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	<title>Holanda | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>Diabetes aumenta risco de desenvolver câncer de mama e cólon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2013 18:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa mostra que pacientes com diabetes têm maiores chances de desenvolver esses tipos de tumores e de morrer em sua decorrência do que pacientes saudáveis. Uma nova pesquisa realizada por cientistas holandeses mostra que o diabetes está ligado a um risco maior de desenvolver câncer de mama e de cólon, além de aumentar o risco &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa mostra que pacientes com diabetes têm maiores chances de desenvolver esses tipos de tumores e de morrer em sua decorrência do que pacientes saudáveis.</em> <span id="more-5304"></span></p>
 Estudo desenvolvido na Universidade Erasmus de Roterdã é o primeiro a investigar a incidência e mortalidade de tipos específicos de câncer entre pacientes com e sem diabetes (Jeffrey Hamilton/Thinkstock)
<p>Uma nova pesquisa realizada por cientistas holandeses mostra que o diabetes está ligado a um risco maior de desenvolver câncer de mama e de cólon, além de aumentar o risco de morte relacionado a esses dois tumores. A pesquisa foi apresentada no Congresso Europeu de Câncer de 2013 realizado em Amsterdã, Holanda, neste domingo.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, estudos anteriores já haviam detectado uma associação entre diabetes e a morte por câncer, mas não haviam sido capazes de distinguir tipos específicos de tumor. &#8220;Nosso estudo é o primeiro a combinar a incidência e mortalidade por câncer de mama e de cólon, excluindo todas as outras causas de morte&#8221;, diz Kirstin De Bruijn, pesquisadora do Centro Médico da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, e autora do estudo.</p>
<p>Para chegar a seu resultado, os pesquisadores analisaram os dados de vinte pesquisas realizadas entre 2007 e 2012, envolvendo mais de 1,9 milhão de pacientes com câncer de mama ou de cólon, com e sem diabetes.</p>
<p>Os cientistas descobriram que os pacientes com diabetes tiveram um risco 23% maior de desenvolver câncer de mama, e um risco 38% maior de morrer da doença em comparação com pacientes não diabéticos. Além disso, os pacientes diabéticos apresentaram um risco 26% maior de desenvolver câncer de cólon, e um aumento de 30% no risco de morte em relação à doença. &#8220;Os pacientes com câncer que são obesos e diabéticos são um grupo mais vulnerável já no momento da cirurgia, pois eles têm um risco maior de desenvolver complicações durante e após o procedimento&#8221;, afirma De Bruijn.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, o número de pacientes obesos que desenvolvem diabetes não para de aumentar em todo o mundo — o que aumenta ainda mais a importância de conscientizar os pacientes sobre os malefícios dessa doença. &#8220;Nossa meta-análise fornece uma evidência forte para a associação entre o diabetes e o risco de desenvolver e morrer câncer de mama ou de cólon. Devemos tornar as pessoas mais conscientes deste problema e esperamos que as campanhas de prevenção voltada a pacientes obesos e diabéticos passem a destacar esse risco.&#8221;</p>
<p>&#8220;É extremamente importante que as campanhas de prevenção sobre obesidade e diabetes sejam intensificadas e que também incidam sobre crianças, para impedi-las de se tornar obesas e desenvolver esses cânceres mais tarde na vida&#8221;, diz a pesquisadora.</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/saude/diabetes-aumenta-risco-de-desenvolver-cancer-de-mama-e-colon" target="_blank" rel="nofollow noopener">Veja.com</a></strong></p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/diabetes-aumenta-risco-de-desenvolver-cancer-de-mama-e-colon/">Diabetes aumenta risco de desenvolver câncer de mama e cólon</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Achados genes ligados ao peso de bebês e ao diabetes. O que isto significa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Dec 2012 19:36:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um time internacional de pesquisadores identificou sete genes que aumentam as chances de um bebê nascer abaixo do peso e desenvolver diabetes no futuro. Veja aqui o verdadeiro significado desta descoberta. O DNA é o conjunto de informações que faz o ser humano funcionar, desde o seu desenvolvimento no útero materno até a morte. Os &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Um time internacional de pesquisadores identificou sete genes que aumentam as chances de um bebê nascer abaixo do peso e desenvolver diabetes no futuro. Veja aqui o verdadeiro significado</em> <em>desta descoberta.</em></p>
<p><span id="more-2296"></span></p>
<p>O <a title="“Albiglutide”, novo remédio contra diabetes, a caminho" href="http://www.diabeticool.com/albiglutide-novo-remedio-contra-diabetes-a-caminho/"><strong>DNA</strong> </a>é o conjunto de informações que faz o ser humano funcionar, desde o seu desenvolvimento no útero materno até a morte. Os <a title="ENCODE – um marco histórico para a Ciência" href="http://www.diabeticool.com/encode-um-marco-historico-para-a-ciencia/"><strong>genes</strong> </a>são como &#8220;capítulos&#8221; neste grande livro de informações que é o DNA, especificando certas atividades no organismo. Cada ser humano carrega uma quantidade de genes praticamente iguais. Porém, esse &#8220;praticamente&#8221; faz muita diferença! Uma pequena modificação em um gene pode ter grandes conseqüências, como por exemplo aumentar as chances de um bebê nascer abaixo do peso. Foi exatamente isto que um grupo internacional de cientistas quis entender melhor. E, no processo, acabou descobrindo ligações importantes de genes com o diabetes.</p>
<p>Cientistas de diversos países, como <a title="Calcule as chances de um bebê ser uma criança obesa" href="http://www.diabeticool.com/calcule-as-chances-de-um-bebe-ser-uma-crianca-obesa/">Finlândia</a>, <a title="Conversas com Amigos – Karl Reinhard" href="http://www.diabeticool.com/conversas-com-amigos-karl-reinhard/">Holanda</a>, Estados Unidos e Grã-Bretanha, formaram o <em>Early Growth Genetics Consortium</em>, um grupo de pesquisas conjuntas sobre o papel dos genes no desenvolvimento de bebês. No início do ano, eles lançaram um relatório no qual anunciavam dois genes altamente correlacionados ao nascimento de <a title="Como convencer seu filho a praticar exercícios" href="http://www.diabeticool.com/como-convencer-seu-filho-a-praticar-exercicios/">bebês obesos</a>. Agora, este mês, o grupo apresentou os dados acerca de seus estudos com crianças <em>abaixo</em> do peso.</p>
<p>O projeto tem proporções gigantescas. Foram estudadas mais de setenta mil pessoas, de descendência européia, asiática, árabe e africana, através de dados de mais de 50 trabalhos. Com isto, <strong>os pesquisadores puderam identificar sete genes ou regiões gênicas que contribuem para chances maiores de um bebê nascer abaixo do peso</strong>. E mais: duas destas sete regiões <strong>também aumentavam os riscos de diabetes tipo 2</strong>, outras duas contribuíam para tamanho menor em adultos e outro gene correlacionava-se à pressão alta em adultos.</p>
<p><strong>O que significa isto tudo?</strong></p>
<p>Os genes que uma pessoa carrega não a determinam. Existem inúmeras variáveis que interferem no funcionamento do organismo humano e na ativação ou desligamento de genes. Assim, por exemplo, um homem que possui um gene altamente correlacionado à calvície não necessariamente será careca. Da mesma maneira, os bebês que nascem com os genes encontrados neste estudo não necessariamente nascerão abaixo do peso ou terão diabetes no futuro. Todavia, as chances de que isso ocorra são, sim, maiores para eles.</p>
<p>É muito importante que médicos e cientistas possuam informações genéticas como estas encontradas no estudo para que as utilizem em trabalhos de prevenção. Afirmou um dos autores do trabalho: &#8220;Este estudo demonstra que genes que atuam cedo no desenvolvimento possuem efeitos importantes tanto na infância quanto posteriormente. Enquanto nós continuamos aprendendo mais sobre a biologia, uma implicação importante é que imaginar intervenções pré-natais para aumentar o peso ao nascer pode resultar em benefícios para toda uma vida.&#8221;</p>
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		<title>Conversas com Amigos &#8211; Karl Reinhard</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2012 03:05:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diabeticool conversa com o professor Karl Reinhard, líder da pesquisa sobre as origens genéticas e históricas do diabetes. &#160; &#160; Quando publicamos notícias na seção &#8220;Ciência&#8221; aqui do site, em 99% dos casos vamos contar a história de alguma pesquisa recente na qual cientistas de jaleco branco, dentro de seus laboratórios com ar-condicionado e ambiente &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: white; border: 4px solid black; padding: 10px;">
<p><em>Diabeticool conversa com o professor Karl Reinhard, líder da pesquisa sobre as origens genéticas e históricas do diabetes.</em></p>
<p><span id="more-1406"></span></p>
<p><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png"><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-1413" title="conversa com amigos3" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png" width="585" height="60" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3-415x43.png 415w" sizes="(max-width: 585px) 100vw, 585px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando publicamos notícias na seção &#8220;Ciência&#8221; aqui do site, em 99% dos casos vamos contar a história de alguma pesquisa recente na qual cientistas de jaleco branco, dentro de seus laboratórios com ar-condicionado e ambiente controlado, lançam luz sobre os mistérios do diabetes. Eventualmente, porém, podemos dar a sorte de nos deparar com os exóticos pesquisadores que compõe o 1% restante. São cientistas que, de maneiras inimagináveis e inesperadas, também auxiliam a Ciência a progredir, deixando-nos mais próximos de um novíssimo tratamento ou cura para a doença. E fazem isso sem jalecos brancos ou aparelhos de ar-condicionado. É, indubitavelmente, neste grupo de cientistas raros que encontramos <strong>Karl</strong> <strong>Reinhard</strong>, professor da Universidade de Nebraska-Lincoln. Passeie por uma quente e abafada floresta tropical, ou então um sítio arqueológico antiquíssimo, e você poderá se deparar com um simpático senhor de barba engraçada e bermuda curta, concentrado em seus pensamentos. Quem diria que ele está ali buscando entender como é que o diabetes surgiu&#8230;</p>
<figure id="attachment_1416" aria-describedby="caption-attachment-1416" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1416" title="Karl Reihard diabetes" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg" width="210" height="280" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg 210w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes-180x240.jpg 180w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1416" class="wp-caption-text">O professor Karl Reihard, da School of Natural Resources, University of Nebraska-Lincoln, que conversou com exclusividade com o <strong><span style="color: #3366ff;">Diabeticool</span></strong>!</figcaption></figure>
<h5><strong>Bem pertinho de nós</strong></h5>
<p>O início da carreira do professor Reinhard o trouxe para bem perto de nós, brasileiros. Trabalhando como arqueólogo, Karl estudou, durante as décadas de 1980 e 1990, múmias no Chile e no Peru. Mais especificamente, estudou o <em>conteúdo estomacal destas múmias</em>, a fim de entender o que era comum os povos antigos comerem. Foram centenas de múmias analisadas por ele e seus alunos. As pesquisas resultaram em novos métodos de datação de corpos, de identificação de restos de alimentos e revelaram novas informações sobre o início da agricultura na América do Sul.</p>
<figure id="attachment_1417" aria-describedby="caption-attachment-1417" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo.jpg"><img loading="lazy" class=" wp-image-1417 " title="Reihard diabetes em campo" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-1024x768.jpg" width="549" height="411" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-1024x768.jpg 1024w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-320x240.jpg 320w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo.jpg 1280w" sizes="(max-width: 549px) 100vw, 549px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1417" class="wp-caption-text">Karl e aluno trabalhando em seu local preferido: o campo. A foto foi tirada durante pesquisa no Chile.</figcaption></figure>
<p>A partir de 1985, o escopo de pesquisa de Karl Reihard aumentou. Conta o pesquisador: &#8220;O foco principal da minha carreira entre 1985 e 2005 foi encontrar explicações para padrões modernos de doenças nos registros arqueológicos e históricos. Eu desenvolvi uma nova área de especialização, chamada de arqueoparasitologia. Esta é uma maneira de entender a evolução de doenças parasitárias&#8221;. A arqueoparasitologia está intimamente ligada aos climas tropicais, onde este tipo de doença é mais comum. Com isso, não demorou para que Karl colocasse os pés no Brasil. Desde 2001, o professor norte-americano ministra aulas e cursos para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, sobre sua área de especialização.</p>
<p>Todos estes trabalhos com múmias, parasitas e doenças aguçaram a curiosidade do pesquisador e fizeram-no ganhar experiência o suficiente para atacar uma questão bem maior: sabendo o que os povos antigos comiam, será possível entender o porquê da prevalência de certas doenças nas populações de hoje?</p>
<h5><strong>O diabetes entre em cena</strong></h5>
<p>Sendo arqueólogo de formação, e pesquisador multidisciplinar por vocação, Reihard travou desde cedo contato direto com populações indígenas &#8211; tanto as atuais quanto as de 10 mil anos atrás! Uma coisa sempre o intrigou: porque será que dentre os índios dos Estados Unidos certas doenças possuem tão grande prevalência? Por exemplo, índios americanos têm <strong>o dobro de chances</strong> de desenvolver diabetes do que os brancos. Se a origem do problema estiver nos modos de vida dos antecessores destes índios, Karl, com seus dons de cavocar o passado, poderia ser capaz de achar a chave do mistério&#8230;</p>
<span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/homem-das-cavernas-diabetes.jpg"></span> Para se entender o diabetes de hoje, é fundamental compreender os modos de vida dos nossos ancestrais de milhares de anos atrás.
<p>Foi com esta idéia na cabeça que o pesquisador deu início às pesquisas sobre a origem do diabetes. Desde que começou os trabalhos, Karl já coletou informações sobre a dieta de povos antigos que cobrem um período de mais de 10 mil anos. Quando analisados junto com novos dados sobre a nutrição dos povos antigos, os trabalhos do professor ajudam a entender como é que a ingestão de certas plantas e animais contribuíram para a evolução do metabolismo humano.</p>
<h5><strong>A incrível história genética do diabetes americano</strong></h5>
<p>A mais recente pesquisa de Karl Reinhard é revolucionária. <a href="http://www.diabeticool.com/a-incrivel-historia-genetica-do-diabetes-americano/">Comentado aqui no site na semana passada</a>, o estudo joga uma pá de terra sobre teorias até então acreditadas que explicariam porque os índios sofrem mais de diabetes, além de sugerir novas soluções para o problema. Através da análise de coprólitos (cocô fossilizado), Karl e sua equipe acreditam que a dieta dos índios antigos (mas antigos <em>mesmo</em>, que viveram há milhares de anos!) era praticamente toda composta por milho e sementes de plantas. Comidas contendo altas taxas de carboidratos e gorduras eram a exceção para estes povos. Assim, os cientistas argumentam, genes que auxiliavam o corpo a &#8220;guardar&#8221; estas raras fontes de energia evoluíram juntamente com os índios. O problema é que hoje em dia, diferente de antigamente, é muito fácil conseguir alimentos ricos em açúcares e gorduras. Os genes do passado continuam fazendo o seu trabalho, que é o de &#8220;guardar&#8221; essa energia. O resultado? Sobrepeso, obesidade&#8230;e diabetes.</p>
<a href="http://www.diabeticool.com/a-incrivel-historia-genetica-do-diabetes-americano/"></a> Clique na figura para ler a nossa matéria sobre a mais recente pesquisa do professor Karl!
<h5><strong>Como é que o pessoal vivia antigamente?</strong></h5>
<p>O professor Karl contou com exclusividade para o <span style="color: #3366ff;"><strong>Diabeticool</strong></span> como é que os povos da época das cavernas, em especial aqueles do continente americano, viviam. Segundo ele, os povos que habitavam o sul dos EUA e norte do México nunca desenvolveram uma agricultura que eliminasse a necessidade de saírem à mata em busca de alimento. Algumas plantas como o agave e um tipo de milho bastante diferente do que conhecemos hoje eram cultivadas, mas não chegavam a suprir as demandas de energia da população. O estilo de vida &#8220;caçador-coletor&#8221; predominou nas Américas até a chegada dos europeus.</p>
<p>Já que as taxas atuais de diabetes entre os índios e brancos são tão diferentes, e já que a predominância do diabetes tem a ver com a alimentação dos nossos ancestrais, perguntamos para Karl quais eram as semelhanças e diferenças nas dietas dos ancestrais destes dois grupos.</p>
<p>&#8220;Os europeus herdaram o cultivo do trigo (variedades emmer e durum), cevada, milhete, aveia e centeio. Com estes eles fizeram pães, cerveja, massas (com o trigo durum). Tudo isso são fontes mais concentradas de carboidratos do que as comidas dos nativo-americanos dos EUA e do México. Eu tenho analisado múmias e túmulos da Bélgica, Itália e da Holanda. As evidências destes enterros mostram que grãos compunham a maior parte das fontes de calorias da população européia. Todavia, pessoas pobres que viveram há 1000 anos na Europa ainda comiam um monte de fibras, na forma de restos de cereais. Eu acredito que nativo-americanos comiam mais ossos. Ossos eram um componente comum na dieta dos antigos nativo-americanos porque animais pequenos eram intensivamente caçados. Mais de 80% dos coprólitos de caçadores-coletores contêm pequenos ossos de animais&#8221;, diz o professor.</p>
<span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/trigo-diabetes.jpg"></span> Trigo, um dos segredos da dieta &#8220;anti-diabética&#8221; dos europeus do passado.
<h5><strong>Alerta e Futuro</strong></h5>
<p>Especialista no passado do diabetes, Karl faz alertas também sobre o futuro da doença. Segundo o cientista nos contou, a tendência de altas taxas de diabetes entre os índios não é restrita apenas aos EUA. Os nativos brasileiros também devem se cuidar. Karl indica um livro de 2004, &#8220;<em>The Xavante in Transition: Health, Ecology, and Bioanthropology in Central Brazil</em>&#8221; (&#8220;O Xavante em Transição: Saúde, Ecologia e Bioantropologia no Brasil Central&#8221;, em tradução livre; o livro pode ser comprado <span class="removed_link" title="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1293904&amp;sid=0182201201493992768532">AQUI</span>), que demonstra como o diabetes está preocupantemente se infiltrando nas nossas populações de índios, possivelmente pelos mesmos motivos genéticos e históricos já revelados. &#8220;Eu acho que é muito importante passar a mensagem dos EUA para o Brasil sobre mudanças alimentares antes que o diabetes se torne uma epidemia no país&#8221;, afirma o professor.</p>
<p>Para isso, Karl pretende continuar vindo para o Brasil, tanto para estudar melhor nosso país quanto para continuar a dar aulas e palestras para alunos sedentos de conhecimento. Suas próximas pesquisas serão aqui ao lado, nos Andes, portanto não será difícil vê-lo por nossas terras. Este mês fará uma parada no Rio de Janeiro. Quer preparar o terreno para explicar os problemas dos índios americanos com o diabetes. E, com alguma sorte, incentivar alguns novos jovens cientistas a largar seus jalecos brancos e suas salas com temperatura controlada e botar o pé na estrada, sujando a roupa de lama enquanto desenterram mais mistérios sobre a origem de tão antigo e importante problema de saúde.</p>
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