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	<title>células-tronco | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>A cura do diabetes foi finalmente encontrada?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2014 19:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[células beta]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma pesquisa realizada em Harvard e anunciada nesta sexta-feira tem feito a mídia proclamar que a &#8220;cura do diabetes&#8221; chegou. Entenda exatamente o que aconteceu. O mundo inteiro anda em polvorosa com os resultados de uma pesquisa científica realizada na Universidade de Harvard, EUA, e divulgada esta sexta-feira. Jornais dos quatro cantos do planeta anunciam a &#8220;cura &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma pesquisa realizada em Harvard e anunciada nesta sexta-feira tem feito a mídia proclamar que a &#8220;cura do diabetes&#8221; chegou. Entenda exatamente o que aconteceu.</em><span id="more-7985"></span></p>
<figure id="attachment_7986" aria-describedby="caption-attachment-7986" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-full wp-image-7986" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/celulas-beta-tronco-diabetes.jpg" alt="celulas beta tronco diabetes" width="600" height="409" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/celulas-beta-tronco-diabetes.jpg 600w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/10/celulas-beta-tronco-diabetes-352x240.jpg 352w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-7986" class="wp-caption-text">Imagem da pesquisa revolucionária, mostrando células beta funcionais transplantadas em camundongos.</figcaption></figure>
<p>O mundo inteiro anda em polvorosa com os resultados de uma pesquisa científica realizada na Universidade de Harvard, EUA, e divulgada esta sexta-feira. Jornais dos quatro cantos do planeta anunciam a &#8220;cura do diabetes&#8221;. Pesquisadores famosos afirmaram que &#8220;trata-se da descoberta mais importante desde a invenção dos antibióticos&#8221;. Tantas reações extremas merecem uma explicação detalhada e realista. Afinal de contas, o que aconteceu na sexta-feira que deixou tanta gente tão animada?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A DESCOBERTA DE DOUGLAS MELTON</strong></p>
<p>Cientistas de Harvard, liderados pelo pesquisador Douglas Melton, conseguiram, pela primeira vez, <strong>transformar células tronco humanas em células beta funcionais</strong>.</p>
<div style="background-color: #add6ff; border: 2px solid #3399FF; padding: 10px;"><strong>Para entender</strong><br />
<a title="É possível produzir um pâncreas a partir de células-tronco?" href="http://www.diabeticool.com/e-possivel-produzir-um-pancreas-a-partir-de-celulas-tronco/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Células tronco</strong></span></a>: são células humanas indiferenciadas, com o potencial de se transformar em outros tipos de células. A partir das mesmas células tronco, é possível criar, por exemplo, células do coração, cérebro ou células beta. Para que as células tronco &#8220;se transformem&#8221; em outros tipos celulares, é necessário &#8220;alimentá-las&#8221; com uma combinação superespecífica de moléculas. O desafio dos cientistas é encontrar qual a combinação correta para que elas se transformem nos tipos celulares desejados.<br />
<a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/celulas-beta/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Células beta</strong></span></a>: são as células do pâncreas que produzem insulina e controlam a glicemia. Em diabéticos tipo 1, o sistema imune do corpo ataca estas células, diminuindo a produção natural de insulina e, assim, gerando o diabetes.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há muito tempo grupos de pesquisa em todo o planeta tentam encontrar a fórmula certa para esta transformação. O que se sabia até esta sexta-feira era como gerar células beta <strong>não funcionais</strong> a partir de células tronco (ou seja, as células &#8220;se pareciam&#8221; com células beta, porém não funcionavam corretamente).</p>
<p><em><strong>+<span style="color: #ff6600;">SAIBA MAIS</span>: </strong>Em maio de 2013, Douglas Melton e suas pesquisas já eram destaque aqui no <strong>Diabeticool</strong>! Relembre em &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/entenda-o-que-e-a-betatrofina-a-sucessora-da-insulina/">Entenda o que é a betatrofina, a “sucessora da insulina</a>”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
 Douglas Melton
<p><strong>RECEITA PARA O SUCESSO</strong></p>
<p>Douglas e sua equipe descobriram a receita molecular que induz uma célula tronco humana (tanto embrionária quanto a de pluripotência induzida) a passar pelos vários estágios de desenvolvimento até se transformar em uma <strong>célula beta completa</strong>.</p>
<p>Tal receita foi um desafio enorme para a equipe, que testou centenas de combinações de moléculas até encontrar a fórmula mágica: acrescentar dois ou três fatores de crescimento de cada vez em um processo de seis passos, induzindo aos poucos a transformação de células indiferenciadas em células beta.</p>
<p>Segundo Douglas, as células beta geradas em laboratório &#8220;conseguem ler a quantidade de açúcar no sangue e, então, secretar a quantidade exata de insulina de maneira tão incrivelmente acurada que eu não acredito que isso será jamais reproduzido por injeções ou bombas de insulina&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O QUE ISTO SIGNIFICA PARA DIABÉTICOS?</strong></p>
<p>A descoberta alimenta grandes esperanças de que, em pouco tempo, diabéticos que hoje dependem de insulina poderão realizar um <strong>transplante de células beta funcionais</strong>.</p>
<p>Isto poderia eliminar a necessidade de injeções de insulina e possibilitar o controle natural da glicemia.</p>
<p><strong>Com isto, o diabetes estaria, de fato, curado.</strong></p>
 Se o transplante der certo em humanos, esta cena será parte da história.
<p>O transplante também seria eficaz para diabéticos tipo 2 que utilizam insulina para controlar a glicemia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>QUANTO TEMPO ATÉ A DESCOBERTA VIRAR CURA?</strong></p>
<p>&#8220;Pacientes me perguntam quando a cura chegará, e nada me toca mais do que meus próprios filhos, que perguntam isso o tempo todo&#8221;, disse Douglas em coletiva de imprensa. &#8220;Eu digo o seguinte: agora nós sabemos que podemos fazer estas células&#8221;.</p>
<p>As células beta de laboratório já foram testadas em camundongos diabéticos e funcionaram perfeitamente, <strong>ajudando a controlar a glicemia e eliminar o excesso de açúcar no sangue em apenas 10 dias</strong>. Os primeiros testes com primatas estão em fase de estudos.</p>
<p>O cientista explicou que os próximos passos incluem adequar o protocolo de geração das células beta a um padrão industrial, utilizando para isso sinais de indução altamente purificados. Somente assim as agências regulatórias governamentais aceitarão o uso das células em humanos. Douglas acredita que conseguirá fazer isso em cerca de um ano.</p>
<p>Depois disso, chegará a hora de escolher a melhor maneira de inserir as novas células beta no organismo dos diabéticos de maneira segura, garantindo que o sistema imune não as destrua. Métodos de proteção como <a href="http://www.diabeticool.com/aprovado-transplante-revolucionario-para-diabetes-tipo-1/">este descrito pelo <strong>Diabeticool</strong> em agosto </a>são a grande aposta da equipe médica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PAI DE FILHOS DIABÉTICOS</strong></p>
<p>Além da curiosidade científica, o grande motivador dos trabalhos de Douglas Melton é o fato de que o pesquisador tem dois filhos com diabetes. Há 20 anos, seu primogênito era diagnosticado com diabetes tipo 1. Poucos anos depois, nasceu sua filhinha, também diabética.</p>
<p>Nesta época, Douglas decidiu deixar as pesquisas sobre desenvolvimento de sapos para se dedicar exclusivamente ao diabetes.</p>
<p>Duas décadas depois, o mundo inteiro agradece o empenho e a decisão do cientista. Uma pesquisa iniciada por amor aos filhos pode se tornar em sorrisos nos rostos dos mais de 380 milhões de diabéticos em todo o mundo.</p>
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		<title>Terapia genética personalizada pode ser opção de tratamento para diabetes tipo 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2014 22:07:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[células beta]]></category>
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		<category><![CDATA[células-tronco embrionárias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Método descrito na Revista Científica Nature pode significar não só o tratamento, mas a cura do diabetes 1 no futuro. Usando a técnica da clonagem, cientistas de Nova York criaram as primeiras células-tronco embrionárias com dois pares de cromossomos destinadas ao tratamento de diabetes 1. A equipe de Dieter Egli e Mark Sauer, da Universidade &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Método descrito na Revista Científica Nature pode significar não só o tratamento, mas a cura do diabetes 1 no futuro.</em><span id="more-7437"></span></p>
<p>Usando a técnica da clonagem, cientistas de Nova York criaram as primeiras <a title="Portugal: Cientistas usam células-tronco para controlar diabetes" href="http://www.diabeticool.com/portugal-cientistas-usam-celulas-tronco-para-controlar-diabetes/">células-tronco</a> embrionárias com dois pares de cromossomos destinadas ao tratamento de diabetes 1. A equipe de Dieter Egli e Mark Sauer, da Universidade de Columbia, descreveu a metodologia na edição on-line da revista Nature. Eles retiraram o núcleo de células adultas da pele e o adicionaram a oócitos não fertilizados, em um processo chamado transferência nuclear de células somáticas. As células-tronco embrionárias foram criadas a partir do material doado por uma paciente de diabetes 1 <em>[sic]</em> e um indivíduo saudável.</p>
<p>Em 2011, a mesma equipe anunciou a primeira linhagem de células embrionárias feitas a partir do tecido da pele, usando a transferência celular, com objetivo de produzir estruturas capazes de produzir <a title="Insulina inalável: afinal, foi ou não aprovada?" href="http://www.diabeticool.com/insulina-inalavel-afinal-foi-ou-nao-aprovada/">insulina</a>. Contudo, as células eram triploides, ou seja, tinham três pares de cromossomos, e não podiam ser usadas para novos tratamentos. “Desde o começo, o objetivo desse trabalho é usar a célula do paciente de diabetes 1 para produzir células-tronco que corrijam a doença”, disse, em nota, Dieter Egli.</p>
<p>Passados três anos do primeiro experimento, os cientistas conseguiram, agora, obter estruturas diploides. “Ao reprogramar as células para que atinjam um estado pluripotente e comecem a fabricar células beta, estamos um passo mais perto de tratar pacientes diabéticos com as próprias células produtoras de insulina”, disse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cura</strong></p>
<p>Pacientes com diabetes tipo 1 têm deficiência de <a title="Ferro fere as células beta e pode levar ao diabetes" href="http://www.diabeticool.com/ferro-fere-as-celulas-beta-e-pode-levar-ao-diabetes/">células beta</a>, as fabricantes de insulina, o que resulta na falta da substância e, consequentemente, em altos índices de açúcar no sangue. Portanto, o método descrito na Nature pode significar não só o tratamento, mas a cura do diabetes 1 no futuro. Como as células-tronco são feitas com o tecido epitelial do próprio paciente, não haveria risco de rejeição.</p>
<p>Os cientistas esclareceram, contudo, que gerar células beta a partir da técnica da transferência somática é apenas um passo para o tratamento. Também é necessário desenvolver estratégias que protejam o organismo dos pacientes contra o mecanismo pelo qual o sistema imunológico destrói essas estruturas por entender, erroneamente, que elas são um agente externo, como um vírus ou uma bactéria.</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, a técnica poderá ajudar no desenvolvimento de terapias personalizadas para muitas outras doenças, como Parkinson, degeneração macular, esclerose múltipla e doenças do fígado. Também tem potencial para reparar ossos danificados. “O resultado técnico e científico traz para mais perto da realidade a promessa da reposição celular no tratamento de um amplo espectro de doenças e condições médicas”, avaliou Rudolph Leibnel, diretor do Centro de Diabetes Naomi Berrie e coautor do estudo.</p>
<p><strong>Fonte: <span class="removed_link" title="http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/04/29/noticia_saudeplena,148460/terapia-genetica-personalizada-pode-ser-opcao-de-tratamento-para-diabe.shtml">Saúde Plena</span></strong></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/terapia-genetica-personalizada-pode-ser-opcao-de-tratamento-para-diabetes-tipo-1/">Terapia genética personalizada pode ser opção de tratamento para diabetes tipo 1</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Células-tronco podem ser capazes de reverter quadro de diabetes</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/celulas-tronco-podem-ser-capazes-de-reverter-quadro-de-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2014 10:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova pesquisa com transplante de células-tronco é tão bem sucedida que surpreende até os cientistas. Muito se fala sobre o diabetes 2, mas o tipo 1 da doença também merece atenção. A enfermidade se desenvolve, na maior parte da vezes, durante a infância e é caracterizada pela destruição das células beta do pâncreas. Sem elas, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nova pesquisa com transplante de células-tronco é tão bem sucedida que surpreende até os cientistas.</em><span id="more-6809"></span></p>
<p>Muito se fala sobre o <a title="Alimentos ricos em flavonóides podem reduzir riscos de ter diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/alimentos-ricos-em-flavonoides-podem-reduzir-riscos-de-ter-diabetes-tipo-2/">diabetes 2</a>, mas o tipo 1 da doença também merece atenção. A enfermidade se desenvolve, na maior parte da vezes, durante a infância e é caracterizada pela destruição das <a title="Células-Beta" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/celulas-beta/">células beta</a> do pâncreas. Sem elas, o órgão não consegue produzir <a title="A História do Diabetes – Parte 3 – Como usar a insulina?" href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-3-como-usar-a-insulina/">insulina</a>, que precisa ser reposta por injeções diárias, durante toda a vida. Embora seja possível controlar o mal, não existe cura para ele, e a falta de tratamento pode levar o paciente à morte.</p>
<p>Agora, cientistas sugerem que uma terapia à base de células-tronco poderá significar o fim do martírio dos portadores dessa doença autoimune – aquelas em que o organismo, por um erro, começam a combater suas próprias estruturas, como se elas fossem agentes externos invasores. Uma equipe dos Institutos Gladstone, na Universidade da Califórnia em São Francisco (EUA), testou uma técnica que se mostrou capaz de repor as células destruídas pelo diabetes. Os experimentos, feitos em ratos, foram publicados na edição de ontem do jornal Cell Stem Cell. Os resultados surpreenderam os próprios pesquisadores, mas ainda não se sabe quando será possível testá-los em humanos.</p>
<p>“Tempos atrás, o diagnóstico de diabetes 1 era como uma sentença de morte. Os tratamentos evoluíram muito, e, hoje, ninguém precisa mais morrer dessa doença. Contudo, as injeções têm de ser tomadas a vida toda, e o paciente deve monitorar seus níveis de glicose com frequência”, lembra Sheng Ding, líder do estudo. Ele é pioneiro em um tipo de abordagem utilizado em estudos de medicina regenerativa no qual se buscam pequenas moléculas para controlar, ativar, diferenciar e reprogramar células-tronco em diferentes estágios do desenvolvimento.</p>
<p>De acordo com Ding, foram feitas muitas tentativas anteriores de cultivar e transplantar para o paciente as células beta, mas todas falharam. “Ainda não se havia conseguido produzir células saudáveis em grande quantidade, algo necessário para que elas possam fabricar a insulina”, explica Ding. Um dos desafios para alcançar o feito é que essas estruturas têm uma capacidade de regeneração pequena — uma vez que amadurecem, dificilmente se multiplicam. “Tivemos de usar uma abordagem diferente das aplicadas em outras pesquisas, retrocedendo um pouco mais no ciclo de vida celular”, conta o pesquisador.</p>
<p>A equipe utilizou fibroblastos adultos – uma célula dermatológica – retirados da pele de ratos. Então, os cientistas aplicaram o método pioneiro de Sheng Ding, que consiste em tratar o material em um “coquetel” de moléculas que estimulam o retorno às fases mais primárias do desenvolvimento embrionário. A reprogramação foi bem-sucedida, e os fibroblastos se transformaram em células endodérmicas. “Esse tipo celular é encontrado no início do desenvolvimento fetal e, com o tempo, se especializa nos principais órgãos do corpo, sendo que o pâncreas é um deles”, esclarece Ke Li, coautor do estudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Coquetel molecular</strong></p>
<p>As células, no entanto, ainda não estavam no estágio ideal para produção de insulina. Li conta que, para chegar a esse ponto, a equipe usou outro coquetel molecular e conseguiu transformá-las em precursoras de células pancreáticas, chamadas pelos cientistas de PPLC. “Nosso objetivo inicial era ver se poderíamos manipular as PPLCs para que elas amadurecessem e se transformassem em estruturas que, como as beta, são capazes de secretar insulina. No disco petri, isso ocorreu”, conta.</p>
<p>O passo seguinte foi verificar se o mesmo ocorreria dentro de um organismo vivo. As PPLCs cultivadas em laboratório foram, então, transplantadas em ratos modificados geneticamente para desenvolver hiperglicemia, um dos sintomas de diabetes 1. Passada apenas uma semana, os níveis de glicose dos animais começaram a baixar gradualmente, até se aproximarem dos verificados em ratinhos saudáveis. Dois meses após o transplante, o pâncreas dos roedores já produzia normalmente células beta, que secretavam insulina como a de qualquer outro. Segundo Sheng Ding, o resultado não apenas destaca o potencial do uso de pequenas moléculas na reprogramação celular, mas aponta para uma possibilidade terapêutica real, que poderá, um dia, ser utilizada em humanos.</p>
<p>“Fiquei particularmente empolgado com a perspectiva de levar esses resultados para o sistema humano”, disse, em nota divulgada pela Universidade da Califórnia em São Francisco, Matthias Hebrok, diretor do Centro de Diabetes da instituição. “Mais prontamente, essa tecnologia em células humanas poderia avançar significativamente nosso entendimento sobre como defeitos herdados nas células beta resultam em diabetes, colocando-nos muito mais perto da cura de que tanto precisamos”, disse. O próximo passo do estudo será reproduzir o método em células retiradas da pele humana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Terapia protege pulmão de bebês prematuros</strong></p>
<p>Nas últimas décadas, avanços nos cuidados neonatais aumentaram muito as chances de sobrevivência dos frágeis bebês que nascem prematuramente. Contudo, vir ao mundo antes da hora ainda intensifica os riscos de desenvolvento de displasia broncopulmonar, uma grave doença dos pulmões que é a principal causa de morte e de comorbidades ao longo de toda a vida dessas crianças. Em um estudo que será publicado na revista especializada The Journal of Pediatrics, pesquisadores coreanos analisaram a segurança e a viabilidade de utilizar células-tronco como terapia para prevenir ou tratar esse problema.</p>
<p>A equipe de Won Soon Park, pesquisador do Instituto de Pesquisas Biomédicas e do Centro Médico Samsung, de Seul (Coreia do Sul), conduziu um estudo de fase I em nove prematuros que nasceram entre 24 e 26 semanas de gestação e, portanto, corriam o risco de sofrer com o problema. Foram usadas células-tronco mesenquiais retiradas do sangue do cordão umbilical.</p>
<p>Todos os pequenos pacientes que receberam o tratamento toleraram o procedimento muito bem, sem nenhum efeito colateral sério imediato, garantiram os autores do estudo. Três dos bebês desenvolveram displasia moderada e nenhum alcançou a forma severa da doença. Em comparação, 72% de bebês que também nasceram antes da hora, mas não receberam a terapia, usados como grupo de controle, tiveram a displasia broncopulmonar moderada ou severa. Outra grave consequência de ser prematuro é o risco de nascer com retinopatia, uma condição oftalmológica que requer cirurgia. Dos nove bebês tratados, nenhum desenvolveu esse mal.</p>
<p>“As descobertas sugerem fortemente que um estudo clínico de fase II será necessário para testar a eficácia do transplante dessas células-tronco, o que poderá levar a novas terapias para prevenir ou mesmo curar a displasia broncopulmonar”, disse Park. De acordo com ele, a primeira parte do estudo já constatou que o método é seguro e possível de ser feito. O médico está conduzindo, atualmente, uma outra pesquisa de acompanhamento em longo prazo dos nove bebês participantes.</p>
<p><strong>Fonte: <span class="removed_link" title="http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2014/02/07/interna_mundo,488306/celulas-tronco-podem-ser-capazes-de-reverter-quadro-de-diabetes.shtml">Diário de Pernambuco</span></strong></p>
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		<title>Portugal: Cientistas usam células-tronco para controlar diabetes</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/portugal-cientistas-usam-celulas-tronco-para-controlar-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2014 17:38:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>NOTA DA REDAÇÃO: O texto a seguir está em português de Portugal. Vale ressaltar que, dentre outras diferenças menos significativas, o termo &#8220;células estaminais&#8221; equivale às nossas &#8220;células-tronco&#8221;. Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do Instituto de Biologia Celular e Molecular da U. Porto (IBMC) conseguiu reduzir, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>NOTA DA REDAÇÃO: </strong>O texto a seguir está em português de Portugal. Vale ressaltar que, dentre outras diferenças menos significativas, o termo &#8220;células estaminais&#8221; equivale às nossas &#8220;células-tronco&#8221;<strong>.</strong></em></p>
<p>Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do Instituto de Biologia Celular e Molecular da U. Porto (IBMC) conseguiu reduzir, de forma estável e sustentável, o <a title="Metformina: “camisa 10″ no time do tratamento do diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/metformina-camisa-10-no-time-do-tratamento-do-diabetes-tipo-2/">excesso de glicose no sangue</a> (fenómeno designado por hiperglicemia e associado à diabetes) através do uso de células estaminais.</p>
<p>O estudo foi realizado num modelo animal, em ratos com diabetes de tipo I, aos quais foram administradas, por via endovenosa, um tipo específico de células estaminais (células estaminais estromais), recolhidos da <a title="Cientistas argentinos conseguem novos avanços no tratamento do diabetes" href="http://www.diabeticool.com/cientistas-argentinos-conseguem-novos-avancos-no-tratamento-do-diabetes/">medula óssea</a> de dadores adultos.</p>
<p>Os cientistas responsáveis consideram os resultados «promissores», aguardando pelos ensaios em humanos, que estão previstos decorrer num centro médico dinamarquês.</p>
<p>Estes resultados são o fruto de um ano de trabalho da equipa portuguesa que integra o <a title="Células-tronco para salvar a visão dos diabéticos" href="http://www.diabeticool.com/celulas-tronco-para-salvar-a-visao-dos-diabeticos/">REDDSTAR </a>(Repair of Diabetic Damage by Stromal Cell Administration) – um projecto financiado pelo Sétimo Programa Quadro da Comissão Europeia, que tem a duração de três anos e recebeu 6 milhões de euros distribuídos por um consórcio multidisciplinar de especialistas na investigação e tratamento de complicações de diabetes.</p>
<p>«Na União Europeia, milhões de pacientes com diabetes mellitus usam diariamente fármacos prescritos pelo seu médico para controlar os seus níveis sanguíneos de glicose. O controlo ineficaz dos níveis plasmáticos de glicose conduz a um vasto leque de complicações da diabetes, nomeadamente: nefropatia, retinopatia, cardiomiopatia, neuropatia, comprometimento da reparação óssea e ulceração», refere Isaura Tavares, professora da FMUP e coordenadora do REDDSTAR em Portugal.</p>
<p>Actualmente existem poucas opções terapêuticas disponíveis para controlo do início e progressão das complicações da diabetes. Por isso, as complicações da diabetes permanecem como um dos principais desafios na gestão da doença para os clínicos de diversas especialidades.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=683004" target="_blank" rel="nofollow">Diário Digital</a></strong></p>
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		<title>É possível produzir um pâncreas a partir de células-tronco?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jan 2014 19:54:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dr. Carlos Couri]]></category>
		<category><![CDATA[células iPS]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[dr. Carlos Couri]]></category>
		<category><![CDATA[pâncreas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A evolução não pára quando o assunto é célula-tronco! O dr. Carlos Couri explica os últimos avanços da Ciência neste artigo. Estamos vivendo e sendo testemunhas da era da terapia celular. Em paralelo com toda a seriedade e metodologia científica, todos estamos com muita fé nos resultados. As células-tronco possuem 2 características básicas que as &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A evolução não pára quando o assunto é célula-tronco! O dr. Carlos Couri explica os últimos avanços da Ciência neste artigo.</em><span id="more-6589"></span></p>
<p>Estamos vivendo e sendo testemunhas da era da <strong>terapia celular</strong>. Em paralelo com toda a seriedade e metodologia científica, todos estamos com muita fé nos resultados.</p>
<p>As <a title="Células-tronco para salvar a visão dos diabéticos" href="http://www.diabeticool.com/celulas-tronco-para-salvar-a-visao-dos-diabeticos/">células-tronco</a> possuem 2 características básicas que as definem:</p>
<ul>
<li>Auto-renovação;</li>
<li>Capacidade de “transformar” células mais maduras e especializadas do que a célula de origem.</li>
</ul>
<p>Historicamente, quando se fala de células-tronco a maioria do público leigo se lembra das células-tronco embrionárias. Estas células são encontradas no embrião e são capazes de se “transformar” em praticamente qualquer tipo de célula adulta de nosso corpo e por isso são chamadas de <strong>pluripotentes</strong>.</p>
<p>Para que isto aconteça em laboratório, basta utilizarmos substâncias certas no momento certo que elas se “transformam” nas outras células de interesse.</p>
<p>Para usarmos terapeuticamente as células-tronco embrionárias é necessário que elas sejam primeiramente transformadas nas células que queremos, já “transformadas”.</p>
<p>Um dos grandes desafios é que, quando utilizamos células-tronco embrionárias, elas necessariamente vêm de outro ser vivo e por isso possuem outro DNA. Isto provocaria o que chamamos de rejeição.</p>
<p>Uma enorme evolução ocorreu nos últimos anos e foi motivo de <a title="O que o Nobel de Medicina tem a dizer aos diabéticos" href="http://www.diabeticool.com/o-que-o-nobel-de-medicina-tem-a-dizer-aos-diabeticos/">Prêmio Nobel de Medicina</a>. Pesquisadores conseguiram desenvolver as “<strong>células iPS</strong>” , ou seja, células pluripotentes induzidas a partir de células adultas.</p>
<p>Mas como esta “iPS” é produzida? A partir de uma célula adulta, por meio de técnicas complexas, cientistas conseguem fazê-la se transformar numa célula-tronco embrionária. Isto mesmo! É como se a célula entrasse numa máquina do tempo e <strong>voltasse ao estado embrionário</strong>. Desta forma, com esta nova célula-tronco embrionária induzida a partir de uma célula adulta, podemos gerar teoricamente todos os tipos de células que quisermos.</p>
<p>A vantagem desta técnica é que poderíamos ter outra fonte alternativa de células-tronco embrionárias sem a necessidade de usarmos somente embriões das clínicas de fertilização. Outra vantagem é que se poderia utilizar uma célula <strong>da própria pessoa</strong> a ser tratada, evitando a rejeição que seria provocada se a célula-tronco tivesse outro DNA.</p>
<p>Pesquisas mais recentes do final de 2013 mostram que um aspecto teórico vem se tornando realidade: pesquisadores japoneses conseguiram desenvolver um fragmento de tecido de fígado exclusivamente com o uso das células “iPS”.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" class="aligncenter  wp-image-6590" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-celulas-ips-diabetes.jpg" alt="dr carlos couri celulas ips diabetes" width="576" height="432" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-celulas-ips-diabetes.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-celulas-ips-diabetes-320x240.jpg 320w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p>Portanto, em tese é possível se desenvolver um <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/pancreas/">pâncreas</a> a partir de uma célula adulta do próprio paciente. <strong>Sinceramente acredito que isto acontecerá em breve</strong>.</p>
<p>Ponto-chave no caso de pacientes com <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/diabetes-tipo-1/">diabetes tipo 1</a> é a autoimunidade. Todos sabemos que o pâncreas do paciente com diabetes tipo 1 é destruído pelo seu próprio sistema imunológico. Por isso, não adianta transplantarmos um novo pâncreas, mesmo que seja com o DNA dele mesmo, se não manipularmos o sistema imunológico de maneira correta.</p>
<p>O mesmo se aplica ao diabetes tipo 2. O pâncreas diminui a secreção de insulina muitas vezes como consequência da obesidade abdominal. Por isso, não adianta transplantarmos um pâncreas novo se o paciente permanece obeso e com péssimos hábitos de vida.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" class="aligncenter  wp-image-6591" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-pancreas-diabetes.jpg" alt="dr carlos couri pancreas diabetes" width="576" height="432" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-pancreas-diabetes.jpg 720w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/01/dr-carlos-couri-pancreas-diabetes-320x240.jpg 320w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p>O desafio é grande! Certamente estamos atentos a novas descobertas e também produzindo nossas próprias pesquisas no Brasil em busca de melhores dias para os pacientes com diabetes.</p>
<p>Vamos em frente!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #f0fff9; border: 2px solid black; padding: 10px;">
<p><span style="color: #black;">Por<strong> Dr Carlos Eduardo Barra Couri </strong><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg"><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-1368" title="Dr Couri 2" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg" alt="" width="134" height="134" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 134px) 100vw, 134px" /></a></span></p>
<p><span style="color: #black;">PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, pesquisador da Equipe de Transplante de Células-Tronco da USP-Ribeirão Preto. Conceituado e premiado autor de pesquisas &#8211; inclusive em publicações internacionais -, materiais educativos e livros sobre o diabetes, em especial o tipo 1, e terapias com células-tronco.</span></p>
<p><strong>Site: <a href="http://carloseduardocouri.blogspot.com.br">http://carloseduardocouri.blogspot.com.br</a> ; <a href="http://www.twitter.com/cecouri">www.twitter.com/cecouri</a></strong></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/e-possivel-produzir-um-pancreas-a-partir-de-celulas-tronco/">É possível produzir um pâncreas a partir de células-tronco?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Por que o transplante de células-tronco não é a cura para o diabetes tipo 1?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/por-que-o-transplante-de-celulas-tornco-nao-e-a-cura-para-o-diabetes-tipo-1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2013 00:06:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dr. Carlos Couri]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Eduardo Couri]]></category>
		<category><![CDATA[célula-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[cura]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma resposta do dr. Carlos Couri para a indagação de milhares de diabéticos. É com muita satisfação que o Brasil é pioneiro mundial no uso de células-tronco para diabetes tipo 1. Nossas pesquisas se inciaram em 2003 e seguem até hoje. Infelizmente não promovemos cura mas sim tentamos uma maneira inovadora e singular na sua &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma resposta do dr. Carlos Couri para a indagação de milhares de diabéticos.</em></p>
<p><span id="more-4062"></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p>É com muita satisfação que o Brasil é pioneiro mundial no uso de células-tronco para diabetes tipo 1. Nossas pesquisas se inciaram em 2003 e seguem até hoje. Infelizmente não promovemos cura mas sim tentamos uma maneira inovadora e singular na sua abordagem.</p>
<p>Como mostramos bem, tratam-se apenas de pesquisas e muito teremos que estudar para chegar em qualquer conclusão.</p>
<p>Vale destacar que nossa equipe da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto &#8211; USP é enorme e montada pelo Prof Júlio Voltarelli. Temos na equipe enfermeiros, auxiliares de enfermagem, terapeutas ocupacionais, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, médicos de outras especialidades, ou seja, somos um grande time.</p>
<p>Atualmente o grupo geral está sob coordenação da Dra Belinda Simões, juntamente com a Dra Maria Carolina Oliveira. Nossos estudos foram aprovados pelo FDA e disseminados nos Estados Unidos e Europa.</p>
<p>Para ser voluntários são necessários preencher inúmeros critérios de inclusão sendo que os <span style="text-decoration: underline;"><strong>iniciais</strong></span> são:</p>
<ul>
<li><strong>Idade entre 18 e 35 anos;</strong></li>
<li><strong>Diabetes tipo 1 há menos de 5 meses.</strong></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>POR QUE O TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO NÃO É A CURA PARA O DIABETES TIPO 1?</strong></p>
<p>Desde as primeiras notícias na mídia leiga sobre os estudos de nosso grupo da USP-Ribeirão Preto, muitas pessoas fazem um link entre transplante de células-tronco e cura do diabetes tipo 1. É óbvio que a cura é o principal objetivo de qualquer médico ou pesquisador.</p>
<p>Devemos nos lembrar porém que o diabetes tipo 1 é uma alteração crônica da glicemia e da secreção de insulina e seu tratamento baseia-se em alguns pilares que são:</p>
<p>1- <strong>Compreensão e aceitação da doença</strong>;</p>
<p>2- Alimentação saudável;</p>
<p>3- Exercícios físicos regulares;</p>
<p>4- Insulinoterapia;</p>
<p>5- Monitorização de glicose</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como se pode ver, o que conseguimos no transplante até hoje é suspender o uso de insulina em vários pacientes ao longo do tempo. Porém, em nossas pesquisas, recomendamos veementemente que nossos pacientes mantenham a atividade física regular, alimentação saudável e medição regular das glicemias capilares.</p>
<p>Temos pacientes que ficaram livres de insulina por longo período e retomaram o uso de insulina novamente. Certamente, em muitos casos, se o paciente tivesse seguido as recomendações adequadamente ele conseguiria ficar ainda mais tempo sem usar insulina.</p>
<p>Com muita frequencia recebo no consultório pacientes diabéticos ou seus familiares dizendo que procuram o transplante de células-tronco porque não aceitam o diabetes e querem viver sem ele. Nestes casos, faltam-lhes o alicerce básico para o correto tratamento do diabetes e sem isto não podemos fazer nada.</p>
<p>O transplante de células-tronco não é uma fuga, mas sim uma pesquisa muito séria que avalia uma das principais promessas da humanidade no tratamento de uma doença comum que é o diabetes tipo 1.</p>
<p>Quem nos procura tentando viver a vida chamada &#8220;normal&#8221; geralmente comete um grande engano. Estas pessoas muitas vezes acham normal comer doce e açúcar diariamente; acham normal comer aqueles biscoitinhos condimentados repletos de gordura e sal; acham normal comer fast-food com frequencia; acham normal ser sedentários e comer coxinha e esfiha no recreio da escola; acham normal almoçar e repetir o prato 2 ou 3 vezes e nem sequer comer uma verdura ou um legume.</p>
<p>O que nós queremos é que nossos pacientes tenham uma vida saudável e com qualidade de vida, níveis de glicemia adequados e muita disposição para viver aceitando o diabetes e <strong>não vendo-o como um inimigo, mas sim como um aliado. Tenho muitos pacientes que melhoraram muito de vida após o diabetes. Graças ao diabetes que eles hoje se preocupam mais com uma vida saudável</strong>.</p>
<p>Vamos refletir&#8230;</p>
<p>Clique no link abaixo e veja matéria no Globo repórter sobre Diabetes e hipertensão apresentado em 15 de março de 2013. Neste programa eles também mostram dados de nossa pesquisa.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/03/tratamento-com-celulas-tronco-cura-estudante-do-diabetes-tipo-1.html">http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/03/tratamento-com-celulas-tronco-cura-estudante-do-diabetes-tipo-1.html</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #ebebeb; border: 1px solid black; padding: 10px;">
<p><span style="color: #black;">Por<strong> Dr Carlos Eduardo Barra Couri </strong><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg"><img loading="lazy" class="alignright  wp-image-1368" title="Dr Couri 2" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg" alt="" width="134" height="134" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/08/Dr-Couri-2-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 134px) 100vw, 134px" /></a></span></p>
<p><span style="color: #black;">PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, pesquisador da Equipe de Transplante de Células-Tronco da USP-Ribeirão Preto. Conceituado e premiado autor de pesquisas &#8211; inclusive em publicações internacionais -, materiais educativos e livros sobre o diabetes, em especial o tipo 1, e terapias com células-tronco.</span></p>
<p><span style="color: #black;">Site: <a href="http://carloseduardocouri.blogspot.com.br"><span style="color: #black;">http://carloseduardocouri.blogspot.com.br</span></a> ; <a href="http://www.twitter.com/cecouri"><span style="color: #black;">www.twitter.com/cecouri</span></a></span></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/por-que-o-transplante-de-celulas-tornco-nao-e-a-cura-para-o-diabetes-tipo-1/">Por que o transplante de células-tronco não é a cura para o diabetes tipo 1?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Células intestinais e insulina &#8211; Qual a relação?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/celulas-intestinais-e-insulina-qual-a-relacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 00:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[células intestinais]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[Columbia University]]></category>
		<category><![CDATA[Columbia University Medical Center]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Dr. Accili Domenico]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Chutima Talchai]]></category>
		<category><![CDATA[Foxo1]]></category>
		<category><![CDATA[Insulina]]></category>
		<category><![CDATA[Nature]]></category>
		<category><![CDATA[Nature Genetics]]></category>
		<category><![CDATA[Science Daily]]></category>
		<category><![CDATA[silenciamento]]></category>
		<category><![CDATA[T1D]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=453</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo realizado por pesquisadores Columbia sugere que as células no intestino do paciente podem ser estimulados a produzir insulina, contornando a necessidade de um transplante de células tronco. Até agora acreditava-se que os transplantes de células-tronco seriam a melhor alternativa para resolver de uma vez por todas os problemas de todos os portadores de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Um estudo realizado por pesquisadores Columbia sugere que as células no intestino do paciente podem ser estimulados a produzir insulina, contornando a necessidade de um transplante de células tronco.</em></p>
<p><span id="more-453"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Até agora acreditava-se que os transplantes de células-tronco seriam a melhor alternativa para resolver de uma vez por todas os problemas de todos os portadores de diabetes tipo I, livrando-os das incansáveis e incômodas injeções de insulina. Neste dia 11 de março, uma novidade publicada na revista <em><a href="http://www.nature.com/ng/index.html" target="_Blank">Nature Genetics</a></em> por pesquisadores da <em><a href="http://www.columbia.edu/" target="_Blank">Columbia University</a></em> pode ter colocado um ponto final nessa teoria.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos portadores de diabetes tipo I, as células produtoras de insulina, localizadas no pâncreas, são danificadas ou destruidas, e não sofrem substituição &#8211; de forma que o controle de glicose tem que ser feito artificialmente, pelo paciente (através de injeções ou bombas de insulina). O objetivo das pesquisas em diabetes tipo I tem sido a reposição das células perdidas por novas células capazes de liberar insulina na corrente sanguínea quando necessário. Embora hoje já seja possível, através da manipulação de células-tronco embrionárias, dar origem a células produtoras de insulina, estas ainda não são adequadas para transplante pois não liberam a insulina da maneira correta em resposta aos níveis de glicose.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo, conduzido pela Dra. Chutima Talchai e pelo Dr. Domenico Accili, professor de medicina da <em><a href="http://www.cumc.columbia.edu/" target="_Blank">Columbia University Medical Center</a></em>, foi realizado com ratos e mostra que certas células progenitoras no intestino têm a surpreendente capacidade de se tornarem células produtoras de insulina. As células progenitoras gastrintestinais são normalmente responsáveis pela produção de uma vasta gama de células, incluindo produtoras de serotonina e outros hormônios secretados para o trato gastrointestinal e para a corrente sanguínea.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Drs. Talchai e Accili descobriram que é possível desviar o desenvolvimento destas células para produtoras de insulina desligando um gene chamado <em>Foxo1</em>, que apresenta um papel essencial na diferenciação das células durante seu desenvolvimento. O mais impressionante é que, embora os resultados tenham sido melhores ao desligar o gene em fases iniciais do desenvolvimento do rato, também foram obtidos resultados positivos quando o gene foi desligado em ratos adultos!</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Nossos resultados mostram que isso tornaria possível regenerar células produtoras de insulina no trato gastrointestinal dos nossos pacientes, pediátricos ou adultos&#8221;, afirma o Dr. Accili, em entrevista. &#8220;Ninguém poderia ter previsto esse resultado&#8221;, acrescenta. &#8220;Muitas coisas poderiam ter acontecido depois que silenciamos <em>Foxo1</em>. No pâncreas, quando silenciamos <em>Foxo1</em>, nada aconteceu. Então, por que isso acontece no intestino? Por que não conseguimos uma célula que produza algum outro hormônio? Nós não temos estas respostas ainda&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">As células produtoras de insulina do intestino poderiam ser perigosas se não liberassem a insulina em resposta a determinados níveis de glicose no sangue, podendo até mesmo causar uma fatalidade em caso de hipoglicemia extrema, mas, segundo os pesquisadores, estas células possuem receptores capazes de determinar os níveis de glicose no sangue. Além disso, são capazes de lançar a insulina diretamente na corrente sanguínea e, segundo os resultados da pesquisa, ela funciona tão bem quanto a insulina normal, e foi produzida em quantidades suficientes para normalizar os níveis de glicose dos ratos, antes diabéticos.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Todas essas descobertas nos fazem pensar que convencer o intestino de um paciente a produzir células produtoras de insulina seria uma melhor maneira de tratar o diabetes do que as terapias baseadas em células-tronco&#8221;, diz o Dr. Accili. &#8220;É importante perceber que um novo tratamento para diabetes tipo I deve ser tão seguro quanto, e mais eficaz do que, a insulina&#8221;, continua. &#8220;Nós não podemos testar tratamentos que sejam arriscados simplesmente para remover o fardo das injeções diárias. Insulina não é simples ou perfeita, mas funciona e é segura.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que a terapia ainda está longe de ser testada em humanos, pois ainda é necessário testar se o silenciamento do gene <em>Foxo1</em> trará o mesmo resultado, e de que maneira esse procedimento pode ser realizado sem apresentar riscos para o paciente. Para maiores informações, leia o artigo na íntegra na <em><a href="http://www.sciencedaily.com/releases/2012/03/120311150719.htm" target="_Blank">ScienceDaily</a></em>.</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/celulas-intestinais-e-insulina-qual-a-relacao/">Células intestinais e insulina – Qual a relação?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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