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	<title>anticorpos | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>A relação entre as bactérias do seu corpo e o diabetes tipo 1 e tipo 2</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/relacao-entre-as-bacterias-do-seu-corpo-e-o-diabetes-tipo-1-e-tipo-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 May 2017 00:12:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[anticorpos]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes e bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[sistema imune]]></category>
		<category><![CDATA[transplante de fezes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diferentes tipos de bactérias podem aumentar os riscos de aparecimento do diabetes. Saiba quais são eles e como evitá-los. Por Ronaldo Wieselberg* Antes de começar a ler esse texto, sugiro que os leitores mais puristas em relação à higiene tomem uma água, respirem fundo e só então comecem a ler! &#160; MEU CORPO ESTÁ TOMADO &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Diferentes tipos de bactérias podem aumentar os riscos de aparecimento do diabetes. Saiba quais são eles e como evitá-los.</em><span id="more-9632"></span><br />
<img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9634" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo.jpg" alt="DIABETES e as bacterias do corpo" width="880" height="550" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo.jpg 880w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo-768x480.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2017/05/DIABETES-e-as-bacterias-do-corpo-384x240.jpg 384w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /></p>
<h5><span style="color: #333333;"><em><strong>Por Ronaldo Wieselberg*</strong></em></span></h5>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >A</span>ntes de começar a ler esse texto, sugiro que os leitores mais puristas em relação à higiene tomem uma água, respirem fundo e só então comecem a ler!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong><em>MEU CORPO ESTÁ TOMADO POR BACTÉRIAS!</em></strong><strong><em> </em></strong></span></h2>
<p>O nosso corpo tem mais bactérias do que células ‘nossas’. São bactérias na pele, na boca, nas narinas, no ânus&#8230; e o mais importante: <strong>elas são benéficas para nós</strong>! Ou seja, pode deixar o seu álcool gel de lado por enquanto. Vamos falar um pouquinho dessas <strong>bactérias boazinhas e da relação delas com o diabetes</strong>?</p>
<p>As bactérias vivem em muitos lugares do nosso corpo, como já falamos. A simples presença delas é importante, pois elas evitam que outras espécies de bactérias, causadoras de doenças, nos ataquem (principalmente na pele e no sistema digestório). Além disso, elas possuem diversos outros &#8216;benefícios&#8217; para o corpo, acompanhe:</p>
<ul>
<li>elsa produzem compostos antimicrobianos – sim, bactérias boas também <em>matam</em> bactérias malvadas!</li>
<li>produzem vitaminas que utilizamos para sobreviver</li>
<li>auxiliam o sistema de defesa do corpo a produzir anticorpos que matarão bactérias nocivas – a chamada “<strong>reatividade cruzada</strong>”.</li>
</ul>
 Bactérias: algumas fazem mal à saúde, mas outras são essenciais para o corpo.
<p>Mas como que ‘pegamos’ estas bactérias que vivem conosco? Bem, elas aparecem no nosso corpo por meio de muitas fontes. A maioria delas vêm da nossa exploração do mundo: ou seja, pela boca – pelo que comemos – e pelo tato – pelas coisas nas quais tocamos. Isso tem início nos momentos mais primitivos da nossa vida – ou seja, desde que estamos na barriga das nossas mães, há a passagem de algumas bactérias até nós. Depois que nascemos, isso se intensifica, uma vez que mamamos e o seio materno não é estéril (ainda bem!), sem contar que o próprio trabalho de parto contribui para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>QUAIS SÃO AS BACTÉRIAS DO NOSSO CORPO?</strong></span></h2>
<p>Existem duas classificações de bactérias que moram no nosso intestino alegremente: os <strong><em>Bacterioides</em> </strong>e os <strong><em>Firmicutes</em></strong>. De acordo com alguns estudos recentes – que datam entre 2014 e 2016 –, os <em>Bacterioides</em> estariam relacionados à não-obesidade e os <em>Firmicutes</em> estariam relacionados com <a href="http://www.diabeticool.com/obesidade-e-diabetes-uma-relacao-de-amor-e-odio/">maior risco de obesidade</a>.</p>
<p>Portanto, a presença dos <em>Firmicutes </em>aumentaria o risco de desenvolver diabetes – tanto o tipo 2 quanto o tipo 1! – e a presença dos <em>Bacterioides </em>diminuiria esse risco! O mecanismo pelo qual isso acontece ainda é incerto, porém, existem algumas teorias interessantes&#8230;</p>
<blockquote><p><span style="color: #007cc5;"><strong><em>Ter um determinado tipo de bactérias no meu organismo poderia aumentar minhas chances de ganhar peso?</em></strong></span></p></blockquote>
<p>A primeira dela diz que uma quantidade aumentada de <em>Firmicutes</em> diminuiria a produção de substâncias que protegem a mucosa intestinal. Isso aumentaria a inflamação do local e alteraria a permeabilidade da mucosa. Sendo assim, basicamente, tudo o que chegar no intestino ‘passaria’ para a corrente sanguínea! Isso faria com que substâncias que causam uma inflamação geral passassem também para o sangue, causando então um aumento da <a href="http://www.diabeticool.com/voce-sabe-tanto-sobre-diabetes-quanto-pensa/">resistência à ação da insulina</a>. Já os <em>Bacterioides</em> produzem bastante dessa substância, protegendo a mucosa do intestino e diminuindo a inflamação geral.</p>
 Se sujar faz bem &#8211; eis uma verdade que vai além do slogan publicitário! Afinal, é nessas brincadeiras que entramos em contato com diversos tipos de bactérias, o que pode ser benéfico à saúde.
[pullquote]Existem bactérias que podem diminuir a vontade de comer; outras, aumentar. Será que o equilíbrio entre elas é a chave para o controle do peso? E será que alguma delas poderia ajudar a evitar o surgimento do diabetes? [/pullquote]
<p>Outra teoria diz que os <em>Firmicutes</em> produzem substâncias que diminuem a saciedade ao comer. Portanto, fariam a pessoa comer mais e mais, aumentando o peso, a resistência insulínica e favorecendo o diabetes tipo 2. Já os <em>Bacterioides</em> aumentariam a saciedade pela produção aumentada de uma substância chamada <a href="http://www.diabeticool.com/celulas-intestinais-e-insulina-qual-a-relacao/"><strong>serotonina</strong></a> – relacionada ao prazer de comer! – e dessa forma a pessoa comeria menos, teria um controle do peso mais fácil e favoreceria o controle da glicemia.</p>
<p>Todos esses fatores de ganho de peso e inflamação são bem relacionados ao diabetes tipo 2. Porém, quando falamos de diabetes tipo 1, precisamos voltar ao que falei lá no começo do texto: <strong>reatividade cruzada</strong>.</p>
<p>Como os <em>Firmicutes</em> aumentam a inflamação da mucosa, sua ação faria passar pelo intestino pedacinhos de bactérias que aumentam a atividade imunológica. Assim, <a href="http://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/">há a produção de anticorpos por parte do sistema de defesa</a>, que por algum capricho do destino também ataca as células beta do pâncreas. Essa é uma teoria, inclusive, sobre como surgiriam os anticorpos do diabetes tipo 1 – anticorpos anti-GAD, anti-ilhota, anti-insulina&#8230;</p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><span style="color: #007cc5;"><strong>COMO MUDAR AS BACTÉRIAS DO SEU CORPO?</strong><strong> </strong></span></h2>
<p>Existem alguns métodos para trocar as bactérias do corpo e conseguir a riqueza de <em>Bacterioides</em> que todos queremos. Um deles – o mais seguro e mais difícil – é pela <strong>alimentação</strong>.</p>
<p>O consumo de <strong>frutas</strong>, <strong>verduras</strong> e <strong>fibras</strong> está relacionado a uma maior quantidade de <em>Bacterioides</em>, enquanto o consumo de alimentos industrializados e embutidos está relacionado a uma maior quantidade de <em>Firmicutes</em>. Pense em como isso é importante, considerando que as bactérias passam de mãe para filho&#8230; então não adianta querer que <em>só o seu filho</em> coma bem. Se <em>você não comer bem</em>, não adianta reclamar depois: os <em>Firmicutes</em> ainda estarão por aí e poderão ser transmitidos à prole!</p>
 Bactérias intestinais: além de ajudarem na digestão, ainda afetam o peso e a glicemia. Microscopia: Martin Oeggerli
<p>Essa alimentação saudável – chamada por muitos de “<strong>alimentação viva</strong>” – não tem resultado de uma hora para a outra ou de um dia para o outro. Para mudar de verdade as bactérias do sistema digestório, é necessário que essa dieta seja mantida por alguns <strong>meses</strong>, no mínimo. Então, nada de comer bem por pouco tempo e acreditar que isso basta: o bom hábito deve ser constante!</p>
<p>O uso de antibióticos também altera as bactérias do corpo. Alguns antibióticos, especialmente <em>Ciprofloxacino</em> e <em>Clindamicina</em>, modificam a fauna de bactérias do corpo, e sabemos que quanto mais cedo na vida for feito esse uso, maior a chance de desenvolver obesidade, diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 pelo aumento dos <em>Firmicutes</em>. Não usamos antibióticos para “evitar” o diabetes, mesmo porque o uso indiscriminado de antibióticos traz consequências desastrosas – como por exemplo a resistência bacteriana a essa classe de medicamentos. Assim, os antibióticos devem ser usados com cuidado, apenas com a recomendação médica.</p>
[pullquote]Sim, existe o termo &#8216;transplante de fezes&#8217;! A técnica já foi testada em ratos, com resultados surpreendentes.[/pullquote]
<p>Por fim, o método mais “radical” de troca de bactérias é o <em>transplante de fezes</em>. Sim, pode voltar lá e ler de novo, você viu certo. Em alguns ratinhos de laboratório, o transplante de fezes foi realizado entre ratinhos com obesidade e ratinhos de peso normal. Os ratinhos que receberam as fezes dos ratinhos com obesidade&#8230; também engordaram!!! Em contrapartida, os transplantes de fezes ricas em <em>Bacterioides</em> diminuiu a incidência do diabetes e diminuiu a resistência insulínica! Tomara que nenhum ser humano precise passar por este teste!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bem, bactérias são apenas <em>uma </em>das várias partes do diabetes. Curiosamente, é uma das partes que conseguimos mudar com bons hábitos alimentares, e portanto, podemos fazer em casa! Colabore com o seu corpo!</p>
<p>Até a próxima!</p>
<div style="border: 2px solid #1b478e; padding: 10px; background-color: #55acee;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #ffffff;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</span></div>
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		<title>Existe vacina para diabetes tipo 1? Uma conversa sobre anticorpos e diabetes</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2016 16:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ronaldo Wieselberg]]></category>
		<category><![CDATA[anti-tetraspanina 7]]></category>
		<category><![CDATA[anticorpos]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category>
		<category><![CDATA[tetraspanina 7]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que faz sentido pensar em uma vacina para prevenir o diabetes tipo 1? Ronaldo Wieselberg explica em que ponto a Ciência se encontra neste assunto. Por Ronaldo Wieselberg* Recentemente, em 2016, uma publicação científica mostrou a descoberta de um 5º anticorpo presente no sangue de pessoas com diabetes tipo 1, o anticorpo anti-tetraspanina 7. &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Será que faz sentido pensar em uma vacina para prevenir o diabetes tipo 1? Ronaldo Wieselberg explica em que ponto a Ciência se encontra neste assunto.</em><span id="more-9522"></span></p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9533" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança.jpg" alt="vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperanca" width="850" height="532" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança.jpg 850w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança-768x481.jpg 768w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-esperança-383x240.jpg 383w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /></p>
<h5><span style="color: #333333;"><em><strong>Por Ronaldo Wieselberg*</strong></em></span></h5>
<span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>ecentemente, em 2016, uma publicação científica mostrou a descoberta de um 5º anticorpo presente no sangue de pessoas com diabetes tipo 1, o anticorpo <strong><em>anti-tetraspanina 7</em></strong>. Muitas pessoas se encheram de esperança acreditando que, com esta descoberta, o caminho para uma <a href="http://www.diabeticool.com/entenda-tudo-sobre-a-vacina-contra-o-diabetes-tipo-1/"><strong>vacina anti-diabetes estivesse mais curto</strong></a>, mas&#8230; será que é isso mesmo?</p>
<p>Neste texto, vamos relembrar alguns conceitos básicos sobre como funciona o sistema de defesa do corpo e qual é a sua relação com o diabetes. Depois, veremos o que os cientistas têm feito em relação à vacina para DM1. Mas, antes de explicar isso tudo, precisamos lembrar como o diabetes tipo 1 acontece&#8230;</p>
 Vacina contra diabetes tipo 1: uma esperança real?
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>O QUE ESTÁ POR TRÁS DO DIABETES?</strong></span></h2>
<p>Nos três tipos mais comuns de diabetes – o <strong>tipo 1</strong>, o <strong>tipo 2</strong> e o <strong>gestacional</strong> – os processos que ocorrem no corpo são bem diferentes. No tipo 2 e no diabetes gestacional, a resistência das células à ação da insulina e a produção diminuída desse hormônio pelo pâncreas têm papel crucial. Esses efeitos podem ser causados, por vezes, pela obesidade, por vezes por hormônios que a placenta produz.</p>
[pullquote]&#8221;O corpo da pessoa que desenvolve diabetes tipo 1 ataca-se a si próprio&#8221;[/pullquote]
<p>Já no tipo 1, o que acontece é o chamado <em>ataque autoimune</em>. Essa expressão esquisita significa que o corpo da pessoa que desenvolve <strong>diabetes tipo 1</strong> <strong>ataca-se a si próprio</strong>. Pode parecer estranho, mas esse ‘auto-ataque’ acontece em outras doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. É como se uma verdadeira <em>guerra civil</em> tivesse como campo de batalha o organismo da pessoa. No caso do diabetes tipo 1, os <strong>leucócitos</strong> (guarde esse nome! Eles são os “soldados” do corpo) entendem que as células beta do pâncreas, produtoras de insulina, são inimigas&#8230; e que portanto precisam ser destruídas a todo custo!</p>
<blockquote><p><span style="color: #077cc5;"><strong>DIABETES TIPO 1 = O PRÓPRIO CORPO ATACA AS CÉLULAS PRODUTORAS DE INSULINA</strong></span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>UMA GUERRA DENTRO DO CORPO – COMO RECONHECER O INIMIGO?</strong></span></h2>
<p>Alguns dos soldados do nosso sistema imune são altamente especializados, capazes de confeccionar armas super especiais, chamadas de <em>anticorpos</em>. Os anticorpos são armas químicas poderosas e <strong>muito</strong> específicas para cada inimigo. Isto é, cada anticorpo é produzido para atacar apenas um tipo específico de inimigo.</p>
<p>Nosso exército reconhece os inimigos baseado em ‘sinais’ que eles possuem, chamados de “<em>epítopos</em>”. Os epítopos são pedacinhos das células e cada epítopo é exclusivo de alguns tipos de células. Eles servem como <strong>partes de reconhecimento</strong>. São eles os responsáveis pelo corpo saber que nossas células são nossas, por exemplo, e que células invasoras são <em>invasoras</em>!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Nossas Batalhas" width="850" height="638" src="https://www.youtube.com/embed/ahzcg6dy5MM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote><p><em>Acompanhe neste divertido vídeo, divulgado pela Associação Brasileira de Imunodeficiência, um resumo simples de como funciona nosso sistema imunológico.</em></p></blockquote>
<p>Quando o corpo sofre alguma agressão – por exemplo, adquire alguma doença infecciosa, como uma gripe – libera muitos mensageiros avisando do acontecido. Esses mensageiros seriam como um boletim de ocorrência, no qual o corpo informa aos seus soldados qual é o agressor. E aí, os leucócitos, os soldados do corpo, vão atrás do inimigo. Para facilitar o combate, os linfócitos produzem armas que reconhecem os epítopos do agressor e o matam. Essas armas são os anticorpos que mencionamos anteriormente.</p>
[pullquote]&#8221;De vez em quando (ainda não sabemos o motivo exato!), o corpo produz anticorpos que atacam as próprias células&#8221;.[/pullquote]
<p>Podemos imaginar essa dinâmica da seguinte maneira: imagine que os leucócitos são seguranças de uma festa, que receberam a mensagem de permitir a passagem apenas de quem tivesse o crachá da cor certa – os epítopos seriam esses crachás. Se os nossos soldados observarem uma célula e reconhecem seu crachá, tudo bem, ela pode continuar viva! Mas se eles encontrarem uma célula com o ‘crachá’ da cor errada, partirão para o ataque e barrarão sua entrada!</p>
<p>O único problema é que, de vez em quando (ainda não sabemos o motivo exato!), <strong>o corpo produz anticorpos que atacam as próprias células</strong>. Algumas teorias indicam que epítopos muito parecidos seriam responsáveis por isso – por exemplo, um crachá “azul claro” do agressor e um crachá “azul escuro” das células do corpo seriam passados apenas como “azuis” para os leucócitos e linfócitos –, mas ainda não há explicação exata para o motivo desses ataques.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>ENTENDENDO A NOVIDADE DA TETRASPANINA 7</strong></span></h2>
<p>Até pouco tempo atrás, os cientistas conheciam quatro anticorpos presentes em pessoas que estão com diabetes tipo 1: os anticorpos <em>anti-ilhota</em>, produzidos contra a célula beta produtora de insulina; anticorpos <em>anti-insulina</em>, produzidos contra a molécula de insulina produzida pelo corpo; anticorpos <em>anti-GAD</em>, produzidos contra uma enzima que existe em grande quantidade nas células beta; anticorpos <em>anti-ZnT8</em>, uma molécula presente nas bolsas que “estocam” a insulina dentro das células. Agora, foi descoberto o anticorpo <strong><em>anti-tetraspanina 7</em></strong>, produzido contra uma parte da célula beta. Seria como se os soldados do corpo recebessem a informação de destruir cinco tipos de crachá diferentes, todos eles, de alguma forma, relacionados à insulina.</p>
<figure id="attachment_9524" aria-describedby="caption-attachment-9524" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9524" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes.jpg" alt="segurancas-texto-vacina-para-diabetes" width="800" height="201" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/seguranças-texto-vacina-para-diabetes-415x104.jpg 415w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-9524" class="wp-caption-text">Atenção! Não deixem passar ninguém com crachá azul, amarelo, verde, vermelho e branco!</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>SABENDO DISSO, COMO FUNCIONARIAM AS VACINAS PARA DIABETES?</strong></span></h2>
[pullquote]&#8221;No sentido clássico, não haveria como criar vacinas para o diabetes tipo 1. Mas&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>No sentido clássico do termo, uma <strong>vacina</strong> seria apresentar ao corpo versões ‘amenizadas’ dos “epítopos” ou “crachás” de agressores diferentes, para que os leucócitos aprendessem a defender o organismo. Porém, lembrando do que vimos acima, você talvez tenha concluído que não há como ensinar o corpo a se defender de uma <em>guerra civil</em>, gerada por epítopos do próprio corpo – e isso está certo. Assim, no sentido clássico, não haveria como criar vacinas para o diabetes tipo 1.</p>
<p>Mas&#8230; uma vez que os anticorpos (as ‘armas’ do nosso sistema de defesa que destroem os invasores) são feitas contra estas partes específicas das células, será que não haveria como bloquear essa produção? Isto é, se as células beta são destruídas pelos anticorpos, seria possível diminuir a atividade dos soldados que produzem as armas e, assim, mantê-las vivas? Ou então fazer com que os soldados não reconheçam os crachás das nossas células saudáveis, e então não produzam anticorpos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>ESTRATÉGIAS PARA UMA VACINA</strong><strong> </strong></span></h2>
<p><a href="http://www.diabeticool.com/posso-tomar-remedios-que-contem-acucar-e-meu-diabetes-como-fica/">O uso de <strong>corticoides</strong></a> – as substâncias mais comuns para diminuir a atividade dos leucócitos – foi tentado no passado em casos de diabetes tipo 1. Porém, se por um lado eles aumentam a glicemia, por outro também favorecem a liberação de mais insulina. Assim, ao tentar “diminuir a atividade” dos soldados, os corticoides aumentam a fúria do ataque ao liberar mais “crachás” reconhecidos como sendo de invasores!</p>
<p>O uso de outros imunossupressores traria, além de efeitos adversos como o visto acima, uma baixa total das defesas do corpo. Com isso, outros invasores – dessa vez estamos falando de invasores verdadeiros, como bactérias e vírus potencialmente mortais! – poderiam invadir o organismo sem resistência alguma.</p>
<figure id="attachment_9525" aria-describedby="caption-attachment-9525" style="width: 400px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-9525" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2016/11/criança-e-travesseiro-texto-vacina-diabetes.jpg" alt="crianca-e-travesseiro-texto-vacina-diabetes" width="400" height="237" /><figcaption id="caption-attachment-9525" class="wp-caption-text">Espero que não me encontrem aqui embaixo&#8230;!</figcaption></figure>
<p>Já “esconder os crachás” é uma idéia interessante. Recentemente, quando se falava da vacina contra o vírus zika, falou-se em “bloquear” a parte da célula que o vírus utilizava para invadir o organismo, e assim, impedir que ele se desenvolvesse e se multiplicasse. Isso seria como “esconder” do organismo – ou do vírus – o crachá.</p>
<p>Se não há crachá para ser visto, os soldados passarão batidos – por não verem um “crachá” invasor, não reconheceriam a célula como alvo, e não a destruiriam. O único porém é que muitas dessas substâncias de reconhecimento são utilizadas para outras funções&#8230;</p>
[pullquote]&#8221;O diabetes tipo 1 é responsável por cerca de 10% dos casos totais de diabetes na população. Ainda que todos fossem curados, ainda restariam 90% dos casos, compostos quase que em sua totalidade por diabetes tipo 2, que <strong>não tem relação com autoimunidade</strong>. Mas ele pode ser prevenido&#8230;&#8221;[/pullquote]
<p>Por exemplo, se bloquearmos todos os cinco possíveis anticorpos, a enzima GAD deixaria de funcionar – uma vez que ela estaria “escondida” e “bloqueada”. A insulina também deixaria de funcionar (já pensou?), o que seria um prejuízo terrível para o organismo. Lá no pâncreas, as bolsas que estocam insulina não seriam abertas, e as ilhotas deixariam, virtualmente, de existir no organismo, uma vez que seu “crachá” nunca mais seria visto. E sabendo que a produção de insulina em quem tem diabetes é reduzida ou inexistente, o custo para impedir o desenvolvimento do diabetes tipo 1 seria&#8230;</p>
<p>&#8230;desenvolver o diabetes tipo 1 com o uso da vacina!</p>
<p>Paradoxal. E ainda que funcionasse, o diabetes tipo 1 é responsável por cerca de 10% dos casos totais de diabetes na população. Ainda que todos fossem curados, ainda restariam 90% dos casos, compostos quase que em sua totalidade por diabetes tipo 2, que <strong>não tem relação com autoimunidade</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #077cc5;"><strong>PREVENÇÃO AINDA É O MELHOR REMÉDIO</strong></span></h2>
<p>Mais complicado ainda é perceber que as vacinas não restaurariam a produção de insulina de quem já tem diabetes tipo 1. Apenas preveniria o surgimento de novos casos, isso se não desenvolvesse diabetes por outros mecanismos&#8230;</p>
<p>&#8230;e tristemente, não preveniria o aparecimento de diabetes tipo 2 ou gestacional no futuro.</p>
<figure id="attachment_8900" aria-describedby="caption-attachment-8900" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-8900" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos.jpg" alt="habitos saudaveis praticar esportes com os amigos" width="800" height="477" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos.jpg 800w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2015/08/habitos-saudaveis-praticar-esportes-com-os-amigos-403x240.jpg 403w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-8900" class="wp-caption-text">O diabetes tipo 2 é o único tipo que pode ser prevenido. Levar uma vida mais ativa é um dos principais fatores que &#8216;fortalecem&#8217; o corpo contra o desenvolvimento da doença.</figcaption></figure>
<p>Atualmente, <strong>existe apenas um tipo de diabetes que pode ser prevenido</strong>, e esse é o diabetes tipo 2. Tristemente, ele ainda é o tipo existente em maior quantidade e em franco crescimento na população mundial.</p>
<p>Práticas como alimentação saudável e equilibrada e exercício físico regular são as maneiras que temos para prevenir o diabetes tipo 2. Estes hábitos – como se não bastasse! – ainda controlam o peso, diminuem a chance de eventos cardiovasculares e de hipertensão, além de serem muito mais divertidos! Por que esperar uma vacina tão restrita, se podemos fazer muito mais com menos?</p>
<p><span style="color: #077cc5;"><strong>A prevenção depende de nós mesmos, a cada dia. Não de uma vacina milagrosa.</strong></span></p>
<p>Até a próxima!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="border: 2px solid #1b478e; padding: 10px; background-color: #55acee;"><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-6190" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg" alt="ronaldo wieselberg perfil diabeticool" width="166" height="167" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool.jpg 166w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/12/ronaldo-wieselberg-perfil-diabeticool-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 166px) 100vw, 166px" /><span style="color: #ffffff;"><strong><span class="bdaia-shory-dropcap" >R</span>onaldo José Pineda Wieselberg</strong> tem diabetes há mais de 20 anos. É estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP), auxiliar de coordenação do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil e Jovem Líder em Diabetes pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), com trabalhos sobre diabetes premiados e apresentados no Brasil e no exterior. Apesar de ter o mesmo nome de vários grandes jogadores de futebol, prefere o xadrez.</span></div>
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<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/existe-vacina-para-diabetes-tipo-1-uma-conversa-sobre-anticorpos-e-diabetes/">Existe vacina para diabetes tipo 1? Uma conversa sobre anticorpos e diabetes</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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