Falta insulina no primeiro mundo

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Crise européia acaba com os estoques de medicamentos em farmácias de grandes cidades como Valência, na Espanha.

Problemas no Paraíso.

Houve um tempo em que a economia européia era forte o suficiente para bancar benefícios surreais a seus moradores, como era o caso dos abundantes programas de saúde coletivos de diversos países do continente. Na Espanha de outrora, todo paciente tinha o direito de receber gratuitamente qualquer medicamento que precisasse. Todavia, quando a economia degringola – como é o caso atual – é hora de apertar o cinto nas despesas. E o que antes era pago exclusivamente pelo governo vira item de luxo nas prateleiras das farmácias. Quem paga o pato são os doentes.

A cidade de Valência, na Espanha, é um ótimo exemplo da situação atual da Europa. Terceira maior cidade do país, com cerca de 800 mil habitantes e sede de famosos clubes de futebol e museus, Valência praticamente não tem mais insulina para oferecer aos seus moradores diabéticos. Dependendo do dia, funcionários dos estabelecimentos de saúde têm de sair às ruas mendigando remédios para condições como doenças cardíacas e derrames. Segundo matéria da BBC Brasil,

“Uma farmácia traz na parede a seguinte inscrição: “Um aviso importante: o governo de Valência está devendo a esta farmácia por todos todos os medicamentos que foram fornecidos aos clientes nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril”.

A farmacêutica mostra uma gaveta onde são mantidos remédios que só podem ser adquiridos com prescrição médica. Normalmente, ela conta que a gaveta costumava estar cheia, mas agora ela está vazia e, segundo ela, o estoque de insulina da farmácia está quase acabando. ”Não temos dinheiro para comprar mais.”

No momento, o governo espanhol estuda como conseguir dinheiro sem onerar em demasiado a população, já acostumada a não pagar por certos bens e serviços. Enquanto isso, a trabalhosa busca dos diabéticos por insulina na Espanha continua.

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