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Governo americano libera comercialização de novo remédio para tratamento inédito dos olhos de diabéticos.

A Food and Drug Administration, equivalente norte-americana da Anvisa brasileira, aprovou o uso do remédio Lucentis para o tratamento de uma das condições mais comuns nos olhos dos diabéticos: o edema macular diabético. Cerca de 10% dos diabéticos desenvolvem esta doença, em especial os diabéticos do tipo 2.

O edema macular diabético é um inchaço na retina, causado pelo rompimento de vasos sangüíneos na região. Como já é sabido, pressão alta e elevadas taxas de açúcar no sangue aumentam as chances de rompimento destes vasos, portanto os diabéticos correm mais riscos de ter a doença ocular quando não tratam adequadamente de seu diabetes. Eis mais um motivo para se manter o olho vivo no controle da glicemia! O sintoma característico da condição é a perda progressiva da qualidade da visão.

O remédio Lucentis não é novidade. Já era prescrito para o tratamento do edema macular, só que relacionado à idade avançada. Desta vez, seu uso para ajudar na recuperação da visão dos diabéticos foi comprovado por pesquisas científicas e liberado para comercialização pelo governo americano.

Até então, o tratamento-padrão para o edema macular era a cirurgia a laser, visando a “queimar” com a luz os vasos sangüíneos rompidos. Assim, fechavam-se os vasos e impedia-se que a visão piorasse com o tempo. Todavia, os danos prévio continuavam e a visão não melhorava (apenas deixava de piorar). Este tratamento era o recomendado desde 1985 – como garante um dos cientistas envolvidos nas pesquisas do Lucentis, já estava na hora de novidades saírem!

De acordo com as pesquisas mais recentes, depois de apenas uma semana de uso do Lucentis, houve melhora significativa na qualidade da visão dos diabéticos. Além disso, a espessura do inchaço na retina diminuiu.

O único ponto mais desagradável desta história é que a nova droga deve ser injetada. No olho. E, logicamente, por um especialista! Mas, com os devidos cuidados, este tratamento é muito mais seguro que a cirurgia, além de mostrar benefícios até então inéditos. Aguardemos agora a liberação do remédio pela Anvisa.

 

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