Briga boa das insulinas de longa duração

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A concorrência no mercado de insulinas de longa duração só aumenta e farmacêuticas lutam para apresentar os produtos com melhores resultados para diabéticos.

A insulina de longa duração mais vendida no mundo é a Lantus, da empresa francesa Sanofi. A Lantus abocanha 80% do mercado mundial deste tipo de produto e rendeu, apenas no ano passado, mais de R$10 bilhões para a companhia. É tanto dinheiro que outras gigantes do ramo farmacêutico, como Novo Nordisk, Eli Lilly e Merck, correm atrás do sucesso da concorrente e fazem de tudo para chamar a atenção para as suas insulinas basais!

Encontros médicos internacionais sempre foram um dos melhores locais de divulgação de medicamentos. O encontro anual da Associação Européia de Estudos do Diabetes, ocorrido no início do mês, em Berlim, viu várias empresas apresentando os resultados de pesquisas que comprovavam a superioridade de seus produtos. Se tudo for verdade, boas notícias para os diabéticos estão a caminho!

A gigante farmacêutica americana Merck apresentou um estudo, realizado ao longo de 12 semanas e que acompanhou cerca de 700 diabéticos, que demonstrou bons resultados de sua insulina experimental, aplicada apenas uma vez por semana. O controle da glicemia foi realizado com êxito e não houve casos acima do normal de hipoglicemia em quem testou a novidade.

A Sanofi também aproveitou a oportunidade e anunciou os resultados de um estudo que envolveu mais de 12,500 diabéticos e seis anos de acompanhamento médico. De acordo com o trabalho, pessoas com altas chances de ter doenças cardíacas e que tinham pré-diabetes ou diabetes tipo 2 em estágio inicial e que utilizaram a insulina Lantus mostraram controle da glicemia três vezes melhor do que os que utilizaram tratamentos convencionais. Com isto, a empresa francesa pretende demonstrar novos usos para a Lantus, mantendo sua dominância nas vendas.

De acordo com Riccardo Perfetti, vice presidente de assuntos médicos da Sanofi, o estudo sugere que a Lantus pode ser utilizada em um melhor controle do diabetes, independente do estágio de desenvolvimento da condição, e que isto vai contra o conhecimento comum de que o diabetes é uma doença que progressivamente só piora. Após o anúncio do novo estudo, as ações da Sanofi subiram 0,9%. A empresa já é a segunda maior da França, com valor de mercado de mais de R$236 bilhões – atrás apenas de uma companhia petrolífera.

 

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