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	<title>urso-cinzento | Diabeticool</title>
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	<description>Tudo sobre diabetes, dicas de saúde, medicamentos, insulinas, tratamentos e receitas!</description>
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		<title>O que os ursos podem nos ensinar sobre diabetes e obesidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Diabeticool]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2014 23:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes tipo 2]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
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		<category><![CDATA[resistência à insulina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas estudam como os ursos conseguem manter a saúde impecável mesmo estando super obesos e com o funcionamento da insulina comprometido.Um artigo publicado esta semana no jornal norte-americano The New York Times tem chamado a atenção de quem lida com o diabetes. O cientista Kevin Corbit, da Universidade Estadual de Washington, conta em seu texto &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cientistas estudam como os ursos conseguem manter a saúde impecável mesmo estando super obesos e com o funcionamento da insulina comprometido.</em><span id="more-6855"></span>Um artigo publicado esta semana no jornal norte-americano <em>The New York Times</em> tem chamado a atenção de quem lida com o diabetes. O cientista Kevin Corbit, da Universidade Estadual de Washington, conta em seu texto que está trabalhando com <strong>ursos-cinzentos</strong> &#8211; animais com mais de 300kg e força gigantesca &#8211; na busca de <strong>tratamentos para o diabetes e a obesidade humanas</strong>.</p>
<p>Segundo Kevin, os ursos possuem características metabólicas únicas, muito diferentes do que é normalmente visto na Natureza, totalmente adaptadas para que os animais sobrevivam a longos períodos de <strong>hibernação</strong>. As mudanças internas que acontecem nestes animais durante esta fase podem conter a chave para a cura de doenças em seres humanos.</p>
<p>Durante o verão, os ursos aproveitam o calor e a fartura de comida para encher a barriga &#8211; eles chegam a ingerir até <strong>50 mil calorias por dia</strong> (para se ter uma idéia, um ser humano normalmente precisa de 2 mil calorias diárias). Isto significa um aumento de peso de 7kg, todos os dias. A comilança tem um bom motivo: guardar energia para sobreviver aos rigorosos invernos do hemisfério norte.</p>
<p>Quando o inverno chega, os ursos hibernam. Neste período do ano, eles não comem, não bebem, não urinam e não defecam. O organismo deve se adaptar a esta mudança brusca no jeito como funciona, administrando os recursos energéticos disponíveis de maneira diferenciada. E o organismo dos ursos é um administrador e tanto destes recursos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>URSOS SÃO OBESOS, MAS COMPLETAMENTE SAUDÁVEIS</strong></p>
<p>O cientista conta no artigo alguns exemplos da sabedoria da Natureza. No verão, os ursos comem tanto que ficam obesos. Porém, esta obesidade é muito mais &#8220;saudável&#8221; do que a humana. No nosso caso, pessoas obesas costumam ter um <a title="11 pessoas têm o diabetes revertido pelo “Método da Fome”" href="http://www.diabeticool.com/11-pessoas-tem-o-diabetes-revertido-pelo-metodo-da-fome/">acúmulo de gordura no fígado</a> ou nos músculos, o que causa graves problemas de saúde. Já os ursos, por outro lado, armazenam o excesso de energia apenas no tecido adiposo, o que não causa mal ao resto do organismo.</p>
<p>Outro exemplo dado pelo cientista &#8211; e que interessa especialmente a quem está com diabetes &#8211; é a maneira como os ursos lidam com a insulina.</p>
<p><strong>OS URSOS, A INSULINA E O DIABETES</strong></p>
<p>Em nós humanos, a <a href="http://www.diabeticool.com/o-que-e/insulina/">insulina</a> é o hormônio que retira o açúcar do sangue e o entrega às células do corpo que precisam de energia. Pessoas que estão com <strong>diabetes tipo 2</strong>, principalmente as obesas, têm um problema de saúde conhecido como &#8220;<strong>resistência à insulina</strong>&#8220;, no qual o hormônio não funciona de maneira adequada e as taxas de açúcar no sangue mantêm-se altas.</p>
<p>Em ursos, a relação obesidade-insulina-glicemia é completamente diferente. No outono, pouco antes de hibernaram, os ursos encontram-se no pico da obesidade. Se fossem humanos, é quase certo que teriam resistência à insulina. Porém, no mundo animal, é nesta fase que <strong>a insulina funciona de maneira mais eficiente</strong>.</p>
<p>Ao longo da hibernação, os ursos ficam completamente resistentes à insulina &#8211; de fato, <strong>tornam-se diabéticos</strong>. Ainda assim, seus níveis de açúcar no sangue <strong>continuam normais</strong>. Quando acordam, na primavera, os gigantes cinzentos voltam a responder à insulina da maneira habitual. Este tipo de mecanismo cíclico de resposta à insulina não existe no ser humano. De acordo com o texto do <em>New York Times</em>, &#8220;ursos modulam a sensibilidade à insulina não para manter os níveis de açúcar no sangue normais, mas para controlar quando a gordura é acumulada e quando ela é quebrada&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O SEGREDO DOS URSOS</strong></p>
<p>A palavra-chave para resolver o mistério de como os ursos &#8220;controlam&#8221; quando estão ou não diabéticos é: <strong>genética</strong>. De acordo com Kevin, a regulação da expressão de um gene chamado PTEN (compartilhado com os seres humanos) parece ser o segredo da &#8220;obesidade saudável&#8221; dos ursos e do controle diferenciado da ação da insulina nestes animais. O objetivo atual dos estudos do cientista é entender quando e onde esta ativação diferenciada do gene ocorre, para que possamos compreender melhor a maneira pela qual o nosso próprio corpo lida com a gordura e a insulina.</p>
<p>Quem sabe, um dia, este conhecimento seja utilizado em curas para dois dos maiores problemas de saúde globais: a <a title="Os custos da obesidade e do diabetes no Brasil" href="http://www.diabeticool.com/os-custos-da-obesidade-e-do-diabetes-no-brasil/">obesidade</a> e o diabetes. &#8220;Somente três medicamentos são atualmente aprovados para o tratamento de longo prazo da obesidade; eles geram perda de peso moderada e muitas vezes têm efeitos colaterais significativos&#8221;, explica Kevin. &#8220;Por que não temos melhores opções? Não é como se gente muito inteligente e cheia de recursos não estivesse tentando&#8221;.</p>
<p>&#8220;Milhões de anos de experimentação evolutiva produziram adaptações genéticas que permitiram aos ursos lidar com a obesidade, transformando-a em um estado benigno no qual o ganho de peso gera riscos muito menores à saúde. <strong>Se a Natureza descobriu este tipo de coisa para os ursos-cinzentos, talvez nós possamos descobrir também para os humanos</strong>&#8220;, completa.</p>
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