Como o diabetes tipo 2 mexe com a sua cabeça

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Pesquisadores descobrem que resistência à ação da insulina ocorre também em células nervosas, resultando em alterações na conectividade do cérebro.

A idéia dos cientistas do Joslin Diabetes Center, em Boston, EUA, de estudar os cérebros de diabéticos tipo 2 baseou-se no fato de que a condição é fator de risco para o desenvolvimento do mal de Alzheimer. Uma das características de pessoas com propensão a ter Alzheimer é a de que seus cérebros apresentam padrão de atividade bem peculiar quando são analisados em um estado de repouso lúcido.

O trabalho aferiu imagens de ressonância magnética dos cérebros de 10 diabéticos tipo 2 e 10 não-diabéticos de idade similar. Diferenças de conectividade das células cerebrais de determinadas regiões do órgão foram notadas nos diabéticos, e estas diferenças puderam ser correlacionadas a níveis mais expressivos de resistência à insulina pelas células destas regiões.

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Pode parecer grego o que os cientistas pesquisaram e as conclusões as quais chegaram, mas, tirando a terminologia técnica, pode-se dizer que eles encontraram provas de que determinadas regiões do cérebro de quem está com diabetes tipo 2 se comunicam de maneira diferente do que em não-diabéticos. A troca de informações entre algumas regiões era mais fraca do que o normal. E essa diferença foi encontrada justamente nas regiões que possuem a maior quantidade de células com altas taxas de resistência à insulina, um problema super relacionado ao diabetes.

Todavia, como já havíamos dito anteriormente, eis mais uma pesquisa de correlação, e nenhuma conclusão sólida sobre o funcionamento cerebral pode ser tirada dela. Apenas está aí o dado de que o cérebro se comporta de maneira diferente em diabéticos, agora o que isso implica na vida das pessoas é outra história, que precisa de muito mais pesquisas para ser contada.

A boa notícia é que os pesquisadores do estudo acima disseram que, apesar das diferenças nas conexões entre as células terem sido encontradas, eles não observaram nenhuma alteração na estrutura do cérebro como um todo e nem na consciência dos pacientes!

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