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Por que tomar tantos remédios?

Já se perguntou se vale realmente a pena tomar uma grande quantidade de remédios para manter a saúde? O dr. Carlos Couri tem a resposta para esta dúvida!

Muitos pacientes me perguntam no dia-a-dia do consultório: “Por que tomar tantos remédios? Por que tomar a vida toda?

Se pararmos para pensar, nossa expectativa de vida aumenta cada vez mais ao longo dos séculos. Isto certamente se deve a medidas preventivas como saneamento, higiene, etc. Se deve também aos avanços da medicina.

Todos podemos lembrar que até há pouco tempo era possível um paciente morrer de tuberculose ou úlcera gástrica ou pneumonia e isto hoje é bem mais difícil de acontecer.

Por outro lado, como estamos vivendo mais, estando tendo mais doenças relacionadas à senilidade como hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol e triglicérides alterados, obesidade, infarto do coração e derrame cerebral. Ou seja, estamos apresentando mais doenças crônicas que infelizmente não possuem cura. Estas doenças dificilmente terão cura pois estão intimamente ligada aos hábitos de vida das pessoas como sedentarismo e má alimentação.

Muitos pacientes apresentam muitas doenças ao mesmo tempo e por isso acabam necessitando de muitos remédios ao longo do dia. Sei que os remédios podem induzir a efeitos colaterais, mas certamente os benefícios dos medicamentos suplantam estes efeitos adversos.

O uso regular dos remédios conforme prescrição médica é fundamental para o sucesso terapêutico. Não é prudente deixar de tomar os remédios quer seja por puro esquecimento ou de propósito. Como o diabetes não induz muitos sintomas, é muito comum pacientes deixarem de tomar os remédios por justamente não sentirem quase nada.

Aposto que se tivéssemos dor de cabeça ou dor de dente não hesitaríamos em tomar quantos remédios fossem necessários para reduzir a dor.

Quando se trata de idosos e crianças o cuidado deve ser redobrado. Deve-se checar e rechecar o uso dos remédios ou até mesmo colocá-los na boca dos pacientes (e isto mesmo). Deve-se contar o número deles nas caixas para saber se o paciente está realmente tomando a dose recomendada.

Quanto ao uso de insulina, devemos ressaltar que quaisquer pequenas mudanças nas doses, sem orientação médica, pode induzir a quadros de hiper ou hipoglicemias assombrosos. Familiares e pacientes devem sempre examinar os locais das injeções de insulina para visualizar a ocorrência de lesões cutâneas nestes sítios de aplicação.

Por fim, em resumo, devemos ter em mente que os remédios existem para nos ajudar e não são nossos inimigos.

Bom tratamento a todos…

Por Dr Carlos Eduardo Barra Couri

PhD em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, pesquisador da Equipe de Transplante de Células-Tronco da USP-Ribeirão Preto. Conceituado e premiado autor de pesquisas – inclusive em publicações internacionais -, materiais educativos e livros sobre o diabetes, em especial o tipo 1, e terapias com células-tronco.

Site: http://carloseduardocouri.blogspot.com.br ; www.twitter.com/cecouri

 

2 Comentários

  1. Concordo plenamente com a afirmação de que os remédios foram feitos para nos ajudar.
    E também aproveito para lembrar as pessoas que a automedicação é perigosa, por isso não devemos nos automedicar.
    O correto é sempre procurar um médico oufarmaceutico.
    Eu particularmente prefiro ir ao médico, fazer os exames recomendados para então tomar medicamentos dependendo do diagnóstico.

  2. Concordo plenamente com a afirmação de que os remédios foram feitos para nos ajudar.
    E também aproveito para lembrar as pessoas que a automedicação é perigosa, por isso não devemos nos automedicar.
    O correto é sempre procurar um médico ou farmaceutico.
    Eu particularmente prefiro ir ao médico, fazer os exames recomendados para então tomar medicamentos dependendo do diagnóstico.
    Acho também muito importante ler a bula nela podemos tirar algumas dúvidas com relação ao medicamento.

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