Baixas taxas de vitamina D em crianças são relacionadas a diabetes tipo 2

0

Qual a relação entre tomar sol e chances elevadas de se tornar diabético? Pesquisa britânica sugere novos rumos para o tratamento da doença

A falta de concentrações adequadas de vitamina D no sangue é um dos sintomas da vida moderna e sedentária. Apesar desta molécula ser encontrada em alimentos como peixes oleosos (por exemplo, atum), ovos e cereais matinais fortificados, boa parte da nossa vitamina D é produzida através da captação de luz solar intensa pela pele. As populações de países com invernos rigorosos sofrem drásticas quedas na quantidade desta vitamina durante os meses frios – mesmo efeito sentido por quem vive enclausurado e evita sair de dia ou praticar exercícios à luz do Sol, o que é comum de acontecer com as crianças de hoje em dia.

Um estudo recente publicado no respeitado Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism encontrou correlação entre baixas taxas de vitamina D em crianças e riscos elevados de terem diabetes tipo 2, além de maiores chances de serem obesas. Não é a primeira vez que correlações entre a molécula e o diabetes são feitas: grupos de estudo britânicos já analisam há alguns meses se diabéticos tipo 2 seriam beneficiados por suplementação de vitamina D. Por enquanto, porém, estas correlações ainda não foram traduzidas em causalidade. Explica o doutor Ian Frame, da ONG Diabetes UK: “As causas exatas de deficiência de vitamina D e seu papel no desenvolvimento do diabetes tipo 2 ainda não são evidentes. (…) Até que saibamos mais, não é possível recomendar suplementos de vitamina D a fim de reduzir o risco de diabetes tipo 2 e as pessoas não devem ver isso como uma cura fácil”.

Talvez menos fácil do que tomar doses extras de vitamina D, todavia certamente mais eficiente para diminuir as chances de se ter diabetes, é seguir a tradicional receita. “Manter um peso saudável através de alimentação balanceada e praticar atividades físicas regularmente ainda são as melhores maneiras de se reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2”, arremata o doutor Frame.

Para maiores detalhes, clique aqui (em inglês).

Compartilhe!