O mais barato teste de glicemia já inventado troca gotinha de sangue por xixi

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Método desenvolvido para auxiliar diabéticos em países em desenvolvimento evita as picadas no dedo e mede a glicose sangüínea através de uma tirinha de papel e urina.

Na maior parte do mundo, inclusive no Brasil, é bastante barato monitorar o nível de glicose no sangue. Há grande variedade de glicosímetros e as fitas descartáveis nas quais as gotas de sangue do dedo são depositadas são baratas, além de serem usualmente fornecidas pelos sistemas de saúde. Porém, em regiões de extrema pobreza, como a Índia rural, comprar uma dessas tirinha pode significar deixar de comprar um prato de comida a fim de aferir a glicemia. Pensando nos diabéticos que moram nestas regiões críticas, a equipe do pesquisador Jan Lankelma inventou um novo método de controle glicêmico.

O novo teste de glicemia é fácil de usar e é o mais barato já desenvolvido, uma vez que utiliza uma tirinha de papel – material extremamente em conta – e urina. Ele é composto por três eletrodos, uma solução-tampão, um pedaço de papel (ou nitrocelulose) e um pequeno recipiente de plástico.

Funciona assim: o paciente injeta sua urina no papel, através de uma seringa médica ligeiramente modificada que acompanha o kit. Esta amostra, então, move-se pelo papel, movida pela gravidade e capilaridade. O papel já está impregnado por uma enzima chamada glicose oxidase, a qual reage com a glicose da urina e produz peróxido de hidrogênio, molécula que é detectada pelos eletrodos. Desta forma, havendo glicose na urina do utilizador do teste, ela será acusada pelos eletrodos.

Este novo teste também tem o potencial de ser utilizado em diversas outras aplicações, como na avaliação da qualidade de alimentos e monitoramento ambiental. Mais informações podem ser lidas na última edição do periódico Analytical Chemistry.

 

Imagem: FreeDigitalPhotos.net

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