE]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ronaldo Wieselberg é convidado do canal Diabética Tipo Ruim para um live sobre problemas renais! É esta sexta-feira &#8211; veja como participar. Marina &#8211; mais conhecida como &#8216;Diabética Tipo Ruim&#8217;, nome de sua popular página no Facebook! &#8211; convidou Ronaldo Wieselberg, do Diabeticool, para um bate papo ao vivo sobre diabetes e a saúde dos &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ronaldo Wieselberg é convidado do canal Diabética Tipo Ruim para um live sobre problemas renais! É esta sexta-feira &#8211; veja como participar.</em><span id="more-9608"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-9609 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/live-Diabética-Tipo-Ruim-e-Diabeticool.jpg" alt="live Diabética Tipo Ruim e Diabeticool" width="880" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/live-Diabética-Tipo-Ruim-e-Diabeticool.jpg 880w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/live-Diabética-Tipo-Ruim-e-Diabeticool-768x480.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/live-Diabética-Tipo-Ruim-e-Diabeticool-384x240.jpg 384w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /></p>
<p>Marina &#8211; mais conhecida como &#8216;<strong>Diabética Tipo Ruim&#8217;</strong>, nome de sua <a href="https://www.facebook.com/diabeticatiporuim"><strong>popular página no Facebook</strong></a>! &#8211; convidou <a href="http://www.diabeticool.com/todos-os-textos-de-ronaldo-wieselberg/"><strong>Ronaldo Wieselberg</strong></a>, do <strong>Diabeticool</strong>, para um <strong>bate papo ao vivo</strong> sobre diabetes e a saúde dos rins. A conversa é importantíssima; afinal, cerca de 1/3 das pessoas com diabetes desenvolvem algum problema renal ao longo da vida.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-9627" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/facebook-live-icon.jpg" alt="facebook live icon" width="300" height="169" />A live acontece esta sexta-feira, dia 12, às 19h. Você pode participar ativamente da conversa enviando perguntas e comentários, que serão lidos e respondidos ao vivo.</p>
<p>Saiba mais sobre os participantes lendo o perfil logo abaixo! E visite o Facebook do <strong>Diabeticool</strong> e da <strong>Diabética Tipo Ruim</strong> no momento da transmissão para participar e enviar suas perguntas!</p>
<div style="border: 2px solid #008ec8; margin: 20px 40px; padding: 30px;">
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>ANOTE NA AGENDA!</strong></span></h3>
<p><span style="color: #008ec8;"><strong>O QUE</strong></span>: LIVE &#8211; Diabética Tipo Ruim &amp; Diabeticool</p>
<p><span style="color: #008ec8;"><strong>QUANDO</strong></span>: Sexta-feira, 12 de Maio</p>
<p><span style="color: #008ec8;"><strong>POSSO PARTICIPAR?</strong></span> Sim! Envie suas perguntas e comentários; eles serão respondidos ao vivo!</p>
<p><span style="color: #008ec8;"><strong>COMO ACESSAR?</strong></span> Clique nos botões abaixo para visitar nossas páginas no Facebook e acompanhar a transmissão.</p>
</div>
<div style="text-align: center;">[button link=&#8221;https://www.facebook.com/diabeticatiporuim&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;default&#8221;]Facebook &#8211; Diabética Tipo Ruim[/button]
[button link=&#8221;https://www.facebook.com/Diabeticool&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;default&#8221;]Facebook &#8211; Diabeticool[/button]</div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="font_8"><span style="color: #008ec8;"><strong><img loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-9622" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/marina-diabética-tipo-ruim.jpg" alt="marina-diabética tipo ruim" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/marina-diabética-tipo-ruim.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/marina-diabética-tipo-ruim-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" />CONHEÇA A MARINA!</strong></span> Me chamo Marina, tenho 31 anos e sou DM1 desde 2001! Eu escrevo sobre a minha vida diabética na página <a href="https://www.facebook.com/diabeticatiporuim" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-content="https://www.facebook.com/diabeticatiporuim" data-type="external">Diabética Tipo Ruim</a> no Facebook. Tive a ideia de criar essa página em uma madrugada em que eu estava muito brava por ter essa doença. O meu objetivo inicial foi o de criar uma comunicação de apoio para outros diabéticos. Afinal, ninguém fala sobre o quanto é difícil e irritante ter todas as rotinas que a doença nos cobra diariamente e como lidar de uma forma leve com todos os medos e dificuldades ao longo dos anos. Desabafar sobre esses problemas corriqueiros, trocar experiências e informação nos tornam ainda mais fortes e mais unidos. É importante saber que não estamos sozinhos!</p>
<p class="font_8"><span style="color: #008ec8;"><strong><img loading="lazy" class="alignleft size-medium" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" width="166" height="167" />CONHEÇA O RONALDO!</strong></span> <strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong> é estudante de Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Diretor Regional-Eleito do programa de <em>Young Leaders</em> da Federação Internacional de Diabetes na América Latina e tem trabalhos publicados e premiados no Brasil e no exterior. Quando não está falando sobre diabetes, está jogando xadrez ou lutando com espadas.</p>
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		<title>Existe vacina para diabetes tipo 1? Uma conversa sobre anticorpos e diabetes</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2016 16:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[anti-tetraspanina 7]]></category>
		<category><![CDATA[anticorpos]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[tetraspanina 7]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que faz sentido pensar em uma vacina para prevenir o diabetes tipo 1? Ronaldo Wieselberg explica em que ponto a Ciência se encontra neste assunto. Por Ronaldo Wieselberg* Recentemente, em 2016, uma publicação científica mostrou a descoberta de um 5º anticorpo presente no sangue de pessoas com diabetes tipo 1, o anticorpo anti-tetraspanina 7. &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/">Existe vacina para diabetes tipo 1? Uma conversa sobre anticorpos e diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Será que faz sentido pensar em uma vacina para prevenir o diabetes tipo 1? Ronaldo Wieselberg explica em que ponto a Ciência se encontra neste assunto.</em><span id="more-9522"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9533" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança.jpg" alt="vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperanca" width="850" height="532" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança.jpg 850w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança-768x481.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança-383x240.jpg 383w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /></p>
<h5><span style="color: #333333;"><em><strong>Por Ronaldo Wieselberg*</strong></em></span></h5>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>ecentemente, em 2016, uma publicação científica mostrou a descoberta de um 5º anticorpo presente no sangue de pessoas com diabetes tipo 1, o anticorpo <strong><em>anti-tetraspanina 7</em></strong>. Muitas pessoas se encheram de esperança acreditando que, com esta descoberta, o caminho para uma <a href="http://www.diabeticool.com/entenda-tudo-sobre-a-vacina-contra-o-diabetes-tipo-1/"><strong>vacina anti-diabetes estivesse mais curto</strong></a>, mas&#8230; será que é isso mesmo?</p>
<p>Neste texto, vamos relembrar alguns conceitos básicos sobre como funciona o sistema de defesa do corpo e qual é a sua relação com o diabetes. Depois, veremos o que os cientistas têm feito em relação à vacina para DM1. Mas, antes de explicar isso tudo, precisamos lembrar como o diabetes tipo 1 acontece&#8230;</p>
 Vacina contra diabetes tipo 1: uma esperança real?
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>O QUE ESTÁ POR TRÁS DO DIABETES?</strong></span></h2>
<p>Nos três tipos mais comuns de diabetes – o <strong>tipo 1</strong>, o <strong>tipo 2</strong> e o <strong>gestacional</strong> – os processos que ocorrem no corpo são bem diferentes. No tipo 2 e no diabetes gestacional, a resistência das células à ação da insulina e a produção diminuída desse hormônio pelo pâncreas têm papel crucial. Esses efeitos podem ser causados, por vezes, pela obesidade, por vezes por hormônios que a placenta produz.</p>
[pullquote]&#8221;O corpo da pessoa que desenvolve diabetes tipo 1 ataca-se a si próprio&#8221;[/pullquote]
<p>Já no tipo 1, o que acontece é o chamado <em>ataque autoimune</em>. Essa expressão esquisita significa que o corpo da pessoa que desenvolve <strong>diabetes tipo 1</strong> <strong>ataca-se a si próprio</strong>. Pode parecer estranho, mas esse ‘auto-ataque’ acontece em outras doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. É como se uma verdadeira <em>guerra civil</em> tivesse como campo de batalha o organismo da pessoa. No caso do diabetes tipo 1, os <strong>leucócitos</strong> (guarde esse nome! Eles são os “soldados” do corpo) entendem que as células beta do pâncreas, produtoras de insulina, são inimigas&#8230; e que portanto precisam ser destruídas a todo custo!</p>
<blockquote><p><span style="color: #077cc5;"><strong>DIABETES TIPO 1 = O PRÓPRIO CORPO ATACA AS CÉLULAS PRODUTORAS DE INSULINA</strong></span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>UMA GUERRA DENTRO DO CORPO – COMO RECONHECER O INIMIGO?</strong></span></h2>
<p>Alguns dos soldados do nosso sistema imune são altamente especializados, capazes de confeccionar armas super especiais, chamadas de <em>anticorpos</em>. Os anticorpos são armas químicas poderosas e <strong>muito</strong> específicas para cada inimigo. Isto é, cada anticorpo é produzido para atacar apenas um tipo específico de inimigo.</p>
<p>Nosso exército reconhece os inimigos baseado em ‘sinais’ que eles possuem, chamados de “<em>epítopos</em>”. Os epítopos são pedacinhos das células e cada epítopo é exclusivo de alguns tipos de células. Eles servem como <strong>partes de reconhecimento</strong>. São eles os responsáveis pelo corpo saber que nossas células são nossas, por exemplo, e que células invasoras são <em>invasoras</em>!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Nossas Batalhas" width="850" height="638" src="https://www.youtube.com/embed/ahzcg6dy5MM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p><em>Acompanhe neste divertido vídeo, divulgado pela Associação Brasileira de Imunodeficiência, um resumo simples de como funciona nosso sistema imunológico.</em></p></blockquote>
<p>Quando o corpo sofre alguma agressão – por exemplo, adquire alguma doença infecciosa, como uma gripe – libera muitos mensageiros avisando do acontecido. Esses mensageiros seriam como um boletim de ocorrência, no qual o corpo informa aos seus soldados qual é o agressor. E aí, os leucócitos, os soldados do corpo, vão atrás do inimigo. Para facilitar o combate, os linfócitos produzem armas que reconhecem os epítopos do agressor e o matam. Essas armas são os anticorpos que mencionamos anteriormente.</p>
[pullquote]&#8221;De vez em quando (ainda não sabemos o motivo exato!), o corpo produz anticorpos que atacam as próprias células&#8221;.[/pullquote]
<p>Podemos imaginar essa dinâmica da seguinte maneira: imagine que os leucócitos são seguranças de uma festa, que receberam a mensagem de permitir a passagem apenas de quem tivesse o crachá da cor certa – os epítopos seriam esses crachás. Se os nossos soldados observarem uma célula e reconhecem seu crachá, tudo bem, ela pode continuar viva! Mas se eles encontrarem uma célula com o ‘crachá’ da cor errada, partirão para o ataque e barrarão sua entrada!</p>
<p>O único problema é que, de vez em quando (ainda não sabemos o motivo exato!), <strong>o corpo produz anticorpos que atacam as próprias células</strong>. Algumas teorias indicam que epítopos muito parecidos seriam responsáveis por isso – por exemplo, um crachá “azul claro” do agressor e um crachá “azul escuro” das células do corpo seriam passados apenas como “azuis” para os leucócitos e linfócitos –, mas ainda não há explicação exata para o motivo desses ataques.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>ENTENDENDO A NOVIDADE DA TETRASPANINA 7</strong></span></h2>
<p>Até pouco tempo atrás, os cientistas conheciam quatro anticorpos presentes em pessoas que estão com diabetes tipo 1: os anticorpos <em>anti-ilhota</em>, produzidos contra a célula beta produtora de insulina; anticorpos <em>anti-insulina</em>, produzidos contra a molécula de insulina produzida pelo corpo; anticorpos <em>anti-GAD</em>, produzidos contra uma enzima que existe em grande quantidade nas células beta; anticorpos <em>anti-ZnT8</em>, uma molécula presente nas bolsas que “estocam” a insulina dentro das células. Agora, foi descoberto o anticorpo <strong><em>anti-tetraspanina 7</em></strong>, produzido contra uma parte da célula beta. Seria como se os soldados do corpo recebessem a informação de destruir cinco tipos de crachá diferentes, todos eles, de alguma forma, relacionados à insulina.</p>
<figure id="attachment_9524" aria-describedby="caption-attachment-9524" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9524" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes.jpg" alt="segurancas-texto-vacina-para-diabetes" width="800" height="201" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes-415x104.jpg 415w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9524" class="wp-caption-text">Atenção! Não deixem passar ninguém com crachá azul, amarelo, verde, vermelho e branco!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>SABENDO DISSO, COMO FUNCIONARIAM AS VACINAS PARA DIABETES?</strong></span></h2>
[pullquote]&#8221;No sentido clássico, não haveria como criar vacinas para o diabetes tipo 1. Mas&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>No sentido clássico do termo, uma <strong>vacina</strong> seria apresentar ao corpo versões ‘amenizadas’ dos “epítopos” ou “crachás” de agressores diferentes, para que os leucócitos aprendessem a defender o organismo. Porém, lembrando do que vimos acima, você talvez tenha concluído que não há como ensinar o corpo a se defender de uma <em>guerra civil</em>, gerada por epítopos do próprio corpo – e isso está certo. Assim, no sentido clássico, não haveria como criar vacinas para o diabetes tipo 1.</p>
<p>Mas&#8230; uma vez que os anticorpos (as ‘armas’ do nosso sistema de defesa que destroem os invasores) são feitas contra estas partes específicas das células, será que não haveria como bloquear essa produção? Isto é, se as células beta são destruídas pelos anticorpos, seria possível diminuir a atividade dos soldados que produzem as armas e, assim, mantê-las vivas? Ou então fazer com que os soldados não reconheçam os crachás das nossas células saudáveis, e então não produzam anticorpos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>ESTRATÉGIAS PARA UMA VACINA</strong><strong> </strong></span></h2>
<p><a href="http://www.diabeticool.com/posso-tomar-remedios-que-contem-acucar-e-meu-diabetes-como-fica/">O uso de <strong>corticoides</strong></a> – as substâncias mais comuns para diminuir a atividade dos leucócitos – foi tentado no passado em casos de diabetes tipo 1. Porém, se por um lado eles aumentam a glicemia, por outro também favorecem a liberação de mais insulina. Assim, ao tentar “diminuir a atividade” dos soldados, os corticoides aumentam a fúria do ataque ao liberar mais “crachás” reconhecidos como sendo de invasores!</p>
<p>O uso de outros imunossupressores traria, além de efeitos adversos como o visto acima, uma baixa total das defesas do corpo. Com isso, outros invasores – dessa vez estamos falando de invasores verdadeiros, como bactérias e vírus potencialmente mortais! – poderiam invadir o organismo sem resistência alguma.</p>
<figure id="attachment_9525" aria-describedby="caption-attachment-9525" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9525" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/criança-e-travesseiro-texto-vacina-diabetes.jpg" alt="crianca-e-travesseiro-texto-vacina-diabetes" width="400" height="237" /><figcaption id="caption-attachment-9525" class="wp-caption-text">Espero que não me encontrem aqui embaixo&#8230;!</figcaption></figure>
<p>Já “esconder os crachás” é uma idéia interessante. Recentemente, quando se falava da vacina contra o vírus zika, falou-se em “bloquear” a parte da célula que o vírus utilizava para invadir o organismo, e assim, impedir que ele se desenvolvesse e se multiplicasse. Isso seria como “esconder” do organismo – ou do vírus – o crachá.</p>
<p>Se não há crachá para ser visto, os soldados passarão batidos – por não verem um “crachá” invasor, não reconheceriam a célula como alvo, e não a destruiriam. O único porém é que muitas dessas substâncias de reconhecimento são utilizadas para outras funções&#8230;</p>
[pullquote]&#8221;O diabetes tipo 1 é responsável por cerca de 10% dos casos totais de diabetes na população. Ainda que todos fossem curados, ainda restariam 90% dos casos, compostos quase que em sua totalidade por diabetes tipo 2, que <strong>não tem relação com autoimunidade</strong>. Mas ele pode ser prevenido&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>Por exemplo, se bloquearmos todos os cinco possíveis anticorpos, a enzima GAD deixaria de funcionar – uma vez que ela estaria “escondida” e “bloqueada”. A insulina também deixaria de funcionar (já pensou?), o que seria um prejuízo terrível para o organismo. Lá no pâncreas, as bolsas que estocam insulina não seriam abertas, e as ilhotas deixariam, virtualmente, de existir no organismo, uma vez que seu “crachá” nunca mais seria visto. E sabendo que a produção de insulina em quem tem diabetes é reduzida ou inexistente, o custo para impedir o desenvolvimento do diabetes tipo 1 seria&#8230;</p>
<p>&#8230;desenvolver o diabetes tipo 1 com o uso da vacina!</p>
<p>Paradoxal. E ainda que funcionasse, o diabetes tipo 1 é responsável por cerca de 10% dos casos totais de diabetes na população. Ainda que todos fossem curados, ainda restariam 90% dos casos, compostos quase que em sua totalidade por diabetes tipo 2, que <strong>não tem relação com autoimunidade</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>PREVENÇÃO AINDA É O MELHOR REMÉDIO</strong></span></h2>
<p>Mais complicado ainda é perceber que as vacinas não restaurariam a produção de insulina de quem já tem diabetes tipo 1. Apenas preveniria o surgimento de novos casos, isso se não desenvolvesse diabetes por outros mecanismos&#8230;</p>
<p>&#8230;e tristemente, não preveniria o aparecimento de diabetes tipo 2 ou gestacional no futuro.</p>
<figure id="attachment_8900" aria-describedby="caption-attachment-8900" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8900" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos.jpg" alt="habitos saudaveis praticar esportes com os amigos" width="800" height="477" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos-403x240.jpg 403w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-8900" class="wp-caption-text">O diabetes tipo 2 é o único tipo que pode ser prevenido. Levar uma vida mais ativa é um dos principais fatores que &#8216;fortalecem&#8217; o corpo contra o desenvolvimento da doença.</figcaption></figure>
<p>Atualmente, <strong>existe apenas um tipo de diabetes que pode ser prevenido</strong>, e esse é o diabetes tipo 2. Tristemente, ele ainda é o tipo existente em maior quantidade e em franco crescimento na população mundial.</p>
<p>Práticas como alimentação saudável e equilibrada e exercício físico regular são as maneiras que temos para prevenir o diabetes tipo 2. Estes hábitos – como se não bastasse! – ainda controlam o peso, diminuem a chance de eventos cardiovasculares e de hipertensão, além de serem muito mais divertidos! Por que esperar uma vacina tão restrita, se podemos fazer muito mais com menos?</p>
<p><span style="color: #077cc5;"><strong>A prevenção depende de nós mesmos, a cada dia. Não de uma vacina milagrosa.</strong></span></p>
<p>Até a próxima!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #1b478e; padding: 10px; background-color: #55acee;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #ffffff;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</span></div>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/?p=7247&#8243; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Quer ler todos os textos do Ronaldo Wieselberg? Clique aqui![/button]
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/">Existe vacina para diabetes tipo 1? Uma conversa sobre anticorpos e diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>I Want to Break Free – Testamos o FreeStyle Libre!</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/i-want-to-break-free-testamos-o-freestyle-libre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2016 17:08:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[Abbott]]></category>
		<category><![CDATA[FreeStyle Libre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ronaldo testou, durante as últimas semanas, o FreeStyle Libre, monitor contínuo de glicemia que promete acabar com as picadas. Quais foram os prós e os contras? Por Ronaldo Wieselberg &#160; Bem vindos de volta, querido leitor, querida leitora! Estavam com saudades? Eu estava!!! Os leitores do Diabeticool já devem ter lido muito sobre o FreeStyle &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ronaldo testou, durante as últimas semanas, o FreeStyle Libre, monitor contínuo de glicemia que promete acabar com as picadas. Quais foram os prós e os contras?</em><br />
<span id="more-9323"></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><em>Por Ronaldo Wieselberg</em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >B</span>em vindos de volta, querido leitor, querida leitora! Estavam com saudades? Eu estava!!!</p>
<p>Os leitores do <span style="color: #008dc8;"><strong>Diabeticool</strong> </span>já devem ter lido muito sobre o <strong>FreeStyle Libre</strong>, a novidade da Abbott que promete acabar com os testes rotineiros de glicemia. Pois bem, nós do <strong>Diabeticool</strong> testamos o Libre e vamos contar para vocês como ele funciona!</p>
<figure id="attachment_9325" aria-describedby="caption-attachment-9325" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9325 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-embalagem-diabetes.jpg" alt="freestyle libre embalagem diabetes" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-embalagem-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-embalagem-diabetes-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9325" class="wp-caption-text">Ele chegou assim, embrulhado em plástico bolha. Nos divertimos nas primeiras horas estourando as bolhinhas&#8230;</figcaption></figure>
<p><em> </em></p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>COMO FUNCIONA O FREESTYLE LIBRE?</strong><strong> </strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">Descubra por que, mesmo com o Libre, ainda são necessárias as picadas nos dedos&#8230;</span></h4>
[pullquote]O Libre mede continuamente sua glicemia, porém ainda é necessário checar a medição, com picadas no dedo, caso os valores estejam em faixas muito extremas.[/pullquote]
<p>Apesar do que o slogan da Abbott nos faz pensar, o Libre não “elimina” a necessidade de picar o dedo para saber a glicemia, para todo o sempre. Ele tem a proposta de eliminar os testes <em>rotineiros</em> de glicemia – ou seja, quando a glicemia estiver estável, o Libre poderá ser usado tranquilamente. <strong>Porém, a informação disponível na bula é: se a sua glicemia estiver muito alta, muito baixa ou você tiver sintomas não condizentes com o Libre, meça a glicemia no dedo!</strong></p>
<p>O Libre mede a glicose presente no líquido intersticial – ou seja, não é a glicose do sangue! –, que é o líquido no qual as células do nosso corpo ficam mergulhadas. Como elas usam a <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/glicose/"><strong>glicose</strong></a> para conseguir energia, a glicose presente nesse líquido tem uma concentração parecida com a glicose no sangue&#8230; Então, o sensor correlaciona essas informações, dando um valor aproximado da glicemia.</p>
<p>Essa medição é feita por uma fibra sintética – e flexível! – que fica inserida embaixo da pele. O sensor propriamente dito é do tamanho de uma moeda de um real, e fica colado na pele por um adesivo.</p>
<figure id="attachment_9326" aria-describedby="caption-attachment-9326" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9326 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-Sensor-diabetes.jpg" alt="FreeStyle Libre - Sensor diabetes" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-Sensor-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-Sensor-diabetes-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9326" class="wp-caption-text">Parte de baixo do Libre. O sensor tem o tamanho de uma moeda de um real, e é um eletrodo flexível que continuamente mede a glicose do líquido intersticial.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como é feita a medida? Pela intensidade da corrente elétrica!</p>
<p>Entrando um pouquinho nas especificações técnicas, e puxando da memória aquela coisa do Ensino Médio chamada Física – oh, céus! – a gente lembra que a intensidade da corrente pode ser medida. Então, pensaram num meio de fazer a glicose conduzir corrente elétrica, a partir de uma reação química simples. E, claro, por ser uma corrente elétrica de intensidade bem pequena, <strong>não machuca</strong>! Quanto mais glicose, mais eletricidade flui. Assim, baseado nessa leitura de corrente elétrica, o Libre interpreta os dados e guarda por até oito horas!</p>
[pullquote]&#8221;Como [o Libre]  mede a glicemia a cada minuto, é possível ver bastante da ação de insulina, da ação de alguns alimentos&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>Quando passa de oito horas de guardado, aquela medição precisa ser descartada, uma vez que a memória do sensor não é infinita. Assim, para não perder nada, é necessário escanear o sensor no mínimo três vezes por dia! Não há quantidade “máxima” de medidas – percebemos isso rapidamente uma vez que nas primeiras horas ficamos passando o leitor a cada minuto, acompanhando a variação. Como ele mede a glicemia a cada minuto, e guarda informações a cada 15 minutos, é possível ver bastante da ação de insulina, da ação de alguns alimentos, entre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">A GLICEMIA &#8216;REAL&#8217; E A GLICEMIA NO APARELHO</span></h4>
<p><strong>Como todo sensor, existe um “atraso” entre a medição do Libre e a glicemia real</strong>. Isso acontece porque o líquido intersticial demora certo tempo para ser trocado, e portanto, é importante saber interpretar o que diz o leitor. Um atraso de <strong>quatro a cinco minutos</strong> é esperado, de acordo com a Abbott – o que é um bom valor, se considerarmos a interpretação correta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">TEMPO DE VIDA ÚTIL</span></h4>
<p>E, para os ansiosos de plantão&#8230; não, não dá pra usar durante mais de 14 dias. O Libre vem com morte programada de 14 dias. Depois disso, não há Cristo que o faça ressuscitar. Na tela do leitor, a cada vez que ele é ligado, aparece a mensagem dizendo quanto tempo resta até ser necessário trocar o sensor. Uma vez trocado o sensor, são mais 14 dias de menos picadas no dedo e glicemia medida a todo momento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>COMO COLOCO O FREESTYLE LIBRE?</strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">SERÁ QUE DÓI APLICAR O LIBRE?</span></h4>
<figure id="attachment_9327" aria-describedby="caption-attachment-9327" style="width: 350px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="wp-image-9327" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-conteúdo-da-embalagem.jpg" alt="FreeStyle Libre - conteúdo da embalagem" width="350" height="332" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-conteúdo-da-embalagem.jpg 500w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-conteúdo-da-embalagem-253x240.jpg 253w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption id="caption-attachment-9327" class="wp-caption-text">Conteúdo das caixas do leitor e do sensor do Libre. Vem até com algodão com álcool!</figcaption></figure>
<p>A aplicação é realmente indolor. <strong>De verdade</strong>. Para aqueles que usam<a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-2-melhores-resultados-com-bomba-de-insulina-do-que-com-multiplas-injecoes-diarias/"><strong> bomba de insulina</strong></a>, a aplicação de um cateter deve doer mais – e não estou exagerando.</p>
<p>O sistema é bem intuitivo, e quando abrimos a caixa, uma folha de início rápido – já comentei o quanto adoro isso? – cai nas nossas mãos. O vídeo a seguir mostra como é feita a aplicação e como é o aspecto do sensor.</p>
<p>E, apesar do adesivo forte, dá um pouco de medo de retirar do aplicador.</p>
<p>Veja abaixo como é feita a aplicação &#8211; simples, rápida e praticamente indolor.</p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>COMO É A EXPERIÊNCIA COM O FREESTYLE LIBRE?</strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">O DIA A DIA COM O NOVO APARELHO</span></h4>
<p><strong> </strong></p>
<p>Depois de colocar o sensor, são necessários 60 minutos de espera para que ele seja pareado com o leitor e possa começar a leitura. Nesses momentos, a ansiedade aumenta, mas acaba passando rápido. Depois disso, a leitura começa a ser feita, automaticamente a cada um (01) minuto, e os dados são guardados a cada quinze minutos. O resultado disso é um gráfico que pode ser visto tanto na tela do leitor quanto no computador, depois de baixar os dados via cabo USB (que vem incluso, aliás).</p>
<p><strong>Inicialmente, as variações entre a medida do Libre e a medida do glicosímetro podem variar até 15%. Depois das primeiras 12 horas, essa variação cai para cerca de 11%.</strong> Esse tempo de “aquecimento” é necessário em todos os sensores, e para ter certeza da variação, só mesmo calculando.</p>
<figure id="attachment_9328" aria-describedby="caption-attachment-9328" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9328 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-1.jpg" alt="FreeStyle Libre - medição de glicemia diabetes 1" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-1.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-1-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9328" class="wp-caption-text">Um exemplo de variação normal. A diferença entre o 119 e o 108 não passa dos 11% preconizados.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>O único porém é que muitas vezes essa diferença pode alterar a conduta, especialmente em casos de <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-hipoglicemias-afetam-diretamente-o-coracao/"><strong>glicemias altas</strong></a> ou baixas. <strong>Em glicemias acima de 200mg/dl, uma variação de 10% equivale a meia unidade de insulina a mais ou a menos</strong>. Em alguns casos, pode ser a diferença entre o valor de hipoglicemia ou o valor normal&#8230; nessas horas, surge o <strong>sistema de flechas</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">O SISTEMA DE FLECHAS: MAIS SEGURANÇA PARA ACOMPANHAR AS MEDIÇÕES</span></h4>
<p>Essas flechas – você pode ver uma delas ao lado do valor numérico do Libre, nas imagens a seguir – indicam como a glicemia está se comportando. Ela pode estar caindo rapidamente – uma seta para baixo – caindo, estável – a flecha na horizontal – ou subindo, rapidamente ou não.</p>
<p>Então, se surge um valor próximo ao de uma hipoglicemia, com uma seta para baixo, podemos pensar que a glicemia “real” – e não a calculada – já está mais baixa do que o valor mostrado pelo Libre. <strong>Nesse caso, vale a pena medir no glicosímetro</strong>. Se surgir um valor próximo ao de hiperglicemia e mostrando uma seta para cima, é de se esperar que a glicemia esteja subindo – e portanto, vale a pena medir no glicosímetro para saber quanto corrigir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">PROBLEMAS DE MEDIÇÃO</span></h4>
<p>O Libre apresenta uma faixa de medição mais estreita do que a maioria dos glicosímetros. <strong>Enquanto os monitores “de sangue” em geral medem entre 20mg/dl e 600mg/dl, o Libre mede entre 40mg/dl e 300mg/dl</strong>. Acima ou abaixo disso, uma mensagem de “LO” ou “HI” é mostrada, e então, o valor deve ser confirmado.</p>
<p>Minha experiência com o Libre foi bastante interessante. Apesar do que todos diziam, da estabilidade e de não necessitar de calibração, perdi o sensor depois de oito dias de colocado. Percebi isso porque as variações batiam quase em 100% entre uma medição e outra, mantendo uma hipoglicemia constante – sem sintomas. Conclusão: falhas no dispositivo acontecem, SIM, como é de se esperar em qualquer produto. <span style="color: #008dc8;"><strong>E nesse caso, a Abbott oferece uma linha de atendimento ao cliente, com a opção de troca do sensor caso seja detectado um erro do produto</strong></span>.</p>
<figure id="attachment_9329" aria-describedby="caption-attachment-9329" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9329 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-2.jpg" alt="FreeStyle Libre - medição de glicemia diabetes 2" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-2.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-2-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9329" class="wp-caption-text">Quando detectamos o erro do sensor. Perceba os valores abaixo de 70mg/dl no gráfico, com uma diferença gritante para o glicosímetro. Nesses casos, confira no monitor com sangue e confie na ponta de dedo!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de trocar o sensor, percebi que a variação dele depois do “aquecimento” é realmente bem pequena. Isso tudo porque eu estava bastante reticente em relação ao sensor anterior. Quando a variação passa um pouco dos 11%, é preciso lembrar que o glicosímetro tradicional também apresenta uma variação de até 10% em relação à glicemia plasmática (medida no laboratório). Se não houver mudança no que fazer para corrigir, não há problemas.</p>
<figure id="attachment_9330" aria-describedby="caption-attachment-9330" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="wp-image-9330 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-3.jpg" alt="FreeStyle Libre - medição de glicemia diabetes 3" width="800" height="483" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-3.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/FreeStyle-Libre-medição-de-glicemia-diabetes-3-398x240.jpg 398w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9330" class="wp-caption-text">Um caso no qual a glicemia real possivelmente fosse 98mg/dl. A variação está dentro do esperado e não alterou a conduta tomada, então, tudo bem!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ressalvas à parte, alguns lotes do Libre parecem ter uma variação bem acima do esperado. Os motivos não são conhecidos. Na minha experiência, depois de algum tempo de uso as variações foram grandes o suficiente para alterar a conduta que seria tomada &#8211; bem acima dos 11% previstos na bula. Assim, é bastante complicado usar &#8220;apenas&#8221; o Libre, mesmo para rotineiros testes de glicemia. Veja algumas dessas diferenças nas imagens abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-9345 size-full" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-variações-de-medição-de-glicemia.jpg" alt="freestyle libre - variações de medição de glicemia" width="532" height="898" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-variações-de-medição-de-glicemia.jpg 532w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/freestyle-libre-variações-de-medição-de-glicemia-142x240.jpg 142w" sizes="(max-width: 532px) 100vw, 532px" /></p>
<p>Quanto à bateria do leitor – do aparelho onde as medidas aparecem – pode ficar tranquilo. É carregado na tomada, e cada carga dura em torno de quinze dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>VANTAGENS E DESVANTAGENS DO FREESTYLE LIBRE</strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">OS PONTOS FORTES E FRACOS DO NOVO MEDIDOR</span><strong> </strong></h4>
<p><strong>O Libre tem muitas vantagens</strong>. A principal delas é a possibilidade de não precisar de furos constantes no corpo para medir a glicemia. Outra delas é a capacidade de criar gráficos, médias e estatísticas de variação – inclusive de <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/hemoglobina-glicada-glicosilada/"><strong>hemoglobina glicada</strong></a> – a partir do software. Ele é bastante discreto e indolor. O adesivo aguentou bem os 14 dias, o que foi uma alegria, mesmo sendo exposto à atividade física, noites de plantão, banhos&#8230;</p>
<ul>
<li><strong>Evita picadas constantes para tirar sangue</strong></li>
<li><strong>Exibição de dados de glicemia de maneira prática e simples de entender</strong></li>
<li><strong>Discreto</strong></li>
<li><strong>Aplicação indolor</strong></li>
<li><strong>Adesivo poderoso, aguenta banhos e atividades físicas</strong></li>
<li><strong>Usa as tiras do Optium</strong></li>
<li><strong>Mede a presença de cetonas</strong></li>
</ul>
<p>O Libre também usa tiras do Optium, o monitor da Abbott, para checar a glicemia <strong>e também a presença de cetonas</strong>. Isso faz do Libre um produto único no Brasil.</p>
<p>Mas nem tudo são flores. Algumas desvantagens incluem a perda de dados do sensor,a tela sensível ao toque não ter uma sensibilidade tão boa assim, o adesivo do sensor ser <strong><em>tão</em></strong> bom que custa a sair da pele, a impossibilidade, no momento, de estabelecer mais de uma faixa-alvo – dos valores considerados “dentro do alvo”, por exemplo, antes e depois de comer ou durante a madrugada –, a ausência de alarmes (entre outras coisas, para que a bateria não acabe antes dos 14 dias) e o fato de ser confundido com adesivos de nicotina. Sugeri, inclusive, à Abbott incluir um estojo de canetinhas para personalizar o Libre&#8230; mas talvez – só “talvez” – essa ideia não decole&#8230;</p>
<p>As principais desvantagens foram a incerteza sobre a perda do sensor, que me deixou durante algumas horas chateado quanto aos resultados, e as variações que eventualmente observei entre a glicemia indicada no Libre e no glicosímetro. Porém, é questão de tempo para que melhorem o produto, fazendo com que ele mostre alguma mensagem de erro quando o sensor apresentar defeitos e aprimorando a maneira como as leituras de glicemia são realizadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="color: #01abee;">MELHORIAS A CAMINHO?</span></h4>
<p>A Abbott foi bastante honesta ao dizer que o Libre passará por melhorias com o decorrer do tempo. Existem planos para um <strong>LibrePro</strong>, para que os médicos e hospitais tenham um <strong>leitor universal de glicemia</strong>, para terem os dados dos sensores de seus pacientes; uma memória expandida, para guardar todos os dados dos 14 dias; um sensor menor e com menos variação&#8230; mas as vantagens do Libre atualmente já compensam as desvantagens.</p>
<p>Pelo pareamento sem fio, existe a possibilidade de hackear o Libre, assim como <a href="http://www.diabeticool.com/hackers-podem-invadir-um-pancreas-artificial/">bombas de insulina já foram hackeadas</a>. Então, é de se imaginar que algum doido nesse mundo consiga quebrar a criptografia e preparar um alarme para tocar todas as vezes que o Libre detectar uma glicemia alta ou baixa. Lembrando que esse tipo de coisa invalida a garantia do sensor!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>COMO ADQUIRIR O FREESTYLE LIBRE?</strong></span></h2>
<h4><span style="color: #01abee;">OS MOTIVOS DA VENDA EXCLUSIVA PELA INTERNET</span></h4>
<p>O Libre será comercializado <em>apenas via internet</em>, mediante cadastro com o CPF do comprador, para evitar compras absurdas que acabem com o estoque da Abbott – o que aconteceu na Europa! Assim sendo, quem comprar o Libre no Brasil terá o direito de recompra via internet garantido&#8230;</p>
<p>&#8230;e quem comprou na Europa vai ter que comprar de novo, pegando uma nova “fila digital” para comprar. Não é possível furar essa fila.</p>
<p>Antes de sair comprando e utilizando o Libre, converse com a sua equipe médica sobre o assunto. De nada adianta ter um dispositivo fantástico que ninguém sabe usar. Apesar de ainda não ser indicado em bula, é possível discutir com a sua equipe de saúde o uso em outros lugares do corpo que não sejam os braços e seu uso em crianças.</p>
<p>O Libre será comercializado a partir de Junho de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008dc8;"><strong>AVALIAÇÃO FINAL DO FREESTYLE LIBRE</strong></span></h2>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9343" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/diabetes-nota-torrões-de-açúcar-3-de-5.jpg" alt="diabetes nota torrões de açúcar 3 de 5" width="800" height="109" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/diabetes-nota-torrões-de-açúcar-3-de-5.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/06/diabetes-nota-torrões-de-açúcar-3-de-5-415x57.jpg 415w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Avaliação final: <strong>três de cinco torrões de açúcar</strong>! Ainda existe o que melhorar, mas, para o presente momento, o produto é útil e tem potencial de, um dia, nos ajudar a acompanhar a glicemia com mais praticidade.</p>
<p>Em relação às variações de medição, a Abbott entrou em contato conosco e reconheceu que possivelmente exista um problema com as leituras. Assim, pediram os dados e prometeram analisar com calma. Apesar de tudo, a explicação dada é que essas falhas não eram esperadas nos testes de qualidade, e que vão rever os lotes e os sensores para detectar qual é o problema. Assim que tivermos um posicionamento da empresa em relação ao tema atualizaremos a matéria.</p>
<p>Forte abraço, e até a próxima!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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		<item>
		<title>Diabetes em Grandes Eventos – como cuidar do diabetes em shows, festivais e estádios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2015 19:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[como cuidar]]></category>
		<category><![CDATA[cuidar]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[festivais]]></category>
		<category><![CDATA[hipoglicemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em época de grandes festivais como o Rock in Rio, Ronaldo Wiselberg explica como cuidar bem do diabetes em meio à toda bagunça da multidão.   É bem sabido por nós, pessoas com diabetes, que a doença não tira férias. Não importa se estamos doentes, se estamos bem, se estamos praticando atividade física ou em um &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em época de grandes festivais como o Rock in Rio, Ronaldo Wiselberg explica como cuidar bem do diabetes em meio à toda bagunça da multidão.</em><span id="more-8983"></span></p>
<p><strong> <img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8986" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos.jpg" alt="diabetes em grandes eventos" width="978" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos.jpg 978w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-768x432.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-845x475.jpg 845w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/diabetes-em-grandes-eventos-415x233.jpg 415w" sizes="(max-width: 978px) 100vw, 978px" /></strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >É</span> bem sabido por nós, pessoas com diabetes, que a doença não tira férias. Não importa se estamos doentes, se estamos bem, se estamos praticando atividade física ou em um <strong>show de rock</strong> – ela está ali! Então vamos pensar no que devemos fazer para que o diabetes não nos afete nesses momentos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>DICAS PARA CURTIR GRANDES EVENTOS NUMA BOA</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>m primeiro lugar – e mais importante do que tudo – <strong>não esqueça seu monitor de glicemia, insulina e/ou medicação oral e correção para hiperglicemia em grande quantidade.</strong></p>
[pullquote]Na dúvida, se estiver passando mal e não tiver como medir a glicemia, trate-se como se estivesse com uma hipoglicemia.[/pullquote]
<p>Não dá pra ter uma “sensação estranha” e não ter como medir para saber o que fazer. Se for uma <a href="http://www.diabeticool.com/diabetes-tipo-1-hipoglicemias-afetam-diretamente-o-coracao/">hipoglicemia</a> e você se pautar pelos sintomas de “hiperglicemia” – por exemplo, irritação, ou muita sede (lembrando que estamos pulando em um show de rock!) – e aplicar insulina, as conseqüências serão bastante graves – indo desde perder o resto do evento até à morte.</p>
<p>Um adendo é importante: se tiver algum sintoma e, “por algum acaso do destino”, não tiver como medir (as tiras do aparelho acabaram, você foi roubado&#8230;), aja como se aquilo fosse uma <strong>hipoglicemia</strong>, uma vez que os riscos de uma hipoglicemia são em curto prazo, e, se tiver que escolher, é “menos pior” ter uma hiperglicemia por curto espaço de tempo – o melhor mesmo seria medir para saber como proceder, né?!</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: NÃO ESQUEÇA SEU KIT PÂNCREAS E, NA DÚVIDA, MEÇA!</u></strong></span></p>
<p>Muita gente se pergunta se deve falar que tem diabetes nestes eventos, e a resposta é fácil: <strong>SIM, DEVE.</strong></p>
<p>Não precisa dizer de cara, nem para todo o mundo, mas tenha sempre consigo uma <a href="http://www.diabeticool.com/diabeticos-usam-tatuagens-para-identificacao-em-caso-de-emergencia/">carteirinha de identificação</a>, com nome completo, telefone de algum familiar, telefone do seu médico e qual tratamento você usa para seu diabetes. Assim, caso questionem alguma coisa – ou caso você passe mal –, na maioria das vezes essa identificação soluciona as dúvidas. Não foram poucas as vezes em que tive que explicar o porquê de eu precisar de um “agente perfuro-cortante” no evento, mas, ao explicar que tenho diabetes e começar uma aula para o segurança que está na porta, é o suficiente para liberarem a entrada.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: SEMPRE TENHA CONSIGO UMA IDENTIFICAÇÃO DE QUE VOCÊ TEM DIABETES!</u></strong></span></p>
 Estar na primeira fila de shows é uma emoção única, por isso quem chega primeiro guarda lugar até o final. Mesmo assim, cuidar da saúde não deve deixar de ser prioridade!
<h3></h3>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>‘FATALISMO’ QUE VALE A PENA!</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >J</span>á dizia um filósofo da Antiguidade, de quem eu gosto muito – ok, o nome é “Sêneca”, e as idéias são o “fatalismo”, para quem quiser saber mais – que você sempre deve esperar o pior. Assim, quando ele acontecer, você já estaria preparado, e não se perderia naquele choque. Então, claro, além de esperar o pior para o diabetes, sempre <em>se prepare</em> para o pior.</p>
[pullquote]&#8221;Se qualquer uma dessas coisas acontecer, eu já sei como agir e posso curtir o evento numa boa.&#8221;[/pullquote]
<p>De maneira geral, eu sempre espero que tenha muitas hipoglicemias, que eu perderei o <a href="http://www.diabeticool.com/a-evolucao-do-monitoramento-da-glicemia/">monitor de glicemia</a>, que sempre ficarei sem fitas para medir, que vão quebrar minha caneta de insulina&#8230; Portanto, sempre levo um dinheiro extra para comprar comida – que fica escondido em lugares pouco convencionais, como dentro da meia do pé direito&#8230; –, me informo sobre os lugares onde comprar comida, levo fitas extra por precaução, e bastante correção para hipoglicemia, em lugares diferentes – bolso esquerdo, bolso direito&#8230; – e, se percebo que minhas correções estão no fim, antes de ter outra hipoglicemia, já corro comprar algo para estoque. Assim, se qualquer uma dessas coisas acontecer, eu já sei como agir e posso curtir o evento sabendo que a chance de uma surpresa acontecer é bem pequena!</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;"><strong><u>RESUMO: PREVINA-SE CONTRA A PIOR DAS SITUAÇÕES!</u></strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não tem como a gente se esquecer do diabetes. Então, em vez de esperar acontecer o problema, a palavra para todos os eventos é <strong>prevenir</strong>!</p>
<p>Bons eventos e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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		<title>Diabetes: Contagem de Carboidratos e Alimentação Saudável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2015 19:09:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[contagem de carboidratos]]></category>
		<category><![CDATA[fator de correção]]></category>
		<category><![CDATA[fator de sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que significa alimentar-se de maneira saudável para quem convive com o diabetes? E o que é a contagem de carboidratos? Ronaldo Wieselberg explica. Na onda da alimentação saudável – tema escolhido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) para o Dia Mundial do Diabetes – vamos falar hoje sobre a contagem de carboidratos. Antes de qualquer &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O que significa alimentar-se de maneira saudável para quem convive com o diabetes? E o que é a contagem de carboidratos? Ronaldo Wieselberg explica.</em><span id="more-8966"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >N</span>a onda da alimentação saudável – tema escolhido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) para o <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-significa-o-dia-mundial-do-diabetes/">Dia Mundial do Diabetes</a></strong> – vamos falar hoje sobre a <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-contagem-de-carboidratos/">contagem de carboidratos</a></strong>.</p>
<p>Antes de qualquer coisa, é preciso lembrar o que significa “alimentação saudável”. Ao contrário do que muita gente pensa, comer de maneira saudável <strong>não significa comer “só salada”</strong>. Alimentação saudável significa <em>comer o alimento adequado a cada momento, na quantidade certa</em>. E o que seria isso?</p>
<p>Oras, vamos partir da ideia – errada! – de que “comer da maneira certa é comer apenas salada”. Em uma festa de aniversário, enquanto todos estão comendo bolo, não parece esquisito simplesmente abrir um pote de alface e começar a comer?</p>
 Guloseimas açucaradas já foram consideradas &#8220;intocáveis&#8221; por quem está com diabetes&#8230;
<p>De fato, parece. Não vai ser psicologicamente agradável ter que comer um montão de alface enquanto todos comem algo diferente.</p>
<p>Da mesma forma, imagine-se comendo <em>apenas</em> salada. Seu corpo precisa de outros nutrientes – por exemplo, a proteína da carne e do leite, os carboidratos do pão e da batata&#8230; – e sem eles, o “carro” que é o seu corpo simplesmente não consegue andar!</p>
<p>Portanto, no caso da festa, comer de maneira saudável seria&#8230; Exatamente: comer um pedaço de bolo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>EXISTEM COMIDA ‘PROIBIDAS’ PARA QUEM ESTÁ COM DIABETES?</strong></span></h3>
<p>“<em>Mas Ronaldo, eu tenho diabetes, não posso comer doces&#8230;!</em>”</p>
[pullquote]&#8221;Hoje não existem alimentos ´proibidos´ para quem tem diabetes. A diferença entre o remédio e o veneno está exatamente na quantidade&#8221;[/pullquote]
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>ssa é uma ideia bastante antiga, e que hoje não tem muito sentido. “Proibir” sempre traz consequências além do esperado: a pessoa que acaba comendo algo “proibido” tem aquela sensação de que é mais gostoso; depois bate aquele arrependimento, a pessoa fica deprimida por ter cedido à vontade&#8230;</p>
<p>&#8230;e no final, hoje não existem alimentos “proibidos” para quem tem diabetes. A diferença entre o remédio e o veneno está exatamente na quantidade.</p>
<p>Evidentemente, comer o bolo inteiro com certeza causaria problemas, desde uma hiperglicemia tremenda, até uma senhora dor de barriga. Porém, um pedaço de bolo tradicional pode, inclusive, ter menos carboidratos do que a versão diet – <strong><a href="http://www.diabeticool.com/qual-o-misterio-por-tras-de-alimentos-diet-e-light/">como já expliquei neste artigo aqui</a></strong>!</p>
 Existe algum alimento que é mais &#8220;correto&#8221; de comer? Depende da situação e do bom controle da glicemia.
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #008ec8;"><strong>O QUE É A CONTAGEM DE CARBOIDRATOS?</strong></span></h3>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>ntão, a contagem de carboidratos. Explicando rapidamente, esta técnica permite à pessoa com diabetes flexibilizar a dieta, possibilitando, assim, que ela tenha maior controle sobre o que come e como ele afeta a <a href="http://www.diabeticool.com/animais-de-estimacao-uma-ajuda-a-mais-no-controle-da-glicemia/">glicemia</a> – e o restante do organismo também.</p>
<p>Muitas pessoas que têm diabetes e usam insulina – tanto tipo 1 quanto tipo 2! – podem utilizar a contagem de carboidratos a partir de uma série de valores numéricos – chamados de “<strong>fator de sensibilidade</strong>” e “<strong>fator</strong> <strong>de</strong> <strong>correção</strong>” – calculados pelo médico. Assim, de acordo com a quantidade de carboidrato e de acordo com a medição da glicemia, a pessoa pode aplicar a quantidade de insulina correspondente, para que a glicemia permaneça estável com aquela refeição.</p>
<figure id="attachment_8977" aria-describedby="caption-attachment-8977" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class=" wp-image-8977" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/aplicativos-para-contagem-de-carboidratos-diabetes.png" alt="aplicativos para contagem de carboidratos diabetes" width="400" height="400" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/aplicativos-para-contagem-de-carboidratos-diabetes.png 626w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/aplicativos-para-contagem-de-carboidratos-diabetes-150x150.png 150w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/09/aplicativos-para-contagem-de-carboidratos-diabetes-240x240.png 240w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-8977" class="wp-caption-text">Já existem diversos aplicativos &#8211; inclusive gratuitos &#8211; e ferramentas na internet que facilitam a contagem de carboidratos.</figcaption></figure>
<p>Já outras pessoas, que não usam insulina, usam a contagem de carboidratos de uma maneira um tanto quanto diferente. Uma vez que não usam insulina exógena para “compensar” o que entra, em geral, acabam substituindo os alimentos que comem no dia a dia.</p>
<p>Com mais detalhes, a nutricionista calcula a quantidade de nutrientes que a pessoa deve comer diariamente. Então, de acordo com aquela quantidade, ela planeja, junto com a pessoa, o que pode ser utilizado como substituição – por exemplo, em vez de um pãozinho francês pela manhã, a pessoa pode substituí-lo por bisnaguinhas, ou por torradas, bolachas de água e sal&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
[pullquote]&#8221;Por que deixar que algumas substituições e continhas nos detenham? É a mesma matemática do primário que será utilizada&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>Parece muito complicado aprender tudo isso. Mas, na realidade, depois de algumas refeições é bastante simples. Traçando um paralelo: também diziam, alguns anos atrás, que seria muito complicado para as pessoas de países em desenvolvimento – como o Brasil – entenderem o esquema dos coquetéis antirretrovirais para o HIV, e, vejam só!, hoje somos referência mundial nesse tema.</p>
<p>Então, por que deixar que algumas substituições e continhas nos detenham? É a mesma matemática do primário que será utilizada&#8230;</p>
<p>Portanto, caso tenha interesse no tema, procure uma nutricionista e converse com o seu médico! Proibir alimentos não é <strong>nada</strong> saudável, e não precisa ser assim!</p>
<p>Forte abraço!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Vacinar ou não vacinar, eis a questão</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/vacinar-ou-nao-vacinar-eis-a-questao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2015 13:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem está com diabetes deve se vacinar? Se sim, por que às vezes acontecem reações no corpo? Descubra tudo sobre o assunto neste texto de Ronaldo Wieselberg. O inverno se aproxima rapidamente, e nesta época do ano, além das festas juninas, começam as campanhas de vacinação contra a gripe. E eis que surgem várias questões sobre &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quem está com diabetes deve se vacinar? Se sim, por que às vezes acontecem reações no corpo? Descubra tudo sobre o assunto neste texto de Ronaldo Wieselberg.</em><span id="more-8773"></span></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> inverno se aproxima rapidamente, e nesta época do ano, além das festas juninas, começam as campanhas de vacinação contra a gripe. E eis que surgem várias questões sobre a necessidade de vacinar quem tem diabetes.</p>
[pullquote]Será que as pessoas com diabetes precisariam tomar vacinas? Bem, a resposta simples é que sim, precisam![/pullquote]
<p>Primeiramente, vamos relembrar <strong>o que é uma vacina</strong>. Na Inglaterra, quando o médico Edward Jenner injetou o vírus da varíola bovina em seu próprio filho, de maneira a torná-lo imune à varíola humana, o negócio era um tanto quanto rudimentar – e perigoso –, mas hoje, apesar de seguro, o princípio é o mesmo.</p>
<p>A vacina nada mais é do que uma maneira de <strong>“treinar o corpo” para que ele se defenda das doenças</strong> sem que elas apareçam. Atualmente, as vacinas podem ser feitas de pedaços de microrganismos ou de vírus inteiros atenuados – ou seja, ou são pedaços desconexos do vírus ou o organismo enfraquecido, que não conseguirá causar a doença. Assim, o corpo reconhecerá estes elementos como prejudiciais e aprenderá como combatê-los – e aí, quando entrar em contato com o microrganismo “de verdade” que pode causar a doença, em vez de desenvolvê-la, o corpo vai rapidamente acabar com ela.</p>
<p>As vacinas atuais são feitas em ovos, por exemplo, uma vez que para cultivar os organismos são necessárias células – e o ovo nada mais é do que uma célula grandona. Guardemos esta informação para o futuro&#8230;</p>
<p>Chegamos, então, ao ponto do <strong>diabetes</strong>. Será que as pessoas com diabetes precisariam tomar vacinas? Bem, a resposta simples é que <strong>sim, precisam</strong>. Vamos pensar um pouco&#8230;</p>
<p><strong> </strong></p>
<h4><strong>QUEM TEM DIABETES DEVE TOMAR VACINA?</strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>m um artigo passado <a href="http://www.diabeticool.com/como-infeccoes-alteram-nossas-glicemias/">já mencionei sobre como as infecções bagunçam a glicemia</a>. Então, por si só, previnir estas infecções já seria motivo suficiente para vacinar quem tem diabetes. Porém, ainda existe mais coisa por trás disso.</p>
[pullquote]Secretarias de saúde dão prioridade à vacinação de crianças, idosos e quem tem doenças crônicas &#8211; como o diabetes![/pullquote]
<p>De maneira geral, quem tem diabetes não tem o <strong>sistema imunológico</strong> funcionando perfeitamente. Seja porque o diabetes tipo 1, por exemplo, é uma doença causada por malfuncionamento do sistema imunológico – <em>doença autoimune</em>, no caso – ou porque a glicemia descontrolada prejudica as defesas do organismo, entre outros fatores, o ponto é que será mais difícil para quem tem diabetes lutar contra as infecções.</p>
<p>Estas infecções, é claro, podem causar grande prejuízo a quem tem diabetes. Seja o descontrole da glicemia – que pode levar, inclusive, à <strong><a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">cetoacidose diabética</a></strong>, e até mesmo à morte! – ou a própria ação do microrganismo – por exemplo, gripes, que podem danificar os pulmões e facilitar o desenvolvimento de pneumonias por outros micróbios –, essas complicações são muito graves, e podemos evitá-las&#8230; vacinando.</p>
<p>É por isso que as secretarias de saúde fornecem as vacinas para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas – por exemplo, diabetes. Na época da temida gripe A H1N1, as pessoas com diabetes tinham prioridade para tomar a vacina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>A CONSPIRAÇÃO DA VACINA?</strong></h4>
<p>“<em>Texto pago por indústrias farmacêuticas! Toda vez que eu tomo vacina, eu passo mal! Isso tudo é uma conspiração do governo para matar os pobres!</em>”</p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >I</span>ncrível&#8230; já ouvi isso algumas vezes. Mas, vamos pensar, cientificamente – e não apenas com “achismos”?</p>
<p>Primeiramente, precisamos lembrar que desenvolver uma resposta imunológica não é a mesma coisa que desenvolver a doença. Outro ponto a ser lembrado é o momento de tomar a vacina. E, terceiro, o ovo.</p>
<p>Quando a gente toma uma vacina, desenvolve uma resposta imunológica bem parecida com aquela que aconteceria ao desevolver a doença. No caso das vacinas da gripe, podemos ficar com certa coriza – defesa das vias aéreas para impedir a progressão dos vírus! –, tosse e certa dor no corpo – uma vez que o corpo está usando proteínas musculares para produzir anticorpos e manter essas potentes armas químicas estocadas. Assim, oras, você pode até “passar mal”, mas em hipótese alguma estará passando mal <em>por causa da vacina</em>. Pode-se dizer que você <em>parece</em> passar mal porque o corpo não entendeu que é só um <strong>treinamento</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>VACINA TREINA O CORPO PARA O COMBATE REAL</strong></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >L</span>embra-se daquela cena do filme Um Tira no Jardim da Infância, com o Arnold Schwarzenegger (um clássico da Sessão da Tarde!), no qual ele evacua uma sala de aula cheia de criancinhas em meio à correria? É a mesma coisa&#8230; imagine se aquilo acontecesse em meio a um incêndio de verdade, sem que antes houvesse um treinamento!</p>
<p>Ou seja, <em>imagine só se o seu corpo tivesse que lidar com a doença de verdade, se não responde direito ao &#8220;treinamento&#8221; com a vacina?!</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Kindergarten Cop-Fire Drill" width="850" height="478" src="https://www.youtube.com/embed/tPHM3fXrYqo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Trecho do filme Um Tira no Jardim da Infância. Já pensou se essa classe tivesse que sair no meio de um incêndio sem treinamento?</em></p>
<p>Vamos ao segundo ponto. A nossa campanha de vacinação sempre é prorrogada porque poucas pessoas participam delas. E, aí, quando tomam a vacina&#8230; em geral, os vírus contra os quais ela protegeria <em>já estão circulando por aí</em>.</p>
<p>Ou seja, a pessoa passa mal porque antes de tomar a vacina já estava com o vírus! Nesse caso específico, tomar a vacina seria a mesma coisa que colocar o time do jardim da infância para jogar a final da Liga dos Campeões da Europa contra o Barcelona – ou seja, não teria chances de vencer e cumprir sua missão&#8230;</p>
<figure id="attachment_8774" aria-describedby="caption-attachment-8774" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8774" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/time-de-futebol-vacinas-diabetes.jpg" alt="time de futebol vacinas diabetes" width="800" height="1000" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/time-de-futebol-vacinas-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/06/time-de-futebol-vacinas-diabetes-192x240.jpg 192w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-8774" class="wp-caption-text">Quem ganharia essa disputa? Lembrando, o seu sistema imunológico sem a vacina é o time infantil, enquanto a infecção é o Barcelona de 2015, com Neymar, Messi, Suárez e todos os craques&#8230;</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >O</span> terceiro ponto a ser lembrado é&#8230; o ovo!</p>
<p>Apesar de absolvido – pela revista <em>Veja</em>, lembrando&#8230; – em termos nutricionais, o ponto é que muita gente tem reações alérgicas às proteínas do ovo. Lembra que eu comentei que as vacinas são feitas em ovos, muitas vezes? Pois é&#8230; às vezes fica uma ou outra proteína do ovo na vacina – e a pessoa tem algumas reações desagradáveis. Nada para se preocupar, porém, na maioria das vezes – em geral, uma vermelhidão no local da vacina é a única reação.</p>
<p>Por fim, o que podemos concluir sobre vacinas e diabetes? <strong><em>Que devemos tomá-las o mais rápido possível.</em></strong> Os possíveis eventos de “passar mal” com a vacina, de maneira geral, se encaixam nos três casos que eu expliquei anteriormente.</p>
<p>É claro que existem alguns casos – MUITO raros – de pessoas que passam mal por outros motivos – por exemplo, desenvolvem reações autoimunes à vacina (síndrome de Guillain-Barré), mas estes casos são bastante raros mesmo, e acabam tendo resolução com o passar do tempo.</p>
<p>Então, aproveite que a campanha foi prorrogada e tome já a suja vacina! Eu já tomei a minha!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
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		<title>Posso tomar remédios que contêm açúcar? E meu diabetes, como fica?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2015 13:30:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[glicemia]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra o impacto que medicamentos açucarados podem ter na glicemia e a importância de cuidar bem de doenças e infecções. Em seu último texto, Ronaldo Wieselberg explicou o que são infecções e por que é comum a glicemia aumentar quando estamos doentes. A pergunta agora é: nestas horas, vale a pena tomar remédios, mesmo aqueles &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Descubra o impacto que medicamentos açucarados podem ter na glicemia e a importância de cuidar bem de doenças e infecções.</em><span id="more-8455"></span></p>
<p><strong><a title="Como as infecções alteram nossas glicemias?" href="http://www.diabeticool.com/como-infeccoes-alteram-nossas-glicemias/"><span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>m seu último texto</a>, Ronaldo Wieselberg explicou o que são infecções e por que é comum a glicemia aumentar quando estamos doentes. A pergunta agora é: nestas horas, vale a pena tomar remédios, mesmo aqueles que contêm açúcar na composição? Isto não vai piorar ainda mais a glicemia? Acompanhe a resposta&#8230;</strong></p>
<p>Bem, quanto aos medicamentos que contém açúcar, não precisa se preocupar. Se pensarmos no tamanho da dose – contando um comprimido grande (cerca de 2 gramas) ou uma dose inteira de xarope (5ml) – e que ela seja inteira de açúcar, seria algo entre 2 a 5 gramas a mais de carboidrato na dieta. Isso alteraria, em média, entre 10 e 20mg/dl a glicemia, o que é tranquilamente controlável.</p>
<p>Pensando, então, que não vamos tomar o remédio a todo momento, o impacto na glicemia será bem pequeno.</p>
[pullquote]<em>Para relembrar: o cortisol é um dos hormônios hiperglicemiantes do corpo (junto com o hormônio de crescimento (GH), adrenalina e glucagon) e é o principal responsável, durante o período de infecção, por desregular a glicemia, uma vez que também aumenta a resistência das células à ação da insulina.</em> [/pullquote]
<p>Quanto aos medicamentos que influenciam a glicemia, estão os corticoides, como por exemplo a prednisona e a dexametasona. Eles são os anti-inflamatórios mais poderosos que conhecemos, e têm uma indicação bem específica como remédios. O porém é que eles agem igualzinho ao cortisol que produzimos – e que eu expliquei anteriormente – aumentando a glicemia e a resistência à insulina!</p>
<p>Portanto, os corticoides só são prescritos para quem tem diabetes mediante necessidade específica. O médico pensa nos prós e nos contras de cada prescrição antes de fazê-la, então, pode perguntar a ele quando receber esse tipo de receita.</p>
<p>Ah, e, para finalizar: qualquer medicamento deve ser prescrito APENAS pelo MÉDICO.</p>
<p>Forte abraço, e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #dbe9f0;"><strong>+ <span style="color: #008080;">Quer ler todos os</span> <span style="color: #008080;">textos de Ronaldo Wieselberg</span>? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">CLIQUE AQUI</a>!</strong></div>The post <a href="https://www.diabeticool.com/posso-tomar-remedios-que-contem-acucar-e-meu-diabetes-como-fica/">Posso tomar remédios que contêm açúcar? E meu diabetes, como fica?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Bomba de Insulina é a salvação para quem está com diabetes?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/bomba-de-insulina-e-salvacao-para-quem-esta-com-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2015 18:33:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[bomba de insulina]]></category>
		<category><![CDATA[desvantagens]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[vantagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça as vantagens e desvantagens de utilizar bomba de insulina, um método efetivo, mas nem sempre indicado, de controlar o diabetes. As inovações tecnológicas em relação ao diabetes surpreendem cada vez mais. Temos novos medicamentos sendo continuamente lançados no mercado, tatuagens que monitorizam a glicemia e coisas que, muitas vezes, desafiam até a nossa imaginação. &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Conheça as vantagens e desvantagens de utilizar bomba de insulina, um método efetivo, mas nem sempre indicado, de controlar o diabetes.</em><span id="more-8334"></span></p>
<p>As <a title="A tecnologia vai mudar a cara do tratamento do diabetes" href="http://www.diabeticool.com/a-tecnologia-vai-mudar-a-cara-do-tratamento-do-diabetes/">inovações tecnológicas</a> em relação ao diabetes surpreendem cada vez mais. Temos novos medicamentos sendo continuamente lançados no mercado, tatuagens que monitorizam a glicemia e coisas que, muitas vezes, desafiam até a nossa imaginação.</p>
<p>Acreditar nos avanços da tecnologia, nos dias atuais, é uma das coisas mais comuns. Como não acreditar, por exemplo, em um aparelho que cabe na palma da mão e que consegue nos conectar ao mundo inteiro, nos entreter com diversos tipos de jogos e – até mesmo! – fazer ligações telefônicas? Sim, me referi aos nossos celulares&#8230;</p>
<p>Da mesma forma, muitas pessoas veem as bombas de insulina como a “salvação” para quem tem diabetes. Será mesmo? Para início de conversa, vamos entender o que é uma <em>bomba de insulina</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>POR DENTRO DA BOMBA DE INSULINA</strong></h4>
<figure id="attachment_8336" aria-describedby="caption-attachment-8336" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8336" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/bombas-de-insulina-diabetes.jpg" alt="bombas de insulina diabetes" width="700" height="350" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/bombas-de-insulina-diabetes.jpg 700w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/bombas-de-insulina-diabetes-415x208.jpg 415w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-8336" class="wp-caption-text">Bomba de insulina em uso</figcaption></figure>
<p>Um <strong>sistema de infusão continuada de insulina </strong>– o nome correto do que chamamos, vulgarmente, de “bomba de insulina” – é um aparelho eletrônico, aproximadamente do tamanho de um pager ou telefone celular, que, de acordo com sua programação, envia uma quantidade de insulina ultrarrápida continuamente para a pessoa.</p>
[pullquote]Existem vários tipos de bomba de insulina, algumas tão tecnológicas que até “avisam” o usuário quando detectam hipoglicemias![/pullquote]
<p>Ela fica ligada à pessoa por um cateter flexível, colocado no tecido subcutâneo – mesmo lugar onde as aplicações de insulina são feitas – e pode ficar presa às roupas por meio de um clipe.</p>
<p>Ela pode, também, enviar doses a mais de insulina ultrarrápida se necessário, e inclusive, alguns modelos têm acesso a sensores de glicemia, que enviam a informação da glicemia aproximada para a bomba; outras têm acesso a smartphones que controlam a bomba à distância; outras mais modernas têm sistemas que, ao detectarem uma hipoglicemia, cortam o envio de insulina para a pessoa por algumas horas, e soam um alarme.</p>
<p>De maneira geral, pessoas com diabetes tipo 1 são as que usam a bomba de insulina, já que desde o momento do diagnóstico precisam de insulina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>AS VANTAGENS!</strong></h4>
<p>Então, oras, parece que elas são a salvação, não é? Vamos listar as <strong>vantagens</strong>&#8230;</p>
<ol>
<li><strong>Menor número de picadas para aplicação de insulina</strong> – em vez de uma picada a cada dose de insulina, o cateter é instalado uma vez a cada três dias;</li>
<li><strong>Flexibilidade para alterar as doses de insulina</strong> – por exemplo, colocando uma dose temporária de insulina “basal” (que é enviada lentamente) ou programando a bomba para uma dose de insulina “bolus” (enviada rapidamente), devido à alimentação diferenciada – ou até enviar doses muito pequenas de insulina com maior precisão;</li>
<li><strong>Maior flexibilidade no estilo de vida</strong> – por exemplo, para se alimentar ou praticar exercícios físicos;</li>
<li><strong>Melhor controle</strong> – na maioria das vezes, reduz o número de oscilações da glicemia.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h4> E <strong>AS DESVANTAGENS&#8230;</strong><strong> </strong></h4>
<p>Aparentemente, as bombas de insulina são aparelhos fantásticos. Mas será que tudo são flores? Vamos ver as <strong>desvantagens</strong>&#8230;</p>
<ol>
<li><strong>Ter um aparelho ligado ao corpo 24 horas por dia</strong> – não é possível tirar a bomba para dormir. As exceções são quanto aos horários de banho, determinadas atividades físicas e eventos específicos;</li>
<li><strong>Custo alto</strong> – não só da bomba, que muitas vezes chega próximo ao preço de um carro popular, mas também dos insumos descartáveis, como cateteres e reservatórios de insulina, que devem ser utilizados todos os meses;</li>
<li><strong>Risco de <a title="O que é cetoacidose?" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">cetoacidose diabética</a></strong> em caso de mau funcionamento da bomba, obstrução do cateter ou problemas com a insulina;</li>
<li><strong>Necessidade de comprometimento extremo para com o aprendizado contínuo sobre diabetes</strong>. Necessidade de saber realizar perfeitamente a contagem de carboidratos, diagnosticar a causa de uma hiperglicemia e agir na causa (por exemplo, saber se você está ficando doente e tratar um “<em>sick day</em>”, ou dia de doença; ou identificar problemas com a bomba de insulina), entender os funcionamentos da insulina;</li>
<li><strong>NÃO DIMINUI A NECESSIDADE DE TESTES DE GLICEMIA</strong> – e esse é um ponto em que as pessoas ficam surpresas. A bomba de insulina precisa de acompanhamento frequente da glicemia, o que leva, muitas vezes, ao aumento do número de testes, por vezes superando seis testes ao dia (o recomendado para pessoas que buscam um bom controle do diabetes);</li>
<li><strong>Não “aposenta” a insulina lenta (basal), nem seringa ou caneta</strong> – uma vez que, se houver problemas com a bomba, você precisa ter um “plano B” para não ficar sem insulina!</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou seja, pelo que vimos, a bomba de insulina <strong><em>não é a “varinha mágica” que vai acabar com os problemas do diabetes</em></strong>.</p>
<p>Em casos em que a pessoa está revoltada com o fato de ter diabetes – seja por não aceitar o diabetes, seja por não se adaptar às mudanças necessárias, etc – ela raramente vai se adaptar à bomba – e nesse caso, a bomba de insulina pode não ser a estratégia mais efetiva.</p>
<p>Vamos pensar&#8230; se a pessoa já está revoltada e quer se distanciar do fato de ter diabetes&#8230; ter acoplado a seu corpo um aparelho que o tempo todo a lembra de que tem diabetes, aumentar a necessidade de picar os dedos para monitorar a glicemia, e ter que entender sobre sua alimentação, funcionamento de insulina, ter sempre um plano B, estar atento às mudanças da glicemia&#8230; será<em> mesmo </em>que vai ajudar a superar a revolta?</p>
<p>É, provavelmente, não. Mas, claro, a ideia de controlar a glicemia pode, sim, influenciar positivamente e inclusive ajudar a superar a revolta. Porém, estes são a minoria dos casos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Quem pode usar bomba de insulina? Quais os benefícios deste tratamento?" width="850" height="478" src="https://www.youtube.com/embed/LtgR4rmB3UA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>VOCÊ ESTÁ PRONTO PARA UTILIZAR A BOMBA DE INSULINA?</strong></h4>
<p>De acordo com o Joslin Diabetes Center – centro de referência em diabetes dos Estados Unidos, afiliado à Faculdade de Medicina de Harvard – a pessoa que quer colocar a bomba de insulina deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:</p>
<ul>
<li>Você está pronto para ter conectado ao corpo, o tempo todo, um dispositivo do tamanho de um celular?</li>
<li>Você tem expectativas realistas sobre o que é a bomba de insulina?</li>
<li>Você está comprometido com o fato de ter que monitorar a glicemia várias vezes ao dia?</li>
<li>Você está decidido a contar carboidratos e entender os efeitos da insulina e da atividade física no seu organismo?</li>
<li>Você tem uma equipe de saúde multiprofissional – médico, enfermeira, nutricionista, educador físico, psicólogo – que estão familiarizados com bombas de insulina?</li>
</ul>
<p>É fácil responder “sim”, rapidamente, a todas estas perguntas – principalmente quando a pessoa não conhece a fundo esses temas. Porém, sugerimos que tente cumprir essas “especificações” <strong>sem</strong> a bomba, ou seja, monitorar várias vezes a glicemia, contar carboidratos corretamente, entender o funcionamento do organismo, entender a equipe multiprofissional&#8230; E, então, responder novamente, de cabeça fria, às perguntas.</p>
 O casal Philippe Aumond e Camille Boivin, do Canadá, tatuou bombas de insulina em suporte ao filhinho Jacob, um jovem diabético tipo 1 que passou a utilizar o aparelho.
<p>A mesma coisa se aplica aos sensores de glicemia. Apesar de bastante úteis, é importante lembrar que muitas das vantagens e desvantagens são as mesmas das bombas, e que eles <strong>não diminuem a necessidade de testes</strong>, uma vez que precisam de calibração constante, já que não medem exatamente a glicose no sangue.</p>
<p>Os sensores medem a glicose presente no líquido que banha as células, e portanto, têm uma concentração de glicose um pouco diferente da glicemia real – e por isso, precisam de calibração. Além disso, é preciso entender como funciona a <em>tendência</em> da glicemia mostrada no sensor – por exemplo, se a tendência é de baixar, será que eu devo diminuir a insulina ou comer algo? Somente sua equipe de saúde saberá orientá-lo corretamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Então, a mensagem final é: nem sempre as bombas de insulina são a salvação. Elas requerem dedicação e entendimento do diabetes por parte da pessoa que utilizá-las.</strong></p>
<p>Discuta com a sua equipe de saúde sobre as vantagens e desvantagens de usá-la.</p>
<p>Forte abraço, e até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #dbe9f0;"><strong>+ <span style="color: #008080;">Quer ler todos os</span> <span style="color: #008080;">textos de Ronaldo Wieselberg</span>? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">CLIQUE AQUI</a>!</strong></div>
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		<title>Qual o mistério por trás de alimentos diet e light?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2015 22:23:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[diet]]></category>
		<category><![CDATA[light]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça a diferença entre os termos “light” e “diet” e saiba qual deles é melhor para emagrecer e controlar o diabetes! Acabaram-se as festas de fim de ano – apesar de ainda ter uns restos de peru na geladeira – e começam as resoluções de ano novo. Tem gente que colocou como meta trocar de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Conheça a diferença entre os termos “light” e “diet” e saiba qual deles é melhor para emagrecer e controlar o diabetes!</em><span id="more-8281"></span></p>
<figure id="attachment_8282" aria-describedby="caption-attachment-8282" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8282" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/diferenca-light-e-diet-diabetes.jpg" alt="diferenca light e diet diabetes" width="600" height="292" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/diferenca-light-e-diet-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/diferenca-light-e-diet-diabetes-415x202.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8282" class="wp-caption-text">Qual a diferença entre alimentos light e diet? Como eles influenciam meu diabetes?</figcaption></figure>
<p>Acabaram-se as festas de fim de ano – apesar de ainda ter uns restos de peru na geladeira – e começam as resoluções de ano novo. Tem gente que colocou como meta trocar de emprego, tem gente que colocou como meta casar&#8230; E tem gente que colocou como meta “emagrecer” ou “controlar o diabetes”.</p>
<p>E aí, lotou o armário com produtos <em>diet</em> e <em>light</em>.</p>
<p>Mas&#8230; será que isso é correto? Será que os alimentos <em>diet</em> e <em>light</em> são tão bons assim para controlar o diabetes e emagrecer? Vamos começar pensando no que são os produtos <em>diet</em> e <em>light</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O QUE SIGNIFICA “<em>DIET</em>” E O QUE SIGNIFICA “<em>LIGHT</em>”?</strong></p>
<p>De acordo com a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária –, que regula esse tipo de alimento, o termo “<strong><em>diet</em></strong>” significa que o alimento passou por modificações para que algum nutriente fosse <strong>completamente eliminado</strong> de sua composição. Ou seja, ter a palavra “<em>diet</em>” no rótulo pode <em>não significar, necessariamente, que o alimento não tenha açúcar</em>.</p>
<p>Por exemplo, um alimento sem açúcares adicionados é <em>diet</em> – em português, “<em>diet</em>ético” –, mas um alimento que não tenha gorduras&#8230; também pode ser chamado de <em>diet</em>!</p>
[pullquote]Um alimento &#8220;diet&#8221; pode ter tanto açúcar quanto a versão &#8220;normal&#8221;&#8230;[/pullquote]
<p>Já o termo “<strong><em>light</em></strong>” significa que o produto teve <strong>parte</strong> de algum nutriente (ou calorias totais) reduzido em quantidade maior ou igual a 25% em relação ao produto tradicional. Portanto, um alimento “<em>light</em>” pode ter açúcar na composição.</p>
<p>Por exemplo, um alimento que tenha a redução de 26% de açúcares em sua composição pode ser chamado de “<em>light</em>”. Existe no mercado até mesmo um sal com teor reduzido de sódio – e que, portanto, pode ser chamado de “sal <em>light</em>”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então, o que podemos concluir a partir disso? Que, apesar dos alimentos trazerem no rótulo a informação “<em>diet</em>” ou “<em>light</em>”, sua composição pode variar MUITO! Assim, precisamos ficar atentos à composição desses alimentos&#8230;</p>
<p>&#8230;que está ali, no rótulo, na letrinha miúda e na tabela nutricional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com a mesma <a title="Anvisa suspende importação de remédio para diabetes" href="http://www.diabeticool.com/anvisa-suspende-importacao-de-remedio-para-diabetes/">Anvisa</a>, ter a informação de “<em>diet</em>” ou “<em>light</em>” no rótulo é opcional para o produto. Porém, é obrigatório ter a tabela nutricional e a lista de ingredientes no rótulo.</p>
<p>Aliás, você sabe interpretar o que aparece nos rótulos? Vamos explicar rapidamente o que significa cada uma das informações!</p>
<figure id="attachment_8283" aria-describedby="caption-attachment-8283" style="width: 451px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8283" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/tabela-nutricional-exemplo.jpg" alt="tabela nutricional exemplo" width="451" height="432" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/tabela-nutricional-exemplo.jpg 451w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/tabela-nutricional-exemplo-251x240.jpg 251w" sizes="(max-width: 451px) 100vw, 451px" /><figcaption id="caption-attachment-8283" class="wp-caption-text">Exemplo de informação nutricional obrigatória para os produtos alimentícios, de acordo com a Anvisa.</figcaption></figure>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>1. Tamanho da Porção </strong></p>
<p>Apesar da nossa primeira atitude ser começar a ler quantas calorias e carboidratos o alimento tem, mais importante ainda é saber <strong>qual o tamanho da porção do alimento</strong>.</p>
[pullquote]Você sabia que a parte mais importante do rótulo é o tamanho da porção?[/pullquote]
<p>Basicamente, precisamos saber qual a quantidade de alimento que terá aquela quantidade de cada nutriente. Por exemplo, algumas bolachas consideram como sendo uma “porção” o equivalente a três unidades, enquanto outras consideram a “porção” como sendo duas unidades. Bebidas, em geral, consideram a “porção” como uma quantidade em mililitros que caiba num copo americano – em geral, 200ml – ou lata.</p>
<p>Portanto, como saber quanto de cada nutriente sem saber o tamanho da porção? Mais, se você pretende comer cinco bolachas, como saber o que tem nelas se não souber quantas “porções” equivalem às cinco míseras bolachinhas?</p>
<p>Pois é, é uma informação muito importante, e nós, em geral, passamos direto por ela!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>2. Valor Energético (ou “Calorias”, em alguns produtos) </strong></p>
<p>Essa medida mostra, basicamente, quanta “energia” há naquele alimento. As quilocalorias (kcal) ou quilojoules (kJ) são medidas de calor, que é uma forma de energia. Deixando a coisa mais fácil, é como se a gente pegasse todos os nutrientes, queimasse e medisse o calor que eles liberam nessa queima.</p>
<p>Pois é, então, sorvete, apesar de gelado, também tem <em>calor</em>ias&#8230;</p>
[pullquote]Entenda aqui o que é a famosa &#8220;caloria&#8221;![/pullquote]
<p>Essa “queima” também acontece no nosso corpo &#8211; porém, ela acontece de maneira controlada, dentro das nossas células, aos pouquinhos. Esse calor é transformado na nossa energia, para que possamos trabalhar, estudar, praticar esportes, etc.</p>
<p>Algo que devemos pensar quando vemos o valor energético de um produto é que ele é a soma da queima dos nutrientes. Assim, sabemos que a queima dos carboidratos, proteínas e gorduras, somados, resultam no valor energético total – ou algo bem próximo disso, uma vez que alguns outros nutrientes também entram na conta.</p>
<p>Para fins de curiosidade, sabia que cada grama de carboidrato, queimada, gera 4 kcal? Cada grama de proteína, queimada, gera outras 4 kcal. E cada grama de gordura, queimada, gera 9 kcal!</p>
<p>Se quiser fazer as contas, pode conferir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>3. Carboidratos</strong></p>
<p>Os carboidratos são a nossa fonte energética mais importante. São eles que serão completamente metabolizados no nosso organismo em cerca de duas horas após a refeição, são eles que são usados para corrigir hipoglicemias, e são eles as grandes estrelas da contagem de carboidratos.</p>
<p>Assim, precisamos lembrar que <strong>precisamos deles na nossa dieta</strong>. Carboidratos são os açúcares – como glicose, lactose (açúcar do leite), sacarose (o açúcar de mesa) e frutose (açúcar das frutas) – e o amido – presente na batata e no trigo.</p>
<p>Então – e é aqui que mora o perigo! – um produto <em>diet</em> ou <em>light</em> pode, ainda, ter uma quantidade muito alta de carboidratos por porção, mesmo não tendo sacarose – o açúcar “comum” – na sua composição. E, por isso, não devemos comer produtos dietéticos indiscriminadamente, certo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>4. Proteínas</strong></p>
<p>As proteínas são, basicamente, os “tijolos” do nosso corpo. Nossos músculos são formados por proteínas, nossas enzimas e hormônios são, em grande parte, proteínas, e, quando precisamos de energia, podemos usar proteínas nessa produção energética.</p>
[pullquote]As proteínas também podem influenciar nos valores de glicemia.[/pullquote]
<p>Mas, evidentemente, elas têm de ser processadas pelo corpo antes de servirem como “tijolos”. Se não, de tanto comer carne de frango, nós já estaríamos cacarejando por aí, concordam? Elas passam pelo processo de digestão e são transformadas em <em>aminoácidos</em>, que são, simplificando as coisas, “bloquinhos” que podem ser usados para fabricar quaisquer outras proteínas que o corpo precisa.</p>
<p>Essa peculiaridade da digestão e de as proteínas não entrarem inteiras quando comemos é o motivo pelo qual, <em>ainda</em>, não conseguimos ter <a title="AdipoRon, a esperança de novo tratamento oral para diabetes" href="http://www.diabeticool.com/adiporon-a-esperanca-de-novo-tratamento-oral-para-diabetes/">insulina por via oral</a>, por exemplo.</p>
<p>A propósito, as proteínas influenciam a glicemia cerca de três a quatro horas depois de sua ingestão – lembram que elas podem ser usadas para a produção de energia? Pois é, elas também devem ser levadas em conta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>5. Gorduras (Totais, Saturadas e Trans)</strong></p>
<p>Em geral, as pessoas demonizam as pobres gorduras. São elas que, em excesso, podem trazer problemas como colesterol alto, podem se depositar nos vasos sanguíneos, aumentam o peso corporal&#8230; mas elas não são ruins por si só!</p>
<p>As gorduras são muito importantes para o organismo. Sem elas, não conseguiríamos absorver muitos nutrientes, tais como as vitaminas A, D, E e K – que só são absorvidas com gorduras – e teríamos a produção deficiente de muitos hormônios – por exemplo, os hormônios esteroides são produzidos no corpo a partir do mesmo colesterol, que é incluído nas gorduras. Por fim, cada membrana de cada célula do nosso corpo – temos cerca de um <strong>trilhão</strong> de células – é composta por uma camada dupla de um tipo de gordura.</p>
[pullquote]As gorduras têm funções essenciais na manutenção da boa saúde![/pullquote]
<p>Além disso, as gorduras são um dos nossos tecidos de reserva – lembra que um grama de gordura tem mais energia do que dois gramas de carboidratos? – e por isso são “estocadas” no nosso corpo.</p>
<p>As gorduras totais são a soma das frações. As gorduras saturadas, insaturadas ou poli-insaturadas são aquelas que têm características nas suas moléculas que podem &#8211; ou não &#8211; causar problemas – por exemplo, as gorduras saturadas são aquelas que sabe-se que, em excesso, são maléficas ao organismo. E, por fim, as gorduras trans são aquelas gorduras artificiais, formadas a partir de gorduras insaturadas e que sofrem reações químicas para que se tornem saturadas – tendo, porém, diferenças em suas moléculas, e sendo consideradas ruins para o organismo, mesmo em baixas quantidades!</p>
<p>Então, a dica é <strong>MODERAÇÃO</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>7. Fibras Alimentares</strong></p>
<p>As fibras são compostos dos alimentos que digerimos bem pouco. Assim, elas são bastante importantes porque aumentam o volume do bolo fecal – ou seja, ajudam a fazer cocô – e aumentam o tempo de absorção dos açúcares no organismo – logo, a glicemia altera mais lentamente de acordo com a quantidade de fibras alimentares.</p>
<p>O consumo de fibras é recomendado em quase todas as dietas para perda de peso – já que aumenta a saciedade – e elas são componentes de alimentos integrais. Entendido o motivo para recomendarem alimentos integrais para quem tem diabetes?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>8. Sódio – e outros nutrientes </strong></p>
<p>Existem outros nutrientes nos alimentos que são discriminados na tabela nutricional: magnésio, vitaminas, ferro, cálcio, etc, que têm papel importante no nosso metabolismo. Por exemplo, o ferro é importante para evitar anemia, as vitaminas cumprem papel regulador no nosso metabolismo, etc.</p>
<p>Porém, existe um nutriente muito importante dentre estes: o sódio.</p>
<p>O sódio é o principal componente do sal de cozinha, e tem um papel muito importante nas nossas células. Ele, na quantidade correta, ajuda nos impulsos nervosos, na regulação do metabolismo das células&#8230; mas, em quantidade elevada, pode causar problemas como hipertensão e o aumento da retenção de água no organismo.</p>
<p>Por isso, também precisamos ficar atentos à quantidade, ok?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora que sabemos como ler uma tabela nutricional, vamos comparar alguns produtos <em>diet</em> e <em>light</em> com produtos tradicionais?</p>
<figure id="attachment_8284" aria-describedby="caption-attachment-8284" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8284" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/chocolate-talento-diet-normal-diabetes.jpg" alt="chocolate talento diet normal diabetes" width="600" height="300" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/chocolate-talento-diet-normal-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/chocolate-talento-diet-normal-diabetes-415x208.jpg 415w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/chocolate-talento-diet-normal-diabetes-164x82.jpg 164w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8284" class="wp-caption-text">Talento Avelãs e Talento Diet Avelãs. Qual será a diferença entre eles?</figcaption></figure>
<p>Considerando as informações nutricionais no site da empresa fabricante dos chocolates, temos que o produto <em>diet</em> tem menos calorias – 125kcal o <em>diet</em> contra 136kcal o tradicional –, um pouquinho menos de carboidratos – 12g o <em>diet</em> contra 15g o tradicional –, mais proteínas – 2,1g o <em>diet</em> contra 1,6g o tradicional – e muito mais gorduras – 9,5g o <em>diet</em> contra 8,1g o tradicional. Em termos de fibra alimentar, os valores são quase iguais – 1,0g para o <em>diet</em> e 0,8g para o tradicional – e o <em>diet</em> tem bem mais sódio – 12mg o <em>diet</em> contra 9,4mg o tradicional. Tudo isso na mesma porção de 25g de cada um.</p>
[pullquote]Entenda como o consumo do chocolate diet e do tradicional afetará a glicemia![/pullquote]
<p>Então, oras, o consumo de um Talento <em>Diet</em> influenciaria tanto na glicemia quanto o consumo de um Talento tradicional! O porém é que, por ter mais gorduras e proteínas, a glicemia seria influenciada por mais tempo, podendo levar a uma <a title="Você sabe tanto sobre Diabetes quanto pensa?" href="http://www.diabeticool.com/voce-sabe-tanto-sobre-diabetes-quanto-pensa/">hiperglicemia</a> depois de algumas horas do consumo.</p>
<p>E, como se não bastasse, os alimentos dietéticos têm impostos bem mais altos, encarecendo-os. Será que vale mesmo a pena comprar apenas produtos dietéticos?</p>
<p>Acabamos de ver que, do ponto de vista nutricional, eles são quase equivalentes aos produtos tradicionais&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_8285" aria-describedby="caption-attachment-8285" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8285" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/coca-cola-normal-e-zero-diabetes.jpg" alt="coca cola normal e zero diabetes" width="600" height="300" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/coca-cola-normal-e-zero-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/coca-cola-normal-e-zero-diabetes-415x208.jpg 415w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/01/coca-cola-normal-e-zero-diabetes-164x82.jpg 164w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-8285" class="wp-caption-text">Coca-Cola tradicional x Coca-Cola Zero. O mesmo vale para qualquer refrigerante dietético comparado com refrigerantes tradicionais.</figcaption></figure>
<p>No site da Coca-Cola Company temos as informações nutricionais de cada um dos refrigerantes. Assim, observamos que a Coca-Cola Zero não tem nutriente quase nenhum – zero de calorias, carboidratos, proteínas, gorduras, etc – tendo apenas 28mg de sódio por porção – um copo de 200ml. Já a Coca-Cola tradicional tem, em cada porção com os mesmos 200ml, 85kcal, 21g de carboidratos e 10mg de sódio, sem gorduras, proteínas ou outros nutrientes.</p>
<p>Assim sendo, fica claro que, em se tratando dos refrigerantes, a preferência é dos refrigerantes dietéticos, que não têm nutrientes que influenciam a glicemia. Evidentemente, a quantidade de sódio faz com que precisemos observar a quantidade consumida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com esses exemplos, podemos perceber que nem sempre os produtos dietéticos são as melhores opções para o nosso consumo. Em contrapartida, por vezes podem ser, sim, a melhor alternativa.</p>
<p>Para que a gente saiba, então, a melhor escolha, precisamos criar o hábito de, em vez de simplesmente olhar o rótulo procurando pelos termos “<em>Diet</em>”, “<em>Light</em>” e “Sem Adição de Açúcar”, olhar a tabela nutricional e compará-la com a versão tradicional do produto.</p>
<p>E, por fim, para adequar a sua dieta a qualquer objetivo, não caia na tentação de dietas milagrosas: apenas um nutricionista poderá ajudá-lo nessa missão!</p>
<p>Forte abraço, e até a próxima!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #dbe9f0;"><strong>+ <span style="color: #008080;">Quer ler todos os</span> <span style="color: #008080;">textos de Ronaldo Wieselberg</span>? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">CLIQUE AQUI</a>!</strong></div>
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		<item>
		<title>Onde está Deus na luta contra o diabetes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2014 17:45:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[religiosidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ronaldo Wieselberg e o seminarista Cauê Podenciano discutem o importante papel da religião no tratamento do diabetes em um texto imperdível! POR RONALDO WIESELBERG Muita gente deve ter torcido o nariz quando viu o título do texto, aposto. Então, antes mesmo de começar, preciso deixar bem claro que o objetivo do texto é mostrar como &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ronaldo Wieselberg e o seminarista Cauê Podenciano discutem o importante papel da religião no tratamento do diabetes em um texto imperdível!</em><span id="more-7961"></span></p>
<p><strong><span style="color: #008080;">POR RONALDO WIESELBERG</span></strong></p>
<p>Muita gente deve ter torcido o nariz quando viu o título do texto, aposto. Então, antes mesmo de começar, preciso deixar bem claro que o objetivo do texto é mostrar como a <strong>religiosidade</strong> – e não a religião, seja ela qual for! – pode influenciar no diabetes.</p>
<p>Antes de qualquer coisa, deixo aqui claro que não considero nenhuma religião – ou ausência dela – melhor ou pior do que a outra. Pessoalmente, acredito que fazer o bem pelo próximo, sem esperar mais, é o caminho a ser seguido, e qualquer crença que aponte isso deve ser valorizada.</p>
<p>Religião é bem diferente de religiosidade, e não devem ser confundidas. É possível ter uma religião e não ser religioso – por exemplo, os religiosos não praticantes – ou não ter religião e ser religioso – como os agnósticos. Bem, acho que estou me alongando nisso, vamos passar para a próxima!</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-7969" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/luz-divina-diabetes.jpg" alt="luz divina diabetes" width="600" height="200" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/luz-divina-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/luz-divina-diabetes-415x138.jpg 415w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" />Antes do surgimento da escrita – e portanto, na chamada “Pré-História” – as pessoas acreditavam que os deuses ou maus espíritos eram a fonte das doenças. A ideia de <a title="Pode o rotavírus causar diabetes tipo 1?" href="http://www.diabeticool.com/pode-o-rotavirus-causar-diabetes-tipo-1/">vírus</a> e bactérias – microrganismos tão pequenos que não podiam ser vistos! – era tão absurda quanto a ideia de que o próprio corpo podia “<em>se atacar</em>” &#8211; ou seja, nada de processos autoimunes.</p>
<p>O <em>Avesta</em>, livro sagrado do Zoroastrismo – uma religião da Pérsia antiga – descreve a Medicina, inclusive, como uma luta contra os demônios. Outro exemplo clássico é o hábito de judeus e muçulmanos não comerem a carne suína, hoje, muito mais por respeito às tradições e cultura, mas no início das religiões, a causa era a teníase suína – <em>Taenia solium</em> – que causava tamanho estado de desnutrição que levava à morte, aos poucos&#8230; o que era visto como uma punição divina.</p>
<p>Durante muito tempo, antes da microbiologia – que descobriu um mundo microscópico, menor do que nossos olhos conseguem ver – e da imunologia – que descobriu não apenas muitas curas, mas os processos autoimunes – as pessoas em geral consideravam que a cura das doenças ou até mesmo o fechamento de uma ferida dependiam exclusivamente da vontade divina.</p>
<p>Imagine, então, a dificuldade que tinham os médicos para convencer as pessoas a lavar as mãos depois de ir ao banheiro, para manter as feridas limpas, ou convencê-las a tomar um remédio? Praticamente impossível, uma vez que as pessoas preferiam esperar um milagre.</p>
<figure id="attachment_7964" aria-describedby="caption-attachment-7964" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7964" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/desenho-peste-negra.jpg" alt="desenho peste negra" width="600" height="610" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/desenho-peste-negra.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/desenho-peste-negra-236x240.jpg 236w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7964" class="wp-caption-text">Um padre abençoa pessoas infectadas pela Peste Negra, causada pela bactéria Yersinia pestis, como única forma de tratamento, em cerca de 1360. Hoje, os antibióticos agem melhor.</figcaption></figure>
<p>Epa, espera! Não está tão diferente dos dias atuais, não?!</p>
<p>Ainda hoje, a religiosidade desempenha um papel muito importante na sociedade. Religiões modernas, como o Espiritismo, pregam que as doenças que temos são fruto de um resgate de vidas passadas, e que portanto, devem, é claro, ser tratadas pela medicina terrena, mas o paciente não deve sentir-se entristecido. No Islamismo, temos o <em>taweez</em>, um amuleto com versos do Alcorão que auxilia na cura das doenças específicas. No Cristianismo, temos os santos, como São Valentim, que também é o santo protetor das pessoas com epilepsia.</p>
<p>E onde entra o diabetes nessa mistura?!</p>
<p>Algum tempo atrás, contei a história do diabetes, <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">desde a antiguidade até o século XIX</a>, e pudemos ver como a única esperança das pessoas, até a descoberta da insulina e dos medicamentos orais, era mesmo a fé – ou dietas de restrição total, estrume de cabra cozido em leite&#8230;</p>
<p>Hoje, temos, é claro, insulinas de altíssima qualidade e vários meios de utilizá-las; medicamentos orais de última geração; monitores de glicemia cada vez mais potentes, e cada vez menores. Ainda assim, será que a religiosidade encontra lugar em meio à <strong>diabetologia</strong>, uma ciência que cresce rapidamente com os avanços tecnológicos?</p>
<p>A resposta é SIM. Já sabemos que o <a title="Estresse permanente pode causar diabetes tipo 2 em homens" href="http://www.diabeticool.com/estresse-permanente-pode-causar-diabetes-tipo-2-em-homens/">estresse</a>, por todos os mecanismos fisiológicos, favorece a liberação de cortisol e adrenalina, hormônios que causam hiperglicemia. Da mesma forma, a calma e a meditação favorecem baixos níveis desses hormônios, o que auxilia no controle glicêmico&#8230;</p>
<p>&#8230;e, na maioria das vezes, o ambiente religioso, de preces e de encontro consigo mesmo, é propício à calma e à reflexão, que facilitam, indiretamente, o controle. A religiosidade e a crença em uma razão para o surgimento do diabetes também favorecem a aceitação da doença e início mais rápido de um tratamento que consiga oferecer a melhor qualidade possível para quem tem diabetes.</p>
<p>É claro, como diversos casos nos hospitais nos mostram – e inclusive, um deles relatado no filme “O Milagre Anunciado” –, “<em>apenas</em>” confiar na ajuda divina e na resolução milagrosa não ajuda no controle do diabetes. Se por um lado acreditamos que Deus – ou como quer que chamemos essa força superior – tem influência no diabetes, por outro esse controle não é direto.</p>
<figure id="attachment_7965" aria-describedby="caption-attachment-7965" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7965" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/Jesus-Cristo-cirurgia.jpg" alt="Jesus Cristo cirurgia" width="600" height="416" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/Jesus-Cristo-cirurgia.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/Jesus-Cristo-cirurgia-346x240.jpg 346w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7965" class="wp-caption-text">A influência divina não é direta, como dissemos. A força superior intercede por meio da boa cabeça e meios terrenos. Seria meio difícil para Jesus realizar uma cirurgia, não?</figcaption></figure>
<p><strong>Esta “influência divina” vem, por assim dizer, por meio de bênçãos para que consigamos entender e enfrentar a doença, sem autopiedade; bênçãos para os médicos, para que eles possam tratá-la da maneira correta, em conjunto com os pacientes; bênçãos para que os cientistas encontrem tratamentos cada vez mais eficazes, até a cura completa&#8230; É muito mais do que “<em>apenas</em>” dizer para crer em Deus.</strong></p>
<p>Para ilustrar o que quis dizer, vou relatar um caso verídico.</p>
<p>Há alguns dias, no Facebook, uma moça com diabetes relatava em um grupo estar muito triste e sem esperanças, pois tinha medido a glicemia e o resultado foi acima de 400mg/dl. Dos quase cinquenta comentários na postagem, contei mais de trinta que diziam apenas para confiar em Deus, para orar&#8230; mas não encontrei NENHUM que orientava a procurar um serviço médico, por exemplo.</p>
<p>Será que a orientação correta também não seria uma intervenção divina, que poderia ter colocado um fim àquele sofrimento?</p>
<p><strong>Bem, partindo do princípio de que cerca de 5,5 bilhões de pessoas no planeta acreditam em Deus, independente da religião, e que ele é o mesmo, independente de como o chamemos, Ele não fica controlando tudo, a todo momento. Se assim fosse, perderíamos o livre arbítrio, seríamos como marionetes. Da mesma forma, Ele realiza, então, suas obras, por meio de seus filhos: médicos para tratar da saúde, professores para ensinar ao próximo, agricultores para cultivar o alimento&#8230; É nessas obras que Ele aparece, de maneira indireta.</strong></p>
<p>Ignorar essas “bênçãos indiretas”, por assim dizer, seria ignorar a Deus, da mesma forma. Isso faz com que a gente caia num erro de acreditar que Deus existe para cuidar dos nossos mínimos problemas, tal qual uma babá faria com um bebê. Além de ser egoísta de nossa parte, também é uma fé simplista.</p>
<p>Existe um caso real, nos Estados Unidos, que foi relatado no filme “A Promessa de Um Milagre”, de 1988 (em inglês, “Promised a Miracle”). Ele conta a história do casal que, seguindo cegamente as palavras de um pastor protestante da Califórnia, acreditou que o filho estivesse curado do diabetes, e <em>jogou fora</em> os frascos de insulina. O menino, apesar de toda a fé dos pais, não estava curado, e acabou falecendo. Os pais, então, foram processados, com acusações de maus-tratos e homicídio.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Promised a Miracle (1988) trailer" width="850" height="638" src="https://www.youtube.com/embed/1TNykBLA_zM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Não vou contar o final do filme – que vale a pena ser assistido! –, mas a conclusão à qual chegamos é simples: o <strong>milagre já foi anunciado, e chama-se tratamento médico</strong>. Deus já nos enviou o tratamento para que todas as pessoas com diabetes tenham uma vida normal.</p>
<p>Para terminar, reservo o uso do clichê: <strong>Deus não nos dá o peixe, mas nos dá a vara para que aprendamos a pescar</strong>. Ele não nos dá a cura ou o controle, facilmente, mas nos dá boa cabeça e meios para que consigamos o controle e, quem sabe, futuramente, a cura.</p>
<p>Um abraço, e até a próxima!</p>
<p><em>Com a colaboração do Seminarista Cauê Podenciano</em></p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #dbe9f0;"><strong>+ <span style="color: #008080;">Quer ler todos os</span> <span style="color: #008080;">textos de Ronaldo Wieselberg</span>? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">CLIQUE AQUI</a>!</strong></div>
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