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	<title>Itália | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Pode a gripe causar diabetes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Dec 2012 21:12:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por mais estranho que pareça, cientistas italianos acham que sim. Toda semana, publicamos pelo menos uma matéria que descreve uma descoberta científica de algum alimento ou comportamento que favorece o aparecimento do diabetes. Geralmente, tratam-se de pesquisas relacionadas ao estilo de vida das pessoas e à má alimentação. Portanto, causa surpresa quando cientistas anunciam que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por mais estranho que pareça, cientistas italianos acham que sim.</em></p>
<p><span id="more-2312"></span></p>
<p>Toda semana, publicamos pelo menos uma matéria que descreve uma descoberta científica de algum alimento ou comportamento que favorece o aparecimento do diabetes. Geralmente, tratam-se de pesquisas relacionadas ao estilo de vida das pessoas e à má alimentação. Portanto, causa surpresa quando cientistas anunciam que descobriram uma outra possível causa do diabetes, uma que não tem a ver com hábitos ou alimentação. <strong>Desta vez, é o vírus da gripe que está na mira da Ciência</strong>.</p>
<p>Há mais de 40 anos, pesquisadores tentam provar que vírus são os causadores do diabetes tipo 1. Isto porque este tipo de diabetes ocorre quando o <a title="Tratamento com nanopartículas contra o diabetes tipo 1" href="http://www.diabeticool.com/tratamento-com-nanoparticulas-contra-o-diabetes-tipo-1/">sistema imune</a> de uma pessoa ataca as células produtoras de insulina do próprio organismo, &#8216;confundindo-as&#8217; com elementos nocivos à saúde. Este comportamento estranho do sistema de defesa do corpo normalmente se dá após uma infecção. E o que geralmente causa infecções? <a title="O que causa diabetes?" href="http://www.diabeticool.com/perguntas-respostas/o-que-causa-diabetes/"><strong>Vírus</strong></a>! Especialmente vírus comuns, como o da gripe.</p>
 Vírus da gripe, em altíssimo aumento.
<p>Sabendo disto, um time de pesquisadores da Organização Mundial para Saúde Animal, na <a title="Spray de nariz pode ser o fim das injeções de insulina" href="http://www.diabeticool.com/spray-de-nariz-pode-ser-o-fim-das-injecoes-de-insulina/">Itália</a>, descobriu que o vírus da gripe se desenvolve muito bem no pâncreas, tanto em aves quanto em humanos. Sua taxa de reprodução ali é altíssima. Uma vez que o vírus domine o tecido pancreático, ocorre inflamação severa no órgão. Em pouco tempo, começam a aparecer lesões no tecido. No caso de perus &#8211; animais estudados pelo grupo por quase sempre apresentarem inflamação no pâncreas após contraírem gripe -, as lesões são seguidas invariavelmente pelo aparecimento do diabetes.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, quando o vírus da gripe se instala nas células do pâncreas, certas moléculas <a title="A cura pela drupa" href="http://www.diabeticool.com/a-cura-pela-drupa/">inflamatórias </a>são prontamente produzidas. Estas moléculas desencadeiam o processo inflamatório, recrutando células de defesa para &#8220;lidar com o problema&#8221;. Alguns pesquisadores acreditam que, quando as células do sistema imune entram em contato com o tecido inflamado, elas reconhecem que não apenas o vírus da gripe, como também as células que contêm o vírus (que podem ser produtoras de insulina), são danosas, <strong>e acabam atacando os dois</strong>. Com isto, há o início do processo irreversível que leva ao diabetes.</p>
<p>Esta é apenas uma hipótese, levantada após as pesquisas com o pâncreas de aves. O time de cientistas planeja estudar como funciona o processo de inflamação do pâncreas em <a title="Remédio para diabetes surpreende e melhora a memória e o aprendizado" href="http://www.diabeticool.com/remedio-para-diabetes-surpreende-e-melhora-a-memoria-e-o-aprendizado/">camundongos </a>&#8211; animais mais parecido com seres humanos &#8211; com diabetes tipo 1. Eles também vão analisar a incidência de <a title="Verdades &amp; Mitos" href="http://www.diabeticool.com/verdades-mitos/">gripe </a>em humanos que acabaram de ser diagnosticados com o diabetes.</p>
<p>&#8220;A boa notícia é que, mesmo se a gripe comum causar apenas poucos casos de diabetes tipo 1, ainda assim poderem vacinar e prevenir a doença nas pessoas geneticamente predispostas a tê-la, e isto pode ter um impacto real na vida delas.&#8221;, garantiu a dra. Ilaria Capua, que coordena o estudos.</p>
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		<title>Receita para Diabéticos: Macarrão ao molho Marinara com Vegetais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Dec 2012 17:16:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos preparar um macarrão leve, fácil de fazer, saudável e muito saboroso? &#160; O segredo saudável desta receita é que vamos preparar nós mesmo o molho marinara, um clássico da cozinha do sul da Itália. Inclusive, utilizaremos tomates frescos pra fazê-lo, o que deixará o molho com uma consistência e gosto indescritíveis. Com isto, a &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Vamos preparar um macarrão leve, fácil de fazer, saudável e muito saboroso?</em></p>
<p><span id="more-2277"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O segredo saudável desta receita é que vamos preparar nós mesmo o molho marinara, um clássico da cozinha do sul da <a title="Spray de nariz pode ser o fim das injeções de insulina" href="http://www.diabeticool.com/spray-de-nariz-pode-ser-o-fim-das-injecoes-de-insulina/">Itália</a>. Inclusive, utilizaremos tomates frescos pra fazê-lo, o que deixará o molho com uma consistência e gosto indescritíveis. Com isto, a receita conterá baixa taxas de calorias e gorduras e elevados índices de sabor! Bom apetite!</p>
<p><strong>Ingredientes</strong> (4 porções):</p>
<ul>
<li>     10 grandes tomates frescos, descascados e picados</li>
<li>     2 colheres de sopa de <a title="Receita Boa para Diabéticos: Cuscuz de Vegetais ao Curry" href="http://www.diabeticool.com/receita-boa-para-diabeticos-cuscuz-de-vegetais-ao-curry/">azeite de oliva extra-virgem</a></li>
<li>     1 colher de chá de sal</li>
<li>     1/2 colher de chá de alho picado</li>
<li>     2 colheres de sopa de cebola picada</li>
<li>     1 colher de sopa de <a title="Receita leve para diabéticos: Club Sandwich de Peru" href="http://www.diabeticool.com/receita-leve-para-diabeticos-club-sandwich-de-peru/">manjericão</a> fresco picado</li>
<li>     1 colher de chá de açúcar</li>
<li>     1/2 colher de chá de orégano seco</li>
<li>     1/8 colher de chá de <a title="Receita boa para diabéticos: Batatas assadas ao alho e ervas" href="http://www.diabeticool.com/receita-boa-para-diabeticos-batatas-assadas-ao-alho-e-ervas/">pimenta do reino</a> moída</li>
<li>     2 <a title="Direto do México: Receita de Fajitas de Filé" href="http://www.diabeticool.com/direto-do-mexico-receita-de-fajitas-de-file/">pimentões</a> vermelhos, cortados em pedaços</li>
<li>     1 abóbora amarela, pequena, cortada longitudinalmente</li>
<li>     1 abobrinha, cortada longitudinalmente</li>
<li>     1 cebola, cortada em rodelas</li>
<li>     230g de espaguete de trigo integral</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer</strong>:</p>
<p><strong>Molho marinara</strong>: Aqueça 1 colher de sopa de azeite em uma frigideira em fogo médio-alto. Acrescente os tomates, sal, alho, cebola picada, manjericão, orégano açúcar, e pimenta do reino. Cozinhe, destampado até o molho engrossar (cerca de 30 minutos).</p>
<p><strong>Como preparar os vegetais</strong>: Pode-se tanto refogar levemente os vegetais ou então grelhá-los, para que conservem uma consistência especial. Para isto, pode-se prepará-los tanto em uma churrasqueira ou em uma grelha sobre fogo alto (longe da fonte de calor), por cerca de 10 minutos.</p>
<p>Encha 3/4 de uma panela grande com água e deixe ferver. Adicione o macarrão e cozinhe até ficar <em>al dente</em> (cerca de 10 a 12 minutos), ou de acordo com instruções da embalagem. Escorra o macarrão cuidadosamente.</p>
<p>Divida a massa uniformemente entre os pratos individuais. Cubra com o molho marinara e legumes grelhados. Decore com azeitonas, caso goste. Sirva imediatamente.</p>
<p><strong>Informações Nutricionais</strong> (1 porção):</p>
<ul>
<li>270kcal</li>
<li>6g gorduras totais</li>
<li>1g gorduras saturadas</li>
<li>0mg colesterol</li>
<li>380mg sódio</li>
<li>46g carboidratos</li>
<li>8g proteínas</li>
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		<title>Conversas com Amigos &#8211; Karl Reinhard</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2012 03:05:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diabeticool conversa com o professor Karl Reinhard, líder da pesquisa sobre as origens genéticas e históricas do diabetes. &#160; &#160; Quando publicamos notícias na seção &#8220;Ciência&#8221; aqui do site, em 99% dos casos vamos contar a história de alguma pesquisa recente na qual cientistas de jaleco branco, dentro de seus laboratórios com ar-condicionado e ambiente &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: white; border: 4px solid black; padding: 10px;">
<p><em>Diabeticool conversa com o professor Karl Reinhard, líder da pesquisa sobre as origens genéticas e históricas do diabetes.</em></p>
<p><span id="more-1406"></span></p>
<p><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png"><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-1413" title="conversa com amigos3" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png" width="585" height="60" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3-415x43.png 415w" sizes="(max-width: 585px) 100vw, 585px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando publicamos notícias na seção &#8220;Ciência&#8221; aqui do site, em 99% dos casos vamos contar a história de alguma pesquisa recente na qual cientistas de jaleco branco, dentro de seus laboratórios com ar-condicionado e ambiente controlado, lançam luz sobre os mistérios do diabetes. Eventualmente, porém, podemos dar a sorte de nos deparar com os exóticos pesquisadores que compõe o 1% restante. São cientistas que, de maneiras inimagináveis e inesperadas, também auxiliam a Ciência a progredir, deixando-nos mais próximos de um novíssimo tratamento ou cura para a doença. E fazem isso sem jalecos brancos ou aparelhos de ar-condicionado. É, indubitavelmente, neste grupo de cientistas raros que encontramos <strong>Karl</strong> <strong>Reinhard</strong>, professor da Universidade de Nebraska-Lincoln. Passeie por uma quente e abafada floresta tropical, ou então um sítio arqueológico antiquíssimo, e você poderá se deparar com um simpático senhor de barba engraçada e bermuda curta, concentrado em seus pensamentos. Quem diria que ele está ali buscando entender como é que o diabetes surgiu&#8230;</p>
<figure id="attachment_1416" aria-describedby="caption-attachment-1416" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1416" title="Karl Reihard diabetes" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg" width="210" height="280" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg 210w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes-180x240.jpg 180w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1416" class="wp-caption-text">O professor Karl Reihard, da School of Natural Resources, University of Nebraska-Lincoln, que conversou com exclusividade com o <strong><span style="color: #3366ff;">Diabeticool</span></strong>!</figcaption></figure>
<h5><strong>Bem pertinho de nós</strong></h5>
<p>O início da carreira do professor Reinhard o trouxe para bem perto de nós, brasileiros. Trabalhando como arqueólogo, Karl estudou, durante as décadas de 1980 e 1990, múmias no Chile e no Peru. Mais especificamente, estudou o <em>conteúdo estomacal destas múmias</em>, a fim de entender o que era comum os povos antigos comerem. Foram centenas de múmias analisadas por ele e seus alunos. As pesquisas resultaram em novos métodos de datação de corpos, de identificação de restos de alimentos e revelaram novas informações sobre o início da agricultura na América do Sul.</p>
<figure id="attachment_1417" aria-describedby="caption-attachment-1417" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo.jpg"><img loading="lazy" class=" wp-image-1417 " title="Reihard diabetes em campo" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-1024x768.jpg" width="549" height="411" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-1024x768.jpg 1024w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-320x240.jpg 320w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo.jpg 1280w" sizes="(max-width: 549px) 100vw, 549px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1417" class="wp-caption-text">Karl e aluno trabalhando em seu local preferido: o campo. A foto foi tirada durante pesquisa no Chile.</figcaption></figure>
<p>A partir de 1985, o escopo de pesquisa de Karl Reihard aumentou. Conta o pesquisador: &#8220;O foco principal da minha carreira entre 1985 e 2005 foi encontrar explicações para padrões modernos de doenças nos registros arqueológicos e históricos. Eu desenvolvi uma nova área de especialização, chamada de arqueoparasitologia. Esta é uma maneira de entender a evolução de doenças parasitárias&#8221;. A arqueoparasitologia está intimamente ligada aos climas tropicais, onde este tipo de doença é mais comum. Com isso, não demorou para que Karl colocasse os pés no Brasil. Desde 2001, o professor norte-americano ministra aulas e cursos para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, sobre sua área de especialização.</p>
<p>Todos estes trabalhos com múmias, parasitas e doenças aguçaram a curiosidade do pesquisador e fizeram-no ganhar experiência o suficiente para atacar uma questão bem maior: sabendo o que os povos antigos comiam, será possível entender o porquê da prevalência de certas doenças nas populações de hoje?</p>
<h5><strong>O diabetes entre em cena</strong></h5>
<p>Sendo arqueólogo de formação, e pesquisador multidisciplinar por vocação, Reihard travou desde cedo contato direto com populações indígenas &#8211; tanto as atuais quanto as de 10 mil anos atrás! Uma coisa sempre o intrigou: porque será que dentre os índios dos Estados Unidos certas doenças possuem tão grande prevalência? Por exemplo, índios americanos têm <strong>o dobro de chances</strong> de desenvolver diabetes do que os brancos. Se a origem do problema estiver nos modos de vida dos antecessores destes índios, Karl, com seus dons de cavocar o passado, poderia ser capaz de achar a chave do mistério&#8230;</p>
<span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/homem-das-cavernas-diabetes.jpg"></span> Para se entender o diabetes de hoje, é fundamental compreender os modos de vida dos nossos ancestrais de milhares de anos atrás.
<p>Foi com esta idéia na cabeça que o pesquisador deu início às pesquisas sobre a origem do diabetes. Desde que começou os trabalhos, Karl já coletou informações sobre a dieta de povos antigos que cobrem um período de mais de 10 mil anos. Quando analisados junto com novos dados sobre a nutrição dos povos antigos, os trabalhos do professor ajudam a entender como é que a ingestão de certas plantas e animais contribuíram para a evolução do metabolismo humano.</p>
<h5><strong>A incrível história genética do diabetes americano</strong></h5>
<p>A mais recente pesquisa de Karl Reinhard é revolucionária. <a href="http://www.diabeticool.com/a-incrivel-historia-genetica-do-diabetes-americano/">Comentado aqui no site na semana passada</a>, o estudo joga uma pá de terra sobre teorias até então acreditadas que explicariam porque os índios sofrem mais de diabetes, além de sugerir novas soluções para o problema. Através da análise de coprólitos (cocô fossilizado), Karl e sua equipe acreditam que a dieta dos índios antigos (mas antigos <em>mesmo</em>, que viveram há milhares de anos!) era praticamente toda composta por milho e sementes de plantas. Comidas contendo altas taxas de carboidratos e gorduras eram a exceção para estes povos. Assim, os cientistas argumentam, genes que auxiliavam o corpo a &#8220;guardar&#8221; estas raras fontes de energia evoluíram juntamente com os índios. O problema é que hoje em dia, diferente de antigamente, é muito fácil conseguir alimentos ricos em açúcares e gorduras. Os genes do passado continuam fazendo o seu trabalho, que é o de &#8220;guardar&#8221; essa energia. O resultado? Sobrepeso, obesidade&#8230;e diabetes.</p>
<a href="http://www.diabeticool.com/a-incrivel-historia-genetica-do-diabetes-americano/"></a> Clique na figura para ler a nossa matéria sobre a mais recente pesquisa do professor Karl!
<h5><strong>Como é que o pessoal vivia antigamente?</strong></h5>
<p>O professor Karl contou com exclusividade para o <span style="color: #3366ff;"><strong>Diabeticool</strong></span> como é que os povos da época das cavernas, em especial aqueles do continente americano, viviam. Segundo ele, os povos que habitavam o sul dos EUA e norte do México nunca desenvolveram uma agricultura que eliminasse a necessidade de saírem à mata em busca de alimento. Algumas plantas como o agave e um tipo de milho bastante diferente do que conhecemos hoje eram cultivadas, mas não chegavam a suprir as demandas de energia da população. O estilo de vida &#8220;caçador-coletor&#8221; predominou nas Américas até a chegada dos europeus.</p>
<p>Já que as taxas atuais de diabetes entre os índios e brancos são tão diferentes, e já que a predominância do diabetes tem a ver com a alimentação dos nossos ancestrais, perguntamos para Karl quais eram as semelhanças e diferenças nas dietas dos ancestrais destes dois grupos.</p>
<p>&#8220;Os europeus herdaram o cultivo do trigo (variedades emmer e durum), cevada, milhete, aveia e centeio. Com estes eles fizeram pães, cerveja, massas (com o trigo durum). Tudo isso são fontes mais concentradas de carboidratos do que as comidas dos nativo-americanos dos EUA e do México. Eu tenho analisado múmias e túmulos da Bélgica, Itália e da Holanda. As evidências destes enterros mostram que grãos compunham a maior parte das fontes de calorias da população européia. Todavia, pessoas pobres que viveram há 1000 anos na Europa ainda comiam um monte de fibras, na forma de restos de cereais. Eu acredito que nativo-americanos comiam mais ossos. Ossos eram um componente comum na dieta dos antigos nativo-americanos porque animais pequenos eram intensivamente caçados. Mais de 80% dos coprólitos de caçadores-coletores contêm pequenos ossos de animais&#8221;, diz o professor.</p>
<span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/trigo-diabetes.jpg"></span> Trigo, um dos segredos da dieta &#8220;anti-diabética&#8221; dos europeus do passado.
<h5><strong>Alerta e Futuro</strong></h5>
<p>Especialista no passado do diabetes, Karl faz alertas também sobre o futuro da doença. Segundo o cientista nos contou, a tendência de altas taxas de diabetes entre os índios não é restrita apenas aos EUA. Os nativos brasileiros também devem se cuidar. Karl indica um livro de 2004, &#8220;<em>The Xavante in Transition: Health, Ecology, and Bioanthropology in Central Brazil</em>&#8221; (&#8220;O Xavante em Transição: Saúde, Ecologia e Bioantropologia no Brasil Central&#8221;, em tradução livre; o livro pode ser comprado <span class="removed_link" title="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1293904&amp;sid=0182201201493992768532">AQUI</span>), que demonstra como o diabetes está preocupantemente se infiltrando nas nossas populações de índios, possivelmente pelos mesmos motivos genéticos e históricos já revelados. &#8220;Eu acho que é muito importante passar a mensagem dos EUA para o Brasil sobre mudanças alimentares antes que o diabetes se torne uma epidemia no país&#8221;, afirma o professor.</p>
<p>Para isso, Karl pretende continuar vindo para o Brasil, tanto para estudar melhor nosso país quanto para continuar a dar aulas e palestras para alunos sedentos de conhecimento. Suas próximas pesquisas serão aqui ao lado, nos Andes, portanto não será difícil vê-lo por nossas terras. Este mês fará uma parada no Rio de Janeiro. Quer preparar o terreno para explicar os problemas dos índios americanos com o diabetes. E, com alguma sorte, incentivar alguns novos jovens cientistas a largar seus jalecos brancos e suas salas com temperatura controlada e botar o pé na estrada, sujando a roupa de lama enquanto desenterram mais mistérios sobre a origem de tão antigo e importante problema de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cirurgia Bariátrica X Medicamentos: um embate de peso!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 May 2012 02:37:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dietas]]></category>
		<category><![CDATA[apn]]></category>
		<category><![CDATA[apnéia]]></category>
		<category><![CDATA[apnéia obstrutiva do sono]]></category>
		<category><![CDATA[Archives of Surgery]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia bariátrica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas italianos comparam os dois tratamentos para diabéticos acima do peso e concluem que apenas um deles é uma &#8216;meraviglia&#8217;. Sabendo, assim como nós, da relação direta entre obesidade e diabetes, a equipe da médica Frida Leonetti, da Universidade de Roma, na Itália, estudou 60 pacientes que tinham, além de diabetes, obesidade mórbida. Metade deles &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cientistas italianos comparam os dois tratamentos para diabéticos acima do peso e concluem que apenas um deles é uma &#8216;meraviglia&#8217;.</em></p>
<p><span id="more-654"></span><span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/05/mulher-dieta-cirurgia-bariatrica.jpg"></span><br />
Sabendo, <a title="Direto da terra do kiwi: Estratégias nacionais de guerra contra o diabetes" href="http://www.diabeticool.com/direto-da-terra-do-kiwi-estrategias-nacionais-de-guerra-contra-o-diabetes/" target="_blank" rel="noopener">assim como nós</a>, da relação direta entre obesidade e diabetes, a equipe da médica Frida Leonetti, da Universidade de Roma, na Itália, estudou 60 pacientes que tinham, além de diabetes, obesidade mórbida. Metade deles passou por uma cirurgia bariátrica, na qual uma porção do estômago é desutilizada, e a outra metade recebeu o tratamento medicamentoso usual para tratar o diabetes. Os resultados, publicados no periódico <em>Archives of Surgery</em>, foram incríveis.</p>
<p><span style="color: #334c80;">O grupo italiano afirma, em relação ao grupo operado, que &#8220;a remissão do diabetes foi alcançada em 24 dos 30 pacientes (80%), em todos os 20 pacientes (100%) que tinham diabetes tipo 2 há menos de 10 anos, e em 4 dos 10 pacientes (40%) com diabetes tipo 2 há mais de 10 anos&#8221;. Enquanto isso, todos os 30 pacientes do segundo grupo de estudo, o que recebeu o tratamento convencional, se mantiveram diabéticos e tiveram de continuar ou aumentar a terapia.</span></p>
<p><span style="color: #334c80;">Outros resultados animadores para o grupo da cirurgia: o índice de massa corporal (IMC) destes pacientes antes da operação era de 41.3, número que caiu a 28.3 após 18 meses. O IMC do grupo controle pouco se alterou. Além disso, neste um ano e meio, os operados demonstraram queda considerável em casos de apnéia obstrutiva do sono (que é a dificuldade de se respirar enquanto dorme) e no uso de drogas antihipertensivas e hipolipidêmicas (para baixar o colesterol no sangue).</span></p>
<p>Os pesquisadores concluem: &#8220;Resultados de médio e longo prazo são necessários para confirmar o efeito positivo (remissão e/ou melhora) da cirurgia bariátrica no diabetes e, no geral, nas complicações crônicas da doença. Mais importante, os resultados de longo prazo permitir-nos-ão comparar os custos e benefícios da cirurgia bariátrica com os tratamentos médicos convencionais&#8221;.</p>
<p><span style="color: #334c80;">Estaremos entrando em uma era na qual a cirurgia bariátrica será, de fato, o &#8220;tratamento convencional&#8221; para diabéticos acima do peso?</span></p>
<p>Imagem:  <a href="http://www.freedigitalphotos.net" target="_blank" rel="noopener">FreeDigitalPhotos.net</a></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/cirurgia-bariatrica-x-medicamentos-um-embate-de-peso/">Cirurgia Bariátrica X Medicamentos: um embate de peso!</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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