Como é que é?

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Pesquisa garante que alimentos grelhados e assados – muitas vezes vistos como mais saudáveis – podem aumentar os riscos de diabetes e de gordura corporal.

Houve um tempo em que o franguinho acima era sinônimo de saúde.

 

Que jogue a primeira pedra quem nunca comeu o famoso franguinho grelhado quando estava de regime! Comidas grelhadas, assim como as assadas, são consideradas boas para a saúde, particularmente porque não são besuntadas de óleo como as frituras. Mas uma nova pesquisa promete pôr em dúvida nossos conhecimentos alimentares. Segunda cientistas da Escola de Medicina do Hospital Mount Sinai, em Nova York, EUA, alimentos preparados em “calor seco”, como grelhados e assados, contêm uma substância que, além de promover o acúmulo de gordura no abdômen (pobre dieta…!), ainda aumenta os riscos de se desenvolver diabetes.

A substância em questão se chama metilglioxal. Cientistas alimentaram camundongos com ela e os resultados foram, inequivocamente, obesidade e diabetes. Os animaizinhos que não ingeriram o metilglioxal se saíram melhor nos testes, mantendo-se saudáveis.

Explicação

De acordo com os pesquisadores, substâncias como o metilglioxal diminuem a efetividade dos mecanismos de proteção do corpo humano que controlam as inflamações. Como se sabe, inflamações têm íntima relação com a resistência à insulina, diabetes e demais doenças crônicas, como câncer, artrite e doenças cardíacas. Ou seja, ingerir alimentos ricos nestas substâncias aumentaria as chances de se ter diabetes.

A doutora Helen Vlassara, diretora da Divisão de Diabetes Experimental e Envelhecimento no Mount Sinai, explica: “O estudo demonstra como a ingestão prolongada de substâncias comuns nas comidas humanas e aparentemente inócuas, como o metilglioxal, podem reduzir defesas e comprometer a resistência natural contra doenças metabólicas. […] As descobertas com camundongos são também bastante empolgantes porque nos forcem novas ferramentas, não apenas para estudo, mas também para que iniciemos a adoção de medidas preventivas ao diabetes, seja pela supressão de sua formação ou pelo bloqueio a absorção das substâncias com a nossa comida”.

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Sabe aquelas pesquisas científicas que ninguém acredita ou dá muita bola? Esta é uma delas. Em relação à comida, parece que cientistas nunca estão contentes em falar o que pode e o que não se pode comer. Ontem o ovo matava instantaneamente, amanhã o omelete será a panacéia humana. Chega uma hora que é difícil engolir asserções contraditórias. As pessoas pensam, e com certa razão: “Ora, se comer grelhado e assado desse diabetes, todos seríamos diabéticos!”. Pois é. É claro que a pesquisa acima exagera um pouco os efeitos do metilglioxal, administrado nos camundongos em dosagens impraticáveis na vida real. É bem sabido que algumas substâncias muito comuns, que todos nós comemos, podem resultar em doenças terríveis quando abusadas (quem come 50 pãezinhos franceses todos os dias, por exemplo, certamente terá sérios problemas de saúde devido ao exagero na ingestão de um de seus ingredientes – e disso ninguém duvida!). No final das contas, vale a velha máxima da vovó: coma de tudo, mas com moderação.

 

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