EPAC2 causa reviravolta nas pesquisas sobre diabetes

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Proteína que todos acreditavam ter papel pequeno no diabetes é, na verdade, uma importante protagonista. Descoberta abre novos caminhos para cura.

O hospital infantil Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, é referência mundial em pesquisas e tratamentos.

O hospital infantil Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, é referência mundial em pesquisas e tratamentos.

Cientistas do Johns Hopkins Children’s Center, nos EUA, estavam envolvidos em uma pesquisa que parecia não muito promissora. Eles estudavam as funções de uma proteína chamada EPAC2 no desenvolvimento do diabetes. Até então, sabia-se que a EPAC2 possuía um papel secundário no diabetes, por isso nunca havia sido estudada a fundo. Porém, os pesquisadores logo perceberam que esta visão era um grande equívoco. Eles se surpreenderam ao notar que, na verdade, a EPAC2 possui uma importância enorme na maneira como nosso corpo controla os níveis de açúcar no sangue. De fato, após esta pesquisa, os cientistas estão esperançosos de que uma nova via de cura para o diabetes pode ter sido encontrada.

“Remédios que focam sua atividade precisamente em células pancreáticas que não funcionam direito e recuperam ou melhoram a função delas se tornaram o “Santo Graal” das pesquisas sobre diabetes. Nós acreditamos que nossos resultados abrem caminho justamente para isto“, afirmou Mehboob Hussain, médico no Johns Hopkins especialista em metabolismo e um dos autores do trabalho científico. A pesquisa foi publicada no dia 11 deste mês no periódico Diabetes.

O pesquisador Mehboob Hussain, um dos líderes do estudo sobre a protéina EPAC2.

O pesquisador Mehboob Hussain.

Trabalhando com camundongos, a pesquisa conclui que a proteína EPAC2 atua estimulando as células do pâncreas a liberar mais insulina quando há açúcar em excesso no sangue. Quando a glicemia está baixa, a atuação da EPAC2 é quase nula. Porém, é quando a glicemia sobe que ela realiza seu importante papel.

“É como se, durante condições extremas, o corpo recrutasse a EPAC2 como uma ajuda extra para equilibrar a oferta e demanda de insulina”, explicou Hussain.

Os cientistas ainda não sabem como o diabetes tipo 2 influencia a EPAC2. Será que alguma característica da doença prejudica estas proteínas? Ou será que pessoas que se alimentam com muito açúcar provocam uma atividade constantemente aumentada da EPAC2, que estimula as células pancreáticas a produzir insulina até um certo limite, e isto pode acabar gerando o diabetes?

Algumas perguntas se mantêm. Porém, muito em breve elas poderão ser respondidas. Há tanta esperança relacionada às proteínas EPAC2 e o papel delas no diabetes que várias substâncias que alteram o seu funcionamento já foram selecionadas para uma nova rodada de pesquisas. Quem sabe em breve receberemos boas notícias?

 

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  • acelino

    tomara que nosso grandioso DEUS, ilumine esse pesquisador, para que logo logo, ele possa tornar sua pesquisa em realidade.
    obrigado