Produtos de beleza podem causar diabetes. Será mesmo?

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Substâncias químicas encontradas em produtos de beleza, como maquiagens, e em vários produtos cotidianos são novamente ligados ao aumento nos riscos de se desenvolver diabetes.

A nova pesquisa, conduzida pelo Brigham and Women’s Hospital, em Boston, analisou amostras de urina de mais de duas mil mulheres e foi capaz de correlacionar altas doses de ftalatos, substâncias química destruidoras de hormônios, e diabetes nestas pacientes. Os ftalatos são encontrados em produtos como brinquedos e plásticos. Porém, são também componentes ativos de perfumes, esmaltes e sprays para o cabelo – todos estes produtos que entram em maior contacto com o organismo humano. A correlação, todavia, ainda precisa de mais dados para ser definitivamente estabelecida, garantem os pesquisadores.

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É preciso tomar muito cuidado quanto pesquisas de correlação, como esta, saem na mídia. É muito fácil criar um título assustador para a matéria e a coisa ficar nisso, com os leitores achando que a correlação é definitiva e provada. Por isso colocamos um “será?” no nosso! A tal ligação entre os ftalatos e o diabetes foi encontrada, mas uma coisa não necessariamente leva à outra. Por exemplo, ftalatos estão presentes em diversos medicamentos para o controle de diabetes. Não seria de se estranhar, portanto, que mulheres diabéticas apresentassem concentrações maiores da substância no organismo, não é? Como disseram os pesquisadores, mais pesquisas precisam ser feitas antes de um diagnóstico definitivo ser proferido.

UPDATE (19.7):

A rede de televisão americana Fox News divulgou uma matéria exatamente sobre este assunto! O médico entrevistado pelos repórteres do canal, Marty Makary, professor de saúde pública na Universidade John Hopkins, diz que o estudo ainda é bastante “preliminar” e exemplifica afirmando que pessoas que trabalham cotidianamente com cosméticos não apresentam maiores chances de ter diabetes. Ele ainda se diz cético em relação a como substâncias aplicadas aos cabelos e unhas vão parar na urina das mulheres estudadas.

Assista a seguir a reportagem:

 

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