<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>insulinas ultralentas | Diabeticool</title>
	<atom:link href="https://www.diabeticool.com/tag/insulinas-ultralentas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.diabeticool.com</link>
	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 10 Aug 2021 21:05:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Como funcionam os medicamentos para o diabetes?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/</link>
					<comments>https://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2014 20:22:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[análogos das incretinas]]></category>
		<category><![CDATA[biguanidas]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[DPP-4]]></category>
		<category><![CDATA[exenatida]]></category>
		<category><![CDATA[incretinas]]></category>
		<category><![CDATA[inibidores da dipeptil-peptidase-4]]></category>
		<category><![CDATA[insulina degludec]]></category>
		<category><![CDATA[insulina NPH]]></category>
		<category><![CDATA[insulina regular]]></category>
		<category><![CDATA[insulinas]]></category>
		<category><![CDATA[insulinas ultralentas]]></category>
		<category><![CDATA[insulinas ultrarápidas]]></category>
		<category><![CDATA[liraglutida]]></category>
		<category><![CDATA[medicações orais]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[sulfonilureias]]></category>
		<category><![CDATA[tiazolidinedionas]]></category>
		<category><![CDATA[Trayenta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=7165</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quer saber tudo sobre os mecanismos de ação dos principais medicamentos antidiabéticos? Então acompanhe este guia completíssimo compilado por Ronaldo Wieselberg! POR RONALDO WIESELBERG Com a aprovação da alogliptina (Nesina) para o mercado brasileiro, pela Anvisa, uma velha questão volta a despertar o interesse de quem tem diabetes: como funcionam os remédios que usamos para &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/">Como funcionam os medicamentos para o diabetes?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quer saber tudo sobre os mecanismos de ação dos principais medicamentos antidiabéticos? Então acompanhe este guia completíssimo compilado por Ronaldo Wieselberg!</em><span id="more-7165"></span></p>
<p align="left">
<p><span style="color: #008080;"><strong>POR RONALDO WIESELBERG</strong></span></p>
<p>Com a <a title="Alogliptina, novidade no controle da glicemia, chega à Europa" href="http://www.diabeticool.com/alogliptina-novidade-no-controle-da-glicemia-chega-a-europa/">aprovação da alogliptina</a> (Nesina) para o mercado brasileiro, pela Anvisa, uma velha questão volta a despertar o interesse de quem tem diabetes: <strong>como funcionam os remédios que usamos para controlar o diabetes</strong>? Será que eles são seguros mesmo?</p>
<p>Este artigo, então, vai explicar a você, caro leitor ou cara leitora, um pouquinho sobre eles.</p>
<p>Atualmente, podemos dividir os medicamentos, de maneira geral, em dois grandes grupos: o <span style="color: #003366;"><strong>grupo das insulinas</strong></span> e o <span style="color: #800000;"><strong>grupo das medicações orais</strong></span>. Os medicamentos orais são usados, quase em sua totalidade, por pessoas com diabetes tipo 2 &#8211; em alguns casos raros e específicos, sendo usados por quem tem diabetes tipo 1, como veremos adiante -, enquanto as insulinas são usadas por pessoas tanto com diabetes tipo 1 quanto diabetes tipo 2, e são a terapia indicada para as mulheres que têm diabetes gestacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><strong>INSULINAS</strong></span></p>
<p style="text-align: center;" align="left">
<p>As insulinas são aquelas substâncias injetáveis que diminuem a glicemia. As insulinas que usamos hoje são feitas usando alta tecnologia e engenharia genética, para que seja a mais parecida possível com a insulina humana &#8211; e, em alguns casos, têm alterações estruturais da molécula para que tenham uma ação um pouco diferente.</p>
<p>Antigamente, quando a insulina foi descoberta, a insulina disponível era de boi ou de porco, o que causava reações alérgicas e resistência à ação da insulina. Você pode ver mais sobre a história da insulina clicando <strong><a href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-2-de-uma-decepcao-amorosa/">aqui</a></strong> e <strong><a href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-3-como-usar-a-insulina/">aqui</a></strong>!</p>
<p>Elas funcionam de uma maneira muito interessante. Sendo uma &#8220;cópia&#8221; quase perfeita da insulina endógena, o hormônio natural fabricado pelo pâncreas, ela vai atuar da mesma forma, basicamente sendo a &#8220;chave&#8221; para abrir a porta das células para que a glicose entre na célula.</p>
<p>A grosso modo, a insulina está na circulação sanguínea e se liga a um receptor nas células do corpo. Quando acontece essa ligação, uma molécula especial, que os cientistas chamaram de &#8220;transportador GLUT&#8221;, migra para a superfície da célula, e aí, a glicose entra por meio desse transportador.</p>
<p>O mais importante a se dizer sobre as insulinas é que <strong>elas não são as responsáveis pelas complicações</strong> e, se usadas da maneira certa, não têm efeitos colaterais.</p>
<p>Atualmente, temos cinco tipos de insulina disponíveis no mercado, e quatro deles no Brasil:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>1. INSULINA NPH</strong></em></span></p>
 Este é um exemplo da insulina NPH disponibilizada pelo SUS.
<p>A insulina NPH é a insulina sintética à qual foi adicionada uma outra proteína e zinco para aumentar a duração durante o armazenamento e também aumentar o efeito dela no corpo. A sigla &#8220;NPH&#8221; significa &#8220;<i>Neutral Protamide Hagedorn</i>&#8220;, indicando essas adições. A insulina NPH tem início de sua ação em cerca de uma hora a uma hora e meia depois da aplicação, o pico de ação (ou seja , quando a ação dela é mais efetiva) em cerca de quatro horas, e tem duração máxima de cerca de 12 a 14 horas.</p>
<p>A insulina NPH é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, e é uma das insulinas usadas como o tratamento inicial do diabetes insulinizado &#8211; seja tipo 1 ou tipo 2.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>2. INSULINA REGULAR</strong></em></span></p>
<p>A insulina Regular é a insulina sintética que é a &#8220;cópia&#8221; da insulina endógena, por assim dizer. Ela é que tem a ação mais parecida com a insulina fabricada pelo nosso corpo dentre todos os tipos de insulinas sintéticas. Tem início de sua ação em cerca de 30 minutos após a aplicação, pico de ação em cerca de duas horas, e duração máxima de três a quatro horas.</p>
<p>A insulina regular também é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde, e, juntamente com a NPH, é o tratamento inicial para quem tem diabetes e precisa de insulina. É possível, inclusive, realizar a contagem de carboidratos com a insulina regular, combinada à NPH.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="color: #003366;">3. INSULINAS ULTRALENTAS</span></em></strong></p>
<p>As insulinas ultralentas são análogos de insulina &#8211; ou seja, substâncias que cumprem a mesma função da insulina &#8211; com modificações estruturais nas moléculas para que tenham uma duração aumentada. Por esse motivo, as insulinas glargina (Lantus) e detemir (Levemir) têm duração de mais de 18 horas, chegando a até 24 horas de duração. O início da ação acontece de três a quatro horas depois da aplicação e, curiosamente, por conta dessas modificações moleculares, elas praticamente não têm pico de ação &#8211; a ação delas é praticamente constante.</p>
<p>De acordo com o metabolismo de cada pessoa, a duração pode ser menor, o que faz com que algumas pessoas precisem aplicar a insulina ultralenta duas vezes ao dia. Muitas pessoas fazem uso de insulina NPH duas vezes por dia pelo mesmo motivo: a insulina é degradada &#8211; &#8220;destruída&#8221;, por assim dizer &#8211; no fígado, e aí, precisamos aplicá-la novamente.<br />
As insulinas ultralentas são usadas juntamente com as insulinas regulares e ultrarrápidas para as terapias com contagem de carboidratos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #003366;"><em><strong>4. INSULINAS ULTRARÁPIDAS</strong></em></span></p>
<p>Estas são as insulinas mais rápidas disponíveis no mercado. Também são análogos de insulina, porém, a molécula foi alterada de maneira a reduzir o tempo de ação, tornando a insulina mais efetiva a curto prazo. Por esse motivo, as insulinas lispro (Humalog), asparte (NovoRapid) e glulisina (Apidra) têm início de ação em 15 minutos após a aplicação, pico de ação em cerca de uma hora a uma hora e meia, e duração máxima de duas a três horas.</p>
<p>Pela ação extremamente rápida, elas são usadas para &#8220;queimar&#8221; os carboidratos ingeridos nas refeições, a glicose excessiva no sangue &#8211; principalmente em conjunto com as insulinas ultralentas e NPH para a terapia de contagem de carboidratos &#8211; e, inclusive, tratar a <a title="O que é cetoacidose?" href="http://www.diabeticool.com/o-que-e-cetoacidose/"><b>cetoacidose diabética</b></a>, uma emergência clínica decorrente do diabetes descontrolado. Além disso, é o tipo de insulina usada nas bombas de insulina, aparelhos que administram microdoses de insulina continuamente.</p>
<figure id="attachment_7170" aria-describedby="caption-attachment-7170" style="width: 541px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-7170" alt="grafico picos acao insulina diabetes" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/grafico-picos-acao-insulina-diabetes.jpg" width="541" height="264" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/grafico-picos-acao-insulina-diabetes.jpg 541w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2014/03/grafico-picos-acao-insulina-diabetes-415x203.jpg 415w" sizes="(max-width: 541px) 100vw, 541px" /><figcaption id="caption-attachment-7170" class="wp-caption-text">Gráfico ilustrando a ação dos tipos de insulina ao longo do tempo.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><span style="color: #003366;">5. INSULINA DEGLUDEC</span></em></strong></p>
<p>A insulina degludec (Tresiba) foi um lançamento da Novo Nordisk no último Congresso Mundial de Diabetes, no fim de 2013. Também é um análogo de insulina, cuja estrutura foi modificada para aumentar o tempo de duração e ainda teve zinco adicionado. Ela tem um funcionamento muito parecido com as insulinas ultralentas, porém, a grande diferença é o seu tempo de duração máxima, que pode chegar a quarenta horas, sem pico de ação.</p>
<p>A ideia é que isso flexibilizaria os horários para a aplicação de insulina durante a terapia de contagem de carboidratos, em combinação com as insulinas ultrarrápidas ou regulares. Ainda não está disponível no mercado brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>MEDICAÇÕES ORAIS</strong></span></p>
<p>As medicações orais são usadas em sua maioria por quem tem diabetes tipo 2 ou tipo MODY, que é um tipo raro de diabetes associado a causas genéticas. Em alguns casos de diabetes tipo 1 com resistência à insulina, também são associados alguns medicamentos orais, porém, os casos são bem raros, uma vez que o aumento da dose de insulina já resolveria o problema da resistência &#8211; assim, em vez de uma aplicação e um comprimido, a pessoa só tem a aplicação.<br />
Os medicamentos orais podem ser divididos nas seguintes classes: biguanidas, sulfonilureias, inibidores da dipeptil-peptidase-4 , análogos das incretinas e tiazolidinedionas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><em>1. BIGUANIDAS</em></span></strong></p>
<p>As biguanidas são os medicamentos orais mais utilizados para o controle do diabetes. O maior representante dessa classe é a metformina, <a href="http://www.diabeticool.com/a-historia-do-diabetes-parte-4-o-seculo-xx-veio-com-tudo/">que foi descoberta no século XX</a> e hoje tem seu mecanismo de ação bem conhecido.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignleft" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/05/metformina-diabetes-cancer.jpg" width="217" height="204" />A metformina auxilia no controle da glicemia ao diminuir a produção de glicose no fígado &#8211; um órgão que aumenta a glicemia sob a ação de diversos hormônios do corpo -, aumentar a sensibilidade das células à ação da insulina &#8211; e aqui é que ele pode ser usado em alguns casos específicos de diabetes tipo 1, que são a exceção dentre as exceções -, fazendo com que a insulina aja de maneira mais eficaz, e diminuindo a absorção de glicose no trato gastrointestinal &#8211; e esse é o motivo principal de ser tomado no horário das refeições.</p>
<p>Essa diminuição da absorção da glicose no trato digestório é o que pode causar um dos principais efeitos adversos da metformina, a diarreia. O excesso de glicose não absorvida nos intestinos faz com que aumente a quantidade de água nas fezes, que também não é absorvida, causando a diarreia &#8211; e, pela ação da flora intestinal nesse excesso de glicose, também surgem os gases, desconforto abdominal, e a imensa maioria dos efeitos adversos. Uma alimentação rica em fibras &#8211; ou seja, frutas e hortaliças &#8211; ajuda a diminuir os efeitos adversos.</p>
<p>Curiosamente, pelo mecanismo de ação da metformina, as chances de hipoglicemia são bem menores do que com qualquer outra medicação &#8211; tanto que ela é chamada de &#8220;euglicemiante&#8221;, e não de &#8220;hipoglicemiante&#8221; por algumas fontes de consulta.</p>
<p>A metformina é a primeira escolha de medicação para pacientes com diabetes tipo 2, e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>2. SULFONILUREIAS</strong></em></span></p>
<p>As sulfonilureias são medicamentos que, a grosso modo, estimulam a produção de insulina por parte das células beta do pâncreas. Como as pessoas que têm diabetes tipo 1 não conseguem produzir insulina, o efeito desses medicamentos é praticamente zero.</p>
<p>O mecanismo de ação é, primariamente, o estimulo à secreção de insulina e, secundariamente, a sensibilização dos receptores de insulina das células e diminuição da produção de glicose por parte do fígado.</p>
<p>Normalmente, eles são usados como a segunda escolha de medicação para pacientes com diabetes tipo 2. O grande problema é o uso indiscriminado, ou pior, a automedicação com as sulfonilureias &#8211; já que o paciente com diabetes tipo 2 já tem uma pré-disposição ao esgotamento das células beta, ou seja, com o passar do tempo, quem tem diabetes tipo 2 acaba deixando de produzir insulina, e vai precisar das aplicações de insulina &#8211; porque eles acabam acelerando o esgotamento da produção de insulina, de acordo com alguns estudos recentes.</p>
<p>Os medicamentos mais utilizados dentro dessa classe são a glibenclamida, glimepirida, tolbutamida e clopropamida, e podem, inclusive, ser combinados com a metformina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #800000;"><em>3. INIBIDORES DA DIPEPTIL-PEPTIDASE-4 (DPP-4)</em></span></strong></p>
<p>Os inibidores da dipeptil-peptidase-4 (DPP-4) são substâncias que lidam com um conceito muito comum no corpo humano. Em geral, os hormônios do corpo são autorregulados, ou seja, a mesma célula que os secreta percebe a concentração elevada deles no sangue e para de lançar a substância no sangue, ou são regulados por outros hormônios, ou seja, uma substância faz com que a célula que secreta uma outra substância pare de lançar essa outra substância na corrente sanguínea.</p>
<p>Parece confuso, mas é algo bem fácil.</p>
<p>No caso, para explicar o mecanismo de ação desse medicamento, precisamos explicar parte da função hormonal que ocorre durante a digestão.</p>
<p>Quando temos o alimento no intestino, alguns hormônios chamados <i>incretinas</i> são lançados na corrente sanguínea. Esses hormônios vão estimular a síntese e secreção de insulina por parte das células beta do pâncreas, além de inibir a secreção de glucagon por parte das células alfa do pâncreas &#8211; bem parecido com a função das sulfonilureias, percebeu?</p>
<p>As incretinas são reguladas por uma substância chamada <i>dipeptil-peptidase-4 (DPP-4)</i>, que faz com que não haja estímulo ou inibição da insulina ou do glucagon, respectivamente &#8211; explicando de maneira simples, aperta o botão &#8220;liga-desliga&#8221; das incretinas.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignleft" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/11/remedio-trayenta-para-diabetes.jpg" width="222" height="296" />Bem, e aqui, entram os inibidores da DPP-4. Por inibirem a ação dessa substância, eles favorecem a ação das incretinas, que por sua vez, aumentam a secreção da insulina. Dessa forma, essa classe de medicamentos estimula a secreção de insulina de maneira indireta.</p>
<p>Por funcionarem baseados na secreção de insulina, fica claro que esses medicamentos pertencem a uma classe que não pode ser usada por pessoas com diabetes tipo 1. Os inibidores da DPP-4 disponíveis no mercado são a alogliptina (Nesina), a sitagliptina (Januvia), saxagliptina (Onglyza) e linagliptina (<strong>Trayenta</strong>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>4. ANÁLOGOS DAS INCRETINAS &#8211; OU &#8220;AGONISTAS DO GLUCAGON-LIKE PEPTÍDEO-1&#8221;</strong></em></span></p>
<p>Os nomes ficam cada vez mais estranhos, e precisamos ir cada vez mais fundo na fisiologia humana para entender esses medicamentos.</p>
<p>Como explicado anteriormente, as incretinas estimulam a síntese e secreção de insulina, além de diminuírem a secreção de glucagon. Uma das principais incretinas é chamada de <i>Glucagon-like peptídeo-1</i>, ou GLP-1. Essa incretina, além de cumprir a função de estimular a secreção da insulina, também atua diminuindo a velocidade do esvaziamento do estômago &#8211; causando uma maior sensação de saciedade, e por um tempo mais longo.</p>
<p>Assim sendo, essa classe de medicamentos atua ao &#8220;imitar&#8221; a ação do GLP-1. Alguns dos efeitos colaterais dos medicamentos são a náusea e vômitos, decorrentes do fato de o esvaziamento do estômago demorar mais.</p>
<p>Outro efeito que também pode acontecer é a perda de peso, uma vez que a pessoa sentirá menos fome pelo estômago ficar cheio por mais tempo. Isso faz com que pessoas que não precisem dos medicamentos para o controle do diabetes o utilizem para emagrecer. Essa é a chamada <i>prescrição off-label</i>, que é de inteira responsabilidade do médico que a fez.</p>
<p>Os agonistas da GLP-1 disponíveis no mercado brasileiro, atualmente, são a liraglutida (Victoza) e a exenatida (Byetta).</p>
 O Byetta é um exemplo de análogo de incretina encontrado no Brasil.
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>5. TIAZOLIDINEDIONAS</strong></em></span></p>
<p>Essa classe de medicamentos de nomes ainda mais esquisitos – e vai ficar pior! – atua ao aumentar a sensibilidade das células à ação da insulina. A ação é bem parecida com a da metformina, porém, sem os efeitos colaterais de diarreia, gases, etc.</p>
<p>O ponto negativo é que, em algumas pessoas, pode causar inchaços nos membros, dores de cabeça e ganho de peso. Hoje, temos disponível no mercado a pioglitazona e a rosiglitazona.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #800000;"><em><strong>6. OUTROS</strong></em></span></p>
<p>Existem outros medicamentos orais para o controle do diabetes, como os amilinomiméticos, substâncias que imitam a ação do polipeptídeo pancreático, que diminui o esvaziamento do estômago, diminui a ação do glucagon e regula o apetite; inibidores da enzima alfa-glucosidade, que impedem a digestão total dos carboidratos – e portanto, a quantidade de glicose disponível nos intestinos para absorção é menor; os derivados das meglitinidas, que também aumentam a secreção de insulina; e os inibidores do SGLT-2, um transportador de glicose nos rins, que faz com que a glicemia abaixa ao desprezar glicose pela urina.</p>
<p>Estes medicamentos, porém, são praticamente inexistentes no mercado brasileiro, seja por não terem sido aprovados pela Anvisa ou por não serem comuns no Brasil. Porém, eles existem, e têm a função de controle glicêmico.<br />
Muitos desses medicamentos surgiram de fontes naturais, e foram exaustivamente estudados até que soubéssemos como agiam e os efeitos colaterais que poderiam trazer. Por exemplo, a metformina foi descoberta na planta chamada lilás francês e o Byetta foi descoberto na saliva de um lagarto.</p>
<p>Assim, quando médico prescreve quaisquer dessas medicações, ele já leva em conta os efeitos colaterais e, principalmente, os efeitos benéficos para quem vai usar. Por esse motivo, usando os remédios conforme a prescrição médica e seguindo as orientações do educador físico e da nutricionista, <strong>o tratamento terá todas as chances de dar certo</strong>.</p>
<p><strong>Até a próxima!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #b8d4e2; border: 2px solid; border-color: #6E7F88; padding: 10px;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #424c52;"><strong>Ronaldo José Pineda Wieselberg</strong></span> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</div>
<div style="background-color: #dbe9f0; border: 2px solid; border-color: #6E7F88; padding: 10px;"><strong>+ <span style="color: #008080;">Quer ler todos os</span> <span style="color: #008080;">textos de Ronaldo Wieselberg</span>? <a href="http://www.diabeticool.com/?p=7247">CLIQUE AQUI</a>!</strong></div>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/">Como funcionam os medicamentos para o diabetes?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.diabeticool.com/como-funcionam-os-medicamentos-para-o-diabetes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>8</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
