Bons sentimentos são ótimos antiinflamatórios, aponta estudo

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Pesquisa revela que sentimentos como admiração e espiritualidade ajudam o corpo a combater inflamações, uma das causas do diabetes tipo 2.

felicidade faz bem para a saude

Inflamação e diabetes – em especial o diabetes tipo 2 – andam lado a lado. Ao longo dos últimos anos, várias pesquisas indicam que o desencadear do diabetes está relacionado ao aumento dos processos inflamatórios internos do corpo, em uma interação bioquímica ainda não inteiramente compreendida.

Acredita-se que o sobrepeso, a obesidade e o sedentarismo – dentre outros exemplos – contribuam para a circulação de elementos pró-inflamatórios no corpo. Estes elementos acabam atacando as células produtoras de insulina, e isto estimula o surgimento do diabetes.

Neste cenário, tudo o que pudermos fazer para evitar processos inflamatórios é válido como prevenção do diabetes tipo 2. Uma reportagem veiculada no site SobrePeso, do Centro de Pesquisas em Obesidade e Comorbidades da UNICAMP, explica como os bons sentimentos influenciam positivamente nossa saúde e podem nos ajudar nesta jornada. Acompanhe um resumo.

 

QUEM CURTE A VIDA ADOECE MENOS

Pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, publicada no periódico Emotion, mostra que pessoas que experimentam freqüentemente emoções positivas têm níveis menores de citocinas pró-inflamatórias circulando pelo corpo.

Quando pegamos uma doença ou infecção, estas citocinas são essenciais para o organismo combater, com sucesso, os invasores. Porém, em situações normais, sua permanência no corpo é nociva. As citocinas pró-inflamatórias em níveis anormais já foram relacionadas a doenças como o diabetes tipo 2, problemas cardíacos, artrite e até mesmo Alzheimer.

beleza da natureza e a saude

Curtir a Natureza é uma maneira de deixar o corpo mais saudável e aumentar a expectativa de vida, segundo o estudo.

Para chegar a esta conclusão, o estudo recolheu material biológico de 200 adultos e correlacionou os níveis de citocinas a sentimentos como diversão, espanto, compaixão, alegria, amor e orgulho, anotados pelos voluntários em um formulário diário. Os dados são claros: sensações vinculadas à beleza artística, natural e religiosa são as mais relacionadas a baixas taxas de citocinas pró-inflamatórias, como a Interleucina-6.

“A admiração, a surpresa e a beleza estimulam níveis saudáveis de citocinas, sugerindo que as coisas que fazemos para vivenciar este tipo de experiências – como caminhar ao ar livre, deliciar-se com música, admirar arte – têm influência direta na saúde e na expectativa de vida”, comentou o psicólogo Dachner Keltner, co-autor do trabalho.

 

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