Já ouviu falar nos cachorros que farejam a glicemia?

0

Cães treinados para detectar níveis de glicose no sangue de seus donos são uma maneira curiosa de manter a saúde em dia.

A norte-americana Becky Russo, 25 anos, estava prestes a dormir quando, de última hora, decidiu medir sua glicemia. Ficou tão chocada com o resultado no mostrador que perdeu o sono: a taxa de glicose no sangue estava tão baixa, mas tão baixa, que, se tivesse dormido, talvez não mais acordasse. Becky tem diabetes tipo 1 e teve diabetes gestacional enquanto aguardava o nascimento da sua menininha, Vivi. Imaginar ter um choque hipoglicêmico durante a noite, sem mais ninguém em casa para cuidar de Vivi, fez com que Becky repensasse seus cuidados com o diabetes.

Ela resolveu procurar a ajuda de canis especializados, nos quais cachorros são treinados para ajudar diabéticos. Desde filhotinhos, eles são atraídos até um vasilhame com leite através de um pano embebido em solução com pouco açúcar diluído – simulando a hipoglicemia sangüínea. Após anos de treino, esses cães são capazes de farejar baixas taxas de açúcar no sangue de seus donos, sendo um alerta barulhento e efetivo para se corrigir o desvio! Dependendo do treinamento que recebem, alguns até mesmo são capazes de ir buscar medicamentos para seu dono, caso sintam alguma coisa errada.

Becky só não comprou ainda um cão desses porque, apesar de ajudarem os doces diabéticos, seus preços são bem salgados: um animal adulto custa em torno de R$40,000.

Continue lendo a matéria aqui!

 

O estado de choque diabético é algo realmente assustador, como ilustra a história de Becky. Motoristas diabéticos sabem bem disto! Por isso é fundamental checar sempre como anda sua glicemia, especialmente antes de sonecas e de realizar atividades potencialmente perigosas.

Um fato interessante no caso acima é que diabéticos, em especial os do tipo 1, possuem uma capacidade natural de perceber quando estão com hipoglicemia. Os sintomas são característicos e fáceis de identificar. Essa sensibilidade costuma diminuir apenas após uma década, 15 anos ou mais de convívio com a doença. Por isso é curioso Becky, tão novinha, já sentir estes efeitos. É bom que ela compre um babão amigo quadrúpede logo!

Compartilhe!