Os 6 mil passos da mulher de meia-idade

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Pesquisa brasileira descobre que caminhar, seja em exercícios ou mesmo em casa, melhora a saúde de mulheres que já passaram dos 45.

Um estudo realizado aqui no Brasil, com mulheres da cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, será em breve publicado no periódico Menopause. Nele, as cientistas Veronica Colpani, Karen Oppermann e Poli Mara Spritzer mostram que andar seis mil passos todos os dias – não importa como! – são prenúncio de uma vida mais saudável para mulheres que passaram dos 45 anos, com riscos menores de doenças cardiovasculares e diabetes.

Moça utilizando um pedômetro, similar àquele aplicado no estudo.

A pesquisa acompanhou a rotina de cerca de 300 mulheres, com idades entre 45 e 72
anos. Cada uma delas recebeu um pedômetro, um aparelho que mede, através da detecção do movimento dos quadris, a quantidade de passos que uma pessoa deu. Aquelas que caminharam 6000 passos por dia foram consideradas ativas, as que andaram menos, inativas. Todas as mulheres passaram por exames de saúde completos, incluindo medições de pressão e glicemia, além de terem a circunferência abdominal medida (a fim de avaliar a obesidade abdominal, que é um grande risco para o diabetes e doenças cardiovasculares).

De acordo com as cientistas, as mulheres ativas mostraram-se muito menos propensas a serem obesas, terem síndrome metabólica e diabetes, independente se haviam passado ou não pela menopausa (quando o risco para estas doenças aumenta) ou se estavam utilizando terapia hormonal. Apesar de outros estudos já terem comprovado que atividades físicas diminuem as chances de diabetes, pressão alta e doenças cardíacas, esta foi a primeira vez que um trabalho científico revelou que manter-se constantemente ativo, mesmo que seja em casa!, pode ajudar a manter a saúde por muito mais tempo.

 

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