<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>cerveja | Diabeticool</title>
	<atom:link href="https://www.diabeticool.com/tag/cerveja/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.diabeticool.com</link>
	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 10 Aug 2021 17:09:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Quem tem diabetes pode tomar cerveja?</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/quem-tem-diabetes-pode-tomar-cerveja/</link>
					<comments>https://www.diabeticool.com/quem-tem-diabetes-pode-tomar-cerveja/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2013 11:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Como tratar]]></category>
		<category><![CDATA[Angewandte Chemie International Edition]]></category>
		<category><![CDATA[cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[cristalografia]]></category>
		<category><![CDATA[cristalografia de raios X]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[humulona]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Carlos III]]></category>
		<category><![CDATA[lúpulo]]></category>
		<category><![CDATA[Rosa Lamuela]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Washington]]></category>
		<category><![CDATA[Werner Kaminsky]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=3116</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entenda o que a Ciência tem a dizer sobre o consumo da popular bebida por diabéticos. Os diabéticos apreciadores de uma loira gelada receberam uma ótima notícia no final de 2011, quando uma pesquisa espanhola revelou que a cerveja possui componentes benéficos no combate à doença. Até então, cerveja era um tabu, um assunto proibido &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/quem-tem-diabetes-pode-tomar-cerveja/">Quem tem diabetes pode tomar cerveja?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Entenda o que a Ciência tem a dizer sobre o consumo da popular bebida por diabéticos.</em></p>
<p><span id="more-3116"></span></p>
<p>Os diabéticos apreciadores de uma loira gelada receberam uma ótima notícia no final de 2011, quando uma pesquisa espanhola revelou que a cerveja possui componentes benéficos no combate à doença. Até então, <a title="Miseráveis encontros entre motoristas diabéticos e a polícia" href="http://www.diabeticool.com/miseraveis-encontros-entre-motoristas-diabeticos-e-a-policia/"><strong>cerveja</strong> </a>era um tabu, um assunto proibido no mundo do diabetes. Muitos médicos receavam ter que contraindicar um alimento tão bem cotejado; afinal de contas, a maior parte das cervejas é feita com teor relativamente alto de açúcares (e as cervejas com menos açúcares costumam ser mais caras), e portanto seria mais adequado que diabéticos mantivessem distância da bebida. Porém, o estudo espanhol revelou que certos componentes da cerveja podem ajudar no controle da <a title="Pâncreas artificial supera bomba de insulina no controle do diabetes" href="http://www.diabeticool.com/pancreas-artificial-supera-bomba-de-insulina-no-controle-do-diabetes/">glicemia</a> e na prevenção de <a title="Pode a gripe causar diabetes?" href="http://www.diabeticool.com/gripe-causa-diabetes/">inflamações</a> – e que, no fundo, a cerveja era tão boa quanto o vinho para a saúde no geral.</p>
<p>De acordo com uma reportagem de <strong>Veja</strong> da época:</p>
<p><i>A cerveja foi elevada ao status do vinho no que diz respeito aos benefícios à saúde. Um novo estudo espanhol comprovou que tomar uma caneca da bebida por dia combate diabetes, evita ganho de peso e previne contra hipertensão. Além de ter graduação alcoólica baixa, a cerveja contém ainda ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio &#8211; nutrientes que protegem o sistema cardiovascular.</i></p>
<p><i>“Nesse estudo, nós conseguimos banir alguns mitos. Sabemos que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que ela tem cerca de 200 calorias por caneca &#8211; o mesmo que um café com leite integral”, destaca a médica Rosa Lamuela, uma das responsáveis pela pesquisa feita em parceria entre a Universidade de Barcelona, o Hospital Clínico de Barcelona e o Instituto Carlos III de Madri.</i></p>
<p><i>Os especialistas afirmam também que a cerveja não é a responsável pelo aumento da gordura abdominal. A culpa, na verdade, seria dos aperitivos gordurosos, como salgadinhos e frituras, que grande parte das pessoas consome junto à bebida.</i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A matéria ainda informa que as quantidades diárias recomendadas pela pesquisa eram de <strong>dois copos pequenos para mulheres e três para homens</strong>.</p>
<p>Ou seja, levando-se em conta os <a title="Nova maneira de fazer dieta" href="http://www.diabeticool.com/nova-maneira-de-fazer-dieta/">carboidratos </a>presentes na bebida e tomando-a <strong>com moderação</strong>, a cerveja pode ser uma deliciosa ajuda no tratamento do diabetes. Ainda mais quando consideramos as contribuições que uma <em>nova</em> pesquisa, desta vez realizada nos EUA, forneceu sobre o papel da cerveja no organismo de quem está com diabetes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fermentando as boas novas</strong></p>
<p>Um estudo divulgado na edição deste mês da revista científica <i>Angewandte Chemie International Edition</i> (não à toa, uma publicação alemã!), conduzido por Werner Kaminsky, professor de química da <a title="A complicação mais grave do diabetes" href="http://www.diabeticool.com/a-complicacao-mais-grave-do-diabetes/">Universidade de Washington</a>, traz boas promessas para os amantes da cerveja. O professor e sua equipe conseguiram decifrar com exatidão as estruturas de moléculas chamadas de <strong>humulonas</strong>. As humulonas são derivados do <strong>lúpulo</strong>, ingrediente básico de todas as cervejas, e conferem à bebida seu sabor amargo característico.</p>
<p>Kaminsky utilizou um processo conhecido como <strong>cristalografia de raios X</strong> para determinar a “forma” das moléculas de humulonas e de seus derivados, gerados durante o processo de fermentação. As estruturas observadas são importantíssimas para pesquisadores que buscam maneiras de incorporar estas substâncias em novos fármacos.</p>
<p>Em outras palavras, até então sabia-se que a cerveja possuía substância benéficas à saúde, inclusive para diabéticos. A pesquisa de Kaminsky permite que, agora, cientistas possam usar estas substâncias benéficas no desenvolvimento de remédios, potencializando, assim, sua ação.</p>
<p>No artigo, os autores escrevem que “o consumo excessivo de cerveja não pode ser recomendado a fim de propagar a boa saúde, [porém] humulonas isoladas e seus derivados podem ser prescritos, com benefícios documentados à saúde.”</p>
<p>É sempre uma boa notícia saber que há chances de novos medicamentos para o diabetes serem criados. Porém, o que será mais agradável ao paladar: uma pílula de humulonas&#8230;ou o “tratamento  natural”, à base de uma boa e gelada cerveja?</p>
 Prost!
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para entender a cristalografia</strong></p>
<p>Os cientistas americanos utilizaram uma técnica chamada de “cristalografia de raios X” para visualizar a estrutura das pequeninas moléculas de humulonas. Quando se pretende observar bem de perto elementos tão pequenos quanto moléculas, não há câmera fotográfica ou microscópio capaz de ajudar os pesquisadores. Deve-se adotar outras estratégias de visualização, como a cristalografia.</p>
<p>O nome da técnica lembra “cristal”, e não é à toa. O primeiro passo que os cientistas devem fazer nesta técnica é criar um cristal puríssimo, composto somente pelo elemento que se queira estudar. No caso, os alemães criaram um cristal 100% feito de humulonas.</p>
<p>Este cristal puro é, então, colocado em uma câmara, com paredes especiais. Ali, lançam-se raios X sobre o cristal.</p>
<p>Quando tiramos chapas de raio X por motivos de saúde, percebemos que estes raios são capazes de atravessar algumas partes do organismo (tecidos mole) e outras não (ossos, que é o que surge na foto). Da mesma maneira, os raios X atravessaram o cristal de humulona, porém foram “rebatidos” quando encontram certos elementos das moléculas do cristal (elétrons). As paredes especiais da câmara conseguem captar a exata direção em que os raios X foram desviados.</p>
<figure id="attachment_3120" aria-describedby="caption-attachment-3120" style="width: 763px" class="wp-caption aligncenter"><img class=" wp-image-3120 " alt="Imagem de um resultado de cristalografia (utilizando técnicas antigas): os pontos negros representam os &quot;desvios&quot; sofridos pelos raios X ao se chocarem com o cristal analisado." src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/01/cristalografia-raios-x-diabetes.jpg" width="763" height="763" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/01/cristalografia-raios-x-diabetes.jpg 763w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/01/cristalografia-raios-x-diabetes-150x150.jpg 150w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2013/01/cristalografia-raios-x-diabetes-240x240.jpg 240w" sizes="(max-width: 763px) 100vw, 763px" /><figcaption id="caption-attachment-3120" class="wp-caption-text">Imagem de um resultado de cristalografia (utilizando técnicas antigas): os pontos negros representam os desvios sofridos pelos raios X ao se chocarem com o cristal analisado.</figcaption></figure>
<p>Através de complexos cálculos matemáticos, para os quais são necessários computadores bastante poderosos, os pesquisadores conseguem determinar a estrutura das moléculas que compõe o cristal a partir das “rebatidas” que os raios X sofrem ao se chocar com ele.</p>
<p>Uma técnica tão complexa, que gera informações tão precisas sobre a Natureza, certamente merece um gostoso &#8211; e saudável! &#8211; brinde!</p>
<p>&nbsp;</p>
[poll id=&#8221;7&#8243;]The post <a href="https://www.diabeticool.com/quem-tem-diabetes-pode-tomar-cerveja/">Quem tem diabetes pode tomar cerveja?</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.diabeticool.com/quem-tem-diabetes-pode-tomar-cerveja/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>41</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conversas com Amigos &#8211; Karl Reinhard</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/conversas-com-amigos-karl-reinhard/</link>
					<comments>https://www.diabeticool.com/conversas-com-amigos-karl-reinhard/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2012 03:05:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[agave]]></category>
		<category><![CDATA[ar-condicionado]]></category>
		<category><![CDATA[arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[arqueólogo]]></category>
		<category><![CDATA[arqueoparasitologia]]></category>
		<category><![CDATA[aveia]]></category>
		<category><![CDATA[Bélgica]]></category>
		<category><![CDATA[bioantropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[carboidratos]]></category>
		<category><![CDATA[centeio]]></category>
		<category><![CDATA[cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[cevada]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[coprólito]]></category>
		<category><![CDATA[durum]]></category>
		<category><![CDATA[emmer]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[gene]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
		<category><![CDATA[gordura]]></category>
		<category><![CDATA[Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[jaleco]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Reinhard]]></category>
		<category><![CDATA[massa]]></category>
		<category><![CDATA[metabolismo]]></category>
		<category><![CDATA[milhete]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[múmia]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[pão]]></category>
		<category><![CDATA[Peru]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[semente]]></category>
		<category><![CDATA[trigo]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Nebraska-Lincoln]]></category>
		<category><![CDATA[xavante]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=1406</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diabeticool conversa com o professor Karl Reinhard, líder da pesquisa sobre as origens genéticas e históricas do diabetes. &#160; &#160; Quando publicamos notícias na seção &#8220;Ciência&#8221; aqui do site, em 99% dos casos vamos contar a história de alguma pesquisa recente na qual cientistas de jaleco branco, dentro de seus laboratórios com ar-condicionado e ambiente &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/conversas-com-amigos-karl-reinhard/">Conversas com Amigos – Karl Reinhard</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: white; border: 4px solid black; padding: 10px;">
<p><em>Diabeticool conversa com o professor Karl Reinhard, líder da pesquisa sobre as origens genéticas e históricas do diabetes.</em></p>
<p><span id="more-1406"></span></p>
<p><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png"><img loading="lazy" class="alignleft  wp-image-1413" title="conversa com amigos3" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png" width="585" height="60" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3.png 650w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/conversa-com-amigos3-415x43.png 415w" sizes="(max-width: 585px) 100vw, 585px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando publicamos notícias na seção &#8220;Ciência&#8221; aqui do site, em 99% dos casos vamos contar a história de alguma pesquisa recente na qual cientistas de jaleco branco, dentro de seus laboratórios com ar-condicionado e ambiente controlado, lançam luz sobre os mistérios do diabetes. Eventualmente, porém, podemos dar a sorte de nos deparar com os exóticos pesquisadores que compõe o 1% restante. São cientistas que, de maneiras inimagináveis e inesperadas, também auxiliam a Ciência a progredir, deixando-nos mais próximos de um novíssimo tratamento ou cura para a doença. E fazem isso sem jalecos brancos ou aparelhos de ar-condicionado. É, indubitavelmente, neste grupo de cientistas raros que encontramos <strong>Karl</strong> <strong>Reinhard</strong>, professor da Universidade de Nebraska-Lincoln. Passeie por uma quente e abafada floresta tropical, ou então um sítio arqueológico antiquíssimo, e você poderá se deparar com um simpático senhor de barba engraçada e bermuda curta, concentrado em seus pensamentos. Quem diria que ele está ali buscando entender como é que o diabetes surgiu&#8230;</p>
<figure id="attachment_1416" aria-describedby="caption-attachment-1416" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-1416" title="Karl Reihard diabetes" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg" width="210" height="280" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes.jpg 210w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Karl-Reihard-diabetes-180x240.jpg 180w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1416" class="wp-caption-text">O professor Karl Reihard, da School of Natural Resources, University of Nebraska-Lincoln, que conversou com exclusividade com o <strong><span style="color: #3366ff;">Diabeticool</span></strong>!</figcaption></figure>
<h5><strong>Bem pertinho de nós</strong></h5>
<p>O início da carreira do professor Reinhard o trouxe para bem perto de nós, brasileiros. Trabalhando como arqueólogo, Karl estudou, durante as décadas de 1980 e 1990, múmias no Chile e no Peru. Mais especificamente, estudou o <em>conteúdo estomacal destas múmias</em>, a fim de entender o que era comum os povos antigos comerem. Foram centenas de múmias analisadas por ele e seus alunos. As pesquisas resultaram em novos métodos de datação de corpos, de identificação de restos de alimentos e revelaram novas informações sobre o início da agricultura na América do Sul.</p>
<figure id="attachment_1417" aria-describedby="caption-attachment-1417" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo.jpg"><img loading="lazy" class=" wp-image-1417 " title="Reihard diabetes em campo" alt="" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-1024x768.jpg" width="549" height="411" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-1024x768.jpg 1024w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo-320x240.jpg 320w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/Reihard-diabetes-em-campo.jpg 1280w" sizes="(max-width: 549px) 100vw, 549px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1417" class="wp-caption-text">Karl e aluno trabalhando em seu local preferido: o campo. A foto foi tirada durante pesquisa no Chile.</figcaption></figure>
<p>A partir de 1985, o escopo de pesquisa de Karl Reihard aumentou. Conta o pesquisador: &#8220;O foco principal da minha carreira entre 1985 e 2005 foi encontrar explicações para padrões modernos de doenças nos registros arqueológicos e históricos. Eu desenvolvi uma nova área de especialização, chamada de arqueoparasitologia. Esta é uma maneira de entender a evolução de doenças parasitárias&#8221;. A arqueoparasitologia está intimamente ligada aos climas tropicais, onde este tipo de doença é mais comum. Com isso, não demorou para que Karl colocasse os pés no Brasil. Desde 2001, o professor norte-americano ministra aulas e cursos para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, sobre sua área de especialização.</p>
<p>Todos estes trabalhos com múmias, parasitas e doenças aguçaram a curiosidade do pesquisador e fizeram-no ganhar experiência o suficiente para atacar uma questão bem maior: sabendo o que os povos antigos comiam, será possível entender o porquê da prevalência de certas doenças nas populações de hoje?</p>
<h5><strong>O diabetes entre em cena</strong></h5>
<p>Sendo arqueólogo de formação, e pesquisador multidisciplinar por vocação, Reihard travou desde cedo contato direto com populações indígenas &#8211; tanto as atuais quanto as de 10 mil anos atrás! Uma coisa sempre o intrigou: porque será que dentre os índios dos Estados Unidos certas doenças possuem tão grande prevalência? Por exemplo, índios americanos têm <strong>o dobro de chances</strong> de desenvolver diabetes do que os brancos. Se a origem do problema estiver nos modos de vida dos antecessores destes índios, Karl, com seus dons de cavocar o passado, poderia ser capaz de achar a chave do mistério&#8230;</p>
<span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/homem-das-cavernas-diabetes.jpg"></span> Para se entender o diabetes de hoje, é fundamental compreender os modos de vida dos nossos ancestrais de milhares de anos atrás.
<p>Foi com esta idéia na cabeça que o pesquisador deu início às pesquisas sobre a origem do diabetes. Desde que começou os trabalhos, Karl já coletou informações sobre a dieta de povos antigos que cobrem um período de mais de 10 mil anos. Quando analisados junto com novos dados sobre a nutrição dos povos antigos, os trabalhos do professor ajudam a entender como é que a ingestão de certas plantas e animais contribuíram para a evolução do metabolismo humano.</p>
<h5><strong>A incrível história genética do diabetes americano</strong></h5>
<p>A mais recente pesquisa de Karl Reinhard é revolucionária. <a href="http://www.diabeticool.com/a-incrivel-historia-genetica-do-diabetes-americano/">Comentado aqui no site na semana passada</a>, o estudo joga uma pá de terra sobre teorias até então acreditadas que explicariam porque os índios sofrem mais de diabetes, além de sugerir novas soluções para o problema. Através da análise de coprólitos (cocô fossilizado), Karl e sua equipe acreditam que a dieta dos índios antigos (mas antigos <em>mesmo</em>, que viveram há milhares de anos!) era praticamente toda composta por milho e sementes de plantas. Comidas contendo altas taxas de carboidratos e gorduras eram a exceção para estes povos. Assim, os cientistas argumentam, genes que auxiliavam o corpo a &#8220;guardar&#8221; estas raras fontes de energia evoluíram juntamente com os índios. O problema é que hoje em dia, diferente de antigamente, é muito fácil conseguir alimentos ricos em açúcares e gorduras. Os genes do passado continuam fazendo o seu trabalho, que é o de &#8220;guardar&#8221; essa energia. O resultado? Sobrepeso, obesidade&#8230;e diabetes.</p>
<a href="http://www.diabeticool.com/a-incrivel-historia-genetica-do-diabetes-americano/"></a> Clique na figura para ler a nossa matéria sobre a mais recente pesquisa do professor Karl!
<h5><strong>Como é que o pessoal vivia antigamente?</strong></h5>
<p>O professor Karl contou com exclusividade para o <span style="color: #3366ff;"><strong>Diabeticool</strong></span> como é que os povos da época das cavernas, em especial aqueles do continente americano, viviam. Segundo ele, os povos que habitavam o sul dos EUA e norte do México nunca desenvolveram uma agricultura que eliminasse a necessidade de saírem à mata em busca de alimento. Algumas plantas como o agave e um tipo de milho bastante diferente do que conhecemos hoje eram cultivadas, mas não chegavam a suprir as demandas de energia da população. O estilo de vida &#8220;caçador-coletor&#8221; predominou nas Américas até a chegada dos europeus.</p>
<p>Já que as taxas atuais de diabetes entre os índios e brancos são tão diferentes, e já que a predominância do diabetes tem a ver com a alimentação dos nossos ancestrais, perguntamos para Karl quais eram as semelhanças e diferenças nas dietas dos ancestrais destes dois grupos.</p>
<p>&#8220;Os europeus herdaram o cultivo do trigo (variedades emmer e durum), cevada, milhete, aveia e centeio. Com estes eles fizeram pães, cerveja, massas (com o trigo durum). Tudo isso são fontes mais concentradas de carboidratos do que as comidas dos nativo-americanos dos EUA e do México. Eu tenho analisado múmias e túmulos da Bélgica, Itália e da Holanda. As evidências destes enterros mostram que grãos compunham a maior parte das fontes de calorias da população européia. Todavia, pessoas pobres que viveram há 1000 anos na Europa ainda comiam um monte de fibras, na forma de restos de cereais. Eu acredito que nativo-americanos comiam mais ossos. Ossos eram um componente comum na dieta dos antigos nativo-americanos porque animais pequenos eram intensivamente caçados. Mais de 80% dos coprólitos de caçadores-coletores contêm pequenos ossos de animais&#8221;, diz o professor.</p>
<span class="removed_link" title="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/09/trigo-diabetes.jpg"></span> Trigo, um dos segredos da dieta &#8220;anti-diabética&#8221; dos europeus do passado.
<h5><strong>Alerta e Futuro</strong></h5>
<p>Especialista no passado do diabetes, Karl faz alertas também sobre o futuro da doença. Segundo o cientista nos contou, a tendência de altas taxas de diabetes entre os índios não é restrita apenas aos EUA. Os nativos brasileiros também devem se cuidar. Karl indica um livro de 2004, &#8220;<em>The Xavante in Transition: Health, Ecology, and Bioanthropology in Central Brazil</em>&#8221; (&#8220;O Xavante em Transição: Saúde, Ecologia e Bioantropologia no Brasil Central&#8221;, em tradução livre; o livro pode ser comprado <span class="removed_link" title="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1293904&amp;sid=0182201201493992768532">AQUI</span>), que demonstra como o diabetes está preocupantemente se infiltrando nas nossas populações de índios, possivelmente pelos mesmos motivos genéticos e históricos já revelados. &#8220;Eu acho que é muito importante passar a mensagem dos EUA para o Brasil sobre mudanças alimentares antes que o diabetes se torne uma epidemia no país&#8221;, afirma o professor.</p>
<p>Para isso, Karl pretende continuar vindo para o Brasil, tanto para estudar melhor nosso país quanto para continuar a dar aulas e palestras para alunos sedentos de conhecimento. Suas próximas pesquisas serão aqui ao lado, nos Andes, portanto não será difícil vê-lo por nossas terras. Este mês fará uma parada no Rio de Janeiro. Quer preparar o terreno para explicar os problemas dos índios americanos com o diabetes. E, com alguma sorte, incentivar alguns novos jovens cientistas a largar seus jalecos brancos e suas salas com temperatura controlada e botar o pé na estrada, sujando a roupa de lama enquanto desenterram mais mistérios sobre a origem de tão antigo e importante problema de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>The post <a href="https://www.diabeticool.com/conversas-com-amigos-karl-reinhard/">Conversas com Amigos – Karl Reinhard</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.diabeticool.com/conversas-com-amigos-karl-reinhard/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Miseráveis encontros entre motoristas diabéticos e a polícia</title>
		<link>https://www.diabeticool.com/miseraveis-encontros-entre-motoristas-diabeticos-e-a-policia/</link>
					<comments>https://www.diabeticool.com/miseraveis-encontros-entre-motoristas-diabeticos-e-a-policia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 19:36:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Greene]]></category>
		<category><![CDATA[cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[choque diabético]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Gävlebon]]></category>
		<category><![CDATA[Henderson]]></category>
		<category><![CDATA[Nevada]]></category>
		<category><![CDATA[polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.diabeticool.com/?p=443</guid>

					<description><![CDATA[<p>Às vezes é complicado ser um bom cidadão &#8211; e diabético &#8211;  perante a polícia rodoviária Mês passado, Adam Greene foi pego no flagra por policiais da cidade de Henderson, em Nevada, EUA, dirigindo erraticamente às 4 da manhã – e por “erraticamente” entenda atravessando loucamente as faixas da rodovia sem o menor pudor. Concluindo &#8230;</p>
The post <a href="https://www.diabeticool.com/miseraveis-encontros-entre-motoristas-diabeticos-e-a-policia/">Miseráveis encontros entre motoristas diabéticos e a polícia</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Às vezes é complicado ser um bom cidadão &#8211; e diabético &#8211;  perante a polícia rodoviária</em></p>
<p><span id="more-443"></span></p>
<p>Mês passado, Adam Greene foi pego no flagra por policiais da cidade de Henderson, em Nevada, EUA, dirigindo erraticamente às 4 da manhã – e por “erraticamente” entenda atravessando loucamente as faixas da rodovia sem o menor pudor. Concluindo que se tratava de mais um perigoso bêbado ao volante, os patrulheiros perseguiram o carro e conseguiram para-lo. Pediram polidamente que Adam saísse do carro. Como ele não realizou tal ação e parecia que não estava a fim de realizá-la, os policiais, mantendo-se educados e respeitosos, arrancaram o motorista do veículo, meteram o joelho em sua coluna a fim de erguer seus braços, quebrando uma costela no processo, e o derrubaram no chão com um chute no rosto. Finalmente domesticado, Adam Greene estava a ponto de ser preso quando alguém percebeu uma coisa estranha em seus bolsos – potinhos de insulina.</p>
<figure id="attachment_445" aria-describedby="caption-attachment-445" style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/03/Adam-Greene-Diabetico.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-445 " title="Adam Greene Diabetico" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/03/Adam-Greene-Diabetico.jpg" alt="" width="418" height="230" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/03/Adam-Greene-Diabetico.jpg 418w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/03/Adam-Greene-Diabetico-415x228.jpg 415w" sizes="(max-width: 418px) 100vw, 418px" /></a><figcaption id="caption-attachment-445" class="wp-caption-text">Policiais encaram a ameça motorizada chamada Greene</figcaption></figure>
<p>“Chamem os médicos! (&#8230;) Nós achamos insulina nos bolsos dele&#8230;ele está semiconsciente. (&#8230;) Ele é diabético, provavelmente está em choque.” – disse um dos oficiais presentes no ringue de asfalto.</p>
<figure id="attachment_446" aria-describedby="caption-attachment-446" style="width: 418px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/03/Adam-Greene-Diabetico-2.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-446 " title="Adam Greene Diabetico 2" src="http://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/03/Adam-Greene-Diabetico-2.jpg" alt="" width="418" height="230" srcset="https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/03/Adam-Greene-Diabetico-2.jpg 418w, https://www.diabeticool.com/wp-content/uploads/2012/03/Adam-Greene-Diabetico-2-415x228.jpg 415w" sizes="(max-width: 418px) 100vw, 418px" /></a><figcaption id="caption-attachment-446" class="wp-caption-text">Nada como uma botinada na face para sossegar alguém em choque</figcaption></figure>
<p>De fato, Adam encontrava-se em choque diabético, condição que ocorre quando a hipoglicemia atinge níveis críticos e que pode ser confundida com efeitos alcoólicos severos por pessoas mal treinadas. Este mal treinamento policial custou à cidade de Henderson quase 300 mil dólares em indenização para o senhor Greene.</p>
<p>O senhor Gävlebon, da Suécia, teve menos sorte. Também diabético, foi pego em um acesso de hipoglicemia, enquanto dirigia, pela polícia rodoviária do país nórdico. Só que o dirigir errático do diabético não havia sido causado pela falta de açúcar na corrente sangüínea: sentindo que sua glicemia diminuia, Gävlebon decidiu ingerir a única coisa que tinha em mãos que continha açúcar. No caso, tratava-se de duas latinhas de cerveja. Melhor dirigir com o álcool de duas latinhas do que em choque diabético, correto? A polícia sueca não concordou, e Gävlebon, apesar das suas boníssimas intenções, vai passar o mês de março – o último do cobiçado verão sueco &#8211; na cadeia!</p>
<p>Mais informações sobre o caso <a href="http://www.svd.se/nyheter/inrikes/rattfyllerist-skyllde-pa-diabetes_6846715.svd" target="_blank">Gävlebon aqui</a> e sobre o caso Greene <a href="http://www.theblaze.com/stories/stop-resisting-police-beat-man-resisting-arrest-only-to-find-hes-in-diabetic-shock/" target="_blank">neste link</a>.</p>
<p>Fotos: The Blaze.com</p>The post <a href="https://www.diabeticool.com/miseraveis-encontros-entre-motoristas-diabeticos-e-a-policia/">Miseráveis encontros entre motoristas diabéticos e a polícia</a> first appeared on <a href="https://www.diabeticool.com">DiabetiCool - Informação de Qualidade sobre Diabetes</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.diabeticool.com/miseraveis-encontros-entre-motoristas-diabeticos-e-a-policia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
