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	<title>Louis Ptácek | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Os relógios internos, a alimentação e o diabetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jan 2013 12:57:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa revela parte do intrincado e complexo mecanismo interno que controla as sensações de fome e saciedade. Estudo abre portas para entendimento da origem de doenças como a obesidade e o diabetes. Assim como um relógio possui diversos componentes mecânicos que trabalham em harmonia para que as horas sejam corretamente exibidas, nosso organismo também possui &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa revela parte do intrincado e complexo mecanismo interno que controla as sensações de fome e saciedade. Estudo abre portas para entendimento da origem de doenças como a obesidade e o diabetes.</em></p>
<p><span id="more-2545"></span></p>
<p>Assim como um relógio possui diversos componentes mecânicos que trabalham em harmonia para que as horas sejam corretamente exibidas, nosso organismo também possui componentes que nos ajudam a contar o tempo. O nosso &#8220;relógio interno&#8221; é chamado de <a title="Turnos noturnos aumentam os riscos de diabetes tipo 2" href="http://www.diabeticool.com/turnos-noturnos-aumentam-os-riscos-de-diabetes-tipo-2/"><strong>relógio biológico</strong></a>, e suas principais funções são comandadas por um grande conjunto de <strong>genes</strong>. Quando eles trabalham em harmonia, o corpo passa a saber quando é dia e quando é noite, quando é hora de começar a sentir fome ou sono etc. Da mesma maneira que um relógio mecânico pode, eventualmente, ficar desregulado, o mesmo ocorre com o relógio biológico. Cientistas dos EUA publicaram no último mês uma pesquisa que desvenda o funcionamento de parte deste mecanismo, aquele que controla o metabolismo de alimentos. Além de ajudar a entender como o relógio biológico funciona, a pesquisa lança luz sobre questões acerca da dieta humana e sua relação com doenças, como o diabetes.</p>
<p><strong>Os nossos vários relógio internos</strong></p>
<p>O corpo humano é controlado não apenas por um, mas por uma série de relógio internos. Por exemplo, há um mecanismo específico que correlaciona as horas do dia com os períodos de sono e vigília, e outro mecanismo para gerenciar a fome e o uso dos alimentos ingeridos. Cada um destes mecanismos funciona independentemente um do outro, utilizando genes e moléculas diferentes para funcionar.</p>
<p>Sabendo disto, um grupo de pesquisadores resolveu estudar com mais detalhes o &#8220;relógio da alimentação&#8221;. Eles partiram do fato de que pessoas que se alimentam bastante de madrugada, como quem viaja muito ou trabalha em turnos noturnos, tendem a ser mais <a title="Diabetes pelo Mundo: México" href="http://www.diabeticool.com/diabetes-pelo-mundo-mexico/">obesas </a>que o normal. A hipótese era a de que a alimentação em horários fora do padrão do relógio biológico &#8211; o qual nos faz, naturalmente, sentir mais fome durante o período claro do dia &#8211; acabava por &#8220;desregular&#8221; nossos mecanismos internos, causando doenças. Para testá-la, os cientistas alimentaram camundongos apenas nos horários em que eles usualmente dormiam. Em pouco tempo, os bichinhos começaram, por conta própria, a acordar perto da nova hora das refeições e a ficarem agitados, esperando pela comida. Isto demonstrou que seu relógio interno havia sido modificado. Apenas um grupo de camundongos não apresentou mudanças no comportamento: estes animais apresentavam o gene que produz a proteína <strong>PKCγ</strong> desativado.</p>
 Camundongos que receberam comida apenas nos horários em que antes dormiam foram a base para este estudo.
<p>Através desta pesquisa, pôde-se mostrar que a proteína PKCγ é um importante componente do relógio biológico, controlando a maneira como o organismo responde à alimentação. De acordo com o doutor Louis Ptácek, professor de neurologia de <a title="Como o corpo transforma o que comemos em gordura" href="http://www.diabeticool.com/como-o-corpo-transforma-o-que-comemos-em-gordura/">Universidade da Califórnia</a>, em São Francisco, o trabalho tem implicações para o entendimento das origens moleculares do diabetes, da obesidade e de outras <a title="Nova maneira de fazer dieta" href="http://www.diabeticool.com/nova-maneira-de-fazer-dieta/">síndromes metabólicas</a>, uma vez que um &#8220;relógio de comida&#8221; desincronizado pode fazer parte da patologia por trás destes problemas de saúde. Entender como isto funciona pode, segundo Ptácek, &#8220;facilitar o desenvolvimento de melhores tratamentos para desordens associadas à síndrome da alimentação noturna, ao trabalho em turnos noturnos e ao <em>jet lag</em>.&#8221;</p>
<p>O trabalho, um dos poucos já produzidos sobre as bases genéticas do relógio interno dos seres vivos, é de autoria de Luoying Zhang, Diya Abrahama, Shu-Ting Lin, Henrik Oster, Gregor Eichele, Ying-Hui Fu, e Louis J. Ptácek e foi publicado na última edição do periódico <em>Proceedings</em> of the National Academy of Sciences.</p>
<p>Para maiores informações sobre o funcionamento dos nossos relógios internos e suas relações com o diabetes, veja também a matéria &#8220;<a href="http://www.diabeticool.com/turnos-noturnos-aumentam-os-riscos-de-diabetes-tipo-2/"><strong>Turnos noturnos aumentam os riscos de diabetes tipo 2</strong></a>&#8220;.</p>
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