Dieta do Mediterrâneo: mais vantagens para diabéticos

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Estudos científicos recém-publicados mostram inúmeras vantagens da dieta mediterrânea para quem está com diabetes tipo 2, incluindo até a remissão da doença.

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O azeite de oliva é um dos segredinhos de sucesso da dieta do Mediterrâneo!

Dietas existem várias. Há jeitos e mais jeitos diferentes de se comer, uns priorizando um certo nutriente, outros abolindo da alimentação algum composto diferente. Em comum, todas as dietas prometem muito mais saúde, disposição e – em muitos casos – o controle do diabetes tipo 2. Mas será que todas elas são igualmente eficientes e boas à saúde? Ou será que existe uma dieta muito melhor que as outras e que deva ser seguida por quem está com diabetes?

Há algum tempo, tem-se falado muito na dieta mediterrânea. Em termos de alimentos, ela se baseia em comidas integrais, peixes, legumes o mais frescos possíveis e muito azeite de oliva. Em termos fisiológicos, a dieta mediterrânea contém poucos açúcares e uma quantidade relativamente alta de gorduras “saudáveis” (especialmente na forma de azeite de oliva).

Novos estudos científicos, realizados na Universidade de Nápoles e publicados nas últimas edições dos periódicos Diabetes Care e Endocrine, vêm colocar lenha na fogueira do Mediterrâneo. Os trabalhos mostram que a dieta é uma das mais eficientes no combate ao diabetes tipo 2, ajudando até a regredir a doença.

 

EMBATE: DIETA MEDITERRÂNEA X DIETAS COM POUCAS GORDURAS

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A cientista Katherine Esposito, da Universidade de Nápoles, na Itália, é uma das autoras dos estudos.

Os trabalhos acompanharam, ao longo de 8 anos, grupos de diabéticos tipo 2 recém-diagnosticados. Parte deles passou a seguir a dieta do Mediterrâneo (rica em “gorduras boas”), enquanto a outra parte seguiu uma dieta que restringia a quantidade de gorduras ingeridas (deveria ser menos de 30% das calorias diárias).

Ao longo dos anos, um resultado foi consistente: aqueles que seguiram a dieta mediterrânea controlaram muito melhor a glicemia, apresentando níveis de hemoglobina glicada menores do que o outro grupo.

Além disso, quem passou a se alimentar com poucas gorduras demorou cerca de 6 anos até ter de começar a tomar medicações antidiabéticas. Este tempo foi de 8 anos para quem adotou a dieta mediterrânea.

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REMISSÃO DO DIABETES TIPO 2

Outro dado que chamou a atenção: depois de seguir a dieta mediterrânea por um curto espaço de tempo (1 ano), 15% dos voluntários conseguiu controlar tão bem a glicemia que o diabetes tipo 2 “sumiu”. O número da remissão no outro grupo, o que comeu menos gorduras, foi de apenas 5%. A vantagem se manteve ao longo dos 8 anos de estudo.

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Altas quantidades de azeite, fibras e vegetais: esta é a Dieta Mediterrânea – e ela faz um bem danado ao organismo!

 

SEGREDOS DO MEDITERRÂNEO

“Apesar de nós não sabermos exatamente qual é o segredo da dieta mediterrânea para controlar a quantidade de açúcar no sangue, é provável que esteja relacionado a altos teores de fibras, pouca carne vermelha e muito azeite de oliva e peixes, uma boa fonte de proteínas e gorduras insaturadas”, disse Katherine Esposito, principal autora do trabalho.

“A dieta do Mediterrâneo é uma maneira fácil de combinar alimentos saudáveis a muitos gostos e sabores. A maioria dos nossos pacientes continuou seguindo a dieta, até mesmo após o término do estudo”, contou Katherine.

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