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	<title>peptídeo-C | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Peptídeo C – de Patinho Feio a Cisne no Mundo do Diabetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2015 18:29:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[peptídeo-C]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes visto como mero &#8220;resto&#8221; da insulina, o peptídeo C ganha status de possível agente terapêutico no tratamento do diabetes. Entenda neste texto de Ronaldo Wieselberg. Quando descobriu-se, em 1967, como é realizada a produção e secreção de insulina no corpo humano, descobriram, também, um “resto”.  A insulina é formada dentro das células beta do &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Antes visto como mero &#8220;resto&#8221; da insulina, o peptídeo C ganha status de possível agente terapêutico no tratamento do diabetes. Entenda neste texto de Ronaldo Wieselberg.</em><br />
<span id="more-8655"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8656" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-ronaldo-wieselberg.jpg" alt="peptideo c ronaldo wieselberg" width="800" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-ronaldo-wieselberg.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-ronaldo-wieselberg-768x528.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-ronaldo-wieselberg-349x240.jpg 349w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >Q</span>uando descobriu-se, em 1967, como é realizada a produção e secreção de insulina no corpo humano, descobriram, também, um “resto”.  A insulina é formada dentro das células beta do pâncreas na forma de uma molécula chamada “pró-insulina”. Esta molécula fica em uma espécie de espiral, e ligações químicas “fecham” essa espiral. Depois, algumas substâncias cortam as partes “desnecessárias” e a insulina está pronta para uso.</p>
[pullquote]O peptídeo C era visto como um simples &#8220;resto&#8221; da produção de insulina&#8230;[/pullquote]
<p>Como a insulina tinha duas cadeias que eram ligadas, as chamadas “cadeia A” e “cadeia B” – o pessoal não é lá muito criativo para nomes&#8230; – batizaram aquele “resto”, cortado pelas substâncias depois da ligação das cadeias A e B, de <strong>peptídeo C </strong>(<em>veja na imagem abaixo</em>).</p>
<p>Naquela época, buscaram alguma função biológica do peptídeo C. Imaginaram que, vindo da molécula de pró-insulina, ele deveria ter alguma ação parecida com a insulina propriamente dita – por exemplo, <em>diminuir a glicemia</em>. Mas não acharam. E ele ficou meio de lado. Até o começo dos anos 90.</p>
<p>Inclusive nos livros de Endocrinologia mais renomados é dito, com todas as palavras: “<em>o peptídeo C não tem função biológica conhecida</em>” (<em>Greenspan’s Basic and Clinical Endocrinology, 9th Edition</em>,<strong> 2011</strong>). Para se pensar em como as coisas podem mudar rapidamente&#8230;</p>
<figure id="attachment_8657" aria-describedby="caption-attachment-8657" style="width: 845px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8657" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-diabetes.jpg" alt="peptideo c diabetes" width="845" height="578" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-diabetes.jpg 845w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/05/peptideo-c-diabetes-351x240.jpg 351w" sizes="(max-width: 845px) 100vw, 845px" /><figcaption id="caption-attachment-8657" class="wp-caption-text">O Peptídeo C, marcado como “Peptídeo de Conexão” na molécula de pró-insulina.</figcaption></figure>
<p>O peptídeo C é secretado na corrente sanguínea junto da insulina, e na mesma quantidade de moléculas – o termo usado na ciência para esse acontecimento é “<em>secreção equimolar”</em>, o equivalente a dizer que saiu da célula a mesma quantidade de dúzias de laranjas e de melancias (ou seja, é a mesma quantidade e não é o mesmo peso, porque a melancia pesa mais). Logo, uma função bastante interessante para o peptídeo C seria <em>marcar a produção de insulina</em>.</p>
<p>Assim, se ao fazer o exame de sangue, você encontrasse o peptídeo C – que descobriram que durava mais, conseguia resistir ao metabolismo do fígado&#8230; – era sinal de que ainda produzia insulina. E, então, ou não precisaria de insulina, ou precisaria de quantidades pequenas.</p>
<p>E aí, começaram a surgir evidências que criaram um ponto de interrogação gigante na cabeça de muita gente.</p>
<p>Pessoas que tinham o período de <em>lua-de-mel</em> estendido – não, nada da folga pós-casamento, me refiro àquele período em que ainda há uma pequena secreção de insulina no diabetes tipo 1 – tinham uma incidência menor de complicações. O transplante de pâncreas parecia que “diminuía” o prejuízo trazido pelas complicações crônicas – e não parecia ter muito a ver com a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas ou com o controle glicêmico.</p>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/uma-lua-de-mel-de-adocicar-o-sangue-parte-i-de-ii/&#8221; size=&#8221;small&#8221; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;#E6B800&#8243;]Saiba mais sobre o período de lua-de-mel do diabetes tipo 1![/button]
<p>&nbsp;</p>
<p>E aí, decidiram olhar com mais carinho para o patinho feio. Ele tinha sido negligenciado, mas, oras, assim como o patinho da história, estava se mostrando algo bem diferente.</p>
<p>No começo desse ano – 2015 – a <em>Diabetes Research and Clinical Practice</em>, uma das revistas científicas de maior prestígio em relação ao diabetes no mundo, publicou um artigo que revisava os trabalhos de investigação sobre o peptídeo C. E eles foram impressionantes.</p>
<p>O <strong>Diabeticool</strong> traz, com exclusividade, os achados dessa revisão, adaptados e prontos para discussão!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como funciona o Peptídeo C?</strong><strong> </strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >S</span>e eu me lembro das minhas aulas de Bioquímica e das bases da Farmacologia, tudo se deve à ligação do peptídeo C em uma parte da célula – chamada de “<em>receptor</em>” – que vai estimular um monte de efeitos dentro daquela “caixinha” minúscula.</p>
[pullquote]De nada adianta ter um monte de peptídeo C no corpo; entenda o porquê.[/pullquote]
<p>Até onde se sabe, o peptídeo C tem função ao estimular a produção de um tipo de enzima, reduz a formação de substâncias inflamatórias e danosas ao corpo – por exemplo, os famosos “radicais livres” – e, principalmente, protege as células da parede dos vasos sanguíneos dos efeitos lesivos causados pela hiperglicemia – diminuindo, inclusive, os processos de <a title="UNICAMP lança portal online sobre dietas e controle do peso" href="http://www.diabeticool.com/unicamp-lanca-portal-online-sobre-dietas-e-controle-do-peso/">aterosclerose</a>.</p>
<p>O porém é que descobriram, também, que esse receptor para o peptídeo C satura rápido. O que isso significa? Vamos ver se consigo explicar&#8230;</p>
<p>Imagine que você quer assistir àquele filmão que acabou de ser lançado. Porém, ele só está disponível em uma sessão, em um cinema, um tanto quanto afastado na cidade. E, claro, existem lugares limitados no cinema. Então, quem chegar primeiro, assiste ao filme – e quem não chegar a tempo, sinto muito, espere outra sessão começar.</p>
<p>Isso acontece nos receptores, também. Se existir muito peptídeo C na corrente sanguínea, os receptores ficarão “ocupados”, e aqueles que não conseguirem se ligar vão ficar ali, “esperando outra sessão começar”.</p>
<p>E, diferentemente do exemplo, não dá para “construir outro cinema” para que o peptídeo C restante se ligue também&#8230; Então, não adianta dar grandes quantidades dessa substância: ela não será totalmente aproveitada desse jeito!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Os Efeitos do Peptídeo C no Corpo</strong><strong> </strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span>lguns estudos foram realizados no decorrer dos anos. A maioria deles usou modelos animais – ou seja, experiência em cobaias –, mas alguns deles também foram realizados em pessoas com diabetes.</p>
[pullquote]Descubra as diversas vantagens comprovadas (e aquelas ainda em estudo) do peptídeo C no organismo![/pullquote]
<p>Em casos de <strong><em>neuropatias</em></strong> – complicações relacionadas aos nervos –, os estudos demonstraram que a aplicação de peptídeo C, subcutâneo, diminuiu o desenvolvimento de problemas de condução (inclusive aumentou a velocidade de condução dos nervos em até 80%) e melhorou os sintomas. Isso ocorreu, de acordo com os cientistas, porque o fluxo sanguíneo ali – sim, os nervos também recebem sangue para que sejam nutridos! – é aumentado, assim como um mecanismo responsável pela condução dos impulsos nervosos. No caso da <a title="Disfunção erétil é tratada com remédio para diabetes" href="http://www.diabeticool.com/disfuncao-eretil-e-tratada-com-remedio-para-diabetes/">disfunção erétil</a> – uma complicação neuropática – o uso do peptídeo C também demonstrou melhoras.</p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=iJ7jyxB9q1E</p>
<p><em>Acompanhe uma explicação (em inglês) das diferenças entre peptídeo C no diabetes tipo 1 e no tipo 2.</em></p>
<p>Nos casos de <strong><em>nefropatias</em></strong> – complicações relacionadas aos rins – o uso do peptídeo C diminuiu a excreção proteica, assim como também diminuiu a filtração renal – poupando, assim, o trabalho destes órgãos. Além disso, ao atuar em um mecanismo de reabsorção de sódio nos rins, e diminuindo a produção de fatores que aumentam a fibrose – que é o mecanismo de lesão –, o peptídeo C tinha um efeito protetor. Mas, de acordo com os cientistas, isso ainda precisa ser estudado com mais calma&#8230;</p>
<p>No caso da <strong><em>função cardíaca</em></strong> e do <strong><em>fluxo sanguíneo</em></strong>, os estudos mostraram que o uso do peptídeo C diminuiu as arritmias cardíacas – já que elas estavam relacionadas aos problemas dos nervos que controlam o coração nas pessoas com diabetes – e aumentou o fluxo sanguíneo de maneira geral, nos rins, coração, nervos&#8230; e inclusive na pele, onde a falta de fluxo sanguíneo é motivo de preocupação para a cicatrização.</p>
<p>Na <strong><em>retinopatia</em></strong>, complicação relacionada aos olhos, a injeção do peptídeo C nos olhos de cobaias – no caso, ratos – impediu a progressão da retinopatia diabética. Não que o método de administração seja muito agradável, mas ainda são necessários mais estudos na área para comprovar sua eficácia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Então, o que podemos falar desse peptídeo, que mal conheço e já considero pacas?</strong><strong> </strong></h4>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >E</span>m primeiro lugar, tudo aponta que o peptídeo C seja um antioxidante próprio do corpo. Porém, não sabemos direito qual a atividade metabólica dele – principalmente por não conhecermos em detalhes seu receptor nas células.</p>
<p>Além disso, não sabemos se administrar o peptídeo C a longo prazo pode causar algum dano à saúde – é MUITO difícil em Medicina termos alguma coisa que, na dose errada, não cause problemas&#8230; –, e isso precisa ser estudado com muito cuidado antes que o seu uso possa ser liberado.</p>
<p>Porém, o que se sabe é que, quando em concentração fisiológica – ou seja, em concentração igual à da liberação no corpo –, ele tem efeitos benéficos. Assim, se você tem diabetes tipo 2, <a title="Diabetes e a Aventura Gelada" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-e-a-aventura-gelada/">diabetes LADA</a>, diabetes tipo 1 em lua-de-mel, ou outros tipos de diabetes com produção de insulina, valorize esse período e estenda-o o máximo que conseguir com o melhor controle glicêmico possível!</p>
<p>Quem tem a ganhar é você&#8230; até que o novo “cisne” dos hormônios possa alçar voo com segurança.</p>
<p>Até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #6e7f88; padding: 10px; background-color: #b8d4e2;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
[button link=&#8221;http://www.diabeticool.com/?p=7247&#8243; target=&#8221;new&#8221; color=&#8221;blue&#8221;]Quer ler todos os textos do Ronaldo Wieselberg? Clique aqui![/button]
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong><em>Se quiser saber mais (só se tiver muita coragem)&#8230;</em></strong></h5>
<ul>
<li>Wahren J, Larsson C.<strong> C-Peptide: New Findings and therapeutic possibilities. </strong>Diabetes Research and Clinical Practice 107 (2015) 309-319.  <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.diabres.2015.01.016">http://dx.doi.org/10.1016/j.diabres.2015.01.016</a></li>
<li>Gardner DG, Shoback D. <strong>Greenspan’s Basic &amp; Clinical Endocrinology, 9<sup>th</sup> Edition</strong>. McGraw-Hill, 2011. Capítulo 17.</li>
<li>Devlin TM. <strong>Manual de Bioquímica com Correlações Clínicas, 7ª Edição</strong>. Blucher, 2011. Capítulo 3.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/peptideo-c-de-patinho-feio-a-cisne-no-mundo-do-diabetes/">Peptídeo C – de Patinho Feio a Cisne no Mundo do Diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>1 de cada 3 diabéticos tipo 1 ainda produz insulina</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/1-de-cada-3-diabeticos-tipo-1-ainda-produz-insulina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2014 19:03:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[peptídeo-C]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descoberta de que alta porcentagem de quem está com diabetes tipo 1 produz, naturalmente, o hormônio, traz fortes implicações tanto médicas quanto econômicas. É comum dizer que a grande diferença entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 é que, no primeiro caso, o corpo não produz insulina. A própria Associação Americana de Diabetes &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Descoberta de que alta porcentagem de quem está com diabetes tipo 1 produz, naturalmente, o hormônio, traz fortes implicações tanto médicas quanto econômicas.</em><br />
<span id="more-8221"></span></p>
<p>É comum dizer que a grande diferença entre o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a> e o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-2/">tipo 2</a> é que, no primeiro caso, <strong>o corpo não produz insulina</strong>. A própria Associação Americana de Diabetes &#8211; uma das entidades mais respeitadas no mundo &#8211; escreve, categórica, em seu website: &#8220;No diabetes tipo 1, o corpo não produz insulina&#8221;. Mas será mesmo que quem está com diabetes tipo 1 não gera nada deste importante hormônio?</p>
<p>Uma nova pesquisa científica vem mostrar que o funcionamento do corpo de um diabético tipo 1 é mais complexo do que se imaginava. O estudo, publicado na última edição do periódico <em>Diabetes Care</em>, afirma que <strong>pelo menos 1 de cada 3 diabéticos tipo 1 continua produzindo insulina durante várias décadas após o diagnóstico</strong>.</p>
<p>A descoberta, além de revolucionar a compreensão sobre a doença, ainda possui aplicações práticas nas áreas médica e econômica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MEGA ESTUDO TRAZ MEGA RESULTADOS</strong></p>
<p>O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade de Miami, utilizou um enorme banco de dados sobre pessoas com diabetes tipo 1 fornecido pelo T1D Exchange, consórcio científico focado em acelerar pesquisas sobre a doença.</p>
<p>Dados de saúde de mais de 900 diabéticos foram analisados no trabalho. Cada um deles passou por um teste de detecção do <strong>peptídeo-C</strong>. O peptídeo-C é uma molécula que ajuda a insulina a ser sintetizada no corpo; assim, caso esteja presente no organismo, é um sinal de que insulina está sendo produzida.</p>
<p>Os resultados mostraram que o número de diabéticos que ainda produziam insulina era muito acima do esperado. Entre pacientes diagnosticados há 5 anos, por exemplo, o peptídeo-C foi encontrado em 78% dos adultos e 46% daqueles diagnosticados antes dos 18 anos de idade. Em diabéticos diagnosticados há mais de 40 anos, 16% deles continuam a ter o peptídeo-C no corpo.</p>
<p>No geral, um terço dos diabéticos apresentou presença do peptídeo.</p>
<p>&#8220;Outros estudos mostraram que alguns pacientes com diabetes tipo 1 que viveram muito anos com a doença continuavam a secretar insulina. Acreditava-se que estes pacientes eram casos excepcionais&#8221;, afirmou a doutora Carla Greenbaum, diretora do T1D Exchange Biobank e uma das autoras do trabalho. &#8220;Pela primeira vez, nós podemos dizer definitivamente que estes pacientes são uma parte verdadeira da população com diabetes tipo 1, o que implica mudanças enormes no manejo clínico e nas políticas públicas&#8221;.</p>
<p><strong>+ <span style="color: #ff6600;">PARA SABER MAIS</span></strong>: <em>Em outubro do ano passado, o <strong>Diabeticool</strong> trazia com exclusividade aos leitores a matéria &#8220;</em><a href="http://www.diabeticool.com/no-final-das-contas-diabeticos-tipo-1-produzem-sim-insulina/">No final das contas, diabéticos tipo 1 produzem, sim, insulina!</a><em>&#8220;. O texto conta detalhes de uma pesquisa realizada na Inglaterra que mostrava que 75% dos diabéticos tipo 1 ainda produziam naturalmente insulina, mesmo em quantidades bem pequenas.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>AS MUDANÇAS QUE A PESQUISA TRAZ</strong></p>
<p>Em termos médicos, saber que uma porcentagem alta de diabéticos tipo 1 ainda produz insulina pode ajudar os profissionais da saúde na hora de realizar corretamente o <a title="Critérios para o Diagnóstico do Diabetes Tipo 1" href="http://www.diabeticool.com/criterios-para-o-diagnostico-do-diabetes-tipo-1/">diagnóstico do diabetes</a>. Hoje, testes de detecção de insulina realizado em adultos podem fazer a equipe médica concluir que a pessoa tem diabetes tipo 2 quando na verdade ela está com diabetes tipo 1 (no tipo 2 da doença, há produção de insulina, pelo menos nos estágios iniciais e intermediários da doença).</p>
<p>Já em termos econômicos, a novidade científica promete gerar debates e mudanças nas políticas de saúde, pelo menos nos EUA. Lá, o serviço público de saúde e diversas seguradoras apenas fornecem bombas de insulina caso o diabético tipo 1 tenha comprovação médica de que não produz nada de insulina. Saber que boa parte dos DM1 ainda sintetizam o hormônio &#8211; e que isto não ajuda a controlar melhor a doença, sendo o uso da bomba ainda necessário &#8211; deverá ser levado em consideração nos próximos anos.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/1-de-cada-3-diabeticos-tipo-1-ainda-produz-insulina/">1 de cada 3 diabéticos tipo 1 ainda produz insulina</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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