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	<title>cetoacidose diabética | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>COVID-19 severa e diabetes: o que os médicos estão dizendo sobre tratamentos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 13:50:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[cetoacidose diabética]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o início da pandemia do novo coronavírus, sabe-se que há alguns grupos de risco específicos. São pessoas mais vulneráveis à doença e às suas consequências, com prognósticos piores do que a média. Dentre eles, infelizmente, estão as pessoas com diabetes. Isso não significa que estar com diabetes necessariamente torna a pessoa suscetível ao coronavírus, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<span class="bdaia-shory-dropcap bdaia-shory-dropcap1" >D</span>esde o início da <strong>pandemia do novo coronavírus</strong>, sabe-se que há alguns grupos de risco específicos. São pessoas mais vulneráveis à doença e às suas consequências, com prognósticos piores do que a média. Dentre eles, infelizmente, estão as pessoas com <strong>diabetes</strong>.</p>
<p>Isso não significa que estar com diabetes <em>necessariamente</em> torna a pessoa suscetível ao coronavírus, é claro. E nem que estar com diabetes necessariamente ampliará os efeitos da doença. Há inúmeros casos de pessoas com diabetes curadas, ou que tiveram apenas sintomas leves. Mas é fato que uma parte considerável dos casos graves de COVID-19 em todo o mundo é relacionada ao diabetes, então é necessário ter cautela.</p>
<div style="background: #f4f4f4; padding: 20px; margin: 30px 0px;">
<div class="one_half">Em casos de infecções por vírus no geral (não especificamente o novo coronavírus), estar com diabetes costuma ser um fator de risco importante, aumentando a probabilidade de <a href="https://www.diabeticool.com/pessoas-com-diabetes-mesmo-adultos-e-idosos-devem-ser-vacinadas-contra-gripe-pneumonia-e-hepatite-b/"><strong>pneumonia</strong> </a>e <strong>sepse grave</strong>.</div><div class="one_half last">As evidências também sugerem que os riscos associados à COVID-19 são maiores em pessoas com <a href="https://www.diabeticool.com/como-infeccoes-alteram-nossas-glicemias/">controle ruim da glicemia</a>, e que o vírus parece estar associado a aumento do risco de <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">cetoacidose diabética</a>.</div><div class="clear-fix"></div>
</div>
<figure id="attachment_10801" aria-describedby="caption-attachment-10801" style="width: 639px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51703189"><img loading="lazy" class="wp-image-10801 size-full" src="https://b863587.smushcdn.com/863587/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade.png?lossy=1&strip=1&webp=1" alt="COVID-19 e taxas de mortalidade" width="639" height="700" srcset="https://b863587.smushcdn.com/863587/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade.png?lossy=1&amp;strip=1&amp;webp=1 639w, https://b863587.smushcdn.com/863587/wp-content/uploads/2020/06/COVID-19-e-taxas-de-mortalidade-219x240.png?lossy=1&amp;strip=1&amp;webp=1 219w" sizes="(max-width: 639px) 100vw, 639px" /></a><figcaption id="caption-attachment-10801" class="wp-caption-text">O gráfico acima é da BBC Brasil, e representa os resultados de um estudo de 44 mil casos de COVID-19 na China, publicado no começo do ano. Muito possivelmente ele não representa a realidade atual, mas serve como um parâmetro importante de análises.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recentemente, um dos principais periódicos médicos do mundo publicou orientações e novidades sobre o tratamento de COVID-19 em pacientes com diabetes. Resumimos as principais informações a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE A <em>LANCET DIABETES &amp; ENDOCRINOLOGY</em> DIZ</strong></h2>
<p><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-10799" src="https://b863587.smushcdn.com/863587/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology.jpg?lossy=1&strip=1&webp=1" alt="Diabeticool - COVID-19 e o diabetes - artigo Lancet Diabetes Endocrinology" width="320" height="300" srcset="https://b863587.smushcdn.com/863587/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology.jpg?lossy=1&amp;strip=1&amp;webp=1 320w, https://b863587.smushcdn.com/863587/wp-content/uploads/2020/06/Diabeticool-COVID-19-e-o-diabetes-artigo-Lancet-Diabetes-Endocrinology-256x240.jpg?lossy=1&amp;strip=1&amp;webp=1 256w" sizes="(max-width: 320px) 100vw, 320px" />Em 23 de abril, o respeitado periódico médico <em>Lancet Diabetes &amp; Endocrinology </em>trouxe um artigo, em formato de &#8220;opinião pessoal&#8221; (isto é, trata-se de um relato de observações pessoais dos médicos envolvidos, e não um estudo científico de fato), sobre <strong>cuidados médicos em pessoas com diabetes e a COVID-19</strong>. O artigo foi escrito por um grupo com 19 membros, liderado pelo Dr. Stefan R. Bornstein, médico do <em>Helmholtz Zentrum München</em> e da<em> Technische Universität Dresden</em>, na Alemanha. O grupo conta com profissionais provenientes da Europa, Estados Unidos, Ásia, Austrália e América do Sul. Você encontra um link para o artigo completo no final do nosso texto.</p>
<p>Preparamos, a seguir, um resumo das principais orientações:</p>
<h3><strong>PREVENÇÃO</strong></h3>
<ul>
<li>Primeiro ponto: <strong>prevenir</strong> o descontrole da glicemia. Isso é especialmente importante em pessoas com diabetes tipo 1, que idealmente devem medir em casa, além da glicemia, as <a href="https://www.diabeticool.com/i-want-to-break-free-testamos-o-freestyle-libre/"><strong>cetonas</strong></a> no sangue.</li>
<li>Para DM1 e DM2, é importantíssimo que o controle da glicemia esteja <strong>ótimo</strong>. Por isso, todas as estratégias para ajudar as pessoas a atingir suas metas &#8211; seja aprimorando os tratamentos, seja via consultas por telemedicina &#8211; são válidas.</li>
</ul>
<h3><strong>MONITORAMENTO</strong></h3>
<ul>
<li>É essencial monitorar o diabetes em todos os pacientes hospitalizados com Covid-19.</li>
</ul>
<h3><strong>TRATAMENTO</strong></h3>
<ul>
<li>Para pessoas sabidamente infectadas com o novo coronavírus e que exigem tratamento médico, é importante monitorar por completo a sua saúde (glicemia plasmática, eletrólitos, pH, cetonas no sangue ou β-hidroxibutirato).</li>
<li>Os médicos sugerem, inclusive, o tratamento intravenoso com insulina precoce em pacientes com doença grave.</li>
<li>Curiosamente, seguem as <strong>metas glicêmicas</strong> para casos leves e graves da COVID-19:
<ul>
<li><em>Casos leves</em>: glicemia no plasma de 72 mg/dL a 144 mg/dL</li>
<li><em>Casos graves</em>: 72 mg/dL a 180 mg/dL.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3><strong>MEDICAMENTOS: ATÉ A METFORMINA EXIGE CUIDADOS!</strong></h3>
<p>O tratamento das formas mais severas de COVID-19 exige que até mesmo um dos medicamentos antidiabéticos mais seguros que existem &#8211; a <a href="https://www.diabeticool.com/metformina/"><strong>metformina</strong></a> &#8211; seja usado com cautela.</p>
<p>De acordo com o artigo médico, em casos graves de COVID, metformina e medicamentos da classe SGLT2 (inibidores do cotransportador 2 de sódio-glicose) devem ter seu uso <strong>suspenso</strong>, pois podem acarretar lesões nos rins e maiores riscos de desidratação. Além disso, o uso da metformina nesses pacientes aumenta a chance de acidose lática, enquanto que os SGLT2 aumentam os riscos de <a href="https://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/"><strong>cetoacidose diabética</strong></a>. Lembrando, aqui, que são orientações <em><strong>médicas</strong></em>, <span style="text-decoration: underline;"><strong>específicas para casos graves de COVID-19 apenas</strong></span> &#8211; pessoas com casos leves e que utilizem qualquer dos medicamentos devem continuar a usá-los.</p>
<p>Medicamentos das classes GLP-1 e DPP-4 podem ser usados sem problemas nesses pacientes, monitorando-os constantemente para evitar desidratação.</p>
<p>E, é claro, o uso de insulina deve continuar <strong>sempre</strong>.</p>
<p>As orientações descritas acima, segundo os médicos autores do artigo, &#8220;são baseadas em nossa opinião como especialistas, ainda aguardando o resultado de ensaios clínicos randomizados”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #026cac;"><strong>SAIBA MAIS</strong></span></h2>
<ul>
<li><em>Lancet Diabetes Endocrinol. </em><a class="article-header__vol faded" href="https://www.thelancet.com/journals/landia/issue/vol8no6/PIIS2213-8587(20)X0006-4">VOLUME 8, ISSUE 6</a><em>, <span class="article-header__pages faded">P546-550, </span><span class="article-header__date faded">JUNE 01, 2020.</span></em> <a href="https://www.thelancet.com/journals/landia/article/PIIS2213-8587(20)30152-2/fulltext">Texto completo</a></li>
</ul>
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		<title>Diabetes em Catástrofes &#8211; a luta pela saúde em meio ao caos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2014 13:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[catástrofes]]></category>
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		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>História reais de diabéticos em áreas de terremotos, enchentes e guerras civis. Veja o que eles fizeram para sobreviver e continuar cuidando da saúde em meio ao caos. POR RONALDO WIESELBERG Imagine a cena. Você está em um almoço com a sua família. Seus filhos à mesa, assim como o seu esposo ou esposa. De &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>História reais de diabéticos em áreas de terremotos, enchentes e guerras civis. Veja o que eles fizeram para sobreviver e continuar cuidando da saúde em meio ao caos.</em><span id="more-7372"></span></p>
<p><span style="color: #008080;"><strong>POR RONALDO WIESELBERG</strong></span></p>
<p>Imagine a cena. Você está em um almoço com a sua família. Seus filhos à mesa, assim como o seu esposo ou esposa. De repente, um estrondo. A parede da sala caiu, as estantes balançam, derrubando alguns livros. Uma nuvem de poeira se levanta, enquanto estilhaços da parede são arremessados na direção de todos. Vocês se abaixam, e, por sorte, ninguém é ferido. A terra treme por alguns segundos, sacudindo sob seus pés, e a luz acaba, repentinamente. O terremoto não deixou vítimas, ao menos não na sua família. Porém, muitos lugares foram devastados. Inclusive hospitais e casas de outras pessoas, deixando vítimas, muitas vezes fatais.</p>
<p>E aí, você se lembra: <strong>não aplicou a insulina antes do almoço</strong>.</p>
<p>Pareceu uma cena esquisita? Algo fora de lugar? Ou será que não?</p>
<p>Os acontecimentos recentes ao redor do mundo nos fazem – ou ao menos, deveriam fazer! – pensar sobre a situação de uma pessoa com diabetes em meio às tragédias, sejam elas naturais ou causadas pelo homem. Terremotos, como o acontecido no Haiti em 2010; o furacão Katrina, nos Estados Unidos, em 2005; o Tsunami na Ásia em 2004; ou os recentes conflitos armados na Síria e na Ucrânia, todos são eventos em que a simples falta de energia elétrica, água potável, comida e abrigo são suficientes para causar um caos virtualmente infindável. <strong>O que fazer, então, tendo diabetes nesses casos?</strong></p>
<p>Os sistemas de saúde, em geral já sobrecarregados pela simples procura por parte da população, entram, então, em colapso. Quedas de energia podem ocasionar o fim de condições de armazenamento da medicação. Danos às vias de transporte podem significar que não haverá meios de conseguir outros medicamentos.</p>
<p>Neste artigo, contarei alguns casos sobre o que pessoas com diabetes fizeram nessas situações.</p>
<p><em>Observação: nomes foram trocados de maneira a preservar a identidade das pessoas nos relatos.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1. REVOLUÇÃO SÍRIA (Síria, 2011-atualidade)</strong></p>
<p>Uma guerra civil, nascida de protestos por causa do desemprego e da crise econômica da Síria, país no Oriente Médio, que se estende até os dias atuais, gerando cerca de 6,5 milhões de desabrigados e mais de 2,3 milhões de refugiados – muitos deles no Brasil! – abre a nossa série de relatos.</p>
<p>Tristemente, uma vez que o Oriente Médio está constantemente nos nossos meios de comunicação, com notícias infelizes de bombardeios e ataques suicidas, nos acostumamos de tal forma com a barbárie diária que ela nos parece comum. Para aqueles que ali estão, porém, a situação é muito grave.</p>
 Destruição em Damasco, após um atentado à bomba, em outubro de 2012.
<p><strong>Mohamad</strong> tem 30 anos e era comerciante na Síria. Ele, sua mulher e seus dois filhos conseguiram escapar para o Brasil numa jornada pela Jordânia, à pé. Um de seus filhos, Bilel, tem <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a>. Este relato é sobre a fuga de Mohamad, Bilel e família de Damasco, capital da Síria, até a Jordânia.</p>
<p>Por ter, na época, uma boa condição financeira, Mohamad conseguia comprar as insulinas que Bilel usava – <a title="Agora é Lei: Lantus vai ser fornecida em todo país pelo SUS" href="http://www.diabeticool.com/agora-e-lei-lantus-vai-ser-fornecida-em-todo-pais-pelo-sus/">Lantus</a> e Humalog. Quando os conflitos começaram, Mohamad conseguiu, ainda, comprar alguns frascos de insulina, e considerou que pelo menos por alguns meses, teria condições de esperar o conflito terminar. Porém, o conflito foi se alongando&#8230;e se alongando. Semanas tornaram-se meses e meses tornaram-se anos.</p>
<p>Com o ataque às redes elétricas por parte do exército sírio, cidades inteiras, inclusive a capital, Damasco, sofreram quedas de energia. Com isso, o armazenamento da insulina de Bilel tornou-se um problema muito grande. Em contato com o gelo, ela poderia congelar e tornar-se inútil. Se armazenada na geladeira, além dos problemas de queda de energia, os bombardeios poderiam acertar o local e destruir todo o estoque. Como, então, proteger os preciosos frascos de insulina restantes das variações de temperatura do local, que variava entre trinta e cinco graus Celsius durante o dia para, muitas vezes, cair próximo ao zero durante a noite?</p>
 Criança refugiada dos conflitos da Síria, em abrigo da UNHCR, Comissão de Refugiados da ONU. Não é Bilel, mas poderia ser.
<p>Mohamad pensou em uma solução inusitada. Os esquimós construíam abrigos de gelo para se isolar do frio externo, mantendo a temperatura dentro dos iglus constante, e maior do que a temperatura de fora. Então, ele decidiu usar o solo para abrigar as insulinas. Colocou os suprimentos em uma caixa de isopor e cavou um buraco no quintal, à sombra. Escondeu ali as insulinas, e, sempre que Bilel precisava de mais, ele desenterrava a caixa e tirava apenas o necessário.</p>
<p>A casa de um dos vizinhos da família foi bombardeada, e a energia elétrica faltou por vários dias. Durante semanas o exército sírio trocou tiros com os manifestantes praticamente na rua de Mohamed e Bilel, mas ninguém ameaçou o local seguro das insulinas. Quando a situação permitiu uma fuga, Mohamad desenterrou a caixa uma última vez e fugiu para a Jordânia, levando consigo a família e as insulinas restantes. De lá, Mohamad se refugiou com a família no Brasil, e Bilel atualmente consegue as insulinas pelo SUS, como refugiado de guerra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2. SISMO DO HAITI (Haiti, 2010)</strong></p>
<p>Essa história tem um personagem muito especial, o <em>Young Leader</em> haitiano Widny Dworce. Ele é, atualmente, o Conselheiro Eleito dos Young Leaders região NAC, que compreende a América do Norte e o Caribe, e trabalha ativamente pelas pessoas com diabetes no Haiti.</p>
<p>Este terremoto, ocorrido em 12 de janeiro de 2010, deixa suas marcas ainda hoje, quatro anos depois do ocorrido. Além dos 316 mil mortos, entre eles a médica pediatra e sanitarista brasileira Zilda Arns, indicada ao Nobel da Paz, o incidente deixou mais de 350 mil feridos e mais de 1,5 milhão de flagelados. O país, um dos mais pobres do mundo, ainda não se recuperou.</p>
 Jovem haitiano em meio aos escombros de Port-au-Prince, 2010. Não é Widny, mas poderia ser.
<p>Widny, ao contrário de Mohamad e Bilel, não teve tempo para pensar num local seguro para suas insulinas. Usando <a title="Quais são os tipos de insulina que existem?" href="http://www.diabeticool.com/quais-sao-os-tipos-de-insulina-que-existem/">insulinas NPH</a> e regular, seu estoque estava em casa na hora do tremor. Com a queda da parede em cima da geladeira, os frascos se quebraram. As farmácias estavam destruídas, assim como todo o estoque de medicamentos estava perdido. A pouca insulina que ele tinha não iria durar muito.</p>
<p>O programa<em> Insulin for Life</em>, da IDF, se encarregou de entregar insulina no Haiti, porém, conseguia chegar apenas até Port-au-Prince, capital do país. Além disso, o risco de desmoronamentos devido às estruturas abaladas era muito grande para entregar as insulinas para quem precisava armazenar em seus abrigos improvisados.</p>
<p>Para sobreviver, então, Widny teria que caminhar cerca de 20km diários, em meio aos escombros, até a FHADIMAC (Federação Haitiana de Diabetes e Doenças Cardiovasculares, em tradução livre, a associação de diabetes à qual Widny pertence) para tomar uma dose diária de insulina. O único tipo de exercício que ele teria seriam as caminhadas diárias. A alimentação seria aquela que existisse, podendo ser, até, biscoitos de barro, preparados misturando água, terra e um pouco de manteiga.</p>
 Acampamento de desabrigados na base do Exército Brasileiro da MINUSTAH, Haiti, 2010.
<p>Widny sobreviveu assim por alguns meses. Lentamente, o Haiti foi se recuperando do desastre, mas ainda há muito para se fazer. Encontrá-lo em Melbourne foi uma das coisas mais emocionantes pela qual já passei, e hoje ele luta arduamente em prol das pessoas com diabetes no Haiti, sabendo das péssimas condições que enfrentam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3. ENCHENTES EM SANTA CATARINA (Brasil, 2008)</strong></p>
<p>Em 2008, a região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, foi castigada por chuvas muito além do esperado. O resultado foram enchentes que mataram 135 pessoas, desalojando cerca de 13 mil e prejudicando o abastecimento de 150 mil pessoas. O Brasil se manifestou em doações e equipes de profissionais voluntários para auxiliar no local, assim como os governos dos Estados Unidos e da Alemanha.</p>
<p>Roberto estava em casa quando a chuva começou. Ele não se lembrava de ter visto uma daquelas antes, apesar de o pai sempre contar da enchente de 1979, alguns anos antes de ele nascer. Porém, pensou ele, não havia de ser nada. Tomou o comprimido de metformina pós jantar e foi assistir televisão.</p>
 Rua inundada em Itajaí (SC), 2008.
<p>Naquela noite, a casa de Roberto foi inundada, e a metformina que ele tinha se perdeu junto com as roupas, comida e mobília. Ele teve a sorte de ser removido com vida para um abrigo em uma das igrejas da região de Jaraguá do Sul. Porém, o acesso deficiente à alimentação, exercício e a falta da medicação contribuíam para o péssimo cuidado do diabetes.</p>
<p>As doações supriam as necessidades de alimentos, porém, o número de alimentos ricos em carboidratos e o acesso a bebidas açucaradas não contribuíam em nada com a alimentação recomendada. Os medicamentos doados não incluíam medicamentos que tratassem diabetes. Como se não bastasse, o estresse pelo qual Roberto estava passando fazia sua glicemia subir ainda mais. A glicemia de Roberto ficou alterada durante cerca de três semanas, o suficiente para que ele, mesmo tendo diabetes tipo 2, tivesse um caso de <a title="O que é cetoacidose?" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">cetoacidose diabética</a>.</p>
<p>O tratamento da equipe médica o salvou, mas os danos em seu organismo foram grandes. Com o passar do tempo e falta de cuidados adequados, no final daquele ano, os rins de Roberto demonstraram perda parcial da função. Roberto desenvolveu uma <a title="Quais são os efeitos do diabetes no corpo humano?" href="http://www.diabeticool.com/perguntas-respostas/quais-sao-os-efeitos-do-diabetes-no-corpo-humano/">nefropatia diabética</a>. Hoje, por sorte, Roberto conseguiu um transplante renal e vive sem problemas, mas ainda se lembra do ocorrido. E cuida muito bem de seu diabetes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estes três casos reais mostram os principais problemas enfrentados por quem tem diabetes em meio às catástrofes. Acesso e armazenamento da medicação, alimentação, exercício. O tripé do bem-estar de quem tem diabetes é drasticamente alterado, e torna-se muito difícil cuidar da maneira correta da doença.</p>
<p>Desde 2001, a Federação Internacional de Diabetes (IDF) sentiu necessidade de um programa voltado para esse aspecto do diabetes. O programa TIDES (“Ondas”, em tradução livre, é sigla para “<em>Towards Improvement In Diabetes Emergency Settings</em>”, “Em Direção às Melhorias no Diabetes em Situações Emergenciais”, em tradução livre) trabalha junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) de maneira a prover suporte para pessoas com diabetes e outras doenças crônicas ao redor do mundo. O programa <em>Insulin for Life</em> também auxilia, provendo insulina; e recentemente, a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho reconheceram que, após o tratamento de feridos graves – que precisem de tratamento cirúrgico –, o tratamento de doenças crônicas, como diabetes e asma, é tão importante quanto o acesso à água potável e comida.</p>
<p>O importante a lembrar é que diabetes é uma doença que precisa de cuidados constantes. Após os cuidados imediatos para preservar a vida, o tratamento da doença merece o máximo de importância, e que não devemos medir esforços para isso.</p>
<p><strong>Forte abraço, e até a próxima!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #b8d4e2; border: 2px solid; border-color: #6E7F88; padding: 10px;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="background-color: #dbe9f0; border: 2px solid; border-color: #6E7F88; padding: 10px;"><strong>+ <span style="color: #008080;">Quer ler todos os</span> <span style="color: #008080;">textos de Ronaldo Wieselberg</span>? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">CLIQUE AQUI</a>!</strong></div>
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		<title>Tipo 1: 20% dos jovens têm complicações sérias antes do diagnóstico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2014 20:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mães & Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[cetoacidose]]></category>
		<category><![CDATA[cetoacidose diabética]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
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		<category><![CDATA[Justin Warner]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando os sintomas iniciais do diabetes tipo 1 são ignorados, crianças podem desenvolver complicações sérias da doença antes mesmo de saberem que têm diabetes. Após certa idade, todo mundo passa a prestar mais atenção na própria saúde. Conforme envelhecemos, reconhecemos que o corpo humano, às vezes, não funciona direito mesmo. Qualquer dorzinha diferente já é &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quando os sintomas iniciais do diabetes tipo 1 são ignorados, crianças podem desenvolver complicações sérias da doença antes mesmo de saberem que têm diabetes.</em><span id="more-6991"></span><br />
Após certa idade, todo mundo passa a prestar mais atenção na própria saúde. Conforme envelhecemos, reconhecemos que o corpo humano, às vezes, não funciona direito mesmo. Qualquer dorzinha diferente já é motivo para alarme. Este tipo de atitude, naturalmente, é rara em crianças, que ainda não se depararam com muitos problemas de saúde e que ignoram (ou não compreendem) alterações no corpo que podem indicar uma doença.</p>
<p>De acordo com um levantamento divulgado esta semana, <strong>20% de todas as crianças e jovens com <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a> ignoram os sintomas iniciais da doença por tanto tempo que acabam desenvolvendo complicações sérias</strong> antes mesmo de serem diagnosticados com o diabetes.</p>
<p>A descoberta veio de um relatório do Royal College de Pediatria e Saúde Infantil (RCPCH), da Inglaterra, que pesquisou o histórico de saúde de mais de 25 mil jovens ingleses com menos de 25 anos de idade.</p>
<p>Segundo o texto, a complicação mais comum de ser descoberta antes do diagnóstico do diabetes é a <strong>cetoacidose diabética</strong>.</p>
<p>A cetoacidose é um problema sério de saúde e ocorre quando o corpo fica por muito tempo sem insulina suficiente para levar o açúcar do sangue às células. Os sintomas da cetoacidose são vômitos freqüentes, desidratação, confusão mental, dificuldade para respirar e, quando em grau elevado, até mesmo o coma.</p>
<p><strong>+ <span style="color: #ff6600;">APRENDA</span> sobre <span style="color: #ff6600;">CETOACIDOSE</span> com o <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/">DIABETES SEM MEDO</a>!</strong></p>
<p>A cetoacidose não aparece de repente. Ela é uma conseqüência de muitos meses (às vezes anos) de descuido no controle da glicemia. Uma criança ser diagnosticada com cetoacidose antes mesmo de saber que está com diabetes indica que ela conviveu durante um bom tempo com os sintomas do diabetes, porém eles nunca foram levados ao conhecimento de um profissional da saúde qualificado.</p>
<p>&#8220;Cuidar do diabetes na infância é um problema complexo, que requer colaboração íntima e uma parceria entre a criança, a família e as equipes médicas. Dar entrada no hospital por causa de uma complicação aguda, como a cetoacidose diabética, em uma criança que já foi diagnosticada com diabetes, pode ser considerada uma falha grave desta parceria&#8221;, diz o médico Justin Warner, da RCPCH.</p>
<p>&#8220;O público e os profissionais da saúde que entram em contato com crianças devem estar mais atentos dos sintomas do diabetes, o que permitirá um diagnóstico mais cedo e um tratamento mais rápido&#8221;, completa.</p>
<p><strong>A dica é</strong>: pais e mães devem ficar sempre atentos à saúde dos filhos, em especial aos sintomas clássicos do diabetes tipo 1. O quanto antes o diabetes for diagnosticado, melhores as chances de um controle rápido da glicemia e menores os riscos de surgirem complicações sérias, como é o caso da cetoacidose.</p>
<p>Quando o assunto é a saúde dos baixinhos, todo cuidado é pouco.</p>
<p><strong>+ <span style="color: #ff6600;">SAIBA MAIS</span>: &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/voce-conhece-os-4-sintomas-do-diabetes-tipo-1/">Você conhece os 4 sintomas do diabetes tipo 1?</a>&#8220;</strong></p>
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		<title>Conhece o termo &#8220;Diabulimia&#8221;??</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 22:54:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
		<category><![CDATA[Dietas]]></category>
		<category><![CDATA[ácido graxo]]></category>
		<category><![CDATA[bulimia]]></category>
		<category><![CDATA[cetoacidose diabética]]></category>
		<category><![CDATA[corpo cetônico]]></category>
		<category><![CDATA[Dai Williams]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes UK Cymru]]></category>
		<category><![CDATA[diabulimia]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[País de Gales]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governos europeus alertam a população sobre os perigosíssimos efeitos da &#8220;bulimia diabética&#8221;, ou &#8220;diabulimia&#8221;. Entenda do que se trata isto e o que fazer para evitá-la! Especialistas em diabetes do País de Gales e da Inglaterra deram um aviso importante esta semana para quem tem a condição. Eles estão preocupados com os números de diabéticos, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Governos europeus alertam a população sobre os perigosíssimos efeitos da &#8220;bulimia diabética&#8221;, ou &#8220;diabulimia&#8221;. Entenda do que se trata isto e o que fazer para evitá-la!</em></p>
<p><span id="more-1865"></span></p>
<figure id="attachment_1866" aria-describedby="caption-attachment-1866" style="width: 325px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/conhece-o-termo-diabulimia/bulimia-diabetes-diabulimia/" rel="attachment wp-att-1866"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1866" title="bulimia diabetes diabulimia" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/bulimia-diabetes-diabulimia.jpg" alt="" width="325" height="250" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/bulimia-diabetes-diabulimia.jpg 325w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/bulimia-diabetes-diabulimia-312x240.jpg 312w" sizes="(max-width: 325px) 100vw, 325px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1866" class="wp-caption-text">O dedinho na garganta é uma imagem clássica da bulimia. No caso da <strong>diabulimia</strong>, o problema está na insulina.</figcaption></figure>
<p>Especialistas em diabetes do País de Gales e da Inglaterra deram um aviso importante esta semana para quem tem a condição. Eles estão preocupados com os números de diabéticos, em especial mulheres, que sofrem de &#8220;<strong>diabulimia</strong>&#8220;, ou &#8220;bulimia do diabético&#8221;. <strong>Cerca de 30% das jovens diabéticas têm diabulimia</strong>, uma condição que pode ser fatal. Mas o que exatamente é a diabulima, e porque ela afeta os diabéticos?</p>
<p><a href="http://www.facebook.com/pages/Diabeticool/441853842516373"><img loading="lazy" class="alignnone" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/11/Botao-like-face2.jpg" alt="" width="90" height="30" /></a></p>
<p>A bulimia é o transtorno alimentar de quem força a eliminação dos alimentos que ingeriu, seja induzindo o vômito, seja tomando medicamentos ou praticando exercícios físicos em demasia. Ou seja, é uma maneira doentia e arriscada de perder peso. O termo diabulimia se refere a um tipo de bulimia que ocorre geralmente com diabéticos do tipo 1, quando eles, de maneira perigosíssima para a saúde, deixam de utilizar a quantidade adequada de insulina que seu corpo necessita, buscado emagrecer.</p>
<p>Como explicado<a href="http://www.diabeticool.com/perguntas-respostas/o-que-causa-diabetes/"> aqui na nossa página</a>, &#8220;a insulina é uma molécula que ajuda o açúcar, que corre pelo corpo no sangue, a entrar nas células que precisam de energia.&#8221; Sem a insulina, o açúcar não consegue alimentar as células e vai se acumulando na corrente sangüínea, sendo eventualmente eliminado pela urina. A idéia por trás da diabulimia é que, eliminando o açúcar antes que o corpo o utilize, perde-se peso. E isto está corretíssimo. O problema são as <em>outras conseqüências</em> para a nossa saúde.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>Conseqüências desastrosas</strong></span></p>
<p>Nossas células precisam de energia para funcionar. Caso o açúcar, a fonte preferencial de energia, não consiga chegar até elas, as células utilizarão fontes alternativas de energia. Uma dessas fontes são moléculas chamadas de <strong>ácidos graxos</strong>. Quando os <a title="Olhando de perto o óleo de peixe" href="http://www.diabeticool.com/olhando-de-perto-o-oleo-de-peixe/">ácidos graxos</a> são utilizados como energia, são gerados sub-produtos chamados de <strong>corpos cetônicos</strong>. E muitos corpos cetônicos provocam o caos no corpo humano, numa condição conhecida como<strong> cetoacidose diabética</strong>. Os sintomas da cetoacidose são vômitos freqüentes, desidratação, confusão mental, dificuldade para respirar e até mesmo o coma. Caso não tratada rapidamente, pode levar à morte. A cetoacidose costuma ocorrer com diabéticos que ainda não sabem que têm a doença, e por isso não cuidam da glicemia. No caso da diabulimia, ela ocorre pelo consciente uso inadequado da insulina pelo paciente.</p>
<p>E não para por aí! Além da cetoacidose, todos os efeitos negativos do diabetes mal cuidado são muito mais freqüentes em quem tem diabulima (relembre em nossa página &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/perguntas-respostas/quais-sao-os-efeitos-do-diabetes-no-corpo-humano/">Quais são os efeitos do diabetes no corpo humano?</a>&#8221; quais são eles).</p>
<p><span style="color: #3366ff;"><strong>A Solução</strong></span></p>
<p>Resolver o sério problema da diabulimia é relativamente simples. Basta <strong><em>educar</em> </strong>os pacientes sobre como o diabetes funciona e a importância enorme de se cuidar bem da saúde e da glicemia. Como disse o diretor nacional da ONG britânica pró-diabéticos Diabetes UK Cymru, Dai Williams,&#8221;se você não entende seu diabetes&#8230;não é apenas o caso de tratá-lo adequadamente, mas de entender as conseqüências de administrar a doença de forma irresponsável e insatisfatória, e este é um dos nossos maiores problemas.&#8221;</p>
<p>Em busca da melhor qualidade de vida possível para quem tem diabetes, o <span style="color: #333333;"><strong>Diabeticool</strong></span> traz diariamente as melhores dicas de cuidados para a saúde e novidades científicas, em uma linguagem simples e agradável. Consulte nossas páginas didáticas na barra superior do site, contendo todas as informações sobre o que é o diabetes e o que fazer para se viver de bem com ele!</p>
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