Greve da Anvisa derruba estoques de insulina

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Cidades ao redor do país vêem seus estoques de insulina diminuindo rapidamente enquanto servidores federais mantêm greve. Vidas de milhares de diabéticos podem ser prejudicadas.

Guilherme Ramos, que depende da insulina, retirada mensalmente no hospital Costa e Silva, em Campinas: preocupação.
Foto: Elcio Alves/AAN Crédito: correio.rac.com.br

De acordo com o Ministério da Saúde, toda a insulina que é distribuída pelo sistema público no país é importada. Ou seja, quando o medicamento chega em solo brasileiro, via portos e aeroportos, deve ser inspecionado pela Vigilância Sanitária. O problema é que a Anvisa está em greve, sem prazo para acabar, e seus funcionários não cumprem a lei que determina um número mínimo de empregados trabalhando. Além disso, para complicar ainda mais a situação, mesmo que a greve termine hoje, seus efeitos serão sentidos por, pelo menos, mais um mês. Este é o tempo estimado até que novos lotes de insulina sejam liberados, cheguem aos seus destinos e reponham os estoques das prefeituras.

A cidade de Campinas, SP, por exemplo, distribui dois mil e quinhentos frascos de insulina todo mês. Devido à greve, os estoques diminuem rapidamente. Algumas unidades de saúde mantêm reserva para mais três dias apenas, enquanto grandes centros de saúde da cidade possuem estoque para mais vinte dias.

Além da insulina, matérias-prima para a confecção de medicamentos também estão paradas nos galpões da Anvisa, prejudicando empresas farmacêuticas e a saúde de quem depende destes remédios.

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Ter insulina em mãos é fundamental para os diabéticos, em especial os do tipo 1. Impedir o acesso do cidadão a um medicamento que é, por lei, direito seu ter, através de uma greve ilegal, pois não mantém um número mínimo de funcionários em serviço, é um absurdo sem tamanho. O governo deve dar um “jeitinho” a fim de que medicamentos sejam liberados mais rapidamente, mas essa mania de servidores públicos de prejudicar a vida dos demais cidadãos toda vez que reivindicam alguma coisa tem que acabar.

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