A maneira mais fácil de prevenir o diabetes? Vá ao dentista

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Entenda por que sentar-se na cadeira do dentista pode ser a única maneira de milhões de pessoas prevenirem o diabetes e levarem uma vida mais saudável

O “terror” que as pessoas têm de ir ao dentista e escutar o temível “motorzinho” dos aparelhos odontológicos parece ser mais um exagero do que a realidade. Certo seria dizer que teme-se excessivamente aos médicos. Pesquisa realizada nos EUA demonstrou que 25% dos americanos fogem de consultas médicas gerais, porém 25% deste mesmo grupo visita ao menos os dentistas regularmente.

A partir destes dados, o estudo, publicado no American Journal of Public Health, estimou que o único contato médico de cerca de 20 milhões de americanos são seus dentistas. E sugeriu que melhor se aproveitassem as visitas ao consultório odontológico, tratando-se lá não apenas cáries e canais, mas também diagnosticando-se doenças como pressão alta e diabetes.

Uma característica facilmente identificável na boca dos pacientes é um excelente indicador de tendências a se ter diabetes. A saber, é notório que os diabéticos incorrem em riscos muito maiores do que a população em geral de terem problemas relacionados à gengiva. E tais problemas não se restringem apenas aos diabéticos, mas também aos pré-diabéticos, ou cerca de 80 milhões de americanos. Um olhar especializado nas gengivas pode ser, portanto, um grande aliado para a saúde desta expressiva parcela da população, usualmente avessa às consultas médicas.

Defende-se no estudo que, além dos diagnósticos visuais, os dentistas deveriam fornecer ao paciente um breve questionário sobre sua saúde e, dependendo das respostas, encaminhá-los corretamente a um médico. Diz Shiela Strauss, professora na escola de enfermagem da universidade de Nova York e principal autora do trabalho:

“O consultório odontológico pode ser ótimo local para se identificar e classificar doenças. O dentista, por sua vez, poderia dirigir pacientes a um profissional da saúde para ser melhor diagnosticado.”

O grande desafio é convencer os dentistas, que não ganhariam extras por este serviço diagnóstico adicional e provavelmente não receberiam nas faculdades treinamento satisfatório para realizá-lo, a adotarem estas sugestões da pesquisa.

Maiores detalhes podem ser encontrados neste link (em inglês).

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