Vinte mil ribeirão-pretanos têm diabetes

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Frituras, doces, massas e refrigerantes devem ser evitados; sintomas são boca seca, visão embaçada e suor excessivo.

Ribeirão Preto tem 21 mil pessoas tomando medicamentos para controle da diabetes só na rede Municipal de Saúde. Desses, 5,3 mil retiram insulina na rede.

Nesta quinta-feira (14), no dia mundial de combate à doença, a Prefeitura alerta para os cuidados e a importância do controle e diagnóstico precoce na população de risco.

O supervisor do programa de Hipertensão e Diabetes da Prefeitura, Sinval Avelino dos Santos, explica que a doença possui dois tipos.

“O tipo 1 ocorre quando o paciente não produz nenhuma insulina e se manifesta ainda na infância ou adolescência. O tipo dois da doença aparece, geralmente, depois dos 30 anos. Nesse caso, o pâncreas produz insulina, mas não na quantidade suficiente para o organismo”, afirma o supervisor do programa.

Sintomas

Segundo ele, a insulina é responsável por facilitar o transporte da glicose (açúcar) pelo sistema celular. É esse açúcar que produz energia para o organismo.

Por isso, segundo Santos, é preciso ficar atento aos sintomas da doença, como boca seca, visão embaçada, suor excessivo, aumento da frequência cardíaca e falta de energia e disposição.

“Quando não diagnosticada e controlada, a diabetes pode comprometer outros órgãos, como rins e visão, uma vez que falta energia ao organismo e ele começa a trabalhar sobrecarregado”, afirma o supervisor do programa.

Difícil

Em um exame de rotina, Tercilia da Silva, 53 anos, descobriu que tem diabetes do tipo 2. Após dois anos, ela diz que tenta controlar a doença, mas não é fácil. “Faço caminhada, mas é difícil mudar seus hábitos”, conta ela.

Em ação realizada no parque Maurílio Biagi na manhã desta quarta-feira (13), 160 pessoas fizeram o teste para medir a glicemia e receberam orientações de tratamento da doença.

O supervisor do programa de Hipertensão e Diabetes, Sinval Avelino dos Santos, alerta que alguns alimentos devem ser evitados por quem é portador da doença.

Entre eles estão frituras, doces em geral, massas, refrigerantes, sorvetes, carnes gordurosas, embutidos e industrializados e condimentos que, quando metabolizados pelo organismo, vão se transformar em açúcar.

“O ideal é investir em uma alimentação mais saudável, frutas, verduras, legumes, carnes magras, peixe, frango”, explica Santos.

Os produtos dietéticos também são liberados. O ideal é diminuir a quantidade de arroz, pois é carboidrato e metabolizado, também se transforma em açúcar e pode provocar o aumento da glicemia.

Fonte: A Cidade

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