Brasileiros tratam diabetes tipo 1 com células-tronco

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Pesquisa experimental inédita no mundo, liderada pelo amigo do site Dr. Carlos Couri, tem ótimos índices de sucesso.

Atualização 23.01.2013:

Devido aos comentários entusiasmados gerados por esta matéria tanto no Diabeticool quanto nas redes sociais, entramos em contacto com dr. Couri, líder do projeto de pesquisas com células-tronco. Perguntamos como seria possível a participação nos estudos. Eis a resposta:

“As pesquisas com células-tronco são promissoras porém preliminares, além de envolverem riscos. Por isso, possuem inúmeros critérios de inclusão e de exclusão. Os critérios iniciais de inclusão são idade ente 18 e 35 anos e diabetes tipo 1 há menos de 5 meses. Quem se interessar deve entrar em contato com Dr Carlos Eduardo Barra Couri no e-mail: ce.couri@yahoo.com.br “

O jornal O Estado de São Paulo noticiou que as pesquisas com células-tronco para o tratamento do diabetes tipo 1, feitas pela USP de Ribeirão Preto, têm apresentado resultados pra lá de animadores. Dos 25 pacientes submetidos ao novo procedimento, 21 não precisam mais de injeções de insulina – é seu próprio organismo que a produz!

O segredo está na técnica conduzida pelo endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri (grande amigo do site! Relembre aqui seus excelentes textos “Lições sobre o Descobrimento da Insulina e do Hospital Geral de Toronto” e sobre a importância de se ter a carteirinha de diabético sempre em mãos (no final da página) ).

O diabetes tipo 1 é aquele no qual o próprio sistema imune do nosso corpo ataca e destrói as células que produzem insulina. A estratégia do Dr. Couri é, primeiro, extrair células-tronco da medula do paciente. Estas células têm a capacidade de se transformar em diversos tipos de células especializadas. Depois, o diabético é submetido a uma sessão de quimioterapia, que praticamente “desliga” seu sistema imune. Daí, as células-tronco coletadas do próprio paciente são reintroduzidas no organismo, para que gerem um novo sistema imune – desta vez não defeituoso, ou seja, que não ataque as células produtoras de insulina.

Dr. Carlos Eduardo Barra Couri

Os resultados são excelentes. Mais de 80% dos diabéticos tipo 1 testados voltaram a produzir sua própria insulina. Segundo a matéria, “um dos beneficiados pelo estudo é o jovem Humberto Flauzino Guimarães, de 22 anos, livre das injeções de insulina há cinco anos. Ele diz que sua qualidade de vida mudou muito desde que passou a se tratar com células-tronco. Mas as recomendações médicas de fazer exercícios físicos regularmente e de ter uma alimentação saudável não foram abandonadas.”

Como diz o título da matéria do Estadão, a técnica ainda é experimental. De acordo com Couri, “hoje, temos resultados práticos que provam que estamos no caminho certo”. Mas, de acordo com o médico, ainda não é possível prever quando a tecnologia estará disponível a todos os diabéticos. “É uma terapia de longo prazo. Estamos falando de célula-tronco, algo ainda novo e que vem sendo discutido”, explica.

Leia a matéria do Estadão seguindo este link!

 

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