Mães devem ficar longe do álcool desde o início da gravidez!

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Nova pesquisa indica que o consumo de álcool nos primeiros momentos da formação dos embriões pode aumentar os riscos de diabetes tipo 2 no futuro do bebê.

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Cada vez mais, a Ciência mostra que as causas do diabetes tipo 2 são mais variadas do que pensávamos.

A novidade é que o consumo de álcool durante os primeiros estágios da gravidez pode ser um dos motivos por trás do diabetes no futuro do bebê.

A notícia é resultado de pesquisas realizadas na Universidade de Queensland, na Inglaterra, e publicadas no The Journal of the Federation of American Societies for Experimental Biology na última semana.

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A RELAÇÃO ENTRE ÁLCOOL, GRAVIDEZ E DIABETES TIPO 2

“Os fatores de risco tradicionais [para o diabetes tipo 2] são a má alimentação e falta de exercícios físicos“, explicou Karen Moritz, cientista da Escola de Ciências Biomédicas de Queensland e uma das autoras do trabalho.

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A cientista Karen Moritz, autora do estudo – Universidade de Queensland

“Mas nossa pesquisa mostrou que a exposição ao álcool no começo da gravidez gera um risco similar [de diabetes]a seguir uma dieta rica em gorduras na maior parte da vida”, revelou a pesquisadora.

A pesquisa foi realizada com ratas grávidas, que receberam alimento misturado a álcool durante os estágios iniciais da concepção. A quantidade de álcool foi o equivalente a 5 doses “humanas”. Os ratinhos resultantes deste experimento foram acompanhados ao longo da vida, para que os cientistas observassem mudanças no funcionamento do corpo.

De acordo com os resultados, o consumo de álcool pelas mães aumentou os riscos dos filhos se tornarem obesos e diabéticos tipo 2 no futuro. Os cientistas acreditam que o álcool alterou a programação dos genes dos embriões em desenvolvimento, e esta alteração aumentou as chances das doenças aparecerem no decorrer da vida.

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A IMPORTÂNCIA DAS MÃES FICAREM LONGE DO ÁLCOOL

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A maior parte das mães – mesmo aquelas que adoram beber! – para com o hábito de consumir álcool assim que descobre a gravidez. E isto é corretíssimo: o consumo de bebidas alcoólicas é comprovadamente prejudicial à formação do bebê. Mas o que o estudo da dra. Karen e colegas sugere é que os efeitos negativos podem ser gerados desde muito cedo na gestação (fase da implantação), tão cedo que muitas mães podem nem ter sentido qualquer mudança no corpo. Sem saber que estão grávidas, elas continuam bebendo.

O que fazer, então, para diminuir os riscos para os bebês? A sugestão do grupo de pesquisas é tentar remediar a situação através de medicamentos.

“Uma possibilidade é dar algum tipo de nutriente à mãe, mesmo nos estágios mais avançados da gravidez, para ver se as mudanças causadas pelo álcool podem ser prevenidas, a ao mesmo tempo diminuir a possibilidade de surgirem doenças no futuro”, disse Karin em entrevista à mídia australiana.

Agradecimentos a Mainara Barbieri e Marilia Justino pela terminologia embriológica.

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